Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Moçambique – Clube de leitura criado em Maputo

Um grupo de Jovens liderados pelo crítico literário Nataniel Ngomane criou um clube do livro em Maputo. O grupo encontra-se uma vez por semana para sentar e ler obras ao gosto do membro escolhido.

As árvores abanavam e zumbiam ao ritmo do vento, ao mesmo tempo que criavam uma sombra suficiente para mais de 100 pessoas no parque dos poetas, na cidade da Matola Província de Maputo.

Sentadas, concentradas, mas completamente tomadas pelos caminhos que cada livro leva o leitor a seguir, o grupo de quase trinta pessoas destacava-se das demais pessoas no coração do “Central Park”.

Ali os corpos estavam imobilizados, as almas voavam ao ritmo do Niketche, as vozes adormecidas gritavam e os flamingos voam eternamente, sem armas, sem guerra e sem barulho dos subúrbios por onde passou Meledina quando descrita por Aldino Muianga, mas tudo era intensamente vivido através da leitura.

“O nosso sonho é que se possa ler do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico” idealiza o crítico literário Nataniel Ngomane, que acrescenta que “o nosso país está a precisar de ler”.    

A necessidade é geral, mas a sectores chave da sociedade, que podiam com relativa rapidez registar melhorias significativas com a leitura. “Uma das formas de melhorar a qualidade do ensino é colocar as nossas crianças a começar a ler muito cedo” disse, acrescentando que “esta é uma forma de exercitar os seus neurónios”.

A viagem pelas obras nacionais e não só é o culminar de um processo iniciado pouco depois da exposição da língua portuguesa, onde um grupo de sete pessoas decidiu manter os encontros.

Para o efeito, “sugeriu-se que a criação de um clube de livros” que consiste em “um grupo de pessoas que gostam de ler, que iriam se encontrar uma vez por semana e ler conjuntamente” explica.

A ideia colheu consenso e definiu-se que “os encontros deviam ser feitos em lugares públicos para que fossem vistos por outras pessoas que quisessem também fazer parte do grupo” conclui.

No clube criado, os gostos são diversificados, afinal, como diz a célebre frase do jornalista Carlos Cardozo, eternizada em várias obras literárias e não só, não se pode colocar algemas nas palavras e, nós acrescentamos, nem nos gostos literários.

Isso tendo em conta a conceito desenvolvido por este grupo de amantes da leitura, que abrem espaço para todos, ou seja, “a pessoa é que escolhe que género de livro pode ler ou que já está a ler, e vem ler connosco” explica Amad Balamad, um dos mentores da iniciativa.

Depois da leitura, os membros fazem uma roda para partilhar e colher experiencias de os outros membros do clube, criando uma “pontinha” de curiosidade sobre o livro, afinal “a leitura também é viciante” diz a poetiza Énia Lipanga.

Ela é também uma das escritoras emergentes do país, e defende que o clube de livros recentemente criado é a prova de que a tendência de leitura é crescente, pese embora persistam desafios.

“Apesar da existência de um grupo que diga que os jovens não lê, eu acho que de uns anos para cá as pessoas tem lido mais, as pessoas tem comprado mais livros” diz a poetiza e escritora.

Os desafios segundo ela, tem que ver com “o facto de os livros estarem muito caros”, sendo que a alternativa a falta de dinheiro, ela propõe, “é que sejam utilizados livros eletrónicos, que podem ser acedidos através de um telefone”, aliás “este clube tem, total abertura para este tipo de leitura”.

O clube do livro já tem cerca de trinta membros e colabora com dois clubes idênticos que se encontram nas terras de Bolsonaro, Brasil, que são coordenados (um deles) por Maria Toledo, e outro por Merces Parentes.

Com estes clubes, Ngomane e “companhia” já sonham em fazer uma leitura sincronizada através do Skype, apesar da diferença em termos de fuso horários. “Vamos encontrar um meio-termo para materializar este sonho” garantiu Ngomane. Cornélio Mwitu – Moçambique in “ O País”

Angola - Associação chinesa concede bolsas de estudo a estudantes com dificuldades económicas e portadores de deficiência física

A União dos Chineses Voluntários em Angola e a Associação de Comércio da Província de Anhiu da China ofereceram 12 bolsas de estudo para estudantes com dificuldades económicas e portadores de deficiência física das Universidades Agostinho Neto (UAN) e Católica de Angola (UCAN)



Criada há um ano, e reconhecida pelas autoridades angolanas, a União dos Chineses Voluntários em Angola, que também realiza actividades de carácter social em algumas unidades hospitalares e centros de acolhimento e de idosos em Luanda, conta com apoio da Associação de Comércio da Província de Anhiu, da China, e da comunidade dos chineses residentes em Angola, que fazem doações para ajudar as instituições angolanas nas diversas áreas.

Shang Jinge, presidente da União dos Chineses Voluntários, contou ao NJOnline que a organização que dirige pretende, este ano, aumentar o nível de serviço público nas comunidades.

"Para este ano, decidimos atribuir 12 bolsas de estudo durante cinco anos a estudantes com dificuldades de financiar os seus estudos e portadores de deficiência física das universidades Agostinho Neto e Católica de Angola", disse.

E explicou que "a escolha destas duas universidades se deve ao facto de serem as primeiras que foram criadas em Angola, uma por ser pública e outra por ser privada".

Jinge disse ainda que, para além dos estudantes que beneficiarem das bolsas, outros terão oportunidade de emprego em empresas chinesas que integram a associação em Angola.

"Caso os estudantes que terminarem a bolsa quiserem trabalhar nas empresas chinesas, nós podemos fornecer emprego directo para eles, e se não o quiserem, são livres de escolherem outras oportunidades que nós não os impedimos", explicou.

Já Pedro Magalhães, reitor interino da Universidade Agostinho Neto (UAN), disse ao NJOnline que a UAN vai contactar todos os representantes dos estudantes de todas as unidades orgânicas para a indicação dos estudantes a quem serão atribuídas as bolsas, uma vez que são eles que os conhecem.

O reitor interino da UAN salientou que vão beneficiar desta bolsa os estudantes que ingressaram o ano passado e que cumprem os requisitos.

Durante um encontro com a reitoria da UAN, a União dos Chineses Voluntários em Angola e a Associação de Comércio da Província de Anhiu, fizeram a entrega de um cheque no valor de 2.400.000 kwanzas, valor correspondente ao ano lectivo 2019.

Acto do género foi efectuado na Universidade Católica de Angola, em que foram disponibilizadas igualmente seis bolsas de estudo para os estudantes com dificuldades económicas e portadores de deficiência física. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

UNESCO – Rio de Janeiro vai ser Capital Mundial da Arquitetura em 2020

A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, foi designada Capital Mundial da Arquitetura em 2020, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), anunciou esta entidade, na sua sede, em Paris



O anúncio daquela que será a primeira Capital Mundial da Arquitetura foi feito na presença da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, do presidente da câmara do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, e de Thomas Vonier, presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA).

Esta escolha surge na sequência de uma parceria firmada entre a UNESCO e a UIA, no sentido de designar uma capital mundial da arquitetura, que deverá acolher o congresso mundial da União dos Arquitetos, evento que decorre a cada três anos.

O objetivo é que a Capital Mundial da Arquitetura se torne, em 2020, um fórum de debates sobre os desafios globais na perspetiva da cultura, do património mundial, do urbanismo e da arquitetura.

Neste sentido, o Rio de Janeiro irá ser palco de uma série de eventos sob o tema "Todos os mundos. Só um mundo", para promover o 11.º objetivo da Agenda Internacional 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: "Tornar as cidades e aglomerados humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis".

A UNESCO, a UIA e as instituições locais vão organizar atividades para promover projetos que envolvem arquitetos e urbanistas, assim como responsáveis políticos, instituições sociais e profissionais de outros setores, incluindo artistas e escritores, num espaço de diálogo criativo e inovador.

Organização não-governamental com sede em Paris, a União Internacional dos Arquitetos (Union Internationale des Architectes, em francês) foi fundada em Lausana, na Suíça, em 28 de junho de 1948, logo após o final da II Guerra Mundial, com o objetivo de unir e representar os arquitetos de todo o mundo, independentemente da nacionalidade, raça, religião ou opção arquitetónica, bem como de federar as suas organizações nacionais.

A UIA - presidida pelo norte-americano Thomas Vonier - reúne atualmente organizações profissionais de 123 países e territórios, representando mais de 3,2 milhões de arquitetos em todo o mundo. In “Revista Port. Com” - Portugal

Portugal – Lançamento do livro “O homem mais rico do mundo. As muitas vidas de Calouste Gulbenkian”

O livro “O homem mais rico do mundo. As muitas vidas de Calouste Gulbenkian”, de Jonathan Conlin, vai ser lançado no próximo dia 24 de janeiro, no edifício sede da fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A obra apresenta a vida de Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955), no ano em que se celebram os 150 anos do seu nascimento, “numa perspetiva inovadora, fundamentada em muitos documentos históricos”, refere uma nota de imprensa divulgada pela Fundação.

Durante mais de quatro anos, o historiador inglês investigou os arquivos da Gulbenkian, em Lisboa, e outros dez lugares que marcaram a vida de Gulbenkian.

Consultou documentos em francês, inglês, arménio, turco, alemão e russo, para contar a vida do homem cuja vida atravessou duas grandes guerras, que foi diplomata, homem de negócios, um visionário na área petrolífera e construiu uma riquíssima coleção de arte.

A sessão começa às 18h, com a presença de Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, e Clara Capitão, da Penguin Random House Portugal, e apresentação do autor, Jonathan Conlin.

Segue-se uma mesa redonda sobre ‘O contexto Otomano e Arménio”, por Edhem Eldem, ‘Petróleo e investimentos’, por Joost Jonker, ‘A Coleção de Arte’, por David Ekserdjian, e ‘Filantropia e o Portugal da década de 50’ por José Pedro Castanheira.

A moderação do debare será de Martin Essayan, administrador da Fundação e bisneto de Calouste Gulbenlian.

O encerramento estará a cargo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. In “Mundo Português” - Portugal

domingo, 20 de janeiro de 2019

Palavras do Corpo

















Vamos aprender português, cantando


Fomos felizes e felizes fomos
e se já não somos, meu amor
não se preocupe não
aperte a minha mão
até a luz sumir em meio à escuridão
você vai confiar em mim?

Guarde um pedaço de mim
um cheiro no lado da cama
seu gosto na ponta do queixo
meu sangue escorrendo seu peito

Vejo no tato sua pele
tatuo com o dedo seu gosto
não sigo mapas, desejo
segredo e contato

Quero o brilho cortante
desses cacos de vidro
palavras no corpo
respostas ao vento

Você diz pra não falar de amor
e me pede pra fechar os olhos
esquecer amor
poucos versos são precisos

Ninguém diz eu te amo
ninguém diz eu te amo
ninguém diz eu te amo como eu

Ninguém diz eu te amo
ninguém diz eu te amo
ninguém diz eu te amo como eu

Ninguém diz eu te amo
ninguém diz eu te amo
como eu, como eu

Ninguém diz eu te amo
ninguém diz eu te amo
como eu, como eu

Gal Costa - Brasil


UCCLA - Apresentação pública do projeto UCCLA Acessível



Será apresentado publicamente o projeto UCCLA Acessível, no dia 23 de janeiro, pelas 18 horas, nas instalações da UCCLA. Este projeto consistiu na intervenção no espaço, na comunicação, no website, no atendimento, assim como na criação de um conjunto de equipamentos que permitem o acesso a Tod@s, independentemente das suas capacidades ou condições físicas.

Os visitantes poderão, agora, conhecer, a história, a missão da UCCLA e as cidades associadas através da linguagem Braille, quiosques multimédia e audioguias, bem como os eventos que se realizarem.

A introdução da realidade virtual permitirá aos visitantes “viajar” por algumas das suas cidades associadas.

O projeto UCCLA Acessível foi apoiado pelo Turismo de Portugal. UCCLA

Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

sábado, 19 de janeiro de 2019

Guiné-Bissau - Produção da central eléctrica flutuante arranca até ao final do mês

Substituição do gasóleo pelo fuel poupará 760 mil euros mensais ao Governo da Guiné-Bissau



Até ao final do mês, uma central eléctrica flutuante (a bordo de um navio) vai começar a produzir energia eléctrica a partir de fuel para Bissau. O fornecimento está a cargo da empresa turca Karpowership, do grupo Karadeniz Energy Group, e terá uma potência de 36,64 Megawatts (MW).

Com esta operação, que permitirá uma poupança mensal de cerca de 760 mil euros ao Governo da Guiné-Bissau, devido a uma produção que troca o gasóleo pelo fuel, será possível ultrapassar os frequentes cortes de energia de Bissau, cujo consumo varia 15 e 20 MW, segundo refere um membro do Executivo daquele país. Inicialmente, serão consumidos 18 MW e posteriormente, conforme as necessidades, será aumentado o consumo. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal