Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Macau - Colóquio da Universidade Politécnica de Macau abordou educação sino-lusófona

A Universidade Politécnica de Macau organizou a palestra “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, na qual participou o professor Carlos Ascenso André como orador principal. O docente realçou “o grande potencial de Macau como plataforma de intercâmbio”


A Faculdade de Línguas e Tradução e o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa da Universidade Politécnica de Macau (UPM) co-organizaram a 5ª palestra das “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, no âmbito do tema “Universidade e Cultura em Contexto Multicultural: China e Lusofonia, Mas Não Só”. O colóquio abordou “as interacções e referências entre a China e Portugal” e proporcionou “novas ideias” à promoção da cooperação académica sino-lusófona, de acordo com um comunicado.

O professor coordenador honorário da UPM Carlos Ascenso André foi convidado como orador principal, para falar acerca da “importância do intercâmbio e da integração” entre civilizações, para “o desenvolvimento do ensino superior numa perspectiva global”. Recorrendo a vários exemplos, o também presidente do Conselho Científico da Academia das Ciências de Lisboa apresentou “os valores únicos e caminhos práticos da aprendizagem mútua entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP)”. O docente analisou ainda “as semelhanças culturais entre a China e os PLP” bem como “o grande potencial de Macau como plataforma de intercâmbio multicultural”.

Vários docentes e alunos participaram no evento, discutindo com o convidado sobre temas como “aprendizagem mútua das culturas e o ensino de línguas”. Segundo a UPM, “o ambiente académico acolhedor” contribuiu para alargar a visão internacional dos estudantes e professores da universidade, bem como aprofundar a “compreensão das culturas chinesa e portuguesa”.

Com este evento, a UPM pretendeu “promover a integração profunda entre a cultura e a educação sino-lusófona”, apoiando a construção da “Plataforma Sino-Lusófona” e da “Base de Formação de Quadros Qualificados Bilingues em Chinês e Português” na RAEM. As palestras “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas” visam convidar especialistas e académicos de renome para partilharem “conhecimentos de vanguarda”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sábado, 9 de março de 2024

Macau – Universidade Politécnica de Macau vai acolher conferência sobre ensino lusófono

A importância de Macau como ponte sino-lusófona e o reforço da cooperação académica inter-regional são questões a debater na Conferência FORGES, ligada ao ensino superior dos países de Língua Portuguesa. O Fórum terá lugar em Novembro, com organização da Universidade Politécnica de Macau


As instituições de ensino superior dos países e regiões de língua portuguesa (PLP) vão reunir-se na Universidade Politécnica de Macau (UPM) em Novembro deste ano para discutir o papel da RAEM como plataforma entre a China e os PLP, de modo a reforçar o intercâmbio e a cooperação internacional.

Já com a preparação da 14ª Conferência em vista, a presidente da Associação do Fórum de Gestão do Ensino Superior dos Países e Regiões de Língua Portuguesa (FORGES) deslocou-se ao território onde manteve contactos com responsáveis da UPM. Margarida Mano, que é igualmente vice-reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), referiu no final do encontro que “ao longo de mais de uma década, o Fórum FORGES e a UPM têm vindo a cooperar, através da realização conjunta de projectos de investigação científica e conferências, entre outras formas de intercâmbio, convidando prestigiados académicos chineses e portugueses para presidirem a palestras, tendo sido obtidos resultados significativos”.

Durante a visita, Margarida Mano presidiu a uma palestra intitulada “Novos Horizontes Sino-Lusófonos: Ensino Superior nos Países de Língua Portuguesa”, apresentando o valor e o desenvolvimento do Português, a situação do ensino superior naqueles países, os desafios globais e os pontos de cooperação cruzada, entre outros. Estiveram presentes cerca de 100 professores e alunos.

Im Sio Kei, reitor da UPM, reiterou que a instituição de ensino que lidera “irá continuar a desenvolver o papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, e aproveitar as novas oportunidades trazidas pela construção da Zona de Cooperação Aprofundada, sendo que, Macau, na qualidade de anfitrião, vai discutir a cooperação com as instituições de ensino superior dos PLP, contribuindo para a prosperidade académica da China e dos países que falam português”.

A UPM vai organizar a Conferência FORGES pela terceira vez, depois de em 2012 ter sido anfitriã da segunda edição do Fórum e de em 2021 ter co-organizado os debates via online. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Timor-Leste - Universidade de Coimbra vai formar funcionários parlamentares

A Universidade de Coimbra (UC) estabeleceu um acordo de cooperação académica, científica e cultural com o Parlamento timorense neste dia 18, que vai permitir ajudar na formação de funcionários parlamentares, em Timor-Leste, a partir de 2023.

“O protocolo consiste fundamentalmente no desenvolvimento de recursos humanos do Parlamento Nacional [de Timor-Leste], por sermos um Parlamento jovem, que completou recentemente 20 anos. Precisamos de consolidar conhecimentos técnicos para melhor servir o Parlamento Nacional e, consequentemente, o país”, explicou o secretário-geral do Parlamento timorense, Adelino Afonso de Jesus.

Durante a assinatura do acordo de cooperação académica, científica e cultural com o Parlamento de Timor-Leste, que decorreu na sala do Senado da Universidade de Coimbra, Adelino Afonso de Jesus sublinhou que a escolha deste estabelecimento de ensino superior teve por base “toda a sua experiência”.

“A nossa escolha recaiu na Universidade de Coimbra, porque se trata de uma universidade secular. Desde a minha infância que ouvia este nome”, acrescentou.

Já o vice-reitor da UC para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva, realçou a importância deste protocolo, que é mais um passo no estreitar das relações entre a UC e Timor-Leste.

“É um protocolo especialmente importante do ponto de vista simbólico, por ser no ano em que comemoramos os 20 anos da independência de Timor-Leste. O facto de ser um protocolo com o Parlamento Nacional timorense, a Casa do Povo de Timor-Leste, mostra a sua importância”, evidenciou.

De acordo com o vice-reitor da UC, foram formalizados dois instrumentos internacionais, sendo um deles com um conteúdo mais geral e outro uma prestação de serviços.

“Um com conteúdo mais geral que visa dar uma base de trabalho para toda e qualquer cooperação académica, científica e cultural que Timor-Leste deseje ou necessite e que a Universidade de Coimbra seguramente cobrirá. A UC é uma universidade que cobre todas as áreas de conhecimento, tem oito faculdades e imensos centros de investigação”, sustentou.

O outro instrumento, uma prestação de serviços, tem detalhadas todas as condições contratuais, em termos operacionais, financeiros e datas.

“Na última semana de janeiro de 2023 teremos a primeira ação de formação avançada intensiva, no Parlamento Nacional, em Dili, que será ministrada pela Faculdade de Direito, pelo professor catedrático e diretor da Faculdade de Direito, Jónatas Machado, na matéria de Legística, uma matéria estruturante para qualquer estado”, informou.

No seu entender, a assinatura destes instrumentos é mais um passo para reforçar a UC no espaço falante de língua portuguesa, uma aposta estratégica delineada por esta reitoria.

“Temos tido imensas ações com países africanos de língua oficial portuguesa, com cursos de formação avançada para magistratura e altos quadros da administração pública, com Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, também com o Brasil. Faltava Timor-Leste, que a pandemia tinha dificultado”, admitiu.

João Nuno Calvão da Silva aludiu ainda a um protocolo alargado, assinado com o Ministério da Justiça de Timor-Leste, em 2019, antes da pandemia, para formação de 20 magistrados, que previa formação na UC, durante alguns meses, primeiro para aperfeiçoamento do português e depois em matérias de Direito.

“O acordo implicava a presença, mas com a pandemia foi impossível de concretizar, voltando a ser renegociado quando a pandemia permitiu, e tendo mesmo sido alargado a notários e conservadores. Mas as vicissitudes internas [em Timor-Leste] levaram à demissão desse ministro e substituição por outro”, alegou.

Apesar dos contratempos, o vice-reitor deixou a garantia de que este acordo voltará a ser renegociado, para dar continuidade à formação que estava prevista.

A UC conta, este ano letivo, com a frequência de aproximadamente uma centena de alunos de Timor-Leste. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau organiza conferência para dar a conhecer oportunidades académicas da Grande Baía

É com o objectivo de analisar as oportunidades de cooperação académica que a iniciativa da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau proporciona que o Instituto Politécnico de Macau (IPM) organize amanhã uma conferência. Joaquim Ramos de Carvalho será o orador desta conferência. O coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM explicou ao Ponto Final que a “há uma falta de informação, neste momento, nas instituições de ensino superior académicas nos países de língua portuguesa sobre o que é a Grande Baía e as oportunidades que isso representa”


Realiza-se amanhã, entre as 15h30 e as 16 horas, uma conferência no Instituto Politécnico de Macau (IPM) sobre a Área da Grande Baía e o futuro da cooperação académica entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O orador do evento será Joaquim Ramos de Carvalho, Coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM.

Ao Ponto Final, o responsável do IPM começou por explicar que o objectivo da conferência é “analisar as oportunidades de cooperação académica, ao nível do ensino superior sobretudo e na área da inovação, que esta iniciativa da Grande Baía abre para os países de língua portuguesa e para a China”.

Joaquim Ramos de Carvalho diz mesmo que há “uma falta de informação, neste momento, nas instituições de ensino superior académicas nos países de língua portuguesa sobre o que é a Grande Baía e as oportunidades que isso representa”. “Não porque não existe informação, mas porque essa informação ainda não passou pelos circuitos normais de absorção e de integração nas estratégias académicas. Esta conferência é sobretudo um contributo para isso”, explicou.

Na opinião do responsável do IPM, a iniciativa da Grande Baía vai criar “muitas oportunidades para uma maior colaboração entre as instituições de ensino superior”. Isto porque “há muitas referências aos países de língua portuguesa nos documentos estratégicos da Grande Baía”, quer nas áreas da inovação, aplicação de conhecimento científico, circulação de talentos e criação de espaços de incubação comuns para empresas. Joaquim Ramos de Carvalho detalha que os sectores privilegiados para estas cooperações são os da área financeira, circulação de produtos alimentares, medicina tradicional chinesa, e, além disso, “outras áreas em que Macau tem um papel especial dentro da Grande Baía, como o turismo e os intercâmbios culturais”.

Então, em que ponto estão actualmente as relações académicas entre a China e os países de língua portuguesa? “Em todos os países de língua portuguesa há um movimento crescente de interesse académico por essas relações, em grande parte também alimentado pela política dos institutos Confúcio, mas também do muito interesse que existe por parte das universidades e das instituições de ensino superior em geral”, respondeu o orador da conferência de quinta-feira.

“Normalmente, o ensino superior segue os grandes movimentos económicos. Estes movimentos de integração, regionalização e de movimentação de pessoas, bens e serviços fornece sempre muita matéria para as instituições de ensino superior se debruçarem e encontrarem oportunidades”, concluiu o antigo responsável pelo desenvolvimento das relações com a China, a Europa e os países de língua portuguesa na Universidade de Coimbra.

A conferência será proferida em português, com tradução simultânea para língua chinesa, no Anfiteatro n.º 1 do Edifício Wui Chi. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, que deverá ser feita no site do IPM. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com