Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Moçambique – Estudantes vão continuar a estudar ao relento na província de Nampula

Com o ano lectivo à porta, volta o debate de turmas ao relento e o seu impacto pedagógico. É que nos dias de chuva, milhares de alunos ficam sem estudar. Nampula equaciona recorrer aos parceiros de cooperação para a montagem de tendas para aulas.


O ano lectivo 2026 inicia a 27 de Fevereiro, com abertura oficial, e as aulas arrancam em todo o país no dia 2 de Março. As escolas preparam-se para receber os alunos, com os professores já na fase terminal da preparação dos programas.

“E já fizeram actas, já fizeram planificações quinzenais, quase já receberam o material, já está tudo pronto. Nós só estamos à espera do dia chegar e daí arrancarmos”, confirmou Horácio Luís, Director-adjunto Pedagógico de uma das escolas de Nampula.

Entretanto, há uma situação que inquieta: Novo ano, e velhos problemas.

A Escola Primária do 1º e 2º Graus da Pedreira vai funcionar com mais de 3500 alunos e porque as salas convencionais são poucas, muitos alunos estudam ao relento, para a preocupação de pais e encarregados de educação.

“Quando chove não há nada, não costumam dar aulas porque os alunos ficam debaixo das árvores. Aí não têm hipóteses de ficar para estudar”, lamenta Cidália João, encarregada de educação.

Durante o período lectivo, as árvores servem de salas de aula. São turmas que correspondem a cada árvore. É lá onde parte dos alunos da Escola Primária do 1º e 2º Graus da Pedreira vão iniciar o ano lectivo e o chão está húmido, justamente porque ainda é período chuvoso.

E em Nampula são muitas escolas que estão na mesma situação e condições, onde os alunos poderão ter as suas aulas debaixo das árvores.

Horácio Luís confirma que a situação vai continuar, até porque não houve acréscimo das salas de aula. “No ano passado nós tivemos 30 salas ao ar livre, no relento, e espero que também este ano este número vai permanecer porque as salas que tivemos no ano passado são as mesmas”, disse.

Ou seja, cresce o número de alunos a cada ano e o ritmo de construção de novas salas é muito baixo. Na falta da melhor solução, a direcção provincial de Educação em Nampula pensa em recorrer às tendas.

“Estamos num período chuvoso, estamos a rezar para que não haja catástrofe, mas como sabem nós trabalhamos com parceiros, sempre temos tido backups. A educação sempre sofreu por conta das épocas chuvosas, como também da época ciclónica”, frisou William Tuzine, Director de Educação em Nampula.

Até ao ano passado, ao nível da província de Nampula, estimava-se que cerca de 290 mil crianças estudam ao relento, pelo menos no ensino primário, um cenário que provavelmente não vai alterar bastante, mas para pior. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Moçambique - Mais da metade dos examinados da nona classe reprovados na cidade de Maputo

Alunos e encarregados de educação entram e saem de estabelecimentos de ensino da cidade de Maputo, para consultar os resultados da nona, décima e décima segundas classes. Enquanto os da décima e a décima segunda saem entre lamentações e alegria, com os resultados já publicados, os alunos da nona classe continuam em suspense. É que, após a realização dos exames remarcados para os dias 8 e 9 de Dezembro, devido ao anulamento por fraude de violação dos envelopes, na província da Zambézia, as escolas ainda não têm resultados.


“O processo da nona classe ainda está a decorrer”, disse Élio Martins Mudender, director dos Serviços Sociais da Cidade de Maputo numa entrevista ao jornal O País. A fonte justifica que os constrangimentos registados na Zambézia, com impacto por todo o país, estão por trás da demora. “Neste momento, os técnicos estão a monitorizar o processo e a recolher os dados”, afiançou.

Na capital do país, foram submetidos ao exame da nona classe 18.049 alunos, e os Serviços Sociais da Cidade de Maputo falam de um resultado negativo de 65%. “É uma experiência nova, todos estamos a aprender com isso, e quero acreditar que nos próximos anos teremos um cenário melhor, aprendido em 2025, para melhorar a qualidade do nosso ensino”, assumiu Mudender.

Esta é a primeira vez que a nona classe realiza exame, no âmbito da revisão do programa curricular iniciado em 2018. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Macau - Aprovados dois docentes solicitados pela Escola Portuguesa

O novo ano lectivo na Escola Portuguesa de Macau vai arrancar com todas as turmas e disciplinas a disporem de professores, garantiu o presidente da Fundação EPM. Jorge Neto Valente disse ao Jornal Tribuna de Macau que foram recentemente autorizados pelo Ministério da Educação de Portugal os 36 professores com licença especial – dos quais apenas dois são novos, tendo sido seleccionados no último concurso realizado. Quanto ao número de alunos, de acordo com as matrículas confirmadas até ao momento, são 809, contra os 780 no ano lectivo 2024/2025. As obras no interior do edifício, que estarão concluídas no final deste mês, possibilitam esse ligeiro aumento


Dentro de sensivelmente três semanas, arranca mais um ano lectivo na Escola Portuguesa de Macau (EPM) e desta feita não deverá haver qualquer problema de falta de professores. Tudo aponta, por isso, para que seja um arranque sem sobressaltos. “Está tudo garantido para o novo ano lectivo, no que diz respeito a docentes que leccionarão na escola”, disse ao Jornal Tribuna de Macau o presidente da Fundação EPM (FEPM).

Jorge Neto Valente revelou que “foram recentemente autorizadas as licenças especiais dos 36 professores” adstritos ao Ministério da Educação de Portugal, o que significa que as dificuldades surgidas nos dois anos anteriores não deverão repetir-se. “Todos os professores que a escola pediu já foram aprovados, não havendo qualquer problema nesse aspecto”, salientou, acrescentando que, desses com licença especial, “apenas dois são novos, tendo sido seleccionados no concurso que realizámos”.

Estes docentes, recrutados para as disciplinas de Matemática e Geografia, vão cobrir os que foram embora. “Saíram dois docentes por vontade própria que considerámos que faziam falta, por isso os substituímos, porque não temos na escola”, assume.

De resto, “outros foram embora, mas não fazem falta, portanto não há razão para substituição, entre os quais alguns que tinham sido dispensados no ano passado e que o ministro decidiu que deveriam ficar”. Para Neto Valente “agora prova-se que os horários estão feitos e eles não fazem falta”. Recorde-se de que há uns meses se soube da saída de seis professores e duas psicólogas da EPM. A instituição de ensino contará com um total de 80 professores no próximo ano lectivo.

Relativamente ao número de alunos efectivamente matriculados para o ano lectivo que começa a 9 de Setembro – um dia depois da recepção aos estudantes -, são nesta altura 809, ligeiramente mais do que os 780 que frequentaram o estabelecimento de ensino durante o ano lectivo 2024/2025.

Este pequeno aumento é possível porque as obras de melhoramento no interior do edifício, que estão prestes a ficar concluídas, permitirão ganhar mais alguns espaços. “Está a fazer-se tudo o que estava programado e os trabalhos poderão até terminar antes da data prevista, que é 31 de Agosto”, observa Neto Valente.

No que respeita ao alargamento de algumas salas de aula, os responsáveis da escola já haviam reconhecido as mesmas eram muito pequenas, uma vez que foram divididas ao meio, afirmando que havia má gestão do espaço. Por outro lado, após a conclusão das obras, consideradas urgentes, os duches passam praticamente para o dobro, quando anteriormente eram nove, o que permitirá que mais alunos possam tomar banho mais rapidamente depois das actividades desportivas no ginásio ou no recinto de jogos.

Custo das obras é suportado pela DSEDJ

O orçamento das obras é de pouco mais de sete milhões de patacas. A verba será paga primeiramente pela escola e depois reembolsada pela Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). “É assim que agora funciona, nós adiantamos e mais tarde a DSEDJ dá-nos o dinheiro”, explica o número um da FEPM.

Os procedimentos de atribuição de subsídios serão também aplicados para as obras previstas para o próximo ano. Nessa altura serão gastos cerca de 10 milhões de patacas, ainda que os trabalhos a serem realizados não tenham a mesma dimensão dos que agora estão a ser concluídos.

“No próximo ano, esse orçamento não será só para obras propriamente ditas, também vai ser aplicado para aquisição de equipamentos informáticos, por exemplo, uma vez que é necessário substituir computadores, mas igualmente mobiliário, ou seja, coisas que a gente precisa para a escola”, diz, adiantando que esse orçamento está pré-aprovado. “Se a escola tiver esse dinheiro disponível, adianta para a compra dos equipamentos e depois será reembolsada”, esclarece.

A EPM, no que diz respeito às finanças, vai passar a viver de forma um pouco mais folgada, em virtude do montante que o Governo de Portugal, através do Ministério da Educação, disponibilizará, com uma percentagem superior ao que se verificou durante vários anos.

O anúncio da reposição dos montantes, feito aquando da deslocação ao território do ministro luso dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, já teve efeitos práticos. A verba entrou nos cofres da Fundação sensivelmente a meio de Julho. Ao abrigo da decisão de Lisboa, a EPM passa a usufruir de um apoio de mais de um milhão de euros para as despesas da escola, contra os 776 mil que recebeu nestes últimos anos.

Detendo 51% do capital da Fundação EPM, os sucessivos governos de Portugal reduziram para 10% a contribuição para as despesas do estabelecimento de ensino, desde o tempo da “troika”, em 2014, situação que provocou alguma insatisfação nos dirigentes do estabelecimento de ensino.

Recorde-se que, em declarações aos jornalistas, durante uma recepção à comunidade portuguesa, na sua visita efectuada em finais de Março, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que o financiamento estava novamente “nos níveis legais”, considerando que já não havia razão nenhuma para haver o corte.

Interrogado sobre se o acréscimo de verba vai aliviar sobremaneira as despesas da EPM, Jorge Neto Valente considera que isso permitirá “cobrir as despesas sem ir buscar o capital da Fundação, que era o que acontecia até eu entrar, em 2023/2024”. Nos anos anteriores, afirma, “dava sempre prejuízo e, portanto, era preciso ir buscar o fundo da Fundação”. “Por aquele caminho, o dinheiro iria desaparecer, era uma questão de tempo”, comenta.

O orçamento proposto para a EPM este ano é de 80 milhões de patacas, ligeiramente superior ao anterior. “Ainda não está aprovado, mas espera-se que fique por essa verba”, referiu, concretizando que “no orçamento não há déficit, nem superavit, as despesas igualam as receitas”, aponta, acrescentando que “tem havido redução das despesas, o que permite gastar dinheiro em coisas que fazem falta para a escola”.

No que concerne às relações com o Ministério da Educação de Portugal, afirma que “são perfeitamente normais” e lembra que a EPM não precisa de estar sempre a falar com Lisboa, porque a escola “tem autonomia”. “Só precisamos do dinheiro e que eles nos dêem as licenças, no fundo é isso que nós necessitamos”, finaliza.

Santa Casa apoia 62 alunos no pagamento de propinas

A Santa Casa da Misericórdia vai apoiar mais de 60 famílias no pagamento das propinas da Escola Portuguesa, no próximo ano lectivo, avançou a Rádio Macau. O Provedor da instituição, António José de Freitas, indicou ao Jornal Tribuna de Macau que, no total, foram recebidos 62 pedidos de apoio, sendo que tinham sido levantados 66 boletins de inscrição. Segundo revelou, a Santa Casa vai canalizar, no total, mais de meio milhão de patacas no apoio a estes estudantes, um valor “ligeiramente superior” ao do ano passado. Mais de mil alunos beneficiaram já deste subsídio de propinas da Santa Casa, um programa de apoio que já conta com mais de 25 anos de existência. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




quarta-feira, 21 de maio de 2025

Macau - Número de alunos na Escola Portuguesa de Macau poderá subir ligeiramente no próximo ano

As obras que actualmente decorrem na Escola Portuguesa de Macau, concretamente o alargamento de algumas salas, poderão permitir um ligeiro acréscimo do número de alunos no próximo ano lectivo. “Talvez mais uma dezena, pouco mais do que isso”, disse ao Jornal Tribuna de Macau o presidente do Conselho de Administração da EPM. Assim, para 2025/2026, o estabelecimento de ensino poderá ultrapassar os 790 estudantes. Quanto à questão dos professores, Jorge Neto Valente acredita que o concurso lançado para o recrutamento de dois docentes em Portugal possa ficar concluído dentro em breve, “isto se houver vontade de Portugal”. De resto, as propinas voltarão a não ser aumentadas. No balanço do ano lectivo e na antevisão do próximo, Filipe Figueiredo, presidente da Associação de Pais, espera que a “actual estabilidade se mantenha, para bem do ensino e da aprendizagem”



A Escola Portuguesa de Macau (EPM) poderá registar um ligeiro aumento no número de alunos para o próximo ano lectivo, na sequência do alargamento de algumas salas. As obras que actualmente decorrem nas instalações e que vão prosseguir no período de férias, em Julho e Agosto, irão possibilitar “melhores condições”, o que “permitirá um ligeiro crescimento no número total de estudantes”, disse ao Jornal Tribuna de Macau o presidente do Conselho de Administração da EPM.

Jorge Neto Valente concretiza, dizendo que “talvez mais uma dezena de alunos, pouco mais do que isso”, podendo atingir uma fasquia perto dos 790, contra 780 no ano lectivo em curso. “A escola não tem muito mais por onde crescer, mas, com as obras e umas salas mais bem arranjadas e ligeiramente alargadas, julgo que é possível receber mais alguns alunos”, salienta.

As obras estão a ser realizadas “dentro do calendário previsto”, revelou o líder da Administração da EPM, adiantando estar à espera de aprovação de mais obras para o próximo ano.

No que respeita à desejada estabilidade a nível de professores, que provocou algum desequilíbrio no ano passado e que se prolongou até sensivelmente Fevereiro último, a EPM está a recrutar dois docentes de Portugal, um de matemática e outro de geografia, ambos do ensino secundário.

O concurso está em marcha e Jorge Neto Valente diz que há algum “feedback”, com “algumas pessoas a fazer perguntas”, uma vez que o anúncio, para além de ter saído em Macau, também se encontra no portal da Direcção-Geral da Administração Escolar em Lisboa, organismo de ligação ao Ministério da Educação que trata dos assuntos de recrutamento de pessoal e das licenças.

O presidente do Conselho de Administração da EPM salienta que o concurso está a ser feito mediante todas as regras, esperando que esses dois professores possam vir para Macau, “isto se houver vontade de Portugal”. “Acredito que, como nós só temos duas necessidades, o pedido seja aceite e não sejam levantadas dificuldades por Portugal, com o argumento de que os professores fazem lá falta”, sublinha, relembrando que o caso da EPM é especial, “diferente da concessão de licenças de mobilidade de outras escolas no estrangeiro, como Timor-Leste, Angola, entre outras”.

Portanto, “isso terá de ser tido em conta, como aliás sucedia antigamente, com a aprovação dos nossos pedidos a serem despachados em dois ou três dias”, atesta.

Caso não seja possível recrutar em Portugal, a solução será contratar localmente, como aconteceu já este ano com dois professores, um dos quais de economia. “O problema é que é difícil encontrar em Macau professores com a qualidade que nós desejamos”, expressa, mostrando, no entanto, esperança de que “tudo se possa resolver”, porque a escola “precisa de professores que sejam bons”.

De acordo com o anúncio da contratação, os candidatos têm de apresentar, como requisitos de admissão, licenciatura com formação pedagógica / educacional para a área, experiência profissional e experiência no exercício de funções docentes em Portugal. Como aspectos a considerar na selecção, a entrevista, que será feita via zoom, contará 40%, e a avaliação curricular-formação profissional 30% e o mesmo valor para a experiência “adequada”, tendo em conta a área específica e de acordo com o tempo de serviço em funções docentes. A experiência em escolas de Macau é um critério preferencial.

Todo o procedimento concursal é avaliado por um júri composto pelo director, um elemento do Conselho de Administração da EPM e o coordenador/a da área curricular.

Sobre possíveis saídas, Jorge Neto Valente reconhece que “há sempre o receio de que professores possam abandonar já muito perto do ano lectivo seguinte”. “Mas, espero que isso não aconteça e que 2025/2026 arranque da melhor maneira”, frisou.

Esperança na estabilidade

Esta esperança é corroborada pelo presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEPM). “Que não haja os impasses verificados no ano passado”, diz Filipe Figueiredo, para quem “à partida nada aponta para isso”.

Aludindo ao concurso que está a ser feito para o recrutamento de dois docentes, o dirigente afirma que “as coisas estão a ser tratadas de uma outra forma para evitar precisamente o que aconteceu no ano passado”.

Num balanço ao ano lectivo que termina em Junho, Filipe Figueiredo lembra que foi “um ano atípico com a falta de professores, situação que se prolongou sensivelmente até ao início das actividades após o Ano Novo Chinês, mas que depois estabilizou”.

O corpo docente e os novos professores contratados “correspondem às expectativas”, defende, considerando que “o mais importante é que eles ensinem, que os alunos aprendam, aprendam bem, e que a actual estabilidade se mantenha, para bem do ensino e da aprendizagem”.

Sobre o possível aumento, ainda que ligeiro, do número de alunos para o próximo ano, o número um da APEPM confirma que “com as obras vai-se ganhar pelo menos mais uma sala, ainda que o número de turmas se mantenha”. Reconhece que algumas salas “não têm as melhores condições”, pelo que os melhoramentos que se verificarem são “importantes” nesse sentido, podendo oferecer melhores condições aos alunos e facilitar o ensino e a aprendizagem”.

Propinas (ainda) sem aumento

Noutra vertente do funcionamento do estabelecimento de ensino, as propinas voltarão a não sofrer qualquer aumento no ano lectivo que irá começar em Setembro, o que acontecerá pelo terceiro ano consecutivo.

A confirmação foi dada por Jorge Neto Valente ao JTM. “Eu gostava de manter, mas talvez este seja o último ano em que não iremos aumentar as propinas”. Depois, assume, “teremos de o fazer, caso contrário não poderemos aumentar os professores”.

As propinas “baratas”, sublinha o responsável, são igualmente uma das razões da procura dos pais pela escola para ali colocarem os seus filhos a estudar, “por isso a procura continua a ser grande”.

Quanto aos telemóveis, “ainda não há recomendações”, frisa, mencionando que “será mais fácil implementar o mesmo que em Portugal”, ou seja, até uma certa idade não se poderá utilizar o aparelho dentro das instalações da escola. Sobre a reacção dos pais, Jorge Neto Valente afirma que “eles têm direito a ser ouvidos sempre, a expor as suas opiniões a toda a hora, no entanto, não podem impor a sua opinião pessoal a todas as outras pessoas da escola”, conclui. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sábado, 1 de fevereiro de 2025

Reino Unido - Instituto Camões desafiou alunos a ajudarem a melhorar sistema de ensino

A Coordenação de Ensino de Português no Reino Unido, do Instituto Camões, organizou recentemente um encontro com vários alunos do Secundário, a propósito do Dia Internacional da Educação, para dar a conhecer as suas instalações em Londres e para os incentivar a contribuir, com ideias, para a evolução do campo da Educação



O Dia Internacional da Educação foi celebrado no passado dia 24 de janeiro com um “Chá das Cinco”, iniciativa que juntou cerca de uma dezena de alunos nas instalações da Coordenação de Ensino em Londres, de onde partiram depois rumo à Residência do Embaixador de Portugal na capital inglesa.

“Durante o lanche, o tema da conversa foram as ideias expressas nas cartas dos alunos. Ideias estas que expressaram bem o poder da Educação no desenvolvimento das competências essenciais para melhor navegarmos, compreendermos e influenciarmos os avanços da tecnologia e da Inteligência Artificial e na preservação das capacidades de inovação, tomada de decisões e iniciativa humana”, escreve a Coordenação de Ensino nas redes sociais. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Galiza – Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) lança atividade escolar para celebrar os 500 anos do nascimento de Camões

Para celebrar os 500 anos do nascimento de Camões, a DPG lança uma proposta de atividade para as escolas galegas

Este ano comemora-se o quinto centenário do nascimento de Luís de Camões (1524-1580), e está a ser celebrado em Portugal e em várias comunidades lusófonas, em reconhecimento da sua importância para a literatura e, até, identidade portuguesas. E a associação de Docentes de Português na Galiza também quer fazer parte da celebração.

A proposta é para trabalhar nas aulas de português, e nas de galego ou outra qualquer se alguém assim quiser. O exercício para o alunado é escolherem um poema, treinarem a sua leitura e depois gravarem-se a o recitarem, a o declamarem ou a o lerem simplesmente. O resultado disso será um vídeo que produzirá a DPG com todas as pessoas que participem a lerem os versos do maior poeta da língua portuguesa que era tataraneto de um galego. 

Camões, autor de Os Lusíadas, é uma figura central na literatura e cultura de Portugal, e, por extensão, de todo o mundo de expressão portuguesa. Apesar de não se saber a data exata de seu nascimento, 2024 foi escolhido para marcar os 500 anos da sua vida e salientar a sua contribuição literária.

As comemorações começaram no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de junho e continuam ao longo de todo o presente ano. Sendo que, no dia 1 de dezembro também se comemora a Restauração da Independência de Portugal da coroa espanhola de 1640, depois de 60 anos de «União Ibérica», da DPG lançam uma proposta de comemoração da vida e obra desta tão importante personagem que, aliás, tem uma origem galega quinhentista, pois o seu tataravô era um fidalgo e trovador da Costa da Morte. In “Portal Galego da Língua” - Galiza




quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Portugal - Estudo apresentado em Bragança revela dificuldades dos alunos PALOP no ensino superior

Os estudantes oriundos dos países PALOP e de Timor-Leste em Portugal apresentam pior desempenho escolar, têm mais dificuldades financeiras e queixam-se da demora com a aquisição dos vistos de residência, segundo um estudo divulgado neste dia 15.

O estudo nacional foi apresentado no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a instituição de ensino que mais alunos de países de língua portuguesa tem captado, e visa o desempenho escolar e as condições de acolhimento dos alunos de língua oficial portuguesa.

Sobre os vistos, Pedro Nuno Teixeira, secretário de estado do Ensino Superior, que marcou presença na apresentação esta tarde com a ministra Elvira Fortunato, disse que a partir do próximo ano letivo será um processo mais ágil.

O estudo, com um grupo de trabalho nomeado pelo Governo e em parceira com o Instituto Universitário de Lisboa e o Instituto Camões, cruza dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) praticamente da última década com inquéritos feitos em 2023.

“Há, de facto, diferenças de desempenho grandes entre os estudantes PALOP e de Timor-Leste face aos portugueses. Identificamos isso pelo número de créditos que eles cumprem e das taxas de abandono no primeiro ano”, explicou aos jornalistas Ricardo Biscaia, do grupo de trabalho que apresentou o estudo, citando dados da DGEEC.

“Os estudantes portugueses, de acordo com os dados da DGEEC, cumprem, normalmente, 55 créditos em 60, em média [por ano]. Os estudantes PALOP e Timor-Leste estão na casa dos 35, 40, 45. E este é o desempenho daqueles que permaneceram”, detalhou Ricardo Biscaia.

Segundo dados da DGEEC, no ano letivo 2019/2020, mais de 50% dos alunos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau desistiu dos estudos académicos contra 19% dos portugueses.

Para Ricardo Biscaia este é, contudo, um “resultado expectável”, porque há choque cultural “muito grande”, bem como com as bases do ensino secundário.

No contexto social, Ricardo Biscaia salienta outros fatores que explicam estes resultados.

“As dificuldades académicas e as financeiras estão lado a lado. Não só as dificuldades que os estudantes têm com o ensino secundário de base [que trazem] (…), mas porque vêm de um contexto onde, quer porque têm dificuldades financeiras e são forçados a trabalhar, o que atrapalha a frequência normal de curso, quer também, sobretudo nos estudantes da Guiné-Bissau, porque há um grande atraso na atribuição de vistos e muitas vezes os estudantes chegam tarde, a meio do semestre, e perde-se uma grande parte”, esclareceu Ricardo Biscaia.

Pedro Nuno Teixeira admitiu que o processo dos vistos para o estatuto de residência e permanência é “moroso” porque “as estruturas não estavam preparadas para o crescimento” da procura, mas avançou que no próximo ano letivo tudo vai ser mais rápido.

“No decreto regulamentar para entrada e permanência de estrangeiros em Portugal, propusemos uma agilização do processo”, disse o secretário de estado aos jornalistas, explicando que os estudantes já entregam documentação quando se matriculam que tinham que a replicar no antigo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), agora Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Num futuro próximo, depois da matrícula presencial, a Direção-Geral do Ensino Superior vai passar os dados à AIMA, o que dispensa da entrevista confirmar a presença do estudante no país.

A dar ênfase a estas questões, Romana Brandão, presidente da Associação de Estudantes Africanos do IPB, considerou o estudo bem feito e destacou o sistema burocrático e o aumento do custo de vida como principais dificuldades dos seus pares.

“(…) Estou aqui desde 2016. Cheguei a pagar um quarto a 70 euros, agora os meus colegas pagam 250.  Um documento que fazia em 30 minutos, agora tenho que passar dias atrás de papeladas (…)”, descreveu a aluna de São Tomé e Príncipe, dizendo ainda que há estudantes, sem dados para concretos, que estão em Bragança sem ter conseguido senha para ter o visto de residência e com o da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa caducado.

O IPB lidera o ranking de 15 instituições do país de ensino superior com mais alunos PALOP – 7839 desde 2015 até 2021.

Neste momento, dos perto de 10 mil estudantes do IPB, cerca de 2 mil são de Países PALOP, 700 entraram neste ano letivo.

“Essa é também uma dimensão importante do posicionamento de Portugal no mundo, estabelecer com África e com a Ásia uma relação privilegiada, que nos permita, de forma conjunta, afirmar-nos”, sublinhou Orlando Rodrigues, presidente do IPB. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Macau - Vistos de alunos que vão para Portugal deverão estar prontos até ao final do mês

Nem todos os estudantes que vão tirar cursos em Portugal, na sua maioria do Interior da China, têm resolvida a questão do visto de entrada, “mas isso não vai impedir que nenhum aluno deixe de garantir o seu curso nas várias universidades portuguesas”. Quem o diz é o Cônsul-Geral de Portugal na RAEM, que considera que o processo é habitualmente um pouco demorado, além de que este ano há um número ainda maior de alunos, mais de 200, que querem estudar em Portugal. Dois terços dos vistos pedidos foram já concedidos e os restantes “serão provavelmente atribuídos dentro de 15 dias, ou o mais tardar até ao final deste mês de Setembro”. Alexandre Leitão diz que não há razão para alarme e que, “mesmo chegando mais tarde, as universidades não irão deixar nenhum estudante de fora”. Em Novembro, o diplomata pretende reunir com todas as instituições de ensino superior de Macau para tentar que no futuro não seja preciso “perder tanto tempo com a apresentação dos pedidos e envio dos documentos”

São cada vez mais os alunos do Interior da China, que constituem a grande maioria, mas também, de Macau, de Hong Kong e alguns de outras paragens, que querem estudar em Portugal, com o objectivo de tirar cursos de licenciatura, mestrado e até doutoramento, por um período de um ano ou mais, ou então para programas de cerca de seis meses, incluídos nos próprios cursos das universidades de Macau.

Esta é a altura dos estudantes começarem a chegar às diversas instituições de ensino superior espalhadas pelo país e, segundo números a que o Jornal Tribuna de Macau teve acesso, este ano são mais de 200 os alunos que pediram visto para se “instalarem” em Portugal. No entanto, cerca de dois terços ainda esperam, ou desesperam, para ter garantida a entrada em terras lusitanas.

Confrontado perante a existência de alguma demora no processamento, o Cônsul-Geral de Portugal para Macau e Hong Kong desdramatiza e diz que “todos os anos a situação é semelhante”. O embaixador Alexandre Leitão lamenta que alguns processos ainda não estejam concluídos, mas, segundo disse, numa grande parte dos pedidos, os documentos apresentados tinham “incorrecções”, o que leva tempo a resolver.

De acordo com o diplomata, a situação actual é que “apenas menos de um terço dos pedidos de visto não foi ainda atribuído”, tendo o resto já sido processado de forma positiva. “Estamos a falar de um número menor do que meia centena de alunos que ainda aguardam por resposta de Lisboa”, ou seja, para que sejam autorizados a entrar no país e cujos processos estão a ser consultados pelos serviços centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros e que precisam sobretudo da análise dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Alexandre Leitão frisou que a parte de Macau foi feita, mas alguma demora que se esteja a verificar nalguns casos tem a ver com a forma autónoma com que os serviços regionais dos SEF actuam “e, por isso, nem todos estão a despachar com a mesma velocidade”.

O Consulado recebe os documentos dos alunos e verifica se tudo está em conformidade com as exigências normais para um pedido de visto de entrada em Portugal. “Só que, muitas vezes, e na verdade é a maioria dos casos, os documentos apresentam irregularidades ou é necessário adicionar outros documentos, e tudo isso leva o seu tempo”, refere o Cônsul, que reforça dizendo que “são raros os estudantes que trazem tudo pronto logo na entrega dos documentos”.

“Nesta última semana, por exemplo, um grupo de uma dezena de alunos deu-nos muito trabalho, porque os documentos tiveram de ser substituídos”, exemplificou. Houve até uma universidade em que todos os alunos, “sem excepção”, apresentaram um documento que não era o correcto, “o que nos obrigou, de certa forma, a negociar, ou conversar, com os SEF para ser conseguida uma solução excepcional, que só vai valer para esta vez, evitando assim que os alunos, todos de nacionalidade chinesa, tivessem de demorar mais algumas semanas com todo o processo”, frisou. Segundo Alexandre Leitão, 90% dos alunos cujos processos entraram no Consulado tiveram de fazer alterações ou apresentar novos documentos.

Reunião com universidades para resolver problemas

Por causa de todas estas dificuldades “a que o Consulado é alheio” e que tornam mais moroso o envio para Lisboa dos documentos e consequentemente atrasa a chegada do visto às mãos dos interessados, o Cônsul pretende reunir, em Novembro, com todas as instituições do ensino superior, “para que lhes sejam explicadas todas as mudanças que estamos a fazer, porque, sim, há mudanças internas que são necessárias e já estamos a fazê-las, para que doravante não percamos tempo com estas questões”.

O objectivo da conversa com os responsáveis das universidades da RAEM é evitar no futuro estas situações. “Ainda por cima” – prossegue o diplomata – “os SEF vão ser substituídos por outra entidade, daqui a cerca de dois meses, e nós não sabemos como irá funcionar”. Por isso, “temos de ter muito cuidado doravante em todos os documentos, que devem ser irrepreensivelmente preenchidos para serem entregues à entidade que analisa os processos”.

Relativamente aos alunos cujos vistos se encontram ainda com algum atraso, Alexandre Leitão é peremptório em dizer que “as universidades não vão deixar de os aceitar” e, por outro lado, “sabemos que nenhuma universidade em Portugal começou as aulas na primeira quinzena de Setembro”. O Cônsul revela que “houve o cuidado de contactar as instituições e nenhuma delas vai impedir qualquer aluno de chegar”, acrescentando que “ninguém vai chegar dois ou três meses depois”: “Estou convencido – porque os processos foram despachados – que todos os alunos vão ter os seus vistos provavelmente no final da próxima semana”.

Esta ideia de que poderá haver um problema “é falsa”, expressa Alexandre Leitão. “Claro que”, diz, “as Jornadas Mundiais da Juventude complicaram um pouco a nossa vida e sobretudo esta situação da extinção do SEF e criação de outra agência, e o maior número de pedidos de visto dos alunos para este ano do que aconteceu anteriormente acaba por provocar alguma demora”.

Considerando que este aumento de estudantes “é bom para todos”, o embaixador afirma que o Consulado presta “uma atenção especial a estes vistos, porque é importante, quer para Portugal, quer para a China e Macau”. Numa questão de dias, esclarece, “penso que os estudantes terão os seus vistos”. “Não posso obviamente assumir isto como um compromisso ou responsabilidade, porque isto não está nas nossas mãos”, acrescentou.

No entanto, o Cônsul revelou que teve oportunidade de falar duas vezes esta semana com os SEF “e de os sensibilizar”, para além de ter contactado com as direcções regionais daquele organismo que têm maior atraso, “pedindo-lhes uma atenção especial, porque percebemos as preocupações dos pais”.

No plano interno, Alexandre Leitão afirma ter falado com a sua equipa no Consulado. O que lhe foi dito é que “todos os anos há sempre alunos que só têm os vistos em Janeiro”, atendendo ao facto de só poderem ser atendidos mais tarde, “ainda que nós tivéssemos criado períodos de atendimento especial, para além do normal, porque houve realmente uma grande procura este ano”.

O Cônsul-Geral de Portugal em Macau conclui a conversa considerando que não há nada de anormal na questão dos vistos e lamenta que haja quem queira alarmes: “Nós queremos os estudantes em Portugal, achamos que é importantíssimo para o país e para as universidades, para esta ideia de ligação entre Macau e os países de língua portuguesa e, portanto, obviamente que não escondo que nós estamos a dar prioridade a estes vistos de estudantes”. Vitor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 2 de junho de 2023

Macau – Abertas candidaturas à bolsa de estudo “Uma Faixa, Uma Rota” pela Fundação Macau

A Fundação Macau, no âmbito das diversas bolsas de estudo para alunos do ensino superior da RAEM, acaba de abrir candidaturas à bolsa de estudo “Uma Faixa, Uma Rota”, disponibilizando 20 bolsas.

As candidaturas decorrerão no período de 1 a 30 de Junho e são uma “forma de encorajar uma melhor preparação, para que posteriormente esses estudantes possam prestar melhores serviços à comunidade”.

Apostada em apoiar a formação de talentos, a Fundação Macau criou a bolsa de estudos “Uma Faixa, Uma Rota”, destinada a estudantes de Macau, Guangdong, Fujian, e outros países e regiões que integram a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, “visando reforçar a internacionalização e o desenvolvimento diversificado do ensino superior de Macau e os intercâmbios entre estudantes, de modo a preparar recursos humanos qualificados para a concretização dos objectivos conjuntos dos países e regiões que integram a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’”.

Os candidatos terão de ser residentes permanentes da RAEM e encontrarem-se a frequentar o último ano do ensino secundário, ou, residentes de Guangdong ou de Fujian que se encontrem a frequentar o último ano de um curso de licenciatura em instituição de ensino superior de Macau; que pretendam frequentar cursos de licenciatura ou de mestrado, em regime de frequência obrigatória e a tempo inteiro, em instituição de ensino superior de Portugal, Brasil, Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Camboja, Vietname, Bangladesh, Hungria ou Mongólia. O montante da bolsa a atribuir varia entre as 60 mil e as 80 mil patacas, dependendo do local onde pretendam realizar os seus estudos.

A selecção dos alunos será efectuada com base em avaliação documental. As bolsas de estudo serão atribuídas aos 20 candidatos que obtiverem melhor classificação, ficando os quatro candidatos seguintes da lista, como suplentes. O resultado da avaliação e selecção será notificado aos candidatos, por escrito, na primeira quinzena de Agosto e a lista final será publicitada no website da Fundação Macau. In “Ponto Final” - Macau

 

terça-feira, 21 de março de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra dinamiza masterclasses sobre Física de Partículas para alunos do secundário


O Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai promover no próximo dia 25 de março, sábado, uma masterclasse sobre Física de Partículas. Neste evento, destinado aos alunos do Ensino Secundário, os estudantes terão a oportunidade de “Ser Cientistas por um dia…”. 

Esta iniciativa, que decorre durante todo o dia nas instalações do Departamento de Física, oferece aos alunos do Ensino Secundário a possibilidade de realizar diversas atividades relacionadas com a Física de Partículas.

De acordo com Filipe Veloso, investigador responsável pela organização do evento na Universidade de Coimbra (UC), os estudantes inscritos, juntamente com os seus professores, vão assistir a palestras sobre técnicas básicas de identificação de partículas elementares e análise de dados, mas também terão a oportunidade de colocar as mãos nas partículas, analisando os dados reais recolhidos pelos detetores das colaborações do Grande Colisor de Hadrões (LHC) do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN). Os resultados são depois associados aos vários grupos e discutidos em vídeoconferência com os outros grupos de visita às restantes universidades portuguesas e estrangeiras aderentes ao evento nesse dia.

«Esta é provavelmente a iniciativa em que mais alunos do Ensino Secundário visitam o Departamento de Física todos os anos, promovendo, assim, a imagem do departamento, da FCTUC e da UC», assegura Filipe Veloso, acrescentando que «habitualmente, participam nestas masterclasses cerca de 150 alunos e professores de várias escolas, descobrindo a Física de Partículas, convivendo com professores, investigadores e alunos universitários, e contactando, em conferência remota, com investigadores do CERN e do Fermilab, mas também com outras universidades internacionais onde as masterclasses ocorrem em simultâneo».

Este é um evento organizado pelo Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), em parceria com várias Universidades. Para os interessados, as inscrições devem ser feitas previamente pelos professores através deste formulário. Universidade de Coimbra - Portugal


 

quinta-feira, 9 de março de 2023

Macau - Escola Portuguesa recebeu 101 inscrições para o primeiro nível de ensino

A Escola Portuguesa registou uma centena de inscrições para o primeiro nível de ensino. Apesar de o número ser superior àquele que seria o limite para receber novos alunos, o director da instituição deixou em aberto a questão levantada há uma semana sobre a eventual rejeição de matrículas no ano lectivo de 2023/2024 devido à falta de capacidade das instalações da escola. Manuel Machado frisou que é preciso uma “análise muito cuidada”. Por sua vez, José Luís de Sales Marques, administrador da Fundação Escola Portuguesa de Macau, adiantou que a instituição está “em diálogo” com os Serviços de Educação para encontrar uma solução, frisando estar confiante face ao futuro


Durante o período de 1 a 7 de Março, a Escola Portuguesa de Macau (EPM) recebeu 101 inscrições para o primeiro nível de ensino. O director da instituição de ensino, Manuel Machado, tinha dito que se houvesse excesso de inscrições, algumas poderiam ter de ser rejeitadas, devido à falta de capacidade das instalações da escola para acolher tantos alunos.

Apesar de o número ser superior àquele que seria o limite, Manuel Machado deixou ontem em aberto esta questão. “Neste momento, é prematuro. Terá de ser feita uma análise muito cuidada da situação”, afirmou ao Jornal Tribuna de Macau, quando questionado sobre se haverá efectivamente crianças cujas inscrições vão ser recusadas. O director da EPM escusou-se a fazer mais comentários sobre a situação.

Há uma semana, Manuel Machado explicou que actualmente há cerca de 90 crianças a frequentar o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, com quatro salas de crianças com cinco anos em funcionamento, e se a grande maioria se inscrevesse na EPM seria “impossível” receber toda a gente. Neste caso, houve ainda mais inscrições do que as dos alunos do Costa Nunes.

Actualmente, no primeiro ciclo na EPM – que vai do primeiro ao quarto ano – estão a funcionar 15 turmas. “Se abrisse mais uma no primeiro ano passariam a ser 16 no total e a escola não tem neste momento condições para tal”, salientou na altura.

Manuel Machado tinha também dito que no próximo mês de Setembro, quando começar o novo ano lectivo, a EPM só poderia acrescentar 60 a 70 alunos. Agora, fica ainda em aberto se a escola de matriz portuguesa vai rejeitar matrículas das crianças deste nível de ensino para o ano lectivo 2023/2024.

Por outro lado, as estimativas relativamente aos outros níveis de ensino apontam para um valor idêntico ao da frequência actual: um pouco superior a 700. Os números ainda não são definitivos porque há alunos que ainda não se inscreveram, segundo explicou.

José Luís de Sales Marques, administrador da Fundação Escola Portuguesa de Macau, adiantou ontem a este jornal que estão “em diálogo” com a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), “que tem uma atitude de grande abertura e apoio, para procurar uma solução”. “Estamos confiantes”, prosseguiu, sem acrescentar mais detalhes.

Sabe-se há muito que a ampliação da Escola Portuguesa e a melhoria das actuais instalações são urgentes, mas, caso avancem, demorará algum tempo até que o problema da falta de espaço seja resolvido, e já não acontecerá para o próximo ano lectivo.

Na semana passada, Sales Marques reconheceu as dificuldades em resolver o problema da falta de espaço da EPM, “que já foi extensiva e intensamente utilizado”. Disse não existir ainda “uma solução que pareça clara” e frisou que é preciso estar consciente das dificuldades.

Lembrou ainda que no ano passado já houve este problema, “mas conseguiu resolver-se, embora se saiba que há um limite e não existe muito por onde escolher”. E concluiu, dizendo que “todos, Escola e Fundação, temos de tentar arranjar forma de resolver os problemas que têm surgido”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


 

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Moçambique - Matrículas vão abranger 1,9 milhões de alunos do ensino secundário

Arrancaram esta terça-feira as matrículas do ensino secundário em todo o país. O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano prevê matricular pouco mais de 1,9 milhões de alunos da 7a à 10a classe e cerca de 430 mil da 11a e 12a classes.

As matrículas do primeiro e segundo ciclo do ensino secundário arrancaram esta terça-feira e decorrem até ao dia 30 de Janeiro em todo o país.

Segundo o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) prevê-se que sejam matriculados, para o ano lectivo 2023, mais de 2,3 milhões de alunos da 7a à 12a classe.

“Todos os alunos que se vão matricular no ensino Secundário, a partir da 7a à 9a classe não precisam de pagar. Estamos a dizer que, para estas classes, o processo é gratuito. Não devem pagar taxas de matrículas e irão estudar sem condicionalismos”, explicou Feliciano Mahalambe, porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

Mahalambe acrescenta que está tudo preparado para que o processo das matrículas decorra sem sobressaltos, sobretudo nas zonas afectadas pelo terrorismo no Norte do país: “Quase todas as crianças do grupo da população que se tinha deslocado no fim do ano passado estão paulatinamente a regressar, o que significa que, iremos atender as matrículas e os exames que foram perdidos”, avançou.

Com a inclusão da 7a classe no ensino secundário, está previsto que o sector da Educação contrate mais de cinco mil professores em todo o país.

“Grande parte dos professores com competências irá sair do ensino primário para o secundário. Algumas escolas que reúnam condições irão receber a sétima classe. O nosso maior desafio é prepararmo-nos para garantir que o duplo ingresso no ensino secundário não deixe alunos fora”, disse Mahalambe.

A abertura oficial do ano lectivo será a 2 de Fevereiro, e o primeiro trimestre vai decorrer até ao dia 12 de Maio; o segundo trimestre decorrerá de 22 de Maio a 18 de Agosto; já o terceiro vai de 1 de Setembro a 14 de Novembro. Nélia Mboane – Moçambique in “O País”

 

sábado, 4 de junho de 2022

Moçambique - Alunos da terceira classe ainda sem livro de distribuição gratuita

As aulas do segundo trimestre iniciaram-se há dias, mas, na Cidade de Maputo, os alunos da terceira classe, no ensino público, continuam a estudar sem livros. Isto acontece depois de o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano ter prometido que os livros de distribuição gratuita chegariam na primeira quinzena de Fevereiro.

A primeira promessa do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) foi a de que os livros de distribuição gratuita chegariam ao país na segunda quinzena de Fevereiro, o que não aconteceu. Alguns dias depois, o MINEDH remarcou para o fim do mês, contudo os manuais só começaram a ser distribuídos nas escolas há três semanas e, para piorar, com incongruências de vária ordem.

Já no segundo trimestre deste ano lectivo, alguns alunos continuam a estudar sem o livro escolar. Na terceira classe do ensino público, a situação é ainda mais preocupante, as crianças não têm acesso a nenhum livro sequer.

Sobre o atraso, o sector atira a culpa ao fornecedor e diz que a situação será resolvida a partir da próxima semana.

“O total de livros que já recebemos corresponde a cerca de 90%. O que aconteceu é que, dos títulos que estavam em falta da terceira à sétima classe, o fornecedor ainda não nos entregou todos os manuais. Temos alguns da sexta e de outras classes, a única para a qual não temos livros é a terceira. Estamos a entrar em contacto com o fornecedor e acreditamos que, dentro da próxima semana, vamos receber os livros”, justificou Samuel Menezes, porta-voz dos Serviços Sociais no MINEDH.

Enquanto isso, na Cidade de Maputo, estão previstas mais 38 salas de aula para o próximo ano. Menezes explica que o projecto das novas construções foi concebido ano passado, com previsão de um universo de 45 salas, o que foi mais uma promessa falhada.

“Só iniciamos com 38 salas e são essas que serão construídas este ano, para que entrem em funcionamento a partir de 2023. As novas construções consistem na requalificação das escolas. Não estamos a contruí-las em espaços novos”, explicou.

No país, uma sala de aula alberga até mais de 70 alunos, o que, de acordo com especialistas, compromete a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. As novas salas de aula vão ajudar a reduzir a pressão a que os professores estão sujeitos.

As obras estão orçadas em mais de 149 milhões de Meticais, desembolsados pelo Governo e seus parceiros, nos distritos de KaMubukwana, KaMavota e KaTembe.

“Estamos a construir 10 salas no Distrito Municipal KaTembe, nas escolas primárias 10 de Julho e Mutseco; Em KaMubukwa, estamos a construir 15 salas de aula – 10 são de uma escola secundária que já está a funcionar desde 2020, que é a Escola Secundária Mártires de Mbuzine, e esta construção é em altura (vertical), sendo que a previsão é de que termine este ano; mais 10 salas de aula estão a ser erguidas na Escola Secundária de Albazine, uma escola técnica transformada em escola secundária; e três na Escola Primária Completa de Chiango”, detalhou o porta-voz.

A informação foi avançada durante uma reunião de balanço do ano lectivo 2021 e planificação do próximo ano, na qual participaram directores de todas as escolas a nível da Cidade. Um dos assuntos debatidos foi a implementação da sétima classe no Ensino Secundário Geral, no âmbito da nova Lei do Sistema Nacional de Ensino. Julieta Zucula – Moçambique in “O País”

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Macau - Estudantes de português subiram 4,8% no ensino não superior

No corrente ano lectivo há um total de 8800 alunos a estudar Língua Portuguesa no ensino não superior, o que, segundo a DSEDJ, se traduz num aumento de 4,8% em relação a 2020/2021. O organismo diz, no entanto, não dispor de informação sobre quantos têm o Português como língua materna ou estão a estudar a disciplina pela primeira vez. A docente Dora Nunes Gago, da Universidade de Macau, considera que os números são “muito positivos”


Segundo dados da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) fornecidos ao Jornal Tribuna de Macau, no ano lectivo de 2018/2019 um total de 6700 alunos no ensino não superior frequentavam a disciplina de Português; em 2019/2020 eram 8000 e em 2020/2021 este número atingia os 8400. Já no presente ano lectivo, há cerca de 8800 estudantes que têm Língua Portuguesa, “o que reflecte um aumento de 4,8% face ao ano lectivo anterior”.

O organismo, no entanto, disse não ter dados sobre quantos alunos têm o Português como segunda língua, nem quantos começaram a estudar a língua de Camões pela primeira vez.

Ainda assim, Dora Nunes Gago, professora associada de Literatura da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de Macau, considera que os números são “muito positivos” e que “revelam um aumento do interesse pela aprendizagem da Língua Portuguesa”. “Penso que as escolas do território vão fazendo um esforço e trabalho meritório no ensino da Língua Portuguesa. Actualmente, acredito que as condições para esse trabalho se tenham complicado mais devido ao contexto da pandemia, que tem impulsionado a saída de docentes do território”, defendeu.

A docente considera também que o Governo tem feito “um bom investimento” no que respeita ao ensino do Português. “Claro que será sempre possível fazer melhor, mas no actual contexto pandémico torna-se mais complicado, pois é impossível, por exemplo, contratar professores do estrangeiro”, prosseguiu Dora Nunes Gago.

O organismo liderado por Lou Pak Sang refere ainda que através do destacamento de professores de Português gratuitamente às escolas e do apoio dado pelo Fundo de Desenvolvimento Educativo para contratar estes docentes, “a DSEDJ apoia com grande força as escolas privadas de ensino não superior em abrir disciplinas de Português”. “Simultaneamente, para garantir que a qualidade e o nível do ensino de Português atinja certo critério, bem como o aumento da eficácia da aprendizagem dos alunos, foram fixadas horas mínimas das disciplinas de Português”, observou.

Por outro lado, a DSEDJ recordou que, desde 2018/2019, começou a coordenar a criação da relação de escolas irmãs entre sete escolas de Macau e sete de Portugal. “Entre estas escolas, algumas organizam regularmente reuniões virtuais temáticas entre o pessoal docente e os alunos de ambos os lados. Isto pode ajudar a incentivar o intercâmbio educativo e a aprendizagem de línguas entre Macau e as regiões de língua portuguesa, aumentando a qualidade profissional e abrindo o horizonte internacional”, defende o organismo.

A DSEDJ indicou ainda que promove o desenvolvimento do ensino de Português em várias vertentes, incluindo a elaboração das disciplinas e dos manuais, o enriquecimento dos recursos didáticos e a formação de professores de Língua Portuguesa.

1482 frequentam cursos em Português na UM

Dora Nunes Gago, docente da Universidade de Macau que foi também directora do Departamento de Português até há bem pouco tempo, indicou que este departamento tem no corrente ano lectivo 311 alunos a frequentar a Licenciatura em Estudos Portugueses, além de 513 da Faculdade de Direito e 553 provenientes de outros cursos e Faculdades que escolhem o Português como opção. Nos mestrados, há actualmente 77 alunos, divididos pelos programas de Tradução e Língua Portuguesa e Estudos Interculturais (que inclui as especializações em Linguística Aplicada e Estudos Literários e Culturais). Por outro lado, há 28 alunos a frequentar os programas de doutoramento (Linguística Aplicada e Estudos Literários). Catarina Pereira com Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Lusofonia - Universidade de Coimbra apresenta projecto de sucesso que abrange Macau

O vice-Reitor da Universidade de Coimbra (UC) para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva, participou, no passado dia 19 de Janeiro, na reunião de Ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na qualidade de presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP).

Em destaque na reunião ministerial esteve o exemplo de sucesso do Programa Mobilidade AULP, o “ERASMUS – AULP”, ainda criado sob a presidência anterior de Orlando da Mata, que abrange exclusivamente o intercâmbio de alunos entre instituições dos países de língua oficial portuguesa e ainda Macau.

A reunião aconteceu em formato híbrido – presencial e online – a partir de Angola e teve intervenções do ministro de Portugal, Manuel Heitor, assim como dos seus homólogos de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Subordinado ao tema “A digitalização e a ciência nas sociedades pós-Covid 19: Desafios e Perspectivas”, no encontro estiveram em foco os projectos de cooperação entre os países-membros da CPLP, com destaque para o ERASMUS – AULP.

A rede de mobilidade académica permite aos estudantes passarem um semestre numa instituição parceira, com isenção de propinas e alimentação sem custos ou a custos reduzidos. Desde a sua implementação em 2019, já registou mais de 800 candidaturas por semestre. E, apesar da pandemia de Covid-19, tem neste momento mais de 100 estudantes em mobilidade. “Este é um exemplo de sucesso da colaboração multilateral, no âmbito da AULP, a maior e mais antiga rede de instituições de ensino superior de língua portuguesa. Sob a presidência da Universidade de Coimbra, honrando a nossa história de valorização do espaço lusófono, tudo faremos para, também por esta via, contribuir para o reforço dos laços entre os países pertencentes à CPLP”, afirmou João Nuno Calvão da Silva durante a reunião ministerial. In “Ponto Final” - Macau