Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 20 de junho de 2026

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Apresentação dos resultados do projeto Circularidade Urbana em Portugal

No próximo dia 23 de junho, às 14h30, terá lugar no Iscte a apresentação dos resultados do projeto "Circularidade Urbana em Portugal: Uma abordagem participativa, modular e adaptativa".

Nesta sessão serão apresentados o painel de indicadores desenvolvido em colaboração com os municípios, os resultados dos projetos-piloto e um conjunto de recomendações para apoiar a integração da circularidade no planeamento e na decisão pública.

O evento contará ainda com uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades da medição e implementação da circularidade urbana em Portugal.

📍 Participação presencial

A inscrição é obrigatória devido à capacidade limitada da sala:

https://forms.cloud.microsoft/e/PfNayZ2MUT

💻 Participação online

Ligação de acesso:

https://teams.microsoft.com/meet/362592478175708?p=KGtCShGe0M5kUhrL9T

ID da reunião: 362 592 478 175 708

Código de acesso: DA7kE9TH

Consulte o programa completo na imagem abaixo.



 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Moçambique - Jacinto Gibante lança livro de estreia sobre relações modernas em Quelimane

O escritor moçambicano Jacinto Alfredo Gibante prepara-se para apresentar aos leitores da cidade de Quelimane o seu livro de estreia intitulado As raízes da traição feminina, uma obra chancelada pela Mapeta Editora.


O lançamento decorrerá nos dias 22 e 29 de Maio, pelas 15 horas, na Casa Provincial da Cultura e no Auditório da Universidade Licungo, respectivamente. A apresentação da obra estará a cargo do académico Benone Mateus.

Na obra, Jacinto Alfredo Gibante propõe uma reflexão crítica sobre as motivações psicológicas, emocionais e sociais ligadas à infidelidade feminina. O autor apresenta a traição não como um simples acto de vilania, mas como consequência de um complexo ciclo emocional marcado por carências, expectativas e desejos.

A narrativa desenvolve-se em torno de três arquétipos masculinos — Homem Shick, Homem Sheck e Homem Shock — figuras que, segundo o autor, influenciam de forma consciente ou inconsciente as escolhas afectivas femininas.

Descrita como uma obra voltada para a compreensão das fragilidades das relações modernas, As raízes da traição feminina procura igualmente explorar os dilemas emocionais que marcam a experiência da mulher contemporânea.

Jacinto Alfredo Gibante é formado em Engenharia Ambiental pela Universidade Eduardo Mondlane e actualmente frequenta o curso de Medicina Geral na Universidade Licungo. Entre 2015 e 2023, exerceu funções como docente na Escola Comunitária 4 de Outubro, em Maputo.

Já Benone Mateus, natural de Mocuba, na província da Zambézia, destaca-se como jornalista, historiador e professor de Geografia, estando ligado a iniciativas de investigação, comunicação e promoção cultural em Moçambique. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sábado, 16 de maio de 2026

Galiza - Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico no Val Minhor

O evento decorrerá na terça-feira, dia 19 de maio, às 20h, na livraira Libraida (r/Rosalia de Castro, 13) de Gondomar


O autor, Juan Luis Fernández, estará acompanhado pelo presidente do Turonia GFG, Gonzalo Henrique Rodríguez Amorín, para apresentar a última novidade da Através Editora: Futebol gaélico. História, regras, táticas de jogo e técnicas de treino.

Futebol Gaélico é um desporto popular porque pertence ao povo. A sua profunda alicerçagem social no seu país de origem, a Irlanda, e nos outros países em que é praticado testemunha-o. Para além de promover a saúde física, constrói vínculos igualmente saudáveis: tece umha comunidade baseada no respeito e na diversidade. As pessoas que o praticam, embora atinjam um alto rendimento e encham estádios, renunciam à profissionalidade. As suas instituições nom som dirigidas polas grandes corporaçons, mas sim por umha larga base associativa e amadora, e as mulheres contam com as suas próprias estruturas institucionais.

As comunidades de Futebol Gaélico, também na Galiza, som espaços em que o jogo limpo está sempre por cima da ânsia de vitória. A concorrência entre equipas é vivida com intensidade, mas também com respeito. A identidade de cada clube é o valor preponderante, só superado pola identidade comunal e o sentido do convívio.

Este manual oferece um percurso pola história dos desportos gaélicos e a sua adoçom na Galiza, bem como umha apresentaçom das regras, dos estilos e táticas de jogo e das técnicas de treino. O autor, Juan Luis Fernández Pérez, doutor em Ciências da Atividade Física e do Desporto, oferece neste volume a primeira obra galega de referência do Futebol Gaélico, revendo sistematicamente o conhecimento disponível e fornecendo umha ferramenta incontornável para as comunidades do desporto, nomeadamente para as galegas. Também, claro, umha justa homenagem para elas.

Sobre o autor:

Juan Luis Fernández Pérez. Licenciado (2002) e doutor (2011) em Ciências da Atividade Física e do Desporto, exerce como professor de Educaçom Física no ensino público desde 2004. Ao longo de vários anos esteve vinculado ao desporto de competiçom, praticando atletismo (RC Celta), karaté (Shotokan Vigo) e andebol (UB Lavadores e BM Cangas).

Quando já se considerava afastado do desporto competitivo, em 2014 foi abordado numa pizzaria de Vigo por um jovem irlandês, Feidhlim, que reconheceu de imediato a camisola de futebol gaélico que levava – uma prenda que o seu irmão lhe trouxera de umha viagem–. Assim começou a sua relaçom com este desporto: primeiro como jogador do Keltoi Vigo GAC e, posteriormente, como um dos fundadores do Turonia Gondomar FG, clube no qual também jogou e onde continua atualmente como treinador.

Formado como Coach Developer pela GGE (2024), participa no desenvolvimento das categorias de base através do projeto Gaélico Escolas e exerce também como preparador físico da Seleçom Galega feminina. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


terça-feira, 12 de maio de 2026

UCCLA - Apresentação de série documental sobre São Tomé e Príncipe

A UCCLA vai acolher, no dia 14 de maio, às 17h30, a apresentação da série documental “Africanko São Tomé e Príncipe”, uma produção da RTP África que convida o público a descobrir a riqueza cultural, turística e humana do arquipélago de São Tomé e Príncipe.


Composta por oito documentários, a série revela paisagens, tradições, histórias e o potencial deste país, promovendo uma viagem autêntica pelo património e identidade santomense.

A sessão terá lugar no auditório da UCCLA e a entrada é livre.

Veja o trailer através da ligação https://we.tl/t-9FvHgtvnWjj0qGOX


quarta-feira, 29 de abril de 2026

França - Ígor Lopes apresenta livro sobre lusofonia musical em Lyon

O autor Ígor Lopes, colaborador do Bom Dia, vai apresentar, no próximo dia 05 de maio, em Lyon, o livro-reportagem “Luso-Brasilidade Musical – A influência da Música na Ligação entre Brasil-Portugal”, numa sessão que assinala o Dia Mundial da Língua Portuguesa


A iniciativa decorre a partir das 18h30 (hora local), com entrada livre, a convite do consulado de Portugal em Lyon, e marca a primeira apresentação da obra em território francês. O momento institucional contará com a apresentação do livro pelo cônsul João Marco de Deus.

Após a sessão literária, o programa inclui ainda um momento cultural dedicado à poesia em língua portuguesa, reunindo comunidade, cultura e diplomacia em torno de um património linguístico comum.

Editado com o selo da Fundação Nacional de Artes, o livro percorre, ao longo de 255 páginas, as relações culturais entre Brasil e Portugal através da música, reunindo entrevistas e referências que documentam a construção de uma identidade partilhada no espaço lusófono.

A obra foi distinguida com vários prémios internacionais, incluindo o galardão “Literatura e Divulgação da Língua Portuguesa – Ano 2025”, atribuído pelas As Notícias / RTV Lusa, em Londres, bem como o Prémio Literário “Suisse Littérature Network” e o prémio “Award Suisse: Conexões que Resplandecem”, ambos em 2026. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 7 de abril de 2026

UCCLA - Apresentação do livro “O colono preto saiu do guarda-fato”

Vai acontecer no dia 21 de abril, às 18 horas, a apresentação do livro O colono preto saiu do guarda-fato da autoria de Sérgio Raimundo, no auditório da UCCLA.


Com a chancela da editora Oficina de Textos, a obra será apresentada por Catarina Simão.

Sinopse:

O colono preto saiu do guarda-fato é um pequeno livro de crónicas sobre Moçambique, uma espécie de celebração, em jeito literário, dos 50 anos de independência. O livro aborda diversas temáticas ligadas a Moçambique com o intuito de provocar e questionar o leitor, convidando-o a refletir sobre os últimos acontecimentos que tiveram lugar em Moçambique e os 50 anos de independência. As crónicas deste livro seguem, em parte, a linhagem de escrita defendida por Jorge Amado "a história não deve ser explicada, mas contada".

Biografia:

Sérgio Raimundo nasceu em 1992, no bairro de Chamanculo, Maputo, Moçambique. É licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, mestrado em Ciências de Educação pela Universidade de Algarve, Portugal. Atualmente, frequenta o doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Portugal. É escritor, professor, jornalista e cronista, colaborando em diversos órgãos de comunicação em Moçambique e Portugal. Vive dividido entre Moçambique e Portugal.

Publicou as seguintes obras: Síntese e fragmentos da emoção, poesia (2012); Avental de um poeta doméstico, poesia (2016); A ilha dos mulatos, romance (2020); As ancas do camarada chefe e Peça desculpas, sua excelência, crónicas (2023).

Foi Prémio Nacional de Slam Poetry (2011) - Moçambique; vencedor do concurso literário Fim do Caminho (conto, 2016) - Moçambique; menção honrosa na novela e poesia no Prémio Literário 10 de Novembro (2017 e 2018) - Moçambique; Prémio Africano de Imprensa Escrita da Merck Foundation (2018) - Quénia; Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa (2019), Portugal - Moçambique. Fez parte da Powerlist: lista das 100 figuras negras mais influentes da lusofonia (2023). Teve o segundo lugar do Prémio Literário António Mendes Moreira 2024, Portugal.


terça-feira, 3 de março de 2026

Angola - Escritor João Melo lança quatro novas obras na União dos Escritores Angolanos

O escritor e jornalista João Melo vai realizar a venda e sessão de autógrafos de quatro livros lançados recentemente no exterior, mas que agora pretende apresentar aos cidadãos angolanos na União dos Escritores Angolanos.


São as obras O Acumulador, Os Sonhos Nunca São Velhos, Será Este Livro um Romance e Quitad la rodilla de mi cuello, edição em espanhol do livro Diário do Medo, produções recentes lançadas em países como Espanha, Portugal, Brasil, Estados Unidos da América e Reino Unido.

Aníbal João da Silva Melo, ou simplesmente João Melo, nasceu em Luanda, a 5 de Setembro de 1955. É membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA).

Reconhecido como um dos grandes escritores da sua geração, é um nome incontornável da poesia angolana pós-independência, considerado um mestre do humor e da ironia, assim como um dos criadores do pós-modernismo africano. In “O País” - Angola


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Angola – Foi apresentada a obra de Natália Umbelina “Trabalho forçado em São Tomé e Príncipe – Os serviçais”

A sede da União dos Escritores Angolanos foi o palco para o lançamento do trabalho de investigação histórica realizado pela historiadora Natália Umbelina.


Angola que foi a principal fonte que o colonialismo português utilizou para tráfico de mão de obra escrava, e mais tarde contratada, para trabalhar nas roças em São Tomé e Príncipe acolheu com curiosidade, o lançamento da obra que investigou o trabalho forçado colonial de 1853 a 1903.

A intelectualidade angolana convergiu-se para a sede da União dos Escritores Angolanos para absorver a história do Trabalho forçado no arquipélago de São Tomé e Príncipe: Os serviçais.

Aki Neto, Cornélio Calei, Kanguimbu Ananaz, Hélder Simbad, são nomes de escritores angolanos que participaram no lançamento do livro.

Professores universitários, estudantes, jornalistas e cidadãos comuns de Angola também foram conhecer a história da escravatura colonial, que uniu para sempre angolanos e são-tomenses. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Portugal – Apresentação do livro de Ana M. C. Serra “Entre a Luz e a Sombra” no Centro Cultural Palácio do Egito em Oeiras

O Centro Cultural Palácio do Egito acolhe, no dia 07 de março, sábado, pelas 15H 30M, a apresentação do livro de Ana M. C. Serra “Entre a Luz e a Sombra” na vila de Oeiras


Com a chancela da Âncora Editora e com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, o livro será apresentado pela historiadora Irene Flunser Pimentel.

Entre a Luz e a Sombra leva-nos para um Portugal dos anos quarenta e cinquenta do século passado, conta-nos uma história verdadeira de tempos que não pretendemos que voltem. Baía da Lusofonia

Sinopse

Durante a ditadura portuguesa, José Rocha e Laurinda viveram entre a luz e a sombra. Ele foi preso e torturado pela PIDE, evadiu-se uma vez da prisão de Caxias e duas do Forte de Peniche. Tiveram quatro filhos, mas foram obrigados a separarem-se de cada um deles, antes de atingirem a idade escolar. Entre a Luz e a Sombra retrata a vida clandestina nas décadas de quarenta e cinquenta do século XX, através da história de dois protagonistas, dos seus companheiros e da sua família. Os nomes são fictícios, mas não o que se conta nesta história.

“A narrativa é aliciante e com recurso a uma linguagem forte em imagens – o livro daria um excelente filme – com recurso a flashbacks, e à descrição das ações das diferentes personagens num mesmo período histórico (…).

Irene Flunser Pimentel - Enquanto historiadora, expresso a minha admiração pela excelente escrita da autora, tanto na sua forma como conteúdo. Se o livro se baseia nas memórias familiares de Ana Serra, em que silêncios, sentimentos e o desconhecido são ficcionados, estes ficam sempre o mais próximo possível da realidade e da verosimilhança.   


sábado, 10 de janeiro de 2026

Cabo Verde - Léo Pereira apresenta oficialmente álbum “Refrão do Tempo” na cidade de Lisboa

Grace Évora, Neyna e Big Z Patronato são para já os artistas confirmados para o show


O artista cabo-verdiano Léo Pereira vai apresentar o seu mais recente álbum Refrão do Tempo em Portugal, a 7 de fevereiro. O espetáculo conta com a atuação de vários artistas nacionais que participam no álbum.

O álbum intitulado Refrão do Tempo foi lançado nas plataformas digitais no dia 25 de outubro do ano passado.

Entre as faixas presentes no álbum destacam-se alguns temas como “Ngosta”, com Big Z Patronato, “Bo E Dimas”, em colaboração com Grace Évora, “Vida E Só 1”com os Ferro Gaita, entre outros.

Segundo informações publicadas na página oficial das redes sociais do artista, o concerto vai ser realizado no espaço Lisboa Ao Vivo, LAV, na capital portuguesa, a 7 de fevereiro.

Grace Évora, Neyna e Big Z Patronato são para já os artistas confirmados para o show, conforme informações publicadas no cartaz.

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais e online. Nádia Pires – Cabo Verde in “Balai Cabo Verde”



quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Angola - Livro “Corte Perfeito” convida leitores a um diálogo ‘íntimo’

O Palácio de Ferro, em Luanda, vai acolher, neste Sábado, 20, o acto de venda e sessão de autógrafos do livro “Corte Perfeito”, da escritora angolana Elly Mata, a partir das 17h00, sob a chancela da editora Chiado Books


Ao longo das páginas, a obra aborda, de forma sensível e honesta, questões ligadas à saúde mental, à motivação, à nostalgia e à permanente busca pela felicidade ou, em muitos casos, pela cura interior, de forma a criar um diálogo íntimo com o leitor. Segundo a autora, o que a inspirou a escrever o livro foi o desejo de registar sentimentos e reflexões que fazem parte de todos os seres humanos, bem como a necessidade de transformar emoções universais em palavras.

Com este trabalho, disse, pretende marcar, de forma consciente e intencional, o lugar onde tudo começou, desde os primeiros escritos e registos que guardou ao longo dos anos. “Houve um momento em que parei e reflecti: o que quero deixar registado no mundo? Todos nós te mos um sonho, um talento, um objectivo; então, por que não deixar isso registado?”, explicou.

Elly contou que a escolha do título remete a tudo aquilo por que as pessoas passam emocionalmente, e que a palavra ‘perfeita’ foi usada em sentido figurado, pelo facto de ser escritora e ter a liberdade de criar. A obra apresenta-se como um livro que convida o leitor a desacelerar e a olhar para dentro. Trata-se de uma recolha de textos e frases que acompanham a jorna da emocional da autora, escritos a partir da vivência e da necessidade de sentir e de fazer sentir.

Dificuldades na produção da obra

A autora revelou ter enfrentado dificuldades no processo de edição, devido ao facto de precisar fazer um filtro cuidadoso dos conteúdos que integrariam a obra. Ainda assim, considera o processo desafiante, pelo facto de compreender todo o percurso editorial.

De acordo com a escritora, durante a edição da obra, contou com o apoio constante da sua família, por se tratar de um dos seus primeiros livros a ser publicado. Facto que exigiu dela coragem, sobretudo enquanto jovem autora a afirmar-se no meio literário.

Corte Perfeito é uma obra de não ficção literária, composta por textos reflexivos, cartas, fragmentos e um conto, que explora as várias fases da vida e da emoção humana. Todos esses factores influenciaram na construção da obra e permitiram-me adquirir uma nova perspectiva ao observar tudo ao meu redor”, sustentou a autora. In “O País” - Angola


Macau - Ricardo Adolfo vem à Livraria Portuguesa apresentar “o Japão que não está na rua”

O escritor Ricardo Adolfo vai estar presente na Livraria Portuguesa para uma sessão de apresentação do seu mais recente livro, “A Chefe dos Maus”, já na próxima segunda-feira. Munido do mesmo tom sarcástico e mordaz que revelou nas suas obras anteriores, o autor apresenta uma crítica às convenções sociais japonesas e ao mundo corporativo global, onde as directrizes de diversidade coexistem, muitas vezes, com uma boa dose de hipocrisia. “Além de senhoras a trabalhar, temos de ter mais pessoas de mais cores e uns poucos deficientes”, anuncia o chefe de uma organização mafiosa japonesa a um grupo de homens atónitos. E assim começa uma viagem pelos cantos mais obscuros do Japão


Tóquio é uma cidade de camadas. Há a capital dos transportes públicos limpos e pontuais; das escadas rolantes em que se segue invariavelmente pela esquerda; da educação automática, quase maquinal, embutida nos “obrigados” e nas vénias de quarenta e cinco graus. Por baixo da educação polida à exaustão, esconde-se tudo aquilo que não convém discutir abertamente e que fica reservado para a intimidade. A vida nocturna. A sexualidade. O crime organizado.

Mas, na Tóquio moderna, até o submundo do crime tem de manter uma fachada apresentável. É este o ponto de partida para A Chefe dos Maus, o novo livro de Ricardo Adolfo: uma empresa de criminosos que tenta parecer legítima, ao ponto de até se esforçar por adoptar as mesmas políticas de diversidade que começam a ser exigidas pelo Japão fora. Entre bares de alterne, actividades ilícitas e manipulação, a revolução vem de onde menos se espera. Não dos clientes extorquidos, não das autoridades: no final, é uma mulher insegura e submissa quem desconstrói a hipocrisia deste submundo aparentemente inabalável.

Para Ricardo Adolfo, a escolha do tema do livro foi natural. Trabalha há cerca de vinte anos na área da publicidade, os últimos dez passados em Tóquio, e tem observado em primeira mão as mutações constantes do mundo corporativo – mas também a resistência feroz às mesmas. “O trabalho está a mudar, e tem de mudar. No entanto, ainda há muita resistência e muitos hábitos mais tradicionais, sobretudo num país como o Japão”, observa o escritor português, em conversa com o Ponto Final.

Os ventos da mudança, porém, fazem-se sentir por todo o mundo – e a Ásia Oriental não é excepção. “Há uma modernidade que entrou pelos nossos dias e deixou algumas empresas numa espécie de estado de choque. Todas estas coisas são novas, diferentes, e pensei que seria interessante explorar esta tensão”.

Ao tema da nova roupagem dos quadros de chefia, acrescenta-se uma sátira inteligente sobre as hierarquias patriarcais e os estereótipos de género e uma visão inédita sobre as empresas criminosas que proliferam no Japão. As ideias pré-concebidas dos ‘gangsters’ japoneses cobertos de tatuagens dos pés à cabeça talvez precisem de uma reinvenção mais adequada ao século XXI, segundo relata Ricardo Adolfo.

“Um dos grandes atractivos para a história foi perceber que estas empresas existem mesmo e que estão a fazer de tudo para parecerem normais, legítimas. Foi dito aos gangues: vocês não podem estar na rua, não podem ser bandidos à moda antiga; têm de pôr um fato e gravata, ter uma morada, pagar impostos”. E é o que tem acontecido. O submundo do crime sai das sombras, toma banho, perfuma-se e veste-se a rigor para continuar as suas condutas imorais, desta vez escondidas a céu aberto. “O cúmulo do fingimento é esse: até fingem a questão da diversidade. Fingem tudo. Foi essa mentira em cima da mentira que eu achei interessante”.

Como português radicado no Japão, Ricardo Afonso tem uma perspectiva observadora e atenta dos hábitos japoneses, incluindo aqueles que poderão passar despercebidos a um habitante autóctone. A “cultura muito específica, cerimoniosa, com ainda maiores cerimónias e formalidades à volta de uma mesa de reunião” foi retratada de forma fiel e espirituosa no livro, fruto de uma experiência imersiva de uma década. Os aspectos mais sensíveis, como as organizações criminosas e o seu funcionamento interno, exigiram outra abordagem.

“Foi uma mistura entre pesquisa teórica e pesquisa de terreno”, conta o autor. “Uma parte da pesquisa veio de livros e filmes, porque o Japão tem uma cultura muito rica de ficção à volta destes grupos criminosos. Quanto à outra, foi mesmo ir ao terreno e tentar falar com pessoas e descobrir algumas histórias. Há uma parte destas actividades menos legais que é feita à vista de toda a gente. A forma como eles emprestam dinheiro com taxas de juros muito elevadas… apesar de não ser legal, é público”.

Tal como os bares nocturnos em Kabukicho que a protagonista visita ao longo da sua jornada, onde é possível arrendar a companhia – e a ilusão temporária de intimidade – de jovens rapazes de aparência andrógena, rostos maquilhados e cabelos tingidos de loiro. “Há o Japão da rua, que toda a gente vê. Depois, entras numa porta e já não sabes onde estás. Essa exploração das várias camadas foi algo que adorei fazer. Gosto muito desse Japão que não está na rua”.

O universo masculino saqueado por uma mulher

“O seu universo estava prestes a ser saqueado por uma mulher”, lê-se na primeira metade do livro. A estagiária recém-promovida tinha acabado de chegar à sua primeira noite de formação num destes bares de ‘hosts’, para desagrado do Chefe de Entretenimento – um dos muitos chefes com quem teria de lidar nas páginas seguintes.

Dentro deste mundo hiper-masculino, foi dada voz a uma protagonista feminina. A assistente do Chefe dos Chefes sabe que não deve falar de forma inoportuna – isto é, sempre que não lhe seja expressamente pedido. As suas opiniões não importam. A sua presença é ignorada, na maior parte das vezes, e indesejada, quando começa a sua série de “estágios” em diferentes vertentes criminosas. Tudo em nome da diversidade, e não do valor que (não) lhe reconhecem.

Ricardo Adolfo não é estranho à perspectiva feminina, como o público já sabe desde os tempos de Mizé – Antes Galdéria do que Normal e Remediada, obra publicada em 2006. Apesar de ser “sempre um desafio” escrever sob o ponto de vista do sexo oposto, o autor reconhece nas suas personagens mulheres uma potencialidade dramática especial, assim como uma oportunidade para salientar “problemas sociais” ainda por extinguir.

“Acho que há problemas femininos mais interessantes e relevantes para serem debatidos hoje em dia. Não quer dizer que não haja problemas masculinos interessantes, mas quando se põe um ao lado do outro ainda há uma urgência maior em tentar contar histórias de um ponto de vista feminino, porque há desafios que só acontecem a uma mulher. E isso dá mais energia, relevância e contemporaneidade às histórias”.

Mizé é determinada, ambiciosa, cheia de confiança e amor-próprio. A estagiária, criada vinte anos depois no outro lado do mundo, é obediente e sossegada como exige a educação japonesa. Foi este o principal desafio do autor: não está apenas a escrever uma mulher, mas uma mulher japonesa. “Demorei muito tempo a escrever do ponto de vista japonês, apesar de já cá viver há muitos anos. Sempre tive algum receio”.

A Chefe dos Maus é o segundo dos seus romances a usar o Japão como pano de fundo para o desenrolar da acção. Um pano de fundo rico e dinâmico, cheio de detalhes inexistentes em qualquer outro lugar do mundo, que acaba por se tornar personagem própria. No entanto, se Tóquio Vive Longe da Terra, de 2015, conta a alienação de um estrangeiro numa cultura distante, o enredo do livro mais recente é construído a partir da perspectiva de uma mulher nascida e criada neste mundo paralelo.

“O ponto de vista de um homem estrangeiro era mais fácil… Foram precisos muitos anos a tentar ganhar coragem para escrever uma personagem feminina japonesa”. Publicado o livro, resta agora conhecer o ‘feedback’ das leitoras do Japão. “Acho que, do ponto de vista não japonês, a personagem feminina resulta. Agora tenho ainda de ouvir a segunda parte, que é a parte de cá”.

O primeiro dos seus livros a ser traduzido para japonês, Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas, foi “surpreendentemente” bem acolhido pela comunidade local, apesar de o autor ser – por enquanto – “desconhecido” no Japão. “Como esse correu bem, este pode ter algumas hipóteses…” A expressão de Ricardo Adolfo abre-se num sorriso hesitante. “Apesar de ser um bocadinho crítico da sociedade japonesa, não é?”.

A sessão de apresentação de A Chefe dos Maus decorre na próxima segunda-feira, dia 22 de Dezembro, a partir das 18h30, com a presença do próprio autor. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

França - Apresentação de livro destaca percursos de portugueses fora do país

A apresentação do livro Caminhos Globais, de Marta Henriques Pereira, reuniu no dia 25, nos Salões Eça de Queirós, o embaixador de Portugal em França, Francisco Ribeiro de Menezes, e várias personalidades ligadas à diáspora, num encontro dedicado à “reflexão sobre oportunidades e percursos fora de Portugal”


A moderação ficou a cargo do representante permanente adjunto de Portugal junto da OCDE, Pedro Solano de Almeida.

A sessão, concebida como um momento de reflexão sobre desafios e oportunidades, pretendeu “inspirar jovens e profissionais interessados em seguir percursos internacionais”, segundo o Consulado-Geral de Portugal em Paris.

O encontro foi organizado em parceria com a Delegação Permanente de Portugal junto da OCDE e com a Delegação Permanente de Portugal junto da UNESCO. “O evento destacou o percurso e as experiências de portugueses com carreiras internacionais, nomeadamente das oradoras convidadas Mathilde Stoleroff (UNESCO) e Ana Paula Fernandes (OCDE), bem como o papel das instituições multilaterais”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




quinta-feira, 20 de novembro de 2025

UCCLA - Apresentação do livro “Mares de Águas Secas”

Vai ter lugar no dia 26 de novembro, às 17 horas, a apresentação do livro Mares de Águas Secas, da autoria do escritor e poeta cabo-verdiano N'gosi Nelly, no auditório da UCCLA.

A obra tem a chancela da Mangue Editora e será apresentada pelo escritor e poeta moçambicano Sérgio Raimundo.


Sinopse:

Mares de Águas Secas afirma-se como uma obra de fôlego poético e político, em que a palavra não é mero ornamento, mas arma de resistência. O autor ergue a sua voz contra as marés da intolerância e da exclusão, convocando o leitor a olhar de frente para os rostos invisibilizados da modernidade - os esquecidos pela geopolítica, os marginalizados das cidades globais, os que sobrevivem nas franjas do sistema. A escrita, marcada por uma visceralidade cortante, recusa a complacência: cada poema é denúncia, mas também apelo à ação, lembrando que a literatura pode e deve ser gesto transformador. O autor confronta as contradições do discurso global, onde a solidariedade se proclama em púlpitos oficiais, mas se nega no quotidiano das fronteiras e das crises silenciadas.

Um dos grandes méritos desta obra reside na ousadia estética do autor, que constrói uma verdadeira “sinfonia poética” ao misturar idiomas de diferentes latitudes: inglês, lingala, português, zulu, espanhol, mandarim, francês, árabe, japonês, cabo-verdiano, e até mesmo o tupi, língua indígena em risco de extinção.

Esta opção rompe radicalmente com a tradição da poesia “unilinguística” e afirma um gesto literário de resistência, celebrando a pluralidade linguística como metáfora da diversidade humana. Essa fase de experimentação é fruto de dez anos de maturação literária, revelando um escritor jovem, mas consciente do alcance do seu ofício. Há, porém, um equilíbrio raro: a dureza da denúncia não anula a pulsação da esperança. Entre versos que expõem as feridas abertas do preconceito e da xenofobia, emerge a crença numa humanidade ainda possível, feita de pontes em vez de muros, de pluralidade em vez de exclusão.

Mais do que um livro de poemas, Mares de Águas Secas é um manifesto literário que inscreve o autor no horizonte das vozes que compreendem a poesia como espaço de resistência e, sobretudo, como território de reconciliação humana.

Biografia do autor:

Adolfo Lopes Varela (N’Gosi Nelly) - escritor, poeta e investigador - nasceu a 14 de abril de 1993, no Tarrafal de Santiago, Cabo Verde, onde realizou os seus estudos primários e secundários. Prosseguiu a sua formação em Lisboa, licenciando-se em Ciências Políticas e Relações Internacionais e obtendo ainda um curso de Especialização Tecnológica em Gestão Administrativa de Recursos Humanos, ambos pela Universidade Lusófona. Mais tarde, especializou-se em Direitos Humanos, com enfoque na igualdade e equidade de género, pela Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido. É Mestre em Gestão Administrativa dos Recursos Humanos e do Conhecimento pela Universidade Jean Piaget. A sua escrita é fortemente influenciada pela poetisa cabo-verdiana Ineida Nelly e pela escritora e dramaturga nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, fusão de referências que inspirou o nome literário N’Gosi Nelly.

Em 2014, estreou-se com a obra Rabés di Mundu, publicada no âmbito de um concurso para jovens escritores promovido pela Corpos Editora, no Porto, Portugal. Em 2022, integrou a antologia poética Canja pa nos Alma, organizada por Destaney Andrade e reunindo mais de 27 poetas cabo-verdianos. Nesse mesmo ano, participou na segunda fase do projeto de investigação sobre as variedades linguísticas de Cabo Verde, com foco na ilha do Sal, trabalho que dará origem ao segundo volume da coletânea Sanpabadiu, N’Gosi Nelly distingue-se por uma poética inovadora, marcada pela fusão de diferentes variedades do crioulo cabo-verdiano num só poema. Em 2023, publicou o seu primeiro romance, No Colour Love (Kriolidades), uma reflexão literária sobre as origens e a formação da língua cabo-verdiana, explorando influências do português, espanhol, italiano, wolof, mandinga e fula. No ano seguinte, lançou Dunas Sem Areia (2024), romance ambientado no contexto da descolonização portuguesa, que narra a história de dois jovens apaixonados enfrentando os dilemas e convulsões de uma sociedade em transformação.

Em setembro de 2025, regressou à poesia com Mares de Águas Secas, a sua obra mais recente, publicada após cinco anos de interregno. Este regresso assinala uma fase de maturidade literária, onde a poesia crítica e social ganha centralidade, enriquecida pela ousada mistura de múltiplos idiomas num só corpo poético.




terça-feira, 6 de maio de 2025

Lusofonia – Imprensa Nacional Casa da Moeda anuncia a criação de prémio literário para São Tomé e Príncipe

No dia 05 de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) apresentou o novo Prémio Literário Almada Negreiros, que irá distinguir textos em prosa inéditos da autoria de cidadãos de São Tomé e Príncipe.



O Prémio foi apresentado no Centro Cultural Português, em São Tomé, numa sessão que contou com a presença da Ministra da Educação, Cultura, Ciências e Ensino Superior de São Tomé e Príncipe (STP), Isabel Abreu, da Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de STP, Nilda da Mata, do Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Veiga, da Secretária de Estado da Cultura de Angola, Maria da Piedade de Jesus, do Embaixador Português em STP, Luís Leandro da Silva, e da Presidente do Conselho de Administração da INCM, Dora Moita.

De acordo com Dora Moita, este Prémio «constitui um gesto concreto de valorização da criação literária no país, incentivando novas vozes e fomentando a produção literária local».

«Mais do que uma distinção literária, o Prémio Literário Almada Negreiros pretende afirmar-se como um ponto de encontro entre passado e futuro, entre memória e criação, entre herança e inovação, celebrando a literatura como veículo de identidade, de expressão e de pertença», conforme sublinhou a Presidente da INCM a propósito do novo galardão, que presta também homenagem à figura de Almada Negreiros, autor nascido, em 1893, em São Tomé.

A 1.ª edição do Prémio INCM Almada Negreiros será lançada até ao final deste ano, em data a anunciar, e contará com um júri composto por três personalidades de reconhecido mérito, garantindo uma forte representatividade de São Tomé e Príncipe.

Este Prémio, em conjunto com os seis prémios literários já instituídos pela INCM, nas várias geografias do português e nos mais diversos estilos – da prosa à poesia, passando pelo ensaio e pela tradução –, dá corpo à política de responsabilidade cultural e de apoio à criação literária da empresa, no âmbito da sua missão estatutária de promoção e defesa da língua portuguesa.

Com estes prémios, criados ao longo da última década, a INCM já distinguiu e publicou obras inéditas de cerca de 50 autores, entre vencedores e menções honrosas, oriundos de diversas geografias do espaço lusófono.

Durante a cerimónia de apresentação do novo prémio literário, foram também doados 100 títulos da Imprensa Nacional, a chancela editorial da INCM, à Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe. Imprensa Nacional Casa da Moeda - Portugal


terça-feira, 22 de outubro de 2024

Apresentação do livro Luís de Camões fabuloso e verdadeiro

Num tempo em que se professava nas universidades «a opinião de que o tudo o que havia a dizer sobre o autor dos Lusíadas estava dito», Aquilino Ribeiro ousou dizer «não». Entre 1949 e 1950, o escritor publicou dois livros em que defendeu «a revisão a fundo e com meticulosidade» da história de Luís de Camões, chocando o «público ilustrado», ao afirmar que o poeta «não era aquilo que ensinavam na escola».


Alicerçando-se na releitura atenta dos estudos de, entre outros, Teófilo Braga, José Maria Rodrigues, Wilhem Storck e Hernâni Cidade, e em «três cartas particulares» de Camões, Aquilino, primeiro em Camões, Camilo, Eça e Alguns mais e depois em Luís de Camões. Fabuloso * Verdadeiro, contrariou a imagem de um poeta de origem aristocrática que era veiculada pelo regime e apoiada por académicos de Coimbra, e construiu um retrato real, de um «gentil homem pobre, mas invejável», que gerou grande polémica. Um retrato que ainda perdura.

Passados 74 anos da publicação de Luís de Camões. Fabuloso * Verdadeiro, o mais impetuoso dos dois estudos, e numa altura em que se comemoram os 500 anos do nascimento do poeta, a Bertrand Editora lança uma nova edição do livro, que celebra a vida e obra de Camões, e é prefaciada pelo jornalista António Valdemar, que privou com Aquilino.

A obra será apresentada pela Profª Dra. Vanda Anastácio, especialista em Camões, e contará com a presença do Prof. Dr. Diogo Ramada Curto, diretor da BNP, onde Aquilino trabalhou, de António Valdemar, que escreveu o prefácio a esta edição, e de Eduardo Boavida, nosso Diretor Editorial, e de Aquilino Machado, em representação da família do autor. In Blog de São João del-Rei” - Brasil


 

domingo, 29 de setembro de 2024

Portugal – Khiaro apresenta-se no Coliseu de Lisboa a 31 de Janeiro de 2025

O cantor, compositor e produtor Khiaro prepara-se para subir um novo degrau na sua carreira.


A quatro meses de se estrear no Coliseu de Lisboa a 31 de Janeiro de 2025 e já com vários singles editados, tais como: “Por nós”, “Sinais” feat João Pedro Pais, “10:56”, “Palavras”, “Estou a ficar Maluco” feat Badoxa, “A Chamada”, “Promessas” e por último “Cara a Cara”, o álbum do músico de Beja tem edição marcada para dia 25 de Outubro.

Ao longo de vários meses Khiaro tem mostrado ao público o seu trabalho de composição e produção já realizado, que culminará com a edição do seu álbum.

O tema “Sinais” junta duas gerações de músicos - um artista emergente, Khiaro e um artista consagrado, João Pedro Pais. O passado e o futuro numa canção pop lindíssima.

“Sinais” foi produzido por Khiaro e pelo produtor Ricardo Ferreira. As misturas e masterização são assinadas pelo produtor Pedro Villas. Produção do vídeo pela inArtéria, com realização de André Meneses da LabStudio Inc., e filmado no icónico espaço lisboeta Padaria do Povo, fundada em 1904 pelo Rei D. Carlos.

A realização de um desejo antigo do Khiaro em fazer uma canção com um dos músicos que mais respeita no panorama musical português foi concretizada.

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”, escreveu Fernando Pessoa e este é um desses simples exemplos a comprovar. P&C Assessoria de Imprensa - Portugal


quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Macau - Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta novo livro fotográfico pessoal num formato diferente

Na próxima sexta-feira, 13 de Setembro, Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista português radicado em Macau, apresenta o seu novo livro “Close to Me” na Casa de Portugal. Este trabalho, resultado do seu Mestrado em Nova Fotografia Documental, destaca-se pelo seu formato inovador, semelhante a uma carteira, e pelas evocativas fotos a preto e branco que capturam momentos da vida familiar. A apresentação promete ser uma celebração da fotografia e das relações familiares, convidando o público a explorar a visão pessoal do autor nesta série limitada


O fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro, radicado em Macau há 13 anos, irá apresentar a sua mais recente obra, intitulada “Close to Me”, na próxima sexta-feira, dia 13 de Setembro, às 18h30, na sede da Casa de Portugal. Este livro, concebido no âmbito do seu Mestrado em Nova Fotografia Documental na LABASAD – School of Arts & Design, em Barcelona, destaca-se não apenas pelas suas fotografias a preto e branco, mas também pelo seu formato incomum, que lembra uma carteira, com as pequenas dimensões de 10,3 cm por 7,7 cm.

“Close to Me” é uma edição limitada, com apenas 150 exemplares numerados e assinados, um verdadeiro convite ao coleccionismo. Na obra, o autor procurou capturar a energia matinal da sua família, como foco nos seus filhos, que acordam despertos e prontos para enfrentar o dia entre as 6 e as 7 da manhã. No entanto, Gonçalo revela que a narrativa se estende à hora de dormir, criando assim um contraste e uma fusão entre os dois momentos.

“Facto é que, na hora de dormir, as coisas acabam por não ser muito diferentes em alguns aspectos e acabei por misturar os dois momentos do dia, começando à noite…”, explica. O resultado foi a mistura dos dois instantes em que a vida familiar se desenrola.

O autor, que lançou o seu primeiro livro “Macau 5.0” em 2015, refere que este novo projecto demorou mais tempo do que o inicialmente previsto para ser concluído, visto que o lançamento estava agendado para 2022, e representa um esforço cuidadoso para apresentar uma proposta diferenciada. Esta edição é mais pessoal e específica, retratando a família, sublinhando a singularidade da sua nova abordagem.

A escolha do formato de carteira para a edição “Close to Me” não é aleatória. “Este formato permite manter as fotos próximas de mim e de quem adquirir o livro, tal como fazemos ao levar fotografias dos nossos entes queridos na carteira”, afirma o fotojornalista. Para além deste lançamento, Gonçalo Lobo Pinheiro já prepara um novo livro para Dezembro, focado na fotografia de rua em Macau, que deverá seguir um estilo mais familiar para os seguidores do seu trabalho.

O lançamento de “Close to Me” será seguido de um momento simples, em linha com a própria concepção da obra, que conta com o design da ilustradora local Yang Sio Maan e a chancela da Ipsis Verbis. O livro estará disponível por 150 patacas no website oficial do autor, www.goncalolobopinheiro.com, bem como em várias livrarias em Macau e Portugal.

A apresentação terá lugar na Casa de Portugal, situada em frente ao Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, prometendo ser uma ocasião de celebração da arte fotográfica e da experiência familiar retratada por Gonçalo Lobo Pinheiro. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Moçambique – Poeta Léo Cote apresenta “Instalação do corpo” em livro

No dia 29 de Agosto, a partir das 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o poeta Léo Cote vai apresentar o seu novo livro de poesia aos leitores.

Intitulado Instalação do corpo, possui cerca de 100 páginas e é composto por três cadernos, designadamente, “Mitografia”, “O ciclo da ilha” e “A geografia do afecto”.

Para o editor da Gala-Gala, Pedro Pereira Lopes, citado na nota de imprensa da editora que chancela o livro, “Cote, autor de reconhecida obra, evidencia-se, com este livro maduro, lírico, narrativo e introspectivo, como uma das vozes mais densas e originais da poesia moçambicana pós-Charrua”.

Na cerimónia do dia 29, a obra literária será apresentada pelo jornalista e crítico literário Américo Pacule, e integra a colecção Biblioteca de Poesia Rui de Noronha, da Gala-Gala Edições.

Em Instalação do corpo, que sucede Campo de areia (2019), Léo Cote confessa-se em textos médios e longos, com versos circunspectos, explorando o corpo, a paixão, a poesia e a Ilha de Moçambique, com uma intensidade que ecoa as influências de Rui Knopfli, Luís Carlos Patraquim, Virgílio de Lemos ou, ainda, Sangare Okapi, lê-se na nota de imprensa.

Léo Sidónio de Jesus Cote nasceu em 1981, em Maputo. Frequentou o curso de Linguística e Literatura na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. Foi professor primário e secundário. Actualmente, actua como revisor linguístico. Fez parte do projecto JOAC (Jovens e Amigos da Cultura), entre 2003 e 2004. Em 2004, faz-se membro co-fundador do grupo Arrabenta Xithokozelo, que passou a animar as noites de poesia e música no Modaskavalu (Teatro Avenida). Publicou os livros de poesia Carto poemas de sol a sal (2012), Poesia total (2013), Prémio Literário 10 de Novembro do Conselho Municipal Maputo 2012, Campo de areia (2019), Eroticus: onze poemas e uma quadra sobre medida (2020) e o romance Eva (2021). In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Angola - AC Khamba faz estreia no universo literário

“AR que Textura” (poesia concreta) é o título do livro do crítico literário AC Khamba que foi apresentado na União dos Escritores Angolanos, em Luanda


AC Khamba disse, em declarações ao Jornal de Angola, que o livro é a sua primeira proposta poética, e define-se como um conjunto de textos concretos que sugerem ao leitor imagens que descobrem temáticas como a indefinição do homem, a preocupação com a cultura local.

Para além destas temáticas, explicou, encontram-se na obra outras abordagens como as reacções bipolares entre os académicos, a liberdade às doutrinas religiosas, a atenção que se deve ter com a problemática ecológica e tecnológica.

O livro, referiu, é a primeira obra completa concreta de poesias, porque o que se vê, são sinais. AC Khamba garantiu que o livro propõe aos amantes da literatura, várias técnicas de construção, desde o subgénero da poesia, e mostra-se como um reforço diferente das poesias concretas já apresentadas por outros escritores.

"A obra revela-se não apenas como um exercício estético, mas, é também como um convite à reflexão e introspecção na intersecção entre a Filosofia e a Psicologia. Neste contexto, os limites do eu e o mundo, desagregam-se na organização da linguagem, tanto na sua composição visual, bem como na leitura”.

AC Khamba disse que o apresentador da obra Destino Ventura, descreve "AR que Textura” como sendo a "gramática da poesia concreta em Angola”, e é representada como "a musa da literatura que inspira  alguns jovens a escrever, e vai permitir os outros escritores explorarem mais este subgénero da literatura”.

Membro do Litteragris

AC Khamba, é o pseudónimo de António César Cambanda, licenciado em Ensino de Língua Portuguesa pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), em Luanda.

É escritor, crítico literário e professor de Língua Portuguesa no Instituto Politécnico Dom Damião Franklin, e director-geral do Complexo Escolar Paulo Freire. É membro do Círculo de Estudos Literários e Linguísticos "Litteragris” e coordenador do Conselho Científico do Centro de Língua e Literatura.

Tem textos publicados em várias revistas, especialmente na Revista Mayombe, Palavras e Arte, Nós e a Poesia e no Jornal Angolano de Arte e Letras, "Jornal Cultura”, um dos títulos da Edições Novembro, proprietário do Jornal de Angola. Armindo Canda – Angola in “Jornal de Angola”







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