Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 26 de julho de 2026

Açores - Legado do pintor luso-canadiano Miguel Rebelo em exposição em Angra do Heroísmo

O Museu de Angra do Heroísmo, nos Açores, inaugurou no sábado uma exposição do artista luso-canadiano Miguel Rebelo, com peças doadas pelos herdeiros após a sua morte, algumas exibidas pela primeira vez em Portugal


“A sua obra é uma obra dura, martirizada, é uma obra que expressa um sentimento de vivência difícil que ele teve durante o seu período de vida, mas é uma obra que tem uma atualidade muito grande e de excecional qualidade”, afirmou, em declarações à Lusa, o diretor do Museu de Angra do Heroísmo, Jorge Paulus Bruno.

Neto do pintor Domingos Rebelo, natural da ilha de São Miguel, e filho do arquiteto João Correia Rebelo, Miguel Rebelo, que morreu em 2016, com 58 anos, foi um dos artistas açorianos da diáspora com maior reconhecimento.

Com uma obra “marcadamente modernista”, o arquiteto João Correia Rebelo “não foi compreendido no seu tempo” e acabou por emigrar para Montreal, no Canadá, quando Miguel Rebelo tinha apenas 12 anos.

Foi entre Portugal e o Canadá que o pintor desenvolveu “uma linguagem plástica de carácter muito pessoal, marcada pela experimentação, pela intensidade ‘matérica’ e por uma pintura gestual onde a cor, a textura e a memória ocupam um lugar central”, refere uma nota da Direção Regional da Cultura dos Açores sobre a exposição no Museu de Angra do Heroísmo.

“A sua obra afasta-se de fórmulas convencionais e explora uma expressão livre, frequentemente associada ao abstracionismo lírico e ao expressionismo contemporâneo. Críticos e curadores destacam na sua produção a permanente tensão entre a tradição familiar e a procura de uma linguagem autónoma e inovadora”, acrescenta.

Referenciado nos arquivos da National Gallery of Canada, Miguel Rebelo era representado em Portugal pela Galeria 111, uma das mais importantes de arte contemporânea do país (com artistas como Paula Rego e Lourdes Castro, entre muitos outros), e a sua pintura está integrada em coleções públicas e privadas.

Na exposição “Belo Insubmisso”, o Museu de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, expõe cerca de 40 obras de Miguel Rebelo, de um total de 60 doadas pelos herdeiros, após a morte do pintor.

“Foi uma doação muitíssimo importante, que o Museu de Angra, com muito orgulho, acolheu”, porque, sendo um museu açoriano, “o conjunto desta obra vem enriquecer todo o património da arte contemporânea” dos Açores, salientou Jorge Paulus Bruno.

A ligação de Miguel Rebelo à ilha Terceira decorre de duas exposições, em 2005 e 2007, na Carmina Galeria, do artista plástico terceirense Dimas Simas Lopes.

Quando a galeria de arte contemporânea foi doada ao Museu de Angra do Heroísmo, a instituição tentou adquirir cerca de uma dezena de obras de Miguel Rebelo que lá se encontravam e o filho Rapahël doou-as.

“Há dois anos, veio aqui, conheceu o museu, conheceu a Carmina Galaria e ficou convencido de que o destino das obras que estavam em Lisboa deveria ser o Museu de Angra”, revelou Jorge Paulus Bruno.

“É um conjunto de 60 obras notáveis. Deixou algumas à Fundação Calouste Gulbenkian, também, o que engrandece esta doação”, acrescentou.

O diretor do Museu de Angra do Heroísmo frisou que Miguel Rebelo é “um nome grande da arte contemporânea, não só portuguesa, mas acima de tudo internacional”.

O pintor luso-canadiano utilizava uma “linguagem única” para refletir os seus sentimentos nas suas obras. Chegava mesmo a utilizar uma lixadora e a rasgar as suas telas.

“É uma obra que expressa uma angústia do criador. Nem todas as obras de arte expressam sentimentos confortáveis”, ressalvou Jorge Paulus Bruno.

A ideia é corroborada pelo filho do pintor, Rapahël Rebelo, num texto emotivo que escreveu para a inauguração da exposição.

“Embora o seu trabalho seja fruto de uma exigente pesquisa intelectual, as suas emoções transpiram através da pele das suas telas. As cores correspondem à sua alegria de viver e aos períodos felizes da sua existência, o que, para o meu pai, significava quase sempre períodos de amor. Já os cinzentos, os negros e os brancos são o reflexo de um homem que foi entrando progressivamente em depressão e que lutou, durante os últimos dez anos da sua vida — demasiado breve, apenas 58 anos — contra episódios psicóticos e contra as consequências devastadoras de vinte anos de terapêutica antirretroviral para combater o VIH”, adiantou.

Rapahël Rebelo destacou a “enorme coragem” do pai para “viver à margem”, na escola, na carreira e na vida política e amorosa.

“É difícil existir numa sociedade que parece não ter previsto um lugar para nós. É, por isso, a coragem que, antes de mais, retenho da vida do meu pai. Manteve-se de pé contra ventos e marés e entregou-se inteiramente à pintura, apesar dos juízos e das incompreensões que o seu modo de vida inevitavelmente suscitava”, sublinhou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


sábado, 25 de julho de 2026

Cabo Verde - Liliane Reis apresenta “Memórias da Aurora” na Cidade da Praia

A artista multidisciplinar e designer cabo-verdiana Liliane Reis inaugurou esta quinta-feira, 23, na Cidade da Praia, a sua terceira exposição, intitulada “Memórias da Aurora”, depois de ter apresentado as obras na cidade do Mindelo. As obras ficarão patentes ao público até 6 de Agosto, na Livraria Nhô Eugénio


Segundo a autora, esta exposição surgiu da sua jornada interior para contar a sua aurora, o seu equilíbrio interior. “A escrita começou simplesmente por despertar a escritora em mim e as ilustrações, a artista, mas, depois, quando vi que já tinha uma colecção consistente, lancei-me o desafio de fazer a exposição”.

A exposição reúne poesia e ilustração. Além dos quadros clássicos, inclui também desenhos e livros que proporcionam uma experiência vintage, produzidos em edição limitada de apenas 23 exemplares.

“Cada livro foi feito manualmente, segundo métodos de ilustração antiga. Fiz todos os desenhos e tentei proporcionar essa experiência, para que não fosse apenas um livro, mas também uma experiência sensorial”, relata.

O livro, feito à mão pela autora, conta com apenas 23 exemplares. Cada unidade inclui um marcador de livro único, uma peça artística criada pela autora, assinada e acompanhada de uma dedicatória especial para o comprador.

“Cada marcador é uma peça de arte única, que faz parte também da exposição. O livro é uma experiência de viagem para um universo vintage, porque hoje em dia temos tanto acesso ao digital que nos esquecemos da memória simples de tocar e ler um livro. Por isso, a experiência do livro é única, não apenas pelo conteúdo, mas por todos os detalhes do seu design”, realça.

Os livros são também acompanhados de postais com todas as peças da exposição, assinados pela autora. “A exposição propõe um encontro imersivo entre ilustração, poesia e design, reunindo diferentes linguagens artísticas numa experiência sensorial que atravessa a imagem, a palavra e o som”.

Durante a inauguração, será também apresentado o livro de autor Memórias da Aurora, uma edição bilingue (inglês e português), artesanal e experimental, concebida e produzida manualmente pela autora.

Ao longo da exposição, decorrerão ainda pequenos eventos paralelos ligados ao processo criativo, à poesia, ao design e à experimentação da autora. No dia 30 de Julho, realiza-se um workshop exclusivo para despertar o artista que existe dentro de nós.

“O workshop pretende despertar o artista que existe em cada um de nós, através de exercícios criativos que promovam a ligação com a emoção e a transformação dessa emoção numa forma de expressão, quer através do desenho, quer das palavras”, realça.

Em relação ao workshop, a autora informa que as inscrições são limitadas devido ao espaço disponível. A iniciativa é aberta ao público em geral.

No dia 6 de Agosto, realiza-se a sessão de encerramento da exposição, durante a qual será lançada a obra poética de Liliane Reis O Nascer do Sol, em língua cabo-verdiana, que complementa o livro principal da exposição.

Natural de São Vicente, Liliane Reis conta que, desde muito cedo, teve interesse por desenhar, pintar, cantar e dançar.

Liliane Reis frisa que escolheu ser designer porque é extremamente criativa. “E acho que também é uma forma de dar vida a essa criatividade”.

Na sua mensagem final, a artista salienta que, por vezes, as pessoas pensam que a arte é apenas pintar. “Mas a arte é uma forma de expressão. E expressamos essa arte no nosso dia-a-dia de diferentes formas”.

“Venham visitar e tenham a experiência de ver os desenhos ao vivo e de apreciar o detalhe de cada ilustração, porque cada linha é uma emoção, uma história, uma poesia e o despertar da aurora”, convida.

Liliane Reis é uma artista multidisciplinar cabo-verdiana, com origens na ilha de Santo Antão, criada na Cidade da Praia e marcada pela vivência entre Cabo Verde e Portugal.

A sua prática atravessa a ilustração, a poesia, a mixed media e o design, explorando emoções, memórias, identidade e a relação entre o eu e o todo. Interessa-se pelos detalhes e pelas pequenas nuances da experiência humana, construindo narrativas através da imagem, da palavra e do som. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


domingo, 19 de julho de 2026

Portugal - David Levy Lima e Yuran Henrique representam Cabo Verde em exposição dos 30 anos da CPLP

Lisboa – Os artistas plásticos cabo-verdianos David Levy Lima e Yuran Henrique participam na exposição “CPLP: 30 anos de arte compartilhada”, inaugurada em Lisboa, no âmbito das comemorações do 30.º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


A mostra, organizada pela CPLP em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.), reúne 14 obras de artistas dos nove Estados-membros da comunidade, propondo um diálogo entre diferentes linguagens e sensibilidade artísticas do espaço lusófono.

David Levy Lima participa com a obra “Nôs Mar” (2025), um óleo sobre tela de 140X100 centímetros (cm), enquanto Yuran Henrique apresenta “Kabra” (2022), um acrílico sobre papel 59X42 cm.

Segundo a organização, a exposição pretende assinalar os 30 anos da CPLP sob lema “CPLP 30 Anos: Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos”, através da criação artísticas.

A exposição estará patente na sede do Camões,I.P., em Lisboa, até 31 de Julho.

As comemorações do 30.º aniversário da CPLP, iniciadas em Janeiro e que se prolongam até 2027, incluem ainda conferências, concertos, debates e outras actividades culturais e institucionais em Lisboa, sede da CPLP, e nos Estados-membros, assinalando os 30 anos da organização.

A CPLP, fundada em 17 de Julho de 1996, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 1 de julho de 2026

Macau - Inaugurada exposição da “Policromia Lusófona”

A Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) inaugurou a Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa “Policromia Lusófona”, um dos destaques do programa da 18.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Distribuídas em quatro secções, as peças artesanais estarão em exibição até ao dia 5 de Julho, segundo uma nota de imprensa.


Na secção “Entre o Cruzamento da Urdidura e Trama”, são apresentados utensílios do quotidiano confecionados em fibras naturais e que reflectem “os modos de vida e as tradições estéticas” das várias regiões representadas. Em “Texturas do Som”, o público pode encontrar instrumentos musicais tradicionais complementados por projecções de performances que ilustram “como a música transcende línguas e fronteiras”.

Na zona “Histórias das Esculturas”, as peças em madeira e cerâmica representam “crenças religiosas, mitos populares e cenas do quotidiano”. Na secção “Beleza do Quotidiano”, cada peça de uso diário, como loiça de mesa e adornos, “reflecte a sabedoria dos artesãos dos Países de Língua Portuguesa e as técnicas transmitidas de geração em geração”, num retrato da “rica diversidade cultural” e das “tradições do mundo lusófono”.

As peças foram sendo oferecidas pelas delegações dos países lusófonos ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa ao longo das mais de duas décadas desde que foi criado. Os interessados poderão visitar a exposição gratuitamente, todos os dias até ao próximo domingo, entre as 09h00 e as 21h00.

Hoje é também o segundo e último dia dos Espectáculos de Dança e Música da Semana Cultural em Macau, que têm lugar entre as 18h00 e as 21h00 no Largo do Senado. Os espectáculos em Qinghai acontecerão a 4 e 5 de Julho, enquanto Pequim acolherá as actuações dos artistas representantes dos países lusófonos nos dias 9 e 10 do próximo mês.

Na semana passada, Ji Xianzheng justificou a escolha de Qinghai pelo facto de, no ano passado, ter sido assinado um acordo de cooperação entre o governo da província chinesa e a RAEM. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Hong Kong - Gonçalo Lobo Pinheiro reúne passado e presente nas paredes do Foreign Correspondents’ Club

O fotógrafo Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta a partir de 2 de Julho, no Foreign Correspondents’ Club (FCC), o seu projecto “O que foi não volta a ser…”, desta vez em exposição. Com curadoria do fotógrafo e professor canadiano Ben Marans, a mostra reúne 30 imagens impressas seleccionadas de um conjunto mais vasto de 80 fotografias publicadas em dois volumes, em 2022 e 2025.


A cerimónia oficial de inauguração terá lugar no dia 7 de Julho, às 18h30, na Van Es Wall do FCC, um espaço dedicado à apresentação de trabalhos de fotógrafos e artistas de referência. A exposição estará patente até 31 de Julho.

O trabalho de Gonçalo Lobo Pinheiro, que tem vindo a construir uma obra centrada na memória, na impermanência e na transformação dos territórios, oferece um olhar documental e sensível sobre paisagens culturais e urbanas. O projecto nasceu da recolha de imagens antigas de Macau, captadas entre as décadas de 1930 e 1990, a preto e branco, adquiridas em leilões, na internet, a particulares, em lojas e até em Portugal. Nas palavras do fotógrafo, “cada imagem é uma tentativa de reconstituir o que já pouco ou nada existe, mas que continua a habitar o espaço como fantasma, como sombra que insiste em permanecer”.

Durante pouco mais de um ano, o fotógrafo foi juntando esses registos de épocas passadas, confrontando-os com a paisagem actual da cidade. Se alguns cenários ainda são reconhecíveis, outros simplesmente já não existem. Quando questionado sobre o acto de “fotografar fotografias”, Gonçalo Lobo Pinheiro diz ser “quase performativo”. Ao Ponto Final, descreveu o trabalho como “um diálogo silencioso entre o fotógrafo e a cidade, uma coreografia de paciência e insistência. A fotografia torna-se ponte entre tempos distintos, revelando que o espaço urbano é sempre reescrito e nunca definitivo”, referiu.

O fotógrafo, nascido em 1979 e radicado em Macau há mais de 12 anos, passou por várias publicações portuguesas e estrangeiras, incluindo Público, Expresso, Washington Post, BBC e The Guardian, antes de se fixar em Macau, onde contribui actualmente para a agência Lusa. Vencedor de vários prémios ao longo da carreira, publicou também diversos livros de fotografia, incluindo os da actual exposição. É membro fundador da associação Halftone.

A exposição actual surge após o encerramento do projecto, em finais de 2025, e convida o público a reflectir sobre a inevitabilidade da mudança e a certeza de que o que foi não volta a ser, “mesmo que muito se queira”… Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”




terça-feira, 23 de junho de 2026

Macau - “Calçada Portuguesa” mostra técnicas e curiosidades

A exposição “Calçada Portuguesa”, com curadoria do artista Fernando Simões, apresenta, até 22 de Julho, “técnicas, padrões e outras curiosidades” sobre esta arte tradicional. Amanhã, por seu turno, é inaugurada a mostra “A Poesia que contém (a poesia do espaço) pintura e fotografia”, de Shee Va e Lam Kuok Kao. Ambas as iniciativas estão integradas no programa do “Junho, Mês de Portugal”


Foi inaugurada, na Casa de Vidro, no Tap Seac, a exposição “Calçada Portuguesa”, do artista Fernando Simões. A mostra, que estará patente ao público até ao dia 22 de Julho, todos os dias das 10h00 às 19h00, conta com a organização da Casa de Portugal e está integrada na programação do “Junho, Mês de Portugal”.

“Sendo a calçada portuguesa candidata ao título de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, pretende-se divulgar mais aspectos sobre esta arte tradicional, nomeadamente as técnicas, padrões e outras curiosidades”, pode ler-se na nota de divulgação.

Fernando Simões iniciou-se na arte da calçada portuguesa em 1984, inspirado num vizinho calceteiro. Chegou ao território em 1996, acompanhado por 11 mestres calceteiros portugueses, solicitados pela administração, para revestir então a extensão do Jardim do NAPE.

No entanto, como “a mão-de-obra saía cara”, como explicou há uns anos, optaram por ensinar “esta arte tão portuguesa aos chineses”. Fernando Simões passou assim alguns anos em Macau a dar formação técnica a elementos locais, acabando por se apaixonar pela cidade durante este processo que tornou a calçada portuguesa num dos ex-libris da cidade.

Assentou pedra e espalhou a sua arte em várias zonas públicas como o Jardim Dr. Carlos Assumpção, Templo de A-Má, Rotunda da Torre de Macau, Palácio de Santa Sancha, Sede do Governo, Antigo Mercado da Taipa, Jardim das Artes e Bairro de S. Lázaro, bem como as distintas ondas no Largo do Senado.

A curadoria desta exposição que foi agora inaugurada cabe então a Fernando Simões, artista português radicado em Macau há vários anos especializado em mosaicos bizantinos e calçada portuguesa.

Entretanto, hoje e domingo, o fotojornalista português Eduardo Leal vai realizar visitas guiadas à Casa Garden, onde tem patente a exposição “The Insider: Uma Visão por Dentro”. As visitas acontecem às 18h30, hoje, e às 15h00 no domingo.

Por outro lado, ainda no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, a exposição “A Poesia que contém (a poesia do espaço) pintura e fotografia” vai ser inaugurada amanhã na Livraria Portuguesa, às 18h30. A mostra, na qual os artistas Shee Va e Lam Kuok Kao apresentam a poesia que o espaço de Macau contém, pode ser visitada todos os dias, das 11h0 às 19h00.

“Percorrer as ruas de Macau, observando as suas gentes, ruas e casas é olhar o material urbano da cidade onde vivemos e passeamos”, refere a sinopse da mostra, acrescentando que “cada pessoa vê com os seus olhos um instante e somados os momentos da sua experiência nesta vivência é capaz de interiorizar, transformar e expor sob as formas mais diversas”.

Os artistas observam que essa experiência pode ser descrita num texto, numa crónica, contada em poema. Mas pode também ser pintada ou fotografada, transformando-a em duas dimensões para uma folha de papel. E é isso que fazem. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sábado, 6 de junho de 2026

Macau - Poesia de Camilo Pessanha acompanhada à viola

Uma exposição colectiva sobre Camilo Pessanha vai contar com a declamação de poemas e acompanhamento musical. O evento reunirá diferentes olhares e interpretações da obra e do universo poético de Pessanha, valorizando a diversidade de suportes e linguagens artísticas. Durante o fim-de-semana, há outros eventos integrados na programação do “Junho, Mês de Portugal”, incluindo no Club Lusitano de Hong Kong


Poesia de Camilo Pessanha declamada ao som de viola é um dos destaques dos eventos agendados para o fim-de-semana, no âmbito da programação do “Junho, Mês de Portugal”. A exposição, promovida pela Casa de Portugal, será inaugurada no domingo, pelas 17h00, na galeria temporária da Casa Garden.

O evento, que tem apoio do Movimento Associativo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Fundação Oriente (FO), serve para assinalar o centenário da morte do poeta em Macau, reunindo “diferentes olhares e interpretações da obra e do universo poético de Camilo Pessanha (07/09/1867 – 01/03/1926), valorizando a diversidade de suportes e linguagens artísticas”, segundo refere a sinopse da exposição.

O primeiro dia da mostra intitulada “Camilo Pessanha”, sob curadoria de Elisa Vilaça, será enriquecida pela poesia declamada por Paulo Campos dos Reis, acompanhado à viola por Nuno Cintrão. A exposição ficará patente até ao dia 30 de Junho.

Também a Casa Garden será anfitriã da Exposição “Insider, uma visão por dentro”, da autoria de Eduardo Leal. Trata-se de uma mostra individual do fotógrafo documental português radicado em Macau, que explora a condição humana através de uma metodologia de imersão profunda.

Noutras actividades incluídas no “Mês de Portugal”, os Jardins do Consulado-Geral recebem mais uma iniciativa do projecto “Diniz Caixapiz”, da Sílaba – Associação de Educação Literária. O evento celebra a língua portuguesa em Macau através de uma proposta pedagógica e criativa que une a curadoria literária ao jornalismo júnior.

Através da Dinis Magazine, o projecto “dá voz e palco ao talento dos jovens residentes, promovendo a literacia e o sentimento de pertença cultural”, diz a Sílaba em comunicado, adiantando que esta décima edição celebra o “percurso do projecto” e reafirma o “compromisso de envolver famílias e educadores” na valorização da língua e da expressão artística.

O lançamento, que inclui o anúncio dos vencedores do concurso internacional “O Poster é Teu”, constitui um “momento alto de partilha comunitária e de celebração da vitalidade da cultura portuguesa em Macau, unindo tradição e futuro através do olhar das crianças”, salienta a Sílaba.

Também o Teatro D. Pedro V será palco do Recital de Música Lírica, contando, entre outros artistas, com a soprano portuguesa Sílvia Sequeira, e o Club Lusitano em Hong Kong promove a “Celebração do Dia Nacional de Portugal”, que terá a presença do Cônsul-geral de Portugal para as RAE, Alexandre Leitão.

O evento, destinado a membros e convidados, inclui um pequeno espectáculo, denominado “Um sabor de fado”, com canções interpretados pelo Club Permitted User e pela cantora Anandi Bhattacharya. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


domingo, 24 de maio de 2026

UCCLA - Exposição “Shapeshifters / Metamorfoses”

O projeto Shapeshifters apresenta uma exposição coletiva internacional em torno da transformação, identidade e mundo natural. A exposição desdobra-se em duas mostras complementares, mas em espaços distintos: UCCLA e Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos. Na UCCLA a inauguração terá lugar no dia 27 de maio, às 18h30. No Pavilhão 31 a inauguração teve lugar no dia 19 de maio.


Organizada pela Associação P28 - Associação Carpe Diem Arte e Pesquisa e pela UCCLA, a exposição explora a fluidez das fronteiras entre os reinos mineral, animal, humano e vegetal, mas também entre o animado e o inanimado.

A mostra, com curadoria de Katherine Sirois (nos dois espaços) e de Ricardo Barbosa Vicente (na UCCLA), transmite a metamorfose como linguagem artística contemporânea. Reúne artistas de diferentes geografias que, através da pintura, escultura, fotografia, instalação e performance, interrogam a metamorfose como condição essencial do ser e da matéria.

A entrada é gratuita em ambos os espaços.

Conceito:

Shapeshifters, que em português significa “metamorfos”, parte da ideia de que a mudança de forma é uma constante nas culturas e espiritualidades humanas. Dos mitos da Grécia Antiga às cerimónias aborígenes, do xamanismo ao candomblé, passando pelas lendas e pela ficção contemporânea, ser mutável, híbrido e múltiplo atravessa todas as civilizações.

Zeus transforma-se em touro, cisne ou chuva dourada. Daphne torna-se loureiro. Actaeon é convertido em veado por Ártemis. Estas narrativas mitológicas dialogam na exposição com obras contemporâneas que dissolvem as fronteiras entre o animado e o inanimado, o humano e o não humano, o natural e o construído.

Artistas:

A exposição reúne 24 artistas de diferentes países, cujos percursos e linguagens diversas convergem na exploração da mudança como força criadora.

Artistas participantes: Adriana Proganó, Arnold Fokam, Aurélien David, Carla Cabanas, Christian Holstad, Diogo Nogueira, Emerson Quinda, Fernanda Feher, Filipe Branquinho, Francisco Trêpa, Isabel Relvas, Joaquim Pires, Lu Wei, Mamady Seydi, Mané Pacheco, Marie-Pierre Brunel, Nadia Barkate, ORLAN, Pedro Barassi, Pedro Martins, Rebecca Munce, Sara & André, Svenja Tiger e Vicente Blanco.

Apoios:

O projeto Shapeshifters recebeu o apoio do Ministério da Cultura de Portugal através da DGArtes e está aberto a apoios complementares de outras entidades públicas ou privadas. A exposição conta com a parceria do Carpe Diem Arte e Pesquisa. UCCLA

Locais:

- UCCLA

Morada: Avenida da Índia, n.º 110 - Lisboa

Datas: 27 de maio a 10 de julho de 2026

Horário: segunda a sexta-feira, entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 18 horas

- Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos

Morada: Avenida do Brasil, n.º 53 - Lisboa

Datas: 19 de maio a 4 de julho de 2026

Horário: quarta a sábado, entre as 14 e as 19 horas


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Macau - Revelados vencedores do concurso de fotografia de arquitectura do Centro para Arquitectura e Urbanismo

O CURB – Centro para Arquitectura e Urbanismo anunciou os vencedores da quinta edição do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau, alusiva à relação entre os espaços da cidade e as pessoas que os habituam.


Na categoria de Grupo Aberto, destinada a todos os residentes de Macau (incluindo trabalhadores não residentes e titulares de visto de estudante), a fotografia vencedora foi tirada por Nicholas Mok. Os participantes Ip Man Heil e Chan Peng Nam ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. O júri atribuiu ainda menções honrosas a outros dez trabalhos.

Na categoria de “Grupo Estudante”, que exige a prova de matrícula numa instituição de ensino secundário ou superior (local ou no estrangeiro), o primeiro lugar foi conquistado por Yeung Hou Sam. O pódio completou-se com a atribuição dos segundo e terceiro prémios a Huang Jonson e Dong Lingyu, respectivamente. Outras dez fotografias foram seleccionadas para menções honrosas.

De acordo com o CURB, este ano o concurso recebeu 306 fotografias submetidas por 143 participantes. Os trabalhados foram apreciados por “um painel de jurados experientes que seleccionaram as melhores fotografias para o tema deste ano, considerando a sua qualidade técnica e artística e a originalidade da visão”.

A lista de premiados e as fotografias vencedoras serão publicadas, em breve, na página oficial da competição, assim como nas redes sociais do CURB. A cerimónia de entrega de prémios vai realizar-se no dia 30 de Maio, às 17h, na Ponte 9, onde está sediada a instituição. As fotografias vencedoras permanecerão expostas neste espaço até dia 20 de Junho.

O Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau decorre há cinco anos consecutivos, desde o lançamento em 2022, e já registou a participação de 831 pessoas e a submissão de 1917 trabalhos (incluindo os dados da edição desde ano). Segundo o CURB, a iniciativa deste ano revelou “resultados excepcionais e um interesse crescente” por parte do público, composto por fotógrafos de todos os níveis – desde amadores e estudantes a profissionais. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Moçambique - Vence “Somos Imagens da Lusofonia” pelo segundo ano consecutivo

O fotógrafo moçambicano Hamir da Silva é o grande vencedor da sétima edição do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, que distinguiu também dois fotógrafos portugueses. A exposição fotográfica relativa a esta edição terá lugar no dia 29 de Maio, nas Casas da Taipa, com a presença do vencedor e a inclusão de cerca de 40 fotografias


O primeiro lugar do concurso “Somos Imagens da Lusofonia” voltou a ser conquistado por um fotógrafo moçambicano, pelo segundo ano consecutivo. A imagem “Resiliência da Comunicação”, de Hamir da Silva, foi distinguida pelo júri da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP) com um prémio pecuniário de dez mil patacas e a oferta de uma viagem a Macau.

A sétima edição teve como tema “O Hoje do Passado”, propondo uma homenagem aos elementos “antigos” do mundo lusófono que ainda hoje perduram como testemunhos culturais, apesar do célere desenvolvimento sócio-económico e tecnológico que se observa a nível global. A imagem de Hamir da Silva ecoa esta tema ao representar um homem a sintonizar um rádio antigo, “que resiste ao tempo”, e crianças a brincar com latas unidas por um fio, “numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”.

De acordo com a apreciação da Somos – ACLP, a fotografia “remete para a intemporalidade” destas actividades e demonstra que “o simples pode ser extraordinário e que a memória tem o poder de unir pessoas”. Para além do prémio numerário, o vencedor terá também direito a viagem e estadia em Macau para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da exposição fotográfica, a decorrer no final do mês.

O pódio de vencedores completa-se com duas imagens de fotógrafos portugueses. O segundo prémio foi conquistado por Adão Salgado, autor da fotografia “O mar como legado vivo”, que representa a arte xávega – uma técnica de pesca artesanal secular que vai sobrevivendo no litoral português, embora cada vez menos visível. “Apoiado pelo esforço dos pescadores, assiste-se à vitalidade de um ofício que resiste à globalização”, escreve a organização, que atribuiu a esta obra um prémio de sete mil patacas.

O terceiro prémio foi para Carlos Júlio Teixeira, com a fotografia “A fé cantada”. Tirada no interior de uma igreja, a imagem retrata um grupo de fiéis que participa numa festa devotada a São Vicente. “São as mulheres que cantam e é na sua voz que permanecem vivas as memórias de um povo que canta para não esquecer”, lê-se no comunicado. Os jurados recompensaram este trabalho com um prémio de cinco mil patacas.

Para além dos três premiados, o júri, composto por fotojornalistas a trabalhar em Macau, Portugal, Brasil e Moçambique, nomeou ainda três menções honrosas através de certificados. Os destaques foram para o português Carlos Costa, com uma representação da tradicional “Festa dos Rapazes” em Trás-os-Montes (“Varge”); a brasileira Clarice Carvalho, com uma imagem sobre a força da escrita a atravessar o tempo (“Presente do passado”); e ainda o moçambicano Marcos Júnior, vencedor da edição anterior, que desta vez apresentou uma fotografia de crianças a brincar à frente de uma casa com um passado colonial (“Crescer entre memórias”).

O fotógrafo Gonçalo Lobo Pinheiro, presidente do júri, refere que esta edição do concurso “voltou a ser um sucesso ao nível da participação”, reunindo “centenas de fotografias” provenientes de diferentes países e regiões do mundo lusófono. A decisão do júri quanto aos premiados foi “unânime”, revela o representante da associação, realçando “a solidez e a clareza dos critérios aplicados”.

A par dos três vencedores e das três menções honrosas, foram ainda escolhidas 34 outras fotografias, “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico”, para integrar a exposição “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/2026: O Hoje do Passado”. A inauguração decorre dia 29 de Maio, nas Casas Museu da Taipa, com curadoria do arquitecto e fotógrafo Francisco Ricarte.

Perspectivando já a próxima edição, a Somos – ACLP diz esperar que “o número de participantes aumente” continuamente e que a iniciativa continue a afirmar-se como “um concurso plural, vivo e representativo da fotografia contemporânea em língua portuguesa”.

No ano passado, recorde-se, o concurso foi subordinado ao tema “O Homem e o Divino”, propondo uma exploração sobre as várias tradições religiosas e filosofias teístas existentes nos países de língua portuguesa. O fotógrafo moçambicano Marcos Júnior arrecadou o primeiro prémio com uma imagem intitulada “Onde há fez, há luz que guia”, tornando-se assim o primeiro fotógrafo deste país a vencer o concurso. Carolina Baltasar – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 5 de maio de 2026

Macau - Exposição de poemas ilustrados abre Festival da Língua Portuguesa

Uma exposição de poemas de vários escritores portugueses, seleccionados por Pedro D’Alte e ilustrados pelo artista Joaquim Franco, assinala o arranque da primeira edição do Festival de Língua Portuguesa, promovido pela Casa de Portugal. A mostra na Casa Garden serve também para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. O festival, que se prolongará até 18 de Junho, inclui ainda momentos de leitura, histórias contadas nas escolas, workshops de escrita criativa, espectáculo de marionetes, um concerto e uma peça de teatro. Para Elisa Vilaça, “é necessário haver algo que nos lembre a importância da língua portuguesa e da sua preservação, sendo a poesia um elemento de referência”


Pela primeira vez, a Casa de Portugal promove o Festival de Língua Portuguesa, organizando uma série de actividades que têm hoje início, precisamente no Dia Mundial da Língua Portuguesa, com a inauguração de uma exposição na Casa Garden, pelas 18h30. A mostra combina 16 poemas de vários escritores portugueses e outros países de expressão portuguesa, como Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Mia Couto, José Luís Peixoto e José Craveirinha, que abrangem desde o século XVI até à actualidade, seleccionados pelo académico Pedro D’Alte, com a ilustração de igual número de pinturas de acrílico em tela produzidas pelo artista Joaquim Franco.

“As ilustrações vão ser expostas em paralelo com os poemas, cujos textos acompanham a interpretação do artista”, disse ao Jornal Tribuna de Macau a curadora da exposição Elisa Vilaça.

O objectivo nesta exibição, em conjunto com o restante programa do festival, é dar “maior ênfase à língua portuguesa, que é bem importante hoje, mais do que nunca”, sublinhou a directora artística da Casa de Portugal.

Ao abordar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, Elisa Vilaça considera que a preservação da língua é fundamental. “Para tudo, não só como uma profunda raiz daquilo que foi feito em Macau, ao longo de 450 anos, mas principalmente agora, com todo esse sistema de globalização, que nós temos a consciência de que a língua portuguesa é falada em imensos países”, sublinha.

Lembrando que o Português é a quinta língua mais falada em todo o mundo, admite que “por vezes nós esquecemo-nos disso, da importância que temos a nível de linguística e do que tem sido feito pelos escritores”. Nesse sentido, defende, “é necessário haver algo que nos lembre a importância da língua portuguesa e da sua preservação, sendo a poesia um elemento de referência”.

Por tudo isso, diz, “há uma mensagem que tem de ser passada sobre a preservação da nossa língua e no cruzamento com as diferentes culturas que nós encontramos em Macau”.

Para a curadora da exposição, “a única coisa que é muito importante fazer neste momento é tentar cativar cada vez mais a população jovem, que, quem sabe, poderá permanecer por aqui, ou procurar os seus empregos, o seu futuro, noutras paragens”. Para além da comunidade portuguesa e de representantes de outros países lusófonos estabelecidos em Macau, “a comunidade chinesa, desenvolvendo e interessando-se pela língua, ela própria também terá, no futuro, um meio e uma ferramenta importante na inter-relação com os diferentes países, inclusivamente Portugal”.

Mesmo considerando que “a história é uma coisa que se vai esquecendo”, considera que a língua é “um elo importantíssimo” e faz parte dessa história. “Por isso, afirma que “devemos fazer uma sensibilização cada vez maior em termos da divulgação da cultura e da língua, não só entre a comunidade portuguesa, mas principalmente na comunidade chinesa que é a maior em Macau”.

Histórias com marionetas contadas nas escolas

Assim sendo, o Festival da Língua Portuguesa, que começa esta tarde com a inauguração da exposição, que se manterá até ao dia 24 deste mês, “surge nesse sentido de sensibilizar para a importância da preservação, contando inclusivamente histórias aos alunos e às crianças de algumas escolas, como forma de os motivar a familiarizarem-se com a língua portuguesa”, menciona.

Os estabelecimentos abrangidos pelas conversas, intituladas “Contar Histórias”, da responsabilidade da própria Elisa Vilaça, são o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, a Escola Sir Robert Ho Tung e a Escola Luís Gonzaga Gomes, onde haverá espectáculos de marionetas a partir de 13 de Maio e prolongando-se até Junho.

Trata-se de uma mistura das marionetas com o texto em si, numa “história mimada”, porque tem “a minha participação, não só como manipulador, mas como próprio autor”, refere, acrescentando que, “contrariamente ao que acontece quando faço espectáculos de marionetas em Macau, em que não tenho palavra, apenas música, neste caso, como é dedicado à língua portuguesa, o português vai ter maior predominância, utilizando no fundo a marioneta como um elemento de comunicação entre as crianças”.

Nos restantes pontos do programa do Festival, destaque para “Pausa para Ler”, que terá por palco a Casa Garden, no dia 8 de Maio, das 18h30 às 20h00, e para dois workshops de “Escrita Criativa”. O primeiro no dia 15, entre as 19h00 e as 21h00, para maiores de 18 anos, e o segundo, a 16, entre as 15h00 e as 17h00, para maiores de 15 anos, orientados por Paula Pinto. Ambos serão realizados na sede da Casa de Portugal.

Enquanto isto, está agendado um concerto para o dia 16, a partir das 19h00, na Casa Garden, com Tomás Ramos de Deus, Miguel Andrade, Paulo Pereira, Irawan Kusuma, Luís Bento e outros músicos convidados.

O festival, que conta com o apoio da Fundação Macau e da Fundação Oriente, encerrará a 18 de Junho com a peça “O Pior Professor do Mundo” protagonizada pelo Teatro João de Brito, no Auditório da Escola Portuguesa de Macau, pelas 19h00, estando reservada uma sessão para os alunos e outra aberta ao público.

Conversas em Português no Café do IPOR

Por forma a celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Instituto Português do Oriente (IPOR) vai organizar hoje e amanhã, entre as 18h30 e as 20h30, um evento especial em formato de conversas rápidas. As “Conversas em Português à Volta do Mundo” decorrerão no Café Oriente no IPOR e destinam-se a estudantes ou “curiosos” que não têm o Português como língua materna. Segundo o IPOR, os participantes poderão, em várias mesas, conversar durante 5 a 7 minutos com falantes nativos de Português. Quem passar por todas as mesas terá direito a um prémio. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 28 de abril de 2026

Macau - Festival de Artes traz “Novas Correntes de Inspiração” em Maio

O 36.º Festival de Artes de Macau, um dos grandes eventos artísticos da cidade, está prestes a tornar-se ainda maior. Este ano, o festival vai decorrer durante quase dois meses, de 8 de Maio a 27 de Julho, sob o tema “Novas Correntes de Inspiração”. A iniciativa arranca na segunda sexta-feira de Maio com um espectáculo gratuito de um grupo de dança do Cazaquistão, ecoando os valores de interculturalidade e descoberta de novos mundos que caracterizam esta edição


O programa da 36.º edição do Festival de Artes de Macau (FAM) foi divulgado na sala de conferências do Centro Cultural de Macau, a poucas semanas do seu início oficial no dia 8 de Maio. A partir do tema “Novas Correntes de Inspiração”, a iniciativa deste ano convida residentes e visitantes a embarcar numa viagem multidisciplinar pelas culturas, artes e relações de amizade que se desenvolveram (e desenvolvem) ao longo da Rota Marítima da Seda.

O festival desde ano arranca a 8 de Maio e culmina no dia 27 de Junho, englobando uma série de experiências, actividades, workshops e espectáculos interpretados numa multiplicidade de línguas e expressões artísticas. Reflectindo o tema central de expansão geográfica e intercâmbio cultural, o espectáculo de abertura consiste numa apresentação do conjunto de dança folclórica BIRLIK, do Cazaquistão, que se vai unir a grupos de dança locais para a performance “O Lótus na Rota da Seda – Tradições em Movimento”. A entrada para esta sessão de arranque é gratuita, mediante aquisição prévia de bilhete.

A música continua a dominar a fase inicial do FAM, com a passagem do musical “A Noite Estrelada” pelo palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau nos dias 15 e 16 de Maio. A peça é produzida pela Actors’ Family, uma das principais companhias de teatro musical em Hong Kong. Nos dias 16 e 17 de Maio, está agendada outra apresentação que funde as artes do teatro e da música com “1014 – Nanyin x Jazz”, uma história sobre memória, tecnologia e a importância da música na sensibilidade humana.

Ainda no domínio do teatro, a peça “Entrelinhas”, do encenador Tiago Rodrigues, assinala a única presença portuguesa no programa deste ano. O monólogo terá lugar no Teatro Dom Pedro V, nos dias 19 e 20 de Maio, e esbaterá as linhas entre ficção e realidade ao relacionar o mito de Édipo com cartas escritas por um prisioneiro à mãe.

Nos dias 22 e 23, a cultura cazaque volta a sobressair com um espectáculo duplo da companhia de dança Jolde. A primeira parte, “Tamyr”, une a elegância da dança contemporânea às vozes de um coro para falar sobre rituais, humanidade e identidade, enquanto a segunda parte, “Intemporal”, explora a memória colectiva e a fluidez do tempo.

Outro dos grandes destaques do programa passa por um palco ainda maior: o Jardim do Mercado do Iao Hon, aberto a toda a comunidade. Neste local, entre os dias 22 e 24, vai decorrer uma mostra de espectáculos ao ar livre intitulada “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece”. De acordo com as informações divulgadas na conferência de imprensa, as actividades vão desde actuações musicais e ‘flashmobs’ à troca de livros e à promoção da leitura. Haverá ainda actividades destinadas a toda a família, como oficinas temáticas, pinturas faciais e visitas guiadas.

Voltando ao Centro Cultural de Macau, é tempo também de recuar até 2006, quando estreou a peça “Eterna Juventude”. Vinte anos depois, a versão revista “2.0” chega ao Centro Cultural de Macau para uma história sobre a passagem do tempo, proporcionando uma reunião entre conhecidos actores de Macau e o dramaturgo local Lawrence Lei.

Outro dos eventos mais aguardados deste ano é o regresso dos Dóci Papiaçám, que voltam aos palcos com mais uma sátira mordaz em patuá. Desta vez, a peça intitula-se “Agora Como?” e tem como pano de fundo o fecho dos casinos-satélite e as suas consequências para a economia no território. As actuações estão marcadas para 23 e 24 de Maio.

Depois de Portugal, as artes europeias voltam a ter lugar no festival com “A Divina Comédia”, assinada pela companhia italiana NoGravity Theatre. Nos dias 29 e 30, os artistas cénicos vão interpretar o poema épico de Dante através de uma coreografia meticulosa e profundamente artística, com recurso a espelhos para criar uma dupla dimensão visual.

Junho traz ópera, ballet e homenagens à Macau antiga

O mês de Junho começa com uma homenagem à mitologia chinesa. No dia 6, o Sands Theatre recebe uma visita da Associação de Ópera Cantonense Zhen Hua Sing, que sobe ao palco com intérpretes locais. Trata-se de uma peça teatral de ópera inspirada na lenda de He Xiangu, a única mulher entre os Oito Imortais.

Nos dias 19 e 20 de Junho, Macau recebe uma interpretação de uma das mais importantes obras do ballet clássico: “Lago dos Cisnes”, do compositor russo Tchaikovski. O Ballet de Xangai traz uma versão criada pelo coreógrafo britânico Derek Deane, que combina a técnica clássica com técnicas contemporâneas como a inclusão de um conjunto de cisnes cintilantes em palco.

A peça “A Velha Casa das Orquídeas”, já estreada em 2025 no Festival Fringe, volta nos dias 20 e 21 com uma encenação repensada para o Centro Cultural. Mais uma vez, o público pode esperar uma narrativa sobre os bairros antigos de Macau, reimaginados ao som de música ao vivo.

Também nos dias 20 e 21, a Associação de Dança Hou Kong, sediada em Macau, apresenta “A Noite de Zheng Guanying”. A Casa do Mandarim vai então transformar-se num palco dinâmico, permitindo que os artistas percorram e dancem por pátios e corredores, como se recuando aos tempos do seu antigo proprietário.

A peça “A Dinastia Dela”, cuja estreia aconteceu no Festival de Teatro de Wuzhen em 2025, segue para Macau nos dias 25 e 27 de Junho. A narrativa centra-se em quatro noites na vida de Wu Zetian, a única imperatriz da China, e partilha com o público a sua ascensão ao poder e o seu espírito resiliente, que ousou desafiar o sistema patriarcal chinês.

Outro dos acontecimentos artísticos sobressaídos no programa é a exposição “Duetos da Natureza: Pinturas de Paisagem das Dinastias Ming e Qing do Museu Nacional da China”, já em exposição no Museu de Arte de Macau desde 24 de Abril. O projecto permanece patente até dia 26 de Junho, a véspera do encerramento do festival, possibilitando a apreciação de 65 obras-primas da pintura de paisagem das dinastias Ming e Qing.

Para além do extenso programa de espectáculos e apresentações artísticas, o FAM vai também realizar nove actividades relativas ao Festival Extra, que incluem workshops, conversas pós-espectáculo e palestras. Os bilhetes para o espectáculo de abertura, a título gratuito, podem ser adquiridos já a partir das 10h do dia 2 de Maio. Os restantes bilhetes vão ser vendidos entre 2 e 9 de Maio, na Bilheteira Enjoy Macau. O público pode consultar a programação completa, assim como os descontos disponíveis na compra de bilhetes, na página oficial do Instituto Cultural (IC).

De acordo com a presidente do organismo, Leong Wai Man, a iniciativa terá um custo de 22 milhões de patacas para o Governo. Este é um valor ligeiramente inferior ao do ano passado, quando o orçamento foi de 23,4 milhões de patacas, embora esta edição se prolongue por mais um mês do que a anterior. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Do “legado histórico” à relação “singular” entre Macau e Portugal

Na recepção oficial do Governo da RAEM em Portugal, Sam Hou Fai discursou na língua de Camões perante 400 convidados. Na ocasião, tanto o Chefe do Executivo como o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas destacaram o legado histórico e a relação “singular” entre Macau e Portugal, perspectivando um futuro de maior proximidade e cooperação. Emídio Sousa defendeu ainda que a comunidade portuguesa é “um elo vivo e permanente” das relações entre Portugal, Macau e a China. Antes, foi inaugurada uma exposição sobre a implementação do princípio “um país, dois sistemas”, onde José Cesário discursou, defendendo que é “essencial” dar passos para facilitar “ainda mais” o fluxo humano entre as partes


Foi em português que Sam Hou Fai decidiu discursar na recepção oficial do Governo da RAEM, que decorreu ao final da tarde de segunda-feira, em Lisboa, e contou com cerca de 400 convidados. O legado histórico das relações entre Macau e Portugal foi vincado quer pelo Chefe do Executivo, quer pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa. Ambos apontaram ainda para o reforço da ligação e da cooperação, lembrando os mais de cinco séculos de história que unem Portugal e Macau, bem como a República Popular da China.

O líder da RAEM afirmou que a visita a Portugal “constitui simultaneamente um meio simbólico eficaz para transmitir o legado de tradição de amizade e uma iniciativa destinada a avançar na concretização dos importantes consensos alcançados” entre o Presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, e o Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

Defendendo que, desde a transferência, “Macau tem aplicado com sucesso o grande princípio de ‘um país, dois sistemas’, alcançando conquistas notáveis reconhecidas mundialmente”, apontou igualmente para “a prosperidade e a estabilidade duradouras”.

Neste âmbito – e perante membros da delegação do Governo da RAEM, representantes da delegação empresarial, representantes da Embaixada da República Popular da China em Portugal, e personalidades de diversos sectores da sociedade portuguesa -, Sam Hou Fai afirmou ainda que “todos os direitos dos residentes de Macau, incluindo os dos Macaenses de origem portuguesa, são efectivamente salvaguardados nos termos da lei”.

Por outro lado, assegurou que Macau está “cada vez mais empenhado” em “potenciar o papel singular” do território com “ponte” e como “interlocutor de precisão”, “reforçando o aperfeiçoamento dos diversos mecanismos e plataformas de cooperação sino-lusófona”. O objectivo, acrescentou, é que Macau “se torne numa plataforma importante para toda a comunidade internacional, especialmente os países de língua portuguesa”, contribuindo para a concretização de cooperações “mutuamente benéficas de nível mais elevado”.

Na ocasião, fez votos para que “a árvore da amizade entre a China e Portugal permaneça para sempre viçosa e cheia de vitalidade” e para que “a cooperação entre Macau e Portugal em todos os domínios dê frutos ainda mais abundantes”.

Afirmando que a estratégia de “Macau + Hengqin” é “cada vez mais aceite e enraizada na população”, Sam Hou Fai defendeu que “o desenvolvimento integrado entre Macau e Hengqin tem um potencial ilimitado”. Depois, convidou as pessoas presentes a visitar o Interior da China, Macau e Hengqin com vista a “descobrir as oportunidades existentes na China, a investir em Macau e Hengqin” e de olhos postos no futuro.

Já o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, começou por dizer que a decisão de Sam Hou Fai de escolher Portugal como destino da sua primeira visita oficial ao exterior “tem um forte valor simbólico”. “Interpretamos [a decisão] como um sinal inequívoco da importância que Portugal continua a ocupar no quadro das relações da RAEM. Trata-se de uma escolha que honra o nosso país e que reforça a natureza especial do vínculo que nos une. Portugal olha, como sempre olhou, com especial significado para Macau”, afirmou ainda.

Emídio Sousa assinalou que “essa relação singular assenta numa história comum de quase cinco séculos que ligou Portugal a Macau e por essa via a República Popular da China”, acrescentando que, ao longo do percurso histórico, Macau se afirmou como “espaço ideal entre culturas, sistemas e visões do mundo, desempenhando um papel único e irrepetível”. “Esse legado histórico não se encerrou com a retroversão de Macau à soberania da República Popular da China, pelo contrário, marcou o início de uma nova etapa nas relações entre Portugal e Macau, enquadrada num contexto distinto, mas firmemente ancorada nos mesmos valores da confiança mútua, respeito e amizade”, considerou.

“É sobre esse património comum que o Governo de Portugal reafirma a sua determinação em aprofundar e reforçar a ligação com Macau, em estreita articulação com as autoridades da RAEM. A amizade entre Portugal e Macau traduz-se, antes de mais, nas pessoas”, prosseguiu o Secretário de Estado, acrescentando que a comunidade portuguesa residente em Macau “é importante” e “constitui um dos pilares fundamentais desta relação, sendo um elo vivo e permanente entre as nossas sociedades”.

Cesário pede “passos” para facilitar o fluxo humano

Antes da recepção oficial, o Chefe do Executivo presidiu à inauguração da exposição “Macau, Êxitos de ‘Um País, Dois Sistemas’: Transmitir o Legado de Tradição da Amizade Sino-Portuguesa e Escrever Um Novo Capítulo do Princípio ‘Um País, Dois Sistemas’”, onde disse que Macau zela “sempre” pela defesa do princípio formulado por Deng Xiaoping.

José Cesário, presidente da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, esteve igualmente presente na inauguração da mostra, tendo também assinalado, à semelhança do Secretário de Estado, a relevância da visita de Sam Hou Fai ao país. “Macau é um território que jamais deixará de fazer parte da nossa história, sendo essencial para a nossa presença no Oriente no passado, no presente e no futuro”, afirmou.

Cesário defendeu que é “essencial darmos passos no sentido de facilitarmos ainda mais o fluxo humano entre os nossos países e os nossos territórios”, apontando que as especificidades e a relevância das comunidades portuguesas em Macau e na China, e das comunidades macaense e chinesa em Portugal, são igualmente questões que requerem acompanhamento permanente.

Recorde-se que Macau não aceita, desde Agosto de 2023, novos pedidos de residência para portugueses, para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território. Orientações que eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.

Antes, tinha elogiado as “excelentes relações” entre as partes e a “a forma exemplar como a transição da administração de Macau se processou”. Numa altura em que a conjuntura política e económica globais são complexas, José Cesário assinalou a “relevância” da visita, tendo em conta o actual contexto geopolítico. Disse ainda estar certo de que resultará daqui “uma ainda maior proximidade”.

Disse ainda que “a luta pela paz a nível mundial, o entendimento entre os povos, o respeito pelo Direito Internacional e a melhoria da nossa relação política, económica e cultural serão questões que, naturalmente, estarão muito presentes nesta visita”.

Exposição mostra “forte vitalidade” do princípio “um país, dois sistemas”

Patente até 28 de Junho nas instalações da Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa, a exposição “Macau, Êxitos de ‘Um País, Dois Sistemas’: Transmitir o Legado de Tradição da Amizade Sino-Portuguesa e Escrever Um Novo Capítulo do Princípio ‘Um País, Dois Sistemas’” está dividida em seis capítulos. São eles “Prefácio”, “O princípio ‘um país, dois sistemas’ é o alicerce da Região Administrativa Especial”, “Ponte de ligação para a abertura ao exterior e janela para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações”, “Zona de cooperação em Hengqin cria novo espaço de desenvolvimento para Macau”, “Sociedade harmoniosa e estável garante uma vida saudável e segura” e “Conclusão”. Através de textos em português e chinês e mais de 100 fotografias, a mostra “faz uma retrospectiva histórica, foca o presente e olha para o futuro, destacando os notáveis feitos alcançados por Macau nas áreas política, económica, social e de bem-estar da população”. São ainda exibidos vários vídeos, incluindo testemunhos de várias figuras emblemáticas que acompanharam a transição de Macau. Catarina Pereira – Portugal in “Jornal Tribuna de Macau”