Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 19 de julho de 2026

Moçambique - Camões – Centro Cultural Português e Catalogus lançam colectânea que celebra os 30 anos da CPLP com vozes da literatura contemporânea

O Camões – Centro Cultural Português e a Catalogus apresentam, no próximo 21 de Julho, às 17h30, em Maputo, a colectânea “As casas ainda respiram”, uma obra comemorativa dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O lançamento decorrerá nas instalações do Camões – Centro Cultural Português e reunirá textos de escritores e poetas da literatura contemporânea em língua portuguesa.


Com 170 páginas, a colectânea reúne excertos de romances, contos e poemas de autores oriundos do espaço lusófono, procurando celebrar a língua portuguesa como elemento de união entre diferentes povos e culturas. A publicação apresenta textos de Alice Pina, Álvaro Fausto Taruma, Ana Bárbara Pedrosa, Calila das Mercês, Camila Afonso, Cheila Delgado, Edson Incopté, Elisângela Rita, Eltânia André, Helena Abrahamsson, Israel Campos, Jamila Pereira, Rita Canas Mendes, Samuel F. Pimenta e Virgília Ferrão, oferecendo aos leitores moçambicanos um panorama da literatura contemporânea em língua portuguesa.

A obra resulta de uma iniciativa conjunta do Camões – Centro Cultural Português em Maputo e da Catalogus para assinalar as três décadas da CPLP, organização criada em Julho de 1996 e actualmente constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cada texto evidencia diferentes identidades, perspectivas e experiências, reflectindo a diversidade cultural que caracteriza o universo literário dos países lusófonos.

Na apresentação da colectânea, o director do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, José Manuel Amaral Lopes, destaca que a celebração dos 30 anos da CPLP representa também a valorização de uma língua que aproxima povos, incentiva a criação literária e fortalece o diálogo intercultural, reafirmando a diversidade cultural como um dos maiores patrimónios da lusofonia. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


domingo, 12 de julho de 2026

Moçambique - Irene Mafalacusser vence Prémio Literário Carlos Morgado 2026

A escritora Irene Mafalacusser foi anunciada como a grande vencedora da 4.ª edição do Prémio Literário Carlos Morgado, com o conto A Mulher que Levou o Gago Consigo, tornando-se na primeira mulher a conquistar a distinção desde a criação do prémio, há quatro anos. O anúncio foi feito na quinta-feira, 9 de Julho, na cidade de Maputo, durante a cerimónia que revelou as dez novas vozes da literatura moçambicana.


Além de Irene Mafalacusser, foram distinguidos como finalistas Aldo Mondulai, Arnaldo Tembe, Chaponda Marcos, Elton Cumbi, Elton Mahumane, Ericson Sembua, Gilberto Quefaz, Gonçalves Nhauando e Neyd Amadeu. A vencedora recebeu um prémio monetário de 50 mil meticais, enquanto os restantes finalistas foram contemplados com certificados de participação, um conjunto de livros de autores moçambicanos e exemplares da colectânea Novas Vozes, Novas Estórias 2026, num valor total de cinco mil meticais para cada um.

A edição deste ano registou 196 contos submetidos por concorrentes de diferentes pontos do país. Destes, 117 textos passaram à fase de avaliação, 30 foram seleccionados como semifinalistas e, posteriormente, foram escolhidos os dez finalistas e a vencedora. Todos os contos distinguidos integrarão a colectânea Novas Vozes, Novas Estórias 2026, publicação que visa promover novos talentos da literatura nacional.

Constituído por Aissa Mithá, Bento Baloi e Marina Morgado, o júri destacou a qualidade das obras submetidas, provenientes das províncias de Cabo Delgado, Inhambane, Manica, Maputo Cidade, Maputo Província, Nampula, Niassa, Sofala e Tete, evidenciando o alcance nacional da iniciativa. Instituído pela Fundação Carlos Morgado e organizado pela Catalogus, o Prémio Literário Carlos Morgado tem como missão incentivar a criação literária e descobrir novos escritores moçambicanos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Moçambique - Lançamento de “Novas Vozes, Novas Estórias” celebra vencedores do Prémio Literário Carlos Morgado 2025

Chega ao público a 3.ª edição da antologia Novas Vozes, Novas Estórias, que reúne os 10 melhores contos de novos autores moçambicanos distinguidos na edição 2025 do Prémio Literário Carlos Morgado (PLCM).


Organizado pela Fundação Carlos Morgado e pela Catalogus, o prémio recebeu, em 2025, um total de 203 contos provenientes de diferentes pontos do país, um número que confirma o seu alcance nacional e a crescente relevância no panorama literário moçambicano.

A cerimónia de lançamento da antologia terá lugar na terça-feira, 10 de Março, às 17h30, no Business Lounge by Nedbank, em Maputo. No mesmo evento será oficialmente lançada a edição 2026 do prémio, marcando a abertura de um novo ciclo de candidaturas, que decorrerá de Março a Maio de 2026.

Autores publicados na edição 2025

A antologia apresenta textos de:

  • Omar Mahando António
  • Arquilito Silambo
  • Solange Guambe
  • Zaida Abacar
  • Daniel dos Santos
  • Argentina Guirrugo
  • Atumane Taibo
  • Pedro Mucheu
  • Alex Gujamo
  • Delton Lisboa

A obra propõe um retrato plural do Moçambique contemporâneo, explorando diferentes contextos sociais, experiências individuais e perspectivas ficcionais. O objectivo mantém-se claro: incentivar a criação literária, descobrir novos talentos e fortalecer a cultura do livro no país.

O Prémio Literário Carlos Morgado é instituído pela Fundação Carlos Morgado, organizado pela Catalogus, com o suporte da MGC – Matola Gas Company.

Com esta iniciativa, os promotores consolidam o seu papel na dinamização do sector editorial e no incentivo ao surgimento de novas vozes na literatura moçambicana. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Angola - Antologia “Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência” vai ser lançado no Camões – Centro Cultural Português em Luanda

Depois de Moçambique, a antologia de prosa Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência, organizada pelos escritores e jornalistas Eduardo Quive e Israel Campos, e editada pela Catalogus, será lançada em Angola.


Em evento que será no dia 11 de Dezembro, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Luanda, a obra que reúne 19 narrativas de 19 autores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe será apresentada pelo escritor e crítico de arte Adriano Mixinge.

Por ocasião do lançamento do livro, o escritor moçambicano Eduardo Quive participará de uma série de actividades literárias, juntamente com o escritor Israel Campos, juntando-se a eles, os autores angolanos que participam na antologia, Rosa Soares, Oliver Quiteculo e Sérgio Fernandes.

Essas actividades serão, nomeadamente, no dia 05 de Dezembro, às 17h30 na Livraria Kiela, uma sessão de conversa o tema “Pontes literárias nos PALOP: Desafios e Oportunidades”, moderada por Ngoi Salucombo (Programador cultural do Goethe-Institut Angola). No dia 06 de Dezembro, às 10 horas, uma sessão de conversa com autores na Biblioteca Contr’Ignorância, e às 15 horas, do mesmo dia, na 10Padronizada, debate sobre o tema “construindo pontes, sonhando utopias: o livro, a circulação e o acesso em Angola e Moçambique”.

No dia 08 de Dezembro, às 17 horas na União dos Escritores Angolanos (UEA), debate-se sobre o tema “entre a memória e o porvir: os jovens e os livros nos PALOP”, moderado pelo escritor e jornalista Gociante Patissa.

Dia 09 de Dezembro, às 11 horas, na Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto, conversa sobre o livro “Construir amanhã com barro de dentro – Vozes do pós-independência”, com a moderação da professora e escritora Domingas Monte.

A antologia Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência, é editada pela Catalogus com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, tendo sido lançada na capital moçambicana em Agosto de 2025. Agora ela persegue a utopia em constituir uma ponte de circulação e acesso à literatura contemporânea dos países unidos pela língua portuguesa dentro do continente africano.

A obra contempla escritores nascidos no período pós-independência que, na sua maioria, já são referência na literatura contemporânea africana e outros promissores que têm vindo a destacar-se pelo seu talento. São eles Amadu Dafé, Ailton Moreira, Alice Pessoa, Edson Incopté, Eileen Barbosa, Happy Taimo, Ivanick Lopanza, Janine Oliveira, Jessemusse Cacinda, Luana Cardoso Pereira, Marinho Pina, Maya Ângela Macuácua, Mélio Tinga, Oliver Quiteculo, Pedro Sequeira de Carvalho, Rosa Soares e Sérgio Fernandes, incluindo os contos dos organizadores, Eduardo Quive e Israel Campos.

A antologia conta com o prefácio da consagrada escritora moçambicana Paulina Chiziane e de Inocência Mata, professora de Literatura e Estudos de Cultura na Universidade de Lisboa.

Sobre os organizadores

Eduardo Quive é jornalista e escritor. Publicou, entre outros, A cor da tua sombra (Romance, 2025), Mutiladas (Contos, 2024), Para onde foram os vivos (Poesia, 2022) e O Abismo aos pés – 25 escritores lusófonos respondem sobre a iminência do fim do mundo em 2020 (co-autor, Entrevistas). Co-fundou a Catalogus e é colaborador da Fundação Fernando Leite Couto.

Israel Campos é jornalista e escritor angolano, vencedor da 2ª edição do Prémio Literário Imprensa Nacional/Casa da Moeda (2024) e do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (2025). Com quase uma década de experiência na imprensa, colaborou como freelancer para a imprensa internacional em órgãos como a BBC, Voice of America, Al Jazeera e Wall Street Journal. Em 2023, publicou o seu romance de estreia E o Céu Mudou de Cor (Kacimbo, 2023). Actualmente é doutorando em Media e Comunicação na University of Leeds. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 30 de julho de 2025

Moçambique - O sentido de responsabilidade no conto “Decadência” de Eduardo Quive

As escolhas, feitas de forma racional ou sob influência de emoções, têm impacto no crescimento ou no declínio de quem as faz. O conto “Decadência”, um dos que compõe o livro Mutiladas (2024), do escritor moçambicano Eduardo Quive, descreve como a vida do protagonista é afectada pelas suas decisões.

No conto, é apresentada a história de Vitorino, um trompetista que faz digressões por vários países africanos, mas que tem de parar de tocar, depois de ter sido acometido pela tuberculose. De volta a Moçambique, e precisando de cuidados, percebe que só existe uma pessoa, do seu passado, a quem possa recorrer.

No auge da carreira, Vitorino Vitorino chega a actuar para delegações de chefes de Estado, porém, o que Rosália Mboa canta, na sua música intitulada “Pima Nhana”, “Tudo o que voa, vem para baixo, de vez em quando (…)”, acontece com Vitorino. Quando a sua carreira despenca, ele não só vai abaixo como lá permanece.

A situação enfrentada pela personagem de Eduardo Quive sugere que nenhuma das decisões tomadas por Vitorino, aquando do seu sucesso, inclui fazer investimentos que lhe gerassem renda, ter poupança ou manter relações saudáveis com familiares e/ou amigos na sua terra natal. O protagonista acomoda-se, assumindo suas conquistas como definitivas.

Vitorino atribui a culpa da sua miséria ao destino e à má sorte. Este aspecto leva à reflexão o conceito de locus de controle, um termo da Psicologia Social da Aprendizagem que, segundo Puerto (2023), é a percepção que uma pessoa tem sobre as causas dos eventos na sua vida.

O controle pode ser interno, quando o indivíduo atribui as causas ao seu comportamento, ou externo, quando atribui as causas a factores que não dependem de si.

Os pensamentos do personagem, como “(…) é lixado o destino” e “azar demais”, evidenciam que o seu locus de controle é externo, o que contribui para que ele se mantenha na inércia e não considere buscar mudanças, já que se vê como um interveniente passivo da sua própria vida.

O cenário descrito no conto não é diferente do de histórias reais que já foram tornadas públicas no nosso país. Jovens que alcançam o sucesso e perdem-se nas excentricidades, esquecendo-se de usar as oportunidades que têm para construir bases sólidas e um património sustentável. Quando, por alguma razão, “vêm para baixo”, tal como Vitorino, o seu comportamento é de vitimização. Culpam o destino, o azar e até as pessoas ao seu redor, menos a si próprios, transferindo a outrem a responsabilidade pela sua pobreza financeira e/ou mental.

O personagem do conto “Decadência” refere, num dos diálogos ao longo da narrativa, que tinha “o mundo a seus pés”, uma expressão que sugere “ter poder”, o implica controlo. A ocorrência pode levar à interpretação de que, em situações positivas, pode-se ter a tendência a assumir o locus de controle interno, atribuindo o protagonismo ao esforço individual, o que já não acontece com facilidade nas situações negativas.

Independentemente do tipo de crença predominante em cada um, um conselho válido a ser seguido é o que é dado por Rosália Mboa, ainda na música mencionada, anteriormente: “Pima nhana hiku gwira nhana, a mundzuku wa wena uta hi lava” (modera na forma com que te achas superior, porque amanhã podes precisar de nós). Afinal, quer se esteja em ascensão ou em decadência, os seres humanos precisam uns dos outros.

Com a história do trompetista, portanto, Eduardo Quive suscita uma reflexão sobre a importância de se fazer escolhas conscientes para que se evite sucumbir ao remorso. Jéssica Ponte – Moçambique in “O País”

Texto resultado das actividades na oficina de escrita sobre crítica de arte, na Fundação Fernando Leite Couto


terça-feira, 8 de abril de 2025

Moçambique - Catalogus revela “Todas as Coisas Visíveis” em prosa

Na verdade, “Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é o título do livro de contos de autoria de 14 escritoras moçambicanas, editado pela Catalogus, com apoio da Embaixada da Espanha em Moçambique.



A obra literária será lançada no dia 10 deste mês às 17h30, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na Cidade de Maputo.

“Em cada um dos 14 contos que compõem esta colectânea, é possível sentir a voz singular das personagens, a sensibilidade e a força das autoras, que, por meio da palavra, deixam uma marca indelével na literatura moçambicana. As autoras não se limitam a narrar histórias, revelam, com destreza e coragem, a resiliência, a luta e o poder da escrita para fazer um retrato da sociedade, os dramas existenciais e as aflições do quotidiano”, adianta a nota de imprensa da organização.

A Catalogus, ao reunir escritoras, na sua maioria ainda sem livro publicado, pretende contribuir para que as mulheres possam ocupar o espaço cultural, constituído com o melhor do seu talento. “A palavra torna-se, então, o fio condutor que transforma o ideal, o caótico, o bruto e o suave em uma realidade tangível e imortal. Cada página de “Todas as Coisas Visíveis” ressoa como um manifesto, uma declaração de resistência, e uma celebração das mulheres que, com suas narrativas, constroem um mundo novo e vibrante”.

“Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é um complemento da oficina de escrita criativa “A vez das mulheres”, realizada pela Catalogus, em conjunto com a Embaixada da Espanha, tendo contado com a orientação da editora e escritora Teresa Noronha, do escritor Lucílio Manjate e do poeta Álvaro Taruma, em Setembro de 2024.

As autoras que fazem parte de “Todas as Coisas Visíveis” sao: Anastácia Sigodo, Anchura Mires, Carina Mulieca, Deizy Joane, Edna Tuaira Aníbal, Edna Matavel, Felismina Guetsa, Jade Ferreira, Julieta Panguene, Happy Taimo, Fernanda da Lena Hermano, Iraneta Campos, Natércia Chicane e Sonisa Bavá.

O escritor e docente universitário, Lucílio Manjate, vai apresentar a obra, numa noite que será também feita de conversa com as autoras, com mediação da actriz e apresentadora Anabela Adrianopoulos. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 12 de março de 2025

Moçambique – Estão abertas as candidaturas ao Prémio Literário Carlos Morgado - Edição 2025

Prémio Literário Carlos Morgado – Edição 2025, concurso para novas vozes literárias



Instituído pela Fundação Carlos Morgado (FCM), uma organização moçambicana sem fins lucrativos que visa potencializar e promover o desenvolvimento sustentável de Moçambique e organizado pela Catalogus, plataforma de promoção de autores moçambicanos, têm como com a finalidade de contribuir para a construção e projecção de novas vozes literárias em Moçambique e celebrar a contribuição de Carlos Morgado enquanto cidadão moçambicano e defensor de causas nobres. A Edição 2025 é energizada pela MGC - Matola Gas Company.

As candidaturas para o Prémio Literário Carlos Morgado estarão abertas entre os dias 13 de Março e 13 de Maio! Boa sorte a todos os participantes. Para mais informações e esclarecimento de dúvidas, não hesite em contactar-nos através de info@catalogus.co.mz e [WhatsApp] +258 87 000 9194. Fundação Carlos Morgado – Moçambique

Regulamento


quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Moçambique - Eduardo Quive conversa sobre “Mutiladas”

Na próxima terça-feira, às 18h00, o Camões – Centro Cultural Português recebe uma sessão de leitura e conversa sobre o livro “Mutiladas”, de Eduardo Quive, chancela pela Catalogus. Para a organização, será um momento de conversa entre o autor e o público, contando com a participação especial de Dora Chipande, que tecerá os seus comentários sobre a obra e também de Lorna Zita, que fará leituras do livro. A moderação da conversa será feita por Elton Pila.

Eduardo Quive iniciou a escrita do seu mais recente livro durante a residência literária que realizou em Lisboa, em 2022, ao abrigo de um programa que resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Câmara Municipal de Lisboa.

“Mutiladas” são histórias sobre as mulheres, a vida urbana e o exercício de memórias do autor, numa escrita breve, intensa e provocadora. O destino das personagens reflecte uma sociedade de tragédias diárias, onde a violência e a indiferença se transformaram num manifesto de desumanidade. Em “Mutiladas”, a vida é líquida e dilui-se sem que os protagonistas se dêem conta, lê-se na nota de imprensa do Camões.

Eduardo Quive nasceu em Maputo, a 08 de Junho de 1991. É escritor, jornalista, produtor e programador cultural. Membro fundador do Movimento Literário Kuphaluxa, editou a Literatas – revista de artes e letras e é cofundador de Catalogus – portal de autores moçambicanos.

Escreve poesia e prosa. A sua poesia está publicada em antologias em Moçambique, Brasil e Itália. É autor do livro Lágrimas da Vida Sorrisos da Morte (Poesia, Literatas, 2012); Para onde foram os vivos (Poesia, Alcance Editores, 2022); e Mutiladas (Contos, Catalogus, 2024).

É coautor do livro Brasil & África-Laços Poéticos (Editora Letras, 2014); coorganizador das colectâneas Contos e crónicas para ler em casa vol. I e vol. II (Literatas, 2020); coorganizador do livro O Abismo aos pés – 25 escritores lusófonos respondem sobre a iminência do fim do mundo (Literatas, 2020). In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 17 de junho de 2024

Moçambique - Armindo António lança “Amores e outras cores”

A Catalogus lançou na passada sexta-feira, o livro “Amores e outras cores”, da autoria de Armindo António, no Instituto Guimarães Rosa – Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, com a apresentação de Aissa Mithá Issak.

No livro, “Armindo António traz-nos uma narrativa que leva-nos a concluir que o verdadeiro amor transcende as barreiras raciais. Alves Pereira da Veiga, um engenheiro recém-formado, chega a Moçambique vindo de Portugal, cheio de sonhos e ambições. Como que por uma escolha do destino, os seus caminhos cruzam-se com os de Melinha, uma mulher negra moçambicana por quem, contra tudo e todos, se entrega por completo”.

De acordo com a nota de imprensa, conhecer o romance protagonizado por Melinha e Alves é um convite a voltar no tempo e reflectir sobre a miscigenação, uma realidade muito presente na sociedade moçambicana. É também uma oportunidade para perceber que, durante o período colonial, muitas histórias de amor infelizmente não conseguiram resistir às limitações impostas pelas leis coloniais.

Tal como no seu primeiro livro “Sobreviver ao fogo” (2023), Armindo António traz, em “Amores e outras cores”, uma escrita carregada de perspicácia e direcção, sendo profundo e sensível ao mesmo tempo. As desavenças familiares, a tradição e o amor são temáticas predominantes neste livro, onde o autor apresenta uma escrita afinada, assertiva, que leva o leitor para dentro da história, apresentando as personagens e os enredos de forma subtil.

O livro foi editado pela Catalogus, numa sessão que contou com leituras de Marcela Matimbe. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 30 de abril de 2024

Moçambique - Mélio Tinga e Eduardo Quive lançam livros no Centro Cultural Franco-Moçambicano

Os escritores Eduardo Quive e Mélio Tinga lançam, às 17h do dia 15 de Maio, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, as obras literárias “Mutiladas” e” Névoa na sala”, respectivamente, sob a chancela da Catalogus.


Eduardo Quive distanciou-se do verso em “Mutiladas”. O primeiro livro de contos do escritor retrata histórias que vão por três caminhos: as mulheres, a vida e o exercício das memórias do autor, numa escrita breve, intensa e provocadora.

Na obra o destino das personagens reflecte uma sociedade de tragédias diárias, onde a violência e a indiferença se transformaram num manifesto de desumanidade.

O livro de Mélio Tinga leva o leitor a uma história de um homem que acaba acidentalmente nas trincheiras de uma guerra no Norte do país, um morto fá-lo regressar. O pai espera-o à porta. Os fantasmas da guerra perseguem-no, no seu íntimo. Passa, por isso, parte da sua vida num hospital especializado em traumas e depressão, onde se apaixona por uma mulher que procura curar a dor de tentar conceber, poeta talentosa que esconde um mistério debaixo da cama.

O lançamento a dois, segundo uma nota de imprensa, é uma decisão dos autores que interpretam o evento como um momento de partilha e afectos, onde o colectivo vem ao de cima no lugar do individualismo.

Numa subtil feminilidade, ambas as obras são um convite para duas ou mais viagens onde os leitores irão reflectir sobre o amor, a depressão e a humanidade. In “O País” - Moçambique