Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Cabo Verde – Estudos técnicos do novo aeroporto de Santo Antão estão a avançar

Porto Novo – O vice-primeiro-ministro, Olavo Correio, afirmou no passado sábado, no Porto Novo, que o Governo está “a trabalhar com entusiasmo” no projecto do futuro aeroporto de Santo Antão, infra-estrutura “que vai, certamente, marcar esta ilha”.

“Vamos trabalhar para ligar Santo Antão ao mundo através do aeroporto. Os estudos técnicos estão sendo ultimados, depois vamos ter de montar o estudo económico e financeiro e encontrar o modelo de financiamento do projecto que seja compatível com o contexto macro-económico do país”, avançou Olavo Correia.

O Governo poderá envolver o sector privado na construção do aeroporto para evitar que esse investimento, que deverá rondar entre 18 milhões a 20 milhões de euros, possa endividar ainda mais o país, explicou o governante.

O vice-primeiro-ministro, que está de visita a Santo Antão, disse que esta ilha apresenta “várias oportunidades”, tem “um porto que pode ser melhorado, mas que está a servir e bem” esta região, mas que “há que ter em atenção a conectividade desta ilha, ou seja, a ligação marítima e área, mas também da necessidade de uma aposta numa “educação de excelência” e na formação profissional.

Olavo Correia antevê, nos próximos dois anos, a ilha de Santo Antão requalificada, dotada de infraestruturas de saneamento e de abastecimento de água, intervenções que visam, a seu ver, potenciar o turismo e o próprio desenvolvimento económico da ilha.

O vice-primeiro-ministro terminou uma visita de dois dias a Santo Antão, onde encontrou-se com operadores, além de ter participado na abertura, na sexta-feira, da feira agropecuária desta ilha e lançado obras de requalificação urbana. In “Inforpress” – Cabo Verde

Malta - Energia renovável marinha armazenada com ar-comprimido



Energia armazenada como ar-comprimido

Engenheiros da Universidade de Malta lançaram ao mar o protótipo de um novo sistema projetado para armazenar a energia gerada por fontes renováveis.

Seu nome é Flasc, sigla para "acumulador líquido a pistão usando água do mar sob compressão".

O sistema armazena energia na forma de ar-comprimido usando dois recipientes. Um vaso de pressão montado em uma âncora de gravidade de concreto é colocado no fundo do mar, enquanto um segundo vaso flutuante maior é preso à âncora de gravidade por meio de correntes sob tensão - é o que os engenheiros chamam de Plataforma de Perna sob Tensão, uma novidade em termos de armazenamento de energia.

Um dos principais desafios para o armazenamento eficiente de ar-comprimido é manter uma pressão estável. Outros projetos do mesmo tipo dependem da pressão hidrostática do mar para resolver esse problema, o que significa que o desempenho de cada unidade dependerá da profundidade da água.

O sistema de câmara dupla deste novo conceito permite que a resposta de pressão seja controlada independentemente da profundidade de implantação.

Buffer para energias variáveis

O objetivo do sistema é servir como reservatório para fontes geradoras baseadas no mar, como turbinas eólicas e painéis solares flutuantes e sistemas geradores baseados no aproveitamento das ondas e marés - o protótipo usa painéis solares.

A vantagem é que o sistema pode ser integrado ao dispositivo principal de geração de energia - seja ele dos ventos, solar, marés ou ondas - e serve como um "equalizador", liberando sempre uma quantidade constante de energia, minimizando as oscilações típicas das fontes renováveis.

A equipe prevê que o sistema de ar-comprimido armazenará tanta energia quanto um volume equivalente de baterias de íons de lítio, mas a uma fração do custo. A operação do protótipo servirá para confirmar esses cálculos e validar o desempenho termodinâmico previsto nos modelos. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

domingo, 17 de junho de 2018

Praia da independência













Vamos aprender português, cantando


Há casinhas arrumadas
todas muito perfiladas
na colina do dragão
bebe-se água de coco
servida por um louco
de bandeja na mão

Eh oh eh ah
Na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência

Há mastros com bandeiras
casados com palmeiras
de tamanho XXL
quando nasce uma floresta
que de noite vira festa
em excessivo decibel

Eh oh eh ah
Na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência

Há dias de Sol, ensolarado
há muito mais que um bronzeado
pela baía e meia lua
ondas na contra corrente
de um mar tão transparente
essa cor que é só tua

Eh oh eh ah
Na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência
eh oh eh ah
na praia da independência

Senza – Portugal
Catarina Duarte – Portugal
Nuno Caldeira - Portugal


sábado, 16 de junho de 2018

Macau – Lançamento do livro “História de Timor-Leste” de Ivo Carneiro de Sousa

Ivo Carneiro de Sousa lança na próxima segunda-feira, 18 de Junho de 2018, “History of East-Timor”, esperando contribuir para que a história e a antropologia de Timor-Leste não caiam no esquecimento e despertar o interesse de jovens investigadores.

Seis de mais de 30 artigos que escreveu sobre Timor-Leste desde 1983 foram o ponto de partida para o livro que o investigador Ivo Carneiro de Sousa espera que ajude a compreender, de uma perspectiva antropológica, a história do pequeno país asiático. O lançamento tem lugar na próxima segunda-feira, pelas 18h30, no Clube Militar.

Embora, ao longo dos anos, tenha recebido pedidos, incluindo de um ministro da Educação timorense, para compilar alguns dos artigos que foi escrevendo sobre a terra à qual tem relações familiares, a “oportunidade” para finalmente o fazer – como descreve – só surgiu em Fevereiro do ano passado, quando foi submetido a uma operação e, ainda no hospital, começou a dar forma a “History of East-Timor” (“História de Timor-Leste”).

“A ideia foi compilar, reorganizar, reescrever os textos que permitissem compreender, de uma perspectiva antropológica a história de Timor-Leste”, explica o autor que tentou “perceber as estruturas sociais, culturais, a dispersão etnográfica e como tudo isso é tão importante hoje em dia na construção de um país independente”.

A obra não ficou, porém, reduzida a uma colectânea, dado que Ivo Carneiro de Sousa acabou por introduzir conteúdos novos, sobre os quais nunca havia escrito, e mergulhar em nova pesquisa, adicionando fontes novas. O autor destaca nomeadamente as leituras sobre as campanhas arqueológicas feitas pelos australianos em Timor: “Eu não fazia ideia que tinham recuado a presença humana de Timor de 30 mil para 42 mil anos, o que é uma descoberta científica muito importante, porque significa que são essas populações que depois vão ser os aborígenes da Austrália”.

Na feitura do livro, uma das “grandes preocupações” foi sobretudo “perceber aquilo que se designa como a história pré-colonial anterior à extensão da administração portuguesa em Timor. Isto é, as estruturas sociais e políticas”, salienta Ivo Carneiro de Sousa, apontando que o objectivo foi “trabalhar a memória e perceber como é que ela se actualiza hoje em dia”. Assim, o livro, com o subtítulo “entre mitos, reinos da memória, Macau e os desafios da antropologia cultural”, tem um corte não tanto cronológico, mas antes mais temático.

As relações com Macau

Macau também “entra” na História de Timor-Leste. “Quis mostrar a ligação muito estreita que existia, que não era apenas a económica, mas também os aspectos relacionados com o próprio conhecimento cultural e etnográfico que se faz a partir de Macau”, sublinha.

É que “além do comércio de sândalo desconhece-se significativamente que parte importante da escravatura que vinha para Macau era timorense, sobretudo feminina”, observa. “Macau era um mercado importante de venda regional de escravatura”, realça Ivo Carneiro de Sousa, contextualizando: “Filipe II proibiu a escravatura nas Filipinas e não era possível escravizar as populações locais, pelo que o que acabou por acontecer é que Macau se torna numa plataforma de venda de escravos para as Filipinas e para outros locais”.

Depois, no século XVIII, embora “seja proibida a escravatura nas colónias portuguesas de África, “continua a fazer-se em Timor e através de Macau”, salienta o investigador, dando conta da presença no território de descendentes de chineses casados com antigas escravas timorenses. Em paralelo, há “uma comunidade chinesa-timorense, fruto da emigração de chineses de Macau para Timor que também continua a existir”.

Ivo Carneiro de Sousa também procurou perceber quem em Macau estudou e se interessou por Timor-Leste, recuperando designadamente Wenceslau de Moraes (1854-1929), Bento da França (1859-1906) ou Jaime do Inso (1880-1967) que passaram por Macau e por Timor. Este último reveste-se de particular importância na perspectiva do investigador. “Ele esteve na chamada guerra de Manufahi, que é a guerra colonial de Timor e escreveu ‘Timor-1912’ que é um livro importante, mas muito menos conhecido que as célebres ‘Visões da China’ que escreveu em Macau”.

Com “History of East-Timor”, Ivo Carneiro de Sousa espera contribuir para que a história e a antropologia de Timor-Leste não caia no esquecimento e despertar ao mesmo tempo o interesse de jovens investigadores. “É para que possam existir alunos de mestrado e doutoramento que se interessem por investigar Timor que não é propriamente fácil”, afirmou, referindo-se ao facto de “existir muito pouca informação documental, porque parte dos arquivos desapareceram durante a ocupação indonésia e a invasão japonesa”.

O livro tem a chancela da Este-Oeste Instituto de Estudos Avançados, criada em 2012. A apresentação da obra, na próxima segunda-feira, vai ser feita em português, inglês e chinês. Diana do Mar – Macau in “Hoje Macau”

Alemanha - Portugal em destaque na Semana do Livro Infantil e Juvenil

Catarina Sobral, Afonso Cruz, Fatinha Ramos e Carla Maia de Almeida são alguns dos autores convidados da Semana Internacional do Livro Infantil e Juvenil que tem início hoje, em Colónia, na Alemanha, dedicada a Portugal.

A Semana Internacional do Livro Infantil e Juvenil decorrerá até 22 de junho, no Kulturbunker de Colónia, com uma exposição de ilustração e a presença de vários autores para encontros com o público, sessões de leitura e visitas a escolas.

Para a iniciativa foram ainda convidadas as autoras Alice Vieira, Isabel Minhós Martins e Margarida Pogarell, de acordo com a programação anunciada.

Estão ainda em destaque a ilustradora Madalena Matoso e as autoras Inês Teixeira do Rosário e Maria Ana Peixe Dias, que assinam o livro “Lá Fora – Guia para descobrir a natureza”.

Hoje é inaugurada uma exposição que mostrará a “diversidade estilística e a modernidade” da ilustração contemporânea portuguesa, com obras de André Letria, António Jorge Gonçalves, de Fatinha Ramos – radicada na Bélgica – ou Bernardo P. Carvalho.

Está prevista ainda uma leitura dramatizada do livro “Daqui ninguém passa!”, de Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho, traduzido para alemão e distinguido com o prémio para a Paz Gustav Heinemann 2017 para livros infantis.

Segundo o embaixador de Portugal em Berlim, João Mira Gomes, a escolha de Portugal como país convidado daquela iniciativa é “uma oportunidade perfeita para dar ao público alemão uma visão sobre a diversidade da literatura infantil portuguesa”.

Na página oficial do evento, o diplomata recorda que a embaixada portuguesa tem desenvolvido, desde 2016, um programa cultural na área do livro e da literatura, que inclui convite para editoras alemãs estarem na Feira do Livro de Lisboa, a atribuição de uma bolsa de residência artística e a promoção de Portugal nas feiras do livro na Alemanha.

Em 2021, Portugal será convidado da feira do livro de Leipzig. In “Mundo Português” - Portugal

sexta-feira, 15 de junho de 2018

África - Os embondeiros estão a secar

A árvore da vida ou o símbolo de África mais facilmente reconhecido em todo o mundo, o embondeiro, está a morrer um pouco por todo o continente, alguns ao fim de quase 3 mil anos, naquilo que pode ser um dos mais sérios avisos para o mal que a espécie humana está a fazer ao planeta



Os investigadores andam com a cabeça à roda para perceber o que está a matar a árvore da vida, havendo, apenas enquanto possibilidade, algumas teses e, entre estas, a seca aparece como uma das mais fortes, mas também outras relacionadas com as alterações climáticas, como a mudança de temperaturas, sejam cacimbos e épocas de chuva mais longos ou mais quentes, mais chuvosos ou mais frios... mas também pode ser de tristeza.

Dizem as sociedades mais antigas no continente que o embondeiro tem alma, está na origem do mundo e demonstram a sua tristeza pelo caminhar da humanidade, definhando, mas os cientistas acham que as causas são menos poéticas, são, na verdade consequência do comportamento da humanidade que não consegue travar a marcha da poluição provocada por sociedades e economias alicerçadas nos combustíveis fósseis, como o petróleo, o gás ou o carvão.

Por exemplo, na África Austral, essas alterações são já evidentes há vários anos, com os fenómenos El Nino ou La Nina, que partem da descida ou subida da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico, o que gera correntes de ar e no mar com severas consequências na pluviosidade, estando por detrás de uma das mais graves secas em décadas nesta sub-região do continente, com implicações importantes também em Angola, onde a ONU estima haver, no sul, mais de 700 mil pessoas a sofrer carências alimentares e de água devido a isso.

Por exemplo, na África Austral, essas alterações são já evidentes há vários anos, com os fenómenos El Nino ou La nina, que partem da descida ou subida da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico, o que gera correntes de ar e no mar com severas consequências na pluviosidade, estando por detrás de uma das mais graves secas em décadas nesta sub-região do continente, com implicações importantes também em Angola, onde a ONU estima haver, no sul, mais de 700 mil pessoas a sofrer carências alimentares e de água devido a isso.

E a gravidade da situação é ainda salientada pelo facto de o embondeiro ter como uma das suas características mais conhecidas a capacidade de armazenar milhares de litros de água no interior do seu tronco, precisamente para fazer face a longos períodos de secura, própria das regiões áridas em que abundam.

O fenómeno da morte dos embondeiros foi descoberto mais ou menos por acaso, quando uma equipa de investigadores de uma universidade romena, Babes-Bolyai, liderada por Adrian Patrut, divulgou, na revista Nature Plants, um estudo de anos sobre estas árvores para compreender melhor a sua biologia e fisiologia, como é o caso do idiossincrático tronco oco, que evoluiu para servir de depósito de água, tão bem conhecido de algumas etnias africanas que nele encontram literalmente a fonte da sua vida.

Depois de seleccionarem mais de meia centena de exemplares, dos mais antigos que se conhecem, em países como a África do Sul, Namíbia, Botsuana, Zimbabué, Zâmbia ou Moçambique, e ao longo do estudo, a equipa percebeu que algumas destas árvores estavam a morrer, especialmente as mais antigas, constatando que alguns, pouco mais de uma dezena, com idades que vão dos 1 100 aos 2 500 anos, estão em vias de morrer ou já morreram.

A ideia de serem causas estruturais por detrás desta mortandade entre os embondeiros foi o facto de terem encontrado vários com os mesmos problemas, porque isso "não tem precedente estatístico", o que os impeliu a procurarem a causa comum, que é, para já, um mistério, apesar das suspeitas.

Entre as árvores da vida observadas para consolidar a ideia de um fenómeno alargado, estão alguns dos exemplares mais conhecidos e antigos do mundo, entre estes a árvore de Platland na África do Sul, cujo tronco tem dez metros de diâmetro, ou ainda o embondeiro Chapman, Botsuana, onde explorador britânico David Livingstone, no século XIX gravou as iniciais e o país classificou como património nacional.

O embondeiro é também em Angola uma árvore comum e alguns de imponente porte, sucedendo que, por vezes, surgem exemplares que parecem estar secos, mortos, o que não é forçosamente verdade, visto poder tratar-se de um dos mecanismos biológicos que o embondeiro, através do processo evolutivo, encontrou para lidar com a carência de chuva.

Mas esta equipa de investigadores aconselham os países austrais a tentarem perceber o estado de saúde das suas árvores da vida. Ricardo Bordalo – Angola in “Novo Jornal”

Guiné-Bissau - Feira de Artesanato dedicada às crianças na Praça de Pindjiguiti

Bissau – A Fundação Fé e Cooperação (FEC) e parceiros vão organizar hoje e amanhã a 3ª edição da Feira de Artesanato dedicada às crianças na praça de Pindjiquiti, em Bissau.

De acordo com a nota da Fundação Fé e Cooperação enviada à ANG, o evento vai contar com as exposições de artigos dos artesões residentes na Guiné-Bissau, feitos para os mais novos, nomeadamente, esculturas, brinquedos, materiais pedagógicos, artigos de decoração, vestuários ou acessórios da moda.

A nota refere que o evento terá ainda a feira do livro promovida pela FEC em colaboração com a Humanite & Inclusion (Andicap Internacional),e reunirá diferentes livros (infanto-juvenis) e outros géneros.

E o evento ainda vai ser marcado com ateliês Infantis ao longo do dia, seguidos de apresentação do dicionário de Língua Gestual, promovida pela Associação de Surdos da Guiné-Bissau, com apoio da PLAN e da Associação Portuguesa de Surdos e Surd Universo.

Para o encerramento deste evento está prevista a apresentação de uma peça teatral relacionada com a sensibilização para a diversidade e inclusão das pessoas. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau