Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 17 de maio de 2026

Portugal - Antigo embaixador e ministro António Martins da Cruz presente na conferência promovida pela Associação dos Novos Amigos da Rota da Seda

O antigo embaixador e ministro António Martins da Cruz considera que a “Espanha está a condicionar, de certo modo, alguma exclusividade que Portugal desfrutava em Macau”, alertando para a necessidade de as autoridades portuguesas terem mais presença na RAEM


Foi na palestra “Oriente e Ocidente – o Mundo em 2026”, que decorreu na sexta-feira em Lisboa, que o antigo embaixador e ministro dos Negócios Estrangeiros António Martins da Cruz deixou um alerta para o crescente peso que a Espanha está a ganhar no relacionamento com a China e, consequentemente, com Macau.

“Em Macau e na ilha de Hengqin todas as associações e institutos que conheço tinham como objecto o comércio e relações económicas entre a China e países de língua portuguesa, e agora em todos foi acrescentado Espanha, ou países de língua espanhola”, referiu no evento promovido pela Associação dos Novos Amigos da Rota da Seda (ANRS).

“Espanha está a condicionar, de certo modo, alguma exclusividade de que Portugal desfrutava em Macau”, acrescentou António Martins da Cruz, falando da mais recente visita oficial de Sam Hou Fai, Chefe do Executivo da RAEM, a Portugal e Espanha.

“Desde Dezembro de 1999 que há uma tradição do Chefe do Executivo de Macau vir a Lisboa na primeira viagem que faz, mas, pela primeira vez, depois de Lisboa, foi a Madrid, onde até ficou mais umas horas do que tinha estado em Lisboa.”

À margem destas declarações, António Martins da Cruz disse ao HM que não acredita, porém, que haja uma grande mudança ou transição a curto prazo no relacionamento entre Macau e Portugal, com Espanha pelo meio. Mas o que é certo é que o país “passou a estar ao mesmo nível de Portugal sem nunca ter estado em Macau”, defendeu, referindo-se ao papel na administração do território e histórico que Portugal detém.

“Portanto, é uma coisa que pode afectar as empresas portuguesas”, frisou o responsável, que acredita que as autoridades de Macau, com este novo cenário, “estão contentíssimas, porque é mais um interlocutor”. No caso de Portugal, o que deve fazer para contornar esta questão é “intensificar as relações e aproveitar melhor Macau como plataforma, dando mais importância a Macau, e levando lá mais membros do Governo”.

António Martins da Cruz, que preside ao conselho de administração da OVIA – Oeiras Valley Investment Agency, tem sido, ele próprio, presença frequente na RAEM, declarando que vai novamente a Macau em Junho “com o secretário de Estado da Economia da Madeira”. “A Madeira interessa-se por Macau. Vou na qualidade de presidente da assembleia-geral da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira”, explicou.

Aproveitar a Grande Baía

António Martins da Cruz entende que “as empresas portuguesas devem aproveitar melhor a plataforma de Macau para o mercado da Grande Baía, que tem cerca de 80 milhões de habitantes e mais de 25 por cento do PIB [Produto Interno Bruto] chinês”, sendo “a zona mais rica da China”.

Porém, não deixou de destacar limitações no mercado interno de Macau. “Infelizmente, chegamos a Macau e nem há distribuidores de vinho e cerveja. E não há por uma razão: há 20 anos, os macaenses faziam isso e é preciso encontrar chineses que façam isso agora. Chegamos a Macau, e além do Banco Nacional Ultramarino e de dois ou três bancos, o que há? Três ou quatro empresas só. E temos de encontrar as nossas empresas e saber aproveitar as coisas, e daí partirmos para a Grande Baía.”

Não ouvir Bruxelas

Na sessão de sexta-feira não faltaram algumas farpas ao posicionamento que a União Europeia (UE) tem tido no relacionamento com a China, incluindo Portugal. “Esperemos que a UE ouça mais vezes as vozes do entendimento necessário e útil com a China ao invés de alguns que chegam, às vezes, de instituições de Bruxelas, para não dizer o nome do Parlamento Europeu, que por vezes dificultam o diálogo e acordos.”

António Martins da Cruz destacou que a “Europa tem, neste momento, outras preocupações e, sobretudo, uma indefinição total” em matéria de política externa. “A aproximação com a China passa por uma definição de políticas externas, mas não nos podemos esquecer do seguinte: temos 27 países na UE e, provavelmente, há seis ou sete que têm políticas externas. Os restantes têm políticas regionais”, destacou.

Martins da Cruz destacou “hesitações da Europa nas relações com a China”, relatando o exemplo de 2019, quando a UE, “por proposta da Comissão Europeia, aprovou uma posição estratégica, definido a China de três maneiras: um parceiro para a cooperação económica e negociação, um competidor económico e um rival sistémico”. “Ou seja, cabe quase tudo nesta indefinição propositada”, frisou, considerando que “continuaram as hesitações” em relação à China, sem se terem definido nunca “os riscos concretos” do relacionamento com o país.

Tal permite, na visão do antigo embaixador e ministro, “que cada um dos 27 Estados-membros definam, eles próprios, qual o conceito e critério de risco” neste relacionamento.

António Martins da Cruz entende que o caso da Huawei e da rede 5G, e o facto de ter merecido “diferente tratamento de diferentes países europeus é exemplo de que a Europa tem concepções diferentes de risco com a China”. “Até pensamos que algumas instituições em Bruxelas se esquecem que o comércio entre a UE e a China representa 29,6 por cento do comércio global e que a Europa importa da China 500 milhões de mercadorias por ano. Para termos uma ideia, o comércio entre a Europa e a China são 2 milhões por minuto. Se estivermos duas horas fechados nesta sala, o comércio entre a Europa e a China é de 240 milhões de euros. E há muitas capitais da Europa que têm tendência a esquecer isto.”

No contexto dos 27 países que fazem parte da UE, “Portugal tem todas as condições para ser o criador de dinâmicas positivas e aproveitando melhor a plataforma de Macau”, além de “facilitar investimentos chineses e reforçar as nossas linhas de comércio e de exportações para a China”.

O antigo embaixador lembrou ainda o facto de Portugal ter sido “um dos poucos países da UE que assinou com a China, na última visita do Presidente Xi Jinping, um memorando sobre a participação de Portugal na Nova Rota da Seda”.

Martins da Cruz realça estratégias de longo-prazo de Pequim

A conferência protagonizada por António Martins da Cruz aconteceu no mesmo dia em que terminou a visita à China do presidente norte-americano Donald Trump. O antigo embaixador defendeu que serão necessários “alguns dias ou semanas para ler os sinais dos resultados dessa visita”, devendo o relacionamento entre os Estados Unidos da América (EUA) e China ser analisado “sob os prismas estratégico, político e económico”. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Macau – Escritor Su Tong destaca influência mundial de José Saramago

O autor chinês Su Tong, pseudónimo de Tong Zhonggui, vencedor do prémio literário Man Asian, que recebeu um doutoramento ‘honoris causa’ em Macau, realçou à Lusa o impacto de José Saramago, “figura reverenciada por escritores”, em todo o mundo. “No mundo de língua portuguesa, há uma figura reverenciada e honrada por escritores em todo o mundo: José Saramago. A sua influência estende-se por todo o planeta”, disse Su Tong.


“Eu também estou entre os seus admiradores”, acrescentou o escritor de 62 anos, após uma palestra sobre a sua carreira literária, na Universidade da Cidade de Macau (UCM). A UCM distinguiu com um doutoramento ‘honoris causa’ Su Tong, autor de sete romances e mais de 200 contos, alguns dos quais traduzidos para português, como “A Minha Vida Enquanto Imperador” e “Esposas e Concubinas”. “Esposas e Concubinas” foi adaptado ao cinema pelo realizador Zhang Yimou em 1991 e chegou a estar proibido na China continental.

Durante a palestra, Su Tong observou que a sua jornada literária começou quando era jovem, ao ouvir contar histórias. “No início dos anos 70, quando a vida espiritual das pessoas era árida, o fascínio por contos tornava-se cada vez mais intenso”, recordou. Para dar continuidade a uma história que não tinha ouvido até ao final, Su Tong tentou escrever o desenlace da trama, embarcando, assim, na carreira de escritor.

O autor considera que foi precisamente a época que viveu que forjou a sua ligação à criação literária. A década de 1980 fez a China entrar numa era de fervor literário, o que acendeu ainda mais a sua paixão criativa, explicou.

Su Tong é um dos romancistas chineses contemporâneos mais conhecidos a residir na China e venceu em 2009 o Man Asian Literary Prize, versão asiática do Man Booker Prize, com o livro “O Barco para a Redenção”, um romance passado durante a Revolução Cultural.

Todos os escritores são porta-vozes do seu tempo, e a época, “como a Esfinge do Egipto, revela aspectos diferentes quando vista de diferentes tempos e ângulos”, referiu na palestra.

À Lusa, Su Tong afirmou que os escritores desta era partilham um sentimento de “ausência de peso”, “essa sensação de estar à deriva”. “Consequentemente, tornam-se mais sintonizados com a relação entre a humanidade e a realidade, e entre o escritor e o mundo”, explicou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 25 de junho de 2025

Macau - Colóquio da Universidade Politécnica de Macau abordou educação sino-lusófona

A Universidade Politécnica de Macau organizou a palestra “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, na qual participou o professor Carlos Ascenso André como orador principal. O docente realçou “o grande potencial de Macau como plataforma de intercâmbio”


A Faculdade de Línguas e Tradução e o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa da Universidade Politécnica de Macau (UPM) co-organizaram a 5ª palestra das “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, no âmbito do tema “Universidade e Cultura em Contexto Multicultural: China e Lusofonia, Mas Não Só”. O colóquio abordou “as interacções e referências entre a China e Portugal” e proporcionou “novas ideias” à promoção da cooperação académica sino-lusófona, de acordo com um comunicado.

O professor coordenador honorário da UPM Carlos Ascenso André foi convidado como orador principal, para falar acerca da “importância do intercâmbio e da integração” entre civilizações, para “o desenvolvimento do ensino superior numa perspectiva global”. Recorrendo a vários exemplos, o também presidente do Conselho Científico da Academia das Ciências de Lisboa apresentou “os valores únicos e caminhos práticos da aprendizagem mútua entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP)”. O docente analisou ainda “as semelhanças culturais entre a China e os PLP” bem como “o grande potencial de Macau como plataforma de intercâmbio multicultural”.

Vários docentes e alunos participaram no evento, discutindo com o convidado sobre temas como “aprendizagem mútua das culturas e o ensino de línguas”. Segundo a UPM, “o ambiente académico acolhedor” contribuiu para alargar a visão internacional dos estudantes e professores da universidade, bem como aprofundar a “compreensão das culturas chinesa e portuguesa”.

Com este evento, a UPM pretendeu “promover a integração profunda entre a cultura e a educação sino-lusófona”, apoiando a construção da “Plataforma Sino-Lusófona” e da “Base de Formação de Quadros Qualificados Bilingues em Chinês e Português” na RAEM. As palestras “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas” visam convidar especialistas e académicos de renome para partilharem “conhecimentos de vanguarda”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 30 de maio de 2025

Angola - Destacado papel dos escritores na divulgação da História do país

O escritor e historiador Alberto Oliveira Pinto realçou, quarta-feira, em Luanda, que Angola vive uma realidade especial nestes 50 anos de Independência Nacional, em que os escritores desempenharam um papel fundamental na divulgação e pesquisa sobre a História do país



Durante o debate inaugural do ciclo de palestras que visa celebrar os 50 anos da Independência Nacional, o premiado escritor e historiador referiu que abordar a História implica sempre um ponto de interrogação.

Na dissertação, apontou exemplos de autores como Pepetela e outros que, ao longo dos 50 anos de Independência, muitas vezes, substituíram os académicos, pesquisando a História de Angola em busca da verdade dos factos.

“Portanto, há sempre uma exploração entre a história e a literatura, mas, no caso de Angola, nos últimos 50 anos essa relação foi muito significativa”, defendeu.

Questionado sobre a forma como analisa os escritores com forte carga de história nas suas obras, o orador disse que tem aprendido muito com a produção literária em obras de Pepetela, Arnaldo Santos, Henrique Abranches e muitos outros escritores angolanos.

Alberto Oliveira Pinto revelou ter feito recurso a obras desses escritores para produzir um ensaio sobre a oralidade entre um romance histórico de Pepetela e outro de Arnaldo Santos, embora reconheça serem escritores de tempos diferentes. “Escrevi romances históricos, mas aprendi muito com eles. Destaco o romance ‘Mazanga’, sobre a Ilha de Luanda e a origem dos axiluanda, com o qual ganhei o Prémio Sagrada Esperança, em 1998”, disse.

Doutor em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o prelector revelou que já escrevia literatura e se interessava por temas históricos, mas lamentou o facto de ter tomado a decisão de se tornar historiador muito tarde, aos 34 anos, aquando do regresso a Angola, em 1996, depois de muitos anos de vivência em Portugal.

“Voltei cá em 1996, aqui mesmo nesta sala da União dos Escritores Angolanos, e já tinha livros publicados. Ao voltar, percebi que não sabia nada sobre o país, foi assim que nasceu a paixão pela pesquisa da História de Angola. Já escrevia romances históricos, quando pensava que a história não passava de pano de fundo para os meus romances”, recordou. 

Na qualidade de anfitrião, o secretário-geral cessante da União dos Escritores Angolanos (UEA), David Capelenguela, reconheceu que Alberto Oliveira Pinto tem sido um dos historiadores que tem contribuído bastante para o conhecimento da história recente e não só do país, embora viva na diáspora.

“O debate com este membro desta Casa das Letras mostra que celebrar os 50 anos da nossa Independência exige a contribuição de todos os saberes, principalmente, a partilha com jovens académicos ávidos em procurar novos caminhos ou factos para as suas pesquisas”, avaliou.

Promovido pelo Memorial Dr. António Agostinho Neto, o ciclo de palestras, em Luanda, encerrou hoje, às 14h00, na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, onde Alberto Oliveira Pinto ministrou o debate sobre “Lugares de Memória de Angola antes e depois da Independência”.

A agenda de Alberto Oliveira Pinto culmina no dia 4 de Junho, na cidade do Huambo, às 9h00, no Centro Cultural Manuel Rui, onde vai debater temas como a figura de Norton de Matos e a fundação daquela cidade, assim como as bases do nacionalismo angolano. Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”


sábado, 18 de janeiro de 2025

Macau - Ex-vice-reitor da Universidade Chinesa de Hong Kong defende que a Região deve explorar vantagem negocial com os países de língua portuguesa

Lawrence J. Lau, ex-vice-reitor da Universidade Chinesa de Hong Kong, diz que Macau deve aproveitar as vantagens legais para alargar o volume de negócios com os países de língua portuguesa



Lawrence J. Lau, ex-vice-reitor da Universidade Chinesa de Hong Kong, diz que Macau deve aproveitar as vantagens legais para alargar o volume de negócios com os países de língua portuguesa.

Em declarações à Rádio Macau, à margem de uma palestra na Universidade de Macau sobre a "China na Economia Global", Lawrence J. Lau afirmou que a RAEM é mais uma porta aberta ao exterior.

«Nos países de língua portuguesa não se aplica a Commun Law, ou seja, o sistema jurídico usado em países de língua inglesa. Portanto, Macau tem de facto essa vantagem única. E penso que essa é uma vantagem que pode ser explorada por Macau a longo prazo, nomeadamente através da vinda de estudantes brasileiros e portugueses à RAEM para aprenderem sobre a China. Não só sobre o país mas também aprenderem a própria língua. Para eles será mais fácil aprender chinês em Macau do que em Hong Kong. Acho que essa é uma vantagem substancial», apontou o economista.

O professor acrescentou ainda que em Macau «é possível fazer muitas coisas que não se podem fazer no interior da China» e que a região deve aproveitar «as vantagens únicas porque não está limitada por muitas das leis».

O académico abordou ainda o eventual impacto das tarifas que Donald Trump quer aplicar a produtos chineses. Para Lawrence J. Lau, essa posição pode ser inconsequente na economia chinesa.

O professor diz mesmo que, «se as exportações da China para os EUA parassem por completo, o impacto máximo no PIB da China seria cerca de 1 por cento». In “TDM” Rádio Macau - Macau


terça-feira, 9 de julho de 2024

Angola - José Ramos Horta proferiu palestra na Academia Diplomática Venâncio de Moura

O Chefe de Estado da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos Horta, proferiu, esta terça-feira, uma palestra com o tema "Timor-Leste, a região e o mundo”, na Academia Diplomática Venâncio de Moura, em Luanda


O Presidente timorense fez uma retrospectiva da luta pela independência, os desafios económicos e sociais superados e os passos dados em direcção a uma governação democrática e inclusiva.

Durante a palestra, o estadista reconheceu o papel exemplar de Angola na resolução de conflitos, pacificação e a reconciliação nacional, destacando a importância das licções aprendidas de Angola para outros países que enfrentam actualmente situações similares, abordou questões ligadas as boas relações bilaterais entre os dois países, questões regionais e o papel do multilateralismo no cenário internacional.

O Presidente José Ramos Horta, que cumpre uma visita de Estado de 72 duas a Angola, percorreu, também, as várias áreas que compõem a Academia Diplomática Venâncio de Moura, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Téte António, e do director daquela instituição de estudos diplomáticos, Marcos Barrica. 

Na segunda-feira, Angola e Timor-Leste assinaram três instrumentos de cooperação, um dos quais um é o Memorando de Entendimento entre a Academia Diplomática Venâncio de Moura e o Centro de Estudos Diplomáticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República Democrática de Timor-Leste.

A Academia Diplomática Venâncio dispõe de cursos de capacitação para diplomatas, de línguas, de especialização, entre outros.

Inaugurada a 12 de Novembro de 2020, pelo Presidente da República, João Lourenço, é um órgão do MIREX e tem como patrono o saudoso ministro das Relações Exteriores Venâncio da Silva Moura, cuja homenagem é rendida a 25 de Fevereiro, dia do seu nascimento. Xavier António – Angola in “Jornal de Angola”

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Macau - Cultura e comida malaia motivam análise histórica

A cultura malaia numa perspectiva gastronómica vai lançar o debate numa sessão que a Fundação Rui Cunha organizou, inserida no ciclo de palestras sobre história e património. A oradora, Annabel Jackson, ex-residente em Hong Kong, é formada em antropologia da alimentação e autora de seis livros de receitas asiáticas


“Macau e o Mundo Malaio: Uma Perspectiva Gastronómica” é tema de uma palestra que a Fundação Rui Cunha (FRC) levou a efeito tendo como oradora a escritora e investigadora Annabel Jackson.

Na introdução do evento, a FRC refere que “a cultura do povo macaense, que se considera ‘filho da terra’, reflecte a actividade colonial portuguesa em todo o Oceano Índico e, mais particularmente, em Malaca”. No entanto, “as ligações entre Macau e o ‘Mundo Malaio’ são profundas e complexas e a sua exploração lança luz não só sobre como e onde emergem as comunidades híbridas e as novas identidades, mas também sobre as formas como historicamente interagiram e se influenciaram mutuamente”.

Na conversa, integrada no Ciclo de Palestras Públicas de História e Património, Annabel Jackson falou das comparações da cozinha malaia com outras comidas “crioulizadas” no Sudeste Asiático, como a “Peranakan” e “Kristang” na Malásia. Estas questões abordadas através de uma análise histórica e política, mas também através das especificidades da etimologia e da cozinha.

Annabel Jackson, sediada no Reino Unido depois de ter vivido mais de duas décadas, visita Macau há mais de 30 anos. É autora de 13 livros, incluindo seis de receitas sobre cozinhas asiáticas.

Escreveu também sobre Macau, em publicações como “Taste of Macau: Cozinha Portuguesa na Costa da China”. Tem um mestrado em antropologia da alimentação pela SOAS – School of Oriental and African Studies” da Universidade de Londres e está actualmente a fazer o doutoramento.

O debate realizou-se em língua inglesa, teve co-organização da Universidade de São José. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 1 de maio de 2024

Luxemburgo - Tolentino de Mendonça no país para o Dia Mundial da Língua Portuguesa

O cardeal D. Tolentino de Mendonça vai estar no Luxemburgo, no próximo dia 8 de maio, para proferir uma palestra intitulada “A língua portuguesa é frátria, mátria e pátria”, no âmbito do Dia Mundial da Língua Portuguesa

A iniciativa partiu da embaixada de Portugal e do Instituto Camões, cujo Centro Cultural Português no grão-ducado celebra este ano 25 anos.

Em comunicado enviado ao Bom Dia, as entidades organizadoras fazem saber que as portas do Camões se abrem no dia 8 pelas 16 horas (hora local). A entrada é gratuita, porém, limitada à lotação do espaço.

José Tolentino de Mendonça nasceu a 15 de dezembro de 1965 em Machico, ilha da Madeira, mas cedo rumou com a família para Angola, país onde viveu até aos nove anos. Mais tarde, já em 1989, viria a licenciar-se em Teologia pela Universidade Católica, e em 1990 seria ordenado padre na Diocese do Funchal.

Enquanto padre, exerceu as suas funções pastorais na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento no Funchal entre 1992 e 1995, depois em Lisboa foi capelão durante cinco anos na UCP, esteve na paróquia de Santa Isabel e, desde 2010, reitor da Capela de Nossa Senhora da Bonanza, mais conhecida por Capela do Rato.

A 26 de junho de 2018, Tolentino de Mendonça foi nomeado arcebispo titular de Suava pelo Papa Francisco. Como arcebispo, foi nomeado para os cargos de Arquivista e Bibliotecário da Santa Sé, substituindo o arcebispo francês Jean-Louis Bruguès. Tomou posse dos cargos na Cúria Romana a 1 de Setembro de 2018.

A Ordenação Episcopal decorreu a 28 de julho de 2018, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, tendo presidido à celebração o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e foram concelebrantes principais o Cardeal D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima e D. Teodoro de Faria, Bispo Emérito do Funchal, que a 28 de julho de 1990, tinha presidido à ordenação sacerdotal de José Tolentino de Mendonça.

No dia 1 de setembro de 2019, o Papa Francisco anunciou a nomeação de D. José Tolentino de Mendonça como Cardeal, no âmbito do Consistório Ordinário Público de 2019 para a criação de novos cardeais.

No dia 5 de outubro de 2019 foi elevado a Cardeal pelo Papa Francisco durante o Consistório, tendo sido nomeado Cardeal-Diácono e tendo-lhe sido atribuída a igreja romana dos Santos Domingos e Sisto.

A 17 de novembro de 2020, o Papa Francisco nomeia o Cardeal Tolentino de Mendonça como membro da Congregação para a Evangelização dos Povos, presidida pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, que acompanha a vida da Igreja nos países de missão em todo o mundo.

A 30 de abril de 2022, o Papa Francisco nomeia o Cardeal Tolentino de Mendonça como membro da Congregação para a Causa dos Santos, presidida pelo Cardeal Marcello Semeraro, que acompanha o processo de Beatificação e Canonização dos candidados a santos em todo o mundo.

A 13 de Julho de 2022, o Papa Francisco nomeia 13 novos membros para o Dicastério para os Bispos, incluindo 3 mulheres. O Cardeal é um dos outros 11 que se juntam ao dicastério, sendo o Prefeito o Cardeal Marc Ouellet.

No dia 26 de setembro de 2022, o Papa Francisco o nomeou primeiro Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação.

A 7 de setembro de 2023, o Papa Francisco nomeia o Cardeal Tolentino de Mendonça como membro do Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, do qual o Cardeal Arthur Roche é o Prefeito. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 11 de março de 2024

Portugal - Como pode a Matemática ajudar a descobrir o invisível?

"O universo das Formas e a Forma do Universo" é o tema da próxima edição das "Tardes de Matemática", marcada para 16 de março, na Casa Comum. Entrada livre


O que poderemos dizer sobre O Universo das Formas e a Forma do Universo? É sobre este exercício que António Machiavelo, docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, vai refletir no próximo dia 16 de março, às 16h00, na Casa Comum (à Reitoria) da U.Porto, em mais uma edição das Tardes de Matemática.

Há mais de 3800 anos que a Matemática fornece ferramentas que eventualmente permitiram descobrir “a forma do mundo” em que vivemos. Também ajudaram a explorar “outros mundos” do nosso sistema solar. A história mais recente da humanidade permitiu-lhe ir mais além nesta busca por territórios desconhecidos. Conseguimos descobrir “mundos” noutros sistemas planetários.

De que ferramentas falamos? O que nos permite não só explorar o macrocosmo, como também o microcosmo? Qual a eficácia da Matemática nesta e noutras aplicações? E porquê? De que forma poderá a Matemática ajudar a descobrir o invisível? Já terá acontecido? Em que casos?

A proposta para esta “Tarde de Matemática” passa por tentar desvendar coisas que desafiam não só o senso comum, mas também a própria imaginação. Perceber se conseguimos determinar a forma global do Universo. Já agora… Será finito ou infinito? Se for finito terá uma orla?

Muito território por onde avançar. Esta palestra vai tentar abranger todas estas questões e mostrar como é possível cogitar universos finitos sem um “fim”. Universos que desafiem, até, a imaginação mais arrojada. Quem sabe, até, um deles poderá muito bem ser aquele que habitamos…

A entrada é livre. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 21 de novembro de 2023

Macau - Palestra sobre adaptação para cinema e teatro de obras de Senna Fernandes na Fundação Rui Cunha

“O que é melhor, o filme, ou o livro?”. Esta e outras questões associadas à adaptação de textos literários para cinema ou outras expressões como o teatro vão estar em debate na Fundação Rui Cunha, numa palestra da Associação dos Amigos do Livro em Macau que conta com Shee Va, Miguel de Senna Fernandes, e dois actores chineses que participaram naquela que foi a primeira adaptação para teatro inspirada em contos do autor macaense


Shee Va, médico gastroenterologista e escritor, revelou ao Ponto Final detalhes do debate a decorrer hoje, às 18h30, na Fundação Rui Cunha que, antes de mais, é “uma homenagem que a Associação dos Amigos do Livro em Macau quer prestar a Henrique de Senna Fernandes na comemoração do centenário do seu aniversário”.

Intitulada “A Arte para Além da Escrita: Adaptar Henrique de Senna Fernandes”, a sessão conta com Shee Va, Miguel de Senna Fernandes, e ainda os actores Chau Wai Fong e Un Kuok Weng, que em Outubro fizeram parte da peça de teatro organizada pela Associação de Cultura e Arte de Macau, numa adaptação do primeiro livro de Senna Fernandes. A encenação tomou como base a primeira história da colectânea de contos ‘Nam Van’, “da tancareira, e depois desenvolveram a história introduzindo alguns elementos do conto ‘Chá com essência de cereja’”, esclareceu o responsável.

Durante a palestra, pretende-se desconstruir e compreender os processos de adaptação de literatura para outras formas de expressão que, defende Shee Va, não podem nunca ser considerados uma tradução, sendo, acima de tudo, criações. “Sempre que se fala em adaptação de romances para cinema pergunta-se o que é melhor, se é o filme, ou o livro? Normalmente as pessoas têm tendência a dizer que é o livro. Porquê? Porque no livro há sempre a descrição do autor, e ficamos a conhecer os personagens não por aquilo que eles dizem, mas por aquilo que eles pensam e a maneira como o autor trata essas personagens”. No entanto, no cinema, o personagem já está a ver reproduzido através da “visão do realizador ou de quem escreveu o guião. Portanto essa é uma outra criação. Mesmo que se faça uma adaptação, essa é uma criação. Normalmente não podemos dizer que seja uma tradução, isto é, não se traduz palavras em imagens, mas faz-se uma nova criação”.

Nesse sentido em que o realizador ou o guionista “toma conta da história”, mas depois faz a sua versão e torna-a sua, o organizador da palestra quer justamente ir ao fundo deste questionamento e trocar impressões sobre o que, por um lado, foi o feedback do autor em concreto sobre adaptações das suas obras para cinema, e, por outro, as visões que outras comunidades tiveram ao pegarem nestas obras do autor macaense.

Concretamente, recordou Shee Va, sabe-se que Henrique de Senna Fernandes “dizia que não tinha gostado da adaptação feita por Luís Filipe Rocha” de “Amor e Dedinhos de Pé”, tendo preferido a outra adaptação para cinema de um livro seu, “A Trança Feiticeira”. Este será, aliás, um dos pontos de discussão durante a sessão. “Eu tenho a minha perspectiva”, e Miguel de Senna Fernandes terá outra. “Vamos pôr isso em discussão”. Shee Va quer também perguntar ao filho do autor se “todas as sessões culturais que foram feitas para comemorar o centenário do nascimento do pai foram suficientes ou não”.

O organizador da palestra admitiu ter a impressão que Henrique de Senna Fernandes é um grande autor de língua portuguesa em Macau, mas que a população chinesa de Macau desconhece. “A iniciativa da Associação em realizar aquela peça de teatro foi importante porque isto deu alguma visibilidade à obra de Henrique de Senna Fernandes na comunidade chinesa”. Fazer esta “extensão da língua portuguesa e da vivência portuguesa em Macau, para a comunidade chinesa” é importante, e interessante de analisar, referiu. “Os actores da peça de teatro vão partilhar a vivência deles e conhecimento que tinham em relação a Henrique de Senna Fernandes antes e depois da peça de teatro, e a maneira como viveram os personagens, e se a forma como Henrique de Senna Fernandes escreve pode ser vista de uma perspectiva chinesa”.

Para Shee Va, haver esta conversa com os actores é estimulante, já que, ao se acrescentar a perspectiva chinesa à discussão, está-se a “abrir um pouco esta janela, que está cingida à comunidade portuguesa e convivência com a comunidade chinesa e macaense”. Segundo o responsável falta neste diálogo um “reverso, isto é, como é que os chineses vêem esta descrição e este convívio”.

A Associação dos Amigos do Livro em Macau foi criada em 2005 “com o objectivo de unir as comunidades de Macau à volta do interesse pelo livro, fomentar o gosto pela leitura como forma de lazer e de desenvolvimento cultural, especialmente entre os jovens, contribuir para um maior conhecimento das literaturas da China, de Portugal e do Mundo, promover autores locais, da China Continental, de Portugal, e de outros países e criar incentivos à produção literária local”, referiu a Fundação Rui Cunha em nota.

Shee Va diz que está nos planos próximos da associação criar mais encontros de leitura, “comemorar outros centenários de autores portugueses, e também alargar o campo da leitura não só em língua portuguesa, mas também em inglesa e chinesa”.

“A Arte para Além da Escrita: Adaptar Henrique de Senna Fernandes”, sessão organizada no âmbito do ciclo Conversas sobre o Livro, irá decorrer em português e chinês, com tradução consecutiva. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 21 de junho de 2023

Macau - Instituto Internacional de Macau assinala o 24 de Junho com palestra que pretende ser mais inclusiva da comunidade chinesa e gerações mais jovens

Foi a 24 de Junho de 1622 que forças militares e civis conseguiram impedir que os holandeses ocupassem Macau, data que é celebrada no território anualmente como o Dia da Cidade. O Instituto Internacional de Macau (IIM) assinala a data com uma palestra que junta Agnes Lam, André Ritchie, mas também Sit Kai Sin, director do Museu Marítimo de Macau, e Matias Lao Hon Pong, presidente da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, numa mesa-redonda onde se pretende ajudar a comunidade chinesa e gerações mais novas a compreender melhor o acontecimento histórico


Este sábado, 24 de Junho, Dia da Cidade de Macau, o Instituto Internacional de Macau (IIM) está a organizar uma palestra em torno do “significado do dia”, e do acontecimento histórico de 1622, em que Macau conseguiu repelir as invasões holandesas. A partir das 14h30, o auditório do IIM vai contar com a presença de Agnes Lam, directora do Centro de Estudos da Universidade de Macau, Sit Kai Sin, director do Museu Marítimo de Macau, Matias Lao Hon Pong, presidente da Associação dos Embaixadores do Património de Macau e ainda de André Ritchie, director de Halftone – Macao Photographic Association.  Este partilhou com o Ponto Final a sua visão sobre a importância da ocasião: “Para um cidadão de Macau, nós não podemos ignorar esse acontecimento histórico, porque teria repercussões completamente diferentes no nosso presente”.

Já António Monteiro, moderador da palestra, e Presidente da Comissão Organizadora da Associação dos Jovens Macaenses, esclareceu que “a intenção é de não deixar que a data do 24 de Junho seja esquecida”, já que esta “sempre foi valorizada como parte da identidade histórica e cultural de Macau”. Enquadrando o contexto histórico da data, António Monteiro mencionou que “para além de ter sido um acontecimento histórico que envolveu portugueses e chineses”, actualmente “a investigação vai mais longe, e diz que os escravos estiveram envolvidos na batalha contra os holandeses, ajudando a expulsá-los na altura”. Destacando que este dia é também o Dia de São João Baptista, que se “tornou o santo padroeiro de Macau”, o responsável indicou que o dia da Cidade foi celebrado anualmente até 1999, e “em 2007, com a vontade de muitas associações principalmente de matriz portuguesa, foi retomado o arraial de São João na Calçada de São Lázaro, e também na escola portuguesa”.

Apesar de acolher portugueses e macaenses, a palestra é dirigida principalmente à comunidade chinesa, e também à geração mais nova, que pode obter mais conhecimentos sobre a importância deste acontecimento. “Há a toponímia de Macau, com monumentos como o da Vitória, e é importante as pessoas compreenderem o contexto histórico”, vincou o organizador.

Na palestra, serão projectados logo no início “dois vídeos para explicar melhor o significado do dia 24 de Junho”. Alguns palestrantes também terão uma apresentação de powerpoints, “mas de uma forma mais relaxada, e não tão académica, porque no fundo a ideia é de interagir com o público presente para eles poderem trocar impressões”, assegurou António Monteiro, acrescentando que “um dos vídeos é da autoria de José Bastos da Silva”, e o outro, do instituto, “contém testemunhos do presidente do IIM, o Dr. Jorge Rangel, e de três pessoas ligadas a diáspora macaense”.

Será, portanto, em português e cantonense que se dará a conhecer a componente histórica do acontecimento que deu vitória a Macau, numa batalha em 1622, mas também haverá perspectivas inconvencionais.

O futuro que poderia não ter acontecido

A ideia de André Ritchie é justamente de ir “por uma via um pouco diferente”. Pegando na frase do historiador militar americano Robert Cowley, que diz que “nós somos o produto de um futuro que poderia não ter existido”, André Ritchie indaga sobre esses cenários hipotéticos. “O que seria de Macau se os holandeses tivessem conquistado Macau? Será que haveria RAEM, será que haveria Lei Básica?”, questiona.

Garantido que a intenção é de “abordar o tema de uma forma relaxada”, e sem conotações políticas, a sua intervenção pretende também dar uma perspectiva diferente a um acontecimento que “independentemente do interesse que se possa ter pela história ou presença portuguesa”,  na sua opinião “este acontecimento não pode ser ignorado porque  se os holandeses tivessem conseguido conquistar Macau tal como conseguiram conquistar Malaca, o Macau de hoje seria uma coisa completamente diferente,  e só pensar nisso é engraçado”, refere.

Quando questionado sobre o peso do colonialismo e uma possível carga pesada que a data possa ter para quem não está ligado à comunidade portuguesa, o director da associação Halftone relembra que é preciso ver “o enquadramento geopolítico daqueles tempos”. O facto de o dia 24 de Junho ser mais associado aos portugueses, e ser menos conhecido da comunidade chinesa, é a seu ver algo que acontece não por falta de vontade da comunidade portuguesa de incluir a população chinesa, mas mais por coincidência com a festividade dos arraiais. “Nós portugueses tivemos sempre uma narrativa de este ser um dia da cidade. A forma como nós contamos a história, é a de que a população se juntou e defendemos a cidade independentemente das cores e etnias”, numa perspectiva “de uma forma algo romântica”, brinca. “O certo é que este dia, por ser depois associado ao São João, um santo popular, e aos arraiais,” fez com que a data passasse “a ser uma coisa muito portuguesa, e a população chinesa talvez por causa disso tenha tido alguma dificuldade em fazer parte”, confessa.

É justamente para criar novos espaços de diálogo e interactividade entre chineses, portugueses e macaenses que o IIM tem organizado palestras e eventos como este, referiu também António Monteiro, que recordou que este ano, “em forma de colaboração”, há um encontro de motas promovido pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Circuito da Guia de Macau, e uma missa de acção de graças na igreja de São Domingos. “Tivemos o cuidado de, caso o arraial na zona de São Lázaro não acontecesse, de dar a opção a quem quisesse de fazer algo relacionado com a data”, e foi nesse sentido que o arraial de São João Baptista este ano se associou aos restaurantes Mariazinha e Tromba Rija, “que fizeram um menu especial de comida portuguesa nos seus restaurantes em torno da festa”, esclareceu ainda o responsável.

Para António Monteiro, “é importante não deixar de organizar o arraial” e garantir a iniciativa, mesmo que não seja em São Lázaro: “o importante aqui é que todos se juntam numa festa, e é sempre mais dignificante, juntar a comunidade portuguesa, chinesa e a macaense numa festa, até porque essa festa não é uma festa só portuguesa, é uma festa que faz parte de Macau. Faz todo o sentido continuar”. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 13 de abril de 2023

Macau - Vizeu Pinheiro aborda tecnologia militar do passado

A tecnologia militar usada em Macau e na Ásia Oriental, entre os séculos XVII e XIX, é o tema de uma palestra que Francisco Vizeu Pinheiro, arquitecto e professor na Universidade de São José, vai proferir na Fundação Rui Cunha. “A chegada dos povos ibéricos, portugueses e espanhóis, ao Sudeste Asiático, trouxe todo um conjunto de tecnologia militar que teve bastante influência na guerra e em toda a situação política da China, Japão e Coreia”, mas igualmente “com reflexo em Macau”, sublinha a introdução para a palestra agendada para o próximo dia 20


“Arquitectura Militar de Macau e da Ásia Oriental: Contexto, Redes e Influência” é o tema para mais uma palestra que vai decorrer na Fundação Rui Cunha (FRC), inserida na nova série de debates públicos de História e Património, organizadas em conjunto com o Departamento de História e Património da Universidade de São José (USJ). O orador convidado é Francisco Vizeu Pinheiro, arquitecto e professor associado na USJ, que vai falar sobre a tecnologia militar utilizada por portugueses e espanhóis aquando da chegada dos povos ibéricos ao Sudeste Asiático.

“Canhões e armas de fogo tiveram, directa ou indirectamente, bastante influência na guerra e em toda a situação política da China, Japão e Coreia”, refere o texto de apresentação da palestra, que será realizada no próximo dia 20, falada em inglês e integrada nas celebrações do 11º aniversário da FRC.

“Sendo Macau a base dos portugueses, mas igualmente de instruídos jesuítas, as forças portuguesas do território tiveram um papel importante na ajuda que deram aos últimos herdeiros dos Ming, no combate contra as tropas invasoras Qing, recorrendo à utilização de canhões”, notas introdutórias para o colóquio que se irá centrar, entre outros aspectos, na “influência militar ocidental na elite militar do Japão, o qual já adoptava conceitos tecnológicos e científicos ocidentais”.

Francisco Vizeu vai abordar, numa referência a 1622, a resistência de Macau a uma superior força invasora holandesa, “que só foi possível devido à moderna arquitectura, tecnologia militar e respectivas tácticas utilizadas para a época nesta parte do globo”.

Mais tarde, já no século XIX, “Macau teve um outro momento relevante na luta pela sua própria sobrevivência”, quando, ameaçado por milhares de piratas na região “organizou uma frota de cinco navios mercantes adaptados ao uso militar, acabando com a ameaça para a cidade e para a região”.

O arquitecto e académico vai falar ainda sobre o longo período de paz que se seguiu à consolidação do Shogunato Tokugawa (1615), no Japão, e da Dinastia Qing (1644), na China. “Desde então, a evolução da arquitectura militar praticamente estagnou” e actualmente as estruturas militares sobreviventes “são adaptadas ou restauradas como importantes bens educacionais para o turismo cultural, particularmente no Japão”. São disso exemplo os vários castelos japoneses do século XVII que foram reconstruídos no século XX, assim como na China muitas muralhas de cidades como Datong ou partes da Grande Muralha. Vitor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sábado, 25 de junho de 2022

São Tomé e Príncipe - Equipa técnica da China realiza palestra sobre ações de combate contra o paludismo


São Tomé – A Universidade Pública de São Tomé e Príncipe foi palco esta manhã de uma palestra sobre conhecimento de paludismo por ocasião do 50º aniversário da introdução da Artemisina no combate desta doença, numa organização do Gabinete Consultivo Chinês de Luta contra o Paludismo em parceria com Instituto Confúcio e Centro Nacional de Endemias.

Presidida pela Reitora Chinesa do Instituto Confúcio da Universidade Pública de São Tomé e Príncipe, Bai Mengxuan a palestra foi animada pelo médico especialista chinês, Guo Wenfeng bem como o técnico do Centro Nacional de Endemias, Wadmeide Martins, na presença dos estudantes e professores desta universidade.

De acordo com médico especialista chinês, Guo Wenfeng, a artemisinina e seus derivados são os medicamentos ati-plasmodium Falciparum de ação mais rápida de luta contra o paludismo em todos os medicamentos actuais.

“A terapia combinada à base de artemisinina, incluindo, seus derivados, é agora o padrão de tratamento do paludismo de plasmodium em todo o mundo”, adiantou o professor chinês, Guo Wenfeng.

Além de orientações no que concerne ao tratamento da doença, o médico Guo Wenfeng falou ainda das variantes preventivas, com realce para processos visando a eliminação do mosquito transmissor da doença bem como a prevenção através do mosquiteiro impregnado.

Além de campanha de sensibilização no âmbito do combate contra o paludismo, a missão técnica chinesa tem ainda desencadeado o processo de fumigação espacial nocturna, o tratamento em massa por comprimidos Artequick (Arteminina + Piperaquina) bem como fornecimento de equipamentos e assistência técnica. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”


 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Jorge Rangel dá palestra na Sociedade Histórica da Independência de Portugal

O presidente do Instituto Internacional de Macau falará dos 400 anos da Batalha de Macau e o significado da derrota holandesa, um acontecimento determinante para a permanência de Portugal no Extremo Oriente. No mesmo dia, é entregue o Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa ao historiador Rui Ramos. Entretanto, a SHIP esteve presente em Olivença, cidade cuja demarcação é, ainda hoje, objecto de litígio entre Portugal e Espanha, para as celebrações do Dia de Portugal, de Camões e também das Comunidades Portuguesas


O presidente do Instituto Internacional de Macau (IIM) e ex-presidente da Direcção Central e do Conselho Supremo da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), Jorge Rangel, vai dar uma conferência, no próximo dia 23 de Junho, quinta-feira, pelas 17h (hora em Lisboa) na sede da SHIP, no Palácio da Independência, Largo de São Domingos, na capital portuguesa, sobre os 400 anos da Batalha de Macau contra os holandeses, um acontecimento determinante para a permanência de Portugal no Extremo Oriente.

O macaense vai relatar o que se passou em Junho de 1622, conforme as versões do historiador militar Carlos Gomes Bessa e do historiador macaense Luís Gonzaga Gomes. “Farei um relato sucinto deste acontecimento histórico, acompanhado da projecção de algumas imagens da Fortaleza do Monte e do Monumento da Vitória e de algumas gravuras e mapas antigos da cidade de Macau, referindo também os antecedentes, as várias investidas holandesas e tentativas de tomarem a cidade, as consequências e o significado da sua derrota e a proclamação do dia 24 de Junho, Dia de S. João Baptista, como Dia da Cidade de Macau”, explicou ao Ponto Final.

Jorge Rangel aproveitará ainda a oportunidade para citar “os incontornáveis Charles Boxer e Pe. Manuel Teixeira”, bem como algumas fontes históricas, dedicando especial atenção ao trabalho de Carlos Gomes Bessa e do escritor e historiador macaense Luís Gonzaga Gomes. “Também conheci muito bem o Coronel Carlos Gomes Bessa, cujo centenário será por nós assinalado brevemente. Nessa altura (provavelmente em Setembro), recordarei, numa outra comunicação, os seus trabalhos dedicados a Macau, alguns dos quais publicados pela SHIP e um pelo IIM. Quando presidi à direcção central da SHIP, sucedendo ao General Manuel Freire Themudo Barata, era presidente do Conselho Supremo o Coronel Carlos Bessa, a quem me ligaram relações de grande consideração, colaboração e amizade”, referiu.

Para além da palestra dada por Jorge Rangel, no mesmo dia haverá lugar à entrega do Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa ao historiador Rui Ramos, colaborador do “Observador”, seguida de intervenção do contemplado. “Oferecerei, na ocasião, ao historiador Rui Ramos um exemplar do livro ‘Páginas da História de Macau’, de Luís Gonzaga Gomes, edição do IIM, de Setembro de 2010. A primeira edição é do jornal Notícias de Macau, de 1966. Cerca de 30 páginas deste livro são dedicadas à Batalha de Macau de Junho de 1622”, revelou o presidente do IIM ao nosso jornal

O Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa foi criado pelo Coronel Aboim Sande Lemos, primeiro presidente do Conselho Supremo da SHIP, que contribuiu para o estabelecimento de um fundo de apoio ao prémio.

A entrada é livre e a sessão decorrerá igualmente online com transmissão em directo no canal Youtube da SHIP em https://bit.ly/3NDcytJ e ainda na sua página oficial no Facebook na ligação: 

https://www.facebook.com/sociedadehistorica

“O IIM anunciou recentemente, em conferência de imprensa realizada na sua sede, em Macau, um programa comemorativo do 4.º centenário da Batalha de Macau, mobilizando, para o efeito, diversas instituições da sociedade civil de Macau. Em Lisboa, além desta sessão na SHIP, haverá uma outra, no Centro Científico e Cultural de Macau, no dia 24, em que serão oradores o professor Rui Loureiro e a investigadora macaense Mariana Leitão Pereira, doutoranda em Cambridge e colaboradora do IIM, que mantém um sítio em funcionamento sobre este tema”, disse ainda o mesmo responsável.

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal é uma associação sem fins lucrativos de direito privado, com o estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública, que visa a defesa da identidade e da independência de Portugal, actuando essencialmente através das áreas da defesa e promoção da educação e da cultura patriótica portuguesa. Trata-se da mais antiga e condecorada instituição cultural em Portugal, e é presidida, actualmente, pelo advogado José Ribeiro e Castro, político e figura destacada do CDS-PP, também coordenador do Movimento 2014 – 800 anos da Língua Portuguesa.

10 de junho comemorado em Olivença

A título de exemplo do que são as actividades da SHIP, no passado dia 10 de Junho, para celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a instituição visitou Olivença, localidade cuja demarcação é, ainda hoje, objecto de litígio entre Portugal e Espanha. Em 1297, o Tratado de Alcanizes definiu Olivença como parte de Portugal.  Em 1801, o território foi anexado a Espanha através do tratado de Badajoz assinado por Portugal, e sob coacção, na sequência da Guerra das Laranjas. Portugal denunciou este Tratado em 1808, e em 1817 Espanha reconhece a soberania portuguesa, subscrevendo o Congresso de Viena de 1815 e comprometendo-se a devolver a administração de Olivença a Portugal o mais prontamente possível. No entanto, até hoje, tal não aconteceu.

Para além da presença do presidente da SHIP, o dia comemorativo começou às 12h (hora em Espanha), no Parque dos Pintassilgos, com um acto institucional que foi apresentado por Eduardo Naharro-Macías Machado, professor da Aula de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Popular de Olivença, e no qual participaram ainda o presidente do município de Olivença, Manuel J. González; o secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Vítor Ramalho; e o presidente da ATLA – Associação Transfronteiriça do Lago Alqueva, José Manuel Grilo. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”



segunda-feira, 3 de maio de 2021

Moçambique - Sem estratégia de internacionalização do seu ensino superior

O académico e especialista em Sociologia e em Estudos do Ensino Superior, Patrício Langa, considera que Moçambique não possui uma estratégia de internacionalização do seu sistema de ensino superior, muito menos das suas instituições, e que a actual mobilidade académica internacional baseia-se nas relações de cooperação e solidariedade entre povos e países, que é, na verdade, "um modelo em decadência".

A internacionalização, de acordo com o académico, não deve ser confundida com troca de estudantes, através da atribuição de bolsas de estudo. É, sim, um sistema caracterizado pela competitividade “agressiva” entre as nações e instituições de ensino superior, predominante, por exemplo, nos Estados Unidos da América, no Reino Unido, e na África do Sul.

“Parece radical, mas ainda não temos um sistema de internacionalização do ensino superior. Temos, sim, algum nível de mobilidade internacional”, sentenciou Patrício Langa, que, para sustentar esta constatação, referiu-se ao facto de a totalidade ou a maior parte dos estudantes moçambicanos que se encontram a estudar na diáspora terem recebido bolsas de estudo, tendo como principais destinos Portugal, China, Índia, Rússia e Argélia. “Foi no âmbito dos acordos de cooperação, e não necessariamente de uma internacionalização”.

“Estamos a falar de uma indústria que mobiliza biliões de dólares da qual Moçambique não faz parte e nem possui uma estratégia discursiva em relação a isso, senão retórica”, sublinhou o académico, que fez uma apresentação na terça-feira, 27 de Abril, na primeira sessão do terceiro ciclo de palestras alusivo aos 25 anos da Universidade Politécnica, que decorre sob o lema “Celebrar a Universidade, Perspectivar o Ensino Superior no Século XXI”.

Uma das consequências da ausência de uma estratégia de internacionalização do ensino é o facto de Moçambique ser pouco atractivo para estudantes provenientes de outros países: “A proporção destes (estudantes) no nosso país ou sistema é quase nula”.

Na ocasião, Patrício Langa apontou a internacionalização como uma estratégia de “sobrevivência” das instituições de ensino superior num mercado cada vez mais competitivo, baseado no talento, onde a inovação e a extensão têm mais relevância do que o ensino propriamente dito.

Ainda sobre este tema, o académico e especialista em Ciências da Educação, Martins Laita, referiu que a internacionalização desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento das instituições de ensino superior num mundo cada vez mais globalizado, onde impera o conhecimento.

Porém, chamou à atenção para o facto de “a internacionalização implicar uma abertura das instituições para mais cooperação com as suas congéneres. Da mesma forma que a mobilidade enriquece os docentes e estudantes que nela participam, a internacionalização é importante para o desenvolvimento. A mobilidade tem uma relação directa com a internacionalização. São dois aspectos fundamentais para o desenvolvimento da ciência, das pessoas e das nossas instituições”.

Intervindo na abertura do evento, o reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, explicou que o ciclo de palestras, que faz parte de um conjunto de actividades que a instituição está a realizar, não visa apenas celebrar os 25 anos, mas também reflectir sobre o futuro do ensino superior em Moçambique, principalmente no período pós-Covid.

“Pretendemos reflectir sobre o modo como devemos continuar a trabalhar nestes tempos de mudança, mas mudança para frente. No princípio (a pandemia) parecia algo passageiro, mas começa a ser consensual que temos que aprender a trabalhar desta maneira, e cada vez melhor”. In “Carta de Moçambique” - Moçambique

 

terça-feira, 23 de março de 2021

Macau - Ciclo de palestras do Centro Científico e Cultural de Macau pretende discutir a língua chinesa em Portugal e em Macau

Esta quarta-feira vai realizar-se um ciclo de palestras online, organizado pelo Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), e que tem como objectivo reflectir sobre o papel da língua chinesa, quer em Macau, quer em Portugal


Esta quarta-feira, o Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) organiza um ciclo de palestras online que tem como título “A Língua Chinesa em Portugal e em Macau”. O objectivo é que haja uma reflexão sobre o ensino da língua chinesa nos dois territórios. As sessões serão realizadas na totalidade através da plataforma Zoom.

Este ciclo de palestras online começa às 17h30 de Macau, ou seja, 9h30 da manhã em Lisboa. As sessões, que serão feitas exclusivamente pelo Zoom, começam com uma apresentação que estará a cargo de Carmen Amado Mendes, presidente do CCCM e também professora da Universidade de Coimbra.

Logo após a apresentação do ciclo, Sónia Ao Sio Heng, directora do Centro de Ensino e Formação Bilingue Chinês/Português (CPC) da Universidade de Macau e também docente do Departamento de Português da mesma instituição, faz uma reflexão sobre os desafios e as actividades do CPC.

Pelas 18 horas em Macau, Sun Lam, professora associada em Língua e Civilização Chinesa da Universidade do Minho e também ex-directora do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, vai falar sobre o plano curricular de Estudos Chineses na Universidade do Minho e sobre a herança deixada pelo sinólogo português, padre Joaquim Gonçalves.

Depois, Wang Suoying, docente da Universidade de Aveiro e investigadora do Centro de Línguas da Universidade Nova de Lisboa, juntamente com Lu Yang, director do Centro de Intercâmbios Culturais Molihua e docente de Chinês do CCCM, vão falar sobre o ensino da língua chinesa em Portugal.

“O Ensino do Chinês na Universidade Lusíada, Uma Experiência Original” é o título da palestra que estará a cargo de Manuel Martins Lopes, professor aposentado daquela instituição de ensino superior. Pelas 19 horas, Ana Cristina Alves, coordenadora do serviço educativo do CCCM, vai moderar um debate sobre o tema. Mais tarde, Carlos Morais, director do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, vai falar sobre o ensino da língua chinesa no distrito de Aveiro e qual o papel do organismo que dirige.

António Lázaro, investigador e docente do departamento de Estudos Sociais da Universidade do Minho e director do Instituto Confúcio daquela instituição, vai depois falar sobre o ensino da língua chinesa, apontando os problemas que se encontram no processo e apresentando propostas de resolução dos mesmos.

Pelas 20 horas, Wang Jincheng, ex-vice-reitor da Faculdade de Negócios Estrangeiros da Universidade de Tianjin e também director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa, vai também abordar os modelos de ensino da língua chinesa em Portugal, bem como os seus desafios e motivações.

Cristina Zhou, directora executiva do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra, do centro CASS-UC de estudos chineses e do centro BFSU-UC de estudos sino-lusófonos, vai focar-se na sua experiência à frente do Instituto Confúcio na Universidade de Coimbra. A fechar a sessão, Ana Cristina Alves modera mais um debate entre os participantes e o evento termina pelas 21 horas. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com