Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 20 de outubro de 2018

Portugal - Universidade de Coimbra cria Academia Sino-Lusófona para trabalhar com a China

Depois de séculos a fazer a ligação entre Ocidente e Oriente, a Universidade de Coimbra (UC) reaproxima-se cada vez mais da nova superpotência mundial. Com o objetivo de reforçar os laços que a ligam à China, acaba de ser criada a Academia Sino-Lusófona, uma estrutura inovadora no espaço dos países de língua portuguesa. Esta iniciativa da Reitoria da UC tem por missão desenvolver estudos avançados e efetuar ações de formação focadas nas relações entre a China, Portugal e os Países de Língua Portuguesa com foco na área jurídica, numa perspetiva interdisciplinar.

A criação da Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra (ASL-UC) assume-se como mais um passo na reaproximação entre a instituição conimbricense e a República Popular da China (RPC), uma das prioridades estratégicas da UC nos últimos anos. O novo organismo, com sede no Colégio da Trindade-Casa da Jurisprudência, tem como diretor Rui Manuel de Figueiredo Marcos (também diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e como presidente honorário António Pinto Monteiro (professor catedrático dessa mesma faculdade).

Após um papel de grande relevância num passado distante, quando Coimbra foi um elemento fundamental da comunicação científica e circulação de estudiosos entre a Europa e a China, sucedeu-se um período de algum distanciamento institucional, que se tem vindo a superar através de várias iniciativas de relevo.  Destaca-se, neste reitorado, a criação do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra (em 2016), o reforço das parcerias com instituições académicas da RPC, o desenvolvimento de canais de divulgação da UC em língua chinesa, a criação de bolsas de estudos dirigidas ao fomento das relações académicas e um número crescente de eventos académicos.

A ASL-UC continua esta aposta estratégica, estimulando o potencial existente de cooperação académica de alto nível, tendo em conta o crescente interesse existente RPC pelo Direito português e dos países lusófonos e o potencial científico e relacional da UC. Genericamente, fará parte da sua área de ação: organizar eventos científicos; gerir parcerias com entidades chinesas, promover a elaboração e publicação de estudos científicos (em especial em matéria de direito comparado chinês e português; realizar cursos não conferentes de grau e outras ações de formação em matérias de direito chinês e/ou português, ciência da administração, ciência política e políticas públicas; prestar consultoria jurídica; e desenvolver atividades de intercâmbio cultural.

“A criação da Academia Sino-Lusófona é um marco importante no desenvolvimento das nossas relações com a República Popular da China, que já estão num nível sem igual num passado recente, fruto do investimento estratégico que temos feito. Esperamos criar à volta da Academia um conjunto de parcerias que marcarão o futuro das relações da UC e de Portugal com a China”, conclui o Reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva. Rui Simões – Portugal in “Universidade de Coimbra”

Chile - Inauguração da Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha

No âmbito da deslocação ao Chile da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, teve lugar ontem, 19 de outubro de 2018, a inauguração da Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha, em Valparaíso, no Chile.

O protocolo de cooperação que cria a Cátedra Fernão de Magalhães foi assinado pelo Presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, e pelo Reitor da Universidade de Playa Ancha, Patricio Sanhueza Vivanco. Esta é a primeira Cátedra a ser criada no Chile onde já existe um Centro de Língua Portuguesa e um Leitorado.

A instituição desta cátedra decorre do desenvolvimento de projetos de investigação no Centro de Estudos Avançados (CEA) da Universidade de Playa Ancha, que visam um fortalecimento das áreas de Literatura e Estudos da Cultura e do campo de Literaturas Comparadas do programa de Doutoramento em Literatura Hispano-americana Contemporânea, a internacionalização e consolidação do programa de Doutoramento, e a inovação através de novas possibilidades de leitura, nomeadamente dos estudos portugueses e lusófonos.

O nome da cátedra - Fernão de Magalhães – pretende espelhar um dos momentos mais significativos em que Portugal e Chile, de algum modo, se encontraram ao longo da sua história e que está intrinsecamente associado à figura do navegador português. O enquadramento da Cátedra “Fernão de Magalhães” no Centro de Estudos Avançados da Universidade de Playa Ancha permitirá desenvolver um programa de investigação no qual a figura do oceano configura, precisamente, as múltiplas possibilidades de cruzamentos de saberes em torno da imagem/tema do ‘oceano’. A língua portuguesa, a cultura portuguesa e as culturas de língua portuguesa serão os modos de dizer e pensar este ‘oceano’, cruzando áreas, identificando e ultrapassando limites, abrindo diálogos.

Daiana Nascimento dos Santos, investigadora e docente do Centro de Estudos Avançados da Universidad de Playa Ancha, nascida em Ibirataia, Bahia, será a diretora da Cátedra Fernão de Magalhães, o que permitirá potenciar a cooperação entre Portugal e o Brasil na promoção da ciência em língua portuguesa. A cátedra apresenta como linhas de investigação os seguintes temas: “Na órbita de Fernão de Magalhães”; “Literatura comparada de língua portuguesa”; “Literatura mundial: cartografia do mundo”; “Portos e Oceanos: Portugal/Chile, de finisterra a finisterra”; “Representações Magalhânicas”; e “Tradução”. Camões - Instituto da Cooperação e da Língua - Portugal

Moçambique - Procura em Macau investidores lusófonos e chineses

O Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique disse ontem à Lusa que está em Macau à procura de investidores lusófonos e chineses para projectos na área do gás natural, cuja produção tem arranque previsto para 2022. “Pretendemos privilegiar o empresariado local, mas isso nunca prejudicando o andamento do projecto. Não tendo capacidade interna, o país está aberto a convidar empresários e esta é a plataforma ideal”, sublinhou Ragendra de Sousa. “Aqui falamos para Portugal, Angola, Cabo Verde, e também falamos para Macau e para a China”, destacou o governante. “Estão todos convidados a participar nos projectos do gás” no Norte de Moçambique, acrescentou.

As declarações foram realizadas à margem da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), na qual Moçambique e a província chinesa de Fujian se assumem como parceiros da 23.ª edição, que conta com a participação de centenas de instituições oriundas de mais de 50 países e regiões.

“Nós estamos a utilizar todas as plataformas disponíveis”, afirmou o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, que aproveitou para esclarecer que o país quer privilegiar investimentos BOT (Build-Operate-Transfer), quando o país se prepara para “dar início a grandes projectos na área do gás, (…) projectos de capital intensivo, mas que precisam de muitos serviços associados”.

Os BOT são uma forma de financiamento de projectos em que é atribuída uma licença aos privados por parte do sector público para financiar, projectar, construir e operar um equipamento por um período, após o qual o controlo regressa ao Estado. “O investidor é responsável por investir, operar, ganhar dinheiro e, depois de pago, ou continuam ou transferem para o Estado”, precisou Ragendra de Sousa. “Assim temos a certeza que qualquer investidor se preocupa com a receita” e que se contorna “a ineficiência” de um projecto que seja “totalmente financiado pelo Estado”, adiantou.

O turismo, a agricultura, as acessibilidades e o sector da energia são as quatro áreas que o Governo de Moçambique designou como prioritárias, salientou o governante. Na cerimónia de inauguração, o secretário para a Economia e Finanças destacou a importância do território na resposta aos interesses chineses e dos países de expressão portuguesa.

“Tendo os olhos postos no futuro, Macau, enquanto plataforma sino-lusófona, continuará a desempenhar a sua função de ligação com precisão, empenhando-se em agarrar as missões históricas e oportunidades de desenvolvimento conferidas pela nova era, no sentido de satisfazer as necessidades do país e exercer as potencialidades” do território, sublinhou Lionel Leong. “Tudo isto não só contribuirá para a concretização de uma maior abertura do país, como também será propício à diversificação adequada e ao desenvolvimento sustentável da própria economia”, concluiu. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

Lusofonia – Catarina Brites Soares e António Aresta vencem Prémios da Lusofonia 2018

Catarina Brites Soares e António Aresta são os vencedores da edição de 2018 dos Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia, respectivamente, decidiu o júri desta iniciativa instituída em 2017 pelo Jornal Tribuna de Macau em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e este ano com o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias.

Reunido no Grémio Literário em Lisboa, o júri presidido por Dinis de Abreu e integrado por José Rocha Diniz, Carlos Magno, José Carlos Vasconcelos e José António Silva Pires, congratulou-se com a “afluência de trabalhos concorrentes” e “a notória qualidade verificada”, acabando por atribuir, por unanimidade, o prémio na categoria “Ensaio” ao trabalho “Miguel Torga: um poeta português em Macau”, da autoria de António Aresta, “considerando que se trata de uma narrativa consequente sobre a visita histórica do grande poeta a Macau, com passagem por Cantão e Hong Kong”.

O júri entendeu ainda que o ensaio premiado “condensa o imaginário de Miguel Torga, no seu primeiro e único contacto com o território de Macau, cruzando-o com outras referências da época”. Além disso, o autor salienta “o sentido da portugalidade sempre implícito na divulgação de Macau por Torga”.

Na categoria “Jornalismo”, o júri deliberou atribuir o prémio, por unanimidade, ao trabalho intitulado “Ler sem limites”, de Catarina Brites Soares. Trata-se de um texto publicado no semanário “Plataforma”, que desenha uma panorâmica das leituras mais frequentes em Macau, com um levantamento de livros e autores que circulam livremente no território, incluindo alguns que, por diferentes razões, têm limites de acesso fora da RAEM.

Os prémios, com o valor unitário de 5000 euros, serão entregues a 31 de Outubro, no Clube Militar, durante a sessão comemorativa do 36º aniversário do Jornal Tribuna de Macau, com a presença do General Garcia Leandro, presidente da Fundação Jorge Álvares. Jornal Tribuna de Macau - Macau

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Cabo Verde - Rede Mundial de Cidades Magalhânicas vai reconstituir as viagens feitas pelo navegador Fernão de Magalhães

Cidade da Praia – A Rede Mundial de Cidades Magalhânicas (RMCM) vai, no próximo ano, reconstituir e valorizar, 500 anos depois, as ligações feitas por mar pelo navegador português Fernão de Magalhães, iniciadas na Europa, e seguiram para África, América e Asia.

A garantia foi dada pelo presidente da Rede Mundial de Cidades Magalhânicas e presidente da Câmara Municipal de Lisboa (Portugal), Fernando Medina, em declarações à imprensa após o inicio dos trabalhos do VIII Encontro da RMCM, que decorrem na cidade da Praia até este sábado, 20.

“Para além deste projecto, debatemos nesta manhã a possibilidade de cada uma das cidades organizar e preparar um documento histórico sobre o tema para que seja compilado e entregue nos próximos anos para uma possível candidatura da Rota de Magalhães à lista do Património da Humanidade”, disse.

A candidatura à lista do Património da Humanidade, segundo Fernando Medina, é mais um marco de valorização da “grande epopeia histórica” que une povos de todos os continentes.

No encontro da Praia, avançou, as cidades participantes estão a fazer “muita partilha” do que cada um está a fazer para que nos próximos anos, 2019 até 2022, seja possível iniciativas que ajudem a explicar aos mais novos o que aconteceu há cinco séculos, o que mostra a união que a viajem trouxe para os continentes por onde o navegador passou.

Por este motivo, reafirmou, a RMCM quer realizar actividades de publicações com a recuperação da viajem feita por Fernão Magalhães, aplicações de telemóveis para se conhecer melhor a história, encontro entre universidades e valorização do circuito turístico a nível mundial, entre outros.

Para o presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos, a candidatura da Rota de Magalhães à lista do Património da Humanidade é “muito importante”, visto permitir optimizar um outro projecto relacionado com a criação da Rota Mundial de Cidades Magalhânicas.

“Vamos aproveitar o que aconteceu na história há quinhentos anos atrás para optimizar o turismo, sobretudo, o de história de negócios que é a vocação da nossa cidade”, reiterou o autarca, esperando o apoio do Governo para a preparação do dossiê da Cidade da Praia para fazer parte da candidatura.

O presidente da Câmara de Ponta Barca (Portugal), Augusto Marinho, por seu lado, disse que “o mais importante” neste encontro é fazer um trabalho conjunto de promoção do feito de Fernão de Magalhães, uma pessoa que liderou um projecto que “transformou o mundo”.

Um dos projectos, sublinhou, abraçado por todas as Cidades Magalhânicas é a construção de um jardim onde fosse plantado espécies autóctone da cada uma das regiões e territórios ligado pelo navegador português.

Esta tarde e enquadrado na VIII Encontro RMCM, uma rua das ruas na zona de Kebra Kanela irá ser baptizada com o nome do navegador português Fernão de Magalhães.

Conforme o programa, hoje sexta-feira, 19, os participantes no encontro vão realizar uma visita à Cidade da Praia, seguido no período da tarde por uma conferência onde serão debatidos os temas “Cabo Verde e as disputas luso-espanholas pelo controlo das rotas interoceânicas, os casos da primeira viajem circum-navegação” e “1492/1522: 30 anos que mudaram o mundo, Do Mare Nostrum ao Planeta Oceano. A forçada globalização da Modernidade”.

A Rede Mundial de Cidades Magalhânicas, uma entidade associativa sem fins lucrativos, que agrega cidades que partilham a história da primeira viagem de circunavegação, tais como Praia (Cabo Verde) Lisboa e Sabrosa (Portugal), Sevilha, Granadilla de Abona (Espanha), Ushuaia (Peru), Puerto de San Julian e Puerto de Santa Cruz (Argentina), Punta Arenas e Porvenir (Chile) e Cebu (Filipinas), foi criada com o propósito de valorizar e difundir o acontecimento histórico, realizado pelo grande navegador português Fernão de Magalhães.

A rede tem como objectivo principal comemorar o V Centenário Histórico da Primeira Volta ao Mundo, concretizada por Fernão de Magalhães, dando visibilidade a este marco histórico em todo mundo, no período compreendido entre 2019 e 2022.

A Rota de Magalhães, a primeira rota de circum-navegação, tem uma dimensão global, unindo quatro continentes, nove países, cruzando oceanos pelo que a comemoração dos seus 500 anos (2019-2022) é um propósito comum. In “Inforpress” – Cabo Verde

Senegal - Human Rights Watch denuncia exploração e abusos sexuais a alunas



Dacar – Um relatório da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) alertou hoje para a exploração e abusos de alunas adolescentes em escolas no Senegal, contrariando os esforços adoptados pelo país no acesso de raparigas ao ensino secundário.

No relatório de 85 páginas, intitulado “Não é Normal: A Exploração Sexual, Assédio e Abuso em Escolas Secundárias”, são documentados abusos conduzidos por professores e funcionários de escolas secundárias contra estudantes, naquele país.

A HRW relata casos de professores que, abusando da sua autoridade, se envolvem sexualmente com estudantes a troco de dinheiro, boas notas, comida ou bens, como telemóveis ou novas roupas.

“Apesar de tudo, o Senegal reconhece que a violência sexual é um problema sério”, disse Elin Martinez, investigadora para os direitos das crianças na Human Rights Watch, acrescentando que, ainda assim, “muitos professores saem impunes à exploração sexual e assédio às suas estudantes, que toleram as ofensas sexuais para progredir na escola secundária”.

Aquela organização não-governamental (ONG) considera que esse comportamento é “uma grave violação das obrigações éticas e profissionais dos professores” e assinala que quando as vítimas têm menos de 16 anos, constitui um crime para a lei senegalesa.

A organização, com sede em Nova Iorque, sublinha que o assédio e coação de estudantes para propósitos sexuais e abuso de poder e autoridade pelos professores no Senegal pode levar a uma pena de prisão até dez anos.

Para a realização do relatório, a ONG entrevistou mais de 160 raparigas e jovens mulheres e 60 pessoas, incluindo pais, especialistas da área da educação, psicólogos e membros de governos locais e nacionais em quatro regiões do Senegal.

A HRW considera que “tabus e estigmas sociais têm silenciado muitas raparigas e jovens mulheres afectadas pela prática”, o que não permite saber a extensão da prevalência destes abusos sexuais.

De acordo com o relatório, algumas estudantes testemunharam a utilização de linguagem e gestos “inapropriados” por parte dos professores ao descrever os corpos e roupas das raparigas de uma maneira sexual.

O Governo do Senegal tem adoptado medidas para combater a violência sexual e a discriminação com base no sexo em escolas.

De modo a garantir um ambiente seguro para a aprendizagem, algumas escolas senegalesas adoptaram políticas de “tolerância zero” ou desenvolveram mecanismos para que as vítimas se sintam confortáveis quando reportam estas práticas.

A organização apela ao Governo senegalês para adoptar medidas de resposta mais fortes para terminar os abusos, incluindo uma política nacional que “clarifique o que constituem comportamentos ilícitos ou inapropriados”.

A HRW considerou ainda que o Senegal “não ensina adequadamente as crianças quanto à sexualidade, a saúde sexual e direitos reprodutivos”, o que levou a ONG norte-americana a apelar também a que o Governo “adopte uma educação sexual compreensiva” para o currículo escolar que siga as normas internacionais”.

“O Governo quer que raparigas sucedam na educação (…), mas precisa de terminar a cultura de silêncio que cerca os abusos por professores, encorajar as raparigas a falar e mandar uma mensagem inequívoca a todos os membros ligados à educação que não irá tolerar a violência sexual contra estudantes”, sublinhou Martinez. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Espanha - MSC cria serviço ferroviário entre Sevilha e o mercado asiático

Um novo serviço ferroviário da MSC entre Sevilha e o Extremo Oriente pode ligar o porto de Sines ao mercado asiático por via da ligação ferroviária já existente entre o porto português e Sevilha

Foto: MSC


A MSC anunciou na última semana que lança este mês um novo serviço de transporte ferroviário de carga que fará a ligação dos exportadores espanhóis a mercados externos, designadamente, entre Sevilha e Córdoba, em Espanha, e destinos no Mediterrâneo, Médio Oriente e Extremo Oriente.

O serviço funcionará duas vezes por semana, a partir dos portos de Sevilha e Córdoba e do terminal ferroviário de Valência, que é uma importante plataforma portuária no Mediterrâneo. Diz a empresa que o serviço melhorará a conectividade e os tempos de trânsito dos exportadores em várias regiões do sul de Espanha, designadamente, dos produtores de azeite espanhóis.

Diz ainda a MSC que o serviço será complementar ao serviço ferroviário entre Sevilha e Sines, que foi lançado pela Medway em Abril deste ano e que já beneficiou carregadores ibéricos, permitindo-lhes acesso facilitado dos seus produtos aos mercados. Desta forma, produtos provenientes de Sines podem chegar por ferrovia ao mercado asiático, primeiro através da ligação a Sevilha e depois daí até ao Oriente (bem como a outros destinos). In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal