Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Angola - Fragata de Morais defende aproximação dos escritores às escolas e aos bairros periféricos

O escritor, poeta e dramaturgo, Fragata de Morais realçou a importância de levar a literatura às comunidades rurais e ao ambiente escolar para inspirar os leitores, de maneira a desenvolver também o intelecto dos jovens


Fragata de Morais abordou o assunto ao jornal O País, no âmbito da sua participação no programa “12 Escritores na Biblioteca Comunitária”, em Viana, a decorrer este Sábado, 24. O escritor destacou a necessidade de haver um contacto directo entre autores e jovens, de modo a cultivar neles o gosto pela leitura, bem como combater o “embrutecimento” provocado pelo uso excessivo das tecnologias.

“A leitura é fundamental para o crescimento espiritual e cultural do indivíduo”, disse. Ao recordar a sua trajectória, Fragata de Morais contou que iniciou com bandas desenhadas, por exemplo, o “Tio Patinhas”, numa época em que não havia televisão ou internet, distinguindo a sua experiência com a realidade actual.

Segundo o escritor, a facilidade de acesso às informações rápidas via “Professor Google” pode, paradoxalmente, dificultar o desenvolvimento do interesse constante pela leitura. Fragata de Morais diz que iniciativas parecidas à “12 Escritores na Biblioteca Comunitária” deveriam ser replicadas nas instituições de ensino. Augusto Nunes – Angola in “O País”


segunda-feira, 31 de março de 2025

Portugal – Universidade de Coimbra lança guia prático para tornar renovação energética acessível nas comunidades rurais europeias

Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu, no âmbito da sua participação no projeto RENOVERTY, Roteiros de Renovação Rural, um guia prático pensado para tornar a renovação energética acessível às comunidades rurais em toda a União Europeia (UE).



Num momento em que a eficiência energética se torna essencial para combater a pobreza energética, estes roteiros pretendem ajudar os proprietários rurais a melhorar as suas habitações (condições de conforto e salubridade do espaço interior), contribuindo simultaneamente para melhorar a sua qualidade de vida e alcançar a descarbonização do parque edificado, seguindo os objetivos climáticos da UE.

Os roteiros, desenvolvidos em colaboração com grupos de ação local (GAL) da Croácia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália, Osona e Portugal, tentam responder aos desafios enfrentados pelas zonas rurais. Este guia prático oferece orientações claras e práticas sobre as opções técnicas, legislativas e financeiras, disponíveis em cada região, numa tentativa de simplificar o processo de renovação das habitações das famílias que enfrentam uma situação de pobreza energética. 

Como explica Paula Fonseca, investigadora do ISR, «estes instrumentos permitem adaptar cada intervenção às necessidades específicas de cada caso, ao orçamento disponível e aos incentivos aplicáveis. Além disso, pretendem ajudar a superar desafios comuns, como a complexidade dos requisitos administrativos, a iliteracia energética, a escassez de informação, as limitações no acesso a financiamento e a falta de profissionais qualificados. Ao oferecerem uma visão clara e orientada para as necessidades, os roteiros tornam o processo de renovação mais acessível, eficiente e bem-sucedido». 

De acordo com os especialistas, o envelhecimento do parque imobiliário europeu representa um desafio urgente, uma vez que 35% dos edifícios têm mais de 50 anos e 75% continuam a ser ineficientes do ponto de vista energético, contribuindo para 40% do consumo de energia da UE e 36% das emissões de CO₂. 

«As zonas rurais enfrentam vulnerabilidades próprias que intensificam a pobreza energética, nomeadamente o envelhecimento das populações, as elevadas taxas de pobreza e o parque imobiliário mais velho e ineficiente. Muitos agregados familiares que vivem nestas zonas dependem de combustíveis fósseis com elevado teor de carbono para aquecimento, como o carvão e o gasóleo, devido às opções energéticas mais limitadas», realçam os investigadores.

Assim, «os roteiros RENOVERTY abordam estes desafios, apresentando medidas passíveis de apoiar as comunidades rurais, contribuindo para a diminuição das desigualdades e ajudando os cidadãos que mais necessitam de apoio. Além de sensibilizar e respeitar o ambiente rural, este projeto pretende contribuir para manter e promover o conhecimento local, a identidade cultural e a preservação da natureza», concluem. 

Neste âmbito, os especialistas estão a promover, até 7 de abril, um concurso que convida  municípios, agências de energia, peritos do setor e outras partes interessadas a unir esforços no combate à pobreza energética rural, aplicando os conhecimentos adquiridos, aproveitando simultaneamente as oportunidades de colaboração e as soluções comprovadas para a renovação rural. Mais informações sobre este concurso aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 5 de março de 2025

Angola - Novas comunidades rurais sustentáveis serão criadas em cinco províncias

Novas comunidades rurais sustentáveis serão criadas nas províncias do Cunene, Cuando, Moxico Leste, Malanje e Cuanza-Norte, numa primeira fase, no âmbito do Plano de Desenvolvimento das Agrovilas (PDA), aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 55/25, de 25 de Fevereiro



Segundo o Portal do Governo de Angola, o PDA faz parte do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, com abrangência nacional e prevê a criação de comunidades que integrem habitação, infra-estruturas básicas e serviços essenciais, para a promoção da agricultura como principal actividade económica.

O objectivo é melhorar, a curto e médio prazos, as condições de vida das famílias rurais, aumentar a produção e a produtividade agro-pecuária, para a geração de rendimento e emprego, redução da pobreza e mitigação do êxodo rural.

Nesta fase inicial, serão estabelecidas cinco Agrovilas, para beneficiar 3557 famílias, o equivalente a 17.785 pessoas, num projecto destinado a famílias vulneráveis, jovens, antigos combatentes e veteranos da pátria e outras pessoas interessadas na actividade agrícola.

Os terrenos atribuídos serão utilizados para habitação e produção agro-pecuária, abrangendo culturas como grãos, frutas e hortícolas, além da pecuária e piscicultura. O PDA também prevê o incentivo ao turismo rural e ao desenvolvimento de pequenas indústrias agrícolas.

A gestão da identificação, loteamento e titulação dos terrenos ficará a cargo dos Órgãos da Administração Local do Estado, garantindo segurança jurídica aos beneficiários.

Os lotes terão áreas diferenciadas, variando entre pequenas parcelas para a agricultura familiar e extensões maiores para a produção em maior escala, com terrenos de 2,5 hectares e outros que poderão atingir cinco ou dez hectares, consoante a exploração pretendida.

Os beneficiários receberão títulos de concessão gratuitos, o que reforça o compromisso do Executivo com a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

O PDA inclui ainda a construção de infra-estruturas essenciais, como vias de acesso, redes de energia e abastecimento de água, além de equipamentos sociais e apoio técnico para os agricultores.

A implementação das Agrovilas será da responsabilidade dos Órgãos da Administração Local do Estado, sob a supervisão de uma Comissão Multissectorial coordenada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica.

A estrutura integra ainda os titulares dos departamentos ministeriais da Agricultura e Florestas, Planeamento, Finanças, Administração do Território, Pescas e Recursos Marinhos, Energia e Águas, e Obras Públicas, Urbanismo e Habitação.

O projecto alinha-se ao Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda 2063 da União Africana, tendo em conta a aposta do Executivo no crescimento equilibrado entre as zonas urbanas e rurais. In “Jornal de Angola” - Angola