Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Macau - Concurso fotográfico da Associação Somos reflecte sobre o passado que perdura

“O Hoje do Passado” é o tema da nova edição do concurso de fotografia da Somos – ACLP, cujo processo de candidatura decorre até 28 de Fevereiro. Os participantes deste ano são convidados a encontrar símbolos, ofícios ou elementos históricos que ainda perdurem no mapa lusófono contemporâneo, como fragmentos de tradição num mundo em permanente mudança


A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP) lança a sétima edição do concurso fotográfico “Somos Imagens da Lusofonia”. O tema deste ano, “O Hoje do Passado”, propõe uma homenagem às “coisas antigas” do mundo lusófono que ainda hoje perduram como testemunhos vivos da identidade, cultura e forma de vida de determinadas sociedades ou espaços geográficos. As candidaturas permanecem abertas até 28 de Fevereiro.

Em comunicado, a associação sediada em Macau explica que, “nos dias que correm, com o rápido desenvolvimento socio-económico e tecnológico, o nosso foco tende a virar-se para o que é mais moderno, evoluído, para o que é novo”. A transformação urbana, apesar de inevitável, vem metamorfosear as “características distintivas” de alguns dos territórios do mundo lusófono – desde cidades e províncias até vilas e aldeias, estas últimas particularmente enraizadas em velhos costumes e práticas.

O desafio da Somos – ACLP passa por perscrutar o mundo actual e descobrir, dentro dele, os vestígios da tradição que ainda subsistem e se mantêm relevantes, apesar da passagem do tempo e da recontextualização do mundo moderno. Algumas destas representações poderão, inclusive, ser “transversais ao universo lusófono” e não circunscritas a um determinado espaço geográfico.

De acordo com a associação, trata-se de um convite para que os participantes reflictam “sobre as realidades dos seus países ou regiões” e expressem, “por meio da fotografia, o seu ponto de vista sobre o peso e o valor dos costumes, práticas e tradições antigas nas sociedades actuais do universo lusófono”. O tema escolhido para esta edição “permitirá a apresentação de trabalhos com dimensões artísticas, históricas e simbólicas, que servirão de testemunhos materiais da interacção entre o passado e o presente, evidenciando que o antigo poderá ter futuro”.

Mais do que um exercício individual, esta edição vem fomentar uma reflexão colectiva sobre “a importância do património histórico, artístico, etnográfico e imaterial de cada território geográfico da lusofonia, bem como o valor social da cultura e dos elementos históricos enquanto veículos de conexão social, reforços da identidade comunitária e portais para a evocação de tempos passados”.

Como habitual, o concurso destina-se a todos os cidadãos dos países e regiões onde a língua portuguesa é falada, incluindo residentes de Macau. As fotografias submetidas – que devem respeitar o tema e os critérios do regulamento – podem ser tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu. Cada fotografia deve vir acompanhada de título e de uma breve legenda explicativa.

A escolha das imagens vencedoras fica ao critério de um júri de profissionais da área da fotografia, presidido por Gonçalo Lobo Pinheiro, que terá como critérios de selecção a criatividade e originalidade, a composição fotográfica, a qualidade artística, e a relevância e qualidade em relação ao tema.

Os três grandes vencedores vão receber prémios pecuniários no valor de 10.000, 7000 e 5000 patacas, respectivamente, havendo também espaço para eventuais menções honrosas. Caso o vencedor do primeiro prémio não resida em Macau, será contemplado com uma viagem e estadia no território para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da subsequente exposição fotográfica. Foi, aliás, o que aconteceu na edição do ano passado, subordinada ao tema “O Homem e o Divino”, que teve como grande vencedor o fotógrafo moçambicano Marcos Júnior.

Para além das fotografias vencedoras, a exposição vai ainda integrar outras imagens seleccionadas pelos jurados “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso” e para o propósito da própria associação, assente na valorização e projecção da dimensão cultural da lusofonia. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 11 de julho de 2025

Macau - Exposição fotográfica retrata Timor-Leste através do olhar íntimo de Ruy de Lacló

A Livraria Portuguesa acolhe, até 17 de Julho, a exposição fotográfica “O Que Os Meus Olhos Veem”, de Ruy de Lacló. A mostra oferece um registo íntimo e sensível de Timor-Leste, fruto da vivência do fotógrafo no país enquanto participante no projecto C.A.F.E. – Centros de Aprendizagem e Formação Escolar. A mostra apresenta um conjunto de imagens que capturam o quotidiano timorense com particular sensibilidade. Lacló, que trabalhou como formador neste sistema educativo, traz na objectiva a autenticidade das suas experiências junto das comunidades locais. As fotografias revelam não apenas paisagens, mas sobretudo o pulsar humano de um Timor-Leste que o autor conhece por dentro. Um país em transformação educativa.


O projecto C.A.F.E., focado na formação de professores timorenses, insere-se no âmbito da cooperação educativa entre Portugal e Timor-Leste, que remonta a 2010 com a criação das Escolas de Referência Ruy Cinatti. Através de sucessivos protocolos, este projecto evoluiu para o actual sistema C.A.F.E., que hoje abrange todos os 13 municípios timorenses, servindo cerca de 9500 alunos e envolvendo mais de 300 professores. O modelo, que combina ensino em língua portuguesa com formação docente, representa um dos pilares da cooperação bilateral na área da educação. A exposição estará patente durante o horário normal de funcionamento da Livraria Portuguesa, convidando os visitantes a uma imersão na realidade timorense.

O ponto alto será no dia 17 de Julho, às 18h00, com um encontro que contará com a presença do autor. Nesta sessão especial, para além do habitual finissage, será lançada uma publicação que complementa a mostra fotográfica. Organizada pela Livraria Portuguesa em colaboração com o fotógrafo e com o apoio da SOMOS – ACLP e do Banco Nacional Ultramarino, entre outros, esta exposição reforça a ponte cultural entre Macau e o espaço lusófono. “O Que Os Meus Olhos Veem” oferece assim uma dupla perspectiva: a do olhar artístico de Lacló e a do testemunho de um projecto de cooperação que tem marcado profundamente o sistema educativo timorense, revelando como a colaboração internacional na educação se entrelaça com o quotidiano das comunidades locais. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 8 de julho de 2025

Macau – Companhia portuguesa de teatro traz “Júlio César” e oficinas de teatro à Região

Entre 20 e 23 de Setembro, a companhia de teatro do Chapitô vem a Macau apresentar mais do que uma experiência teatral. Para além da dramatização da peça “Júlio César”, o grupo vai realizar oficinas de teatro físico e visual onde os participantes poderão aprender técnicas de improviso, criação de personagens e comunicação não-verbal, mais centradas na intuição do que no guião


O grupo de teatro português Companhia do Chapitô vai apresentar em Macau a peça “Júlio César” no dia 20 de Setembro, às 20:00, no Centro Cultural de Macau. Nos dias seguintes, entre 21 e 23 de Setembro, o mesmo grupo coordenará uma série de oficinas de teatro físico e visual na Casa Garden, destinadas a participantes com ou sem experiência no teatro.

A iniciativa conta com o apoio da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), que reafirmou ontem em comunicado de imprensa o seu “compromisso” com a “promoção da língua e cultura portuguesas” em Macau, ao proporcionar, mais uma vez, um palco para o “diálogo intercultural e o desenvolvimento artístico na região”.

O espectáculo “Júlio César” é o primeiro ponto na programação do grupo artístico, com estreia prevista para 20 de Setembro, às 20:00, na Black Box I do Centro Cultural de Macau. Trata-se da 39.ª criação colectiva da companhia portuguesa, seguindo o tom mordaz, satírico e socialmente consciente, no limbo entre ficção e realidade, que caracteriza a maioria das peças anteriores. Na página do Chapitô, pode ler-se que o espectáculo se situa algures “entre a reconstituição histórica, o documentário e a paródia”, tomando como inspiração a vida de Júlio César como narrada “pelos grandes contadores de histórias, desde Plutarco a Shakespeare”.

“Se era ele um tirano que merecia morrer ou um herói brutalmente assassinado por conspiradores, venha o Diabo e escolha. Aqui não há heróis nem vilões, há circunstâncias e gente ardilosa que faz pela vida. Também há gente menos ardilosa que faz o que lhes mandam. E gente virtuosa que faz o que tem de ser feito. Arrasamos todos por igual”, contextualiza o grupo de teatro. A Somos – ACLP prossegue: “Fiéis ao seu estilo de teatro físico, os actores utilizam o corpo, o movimento e a gestualidade para criar personagens e transmitir emoções de forma universal, permitindo uma experiência acessível a diferentes públicos”.

A peça será apresentada em português e legendada em chinês, com duração aproximada de 90 minutos. No final da experiência, haverá “sessões de conversa e debate” entre os artistas e a audiência, de forma a promover “o intercâmbio cultural directo” e a “troca de ideias e reflexões”. Os bilhetes têm o valor de 200 patacas e já se encontram disponíveis na bilheteira ‘online’ Macauticket.

Por sua vez, as oficinas de teatro decorrerão nos dias 21, 22 e 23 de Setembro, no anfiteatro da Casa Garden da Fundação Oriente, com a lotação máxima de 20 participantes. As sessões serão conduzidas em inglês pelos formadores Jorge Cruz, Pedro Diogo e Susana Nunes, sendo ainda disponibilizada a tradução para chinês. As inscrições podem ser feitas na página da Somos – ACLP, onde é possível usufruir de um desconto de 10% até ao final de Julho.

Nestas sessões, tanto actores como amadores terão a oportunidade de “explorar as possibilidades de interacção e fusão entre diferentes formas de expressão artística”, ao aprender a construir narrativas e personagens “de maneira física e visual” que extrapolam o “texto falado” que consta dos guiões. Pretende-se, com estas estratégias, reforçar a ideia do teatro como algo físico, improvisado e cimentado em “técnicas de caracterização, uso do espaço e desenvolvimento de arquétipos e perfis psicológicos” – conceitos bem assentes nas metodologias e na visão artística do grupo português.

A Companhia do Chapitô foi fundada em 1996, contando já com quase 40 criações originais apresentadas em Portugal e pelo mundo fora e inúmeros prémios e distinções. A apresentação desta mais recente peça, “Júlio César”, tem o patrocínio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da RAEM e o apoio do Instituto Português do Oriente (IPOR) e da Fundação Oriente em Macau. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 28 de maio de 2025

Macau - Casa Garden revitalizada recebe eventos do “Junho, Mês de Portugal”

A reabertura da Casa Garden, depois de cinco meses de obras de consolidação e reparação do exterior, inicia um novo ciclo para o icónico edifício da responsabilidade da Fundação Oriente. O protagonismo da mansão de traços europeus numa zona histórica da cidade “tem de ser mais desenvolvido”, disse Catarina Cottinelli ao Jornal Tribuna de Macau. A Fundação prepara a reedição de um livro, uma monografia, que conte a história da Casa Garden, que deverá ser lançado no próximo ano, juntamente com uma pequena exposição. De “cara lavada”, o espaço vai abrir oficialmente numa cerimónia a realizar a 17 de Junho, mas antes receberá actividades culturais especiais, inseridas na programação do “Junho, mês de Portugal”


Após cinco meses de trabalhos de consolidação e reparação de exteriores, a icónica Casa Garden, com mais de dois séculos de história, vai abrir as portas ao público com alguns eventos no início do próximo mês. Uma cerimónia a realizar às 18h00 no dia 17 de Junho assinalará oficialmente a reabertura do espaço.

Coincidindo com os 20 anos do Centro Histórico de Macau, o edifício, construído em 1770 e classificado como Património da Humanidade pela UNESCO em 2005, está pronto para dar continuidade às actividades que desenvolve a nível cultural.

As obras apenas mexeram na fachada, ou seja, no visual exterior, incluindo a impermeabilização das coberturas, não se tendo realizado “qualquer intervenção no interior”, segundo referiu ao Jornal Tribuna de Macau a delegada da Fundação Oriente (FO), que se sente “muito feliz e surpreendida, pela positiva, pelo resultado final das obras” realizadas por uma empresa contratada pelo Instituto Cultural (IC), “com larga experiência na revitalização urbana e dos edifícios históricos da cidade”.

Tendo o tópico da reabertura como pano de fundo, Catarina Cottinelli realçou o protagonismo que a mansão de traços europeus tem naquela zona da cidade, com três elementos, o Jardim de Camões, a Casa, que era toda a propriedade, e o cemitério protestante.

Por isso mesmo, e atendendo à sua classificação patrimonial, a responsável frisa que a Casa, “em termos de arquitectura, tem de ser mais desenvolvida”, havendo projectos em cima da mesa. “Vamos ver se conseguimos que saia para o próximo ano a reedição de um livro, que já existiu, mas que já não há, feito por Beltrão Coelho, que contava a história de quem por aqui passou, quem tinha habitado a casa, entre outros aspectos muito interessantes”, mencionou, transmitindo a ideia de que o lançamento dessa publicação seja acompanhado por uma pequena exposição.

Por ser também arquitecta de profissão, a delegada da FO “gostaria que houvesse mais descrição do ponto de vista de arquitectura e mais investigação, para que pudéssemos perceber um bocadinho o que fez com que esta casa ficasse com este aspecto”.

Adianta ainda que a Casa Garden, através do tempo, “sofreu algumas alterações, por variadíssimas razões, daí haver uma série de coisas que no futuro gostaria de poder ter nesse livro, ou seja, uma história mais densa sobre a arquitectura do edifício”, reconhecendo que o IC tem feito igualmente alguma pesquisa, existindo uma publicação em chinês. No fundo, diz, “é juntar toda essa informação e fazer um livro, uma monografia, sobre a Casa Garden, mas sob o ponto de vista da sua arquitectura, da sua importância neste sítio do Centro Histórico de Macau”.

“Estamos nesta embalagem de um novo ciclo, por assim dizer, porque vamos abrir ao fim de cinco meses”, salienta.

Alguns eventos integram “Junho, mês de Portugal”

A Casa Garden volta assim a estar em condições de receber actividades, algumas das quais estão inseridas nas comemorações do 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. “Estes eventos não só reforçam o intercâmbio cultural sino-lusófono, mas também enriquecem o panorama cultural de Macau, promovendo um espaço de diálogo e interacção entre culturas”, refere um comunicado da FO.

A reabertura segue “extensas reformas” que restauraram a Casa Garden, com o apoio do IC, garantindo a “preservação da sua importância arquitectónica e cultural para as futuras gerações”, reforça a nota. No espaço vão ter lugar eventos diversificados, incluindo workshops, palestras e iniciativas interactivas que “estimularão o intercâmbio cultural entre Macau e o mundo”.

Além disso, acrescenta a nota de imprensa, a sua revitalização reflecte “um compromisso com a manutenção da rica história de Macau”, ao mesmo tempo que “promove o intercâmbio cultural e o envolvimento da comunidade”.

Os primeiros eventos do revitalizado “quartel-general” da FO serão duas grandes exposições nas suas galerias principal e temporária, para além de uma mostra de cinema português, que será exibida no seu auditório. De 3 a 29 de Junho, a Casa Garden será palco das exposições “Quando a Ilha Projecta Suas Sombras” e “Objectos com Alma”.

A primeira, que não faz parte das actividades incluídas na programação do “Junho, mês de Portugal”, é “Uma Retrospectiva de Frank Lei”, que homenageia o legado deste fotógrafo contemporâneo, apresentando mais de 60 obras, a preto e branco, assim como um livro e objectos pessoais, que abrangem a sua carreira desde a década de 1990 até aos projectos mais recentes.

“É um artista local, que tem uma visão sobre os espaços, sobre a vivência de Macau, em que as pessoas são no fundo o foco das suas fotografias, tiradas em sítios que agora já não são reconhecíveis, porque foram alterados, certamente para melhor”, defende Catarina Cottinelli, para quem a exposição “é uma perspectiva e um olhar do que acontecia de carácter social aqui em Macau”.

A segunda exposição, já integrada no “Mês de Portugal”, destaca a rica tradição da marioneta portuguesa. Com um acervo de mais de 1000 marionetas de diversas épocas e estilos, da colecção privada de Elisa Vilaça, curadora do evento, os visitantes terão a oportunidade de explorar as técnicas de construção e manipulação que tornam esta forma de arte única. “A exposição não só celebra a história da marioneta, como também enfatiza o seu papel educativo e cultural”, frisa a FO.

Quanto à variante cinematográfica, organizada em colaboração com a Portugal Film e a associação CUT, da Cinemateca Paixão, apresentará uma selecção de filmes em português, iniciada com a exibição de “Greice”, de Leonardo Mouramateus, aclamado em festivais de cinema de todo o mundo. A mostra divulgará também uma série de curtas-metragens inovadoras, evidenciando o panorama do cinema português contemporâneo.

De referir que estas iniciativas integradas na programação do “Junho, mês de Portugal” arrancam já amanhã, quinta-feira, com a inauguração da exposição “Diálogos da Criatividade”, com 50 obras de 24 artistas portugueses contemporâneos, promovida pela Amagao na Galeria do Hotel Artyzen Grand Lapa.

Há mais dois eventos neste mês de Maio. Na sexta-feira, a Somos – Associação de Comunicação de Língua Portuguesa organiza a exposição de fotografia “O Homem e o Divino”, no Parisian. No sábado, é inaugurada mais uma mostra fotográfica, denominada “Património Cultural de Macau”, acompanhada de visionamento do documentário “Heritople”, que terá lugar no Consulado-Geral de Portugal, com organização do Instituto Internacional de Macau.

Todas as restantes actividades decorrerão durante o mês de Junho. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Macau – Associação Somos! anuncia vencedores de concurso fotográfico sobre o Homem e o divino

Pela primeira vez na história da iniciativa da Somos – ACLP, o grande vencedor é um jovem oriundo de Moçambique, Marcos Júnior. De acordo com o presidente do júri, Gonçalo Lobo Pinheiro, esta sexta edição do “Somos Imagens da Lusofonia” foi a “mais memorável” e aquela que contou com o maior número de participantes na história do concurso fotográfico



Um fotógrafo moçambicano conquistou, pela primeira vez, o primeiro lugar do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), naquela que foi a edição com mais participantes de sempre. Marcos Júnior obteve o primeiro lugar com uma imagem intitulada “Onde há fé, há luz que guia”, sendo o pódio de vencedores completado pelos fotógrafos portugueses Adelino Meireles, com “Saudades”, e João Carlos, autor de “Madonna da Sabedoria Descrição”.

A sexta edição do concurso era subordinada ao tema “O Homem e o Divino”, convidando a uma reflexão sobre as várias tradições religiosas e filosofias teístas existentes nos países de língua portuguesa. O jovem fotógrafo moçambicano Marcos Júnior arrecadou o primeiro prémio do concurso, no valor de dez mil patacas, com uma imagem intitulada “Onde há fé, há luz que guia”, retratando um sacerdote a abençoar um fiel numa igreja.

Em comunicado, a associação organizadora refere que este gesto ultrapassa um mero significado ritualista, construindo “uma ponte simbólica entre a humanidade e o divino” que “liga o terreno ao celestial”. As duas figuras, envoltas na “penumbra reverente da igreja”, contrastam com “uma luz que desponta ao fundo”, num jogo de luzes e sombras que remete à “procura incessante do ser humano pelo transcendente”. Para além do prémio numerário, o vencedor terá também direito a viagem e estadia em Macau para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da subsequente exposição fotográfica, a decorrer em final de Maio.

O segundo lugar foi atribuído ao português Adelino Meireles, com uma fotografia captada no Porto. Aptamente denominada de “Saudades”, a obra retrata um momento de prece da comunidade ucraniana numa das várias igrejas improvisadas na cidade portuguesa, onde habitualmente os fiéis se reúnem. “Ali, entre orações e tradições, encontram conforto e recriam o sentido de pertença, numa casa que agora é a sua”, interpreta a Somos – ACLP, que atribuiu à fotografia um prémio de sete mil patacas.

Encerrando o pódio, encontra-se a fotografia “Madonna da Sabedoria Descrição”, uma versão da iconografia clássica da Madonna e do Menino reimaginada pelo português João Carlos. A figura “simultaneamente contemporânea e intemporal” da mãe, retratada a ler enquanto amamenta, evoca “a tradição renascentista que une a educação ao cuidado” e faz uma leitura sobre “a dualidade entre o conhecimento e o instinto materno”. Os jurados recompensaram esta obra com um prémio de cinco mil patacas.

Além da nomeação dos três vencedores, o júri, composto por fotojornalistas a trabalhar em Macau, Portugal e Guiné-Bissau e presidido por Gonçalo Lobo Pinheiro, nomeou também um trio de menções honrosas. Os destaques foram para a brasileira Ana Cláudia Talieri, com um retrato de um homem seropositivo que redescobriu a fé (“Prece no relento”), o português Bruno Taveira, com uma fotografia de um compasso pascal em Trás-os-Montes (“Cruz nas mãos, Fé no coração”), e o concidadão Bruno Pedro, que concorreu com uma imagem de um idoso à porta de uma mesquita (“O Guardião do Tempo e da Tradição”).

A selecção dos vencedores foi dificultada pela “elevada qualidade” das mais de três centenas de fotografias submetidas a concurso – o maior número já registado ao longo das seis edições da iniciativa. “A escolha final dos vencedores, das menções honrosas e das fotografias que farão parte da exposição do concurso anual da Somos! não foi nada fácil”, reconhece o fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro. “Este ano, batemos todos os recordes de participação, com imagens vindas de diferentes cantos do mundo lusófono, revelando olhares diversos e narrativas visuais potentes. O nível das obras submetidas surpreendeu o júri, que enfrentou o difícil desafio de selecionar entre tantas propostas criativas e sensíveis”.

Embora o prémio máximo tenha sido atribuído ao moçambicano Marcos Júnior, cuja fotografia “capturou com força e poesia o espírito do tema proposto”, todos os participantes são parabenizados pelo presidente do júri “pela qualidade dos trabalhos enviados”, que contribuíram para tornar esta edição “a mais memorável até agora”.

As fotografias premiadas, bem como uma selecção de “cerca de quatro dezenas de outras” seleccionadas por critérios de pertinência e relevância ao tema “O Homem e o Divino”, irão integrar uma exposição a ocorrer em finais de Maio, no Parisian Macau, em data a definir. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Macau - Nova exposição apresenta mais de 40 fotografias dos quatro cantos do mundo lusófono

A Somos – ACLP inaugura no fim do mês uma exposição fotográfica que apresenta as fotografias vencedoras e as menções honrosas do seu concurso anual de fotografia dedicado à cultura lusófona. A exposição “Somos Imagens da Lusofonia – Em cada rosto, um legado colectivo” quer promover a comunicação em português e a divulgação das tradições lusófonas


A Somos – ACLP, Associação de Comunicação de Língua Portuguesa, estreia, no dia 27 de Setembro, a exposição de fotografia “Somos Imagens da Lusofonia – Em cada rosto, um legado colectivo”, que permanecerá de portas abertas até ao dia 12 de Outubro do corrente ano. A exposição, comissariada pelo arquitecto Francisco Ricarte, apresenta as fotografias vencedoras do concurso anual organizado pelo Somos. O foco desta edição foi a fotografia de retrato, dando a conhecer as várias que compõem o mundo lusófono e reflectindo a multiculturalidade e a interculturalidade dessa rede. A cerimónia de abertura, no dia 27 de Setembro, inclui um espectáculo de dança contemporânea pela companhia Dança Brasil e música pelo DJ Cuco.

O primeiro prémio do concurso foi atribuído a Luís Godinho, de Portugal, pela sua fotografia “São Tomé e Príncipe”, que capta a alegria das crianças deste país. O segundo prémio foi entregue a Bruno Pedro pela sua fotografia “Paz em Cabo Delgado”, que retrata uma menina sorridente no meio da província de Cabo Delgado, em Moçambique, assolada por conflitos. O terceiro prémio foi dado a Jorge Bacelar pela sua fotografia “Momento de descanso”, que reflecte a vida de um agricultor em Salreu, Portugal, com as suas vacas e cães. Foram ainda conferidas três menções honrosas a João Galamba, de Portugal, Milton Ostetto, do Brasil, e Raphael Alves, do Brasil, pelas suas fotografias que destacam as festas tradicionais, a pesca artesanal e os efeitos da seca na bacia amazónica, respectivamente.

A exposição, que conta com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento da Cultura do Governo de Macau, apresenta não só as fotografias vencedoras, mas também cerca de quatro dezenas de outras fotografias seleccionadas pelo júri, pela sua relevância e valor na representação das dimensões culturais da Lusofonia. Com esta exposição, a Somos – ACLP pretende promover a comunicação em português e fomentar um conhecimento mais profundo do mundo lusófono, principalmente das tradições e características da lusofonia. A Somos pretende, simultaneamente, realçar o papel de Macau como plataforma de união entre a China e os países/regiões de língua portuguesa.

Esta exposição fotográfica organizada pela Somos – ACLP oferece uma plataforma para os fotógrafos mostrarem a diversidade cultural e o património do mundo lusófono através da lente da fotografia de retrato. Com foco nas caras individuais, as fotografias reflectem a singularidade das tradições e caraterísticas lusófonas. As fotografias vencedoras, bem como outras imagens seleccionadas, destacam vários aspectos da cultura lusófona, incluindo a alegria, a resiliência, a esperança e o legado. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Macau - Somos! anuncia vencedores de concurso de imagens da lusofonia

Três fotógrafos portugueses conquistaram os três primeiros lugares na quinta edição do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, anunciou ontem a associação organizadora. Luís Godinho obteve o primeiro lugar com uma imagem intitulada “São Tomé e Príncipe”, Bruno Pedro ficou em segundo com “Paz em Cabo Delgado” (Moçambique) e Jorge Bacelar em terceiro com “Momento de descanso” (Estarreja, Portugal)


Num comunicado revisto após a rectificação de um lapso informático na pré-selecção de fotografias, Marta Pereira, directora-geral da multiplataforma Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (ACLP), revelou os três vencedores da quinta edição do concurso fotográfico “Somos – Imagens da Lusofonia 2023/2024”.

Este ano, o fotojornalista português Luís Godinho foi quem levou a taça. O fotojornalista concorreu com a imagem intitulada “São Tomé e Príncipe”, que representa a alegria das crianças desse país por meio de um retrato de uma menina deitada a descansar debaixo da sombra de uma roça. A destreza técnica e a aptidão da composição da fotografia de Luís Godinho conquistou o primeiro prémio do concurso no valor de dez mil patacas.

No segundo lugar foi premiado Bruno Pedro, português, que competiu com a imagem intitulada “Paz em Cabo Delgado”, que retrata uma menina a sorrir em Paquitequete, o bairro mais antigo de Pemba na província de Cabo Delgado, Moçambique. O contraste entre o sorriso da menina retratada e a realidade da região fotografada que, ao longo dos últimos sete anos tem sido alvo de diversos ataques terroristas, é uma declaração de valentia, de valor e vida que comoveu o quadro do júri do concurso e garantiu a Bruno Pedro o segundo prémio no valor de cinco mil patacas.

E foi Jorge Bacelar quem completou o pódio desta edição. O veterinário-fotógrafo é o autor da imagem intitulada “Momento de Descanso”, que destaca a vida do agricultor Manuel “Espeta” Pires Tavares, que vive somente acompanhado dos animais que cuida em Salreu, na freguesia de Estarreja, Portugal. O teor biográfico da fotografia de Jorge Bacelar assegurou o terceiro e último prémio da edição no valor de três mil e quinhentas patacas.

Além de premiar os três vencedores, o júri, composto por Gonçalo Lobo Pinheiro, Marcio Pimenta, Henry Milleo, Rui Miguel Pedrosa e Francisco Ricarte, nomeou também um trio de menções honrosas. Os nomeados foram os fotógrafos brasileiros Milton Ostetto, Raphael Alves e o português João Galamba, autores das imagens “As Marcas do Mar”, “O Barqueiro” e “Festas de Santo Estevão”, respectivamente. O trio foi premiado com certificados do concurso.

O concurso fotográfico “Somos – Imagens da Lusofonia” é uma iniciativa anual da Somos! – (ACLP) destinada a todos os cidadãos dos países e regiões da Lusofonia e Macau e visa, através de Macau, articular a proximidade e a conexão entre os países e regiões de língua oficial portuguesa. Na quinta edição do concurso, que decorreu entre 20 de Maio e 10 de Julho deste ano, o tema foi “Em cada rosto, um legado colectivo” e propôs dar o palco às caras que constituem o povo e o mundo lusófono, através de fotografias de retrato que evidenciem a multiculturalidade, a interculturalidade e a singularidade da herança cultural lusófona.

As fotografias premiadas, juntamente com quarenta outras fotografias eleitas pelos elementos do júri, serão incorporadas numa exposição que terá a sua inauguração no dia 27 de Setembro deste ano às 18h30, na galeria D1 do Albergue da SCM. Na exposição será também exibido um catálogo que junta as melhores fotografias de todas as edições do “Somos – Imagens da Lusofonia” até este ano. Fotografias estas que capturam a essência e a diversidade do mundo lusófono, revelando a conexão humana e cultural que une Macau e os países da CPLP e que servem de suporte para memória futura, no âmbito destas relações, segundo Marta Pereira. in “Ponto Final” - Macau

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Macau - União e confraternização nos 50 anos do 25 de Abril

As celebrações em Macau dos 50 anos do 25 de Abril têm vindo a decorrer ao longo do mês e atingirão o auge no próprio dia da comemoração da Revolução dos Cravos, com a realização de alguns jantares-convívio. Um deles acontecerá no Clube Militar, através de uma comissão “ad-hoc”, que volta também a contar com a participação da Casa de Portugal. Aí não faltará música portuguesa e possivelmente uma pequena declaração em vídeo de uma figura proeminente do acto que marcou o início da liberdade e da democracia em Portugal. O programa geral dos eventos, organizado por várias instituições, abrange diversas áreas, desde as artes, a música e o cinema, passando pela fotografia, a poesia e palestras


Todos os anos, o 25 de Abril é recordado em Macau através de vários eventos, mas em 2024, com a celebração do meio século da Revolução, as comemorações apresentam um foco algo diferente, mais alargado, dado o simbolismo da data.

No “dia grande”, ou seja, na data propriamente dita dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, uma comissão “ad hoc”, que tem vindo a chamar a si a iniciativa há mais de 30 anos, realizará um jantar-convívio no Clube Militar, ao qual se volta a juntar a Casa de Portugal.

Manuel Geraldes, elemento da organização e dirigente do Clube Militar, disse ao Jornal Tribuna de Macau que “juntaram-se esforços para celebrar a fraternidade da comunidade portuguesa e assim vamos estar em conjunto à mesa, unidos, e num local que tem condições para receber provavelmente mais de uma centena de pessoas”.

O jantar contará com música e, possivelmente, um pequeno discurso em vídeo de uma personalidade ligada à revolução, mas ainda sem nome confirmado.

Enquanto isto, uma “Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril” foi criada com a colaboração de várias instituições portuguesas, entre as quais o Consulado Geral de Portugal, o Instituto Português do Oriente (IPOR) e a Casa de Portugal, cujo programa inclui exposições e concertos, entre os quais se podem destacar uma mostra, já a decorrer na Casa Garden, promovida pela Fundação Oriente e intitulada “Que Mar Se Vê Afinal da Minha Língua?”, e uma outra, a inaugurar esta segunda-feira na Casa de Vidro, numa iniciativa da Casa de Portugal, com o nome “50 passos para a Liberdade”.

Segundo a Casa de Portugal, esta exposição evoca a Viragem Histórica que o 25 de Abril representou, “pretendendo-se celebrar a conquista da liberdade e a construção da democracia, dando a conhecer o passado, mas também perspectivando o futuro”.

A mostra, que irá manter-se para apreciação do público até 19 de Maio, apresenta 50 acontecimentos relevantes do período que medeia entre a tomada de posse do último presidente do Conselho do Estado Novo, Marcelo Caetano, e a publicação da Lei de 27 de Julho, pela qual Portugal reconhece o direito dos povos coloniais à autodeterminação e independência.

A música será também um dos principais componentes das celebrações, tendo a SOMOS – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa levado a efeito, com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura e do IPOR, um espectáculo com canções de Zeca Afonso, interpretadas por Pedro Jóia e José Salgueiro.

A Livraria Portuguesa, por sua vez, terá uma Feira do Livro, entre hoje e o dia 28 deste mês, ao passo que o Teatro D. Pedro V recebe o concerto de fados “Traz um Amigo Também”, às 20h00 do dia 30, espectáculo que igualmente acontecerá em Hong Kong a 2 de Maio, no Club Lusitano, pelo grupo de fados de António Ataíde.

EPM organiza palestra, música e ciclo de cinema

Com a aproximação da data efectiva do aniversário dos 50 anos da efeméride, outros eventos estão a ser preparados, alguns em contexto escolar, organizados pela Escola Portuguesa de Macau (EPM), como “Canções de Abril”, amanhã às 18h00, no Auditório do Consulado, pelo Grupo ORFF e Tuna da EPM.

Hoje, pelas 09h50, nas instalações daquele estabelecimento de ensino, realiza-se uma palestra e apresentação do documentário “A Revolução a partir de Macau” com o jornalista e escritor João Guedes. Também esta segunda-feira será inaugurada na EPM, no átrio interior, uma exposição de trabalhos alusivos ao 25 de Abril pelos alunos do 1º ciclo, 6º, 9º e 12º ano de História e História A.

A EPM preparou também outros eventos, com destaque para um “momento de teatralização/poesia”, ciclos de cinema, leitura e análise, em contexto de sala de aula (1º ciclo), da obra “Avó, onde estavas no 25 de Abril?” da autoria de Ana Markl, e ainda a participação no concurso “Artistas Digitais” – 50 Anos do 25 de Abril – Centro de Competência “Entre o Mar e a Terra” Portugal.

No que diz respeito ao programa geral, elaborado pela “Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril”, o mesmo termina com um ciclo de cinema, promovido pela Casa de Portugal e IPOR. As sessões decorrerão sempre às 18h30 no Auditório do Consulado, entre os dias 7 de Maio e 19 de Junho.

Num texto enviado às redacções, a Comissão lembra que as verdadeiras celebrações tiveram início no dia 23 de Março de 2022, “momento em que passámos a ter mais dias de democracia do que aqueles que vivemos em ditadura” e fecham em Dezembro de 2026, “quando se cumpre, por um lado, 50 anos da aprovação da Constituição da República portuguesa e, por outro, 50 anos do ciclo eleitoral que decorreu ao longo de 1976”.

A comissão organizadora dos eventos em Macau conclui que “o dia 25 de Abril será de confraternizações num ou mais jantares comemorativos organizados pelas associações locais”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Macau - Celebrações do 25 de Abril com música, cinema, fotografia e artes plásticas

O Consulado Geral de Portugal em Macau divulgou o programa das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril no território, do qual vão fazer parte iniciativas ligadas à música, cinema, fotografia, etc


Foi divulgado pelo Consulado Geral de Portugal em Macau o programa das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril no território. O Consulado propõe, então, um programa que inclui várias disciplinas artísticas, como a música, o cinema, a fotografia, as artes plásticas e a poesia, por exemplo.

A programação do Consulado iniciou-se com a inauguração da exposição “Que Mar Se Vê Afinal da Minha Língua?”, organizada pela BABEL, e que está patente na Casa Garden até ao dia 12 de Maio. Na Casa de Vidro está também disponível a exposição “50 Passos para a Liberdade”, da organização da Casa de Portugal, também até ao dia 12 de Maio.

Também integrado nas comemorações dos 50 anos de democracia em Portugal, realizou-se no sábado passado o concerto “Zeca”, no Teatro D. Pedro V, com os músicos portugueses Pedro Jóia e José Salgueiro a interpretarem temas de José Afonso, músico incontornável na história portuguesa. Este concerto foi organizado pela associação Somos!.

Depois, ao longo da próxima semana, de 22 a 28 de Abril, realiza-se na Livraria Portuguesa uma feira do livro. Também ao longo da próxima semana vão realizar-se na Escola Portuguesa de Macau (EPM) actividades em contexto escolar relacionados com o 25 de Abril.

Por outro lado, na próxima terça-feira, pelas 18h, actua o Grupo coral e instrumental ORFF e a Tuna da EPM, no auditório do Consulado. Depois das actuações musicais, será exibido o documentário “25 de Abril: A Revolução a Partir de Macau”, e posteriormente segue-se uma mesa-redonda sobre a Revolução dos Cravos.

No dia 30 de Maio, às 20h, actua o grupo de Fados de António Ataíde, no Teatro D. Pedro V, um concerto intitulado “Traz Um Amigo Também”. O mesmo espectáculo musical vai acontecer em Hong Kong, no Club Lusitano, no dia 2 de Maio. Do programa das celebrações da data faz ainda parte um ciclo de cinema, com filmes a serem exibidos entre 7 de Maio e 19 de Junho, no auditório do Consulado.

Em comunicado, o Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong ressalva que, além destes eventos, haverá ainda iniciativas de confraternização, com jantares comemorativos do 25 de Abril organizados por associações locais, cujos pormenores vão ser anunciados brevemente.

As comemorações do meio século de liberdade e democracia em Portugal tiveram início oficialmente ainda em Março de 2022, momento em que Portugal passou a ter mais dias de democracia do que de ditadura, terminando só no final de 2026, quando se cumprem 50 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa e 50 anos do ciclo eleitoral que decorreu em 1976. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”