Arqueólogos
no Egipto fizeram uma descoberta fascinante de uma estátua de esfinge de
calcário com um "rosto sorridente e duas covinhas" perto do Templo de
Hathor, um local antigo bem preservado no país.
A descoberta, anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades, é apenas a mais recente de uma série de descobertas feitas nos últimos meses.
Os
pesquisadores acreditam que a representação estilizada de um antigo imperador
romano, encontrada dentro de uma tumba de dois níveis perto do templo, pode ser
o imperador Cláudio, que governou de 41 a 54.
Ao
lado da esfinge lindamente trabalhada, a equipa também encontrou uma estela
romana escrita em letras demóticas e hieroglíficas que, uma vez decifradas,
poderiam lançar luz sobre a identidade do governante.
Significado político e económico das recentes descobertas
no Egipto
O
Templo de Hathor, localizado a cerca de 500 quilómetros ao sul do Cairo, tem
uma história rica e já abrigou o Zodíaco de Dendera, um mapa celestial que está
em exibição no Louvre, em Paris, desde 1922.
O
governo egípcio tem tentado recuperar o Zodíaco, que foi levado por um francês
chamado Sebastien Louis Saulnier há mais de um século.
A
descoberta da "esfinge sorridente" é apenas um dos muitos achados
arqueológicos recentes no Egipto.
Em
Gizé, as autoridades anunciaram recentemente a descoberta de uma passagem
escondida de nove metros dentro da Grande Pirâmide, que poderia levar à
verdadeira câmara funerária do faraó Khufu. Em Luxor, foi encontrada uma
"cidade residencial completa da época romana".
Somando-se
a isso está um novo estudo, que recentemente lançou luz sobre o enigmático
processo egípcio antigo de mumificação, revelando as receitas usadas para
preservar os corpos dos mortos por milhares de anos.
Apesar
do significado científico dessas descobertas, alguns especialistas veem os
anúncios como tendo mais peso político e económico. O Egipto está atualmente a
passar por uma grave crise económica e depende do turismo para reviver a sua
vital indústria do turismo.
O
governo espera atrair 30 milhões de turistas por ano até 2028, um aumento
significativo em relação aos 13 milhões antes da pandemia.
Espera-se
que este ano seja inaugurado o Grande Museu Egípcio no Cairo, considerado o
maior museu do mundo dedicado a uma única civilização. Ele contará com a maior
coleção de relíquias de Tutancâmon já exibida e espera atrair 5 milhões de
visitantes por ano. Theo Farrant – Reino Unido in “Euronews.culture”
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