Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Angola - Líderes parlamentares da CPLP preparam detalhes para início da sessão

Os presidentes dos Parlamentos Nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reuniram em Luanda, com foco na preparação da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP, que arranca sob o lema, "Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional da CPLP"


A reunião orientada pela presidente em exercício da Assembleia Parlamentar da CPLP, a moçambicana Margarida Talapa, contou com a participação dos líderes dos Parlamentos de Angola, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste.

O encontro marcou o compromisso com o aprofundamento da cooperação interparlamentar e pela definição de prioridades comuns para a região.

Antes da conferência, os presidentes dos Grupos Nacionais dos Parlamentos da CPLP também estiveram reunidos para abordar sobre alguns instrumentos essenciais que servirão de análise nos debates da sessão intercalar. Pedro Ivo – Angola in “Jornal de Angola”


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Botswana – Discute-se futuro do desporto na África Austral

O futuro do desporto na África Austral está a ser discutido por líderes, representantes governamentais e parceiros estratégicos na Reunião do Conselho Consultivo 2026, em Gaborone, no Botswana


Segundo o Conselho Superior do Desporto da União Africana – Região 5 (AUSC Region 5), que avança a informação, numa nota enviada ao JA Online, a reunião serve para avaliar o progresso da região, reforçar a governação e acelerar o futuro do desporto na África Austral.

Simultaneamente, o encontro decorre num momento decisivo para a região numa altura em que as instituições africanas enfrentam desafios crescentes ligados ao desenvolvimento da juventude, inclusão económica, credibilidade institucional e integração regional.

Durante dois dias, os delegados da Região 5 vão analisar prioridades estratégicas, sustentabilidade financeira, governação institucional, programas de desenvolvimento juvenil e o futuro do desporto regional.

Os debates incluem a avaliação das actividades regionais e implementação estratégica, apresentação do Plano Estratégico revisto, questões financeiras e de governação, bem como relatórios sobre os Jogos da Juventude da Região 5, relatórios de implementação dos Estados-Membros e questões institucionais e constitucionais

A liderança da AUSC Região 5 reitera com esta iniciativa que o desporto já não pode ser visto apenas como competição ou entretenimento, mas como um instrumento estratégico de desenvolvimento, oportunidade, unidade e transformação social.

“As regiões que investem seriamente no desporto investem na juventude, na estabilidade, no crescimento económico e no futuro”, acrescenta o documento.

Por outro lado, a Região 5 assume o compromisso em construir instituições mais fortes, capazes de gerar oportunidades para atletas, jovens e comunidades em toda a África Austral, num período em que a região se prepara para grandes marcos, incluindo o RASA 2026 e os Jogos da Juventude da Região 5 Maputo 2026.

"O futuro do desporto africano não será construído apenas com discursos. Será construído por instituições capazes de liderar, reformar, inovar e entregar resultados", pode ler-se. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

CPLP - Quer reforçar investigação científica e recolha de dados nas zonas marítimas

Os estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pretendem reforçar a investigação científica e recolha de dados nas respetivas zonas marítimas, anunciaram após uma reunião na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde.


“Fomentar a investigação científica aplicada, a inovação tecnológica e o uso de inteligência artificial e de sistemas de observação oceânica” foi uma das decisões expressas entre os 26 pontos da declaração final da sexta reunião dos ministros dos assuntos do Mar da CPLP, dedicada ao tema da preservação da biodiversidade e da pesca.

O objetivo é “melhorar a monitorização dos ecossistemas, a segurança marítima e a resiliência climática dos estados-membros”.

Salvador Malheiro, secretário de Estado das Pescas e do Mar, em representação de Portugal, apontou as apostas na partilha de dados científicos, em ações de literacia oceânica e na fiscalização como “três pilares fundamentais” do Plano de Ação 2025–2027 da CPLP para os Assuntos do Mar, hoje aprovado.

“Ficou bem claro um objetivo comum de tentarmos conciliar dois interesses que, aparentemente, são antagónicos, o setor das pescas e a preservação da biodiversidade e da conservação da natureza marinha”, disse.

Salvador Malheiro assinalou a importância da recolha de dados, uma vez que “tudo o que diz respeito à sustentabilidade dos oceanos está intimamente ligado à ciência”.

“Nós temos um potencial muito grande de nos podermos afirmar à escala mundial, porque temos zonas económicas exclusivas enormes”, acrescentou.

Neste contexto, preservar os recursos ambientais para as gerações futuras, “é uma obrigação”, mas o conceito de sustentabilidade também inclui aspetos económicos e sociais: “De nada vale termos um oceano completamente conservado e preservado se depois tivermos as nossas comunidades locais costeiras a viver na miséria”, apontou.

“Queremos que essa aposta na conservação dos recursos marinhos também aporte [elementos] para o setor das pescas, porque não estamos preocupados com as pescas apenas no presente e daqui a uns anos, estamos preocupados com a sustentabilidade do recurso”, acrescentou Salvador Malheiro.

No que respeita a Portugal, o Governo “fez questão de estar presente e de assinar a declaração final, um plano de ação muito bem delineado, que nos compromete”, disse.

Questionado pela Lusa, o governante não crê que “os recursos financeiros (…) sejam problema: o que importa é que estes países, com uma clara natureza costeira e oceânica, estejam imbuídos da mesma paixão”.

“Os resultados, depois, vão aparecer, com certeza”, prometendo “tudo fazer para, depois da declaração final, surgirem ações e resultados. O Governo de Portugal está muito empenhado nesta matéria, queremos de uma vez por todas voltar a nossa estratégia para o mar”, assinalou.

Jorge Santos, ministro do Mar de Cabo Verde, na qualidade de anfitrião, propôs “a criação de um observatório lusófono do mar, para servir não só Cabo Verde, mas todos os países” da CPLP, com “recolha de indicadores oceânicos e reforço da cooperação científica” que ajude os governos a tomar decisões.

Ao mesmo tempo, propôs “a concretização de um centro de excelência para a sub-região africana, já aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no sentido de consolidar e robustecer tudo o que seja investigação oceanográfica”.

A declaração final prevê ainda que a Estratégia da CPLP para os Oceanos 2026–2036 seja atualizada e submetida a aprovação numa reunião extraordinária de ministros de assuntos do Mar, a realizar no Dia Mundial dos Oceanos, 08 de junho de 2026, na sede da CPLP, em Lisboa.

Os participantes prometeram também reforçar a cooperação, mobilizar financiamentos e promover a concertação entre estados-membros para implementação do acordo das Nações Unidas sobre proteção da Biodiversidade Fora da Jurisdição Nacional (BBNJ, sigla em inglês).

No encontro, a Guiné-Bissau recebeu de Angola a presidência das reuniões ministeriais dos assuntos do Mar, escolhendo como lema “A CPLP e a Soberania Alimentar: um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


terça-feira, 28 de outubro de 2025

CPLP - Debate reforço da cooperação em defesa

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou, nesta terça-feira, na Vila Ponta do Ouro, em Maputo, a XXII Reunião de Directores da Política de Defesa ou Equiparados, com o objectivo de reforçar a cooperação estratégica no domínio da defesa e preparar propostas a submeter à próxima reunião dos Ministros da Defesa da organização.


O encontro, que decorre até amanhã, junta representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Secretariado Permanente para os Assuntos de Defesa e o Centro de Análise Estratégica da CPLP.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Brigadeiro Anastácio Zaqueu Barassa, Director Nacional de Política de Defesa, acompanhado pelo Coronel Assane Cachimo, Oficial de Cooperação do Estado-Maior General, e pela Major Marta António Jorge Muando Licussa, Chefe do Departamento de Relações Multilaterais.

Na sua intervenção, o Brigadeiro Barassa referiu que o encontro decorre num contexto internacional desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pelo terrorismo e pelas alterações climáticas. Estes factores, segundo afirmou, exigem maior coordenação estratégica entre os países da CPLP, tendo realçado a importância do reforço da cooperação multilateral para a consolidação da segurança colectiva e promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

A agenda de trabalhos inclui a análise do ponto de situação da 3.ª Reunião dos Serviços de Informações Militares, da implementação do Plano de Acção 1325 sobre a Agenda “Mulheres, Paz e Segurança”, do balanço das formações realizadas no Colégio de Defesa e no Curso CIMIC, bem como a apreciação da proposta de revisão dos estatutos e do regimento do Centro de Análise Estratégica da CPLP.

Consta igualmente da agenda a calendarização das actividades conjuntas para 2026, com destaque para o Exercício FELINO, considerado um dos principais marcos da cooperação multilateral entre as Forças Armadas dos países de língua portuguesa. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Macau - Representado nas reuniões do Conselho das Comunidades Portuguesas

O presidente do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) e Secretário do Conselho Permanente do CCP vai participar numa série de reuniões do Conselho Permanente do CCP, que decorrerão em Lisboa entre 13 e 16 de Outubro.


Segundo Rui Marcelo, a agenda, “intensa e abrangente”, reflecte “o empenho do CCP em dialogar com as mais altas instituições da República Portuguesa e agentes políticos”, com o objectivo central de “debater e promover políticas públicas que reconheçam e valorizem as Comunidades Portuguesas no estrangeiro”.

O programa tem início no Palácio da Independência, com a sessão pública “(Re)Conhecer e Valorizar as Comunidades Portuguesas no Estrangeiro”, uma organização conjunta do CCP e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. O conselheiro de Macau integrará o painel de debate, subordinado ao tema “Comunidades como as percebemos e o que fazer: um activo, uma mais-valia ou uma peça de retórica?”, partilhando a perspectiva das comunidades da Ásia e Oceânia.

Ao longo dos três dias seguintes, terão lugar mais de 20 encontros na Assembleia da República e com outras entidades. Entre os principais pontos em discussão destacam-se a definição da Política Estratégica para as Comunidades e a sua tradução no Orçamento do Estado para 2026, a alteração da legislação eleitoral e a melhoria das modalidades de voto para os portugueses no estrangeiro.

Estão também programadas audiências com candidatos à Presidência da República, nas quais serão apresentadas as principais preocupações dos portugueses no mundo. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Guiné-Bissau - Na XXX reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP defende que soberania alimentar é um direito que deve ser garantido na comunidade

Bissau – O Ministro dos Negócios Estrangeiro, da Cooperação Internacional e das Comunidades (MNECIC) defendeu hoje na XXX reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, em Bissau, que a soberania alimentar é um direito que deve ser garantido na comunidade.


Na abertura dos trabalhos, depois de assumir a presidência da Reunião de Conselho de Ministros da CPLP, Carlos Pinto Pereira destacou que, é com grande orgulho que o país acolhe, pela segunda vez, uma reunião de tamanha importância, e numa fase em que a Guiné-Bissau vai assumir a liderança da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sob o lema, “A CPLP Soberania Alimentar - Um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável”.

“Este lema, escolhido com profundo sentido de responsabilidade, expressa a nossa preocupação comum, com um dos maiores desafios que enfrentam os nossos povos”, disse o ministro.

De acordo com Pinto Pereira, nos dias de hoje, garantir a soberania alimentar, é mais do que assegurar a produção de próprio alimento,  é, diz, garantir a dignidade dos povos, a resiliência da sociedade, das nações e  a estabilidade.

“Esta reunião é também uma oportunidade para avaliar o estado de implementação do acordo sobre a mobilidade na CPLP, um instrumento histórico que visa facilitar a circulação de pessoas no nosso espaço comum”, assegurou Carlos Pinto Pereira.

Por sua vez, a Ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros de São-Tomé e Príncipe Ilza Amado Vaz, felicitou a Guiné-Bissau, a República Federal do Brasil e Moçambique, pela recente inscrição, das suas ilhas, na lista do Património Mundial Natural da UNESCO.

“Estes reconhecimentos, não são apenas conquistas nacionais, mas sim, vitórias coletivas que reafirmam o compromisso da nossa comunidade, com os princípios e compromissos regionais e internacionais na proteção ambiental, valorização do património natural, e na promoção do desenvolvimento sustentável”, disse a ministra cessante da presidência  de Conselho de Ministros da CPLP.

Ilza Amado Vaz disse que, ao assumir a presidência da CPLP em Agosto de 2023, São Tomé e Príncipe definiu uma estratégia de atuação clara e coerente, inspirada no lema, “Juventude, Sustentabilidade que Norteou Todas as Iniciativas e Deliberações da Comunidade”.

Acrescentou que durante os dois anos do mandato de São-Tomé e Príncipe  colocaram a juventude no centro das prioridades da CPLP, realçando  que os jovens foram reconhecidos como a força transformadora da sociedade.

“É fundamental o papel central da juventude, das mulheres e da diáspora, como pilares estratégicos do futuro para a CPLP, porque as suas energias criativas, e capacidade de mobilização, são essenciais para impulsionar as soluções inovadoras, desde a promoção da justiça social à garantia da paz na comunidade”, destacou.

A ministra são-tomense felicitou a Guiné-Bissau pela Presidência da CPLP que irá assumir em breve, garantindo que o seu país continuará a trabalhar com os membros, para o bem da comunidade.

A XXX reunião de Conselho de Ministros da CPLP abordou o reforço da cooperação no setor agrícola e agroalimentar, com o intercâmbio de boas práticas tecnológicas e políticas públicas eficazes, as novas dinâmicas de diplomacia económica, especialmente em setores estratégicos como a agricultura, saúde, energia renováveis, e ainda a promoção de uma plataforma técnica da CPLP para soberania alimentar de combate a fome, entre outros. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

Ministro das Relações Exteriores de Angola Téte António destaca papel da CPLP como espaço de diálogo e cooperação


O chefe da diplomacia angolana, Téte António, sublinhou em Bissau, que a 30.ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reforça o papel da organização como espaço privilegiado de diálogo, solidariedade e cooperação entre os países lusófonos.

Ao intervir na sessão de abertura, Téte António reforçou, igualmente, que esta reunião reforça o compromisso com os princípios que regem a comunidade desde a sua fundação, em 1996.

A CPLP é uma organização internacional com o objetivo de aprofundar a amizade mútua e a cooperação entre os países de língua portuguesa, promovendo valores como a paz, a democracia, os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável e a valorização da língua portuguesa no mundo.

De acordo com um comunicado de imprensa do MIREX, a sessão está a ser marcada, também, com o balanço das actividades desenvolvidas ao longo dos últimos anos e aprovar importantes resoluções e declarações conjuntas, com vista à consolidação dos objectivos estratégicos da comunidade. In “Jornal de Angola” - Angola




terça-feira, 20 de maio de 2025

Angola - Luanda acolhe Reunião dos Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da CPLP

O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, presidiu, hoje, a abertura da 26.ª Reunião dos Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)



O acto teve lugar nas instalações da Brigada de Defesa Aérea da Força Aérea Nacional (FAN), antiga Base Aérea de Luanda, e reúne altas patentes militares dos Estados-membros da CPLP com o objectivo de reforçar a cooperação no domínio da Defesa e Segurança.

A reunião decorre sob o lema “Forças Armadas da CPLP: Cooperação Militar e Segurança Colectiva” e visa a troca de experiências, avaliação das acções conjuntas e definição de estratégias comuns para a promoção da paz e estabilidade na região lusófona.

Os trabalhos da reunião terão continuidade até amanhã, 21 de Maio, no Cabo Ledo, em Luanda, onde os participantes realizarão actividades de encerramento e visitas operacionais.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

São Tomé e Príncipe – 10.ª reunião dos ministros do Ambiente da CPLP

São Tomé –   A declaração final saída da 10.ª reunião dos ministros do Ambiente da CPLP, terça-feira na capital são-tomense recomenda à organização “um encontro interministerial sobre ambiente e clima visando a identificação de agendas transversais”.



“Propor ao Conselho de Ministros da CPLP que avalia a oportunidade para realizar um encontro interministerial sobre ambiente e clima com vista a identificação de agendas transversais”- sublinhou a directora são-tomense de Ambiente e Ação Climática, Sulisa Quaresma, na leitura da declaração final.

“Retomar os esforços conjuntos diplomáticos para que a CPLP possa obter estatuto de observador junto da convecção com as Nações Unidas para as alterações climáticas”, lê-se ainda a declaração de São Tomé.

Outro ponto da declaração é “reafirmar a necessidade de manter debate previsto na declaração de Lubango da 9ª reunião de ministros do ambiente da CPLP”.

“Reafirmar compromisso com a conclusão das negociações no âmbito do Comité Negociador Intergovernamental, INC e um instrumento internacional juridicamente vinculante para acabar com a poluição por plástico inclusive no ambiente marinho”, lê-se ainda no documento.

Segundo ainda a declaração “reforçar a cooperação entre Estados membros da CPLP para conservação e gestão sustentável da vida selvagem, promovendo, partilha de boas praticas em conservação ambiental e de políticas eficazes de combate internacional de espécies ameaçadas em vias de extinção”.

Na sua intervenção final a ministra são-tomense do Ambiente Nilda da Mata sublinhou que com assinatura desta declaração reafirmamos os nossos compromissos com o desenvolvimento sustentável”

Para Nilda da Mata “saímos desta reunião com decisões concretas e vamos continuar a trabalhar juntos para um futuro mais verde e sustentável”.

“Vimos aqui neste fórum diferentes potencialidade e ações que cada um dos países presentes desenvolvem” – adiantou a governante. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”


domingo, 3 de novembro de 2024

CPLP - Tem oportunidade única de posicionar-se como um destino turístico globalmente atrativo” segundo o ministro são-tomense da economia

São Tomé – O ministro são-tomense da Economia, Disney Ramos, declarou esta quinta-feira que “a CPLP tem, portanto, uma oportunidade única de posicionar-se como um destino turístico globalmente atrativo valorizando a herança comum”.


Disney Ramos fez esta declaração na décima segunda reunião dos ministros do turismo da comunidade de países de língua portuguesa na capital são-tomense sob o lema, Turismo Sustentável e Inclusivo, desafios e oportunidades na CPLP.
O governante são-tomense disse que “através deste património [turismo] comum podemos criar itinerários e experiências turísticas que não só atraem visitantes, mas, também promovem entendimento, intercâmbio cultural entre os nossos povos e o resto do Mundo”.
Disney Ramos adiantou que “esta conexão é uma ponte que transcende fronteiras oferecendo um potencial turístico singular e cativante, juntos formamos um mosaico de influências e tradições que vão desde da música, dança, literatura, gastronomia até as práticas culturais ancestrais que enriquecem cada uma das nossas relações”.
Disse ainda que “além da nossa parceria estratégica, os países da CPLP partilham uma ligação profunda e sólida sustentada por uma história comum, uma rica herança cultural e uma língua que nos conecta a todos”.
O ministro da Economia acrescentou que “ estes laços históricos culturais linguísticos são pilares que fortalecem a nossa identidade coletiva que nos diferenciam do panorama global”.
Na sua intervenção, o Representante do secretário executivo da CPLP, Manuel Lapão, disse que “estamos convictos que a cooperação da CPLP neste sector, nomeadamente, a nível da capacitação e da formação dos nossos recursos humanos, da melhoria e manutenção das infraestruturas e do incentivo aos investimentos privado constituem oportunidades que devemos explorar em conjunto”
Para Manuel Lapão “o turismo pode contribuir de forma decisiva para o processo de consolidação da CPLP e consideramos o seu potencial ainda por explorar e desafia-nos olharmos para este activo como excelente oportunidade para o futuro”.
O representante do secretário executivo da CPLP, Manuel Lapão, adiantou que “pelo conhecimento da importância social e económica que o turismo projecta na vida dos nossos Estados membros convocamos a CPLP a desenvolver um olhar integrado que contribua para formação de políticas de turismo, vector em desenvolvimento, que se quer sustentado e sustentável”.
Moçambique foi o único país que não esteve presente nesta reunião. In “STP -Press” – São Tomé e Príncipe



segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Macau - Atribuição de Bilhete de Identidade de Residente abordada no encontro entre Casa de Portugal e Sam Hou Fai

Foi em Língua Portuguesa que Sam Hou Fai orientou a conversa que manteve com uma delegação da Casa de Portugal. De entre os temas abordados, destaque para a questão das restrições na atribuição do BIR a nacionais portugueses que venham trabalhar para Macau. Amélia António disse ao candidato a Chefe do Executivo que os novos procedimentos “criam muitas dificuldades”. De resto, na reunião de cerca de uma hora, o ex-presidente do TUI ficou a conhecer, de uma forma generalizada, as acções organizadas pela associação de matriz portuguesa. “O encontro foi extremamente positivo”, revelou a dirigente ao Jornal Tribuna de Macau


A Casa de Portugal foi mais uma associação portuguesa a ser ouvida pelo candidato a Chefe do Executivo da RAEM, no seu périplo de auscultação e diálogo com vários sectores da sociedade local, neste caso ouvindo organismos com relevância na comunidade lusa do território.

O encontro de Sam Hou Fai com uma delegação da Casa de Portugal, liderada pela sua presidente Amélia António, durou cerca de uma hora e, de entre os temas abordados, a questão das restrições na atribuição do BIR a portugueses que vêm para Macau trabalhar “mereceu a atenção por parte do candidato”, segundo referiu a responsável pela Casa de Portugal ao Jornal Tribuna de Macau.

Amélia António lembrou as dificuldades encontradas a partir do momento em que as novas orientações foram difundidas. “Levantei essa questão, salientando que a alteração tinha complicado muito a vida das pessoas, concretamente para aquelas que pretendíamos aqui trazer para a realização das nossas actividades”, referiu.

A também advogada disse a Sam Hou Fai que “saiu muita gente qualificada e que essas saídas são difíceis de substituir, uma vez que, nas condições actuais, é muito difícil as pessoas aceitarem vir”. O candidato “ouviu com atenção a nossa opinião e tomou notas”, sublinha a dirigente.

A conversa – que foi mantida em Português, por iniciativa de Sam Hou Fai, uma vez que tem algum domínio da língua de Camões, na sequência dos anos em que estudou em Coimbra – abrangeu outros temas. O candidato quis perceber quais as áreas de intervenção da Casa de Portugal, que fontes a sustentam, como sobrevive.

“Falámos das nossas actividades, das oficinas, entre outras acções, ainda que de uma forma mais generalizada, tendo sido um pouco um encontro para levantar ideias”, diz Amélia António, acrescentando ter falado das dificuldades em termos de instalações.

“Dissemos-lhe que nos encontrávamos a desenvolver as oficinas num prédio industrial e das rendas estarem sempre a subir, o que implica pedir mais apoios”. A presidente da Casa explicou a Sam Hou Fai que “esse apoio, que podia ser mais bem canalizado, acaba, numa grande parte, por ser gasto nas instalações”, observando que a possibilidade dessas instalações serem colocadas em locais da administração “daria outra estabilidade”.

Por outro lado, foi mencionada a ligação que existe com os portugueses. “Falou do sistema jurídico, da cultura, porque 500 anos de língua e cultura portuguesas não é uma coisa que seja para destruir, pelo contrário, é um valor também para a RAEM, portanto, são coisas para preservar e que o candidato fez questão de reforçar”, expressou a dirigente, para quem, “ao nível das intenções, o encontro foi extremamente positivo”. Para o futuro, “veremos”, mas “há que reconhecer que ele não tem uma varinha mágica para resolver todos os problemas e terá certamente, enquanto Chefe, condicionamentos”, sustenta Amélia António.

No balanço da conversa e falando da receptividade do candidato a sexto mandato de Chefe do Executivo, Amélia António destaca, acima de tudo, a “atitude de interesse” manifestada por Sam Hou Fai. “Mostrou interesse em saber coisas que se falaram, de fazer mais uma pergunta ou outra para ficar a conhecer melhor, portanto, teve uma atitude positiva de uma pessoa interessada em saber, em perceber”, reforça.

Reforço da integração cultural sino-portuguesa

Em nota oficial do gabinete de candidatura, é referido que os representantes presentes na reunião “expressaram a sua concordância e apoio total ao programa político de Sam Hou Fai, e realizaram uma troca de opiniões, tendo em consideração as actividades desta associação”.

O texto assinala que “a Casa de Portugal em Macau enfatizou a vantagem única de Macau em termos da integração cultural sino-portuguesa, afirmando que a associação não só serve a comunidade portuguesa no território, mas também os cidadãos de Macau de todas as camadas”.

A Casa sugeriu, indica o comunicado, “que o Governo deveria fazer uma revisão das políticas de financiamento às associações, optimizar os procedimentos administrativos, aumentar o investimento em projectos de promoção e formação da cultura e língua portuguesa, esperando que se dê maior importância ao cultivo de talentos”.

Para além disso, é importante que se “promova o desenvolvimento da cultura, arte e artesanato portugueses, e que se aperfeiçoem as políticas atinentes ao trabalho e à formação de professores de origem portuguesa em Macau, que se conservem a diversidade cultural e a continuação dos valores jurídicos característicos do direito continental europeu”.

Sam Hou Fai “agradeceu as opiniões e elogiou o trabalho da Casa de Portugal em Macau em promover a cultura, arte e língua portuguesa”. O candidato “acredita que o enriquecimento constante do conceito de ‘uma base’ requer o esforço conjunto de todas as etnias de Macau”.

Apontou ainda que, “em resposta ao desenvolvimento dos tempos, a RAEM precisa de proceder à modernização da legislação, e enfatizou a importância de dar continuação aos princípios jurídicos fundamentais com características do direito continental europeu, afirmando, por outro lado, que de acordo com a Lei Básica, os interesses dos descendentes portugueses em Macau são protegidos, devendo as suas tradições e culturas ser respeitadas”.

A delegação da Casa de Portugal integrou, para além da presidente, também João Costa Antunes, responsável pela mesa da assembleia-geral, Armindo Vaz, presidente do Conselho Fiscal, e as secretárias Diana Soeiro e Andrea Aleixo.

Sam Hou Fai teve, entretanto, outros encontros, sempre acompanhado pelo seu representante, Lei Wun Long, e pelo chefe da sede de candidatura, Ip Sio Kai. Recebeu uma delegação de 11 elementos da Aliança de Povo de Instituição de Macau, que fizeram sugestões sobre diversas áreas, incluindo, Administração Pública, desenvolvimento económico, aperfeiçoamento do sistema de garantia de aposentação e do mecanismo de pensão para idosos, políticas de habitação pública. A Aliança de Povo apresentou ainda vários relatórios de pesquisa, entre os quais o “Estudo sobre o Índice de Bem-Estar da RAEM desde o Retorno”.

O candidato único conversou igualmente com dirigentes da Federação de Médico e Saúde de Macau e da Aliança de Sustento e Economia de Macau e deslocou-se à Associação de Beneficência Tung Sin Tong. Vítor Rebelo – Macau – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

São Tomé e Príncipe - Ministro dos Negócios Estrangeiros assume a presidência do Conselho de Ministros da CPLP

São Tomé – O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Gareth Guadalupe assumiu esta manhã a presidência do Conselho de Ministros da CPLP, no início hoje em São Tomé, da XXVIIIª reunião deste órgão no âmbito da XIVª Cimeira que termina domingo, 27, com a Conferência de Chefes de Estado e de Governo desta comunidade lusófona.


O novo presidente do Conselho de Ministros da CPLP, Gareth Guadalupe recebeu o testemunho das mãos do Ministro de Estado, Chefe da Casa Civil do PR de Angola, Adão de Almeida em representação do Ministro de Relações Exteriores de Angola, que detinha a presidência deste órgão da CPLP.

Na sua intervenção, Gareth Guadalupe disse que “temos a consciência do compromisso que hoje assumimos” tendo sublinhado que “queremos contar com subsídio de todos porque afinal de contas somos uma comunidade”.

“Esperançosos que as condições aceitáveis têm sido disponibilizadas com vista ao melhor desenrolar dos nossos trabalhos para que em conjunto consigamos acrescentar dividendos, a grandeza na nossa instituição CPLP, que por conseguinte traduzir-se-á em políticas alinhadas aos desafios que se nos colocam na construção da prosperidade da nossa juventude”, avançou Gareth Guadalupe.

Na sua intervenção o Ministro de Estado, Chefe da Casa Civil do PR de Angola, Adão de Almeida em representação do ministro de Relações Exterior de Angola disse que “nesta reunião teremos a oportunidade de apreciar e decidir sobre a matéria de extrema importância para a organização, porquanto a este órgão compete entre outros coordenar as actividades da CPLP”

O ministro Adão Almeida sublinhou que “durante o nosso mandato registamos um aumento substancial de manifestações de interesses na obtenção do estatuto de observadores associados e consultivos, o que espelha a importância crescente da CPLP ao nível internacional”.

Além do ministro são-tomense dos Negócios e do ministro do Estado angolano, a reunião contou com presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial e Timor-Leste bem como o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Secretario de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e o Embaixador-Secretário para Africa do Brasil.

Com a realização hoje da XXVIIIª reunião do Conselho de Ministros da CPLP, as atenções viram-se, agora, para a XIVª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP prevista para domingo, 27, na sede do Parlamento na capital são-tomense. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”


sábado, 1 de abril de 2023

Brasil - Feira de negócios com delegações e Câmaras Portuguesas é sucesso em Florianópolis

Representantes do comércio português estiveram representados desde terça-feira na cidade de Florianópolis, sul do Brasil, numa ação que culminou na sexta-feira com o encerramento da 10.ª Reunião Mundial anual das Câmaras de Comercio portuguesas.


“Representantes das câmaras de comércio, representantes das câmaras municipais portuguesas, representantes de empresas portuguesas, brasileiras” e até representantes de empresas moçambicanas, resumiu assim à Lusa o secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, enfatizando o espírito de negócios que se viveu na Feira Internacional de Negócios em Florianópolis – FIN.

Organizada pela Câmara de Comércio Brasil Portugal de Santa Catarina, Instituto Jovem Exportador e Associação de Jovens Empresários Portugal/China (AJEPC) arrancou na terça-feira e terminou no passado dia 29, com 350 expositores, e com o objetivo de estabelecer uma rede de cooperação entre empresas da Europa, Ásia, América e África.

O evento atraiu à Capital de Santa Catarina missões empresariais de países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique, além de missões de Hong Kong, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, China e diversos países latino-americanos, além das 19 Câmaras portuguesas no Brasil e mais de três dezenas de entidades governamentais e civis de Portugal e África.

Bernardo Ivo ainda participou de reunião também com a Vice-Governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm. Já em São Paulo, na sexta-feira, o Secretário da Internacionalização manteve encontros com o meio empresarial e acadêmico, incluindo a participação na sessão de encerramento da imersão empresarial “Portugal Brasil”, na Câmara de Comércio de São Paulo.

Na quinta-feira, arrancou a 10.ª Reunião Mundial anual das Câmaras de Comercio portuguesas,  com a presença de dezenas de câmaras de comércio portuguesas espalhadas pelo mundo, do embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, do conselheiro Econômico e delegado da AICEP no Brasil, Francisco Saião Costa, do secretário de Estado da Internacionalização, entre outros.

“Cada vez mais o Governo português vê as câmaras como parceiros na sua atividade econômica”, afirmou à Lusa o presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Armando Abreu, enfatizando ainda para o fato de cada vez mais existir uma parceria e uma ação complementar entre as embaixadas, o AICEP e as 65 câmaras de comércio portuguesas espalhadas pelo mundo.

“Muita da política, seja de internacionalização de empresas, seja de captação de investimento para Portugal é complementado e feito em paralelo com as ações das câmaras de comércio pelo mundo inteiro”, frisou.

O objetivo para o futuro, explicou Armando Abreu, passa pela formulação dos estatutos da Rede Mundial das Câmaras.

Bernardo Ivo Cruz foi incisivo relativamente à importância das câmaras de comércio portuguesas e o papel que têm entre o Estado e o privado: “já trabalhamos, mas queremos trabalhar ainda mais”.

“Reconhecemos a crescente importância das câmaras de comércio portuguesas no mundo como instrumento de apoio e de promoção das empresas portuguesas que já estão nesses países, mas também como instrumento de apoio à entrada de novas empresas portuguesas”, frisou.

O secretário de Estado da Internacionalização espera por isso uma colaboração com o AICEP e o reforço “numa relação cada vez mais íntima, mais próxima, que permita que as câmaras possam prestar apoio às empresas portuguesas, mas que possam prestar também apoio às empresas portuguesas que querem ir para onde essas câmaras estão”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


sexta-feira, 17 de março de 2023

Macau – A presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesas reúne com director do departamento de Português da Universidade de Macau

A presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesas referiu que a visita a João Veloso se inseria, ainda, num processo de esclarecimento e actualização das actividades do departamento, bem como das suas futuras aspirações, e objectivos, no âmbito do processo de auscultação de opiniões a instituições de matriz portuguesa no território.


A presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesas (CRAO–CCP) teve um encontro, no passado dia 27 de Fevereiro, com o novo director do departamento de Português da Universidade de Macau, João Veloso, referiu o Gabinete do Conselho das Comunidades Portuguesas no Círculo China, Macau e Hong Kong em nota de imprensa apenas divulgada ontem.

Rita Santos, acompanhada pelos seus assessores, Rui Marcelo e Luís Nunes, foram recebidos para apresentação de cumprimentos e uma reunião de cortesia. Nessa reunião, para além das felicitações ao novo director, que iniciou funções no segundo semestre do ano passado, a também presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) aproveitou a oportunidade para referir o empenho que o Conselho Regional na Ásia e Oceânia do Conselho das Comunidades Portuguesas, e em particular o Círculo da China, Macau e Hong-Kong, mantém na divulgação e promoção do ensino da Língua Portuguesa, através de diversos protocolos de colaboração com associações e instituições locais e regionais, “contribuindo para a manutenção da identidade cultural de origem portuguesa, que ao longo de mais de cinco gerações desempenha um papel essencial na promoção da cultura entre Portugal a China Continental, Macau e Hong Kong, e na dinamização do papel de Macau enquanto plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, contribuindo para o aprofundamento das relações económicas, comerciais e culturais, com os parceiros dos países de língua portuguesa”.

No mesmo encontro, a comendadora Rita Santos referiu ainda que esta visita “se inseria num processo de esclarecimento e actualização das actividades do departamento, bem como das suas futuras aspirações, e objectivos, no âmbito do processo de auscultação de opiniões a instituições de matriz Portuguesa, na RAEM”. 

Por seu turno, João Veloso fez uma breve apresentação do seu percurso profissional, e das actividades do departamento, “hoje uma reconhecida instituição de prestígio de ensino, da Região Administrativa e Especial de Macau”, onde destacou os vários vectores da sua intervenção, complementados por um histórico ilustrativo, bem como os pilares do seu futuro desenvolvimento, onde o grande desiderato será o posicionamento da Universidade de Macau “como uma referência para ensino e a investigação da língua e cultura portuguesa”. Neste contexto, o académico realçou o recrutamento de mais alunos de países da Ásia e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, e a promoção do seu intercâmbio, a reabertura do programa de doutoramento em literatura, que esteve suspenso devido à carência de docentes especializados, e a utilização dos recursos disponíveis na Universidade de Macau, para a realização de eventos científicos e culturais, que permitam complementar o ensino da Língua Portuguesa, como grandes objectivos de execução dessa estratégia.

Por fim, revelou ainda a mesma nota de imprensa, foram ainda apresentadas as actividades relacionadas com o curso de licenciatura em Estudos Portugueses, o curso de mestrado em Tradução (Português/Chinês) e do Centro de Investigação de Estudos Luso-Asiáticos (CIELA), para além da pretensão de serem organizados cursos de pós-graduação de Português, em Macau, em regime de protocolo com outras universidades internacionais. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Portugal - Membros da Rede dos Órgãos Jurisdicionais da Administração Eleitoral da CPLP reunidos na VI Assembleia Geral em Lisboa com vários pontos na agenda


Lisboa – Os membros da Rede dos Órgãos Jurisdicionais da Administração Eleitoral (ROJAE) da CPLP estão reunidos, em Lisboa, na sua VI Assembleia Geral, com o estabelecimento de um secretariado permanente como um dos pontos da agenda.

De acordo com a organização, para além do estabelecimento de um secretariado permanente, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais da Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), tem na agenda a fixação do montante/valor da quota anual por cada membro.

A indicação da chefia das missões de observação eleitoral para as eleições de Timor-Leste e da Guiné-Bissau a realizar em Maio e Junho de 2023, a ratificação da Carta de Lisboa sobre a organização dos processos eleitorais e o resumo da mesa redonda sobre a “Experiência Conjunta das Missões de Observação Eleitoral” no âmbito da ROJAE também estão nos pontos do trabalho.

Entretanto, de acordo com a mesma fonte, antes da VI Assembleia Geral da ROJAE-CPLP, os membros estiveram reunidos nos dias 14 e 15 de Fevereiro, a analisar a “liberdade de acção e igualdade de oportunidades das candidaturas, os desertos informativos e outros perigos da democracia, as eleições em contexto de desinformação e de algoritmos criados por máquinas”.

Os temas, conforme a organização, foram apresentados pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, Carlos Simão Matsimbe, pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas de Portugal, Luís Felipe Simões e pelo professor do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa, Victor Tomé.

Os membros da ROJAE-CPLP também abordaram temas como “as vantagens e perigos da utilização de ferramentas de inteligência artificial pelos poderes públicos nos períodos eleitorais, apresentado pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional de São Tomé e Príncipe, Carlos Barreiros.

A análise da experiência brasileira nas eleições de 2022, que contou com a apresentação da ministra do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, Carmem Lúcia, bem como as “fake news e instrumentos de inteligência artificial, verdades e falsidades nos processos eleitorais”, também esteve na agenda.

O evento juntou os membros da ROJAE-CPLP e funcionários do mais alto nível de todos os órgãos eleitorais dos nove países (Cabo Verde, Angola, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Brasil, Timor-Leste e Guiné Equatorial), que compõem a organização, e foi orientado pelo presidente da rede Manuel Pereira da Silva. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

domingo, 22 de maio de 2022

Brasil - IX Reunião Anual das Câmaras de Comércio Portuguesas em Fortaleza

Está a decorrer em Fortaleza, nordeste brasileiro, a IX Reunião das Câmaras de Comércio Portuguesas, através de um modelo híbrido de participação. O evento, que termina no próximo dia 24 de maio, também reúne presidentes de Câmaras dos cinco continentes e representantes do Governo e da diplomacia de Portugal.

A programação tem como base o hotel Vila Galé, onde estão a ser realizadas as reuniões e assembleias ordinárias de diretoria, palestras e encontros internos no modelo híbrido, com a participação de representantes das 18 câmaras de comércio existentes no Brasil e de câmaras portugueses de 22 países (sete dos quais com representantes em Fortaleza), e com transmissão simultânea em formato virtual.

Uma comitiva do Governo de Portugal também está em Fortaleza para participar do evento, com as presenças do Secretário de Estado da Internacionalização, Doutor Bernardo Ivo Cruz, e do Secretário de Estado da Economia, João Neves. Integra ainda a maior autoridade diplomática do país no Brasil, o Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos. A Reunião conta ainda com a participação de interlocutores portugueses e brasileiros que vão contribuir para o sucesso e relevância do encontro.

Este é o primeiro encontro mundial das Câmaras de Comércio Portuguesas a ser realizado após dois anos de pandemia. Concorreram para sediar o evento as Câmaras da Rússia, Suíça e Vietname, porém, a escolha foi feita pelo Brasil e em favor da cidade de Fortaleza, que mantém na Câmara de Comércio Brasil-Portugal no Ceará (CBP-CE) uma entidade com mais de 20 anos de atuação para o fortalecimento de negócios entre os dois países.

Além disso, o Ceará detém atualmente a sede da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB). Os presidentes da CBP-CE, Eugênio Vieira Filho, e da FCPCB, Armando Abreu, e a Vice-Cônsul de Portugal em Fortaleza, Ana Cristina Pedroso, são os anfitriões das comitivas presentes à Reunião Anual das Câmaras.

Debates, deliberações, palestras e visitas técnicas

A IX Reunião Anual de Câmaras de Comércio Portuguesas é composta por encontros fechados de diretoria nas manhãs de segunda (23) e terça (24), para deliberar temas relevantes para os membros das câmaras, entre eles a apresentação das novas câmaras da rede e do estatuto de utilidade pública, entre outros assuntos.

A programação terá ainda, na segunda-feira (23), às 12 horas, a realização da “O papel das câmaras no processo da internacionalização”, a ser ministrada pelo professor Bernardo Ivo Cruz, atual Secretário de Estado da Internacionalização de Portugal. Na terça-feira (24), às 9 horas, os participantes da reunião irão acompanhar a palestra “A influência da língua portuguesa no comércio e investimentos internacionais — histórico e projeção futura”, a ser conduzida por Paulo Portas, Vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Portugal.

Os representantes das câmaras nacionais e internacionais também participarão de uma programação especial com visita ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e outros equipamentos culturais na região da Praia de Iracema e do centro de Fortaleza, de almoços de relacionamentos, de uma visita ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém – CIPP, além de um jantar de confraternização das Câmaras Portuguesas, que encerrará a programação da IX Reunião.

O empresário Armando Abreu, Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB), destaca a importância do encontro. “Essa reunião que acontecerá em Fortaleza é um culminar de um trabalho que vem sendo feito pela Câmara do Ceará e pela Federação. A última reunião das Câmaras que houve presencial aconteceu em Marrocos, em 2019, e infelizmente, devido à pandemia, não tivemos como realizar esse encontro nos anos seguintes. Temos agora a grata satisfação de receber representantes das Câmaras de Comércio de todo o mundo aqui no nosso Ceará. Será uma excelente oportunidade para discutirmos os problemas que existem no dia a dia das Câmaras e o relevante papel que elas têm na internacionalização, além de podermos trocar experiências. Gostaria de realçar também a presença de uma delegação oficial do Governo português, chefiada pelo Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, bem como a presença do Secretário de Estado de Economia, Dr. João Neves, e do Secretário de Estado da Internacionalização, Dr. Bernardo Ivo Cruz. Vai ser uma ótima oportunidade para o Ceará se promover em termos de economia, comércio e investimentos”.

Já o advogado Eugênio Vieira Filho, Presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBP-CE), ressalta o papel do evento para as relações comerciais e geração de negócios. “Nesse encontro teremos reuniões onde serão discutidos diversos temas relacionados à interação da rede de Câmaras Portuguesas no mundo, com o objetivo de fomentar negócios, comércio, turismo e também apresentaremos uma série de palestras sobre temas relacionados à realização de negócios em língua portuguesa”.

O evento é restrito para convidados, com algumas atividades sendo exclusivas para os diretores.

A Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB) foi criada em 1999, mas foi constituída em 2001, em cerimônia presidida por Jorge Sampaio, Presidente da República Portuguesa na época. A instituição surgiu a partir da necessidade de ampliar a ação das Câmaras de Comércio Brasil — Portugal que têm por objetivo desenvolver nos estados de atuação as relações bilaterais entre os dois países. A FCPCB possui o papel de apoiar as 18 Câmaras de Comércio Portuguesas existentes no Brasil nas relações luso-brasileiras, auxiliando as Câmaras na afirmação do seu papel na diplomacia econômica. In “Mundo Lusíada” - Brasil

 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Timor-Leste – Realiza no próximo ano a 15.ª reunião dos Ordenadores Nacionais dos PALOP-TL e União Europeia

Díli – Timor-Leste vai acolher no próximo ano a 15.ª Reunião dos Ordenadores Nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste (PALOP-TL) e da União Europeia (UE), revelou a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Adaljiza Magno.

“A reunião vai realizar-se em Díli. Provavelmente, terá lugar em outubro ou novembro. Visa discutir e avaliar os projetos de cooperação ainda em execução e o plano e programa de cooperação entre 2021-2027”, disse Adaljiza Magno, no Palácio do Governo.

A governante recordou ainda que a proposta para a realização da reunião foi aprovada durante o encontro técnico preparatório e a 14.ª Reunião dos Ordenadores Nacionais dos PALOP-TL e a União Europeia, em novembro deste ano, na Guiné-Bissau.

Na reunião, será abordado o futuro da cooperação nas áreas do Estado de direito, governação económica e financeira e criação de emprego no setor da cultura. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Guiné-Bissau - XIV reunião dos PALOP-TL

Bissau - Os Ordenadores Nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste (PALOP- TL), prometem prosseguir com procedimentos de governação nos respectivos Estados, para garantir mais eficácia, eficiência, impacto e visibilidade à cooperação com a União Europeia.

A promessa consta na Declaração de Bissau lida esta quinta-feira pelo Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, João Aladje Mamadu Fadia, no final da XIV reunião dos PALOP-TL que decorreu na capital guineense.

O documento refere que os ordenadores se comprometem a envidar esforços para a adequada implementação dos projectos relativos ao 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), visando o pleno alcance dos resultados esperados.

Reafirmaram a vontade política para fortalecer a cooperação entre os PALOP-TL, visando também o fortalecimento da cooperação com a União Europeia em áreas de interesse comum e em particular no quadro do novo instrumento de vizinhança para desenvolvimento.

A Declaração de Bissau destacou a necessidade de identificação das futuras áreas de cooperação e da concentração nas três áreas de intervenção, nomeadamente, o Estado de Direito, a governação económica e financeira e geração do emprego na área da cultura.

Para o efeito, o documento anuncia o início de formulação de projectos nas áreas do Estado de Direito e da governação económica e financeira, no início do 2022.

A Declaração de Bissau assinalou a transferência da Presidência da organização para a Guiné-Bissau. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

 

terça-feira, 29 de junho de 2021

CPLP – Reunião da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa realiza-se em Bissau no início do mês de Julho

Bissau – O Presidente da Assembleia Nacional Popular anunciou que o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló vai presidir no próximo dia 7 de julho, à abertura da sessão Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

Cipriano Cassamá que falava esta segunda-feira aos jornalistas após uma audiência com o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, informou ainda que vão estar presentes nesta sessão, 8 presidentes de parlamentos dos diferentes países da CPLP.

Acrescentou que tomarão parte nesta sessão, o Secretário Executivo da mesma organização e o Presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

Cassamá explicou que a Assembleia Parlamentar da CPLP é um órgão que reúne seis representantes de cada parlamento indicados pelos respectivos países.

Disse que, a Guiné-Bissau assumirá a presidência rotativa da organização a partir do dia 8 de julho por um período de 2 anos na sua pessoa  enquanto Presidente do Parlamento.

“Cada parlamento tem 6 pessoas e são 9 países que compõem Assembleia Parlamentar que totalizam 54 membros. Vamos ter uma reunião muito importante onde a Guiné-Bissau com certeza no dia 8 irá começar a sua Presidência da AP, durante dois anos na minha pessoa enquanto Presidente do Parlamento”, referiu.

O líder do parlamento guineense disse ainda que informou o Presidente da República sobre as comissões que foram designadas, das personalidades que virão e que também pediu apoio logístico para facilitar o funcionamento desta conferência.

Segundo Cassamá, Umaro Sissoco Embaló prometeu dar todo o apoio necessário para a realização da conferência no país.

Cassamá disse esperar que desta conferência saiam recomendações e resoluções que serão analisadas na Cimeira dos Chefes de Estados da CPLP que decorrerá entre os dias 16 e 17 de Julho em Angola, adiantando que depois dele tomar posse da Presidência da Assembleia Parlamentar da CPLP dia 8, vai estar nessa Cimeira para representar todos os parlamentos desta comunidade.

De acordo com aquele responsável, a AP é um órgão que fiscaliza a governação dos respetivos países que trabalha na área económica, cultural, científica e entre outros, no reforço da democracia e da mobilidade.

“A mobilidade para nós deve ser um lema muito importante. Já é tempo dessa preocupação de todos nós da CPLP ser uma realidade. Não podemos permitir que, estando numa comunidade, ainda existem países que insistem em não reconhecer essa vontade política dos Chefes de Estados de mobilidade na comunidade. Um guineense pode ir a Portugal quando quiser, angolano vir a Guiné-Bissau e brasileiro e vice-versa”, disse.

Prometeu que o seu mandato como Presidente da AP-CPLP será aberto e que irá conseguir vários sucessos, e afirmou esperar que com essa dinâmica que rodeia os deputados da AP, a CPLP, nos dois anos do seu mandato pode ter resultados que beneficie não só o país, como também os restantes países da CPLP. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau