Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 21 de maio de 2019

Lusofonia - Praia acolhe primeira edição do seminário “A CPLP em Marcha” sobre governança pública e empresarial



Cidade da Praia – O Instituto Politécnico Democracia e Desenvolvimento (IPDD) promove no próximo dia 25, na cidade da Praia, a primeira edição do seminário “A CPLP em Marcha”, um debate sobre governança pública e empresarial no espaço lusófono.

Segundo José Augusto Filho, o evento, organizado em parceria com o Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP), contará com a presença de actores da política, academia e governação de Cabo Verde, além de palestrantes altamente qualificados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Conforme avançou, a primeira edição, que se realiza no dia da África, foca no diálogo para a construção de uma agenda inclusiva, voltada para o desenvolvimento fundado nos valores da democracia e da liberdade, realçando que o referido evento pretende ser um “marco” no debate sobre governança pública e empresarial no espaço lusófono.

A histórica relação Europa-África que tem o Brasil como parte de um triângulo estratégico, prosseguiu a mesma fonte, será discutida num contexto de acelerada transformação das políticas domésticas dos países e de suas relações internacionais.

“O evento coloca o país no centro do debate das grandes questões dos países de língua portuguesa. Cabo Verde ocupa a presidência da CPLP até 2020, entretanto, o mais importante é o exemplo de maturidade democrática, referência para o continente africano, das instituições governativas cabo-verdianas, que proporcionam ao país mirar cada vez mais o desenvolvimento, em todas as dimensões, de suas gentes”, adiantou.

O Dia da África comemora-se anualmente a 25 de Maio.

A data é considerada o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre. In “Inforpress” – Cabo Verde

UCCLA - Apresentação pública da estátua de Eduardo Lourenço por Leonel Moura




Vai decorrer no dia 23 de maio, às 18 horas, a apresentação pública da estátua em bronze de Eduardo Lourenço, da autoria de Leonel Moura, nos jardins da sede da UCCLA.

De acordo com o autor as “estátuas devem ser feitas em vida. Eduardo Lourenço mereça-a!”

A estátua em bronze tem como base o protótipo que foi apresentado no Centro Nacional de Cultura, em 2016, e na UCCLA, em 2017. Este protótipo foi realizado a partir da digitalização do próprio Eduardo Lourenço e posteriormente impresso em 3D juntando mais de 100 peças. A estátua, fabricada na Fundição Lage de Vila Nova de Gaia, tem 210 cm de altura e pesa cerca de 800 quilos.

Biografia:

Eduardo Lourenço (de Faria) nasceu a 23 de maio de 1923, em São Pedro de Rio Seco, concelho de Almeida, distrito da Guarda, Portugal. É o filho mais velho (de sete) de Abílio de Faria, oficial do Exército, e de Maria de Jesus Lourenço. Frequentou a Escola Primária na sua terra natal. Depois ingressou no Liceu da Guarda e terminou os seus estudos secundários no Colégio Militar em Lisboa. Frequentou o Curso de Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde concluiu a Licenciatura no dia 23 de julho de 1946, com uma Dissertação com o título O Sentido da Dialéctica no Idealismo Absoluto. Assumiu as funções de Professor Assistente nessa Universidade, cargo que desempenhou até 1953. Publicou, em edição de autor, o seu primeiro livro Heterodoxia I em novembro de 1949.

Nos últimos anos, Eduardo Lourenço recebeu inúmeras distinções, entre as quais se destacam: Prémio Camões (1996), Officier de l’Ordre de Mérite pelo Governo francês (1996), Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres pelo Governo francês (2000), Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora (2001), Medalha de Ouro da Cidade de Coimbra (2001), Cavaleiro da Legião de Honra (2002), Prémio da Latinidade (2003), Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (2003), Prémio Extremadura a la Creación (2006), Medalha de Mérito Cultural pelo Governo português (2008), Medalha de Ouro da Cidade da Guarda (2008) e Encomienda de Numero de la Orden del Mérito Civil pelo Rei de Espanha (2009).

Eduardo Lourenço é ainda Doutor Honoris Causa pelas Universidades do Rio de Janeiro (1995), Universidade de Coimbra (1996), Universidade Nova de Lisboa (1998) e Universidade de Bolonha (2006). Desde 2002 exerce as funções de administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em Dezembro de 2011, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa. Em 2013, foi distinguido com o Prémio Jacinto do Prado Coelho pela obra Tempo da Música. Música do Tempo. Em 2018, a sua obra O Labirinto da Saudade é adaptada ao cinema por Miguel Gonçalves Mendes numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante.


Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

Brasil - Transporte por trem ajuda no crescimento do Porto do Itaqui – Maranhão


No primeiro quadrimestre deste ano, o Porto do Itaqui exportou mais de 2,5 milhões de toneladas de grãos na somatória dos embarques da VLI (839 mil toneladas) e do Tegram (1,7 milhão de toneladas). Desse total, cerca de 80% foram recebidas pela ferrovia. A VLI recebe pela via férrea a totalidade da carga de grãos que opera no Itaqui e o Tegram saltou de 46% no ano passado para 67% nos primeiros quatro meses de 2019, com expectativa de chegar aos 80% quando concluída a segunda fase.

Atualmente o modal ferroviário responde por 55% da movimentação total de cargas no porto público do Maranhão e essa faixa vem crescendo a cada ano, principalmente nas operações de granéis sólidos e líquidos. Além dos grãos operados pela VLI, todas as operações de cobre e celulose utilizam a ferrovia, bem como parte da distribuição de combustíveis.

Diversas expansões e novos negócios para desenvolvimento do Maranhão a partir do Porto do Itaqui precisarão de integração ferroviária. “Por isso estamos estudando a implementação de peras ferroviárias para aumentar a produtividade e a capacidade de atendimento aos clientes atuais e futuros que necessitam de interligação com o Itaqui”, afirma o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.

A revisão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto do Itaqui contempla a possibilidade de desenvolver três soluções de peras ferroviárias (pátio em formato de pera que possibilita o transbordo da carga sem a necessidade de desmembrar o trem, proporcionando agilidade e segurança). Com a expansão da Norte-Sul a tendência é de aumento significativo dos volumes de cargas, motivo pelo qual a viabilização de pera ferroviária no Porto do Itaqui se torna mais estratégica a cada dia.

A concessão do tramo central da Ferrovia Norte-Sul, referente a um trecho de 1.537 km que vai de Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela d’Oeste, em São Paulo, foi definida em leilão realizado pelo Governo Federal em março deste ano. A ferrovia é um dos principais projetos para escoamento da produção agrícola do país e os investimentos da empresa Rumo (Grupo Cosa), vencedora do leilão, devem chegar a R$ 2,7 bilhões.

O transporte ferroviário é o mais recomendado para commodities e cargas que precisam ser transportadas em grandes volumes por longas distâncias. E a conexão ferroviária, especialmente com a Estrada de Ferro Carajás interligada à Norte-Sul, é uma das principais vantagens competitivas do Porto do Itaqui em relação aos demais portos da região e do país. Além de econômico o trem é mais sustentável e reduz o impacto sobre as rodovias.

Operadores ampliam investimentos no Itaqui

A instalação de terminais de granéis líquidos (derivados de petróleo e outros), de granéis sólidos (Tegram e terminais de cobre e de fertilizantes) e as exportações de celulose no Itaqui foram viabilizadas em razão de uma conexão ferroviária eficiente. “Esse fator está associado à confiança do investidor privado na EMAP – Empresa Maranhense de Administração Portuária e às demais vantagens do porto, como localização geográfica estratégica para os principais mercados mundiais”, explica Ted Lago.

Nos primeiros quatro meses deste ano o Tegram embarcou 1,7 milhão de toneladas de grãos pelo Itaqui, um aumento de 22% se comparado ao mesmo período do ano passado. Desse total, 67% da carga movimentada foi recebida pelo modal ferroviário (composições ferroviárias de 80 vagões). Se o ritmo de crescimento for mantido, considerando as obras de implantação da segunda fase que estão em andamento, o terminal deve operar com um volume ainda maior recebido pelo modal ferroviário.

Segundo a gestão do terminal, esse modal agrega um valor considerável nas operações, dada a capacidade de recebimento do Tegram (cada trem descarrega em média 7.500 toneladas de grãos). Entre as vantagens do aumento de volume de carga recebida pela ferrovia está a redução na ociosidade do ativo e o incremento nos volumes de embarque.

O gerente geral do Corredor Centro-Norte da VLI, Fabiano Rezende, informa que a companhia está investindo R$ 9 bilhões para estruturar um sistema de logística integrada que conecta terminais, ferrovias e portos. “O objetivo é oferecer ao mercado eficiência nas operações e capacidade”, destaca.

“Para que os grãos alcancem o Porto do Itaqui operamos mais de 700 quilômetros do tramo norte da Norte-Sul (entre Porto Nacional-TO e Açailândia-MA) e estamos conectados à Estrada de Ferro Carajás formando um importante elo entre as áreas produtoras e o mercado externo”, explica Rezende.

Entre os estados de Tocantins e Maranhão a VLI investiu mais de R$ 1,7 bi (dois terminais integradores, ampliação da frota de vagões e locomotivas, construção do acesso ferroviário ao porto etc). Desse modo foi possibilitada a criação de uma rota para suportar a demandada nova fronteira agrícola do Brasil, que inclui o leste e nordeste do Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Pará, Piauí e Bahia.

Fertilizantes

Em 2020 deve ficar pronto o novo terminal de fertilizantes que está sendo construído pela COPI no Porto do Itaqui. Em 2018 foram movimentadas 1,9 milhão de toneladas (recorde histórico) e a expectativa é seguir crescendo. Com a nova estrutura a expectativa é de que o volume movimentado chegue a 3,5 milhões de toneladas.

“Para atingir essa marca temos de entrar na nova fronteira, chegando ao norte do Tocantins, nordeste do Mato Grosso e sudeste do Pará”, explica o presidente da COPI, Carlos Roberto Frisoli. “Saindo de trem do Itaqui até Pameirante (TO) levamos três dias e depois aproveitamos os caminhões que chegam para descarregar soja. Assim reduzimos o frete marítimo, percorremos distâncias menores de caminhão e o produtor tem um custo final menor”, resume.

Essa logística permite que indústrias de fertilizante se instalem ao longo da ferrovia, o que deve proporcionar mais agilidade e uma oferta maior de produtos. “Desenvolvemos uma parceria com a VLI para alcançar a região central do Brasil a partir do Porto do Itaqui e o sucesso dessa empreitada depende também do trabalho conjunto com a EMAP. Acredito que podemos inverter a logística de fertilizante do país pelo Porto do Itaqui”, diz. In “Folha Nobre” - Brasil

Timor-Leste - Vai lançar estudo ambiental para avaliar impacto dos portos nos mangais

O Governo de Timor Leste vai promover um estudo ambiental para avaliar o impacto das construções portuárias nos mangais e no mar, disse o ministro timorense dos Transportes e Comunicações, José Agustinho da Silva



O responsável timorense, que falava no encontro Oceans Meeting, em Lisboa, salientou o empenho do seu governo no desenvolvimento portuário para “impulsionar economicamente o país”, mas garantiu também que estão salvaguardadas as questões ambientais.

“O governo vai fazer um estudo ambiental para evitar afetar os mangais e o mar em geral. Temos leis muito rigorosas para o ambiente e também damos muita atenção ao transporte de matérias perigosas”, sublinhou. O petróleo é o principal produto exportado pelo país.

O plano de desenvolvimento estratégico do governo timorense prevê a construção de várias infraestruturas portuárias ao longo de dez anos, através de parcerias público-privadas.

Serão “zonas portuárias polivalentes” com capacidade para receber até um milhão de toneladas de carga por ano e adaptadas ao transporte de mercadorias e passageiros, pescas e turismo.

“Queremos ser um ponto de entrada para a indústria petrolífera e outros fins, com áreas logísticas e instalações turísticas”, acrescentou Agustinho da Silva.

O Porto de Tibar, perto da capital timorense, Dilí é o primeiro grande projeto em modelo de parceria público-privada e o maior projeto de infraestruturas de sempre em Timor-Leste.

Com uma duração prevista de construção de três anos, o projeto está atualmente na fase de dragagem, durante a qual vão ser retirados mais de cinco milhões de metros cúbicos de terra, antes de serem reclamados ao mar 27 hectares para construir o cais principal.

O projeto tem tido vários 'falsos arranques', tendo uma primeira cerimónia de lançamento de primeira pedra ocorrido em junho de 2017, com uma cerimónia liderada pelo então ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Xanana Gusmão, e responsáveis do consórcio liderado pela francesa Bolloré.

Questões relacionadas quer com o financiamento, quer com a subcontratação acabaram por afetar o arranque do projeto.

Uma nova cerimónia de lançamento da primeira pedra ocorreu a 30 de agosto do ano passado, sendo que as obras, quase oito meses depois, praticamente não começaram.

Localizado a cerca de 10 quilómetros a oeste de Díli, na baía de Tibar, o projeto contou com a participação da International Finance Corporation (IFC), do grupo do Banco Mundial.

A primeira fase do projeto (construção, equipamento e operação do porto) está avaliada em 278,3 milhões de dólares, com o Governo timorense a financiar com 129,45 milhões de dólares, e o parceiro privado os restantes 148,85 milhões.

Na segunda fase, já de exploração, a Bolloré prevê investir cerca de 211,7 milhões de dólares, em grande parte provenientes das receitas da atividade portuária.

A Bolloré contratou para a construção do projeto a empresa pública chinesa China Harbour. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

Brasil - Prepara plano para estimular a navegação de cabotagem no país

Pacote de medidas para incentivar o transporte marítimo de cargas pela costa do Brasil deve ser anunciado em Santos no próximo mês



O Ministério da Infraestrutura planeja anunciar, no próximo mês, um plano para fomentar a cabotagem no país. A proposta é incentivar as trocas de mercadorias entre os portos brasileiros, reduzindo a burocracia no setor. O projeto deve ser anunciado pelo titular da pasta, Tarcísio Gomes de Freitas, em visita ao cais santista.

A informação é do secretário-executivo do Ministério, Marcelo Sampaio Cunha Filho. Ele e o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, fizeram, na sexta-feira (17), a primeira visita ao Porto de Santos.

Inicialmente, Sampaio e Piloni se reuniram com a diretoria-executiva da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e, depois, seguiram para o Tecon, administrado pela Santos Brasil, na Margem Esquerda, em Guarujá, onde subiram a bordo do navio de cabotagem Fernão de Magalhães, da Aliança Navegação. De lá, seguiram a bordo de uma lancha pelo canal do estuário.

Segundo o secretário-executivo do Ministério, a pasta segue em tratativas com o Ministério da Economia para fechar seu plano. A cabotagem é reconhecida por especialistas como o modo de transporte mais eficaz. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, as operações de cabotagem registraram alta de 26%, somando 229 milhões de toneladas no ano passado, em todo o país.

“Nosso programa de cabotagem está focado, principalmente, na redução da burocracia, na entrada e saída dessa carga doméstica. O transporte aéreo tem terminais exclusivos para o transporte doméstico e terminais exclusivos para o transporte internacional. A gente entende que o tratamento dessas cargas precisa ter burocracia e procedimentos específicos, com rapidez nos embarques e desembarques desses produtos”, destacou Sampaio.

Segundo Piloni, o trabalho focado na cabotagem foi iniciado no começo do ano. Neste período, o Ministério se reuniu com empresas do setor, além de associações, a Praticagem e usuários, a fim de identificar demandas do mercado.

“Mesmo entre os usuários, não há concordância total do que seria um regime ou marco regulatório adequado para cabotagem que fomente, de fato, a maior disponibilidade desse tipo de transporte e a redução do custo para que, enfim, a cabotagem seja competitiva e se potencialize o seu crescimento”, afirmou o secretário nacional de Portos.

Infraestrutura

Segundo Piloni, as discussões sobre a cabotagem envolvem a desburocratização das operações, além dos custos com remuneração da tripulação e, ainda, o fomento a construção de novas embarcações.

“O Ministério colocou como missão para esses quatro anos assumir a liderança no ranking internacional do Fórum Econômico Mundial da América Latina. Hoje, nós estamos na nona posição em termos de competitividade de infraestrutura. Nossa expectativa é, com o fomento da cabotagem, os projetos de ferrovias, renovação antecipada de concessões e manutenção da malha rodoviária, com projetos pontuais, a gente consiga efetivamente colocar o país em uma posição que nos dê orgulho”, afirmou Sampaio.

Governo promete recursos para o Portus

O Governo Federal estuda um aporte financeiro ao Instituto de Seguridade Social Portus. A ideia é que o montante, que ainda está sendo calculado, seja uma solução de curto prazo para o rombo do fundo de pensão dos trabalhadores portuários. A partir daí, será avaliado um outro plano para o saneamento das contas.

A informação é do secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni. Segundo o executivo, o tema Portus preocupa os integrantes do Ministério da Infraestrutura. Porém, o problema também está ligado ao Ministério da Economia.

Segundo o Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), só há recursos para os pagamentos do próximo mês. Uma reunião entre sindicalistas e representantes da União está marcada para o próximo dia 11 a fim de tratar do fundo de pensão.

“Não existe solução fácil para um problema que se arrasta historicamente. Esse é o típico problema que o gestor se esforça para não resolver, vai empurrando e assim foi com relação ao Portus”, afirmou Piloni.

No fim do ano passado, o Governo Federal fez um aporte de cerca de R$ 90 milhões que garantiu a sobrevida do Portus. O montante está prestes a acabar e, até o momento, não foi adotada nenhuma ação definitiva para resolver o problema. Na ocasião, a dívida estimada do fundo estava na casa dos R$ 3,5 bilhões.

Agora, segundo Piloni, a ideia é que as 15 patrocinadoras, entre companhias docas e portos delegados, façam um aporte no curto prazo. “O valor não está fechado. A gente tem uma ordem de grandeza, mas eu não me arriscaria a passar porque ainda não está redondo”.

A ideia é que o governo ganhe tempo para traçar um plano para resolver a questão no médio prazo. Há dois meses, a União apresentou uma proposta. Entre os pontos indicados estão: a extinção do Portus e a transferência do Plano de Benefícios do Portus 1 ao Banco do Brasil, além de novo plano de previdência aos concursados que ainda não têm e redução de benefícios.

Codesp pedirá estudos sobre concessão

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) abrirá, até o fim do mês que vem, um chamamento público com o objetivo de receber doações de estudos sobre a concessão do canal de navegação do Porto de Santos. A ideia é que, em meados de outubro, a estatal garanta um modelo de contrato.

O plano é do diretor-presidente da autoridade portuária, Casemiro Tércio Carvalho. Segundo ele, a ideia é repassar à iniciativa privada os serviços de monitoramento ambiental, plano de área, balizamento e sinalização do canal de navegação.

“O modelo de concessão será administrativo, com critério de decisão pautado em cima da menor contrapartida da tarifa 1 para remunerar esse contrato, lembrando que na concessão incluem-se não só dragagem, mas balizamento e sinalização, serviços de contenção e combate a vazamentos de óleo e emergência química e, ainda, o VTS para controlar o tráfego”, afirmou o executivo, que pretende incluir o serviço de rebocadores no contrato.

Em paralelo, a Docas analisa sete propostas de empresas para a realização da dragagem de manutenção do Porto por seis meses. As ofertas foram apresentadas na semana passada.

Mas, segundo Tércio, a contratação só irá acontecer caso haja assoreamento (deposição de sedimentos) no canal de navegação. As concorrentes terão suas ofertas avaliadas considerando o melhor preço e menor prazo de mobilização de equipamento para o serviço.

Enquanto isso, o diretor-presidente da autoridade portuária destaca que a licitação para a contratação do serviço por dois anos deve ser deflagrada no início do mês que vem. Fernanda Balbino – Brasil in “A Tribuna”

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Portugal - Projeto europeu liderado pela FCTUC dá passo decisivo para aumentar eficiência na produção de energia eólica

Para se conseguir aumentar a produção de energia eólica são necessárias torres metálicas mais altas do que as atuais, que não vão além dos 100 a 120 metros, capazes de suportar turbinas mais potentes. O problema, na construção tubular em aço, é que esse aumento de altura implica um maior diâmetro do tubo, que vai para além dos limites permitidos no transporte em vias públicas. Por outro lado, o custo de instalação aumenta exponencialmente devido à necessidade de utilização de gruas de maior altura.

Este grande obstáculo à evolução da energia eólica poderá ter os dias contados graças a uma solução desenvolvida por um consórcio europeu liderado por Carlos Rebelo, docente e investigador do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

O projeto SHOWTIME, acrónimo de “Steel Hybrid Onshore Wind Towers Installed with Minimum Effort”, foi realizado durante os últimos três anos em parceria com várias instituições europeias de investigação e empresas ligadas à construção em aço, com um financiamento de cerca de dois milhões de euros da Comissão Europeia através do programa Research Fund for Coal and Steel (RFCS).

A solução proposta consiste, tal como o título do projeto sugere, num sistema eficiente de instalação baseado numa estrutura em forma de treliça. «Apostou-se numa solução eficaz e economicamente sustentável alicerçada numa torre híbrida, constituída por uma parte em treliça e uma parte tubular. Basicamente, a nossa solução é idêntica à estrutura das torres de suporte de linhas elétricas, mas muito mais forte e resistente porque as forças que estão envolvidas são também muito maiores. Esta estrutura, que inclui um sistema de elevação, permite que as torres possam ser montadas no local de construção sem a necessidade de gruas de grande envergadura, dado que os tubos de aço poderão ter menores dimensões», explica o coordenador do projeto SHOWTIME.

As vantagens das torres treliçadas são várias, refere o especialista em engenharia de estruturas da FCTUC, principalmente «design e modelagem simples, bom comportamento dinâmico (ideal para turbinas eólicas), redução de custos de fabricação e economia de transporte, já que são mais fáceis e mais leves de transportar quando comparadas com estruturas tubulares atuais».

Com esta tecnologia, num futuro próximo poderemos ter torres eólicas onshore muito mais altas – a solução desenvolvida está direcionada para torres com 220 metros-, tornado exequível a instalação de turbinas com maior potência. Para se ter uma ideia, a solução desenvolvida pelo consórcio permite «instalar turbinas com potência 10 vezes superior à das atuais, possibilitando que uma só turbina triplique a produção de energia, ou seja, a produção de energia a partir do vento pode aumentar significativamente», nota Carlos Rebelo, realçando ainda que «o desenvolvimento de conceitos estruturais inovadores é um passo decisivo para aumentar a competitividade da energia eólica».

Durante a execução do projeto foram realizados vários ensaios em laboratório e construído um protótipo à escala reduzida 1:4, que foi testado nas instalações de um dos parceiros industriais portugueses (Martifer). A equipa está agora em contacto com a indústria do setor eólico para testar a tecnologia à escala real. Imagens e vídeo do processo de montagem e de elevação do teste realizado estão disponíveis para visualização: aqui.

O projeto SHOWTIME teve a participação da Lulea University of Technology (Suécia), Technical University of Aachen (Alemanha), University of Birmingham (Reino Unido), Steel Construction Institute (Reino Unido); e das empresas SIDENOR (Espanha), Martifer (Portugal) e Friedberg (Alemanha). Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal


Angola - Foi o país da CPLP mais dependente de matéria-prima entre 2013 e 2017 segundo relatório da ONU

Um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento divulgado ontem revela que Angola foi o País mais dependente de commodities (ou matérias primas em português), dos países de língua oficial portuguesa entre 2013 e 2017 com uma taxa de dependência de 96 por cento



O relatório mostra que Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste são os outros países lusófonos que constam da lista dos 50 países mais dependentes do mundo.

O relatório da Conferência das Nações Unidas Sobre Comércio e Desenvolvimento define um país como dependente de commodities quando estas representam mais de 60% das suas exportações totais de mercadorias.

O relatório mostra que os países dependentes aumentaram de 92, entre 1998 e 2002, para 102 países entre 2013 e 2017.

De acordo com o relatório, mais de metade dos países do mundo, 102 em 189, e dois terços dos países em desenvolvimento, são dependentes.

A região mais atingida é a África subsaariana, com 89% dos países a dependerem de outros em termos de produtos, seguida pelo Médio Oriente e o Norte da África com 65% dos países dependem de commodities.

A publicação evidencia ainda que metade dos países da América Latina e do Caribe, e metade dos países da Ásia Oriental e do Pacífico também dependem de commodities.

A dívida externa de 17 países em desenvolvimento dependentes de commodities aumentou em mais de 25 por cento do PIB entre 2008 e 2017, de acordo com o relatório, que observa ainda que alguns países conseguiram diversificar a sua produção e exportações nas últimas duas décadas.

A dívida externa de 17 países em desenvolvimento dependentes de commodities aumentou em mais de 25 por cento do PIB entre 2008 e 2017, de acordo com o relatório, que observa ainda que alguns países conseguiram diversificar a sua produção e exportações nas últimas duas décadas.

Outros países dependentes de energia ou dependentes de exportações minerais, como o Ruanda e os Camarões, conseguiram expandir as suas exportações agrícolas. In “Novo Jornal” - Angola

domingo, 19 de maio de 2019

Chega de saudade















Vamos aprender português, cantando


Vai minha tristeza
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe numa prece
que ela regresse
porque não posso mais sofrer.
Chega de saudade,
a realidade é que sem ela
não há paz, não há beleza,
é só tristeza e a melancolia
que não sai de mim,
não sai de mim,
não sai.

Mas, se ela voltar,
se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
do que os beijinhos
que eu darei na sua boca.
Dentro dos meus braços, os abraços
hão de ser milhões de abraços
apertado assim, colado assim, calado assim,
abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim,
que é pra acabar com esse negócio
de você viver sem mim.

Eliane Elias - Brasil


Macau - Número de eleitores recenseados para a eleição ao Parlamento Europeu aumenta em mais de 300%


Nos dias 25 e 26 de Maio, 71 148 eleitores recenseados no território vão poder votar nas eleições ao Parlamento Europeu, no Consulado-Geral de Portugal, em Macau. O número de inscritos cresceu 345% face às últimas eleições, as presidenciais de 2016, desde que, com a nova lei de recenseamento eleitoral de 2018, todos os cidadãos, incluindo os residentes nacionalizados portugueses, passaram a ser automaticamente inscritos na área de residência do cartão de cidadão.

Há 71 148 eleitores recenseados em Macau para as eleições ao Parlamento Europeu (PE) de 2019, que se realizam a 25 e 26 de Maio, tendo-se verificado “um aumento significativo” de inscritos em relação a pleitos eleitorais anteriores, adiantou ao PONTO FINAL o embaixador Paulo Cunha Alves, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Este número corresponde a um aumento de 345% face ao registado nas eleições anteriores. Em 2016, para as eleições presidenciais que elegeram Marcelo Rebelo de Sousa, havia 15 977 eleitores inscritos, segundo dados fornecidos na altura pelo consulado e confirmados por Paulo Cunha Alves. Ao Ponto Final, o representante diplomático assegurou que o consulado está preparado para uma possível maior afluência de eleitores, tendo recebido já mais de 80 mil boletins de voto. “Esperamos um número superior ao de 2016. Votar é também um dever cívico”, disse o cônsul, em resposta por escrito ao pedido de esclarecimento deste jornal.

Os eleitores inscritos nos cadernos de recenseamento podem votar, de forma presencial, nos dias 25 e 26 de Maio, nas instalações do Consulado Geral, na Rua Pedro Nolasco da Silva, entre as 8 e as 19 horas, munidos do respectivo cartão de cidadão ou de outro documento de identificação equivalente, como o bilhete de identidade, indicou o cônsul-geral.

O diplomata confirmou, ainda, que houve um aumento dos eleitores inscritos em Macau na sequência da entrada em vigor da nova lei de recenseamento eleitoral e exercício do direito de voto no estrangeiro, de 2018, que determina “o recenseamento automático e oficioso dos cidadãos portugueses maiores de 17 anos que sejam detentores de cartão de cidadão com morada no estrangeiro”. Com a implementação da nova norma, também os residentes de Macau, nacionalizados portugueses, portadores de passaporte e de cartão de cidadão, que eventualmente nunca procederam ao recenseamento eleitoral em Macau, passaram a estar inscritos automaticamente na comissão recenseadora da área da residência constante no cartão de cidadão, ou seja no Consulado em Macau. Os eleitores com residência em Hong Kong estão igualmente recenseados no Consulado Geral, em Macau.

Ainda assim, o número de 71.148 recenseados fica aquém da estimativa de 170 mil residentes portadores de passaporte português, dos quais seis mil são portugueses expatriados e 15 mil são portugueses macaenses, nascidos em Macau, conforme informação fornecida pelo Consulado-Geral. Explica Paulo Cunha Alves que esta diferença deve-se ao facto de nem todos os cartões de cidadão, válidos por cinco anos, terem sido renovados desde a aprovação da nova lei de recenseamento eleitoral, pelo que os cidadãos associados não foram incluídos neste processo automático. Por outro lado, “nem todos querem ficar recenseados e a lei permite essa possibilidade ao cidadão”, acrescentou. De facto, a lei prevê que “os cidadãos portugueses inscritos no estrangeiro podem, a qualquer momento, solicitar o cancelamento da sua inscrição automática no recenseamento eleitoral. Para confirmar o local de voto, os eleitores podem consultar a página electrónica do Ministério da Administração Interna, em Portugal, e obter detalhes, inserindo o número do cartão de cidadão em https://www.recenseamento.mai.gov.pt/

Entre 23 e 26 de Maio, os eleitores europeus vão eleger 751 deputados da oitava legislatura por sufrágio directo ao PE. Cada Estado-Membro elege um número fixo de deputados, Portugal elege 22. Com a prevista saída dos 73 deputados britânicos, os deputados ao PE e o Conselho concordaram com uma redução da dimensão do parlamento de 751 para 705 lugares a partir das eleições de 2019. Entretanto, o país deveria ter saído da União Europeia em Março, mas face a um impasse interno a data oficial foi adiada para Outubro e o Reino Unido mantém-se nas eleições.

Nas últimas europeias, em 2014, o PS (Partido Socialista) elegeu oito deputados, seguindo-se a coligação Aliança Portugal – PSD e CDS-PP (Partido Social Democrata + Centro Democrático Social/Partido Popular), que elegeu sete deputados, a coligação CDU (PCP + PEV) – Coligação Democrática Unitária (Partido Comunista Português + Partido Ecologista os Verdes -, que elegeu três, o Movimento Partido da Terra (MPT), que elegeu dois, e o Bloco de Esquerda, que elegeu uma deputada. No total de 22 deputados eleitos, oito eram mulheres. Cláudia Aranda – Macau in “Ponto Final”


claudia.aranda.pontofinal@gmail.com

sábado, 18 de maio de 2019

China - O Português tem espaço na Grande Baía?

“Uma das linhas que pode unir a Grande Baía é o Português”, afirmou ontem Carlos André, professor honorário do Instituto Politécnico de Macau. A língua portuguesa tem futuro nesta região, acreditam vários académicos, mas Hong Kong continua a ser um desafio no que à penetração do idioma de Camões diz respeito



Não só tem espaço para crescer e se desenvolver, como é um dos elos de ligação entre as cidades da Grande Baía, acredita Carlos André. “O Português é uma das coisas que une as cidades e as regiões da Grande Baía”, afirmou ontem o ex-coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP) do Instituto Politécnico de Macau (IPM). O académico falava aos jornalistas à margem do Fórum para a Promoção do Ensino do Português na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, em que ficou claro que o desafio continua a ser Hong Kong, onde a penetração da língua portuguesa ainda é bastante escassa. É o que diz Irene Lacasa, da Universidade de Hong Kong, que ontem traçou um cenário algo desanimador da situação actual, mas com expectativas para o futuro.

“O Português é uma das coisas que une as cidades e as regiões da Grande Baía. Estou muito curioso em relação ao que está a acontecer aqui porque fez-se mais uma ponte que não tinha sido feita até agora que é com Hong Kong. Isso é, do meu ponto de vista, bastante significativo”, declarou Carlos André, professor honorário do IPM. O académico contou que, enquanto esteve à frente do CPCLP, houve várias tentativas de lançar esta ponte com a RAEHK, mas “normalmente sem sucesso”. “Não por má vontade, apenas porque acontecia que não havia disponibilidade naquele momento”, ressalvou. Enquanto coordenador do CPCLP, Carlos André ajudou a criar a rede de universidades chinesas que leccionam Português, tendo como motor principal o IPM. “Nós não criamos o Português em sítio nenhum. Nós fomos foi a mão que transportou a corda de que se faz a rede”, sublinhou.

Gaspar Zhang, sucessor de Carlos André no CPCLP, afirmou que um dos objectivos do centro que dirige é o reforço da cooperação com universidades que ensinam o Português na província de Cantão e também em Hong Kong. De acordo com o professor, são já cinco as instituições de ensino superior de Guangdong que oferecem Português “e não podemos esquecer que Guangdong é a província com mais cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa”. Actualmente, a Universidade de Hong Kong é a única instituição de ensino superior da RAEHK que oferece um curso de língua portuguesa, mas não de licenciatura. “Há outras universidades que têm essa vontade de abrir um curso de Português, só que eles não têm professores, não têm manuais e, nesse aspecto, nós podemos ajudar”, afirmou o académico.

Irene Lacasa, responsável do único curso de Português que existe na cidade vizinha, oferecido pela Universidade de Hong Kong, admite que o desafio é atrair alunos, uma vez que a prioridade é sempre aprender “muito bem” o inglês. “[Ensinar Português] é um desafio em Hong Kong, porque a comunidade portuguesa em Hong Kong não é muito grande. Em Macau é muito maior e há muito mais potencial. As pessoas não se apercebem do grande passado português que existe em Hong Kong, mas nós estamos a esforçar-nos e acredito que, passo a passo, esteja a crescer, mas é preciso tempo”, afirmou a académica. Segundo detalhou Lacasa, 90% dos alunos que estudam Português na Universidade de Hong Kong são locais, e as principais motivações para aprender a língua portuguesa são o interesse pelo idioma, motivos de trabalho ou porque têm amigos ou parceiros portugueses ou brasileiros. Os futuros objectivos desta instituição passam por oferecer cursos de nível A2, B1 e B2, mas depara-se com dificuldades como encontrar materiais didácticos adequados e um número suficiente de estudantes. Catarina Vila Nova – Macau in “Ponto Final”


DSEJ lança no Verão aplicação para aprender português e mandarim

A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) prepara-se para lançar, entre finais de Junho e inícios de Julho, uma aplicação para telemóveis para aprender português e mandarim. A iniciativa foi ontem anunciada por Wong Chang Chi, director do Centro de Difusão de Línguas da DSEJ, durante o Fórum para a Promoção do Ensino do Português na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Esta ferramenta, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Macau, destina-se a quem já tenha um nível mínimo de proficiência em português ou em mandarim. O responsável disse ainda que, no corrente ano lectivo, há 45 escolas locais que têm o português como disciplina obrigatória, o que se traduz num universo de 6700 alunos. Catarina Vila Nova

Moçambique - Gás natural das áreas 1 e 4 no Rovuma: Aprovada exploração de depósitos partilhados




O Governo acaba de aprovar a exploração conjunta, pelas concessionárias, dos depósitos de gás natural que atravessam a delimitação das áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

As partes, nomeadamente os consórcios liderados pela Anadarko e Eni, chegaram a entendimento a 23 de Novembro de 2015, mas a operação carecia da chancela do Conselho de Ministros, que só foi dada na 16.ª sessão realizada na passada terça-feira.

De acordo com a porta-voz do órgão, nos chamados depósitos transzonais foram descobertos enormes volumes de gás natural avaliados em 180 triliões de pés cúbicos.

Falando no briefing pós-sessão, Ana Comoana explicou que o Conselho de Ministros validou o acordo entre as partes tendo em conta as vantagens identificadas pelas concessionárias, de promover o desenvolvimento de operações conjuntas em regime de parceria.

Entre os ganhos, a fonte apontou a maximização da eficiência técnica e tecnológica das operações a serem desenvolvidas, bem como a racionalização dos custos operacionais.

A parceria vai ainda propiciar a partilha equitativa dos recursos naturais e permitir a redução da área necessária para implantação do projecto, uma vez que cada companhia não terá de estabelecer os seus próprios equipamentos.

Ainda na sessão da terça-feira, o Conselho de Ministros aprovou outros dois decretos relativos à extracção do gás natural na Bacia do Rovuma.

Trata-se de um que confere conformidade entre o segundo acordo complementar da área 4 de 2006 e a Lei de Petróleos, aprovada em 2014.

Outro dispositivo é o plano de desenvolvimento inicial autónomo e coordenado de 12 triliões de pés cúbicos de gás natural da Área 4. A aprovação deste plano vai permitir, segundo Ana Comoana, a construção, instalação e utilização de poços submarinos, sistema de produção e controlo submarinos, linhas de escoamento, tratamento terrestre de gás natural e ainda o armazenamento e carregamento dos recursos extraídos dos depósitos que atravessam a delimitação das áreas 1 e 4.

Inclui-se aqui o fornecimento de 500 milhões de pés cúbicos de gás natural para o mercado doméstico. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

Moçambique – Gás do Rovuma: Projecto da ExxonMobil com luz verde para avançar



A Mozambique Rovuma Venture anunciou que o Governo acaba de aprovar o plano de desenvolvimento do projecto Rovuma LNG, que vai produzir, liquefazer e comercializar gás natural de três reservatórios do complexo Mamba, localizado no bloco da Área 4 na Bacia do Rovuma, dois dos quais atravessam a fronteira com a vizinha Área 1.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A (MRV), uma joint venture incorporada, em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC, que detém 70 por cento de interesse participativo no contrato de concessão para pesquisa e produção na Área 4. A Galp, KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P detém cada uma 10% de interesse participativo.

Em comunicado de imprensa, o presidente da ExxonMobil Development Company, Liam Mallon, afirma que a aprovação do plano de desenvolvimento marca mais um passo significativo para se chegar à Decisão Final de Investimento e início da construção ao longo do corrente ano.

“Continuaremos a trabalhar com o Governo para maximizar os benefícios a longo termo que este desenvolvimento vai trazer para o povo moçambicano.

O Projecto Rovuma LNG vai trabalhar para o crescimento da mão-de-obra local através de um processo de recrutamento focalizado no desenvolvimento de habilidades”, disse.

A fonte cita o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, a afirmar que este é o terceiro plano de desenvolvimento aprovado neste quinquénio, visando viabilizar a exploração sustentável das enormes reservas de gás natural descobertas na Bacia do Rovuma, e representa o compromisso do Governo de assegurar a implementação de projectos que impulsionem o desenvolvimento do país.

“Queremos que o empresariado e os cidadãos moçambicanos sejam os principais beneficiários das várias oportunidades de negócio disponíveis nas multinacionais, porque entendemos que essas empresas devem crescer com o empresariado nacional e com Moçambique”, afirmou o governante.

Os esforços de marketing para o GNL produzido a partir da Fase 1 do projecto Rovuma LNG são conjuntamente liderados pela ExxonMobil e pela Eni.

Os contratos de compra e venda de 100% da capacidade das fábricas 1 e 2 foram submetidos ao Governo moçambicano para aprovação, prevendo-se que conjuntamente produzam mais de 15 milhões de toneladas. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Macau - Apoio de Portugal “positivo” para a formação de português

Entre promessas de uma relação mais estreita entre as duas partes, o Chefe do Executivo reconheceu a contribuição do apoio de Portugal para o ensino do português e formação turística em Macau. Por sua vez, o primeiro-ministro português apelou à cooperação judiciária e no empreendedorismo jovem



Num encontro com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, o primeiro-ministro de Portugal mencionou a cooperação judiciária e empreendedorismo dos jovens como áreas nas quais manter “a amizade especial com Macau”, indicou o Gabinete de Comunicação Social. A par disto, António Costa apelou a mais oportunidades de desenvolvimento para os jovens dos dois territórios.

Já o Chefe do Executivo, reconheceu que o apoio de Portugal no âmbito do ensino e formação turística “será positivo” para Macau, porque “permitirá desempenhar melhor o seu papel na criação da base de formação da língua portuguesa e do turismo”, durante a participação nas iniciativas “Uma Faixa, uma Rota” e Grande Baía.

Para além disso, disse que na sexta reunião da Comissão Mista Macau-Portugal, ambas as partes irão apresentar previsões para uma futura cooperação, desejando que a colaboração bilateral atinja um nível mais elevado, nomeadamente nas áreas da educação, cultura, turismo, ciência e tecnologia, e sistema financeiro com características próprias.

António Costa destacou a importância da relação luso-chinesa, recordando as mais recentes visitas presidenciais entre os dois países, as quais obtiveram “resultados positivos” bem como “uma relação bilateral mais sólida”. E mostrou acreditar que o aperfeiçoamento da infra-estrutura regional pode “impulsionar um desenvolvimento mais próspero e um intercâmbio próximo da Grande Baía”.

Os dois líderes políticos consideraram que Macau vai continuar a desempenhar as suas funções enquanto plataforma, e “os dois territórios desenvolvem uma relação mais estreita e uma cooperação ao mais alto nível”. No encontro, concordaram ainda em impulsionar o investimento mútuo.

A nível do ensino, Chui Sai On encontrou-se com mais de 200 estudantes de Macau em Lisboa, os quais incentivou a consolidarem os seus estudos em Portugal e regressarem posteriormente ao território, para acumularem experiência e conhecimento.

Alguns dos estudantes que intervieram consideram que a aprendizagem do português e do curso de Direito “dão uma perspectiva mais ampla” e questionaram como é que o Governo vai ultrapassar as diferenças nos regimes jurídicos e fiscais envolvidos na Grande Baía. Uma tarefa que o Chefe do Executivo reconheceu que trará desafios.

Outros alunos aguardam que o Governo crie mais oportunidades e plataformas para poderem expressar as suas ideias. Apontaram como principal vantagem de estudar Direito em Portugal a possibilidade de “entrar em contacto com um sistema jurídico mais avançado, o que será favorável para o seu contributo, depois de regressarem a Macau, com a finalidade de aperfeiçoar, localizar e acelerar o ritmo da revisão das leis locais”. Observando a existência de opiniões e decisões diferentes em matéria legislativa, Chui Sai On disse que a sua prioridade deve consolidar as bases do conhecimento.

Neste evento, a Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, partilhou a sua experiência de estudo em Portugal, aconselhando os jovens a pensarem nas estratégias do desenvolvimento nacional em articulação com a posição de Macau, acreditando que a língua portuguesa vai desempenhar “um papel muito importante” com as oportunidades da Grande Baía. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”