Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Macau - ‘Startup’ portuguesa Iplexmed venceu “929 Challenge”

As ‘startups’ portuguesas Iplexmed e a Nitrogen Sensing Solutions (NS2) arrecadaram o primeiro e terceiro lugares, respectivamente, na competição “929 Challenge”, em Macau.


A Iplexmed desenvolve dispositivos de diagnóstico genético rápido e a NS2 fornece soluções inteligentes para monitorizar a qualidade da água para uma aquicultura sustentável.
Em segundo lugar, ficou a GreenCoat, de Hong Kong, que desenvolve equipamentos para janelas inteligentes com vista à eficiência energética.
Marco Rizzolio, co-fundador e coordenador da competição 929 indicou à Lusa a apresentação, nesta quarta edição, de “projectos mais maduros e mais sólidos”. “A competição vai ganhando nome, vai ganhando tracção nos países de língua portuguesa, em Macau, na Grande Baía. As incubadoras já sabem o que é o 929, portanto há projectos cada vez mais maduros”, explicou.
Divididas em duas categorias, 16 equipas finalistas – oito ‘startups’ e oito de universidades chinesas e dos países de língua portuguesa, disputaram a final da quarta edição desta competição sino-lusófona.
Macau destacou-se na competição das instituições de ensino superior, com a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau a ficar em primeiro lugar, com um projecto de identificação de pragas e doenças na agricultura com recurso à inteligência artificial, e a Universidade de Macau em terceiro, com uma ‘startup’ especializada em robôs subaquáticos para aplicação industrial e educacional. O segundo lugar foi para a Universidade de Shenzhen, com um projecto de motores energeticamente eficientes para uso industrial.
A edição deste ano registou mais de 1600 participantes e o montante total dos prémios foi de 30 mil dólares e quatro mil dólares em serviços e ferramentas da Alibaba, de acordo com a organização.
O concurso tem a organização conjunta do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) e de várias universidades e instituições da RAEM. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Macau - A “mapamorfose” analisada através de exposição, vídeo e palestra na Fundação Oriente

“Mapamorphosis: 500 Anos de Cartografia” propõe que se contemple a forma como a paisagem da cidade se tem transformado ao longo dos últimos cinco séculos. Promovida pela Associação Cultural 10 Marias, a exposição cartográfica conta ainda com um vídeo e um seminário na Casa Garden com Priscilla Roberts, Nuno Soares, Marco Caboara e José Sales Marques


“Na era pré-colonial, a área de Macau estava reduzida a uns meros três quilómetros quadrados. O seu processo de expansão deu-se, a partir do século XVI, com o estabelecimento dos portugueses e a ‘conquista’ de território. Durante a segunda metade do século XX, a área terrestre de Macau aumentou aceleradamente, passando de 15 quilómetros quadrados em 1972 para 21 quilómetros quadrados em 1994. Hoje, a área terrestre é aproximadamente de 32 quilómetros quadrados, com uma população de cerca de 680 mil, sendo Macau uma das cidades do mundo com maior densidade populacional”. Este texto serve de introdução à nova exposição que estreia no próximo dia 6 de Fevereiro, terça-feira, na Casa Garden. Intitulada “Mapamorphosis: 500 Anos de Cartografia”, e promovida pela Associação Cultural 10 Marias, a mostra cartográfica propõe um olhar diferente sobre a evolução da paisagem da cidade, recorrendo para isso a mapas de fontes e épocas diferentes que serão expostos no local.

Uma ideia original de Marco Rizzolio e com a curadoria de Pedro Luz, a exposição de imagens cartográficas de Macau conta ainda com uma projecção videográfica da autoria de Pedro Luz que traça a evolução geográfica e respectivo desenvolvimento da cidade.

Em nota, a associação organizadora acrescentou que no dia da abertura da exposição decorrerá ainda no auditório da Casa Garden, pelas 18h30, um seminário que versará sobre a temática do crescimento urbano e transformação da paisagem de Macau ao longo dos séculos. Este seminário, que será dirigido em língua inglesa, conta com a moderação de Marco Rizzolio e a presença dos oradores Priscilla Roberts, Nuno Soares, Marco Caboara e Jose Sales Marques.  Priscilla Roberts é historiadora e professora associada da Universidade de São José (USJ) e Nuno Soares é arquitecto paisagista e responsável pelo departamento de Arquitectura e Design da mesma universidade. Marco Caboara, por seu turno, é professor sénior em História da Cartografia na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, ao passo que José Sales Marques, para além de presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau e economista de formação, foi presidente da extinta Câmara de Macau entre 1992 e 2001.

A Associação Cultural 10 Marias acredita que a exposição “representa um importante acervo cartográfico de Macau com manifesto interesse pedagógico e didático”, recorrendo para isso às “novas tecnologias”, através da projecção videográfica. Esta projecção “com base em cartografias, mapas e imagens satélites”, destacou a associação, “promove o conhecimento da geografia de Macau e divulga o seu desenvolvimento histórico-económico, de forma interativa e informativa”. “Mapamorphosis: 500 Anos de Cartografia” está patente na galeria da Casa Garden até ao dia 17 de Março, e conta com o apoio da Fundação Oriente, do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses e a Ginja do Senado. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”