Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 8 de julho de 2025

Timor-Leste – População optimista com futuro, mas preocupados com baixos rendimentos

A maioria dos timorenses está optimista com o futuro de Timor-Leste, mas continua preocupada com os baixos rendimentos, a falta de infraestruturas e escassez de emprego, concluiu um inquérito realizado pela Asia Foundation


O “Inquérito Tatoli”, que nesta edição entrevistou 1503 timorenses de todos os municípios do país, é realizado desde 2013 e tem como objectivo recolher as opiniões da população para produzir dados relevantes para as políticas públicas. “O inquérito concluiu que, embora 69% dos timorenses considerem que o país está a seguir na direção certa, os inquiridos continuam preocupados com os serviços essenciais e as oportunidades económicas”, refere o inquérito, divulgado na semana passada.

Os timorenses, segundo o documento, identificam os baixos rendimentos (53%), a falta de infraestruturas (36%) e a escassez de empregos de qualidade (27%) como os três maiores problemas a nível nacional.

Em relação à situação económica individual, apenas 53% consideraram que o seu agregado familiar está numa situação ‘boa’ ou ‘muito boa’, o valor mais baixo desde que a questão foi introduzida no inquérito, em 2016. “O inquérito também registou uma menor satisfação com vários aspetos dos serviços de saúde e educação, particularmente entre os inquiridos residentes em Díli. Estes resultados sugerem que as expectativas da população em relação ao bem-estar económico e à qualidade dos serviços públicos estão a aumentar”, salienta o documento.

Em relação às prioridades do Governo, 69% dos inquiridos indicou a saúde, seguida da educação e formação (59%) e estradas (58%). “Estas prioridades coincidem com as de 2023 e 2022, embora a ordem tenha mudado, sendo 2025 o primeiro ano em que a saúde surge como prioridade absoluta”, pode ler-se no relatório.

O inquérito demonstrou que as pessoas que residem em meios urbanos dão mais prioridade à saúde, educação e formação, enquanto os residentes rurais identificam as estradas, água e eletricidade como mais urgentes. A má qualidade da educação é a segunda maior preocupação entre os residentes urbanos (39%), dos jovens entre os 18 e 34 anos (28%) e das pessoas com alguma educação formal (20%).

A percepção sobre os serviços de saúde é geralmente positiva, com 78% a dizer que quando tiveram necessidade tinham médicos e enfermeiros disponíveis, 82% a admitir que a família é tratada com respeito nos centros de saúde locais e 58% a considerar que, quando precisaram, havia medicamentos disponíveis nos centros de saúde. “Curiosamente, os residentes em áreas rurais apresentam perceções mais positivas em todos os aspetos dos serviços de saúde do que os residentes urbanos. Esta tendência contraria os dados de anos anteriores, quando os residentes urbanos relatavam melhores experiências com os serviços de saúde”, pode ler-se no inquérito. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Macau - Café Lisboa reabre portas já esta sexta-feira

Depois de quase cinco meses em que esteve fechado, o Café Lisboa/A Baía vai reabrir já esta sexta-feira. O restaurante continua no NAPE, no mesmo sítio onde se estabeleceu em 2020. Ao Ponto Final, Carlos e Rosa mostram-se optimistas quanto ao futuro


O Café Lisboa – que no início de 2020 se fundiu com o restaurante A Baía no NAPE – vai reabrir já esta sexta-feira. O restaurante estava fechado desde o final de Setembro do ano passado. Ao Ponto Final, o casal Carlos e Rosa disse estar confiante no futuro.

Depois das mensagens dos clientes habituais a pedir o regresso do Café Lisboa, o restaurante está agora de volta e até já tem mesas reservadas para sexta-feira – o primeiro dia de actividade após a pausa.

O objectivo inicial era reabrir o restaurante no início do Ano Novo Chinês, mas as obras que o casal quis fazer no espaço atrasaram-se ligeiramente, o que fez com que só agora seja possível recomeçar as operações.

Em Setembro, o encerramento deveu-se principalmente a dois factores: falta de mão-de-obra e o contrato de arrendamento do espaço. O casal chegou entretanto a acordo com o senhorio do espaço e o novo contrato prolonga-se até 2025.

Os problemas de mão-de-obra também foram mitigados. Em Setembro, o desejo de Carlos e Rosa de renovarem o pessoal esbarrava na impossibilidade de fazer voltar os trabalhadores que estiveram no Café Lisboa durante vários anos e que estão agora nas Filipinas. No início de 2020, quando o restaurante passou da Taipa para o NAPE, o casal não conseguiu levar consigo os trabalhadores que tinha, tendo estes voltado para as Filipinas.

Agora, o casal já conseguiu contratar dois funcionários e está à espera de um terceiro que deverá chegar em breve. O ideal, conta o casal, seria terem seis trabalhadores e, por isso, será pedido às autoridades mais quotas para contratar trabalhadores não-residentes.

O Café Lisboa encerrou em Setembro do ano passado, numa altura em que as restrições em Macau ainda eram muitas. Aliás, o Café Lisboa/A Baía estabeleceu-se no NAPE no início de 2020, na mesma altura em que começava a pandemia de Covid-19, por isso, os três anos foram marcados pelas dificuldades resultantes da epidemia.

Em Setembro, o casal dizia ao Ponto Final que, desde que abriu o Café Lisboa na Taipa em 2001, o ano de 2022 foi o pior. “São quase três anos a remar contra a maré”, lamentava Rosa.

Actualmente a situação é bem diferente. No início deste ano as autoridades levantaram as restrições impostas e os turistas têm chegado a Macau a bom ritmo, o que faz com que o casal olhe para o futuro com optimismo. “Esperamos que agora seja um pouco melhor”, comentou Rosa. Recordando que antes da pandemia, ainda na Taipa, o restaurante recebia turistas vindos do interior da China, Hong Kong, Taiwan e Japão, Carlos apontou: “Esperemos que voltem”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”