Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Brasil – População acredita que economia verde trará novos empregos

Pesquisa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e Nexus aponta poio da população à economia verde


A tão debatida transição para uma economia sustentável – ou verde – tem amplo apoio da população brasileira, que confia nesta mudança e crê que haverá geração de novos postos de trabalho. Para 75% – ou 3 em cada 4 pessoas –, esta transformação vai gerar novos empregos. Para a maioria desses entrevistados (54%), haverá o surgimento de “muitos empregos”, sendo que 21% esperam “poucos novos empregos”.

A pesquisa feita pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pela Nexus também mostra quem não acredita que a transição para a economia sustentável promoverá novas oportunidades de trabalho. Para apenas 16%, a mudança pode piorar a oferta de empregos. Desses, 9% disseram que a geração de trabalho vai diminuir, 5% acreditam que “diminuirá muito” e, para 2%, vai acabar.

O estudo mostra ainda que a crença na ampliação da oferta de empregos aumenta quando a renda do entrevistado é maior. Nessa categoria estão 78% dos entrevistados que ganham acima de cinco salários mínimos. Também se encaixam aí 78% daqueles que recebem entre 2 e 5 salários mínimos. Aliás, o mesmo vale para 76% dos que recebem entre 1 e 2 salários mínimos. Já entre quem ganha até 1 salário mínimo, 67% apostam no aumento da oferta de empregos a partir de uma economia sustentável.

Assim, a pesquisa exibe ainda dados ligados à escolaridade dos entrevistados em relação à transição econômica. Entre aqueles que têm ensino superior completo, 79% pensam que uma economia sustentável será benéfica para a criação de empregos. Já entre quem tem ensino médio, 78% tem a mesma opinião. Para as pessoas pesquisadas com ensino fundamental completo, 68% pensam que haverá melhorias com a chegada da economia verde.

Para Ricardo Cappelli, presidente da ABDI, numa economia sustentável haverá a necessidade de profissionais mais qualificados e, portanto, com salários maiores.

“Assim, é natural que quem tem mais estudo e renda percebe melhor as oportunidades que essa mudança pode trazer”, disse em comunicado oficial.

A pesquisa apresenta ainda dados complementares, por sexo, idade e regiões do país. Homens acreditam mais (59%) no surgimento de novos postos de trabalho do que as mulheres (49%). Além disso, a confiança na transformação cresce entre os mais jovens, com 62% entre quem tem de 16 a 24 anos e 59% entre os de 25 a 40 anos. Na faixa de 41 a 59 anos, a crença vai para 49%. A percentagem cai para 46% entre os maiores de 60 anos.

Contudo, os números de quem aposta na economia verde produzindo empregos são altos nas diferentes regiões brasileiras. No Sudeste e no Sul, são 78% de quem acredita na tendência. Já no Norte e Centro Oestes, são 73%. No Nordeste, o número chega a 67%.

Portanto, para a elaboração desta pesquisa, a Nexus afirma ter feito 2021 entrevistas face a face com pessoas maiores de 18 anos em 27 estados do país. O trabalho foi realizado entre os dias 14 e 21 de julho deste ano. In “Boqnews” – Brasil com “Agência Brasil”


terça-feira, 8 de julho de 2025

Timor-Leste – População optimista com futuro, mas preocupados com baixos rendimentos

A maioria dos timorenses está optimista com o futuro de Timor-Leste, mas continua preocupada com os baixos rendimentos, a falta de infraestruturas e escassez de emprego, concluiu um inquérito realizado pela Asia Foundation


O “Inquérito Tatoli”, que nesta edição entrevistou 1503 timorenses de todos os municípios do país, é realizado desde 2013 e tem como objectivo recolher as opiniões da população para produzir dados relevantes para as políticas públicas. “O inquérito concluiu que, embora 69% dos timorenses considerem que o país está a seguir na direção certa, os inquiridos continuam preocupados com os serviços essenciais e as oportunidades económicas”, refere o inquérito, divulgado na semana passada.

Os timorenses, segundo o documento, identificam os baixos rendimentos (53%), a falta de infraestruturas (36%) e a escassez de empregos de qualidade (27%) como os três maiores problemas a nível nacional.

Em relação à situação económica individual, apenas 53% consideraram que o seu agregado familiar está numa situação ‘boa’ ou ‘muito boa’, o valor mais baixo desde que a questão foi introduzida no inquérito, em 2016. “O inquérito também registou uma menor satisfação com vários aspetos dos serviços de saúde e educação, particularmente entre os inquiridos residentes em Díli. Estes resultados sugerem que as expectativas da população em relação ao bem-estar económico e à qualidade dos serviços públicos estão a aumentar”, salienta o documento.

Em relação às prioridades do Governo, 69% dos inquiridos indicou a saúde, seguida da educação e formação (59%) e estradas (58%). “Estas prioridades coincidem com as de 2023 e 2022, embora a ordem tenha mudado, sendo 2025 o primeiro ano em que a saúde surge como prioridade absoluta”, pode ler-se no relatório.

O inquérito demonstrou que as pessoas que residem em meios urbanos dão mais prioridade à saúde, educação e formação, enquanto os residentes rurais identificam as estradas, água e eletricidade como mais urgentes. A má qualidade da educação é a segunda maior preocupação entre os residentes urbanos (39%), dos jovens entre os 18 e 34 anos (28%) e das pessoas com alguma educação formal (20%).

A percepção sobre os serviços de saúde é geralmente positiva, com 78% a dizer que quando tiveram necessidade tinham médicos e enfermeiros disponíveis, 82% a admitir que a família é tratada com respeito nos centros de saúde locais e 58% a considerar que, quando precisaram, havia medicamentos disponíveis nos centros de saúde. “Curiosamente, os residentes em áreas rurais apresentam perceções mais positivas em todos os aspetos dos serviços de saúde do que os residentes urbanos. Esta tendência contraria os dados de anos anteriores, quando os residentes urbanos relatavam melhores experiências com os serviços de saúde”, pode ler-se no inquérito. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 4 de julho de 2025

Cabo Verde - Lança inquérito para conhecer diáspora no mundo

Cabo Verde lançou nesta quinta-feira o inquérito principal do Mapeamento da Diáspora no Mundo com o qual pretende conhecer os emigrantes, em dezenas de países, a partir de informações estatísticas, anunciou o Governo.

“Durante os próximos 90 dias, em mais de 42 países, nos cinco continentes, o Governo de Cabo Verde vai estar presente — física e digitalmente — junto de cada cabo-verdiano, da primeira à quarta geração”, para fazer várias perguntas, referiu o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, em representação do Governo, durante uma cerimónia de lançamento da operação, em Luanda, capital angolana.

Angola foi escolhida para o evento por ser o país africano com maior presença da emigração cabo-verdiana e Jorge Figueiredo já foi embaixador do arquipélago no país.

Estados Unidos, Portugal, Holanda, Luxemburgo e França são outros dos países com maiores comunidades no exterior.

A partir das respostas ao inquérito, o Governo promete “políticas públicas mais justas, eficazes e inclusivas, que elevem o nível do diálogo bilateral com os países de acolhimento, valorizem os dividendos da presença migrante — económicos, sociais, culturais, humanos — e integrem plenamente a diáspora no esforço coletivo de desenvolvimento de Cabo Verde”.

É a primeira vez que Cabo Verde realiza “uma operação estatística global, profunda e sistemática” desta natureza, “fora do território nacional”, apontou.

O Governo cabo-verdiano aprovou, em junho de 2023, o início do processo, com apoios do Banco Mundial e da Organização Internacional das Migrações (OIM).

Ao INE foi atribuído o papel de executar o projeto, prevendo-se a conclusão da operação em 2026.

As remessas dos emigrantes para Cabo Verde atingiram um recorde de 30,6 mil milhões de escudos (278 milhões de euros) em 2024, estimando-se que vivam fora do país 1,5 milhões de cabo-verdianos e descendentes, cerca do triplo da população residente no arquipélago, que ronda os 500 mil habitantes. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


domingo, 15 de junho de 2025

Alemanha - Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha lança inquérito para a comunidade portuguesa

A ASPPA (Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha) está a desenvolver um inquérito dirigido à comunidade portuguesa residente no país. O objetivo é traçar um retrato mais preciso do perfil, das necessidades e dos desafios enfrentados pelos portugueses a viver na Alemanha


O estudo pretende recolher dados relevantes que ajudem a associação a compreender melhor as características demográficas da comunidade e identificar as principais dificuldades vividas no quotidiano. A informação recolhida também ajudará a referida associação a desenvolver programas e serviços mais ajustados às necessidades reais, além de reforçar a sua capacidade de representação e apoio junto dos portugueses. A participação é totalmente confidencial. Participe aqui.

Fundada em 2012, a ASPPA é uma organização independente e sem fins lucrativos com o propósito último de representar, promover e defender os interesses dos portugueses com grau académico a residir na Alemanha. Desta forma, a associação pretende ainda fortalecer a sua ligação ao meio académico e empresarial, tanto alemão como português. Além disso, a ASPPA também apoia a integração de novos membros na sociedade alemã e potencia a sua reintegração em Portugal. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Europa - Apoio à Ucrânia "até vencer" cai drasticamente na Europa Ocidental, revela inquérito

Pesquisa YouGov descobre que o fim negociado da guerra com a Rússia é a opção preferida em quatro dos sete países analisados



A disposição de apoiar a Ucrânia "até que ela vença" caiu drasticamente na Europa Ocidental num momento crítico para o país, sugere uma pesquisa, enquanto o retorno iminente de Donald Trump à Casa Branca levanta questões sobre o futuro da assistência militar dos EUA a Kiev.

Inquéritos de dezembro feitas pela YouGov na França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido revelaram que o desejo público de apoiar a Ucrânia até à vitória — mesmo que isso significasse prolongar a guerra — havia caído em todos os sete países nos últimos 12 meses.

O apoio a uma resolução alternativa para o conflito – um fim negociado para os combates, mesmo que isso deixasse a Rússia no controlo de partes da Ucrânia – aumentou em todos os países, segundo a pesquisa, e foi a opção preferida em quatro deles.

Houve alguma insatisfação com a ideia de um acordo imposto que envolveria a Ucrânia cedendo território à Rússia, mas também uma crença generalizada de que o novo presidente dos EUA abandonaria a Ucrânia após a sua posse em 20 de janeiro.

Donald Trump enalteceu, sem fornecer detalhes, de que pode acabar com a guerra “em 24 horas”, e o seu enviado à Ucrânia, Keith Kellogg, deve viajar para as capitais europeias no início de janeiro. Analistas expressaram dúvidas de que o presidente russo, Vladimir Putin, entrará em negociações em termos que sejam de alguma forma aceitáveis para Kiev.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, comemorou a vitória de Trump em meio à exasperação com a política e estratégia incrementada de “gestão de escalada” do governo Biden.

Os dados vêm quase três anos após a invasão em larga escala de Putin e num momento crítico para a Ucrânia. Este ano, a Rússia tem avançado no seu ritmo mais rápido desde a primavera de 2022, quando as suas colunas fizeram uma tentativa malsucedida de tomar Kiev.

Tropas russas invadiram várias cidades na região oriental de Donbass, com as forças armadas da Ucrânia lutando para defender assentamentos urbanos diante da falta de tropas na linha de frente e da contínua superioridade militar da Rússia.

Kiev admite que as táticas do Kremlin têm sido eficazes, incluindo a implantação de aviação para atingir posições defensivas com bombas planadoras, depois usando barragens de artilharia e pequenos grupos de infantaria. A Rússia também tem sido adepta a identificar brigadas ucranianas mais fracas.

A pesquisa mostrou que a disposição de apoiar a Ucrânia até que ela derrotasse a Rússia permaneceu alta na Suécia (50%) e na Dinamarca (40%), com o Reino Unido em 36%, mas esses níveis caíram até 14 pontos em relação aos números de janeiro de 57%, 51% e 50%.

No mesmo período, as percentagens dos que disseram preferir uma paz negociada aumentaram de 45% na Itália para 55% na Espanha, 46% (38%) na França e 45% (38%) na Alemanha, acompanhadas por quedas correspondentes na disposição de apoiar a Ucrânia até que ela vencesse.

Não estava claro se a mudança refletia o interesse em declínio ou o aumento da fadiga. Na França, Alemanha e Suécia, as proporções que queriam que a Ucrânia vencesse — e se importavam que ela vencesse — permaneceram estáveis desde o início de 2023, embora tenham caído noutros lugares.

A menos de um mês do regresso de Trump, a maioria ou quase maioria em todos os países, exceto um, achava provável que o presidente eleito dos EUA cortasse o apoio à Ucrânia: 62% dos alemães, 60% dos espanhóis, 56% dos britânicos, 52% dos franceses e 48% dos italianos.

Eles estavam menos certos se Trump retiraria os EUA da aliança defensiva da OTAN, com dinamarqueses, alemães, italianos, espanhóis e suecos mais propensos a pensar que isso não iria acontecer, mas britânicos e franceses estavam divididos igualmente.

As pessoas também estavam divididas sobre como se sentiriam em relação a um acordo de paz que deixaria a Rússia no controlo de pelo menos algumas das partes da Ucrânia que ela tomou ilegalmente desde a invasão de fevereiro de 2022, como Trump pode estar planeando.

A maioria na Suécia (57%), Dinamarca (53%) e Reino Unido (51%), e uma minoria considerável (43%) na Espanha, disseram que se sentiriam muito ou razoavelmente negativas sobre tal acordo, em comparação com apenas 37% na França e 31% na Alemanha e Itália.

Não está claro como qualquer acordo sobre a Ucrânia poderia ser feito. Putin reafirmou na semana passada os seus objetivos maximalistas, incluindo o controlo russo da Crimeia e quatro regiões ucranianas “anexadas”, além da desmilitarização da Ucrânia e um veto à sua filiação à OTAN.

Zelenskyy não está disposto a entregar território ocupado à Rússia. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, criticou a conversa ocidental sobre um processo de paz como prematura, dizendo que a Ucrânia deveria obter o que precisa para impedir que Putin vença.

A pesquisa mostrou que a maioria dos europeus ocidentais sentia que os aliados da Ucrânia não estavam fazendo o suficiente, tanto em termos de sanções económicas contra Moscovo quanto de assistência militar e de outros tipos a Kiev, para impedir que a Rússia vencesse a guerra.

Cerca de 66% dos dinamarqueses, 63% dos suecos e espanhóis, 59% dos britânicos, 53% dos alemães e italianos e 52% dos franceses disseram que a assistência geral à Ucrânia não foi suficiente ou não foi nem de longe suficiente. No entanto, poucos achavam que seu país deveria aumentar o apoio.

Minorias que variam de 29% na Suécia a 21% no Reino Unido e Alemanha, 14% na França e apenas 11% na Itália acham que o seu governo deveria aumentar a ajuda à Ucrânia, com proporções maiores em todos os países dizendo que ela deveria ser mantida ou reduzida.

Em termos de medidas específicas, como aumento de sanções, envio de mais armas, envio de mais tropas para apoiar os membros da OTAN no leste europeu ou coordenação de ataques aéreos contra alvos russos na Ucrânia, o apoio ficou estável ou menor do que antes.

Questionados sobre o que achavam que aconteceria dentro de um ano, poucos europeus ocidentais achavam que a Rússia ou a Ucrânia teriam vencido, com a maioria acreditando que os dois países ainda estariam em conflito ou que a paz teria sido negociada.

Um acordo foi visto como mais provável pelos que estavam na Dinamarca (47%), Alemanha (40%), Reino Unido e França (38%) e Itália (36%), com a continuação dos combates vista como o cenário marginalmente mais provável pelos que estavam na Espanha (36%) e Suécia (35%). Jon Henley e Luke Harding – Reino Unido in The Guardian


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Moçambique - Seis milhões de pessoas com acesso à internet

Mais de 2,8 milhões de usuários das redes de telefonia móvel estão insatisfeitos com a qualidade das chamadas telefónicas. De um total de 12,5 milhões usuários inquiridos pelo Instituto Nacional de Estatísticas, apenas seis milhões têm acesso aos serviços de internet devido a limitações financeiras.


As informações constam do inquérito produzido em 2022 sobre utilizadores de telefonia móvel, apresentado pelo Instituto Nacional das Telecomunicações de Moçambique, após ter sido produzido pelo Instituto Nacional de Estatísticas.

Dos problemas apontados por mais de 12 milhões de subscritores ouvidos, a qualidade das chamadas telefónicas era uma das maiores preocupações.

“É preciso reduzir a quantidade de queda de chamadas, porque, quando falamos de qualidade de serviços, nos referimos à confiabilidade, acessibilidade, capacidade de estabelecer uma chamada e esta não cair; e baixar um conteúdo via internet no tempo desejado”, disse Tuaha Mote, presidente do Conselho de Administração do INCM.

Segundo Mote, o estudo aponta ainda que o acesso à internet continua deficitário no país, sobretudo nas zonas recônditas.

“O custo de vida, o poder de compra dos moçambicanos é baixo. Ao nível da SADC, nós somos o quinto país com acesso à internet mais baixo, mas isso não significa que o acesso à mesma é barato, principalmente quando comparado ao poder de compra dos moçambicanos.”

Sobre a rede de telefonia móvel mais usada, o estudo revela que a Movitel lidera as estatísticas, em cerca de 56,8%, seguida da Vodacom com 42% e Tmcel com 1,2%.

O inquérito sobre utilizadores de telefonia móvel abrangeu pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, em todo o país. Nélia Mboane – Moçambique in “O País”


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Angola - Mais de sete milhões de crianças sem registo de nascimento, a maior parte nas áreas rurais

Perto de 42% da população infantil angolana, 7547696 crianças, dos 0 aos 17 anos de idade, não possuem acento de nascimento ou cédula pessoal, sendo a esmagadora maioria destes residentes em áreas rurais, conforme indica o mais recente relatório do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) a que o Novo Jornal teve acesso

Entre as razões apresentadas por pais e encarregados de educação destacam-se os custos com os emolumentos, a distância entre os domicílios e os postos de registos, especialmente nos 60% da população infantil e adolescentes que vivem em áreas rurais (perto de 4 milhões), assim como a falta de informação sobre a obrigatoriedade dos serviços.

Noutra perspectiva, o Boletim do Registo Civil, publicado em Abril pelo INE, refere que mais de 58% das crianças angolanas, pouco mais de 8,27 milhões, estão registadas e apresentam cédula pessoal ou acento de nascimento.

O documento realça também a dificuldade acrescida nas áreas rurais para chegar aos postos de registo de nascimento, o que abrange 30,1% dos registados no mundo rural e apenas 2,9% nas zonas urbanas.

No levantamento efectuado pelo INE verifica-se também que 70% da população registada reside na área urbana, enquanto 60% sem cédula ou acento de nascimento vive em zonas rurais.

Para quem vive em zonas rurais, o inquérito do INE constatou que os custos relativos aos serviços são 33% mais dispendiosos, contrariamente aos 22,7% nas áreas urbanas.

O estudo, agora publicado, está inserido no Inquérito sobre Despesas e Receitas em Angola e foi realizado entre Janeiro de 2018 e Fevereiro de 2019, tendo inquirido um total de 12448 agregados familiares a nível nacional, com uma representatividade de 60,4% na área urbana. In “Novo Jornal” - Angola

 


terça-feira, 12 de maio de 2020

Internacional – Universidade do Minho em estudo mundial para perceber os efeitos da pandemia na saúde da população

Projeto envolve 200 investigadores de três dezenas de países e pretende inquirir mais de 100 mil pessoas. A coordenação do projeto em Portugal cabe ao nosso alumnus Pedro Morgado, professor da Escola de Medicina

A Universidade do Minho é a entidade portuguesa parceira de um dos maiores estudos de avaliação do impacto da COVID-19 na saúde da população mundial. O trabalho pretende ajudar a identificar os efeitos e os fatores que influenciam o impacto da COVID-19 no bem-estar físico e mental da população. Esta investigação mundial envolve cerca de 200 investigadores de mais de 30 países e quer compreender que perfis de pessoas têm maior ou menor risco de ter problemas de saúde durante uma pandemia.

O “Collaborative Outcomes study on Health and Functioning during Infection Times” (COH-FIT) contará com a colaboração de dois investigadores portugueses: Pedro Morgado (Escola de Medicina da UMinho) e Sofia Brissos (Centro Hospitalar de Lisboa). Através dos resultados das informações recolhidas com este inquérito, que pretende coletar dados de mais de cem mil participantes, os investigadores poderão ainda perceber quais são os fatores de proteção que podem beneficiar as pessoas e criarão programas de intervenção mais adequados para esta pandemia e para futuras pandemias que possam ocorrer.

Este estudo conta com vários parceiros internacionais, como a Associação Mundial de Psiquiatria, a Associação Europeia de Psiquiatria e a organização de Prevenção de Doenças Mentais e Promoção da Saúde Mental do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, bem como várias universidades e associações de saúde nacionais. O projeto é liderado por Christoph Correll, professor na Escola de Medicina de Zucker (EUA) e na Charité – Universitätsmedizin (Alemanha), e Marco Solmi, professor na Universidade de Pádua (Itália) e no King’s College (Reino Unido).

“Esta investigação, ao ser realizada em mais de 70 países, permitirá compreender os impactos das diferentes medidas que foram tomadas em cada país, bem como a influência da existência de diferentes respostas públicas nesta pandemia; os dados obtidos permitirão desenhar respostas de saúde mental que ajudem a prevenir os seus impactos, bem como a implementar programas de deteção precoce e tratamento”, refere Pedro Morgado. O COH-FIT será enviado em três fases: durante a pandemia; seis meses depois; e doze meses depois. Toda a informação é recolhida de forma anónima e sujeita a consentimento informado. O inquérito está disponível em www.coh-fit.com/take-survey. In “Universidade do Minho” - Portugal

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Macau - O Festival da Lusofonia justifica maior número de barracas

Uma aluna do Instituto de Formação Turística defende que o número crescente de visitantes que assomam ao Festival da Lusofonia justifica um maior número de barracas. Num trabalho académico, Royla Ao chegou também à conclusão que de uma escala de 1 a 5 o Festival consegue uma média de 3,76 pontos, referentes à satisfação dos visitantes.

O aumento no número de visitantes do Festival da Lusofonia justifica que se alargue a quantidade de barracas e representações dos diferentes países e territórios e se reduzam as áreas dedicadas a jogos, entretenimento e venda de objectos de artesanato pouco ligadas à cultura lusófona. Esta é uma das principais conclusões de um estudo sobre o festival, realizado por uma aluna do Instituto de Formação Turística, Royla Ao.

A pesquisa teve por base 102 questionários, que foram efectuados durante a edição do ano passado do certame. Sobre o evento, os inquiridos destacaram a importância da atmosfera lusófona do festival e dos participantes. Este destaque foi também sublinhado, a nível individual, por Royla Ao, ao Ponto Final.

“Acho que a atmosfera do festival é o aspecto mais importante para garantir a manutenção do número de participantes todos os anos e assegurar que o evento se prolonga por muito tempo”, explicou a aluna, que frequenta a licenciatura em organização de eventos do IFT.

Segundo as conclusões dos questionários realizados, numa escala de 1 a 5 o festival alcança uma nota média de 3,76 pontos, sendo que os três aspectos que mais satisfizeram os inquiridos são a entrada grátis, os dias escolhidos para o festival e a atmosfera lusófona, que obtiveram pontuações de 4,38, 4,15 e 4,11, respectivamente.

No pólo oposto o tempo de espera pela comida ou bebidas, as actividades de entretenimento, as diversões para as crianças e as dificuldades ao nível dos transportes receberam as pontuações mais baixas, com 3,28, 3,35, 3,41 e 3,44 pontos, respectivamente.

“As filas de espera têm de ser melhor geridas. Algumas das barracas são muito populares e estão sempre cheias de gente, fazendo com que as filas bloqueiem o caminho”, explicou Royla Ao. “Se utilizassem barreiras para orientar as filas, reduzia-se o problema das pessoas chocarem umas com as outras, assim como a concentração da multidão”, frisou.

Outro dos pontos criticados na pesquisa é o estacionamento e as alternativas de transportes. O horário reduzido do evento é também criticado: “Algo tem de ser feito em relação aos espaços de estacionamento. Todos os anos quando se vai de carro para o evento é difícil encontrar lugares disponíveis. A organização devia pensar em oferecer autocarros que partissem dos parques de estacionamento da Taipa para resolver este problema e encorajar as pessoas a irem de autocarro”, afirmou.

 Sobre as razões que a levaram a debruçar-se sobre o Festival de Lusofonia, Royla Ao explicou que para terminar a licenciatura tinha de fazer uma tese que foca-se a organização de um evento. O facto de ter um namorado português, com quem costuma ir ao Festival Lusofonia, fez com que se focasse nesta festa. João Filipe – Macau in “Ponto Final”