Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 12 de maio de 2026

Angola - Colóquio sobre história e desafios ganha palco no Dondo

Com o objectivo de celebrar o 53.º aniversário da cidade do Dondo, sede do município de Cambambe, a assinar-se a 29 de Maio, foi realizado um colóquio dedicado à reflexão sobre a história e os principais desafios da cidade.


Considerada uma das localidades históricas mais importantes da província do Cuanza-Norte, o evento, decorrido sob o lema “Dondo, Terra de Cultura, Trabalho e Esperança” reuniu, no Sábado, diversas individualidades daquela região. O encontro permitiu aos participantes destacaram o valor histórico do Dondo, cuja origem remonta ao antigo reino do Ndongo, tendo sido um dos maiores centros comerciais da região no século XVI.

A cidade ganhou notoriedade pela realização da tradicional Feira do Dondo, importante ponto de intercâmbio comercial e cultural. Durante o evento, o historiador Edgar Marcolino destacou o processo de surgimento da cidade do Dondo, desde o povo amento pré-colonial da região, as migrações Bantu e a formação do Reino do Ndongo pelo povo Ambundu. Abordou também a origem do nome da cidade e à diversidade cultural que caracteriza a região.

Já o historiador Andelson Victor André apresentou uma reflexão sobre a presença colonial no Dondo, destacando o seu impactos sociais, cultural e históricos na construção da identidade local. Por sua vez, o escritor François Philstega, um dos prelectores, centrou a sua intervenção nos desafios contemporâneos da cidade, com enfoque nos sectores da educação, saúde, cultura e tecnologia.

Defendeu a necessidade das novas gerações estarem preparadas para responder às exigências de um mundo em constante transformação. A actividade proporcionou um espaço de partilha de conhecimentos e interação entre os palestrantes e os participantes, reforçando o compromisso das autoridades locais com a valorização da história, da cultura e do desenvolvimento sustentável da cidade do Dondo.

Os prelectores recordaram ainda que o Dondo foi, até à década de 1980, um dos principais pólos industriais de Angola, com destaque para as indústrias têxtil, de bebida e o comércio local. A reactivação de algumas unidades industriais, como a antiga fábrica Satec, actualmente denominada Comandante Bula, foi apontada como um sinal de recuperação económica da região.

Apesar do potencial económico e histórico, os participantes abordaram vários desafios que afectam actualmente a cidade, entre os quais a degradação de infraestruturas. Os munícipes defenderam também maior investimento em programas de educação patriótica, preservação dos monumentos históricos e promoção do turismo cultural, para transformar o Dondo num importante destino turístico e económico da província.

A palestra terminou com um apelo à participação activa da juventude na preservação da memória histórica do município e na busca de soluções para os desafios sociais e económicos que afectam a cidade. In “O País” - Angola


sábado, 11 de outubro de 2025

UCCLA - Colóquio “Angola: Presente e Futuro”

Vai ter lugar, no dia 23 de outubro, a partir das 10 horas, o Colóquio “Angola: Presente e Futuro”, no auditório da UCCLA. Trata-se de uma iniciativa da Academia Internacional da Cultura Portuguesa e a UCCLA é coorganizadora.


A sessão de abertura contará com as intervenções do Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, presidente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, Mari Regina de Mongiardim, e Embaixadora da República de Angola em Portugal, Maria de Jesus dos Reis Ferreira.

O colóquio terá 4 painéis: “A política externa angolana/Angola e a CPLP”, “Angola: Perspetivas económicas”, “Dinâmicas políticas sociais internas” e “Dinâmicas culturais: literatura e arte”.

O evento contará com a participação de académicos, professores e investigadores.

Programa



quarta-feira, 25 de junho de 2025

Macau - Colóquio da Universidade Politécnica de Macau abordou educação sino-lusófona

A Universidade Politécnica de Macau organizou a palestra “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, na qual participou o professor Carlos Ascenso André como orador principal. O docente realçou “o grande potencial de Macau como plataforma de intercâmbio”


A Faculdade de Línguas e Tradução e o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa da Universidade Politécnica de Macau (UPM) co-organizaram a 5ª palestra das “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, no âmbito do tema “Universidade e Cultura em Contexto Multicultural: China e Lusofonia, Mas Não Só”. O colóquio abordou “as interacções e referências entre a China e Portugal” e proporcionou “novas ideias” à promoção da cooperação académica sino-lusófona, de acordo com um comunicado.

O professor coordenador honorário da UPM Carlos Ascenso André foi convidado como orador principal, para falar acerca da “importância do intercâmbio e da integração” entre civilizações, para “o desenvolvimento do ensino superior numa perspectiva global”. Recorrendo a vários exemplos, o também presidente do Conselho Científico da Academia das Ciências de Lisboa apresentou “os valores únicos e caminhos práticos da aprendizagem mútua entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP)”. O docente analisou ainda “as semelhanças culturais entre a China e os PLP” bem como “o grande potencial de Macau como plataforma de intercâmbio multicultural”.

Vários docentes e alunos participaram no evento, discutindo com o convidado sobre temas como “aprendizagem mútua das culturas e o ensino de línguas”. Segundo a UPM, “o ambiente académico acolhedor” contribuiu para alargar a visão internacional dos estudantes e professores da universidade, bem como aprofundar a “compreensão das culturas chinesa e portuguesa”.

Com este evento, a UPM pretendeu “promover a integração profunda entre a cultura e a educação sino-lusófona”, apoiando a construção da “Plataforma Sino-Lusófona” e da “Base de Formação de Quadros Qualificados Bilingues em Chinês e Português” na RAEM. As palestras “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas” visam convidar especialistas e académicos de renome para partilharem “conhecimentos de vanguarda”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 14 de maio de 2024

Angola - Memorial António Agostinho Neto acolhe colóquio sobre Línguas Nacionais

O Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto de Línguas Nacionais, realizou no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, um Colóquio sobre as Línguas de Angola, com o tema “Angola e a Gestão do Plurilinguismo”


A actividade, realizada em alusão ao Dia Internacional da Língua Materna, celebrado a 21 de Fevereiro, teve como objectivo dar a conhecer a realidade sociolinguística de Angola e colher contribuições para o Projecto de Lei das Línguas de Angola.

Segundo a organização, o evento, aberto a professores, pesquisadores, estudantes e outras pessoas interessadas no tema, foi composto por dois painéis.

Para o primeiro painel, que abordou o plurilinguismo, foram apresentados os temas "A Língua enquanto Instrumento-mor da Partilha do Saber”, por Benjamim Fernando, "Línguas angolanas de origem africana e tradição oral”, por Albano Kufuna, "Plurilinguismo em Angola: Uma Responsabilidade e uma Responsabilização”, por Daniel Peres Sasuco” e "Reinvenção da Linguística na Literatura de Boaventura Cardoso”, por Domingas Monte.

Já o segundo painel, que teve como tema central "Política Linguística”, foi repartido pelos subtemas "A Gestão da Diversidade Linguística no Espaço Público Luandense”, abordado por Mbiavanga Fernando, "Metodologia de Ensino de Línguas”, por Domingos Vaz, "O Papel das Igrejas na Valorização, Ensino, Preservação e Disseminação das Línguas Nacionais Angolanas: Uma Perspectiva Histórica e Teológica”, por Adilson Leitão S. de Almeida, e "Sapiência Inerente nos Provérbios Bantu no Espaço Multilingue”, por Josefa Conde. Maria Hengo – Angola in “Jornal de Angola”


domingo, 3 de março de 2024

Fundação Calouste Gulbenkian - “Sempre mais alto”: a criatividade de Maria Lamas

Assinalando o Dia Internacional da Mulher realiza-se este colóquio onde investigadores mostram as áreas em que Maria Lamas atuou ao longo da sua vida


No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Fundação Calouste Gulbenkian realiza o colóquio Sempre mais alto: a criatividade de Maria Lamas, evento associado à exposição As mulheres de Maria Lamas, dedicada à sua obra fotográfica. Esta exposição tem a curadoria de Jorge Calado e mostra, pela primeira vez em Portugal, um conjunto de fotografias que Maria Lamas realizou para o seu livro As mulheres do meu país (1948-1950).

Nas palavras de Jorge Calado, “Maria Lamas (1893–1983), jornalista e escritora, pedagoga e investigadora, tradutora e fotógrafa, lutadora pelos direitos humanos e cívicos em tempos de ditadura, foi porventura a mais notável mulher portuguesa no século XX. Enquanto perdura uma certa memória da sua afirmação e ação políticas durante o Estado Novo (anos 1930–1960, que a levou à prisão em 1949, 1950–1951 e 1953) e do seu exílio em Paris (1962–1969), a sua obra literária e jornalística está praticamente esquecida. Muito poucos dos seus livros – mais de uma vintena de obras entre poesia, ficção, literatura infantil, antropologia social, tradução – se encontram disponíveis no mercado.”

Com um título composto pelo mote do ex-libris de Maria Lamas – Sempre mais alto –, este colóquio conta com a contribuição de diversos investigadores/as em algumas das áreas em que Maria Lamas atuou ao longo da sua vida.

Na parte da manhã o destaque será dado à dimensão da obra fotográfica, com abordagens que incluem igualmente um testemunho contemporâneo da prática fotográfica e a evocação de uma artista que, como Maria Lamas, foi vítima da perseguição do Estado Novo. Da parte da tarde, as comunicações incidirão sobre as dimensões jornalísticas, literárias e das lutas em prol dos direitos cívicos e das mulheres, em que Maria Lamas se envolveu ao longo da sua vida.

Depois do colóquio será projectado o filme Mulheres do meu país (2020), realizado por Raquel Freire e uma conversa com a realizadora e a responsável pela montagem do filme. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal




sábado, 11 de novembro de 2023

Canadá - Colóquio marca 70 anos da comunidade portuguesa em Montréal

Nos dias 18 e 19 de novembro, numa iniciativa promovida pela LusoPresse e LusaQTV, dois órgãos de informação da comunidade portuguesa em Montreal, decorrerá na Casa dos Açores do Quebeque, o colóquio “70 Anos da Comunidade”


O colóquio quer refletir sobre o passado, presente e futuro das comunidades luso-canadianas, que se destacam atualmente na América do Norte pela sua dinâmica associativa, económica e sociopolítica, e cujas raízes remontam a um grupo pioneiro de emigrantes portugueses que desembarcaram a 13 de maio de 1953, em Halifax, na Nova Escócia.

O escritor e historiador fafense Daniel Bastos, autor de vários livros que retratam a história da emigração portuguesa, participa, na maior cidade da província de Quebeque, no Canadá, onde vivem mais de 75 mil portugueses e lusodescendentes, e apresentará uma comunicação intitulada “O Empreendedorismo e Solidariedade das Comunidades Portuguesas”.

Refira-se que no ano passado, no âmbito dos Prémios Corte-Real 2022, criados em 2016 pelo jornal LusoPresse de forma premiar o mérito comunitário de elementos distintivos de entre toda a comunidade portuguesa do Quebeque, o historiador natural de Fafe foi distinguido com o Prémio Corte-Real Reconhecimento.

Historiador, escritor e professor, Daniel Bastos, colunista do Bom Dia, é atualmente consultor do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, e da rede museológica virtual das comunidades portuguesas, instituída pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, que pretende criar uma plataforma entre diversos núcleos museológicos, arquivos e coleções respeitantes à história e à memória, à vida e às perspetivas de futuro dos portugueses que vivem e trabalham fora do seu país. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 31 de julho de 2023

Macau - Colóquio da medicina chinesa contou com a participação de 15 profissionais dos países lusófonos

Um total de 15 oficiais, técnicos e dirigentes de instituições médicas dos países lusófonos participou no Colóquio sobre a Cooperação no domínio de Medicina Tradicional para os Países de Língua Portuguesa.


A iniciativa decorreu entre 17 e 29 deste mês, ofereceu aos profissionais provenientes de Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique visitas, palestras temáticas e experiências in loco nas instituições médicas e empresas farmacêuticas em Macau, Zhuhai, Guangzhou e Foshan.

Por ocasião da cerimónia de encerramento e de entrega de certificados do Colóquio, que teve lugar na passada sexta-feira, Ji Xianzheng, Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), sublinhou que o presente colóquio foi a segunda edição neste domínio, após a inauguração oficial em 2022 do Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China – Países de Língua Portuguesa na Reunião Extraordinária Ministerial, o que marcou a retoma de realização presencial dos eventos após a pandemia.

Ji Xianzheng afirmou assim que no futuro irá organizar mais acções de formação, estágios e outros intercâmbios no domínio da saúde pública, voltadas para os Países de Língua Portuguesa, com vista a criar uma “plataforma de conhecimento mais ampla” que “fortaleça a visibilidade da medicina tradicional e consolide os alicerces da cooperação pragmática sino-lusófona do foro da saúde e da medicina”.

Por sua vez, o director dos Serviços de Saúde de Macau, Alvis Lo, salientou que o Governo da RAEM tem vindo a prestar elevada atenção à medicina tradicional e que o organismo vai estender o apoio ao Fórum de Macau na realização de eventos na área da medicina, “propiciando o reforço de diálogo e parceria sino-lusófonos na medicina tradicional”, disse.

Bernardo Dinis Coutinho, representante rotativo dos formandos, comentou que foram 15 dias de “imersão teórica e prática na riquíssima racionalidade e sistematização da medicina tradicional chinesa”, frisando que o colóquio “estreitou a fraternidade e a aprendizagem mútua” entre os respectivos profissionais e dirigentes da área da saúde da China e dos países de língua portuguesa. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Portugal - Sociedade de Geografia de Lisboa promove debate sobre mobilidade migratória em Macau

Um colóquio organizado pelo académico macaense Joaquim Ng Pereira pretende divulgar várias abordagens, de entre as várias vertentes da mobilidade, que o fenómeno migratório assume uma configuração muito particular em Macau. Entre os palestrantes estão o presidente da Associação dos Macaenses, Miguel de Senna Fernandes, a professora Maria Antónia Espadinha e o investigador Carlos Piteira, entre outros

Organizado pelo académico macaense Joaquim Ng Pereira, o colóquio “Mobilidade em Macau: vertentes do fenómeno migratório”, promovido pelas Comissão de Migrações e Comissão Asiática da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL), terá lugar no próximo dia 25 de Janeiro, pelas 11h (hora em Portugal), no Auditório Adriano Moreira na sede da SGL, numa sessão híbrida em formato presencial e online. “A mobilidade é muito mais que um estudo estatístico. São histórias de pessoas, experiências pessoais e o conhecimento de culturas e a sua interiorização na vida colectiva e pessoal dos migrantes ou visitantes”, começou por dizer Ng Pereira ao Ponto Final.

Nessa óptica, acrescenta o organizador, “as minhas expectativas são as de dar a conhecer este universo de pessoas que vêm ou vão para Macau e Portugal, e fazer uma abordagem na sua vertente qualitativa”. “É um encontro de culturas. Encontramos Macau em Portugal e Portugal em Macau. Este reconhecimento facilitará o relacionamento e o respeito que ambos os lados merecem”, referiu.

Joaquim Ng Pereira recorda ainda o momento-chave que se vive com a abertura das fronteiras, depois de três anos de restrições pandémicas. “As saídas e entradas de pessoas serão, nesse sentido, excelentes oportunidades de comunicação e transmissão de conhecimento e relacionamento. Tal potenciará o transporte desse conhecimento para outros territórios, ainda que subtil. Mas isso, espero, trará uma consciência epistemológica sobre os macaenses e os portugueses, e desenvolver interesse para conhecer melhor os dois povos”, explicou ainda ao nosso jornal.

O programa abrange temas tão vastos como imigração, cultura, geografia ou língua. A sessão de abertura contará com um discurso proferido pelo presidente da SGL, o professor Luís Aires-Barros, e também com a presença da presidente da Comissão de Migrações, a professora Beatriz Rocha-Trindade, e do presidente da Comissão Asiática, o Embaixador Fernando Ramos Machado. Joaquim Ng Pereira, enquanto organizador e moderador, também estará neste primeiro painel.

Vinte minutos depois, pelas 11h20, está marcada a primeira intervenção do dia. Miguel de Senna Fernandes, através de ZOOM – uma vez que fará a sua palestra desde Macau, onde serão 19h20 -, debruçar-se-á sobre o tema “Imigração e Cultura – Uma perspectiva da comunidade macaenses”. Durante cerca de meia-hora, o presidente da Associação dos Macaenses (ADM) falará de uma Macau “tradicionalmente o ponto de encontro de vários povos”, que “foi o lugar de passagem para muitos oriundos de várias terras a caminho de outros destinos”. A Comunidade Macaense teve a sua experiência migratória desde meados do século XIX a começar com a fundação de Hong Kong. Que impacto teve para a sua cultura e identidade? Qual o papel das organizações Macaenses – as Casas de Macau? Que futuro para os Macaenses? Estas são algumas das questões lançadas por Senna Fernandes.

A importância dos macaenses

Pelas 11h50 é altura de o investigador no Instituto do Oriente do ISCSP/Universidade de Lisboa Carlos Piteira abordar o tema “Macau terra de migrações: uma narrativa singular”, onde o macaense vai discorrer sobre “os fluxos migratórios que proliferaram e proliferam neste território”. Neste contexto, “procurarei realçar, não tanto a perspectiva generalista deste fenómeno, mas sim e apenas, um dos seus aspectos mais singular: O referencial da comunidade macaense na génese populacional e o seu papel na vida social do território, apelando assim a uma narrativa pessoal e singular suportada numa reflexão afectiva e apologética da importância dos macaenses na configuração populacional de Macau”, explicou Piteira, citado pela nota de imprensa da SGL.

Cerca de trinta minutos depois, é a vez da professora Maria Antónia Espadinha tecer considerações sobre “Migração estudantil, outras percepções de quem aprende em outras geografias”. A docente ligada ao grupo de pesquisa da Universidade Católica sobre tradução aprofundará o tema das migrações de estudantes de Português no triângulo China-Macau-Portugal, procurando “referir os vários tipos de migrações estudantis da China para Macau, de estudantes de Macau para Portugal e da China para Portugal, via Macau”. “Centrar-nos-emos especialmente nos estudantes de Português do ensino superior de Macau, a partir da última década de noventa do século XX, sem esquecer outros estudantes de outros cursos. Não se trata simplesmente da frequência de cursos de Verão, mas também de estadias de mais longa duração, meses ou anos. Alguns dos jovens universitários “migrantes” alteraram mesmo os seus objectivos. Alteraram, na verdade, a sua maneira de ver o mundo”, considera Maria Antónia Espadinha na sua sinopse.

Depois do almoço, que está marcado das 13h às 15h, segue a apresentação da professora aposentada Maria Helena do Carmo com “Odisseias: memórias de uma viajante no Oriente”, onde a antiga professora vai deixar o seu testemunho e experiência enquanto migrante em África e Macau. Relatos da sua vida pessoal. O que viveu, sentiu e experienciou na sua odisseia em outros lugares, absorvendo as suas culturas e filosofias. O amor por Macau levou-a ainda ao estudo do Patuá, a fim de melhor se integrar na mente macaense, expressa em língua crioula. O saber não ocupa lugar. O Patuá, tal como a gastronomia, a música e os cantares, marcam a presença portuguesa no território, para que permaneça eternamente.

O Patuá

Pelas 15h30 é a vez de Raul Leal Gaião, investigador nas áreas de Lexicologia, Dialetologia e Crioulística, falar sobre o Patuá. “Formação do crioulo de Macau e mobilidade social: o crioulo de Macau é uma língua resultante dos contactos efectuados pelos portugueses com diversas comunidades e culturas do Oriente, que contribuíram para as trocas linguísticas que se fixaram neste falar, de base portuguesa e integrando influências malaias, indianas, chinesas, japonesas, filipinas e mesmo africanas, devido a um longo processo de assimilação de uma diversidade de experiências culturais pela afluência ao território de indivíduos oriundos de diversas regiões do continente asiático, uma vez que os portugueses, durante o século XVI e XVII, foram os intermediários privilegiados entre a China e outras regiões asiáticas e europeias do lucrativo comércio externo chinês até 1865”, explica o palestrante na sua sinopse.

Por fim, a última intervenção, antes do debate marcado para as 16h30, cujo moderador é Joaquim Ng Pereira, fica a cargo do presidente da Fundação Casa de Macau, Álvaro Augusto Rosa. “O linguajar do português de Macau” é a proposta do académico, que considera que Macau “tem sido o ponto de confluência de comerciantes, aventureiros, piratas e migrantes desde os idos tempos dos descobrimentos portugueses”. “A presença portuguesa em Macau, desde há 500 anos para cá, é composta, essencialmente, por militares, clérigos e comerciantes, e essa presença constante fez nascer uma nova comunidade local a que se designou de macaense, graças, em parte, à sua miscigenação. Essa comunidade local, permeável às influências de povos diversos que afluíam ao território, fez emergir hábitos e costumes alternativos aos portugueses (como é notório, por exemplo, na culinária). Aos poucos, fez generalizar um modo particular de falar português. O macaense, no seu seio particular, não fala português como um lisboeta. Como sucede com a região nortenha de Portugal ou o Alentejo, o macaense, em casa ou em ambiente informal, tem um linguajar próprio”, sugere Álvaro Augusto Rosa na sua apresentação. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Macau - Fórum de Macau discute economia azul

Cerca de 400 pessoas estão a participar num colóquio sobre Economia Azul, organizado pelo Fórum de Macau, que vai decorrer até 13 de Outubro

A Economia Azul foi o mote para um colóquio online que teve início no final da semana passada e vai decorrer até 13 de Outubro. Organizado pelo Centro de Formação do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o evento digital está a ser realizado pela Universidade Cidade de Macau.

Os desafios e oportunidades da economia azul, o Direito do Mar e o Direito Marítimo, gestão dos mares costeiros, estratégias da economia azul, inovação e turismo azul sustentável são alguns dos temas que vão ser discutidos ao longo das sete sessões com palestras e intercâmbios online.

No âmbito do colóquio, será ainda realizada uma mesa-redonda sobre “A Economia Azul e a Sustentabilidade do Oceano”, com os representantes do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, da Universidade do Oceano da China, da Universidade do Oceano de Xangai e da Universidade do Oceano de Guangdong. A participar na iniciativa estarão quadros da função pública de nível de direcção de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, num total de 400 pessoas.

Na abertura do colóquio, o secretário-geral do Fórum de Macau realçou a importância da cooperação marítima para o Plano de Acção aprovado na quinta Conferência Ministerial. Ji Xianzheng disse esperar que as partes envolvidas possam “aproveitar Macau e a plataforma do Fórum para aprofundarem a cooperação nesta área, dando uma nova dinâmica à recuperação da economia global e ao desenvolvimento sustentável na era pós-pandémica”.

Já o director da Faculdade de Negócios da Universidade da Cidade de Macau, José Alves, referiu que a China e os Países de Língua Portuguesa possuem vastos recursos marítimos, existindo uma “enorme potencialidade” para a cooperação nesta área. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sábado, 1 de outubro de 2022

Colóquio “A internacionalização da língua portuguesa” acontece online dia 07


O Colóquio Internacional “A internacionalização da língua portuguesa: da teoria à prática” vai acontecer no próximo dia 07 de outubro, na modalidade online e conta com uma conferência e duas mesas redondas.

A Conferência será realizada pelo professor Roberto Mulinacci (Università degli Studi di Bologna) e as duas mesas redondas terão as intervenções das professoras Ana Reimão (University of Liverpool), Eugênia Fernandes (University of California, Davis), Kátia Bernardon de Oliveira (Universidade Grenoble Alpes – Laboratório LIDILEM), Carla Figueira (Goldsmiths, University of London), Ingrid Bueno Peruchi (Université Paris Nanterre) e do professor Paulo Osório (Universidade da Beira Interior).

Eugênia Fernandes – que aborda A formação de professores de português em contexto internacional: da criação de um guia a práticas inclusivas – é autora do livro A língua portuguesa em contexto internacional: um guia para professores e Plural: Português Pluricêntrico e debaterá as motivações para a elaboração das obras, o estado da diáspora de língua portuguesa no que concerne à formação de professores, às ações afirmativas da língua na modalidade de herança, e à seleção de materiais didáticos de cunho inclusivo. Com relatos sobre o impacto da justiça social na sala de aula de contexto internacional, professores e líderes comunitários encontrarão caminhos para formar professores, motivar aprendentes e aumentar o número de retenção de seus programas de português.

Segundo Roberto Mulinacci, um “fantasma ronda a Lusofonia: o fantasma do pluricentrismo”. “De fato, ao longo dos últimos anos, esse conceito-chave da sociolinguística variacionista, virou, para a língua portuguesa, uma espécie de truísmo ou de verdade apodítica, isto é, algo de aparentemente tão evidente que nem precisa ser demonstrado. Pelo contrário, apesar dos contornos bastante idealizantes e, às vezes, inclusive simplistas, que o debate científico sobre o tema tem vindo a assumir também no âmbito dos países lusófonos, é a própria pertinência teórica da noção de pluricentricidade aplicada ao português que essa palestra pretende questionar, a partir não só das concretas implicações “ontológicas” e (geo)políticas do termo, como também do ponto de vista das suas possíveis e desejáveis projeções didáticas”.

Paulo Osório, na sua intervenção, vai refletir sobre o caráter pluricêntrico da língua portuguesa, descrevendo-se as simetrias e as assimetrias das normas já estabelecidas (PE e PB), levando-se, igualmente, em consideração o estatuto da língua em alguns centros em emergência (nomeadamente Angola e Moçambique).

Partindo-se do pressuposto que a língua portuguesa é pluricêntrica, é objetivo refletir sobre o modo como a sua pluricontinentalidade se efetiva numa possível internacionalização, e traz dados estatísticos recentes acerca da projeção internacional do português, com vista à resposta, também, da seguinte questão: «Português: língua de ciência?».

Com centenas de milhares de falantes, presença em dezenas de organismos internacionais, falantes e pesquisadores em todas as partes do mundo, ensino em incontáveis universidades e cursos, a língua portuguesa é uma das mais relevantes no cenário linguístico, defende a organização.

Mais informações sobre o evento, inscrição, e os resumos, estão no endereço: https://ci-ilp.com/ In “Mundo Lusíada” - Brasil


 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Portugal - Tertúlia promove colóquio para debater participação da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde

Lisboa – A tertúlia “Nôs e Nôs Terra” organiza este sábado um colóquio sobre “A participação da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde”, debruçando-se também sobre a situação económica e social do País e os principais desafios que tem enfrentado.

“O tema escolhido tem a ver com o facto de estar na ordem do dia, com a pandemia, a questão da solidariedade da diáspora e uma série de outras questões, com as organizações internacionais a colocar o assunto na ordem do dia, achamos que valia a pena voltar à discussão”, explicou à Inforpress em Lisboa, o co-promotor da tertúlia “Nôs e Nôs Terra”, João Estêvão.

Da edição do colóquio que será online, conforme o mesmo, as propostas dali saídas serão enviadas às autoridades e a todos interessados, o quanto antes, esperando que as mesmas sejam recebidas e aproveitadas por quem “seja capaz de dar seguimento”, porque o objectivo é “dar um contributo que possa ajudar” os dirigentes do País.

O propósito que motiva os promotores da tertúlia para a realização do colóquio é o de “olhar e debater as diferentes formas de participação da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde”, mormente, quando levadas a cabo pelos quadros na diáspora e outros profissionais e empreendedores com provas dadas nos países de acolhimento.

Os promotores também pretendem que “fiquem evidenciadas as virtualidades dessa participação sem, todavia, negligenciar os eventuais constrangimentos e obstáculos com os quais, localmente, as disponibilidades de quadros e empreendedores poderão, eventualmente, ser confrontados”.

O colóquio que será online está marcado para as 16:30 (14:30 hora de Cabo Verde), sendo que a abertura estará a cargo de Lucas da Cruz e de João Estêvão, seguida de uma mesa-redonda sobre a contribuição da diáspora para o desenvolvimento de Cabo Verde e será moderada por Ângela Benoliel Coutinho.

Os oradores convidados serão Arnaldo Andrade, João Resende-Santos e Wladimir Brito, que reflectirão, respectivamente, sobre o “contributo da diáspora para a afirmação e o desenvolvimento de Cabo Verde”, “as formas através das quais a diáspora pode contribuir para o relançamento do processo de desenvolvimento de Cabo Verde” e “as formas organizativas que poderão permitir o aumento da eficácia da participação da diáspora”.

Após a mesa-redonda, será aberto um espaço de debate alargado a todos os que estiverem a acompanhar o colóquio online, a ser transmitido em directo pelas redes sociais (canal Youtube e Facebook).

Está prevista uma intervenção do Presidente da República, José Maria Neves, na sessão de abertura, e do ministro das Comunidades, Jorge Santos, no início da mesa-redonda, antecedendo os oradores convidados.

A Tertúlia “Nôs e Nôs Terra” é um espaço de diálogo constituído há cerca de 18 meses e que conta com a participação habitual dos membros Lucas da Cruz, Wladimir Brito, João Estêvão, Ângela Coutinho (residentes em Portugal), embaixador Jorge Borges, Raffaella Gozzellino (residentes em Cabo Verde), Dulce Évora (Itália) e António da Graça (Países Baixos).

“Somos as figuras permanentes da tertúlia, mas vamos convidando sempre pessoas”, contou o co-promotor da tertúlia, explicando que o projecto começou durante a pandemia da covid-19, lembrando que os promotores no mesmo (João Estêvão, Lucas da Cruz e Wladimir Brito,) foram todos antigos dirigentes do Congresso de Quadros da Diáspora que, por várias razões, acabou por não continuar a funcionar.

Segundo ele, no início deste século, o 4º Congresso de Quadros da Diáspora já tinha abordado esse tema “A Participação da diáspora no Desenvolvimento de Cabo Verde”, em que foram feitas uma série de propostas.

Uma das propostas feitas pelo congresso, logo no início, foi a criação do Conselho das Comunidades, sem esquecer a proposta de discutir a contribuição da diáspora para além das remessas, utilizando os mercados de capitais para permitir o crescimento da captação das poupanças dos emigrantes e hoje há uma proposta semelhante.

Este é o segundo colóquio realizado pela tertúlia “Nôs e Nôs Terra” depois de, em Dezembro de 2021, terem organizado um sobre as presidenciais, também online. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

domingo, 8 de maio de 2022

Galiza - 'Grândola, Vila Morena' volve á Universidade de Santiago de Compostela cincuenta anos despois da estrea

O Auditorio da Facultade de Filoloxía da Universidade de Santiago de Compostela (USC) acollerá a homenaxe 'Zeca. Maior que o pensamento' o vindeiro 10 de maio. Nela actuarán Uxía Senlle, João Afonso, Couple Coffee, Nacho Faia Lar e Xico de Carinho


Cincuenta anos despois, os acordes da canción Grândola, Vila Morena, emblema da revolución que puxo fin á ditadura portuguesa, volverán soar na USC grazas ao acto conmemorativo que, co título de 'Zeca. Maior que o pensamento', acollerá o vindeiro 10 de maio o Auditorio da Facultade de Filoloxía a partir das 19 horas.

Na presentación da homenaxe, o reitor da USC, Antonio López, afirmou que Grândola, Vila Morena foi "o elemento detonante da revolución en Portugal" e "rememorar" ese fito histórico, así como o concerto realizado en Compostela dous anos antes, vai "pór en valor o peso do movemento estudantil en Compostela".

Nesta mesma liña, o decano de Filoloxía, Elias J. Feijó, definiu o acto como un exercicio de "gratitude da Universidade ás persoas que dedicaron o seu tempo e entusiasmo para combater o franquismo, tamén de maneira cultural, artística e lúdica".

Pola súa parte, a cantante Uxía Senlle, que actuará nesta homenaxe, definiu o propio evento como todo "un acto de amor á obra e á figura do Zeca".


Coloquio e concerto

A homenaxe principiará cun coloquio no que participarán Zélia Afonso, viúva de Zeca Afonso; Maite Angulo, viúva do cantante Benedicto García que convenceu a Zeca Afonso para dar en Compostela o concerto de 1972; Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso; e o ex presidente da Xunta da Galiza, Emilio Pérez Touriño, que presentou o mítico recital. Suso Iglesias conducirá o coloquio e intervirán as estudantes da USC Claudia Pernas e Iria Nande.

O ramo da xornada será o concerto coa propia Uxía Senlle, João Afonso, Couple Coffee, Nacho Faia Lar e Xico de Carinho. O acto estará conducido polo actor Carlos Blanco. In “Nòs Diario” - Galiza

domingo, 13 de março de 2022

Guiné Equatorial - Grupo CPLP em Malabo organizou Colóquio sobre Língua Portuguesa

Os embaixadores do Grupo CPLP em Malabo, nomeadamente, o embaixador de Angola, António Luvualu de Carvalho, o embaixador do Brasil, Evaldo Freire, e o encarregado de negócios de Portugal, Frederico Silva, organizaram um Colóquio sobre a Língua Portuguesa e as Culturas da CPLP na República da Guiné Equatorial, no passado dia 10 de março.

Este evento teve como principal objetivo a troca de experiências entre diversos atores que têm intervenção direta neste Estado-Membro da CPLP, designadamente, contou com a participação dos professores de Língua Portuguesa das Embaixadas do Brasil e de Portugal em Malabo, a responsável pela área Cultural da Embaixada de Angola em Malabo, professores de Língua Portuguesa em várias instituições de ensino, bem como dos responsáveis pela área da Cultura e Educação das Embaixadas dos países com a categoria de Observador Associado da CPLP acreditados na Guiné Equatorial.

Este evento decorreu no contexto da deslocação de uma equipa do Secretariado Executivo da CPLP para implementar atividades do «Programa de Apoio à Integração da Guiné Equatorial - PAIGE (2021-2022)», entre 7 e 11 de março de 2022. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

 

terça-feira, 6 de julho de 2021

UCCLA - Colóquio “Da Cooperação entre os países de língua oficial portuguesa"


A UCCLA, a Delegação do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas e o Instituto Benjamim Franklin estão a organizar o Colóquio "Da Cooperação entre os países de língua oficial portuguesa" que terá lugar no dia 8 de julho, às 18 horas, no auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (Avenida de Berna, em Lisboa).

A abertura do colóquio será feita pelos representantes das entidades coorganizadoras, António Mendonça (Delegação do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas) e Vitor Ramalho (UCCLA).

A sessão, moderada por António Rebelo de Sousa (Instituto Benjamim Franklin), contará com a intervenção dos seguintes oradores:

- Francisco André, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal;

- Carolina Cerqueira, Ministra de Estado na Área Social de Angola;

- Jorge Rio Cardoso, do ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Política);

- Fernando Jorge Cardoso, do IMVF (Instituto Marquês de Valle Flor);

- Marta Mariz, Presidente da Comissão Executiva da SOFID (Sociedade Financeira de Desenvolvimento);

- Comandante Pedro Pires, ex Presidente da República de Cabo Verde;

- Guilherme Oliveira Martins, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.

O colóquio terá transmissão em direto na página do Facebook da UCCLA através da ligação:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa/


 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

UCCLA - Colóquio “Relações Portugal – China/Macau - Cultura Ponte de Diálogos”



Vai decorrer amanhã, 8 de janeiro, o colóquio “Relações Portugal - China/Macau - Cultura Ponte de Diálogos” no auditório da UCCLA, pelas 18h30. Este colóquio - organizado pela UCCLA e com o apoio da Delegação Económica e Comercial de Macau, da Fundação Oriente e do Observatório da China - pretende refletir sobre as relações entre Portugal e a República Popular da China e a interinfluência multifacetada a nível cultural.

Este colóquio decorre no âmbito da exposição da UCCLA " O Fio Invisível - Arte Contemporânea Portugal - Macau | China", ​patente ao público até ao dia 20 de janeiro. De referir que esta exposição assinala a celebração dos 40 anos de relações diplomáticas oficiais entre Portugal e a China, e a criação da RAEM-Região Administrativa Especial de Macau.

Serão intervenientes no colóquio:

- Vítor Ramalho - Secretário-Geral da UCCLA;
- Rodrigo Brum - Secretário-Geral Adjunto do Fórum Macau, indicado pelos países de língua portuguesa;
- João Amorim - Administrador da Fundação Oriente;
- Rui Lourido - Presidente do Observatório da China;
- Adelaide Ginga (Museu de Arte Contemporânea do Chiado) e Carolina Quintela - Curadoras da exposição "O Fio Invisível - Arte Contemporânea Portugal - Macau | China".

Morada:

Casa das Galeotas
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

UCCLA - Colóquio “Relações Portugal – China/Macau - Cultura Ponte de Diálogos”



Vai decorrer no dia 8 de janeiro, o colóquio “Relações Portugal - China/Macau - Cultura Ponte de Diálogos” no auditório da UCCLA, pelas 18h30. Este colóquio - organizado pela UCCLA e com o apoio da Delegação Económica e Comercial de Macau, da Fundação Oriente e do Observatório da China - pretende refletir sobre as relações entre Portugal e a República Popular da China e a interinfluência multifacetada a nível cultural.

Este colóquio decorre no âmbito da exposição da UCCLA "O Fio Invisível - Arte Contemporânea Portugal - Macau | China",​patente ao público até ao dia 20 de janeiro. De referir que esta exposição assinala a celebração dos 40 anos de relações diplomáticas oficiais entre Portugal e a China, e a criação da RAEM-Região Administrativa Especial de Macau.

Morada:

Casa das Galeotas
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Macau - Sophia de Mello Breyner, para além da palavra

No ano em que se celebra o centenário da poetisa portuguesa, a Universidade de São José (USJ) organiza um colóquio internacional com o intuito de aprofundar a importância da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen na literatura contemporânea. Com a participação de especialistas, professores e investigadores, as sessões abordam temas como a tradução, a poética ou o impacto dos contos da autora no ensino da língua portuguesa



A celebração do centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen foi ontem assinalada com o início de um colóquio internacional, organizado pelo Departamento de Estudos Portugueses da USJ, sobre a vida e a obra da poetisa portuguesa, que termina hoje. Com a participação do escritor e tradutor luso-americano Richard Zenith, a primeira sessão do colóquio foi dedicada às “Poéticas” de Sophia, com intervenções do reitor da USJ, Peter Stilwell, de Sara Augusto, docente do IPM, e de Vera Borges, docente da USJ.

“A minha área de estudos é o século XVII e a literatura barroca, sendo que a morte, e a visão da morte, sempre foi um dos temas essenciais da poesia. A minha abordagem no colóquio sobre Sophia de Mello Breyner veio do conhecimento da poesia dela, mas também do conhecimento de uma poética que é a poética barroca, onde esse tema foi importante”, começou por explicar Sara Augusto ao Ponto Final, sobre a sua intervenção intitulada “O frio das violetas: meditações de Sophia de Mello Breyner”.

A professora do Instituto Politécnico de Macau participou na primeira sessão do colóquio para falar da temática da morte na poesia de Sophia e dos possíveis pontos de contacto com a poesia barroca do século XVII. “A minha apresentação foi procurar estabelecer uma relação entre os textos barrocos, que falam sobre a morte, e a poesia de Sophia, onde ela aborda esse tema, e tentar entender qual é a relação de proximidade, ou quais são as diferenças”, assinalou Sara Augusto.

“Abordei ainda a relação entre vida e morte e como é que ela entende a morte. Vida e morte na poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen não ocupam diâmetros opostos. Na verdade, vida e morte estão muito perto uma da outra, e há na poesia dela uma aceitação da morte como algo perfeitamente natural e que a vai impedir, na verdade, de viver as coisas, de fruir as coisas, mas que também liberta das contingências da vida e aproxima daquilo que é eterno”, acrescentou a professora de literatura.

Outro dos aspectos na poesia de Sophia de Mello Breyner que fascina Sara Augusto é o facto de que “nada na poesia dela está a mais ou é superficial”. “As palavras são escolhidas porque são as palavras certas, e têm ressonância no poema naquele sítio e com aquele sentido. E esse é sem dúvida alguma o aspecto mais importante”, frisa Sara Augusto, destacando ainda a relação da poesia de Sophia de Mello Breyner com a antiguidade clássica, a Grécia Antiga.

Questionada pelo Ponto Final sobre o impacto que a poesia de Sophia costuma ter nas salas de aula, Sara Augusto revela que “os alunos costumam gostar muito da poesia dela”. “O que eu tenho descoberto é que há na obra de Sophia uma certa correspondência, em alguma poesia, com o gosto dos alunos. Existe nela uma poesia muito sensível, muito ligada às coisas, muito ligada ao real. E isso quase sempre faz eco nos alunos, aliás, eu tenho de confessar que uma das coisas que me surpreende é a adesão na forma como os alunos chineses gostam de poesia. É uma das matérias que eles gostam mais, na verdade”, afirmou a professora do IPM ao Ponto Final.

Em relação às intervenções que presenciou no primeiro dia do colóquio, Sara Augusto refere que o tema da religiosidade e espiritualidade, na poesia de Sophia de Mello Breyner, apresentado pelo reitor da USJ Peter Stilwell lhe despertou a atenção, assim como a intervenção da professora Vera Borges, com a comparação entre alguns poemas de Sophia e alguns poemas da Fernanda Dias, de Macau. “A professora Vera Borges encontrou um ponto de comparação com a poesia de Fernanda Dias e que tem a ver com a expressão de Sophia enquanto mãe, poeta, mas também enquanto mulher”, assinalou Sara Augusto. In “Ponto Final” – Macau

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Macau - Cerimónia de Encerramento do Colóquio sobre Gestão do Turismo, Convenções e Exposições para os Países de Língua Portuguesa



No passado dia 6 de Maio, realizou-se no Salão de Banquete do MGM Macau a Cerimónia de Encerramento e de Entrega de Certificados do “Colóquio sobre Gestão do Turismo, Convenções e Exposições para os Países de Língua Portuguesa”, organizado pelo Centro de Formação do Fórum de Macau em colaboração com a Universidade da Cidade de Macau.

O evento decorreu entre os dias 23 de Abril e 6 de Maio de 2019, e foi o primeiro colóquio a ser realizado pelo Centro de Formação do Fórum de Macau em 2019. Inscreveram-se 31 funcionários, representantes e gestores de diversas áreas, provenientes dos oito países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com intuito de receber formação em Macau.

No decorrer do colóquio, foram realizadas diversas actividades, tais como palestras, que evidenciaram temas como a estratégia “Um Centro, Uma Plataforma” para Macau, o reforço da cooperação inovadora entre os sectores do turismo e das convenções e exposições entre o Interior da China, Macau e os Países de Língua Portuguesa, assim como as oportunidades de desenvolvimento turístico da Grande Baía e da comunidade internacional, e a implementação da Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, etc.

Foram ainda efectuadas visitas às entidades envolvidas no colóquio, nomeadamente ao Secretariado Permanente do Fórum de Macau, à Direcção dos Serviços de Turismo e ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM); e visitas ao Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, localizado na Praça do Tap Seac, a instalações de turismo e convenções e exposições, assim como a locais classificados como Património Mundial de Macau. Os participantes tiveram também a oportunidade de participar nas principais actividades da 7.ª Exposição Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE) e na Sessão de Apresentação dos Produtos Turísticos dos Países de Língua Portuguesa, onde foi promovido o intercâmbio por parte dos representantes de cada país participante, a promoção e divulgação temática sobre recursos e produtos turísticos, o desenvolvimento do sector de turismo, e a apresentação do ambiente de negócios e investimento dos vários países.

A Cerimónia de Encerramento deste Colóquio contou com a presença: da Secretária-Geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Dra. Xu Yingzhen; do Coordenador-Adjunto do Gabinete de Estudo das Políticas do Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros na RAEM, Dr. Jiang Xiaofan; da Cônsul-Geral da República de Angola na RAEM, Dra. Sofia Pegado da Silva; do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Dr. Paulo Cunha Alves; da representante do Cônsul-Geral da República de Moçambique na RAEM, Dra. Celina Jacinto Mahoze Ncube; do Reitor da Universidade da Cidade de Macau, Prof. Zhang Shuguang; bem como dos Delegados dos Países de Língua Portuguesa junto do Fórum de Macau.

A Secretária-Geral, Dra. Xu Yingzhen, o Reitor da Universidade da Cidade de Macau, Prof. Zhang Shuguang, e a representante rotativa dos participantes no Colóquio, Dra. Catarina Raquel Mendonça Taborda, proferiram, respectivamente, discursos durante a cerimónia de encerramento do colóquio.

Durante o seu discurso, a Secretária-Geral, Dra. Xu Yingzhen, salientou que o reforço da promoção do intercâmbio e cooperação nas áreas do turismo, convenções e exposições é um trabalho essencial no âmbito do Fórum de Macau e também um dos objectivos principais na realização destes colóquios. Foram abordados temas diversos no decorrer do colóquio e organizada a participação na 7.ª Exposição Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, onde se destacaram as excelentes intervenções por parte dos representantes de alguns países participantes deste colóquio.

Macau, com as suas características multiculturais e diversidade linguística, possui vantagens únicas na construção da cidade como um “Centro Mundial de Turismo e Lazer”. No fim do seu discurso, a Secretária-Geral apelou ao apoio contínuo dos participantes no colóquio ao desenvolvimento do Fórum de Macau e ao desenvolvimento da cooperação no campo dos sectores do turismo e das convenções e exposições entre a China e os Países de Língua Portuguesa através da Plataforma de Macau, por forma a promover o crescimento comum da China e dos Países de Língua Portuguesa. In “Fórum Macau” - Macau

sábado, 14 de abril de 2018

“Portugal/Brasil – a Descoberta contínua, a partir de Monção”

“Portugal/Brasil – a Descoberta contínua, a partir de Monção” é o tema do colóquio que a Associação Mulher Migrante realiza naquela vila minhota no dia 20 de abril de 2018



O colóquio “vem celebrar o momento histórico em que Pedro Álvares Cabral avista terra do Brasil, onde é hoje Porto Seguro, a 22 de abril de 1500”, refere a Associação Mulher Migrante (AMM) num comunicado de imprensa.

“Portugal/Brasil – a Descoberta contínua, a partir de Monção” é realizada a 20 de abril na Escola Profissional Alto Minho Interior com o apoio da Câmara Municipal de Monção e o alto patrocínio do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

O dia 22 de abril foi também a data que o Senado Brasileiro aprovou como ‘Dia da Comunidade Luso Brasileira’, iniciativa que viria a ser ratificada por Portugal.

“A efeméride é celebrada em todo o Brasil, com grande empenho dos portugueses, mas passa quase despercebida em Portugal. É essa falta que, nos últimos anos, a Mulher Migrante-Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade tem procurado colmatar promovendo esta celebração há já três anos, em cidades diferentes”, lê-se ainda no comunicado.

Assim, no próximo dia 20, investigadores, professores, estudantes, decisores políticos, interessados nesta temática, são desafiados a participar neste colóquio “e torná-lo num momento de debate e reflexão em torno da história da emigração, da cidadania e da lusofonia que ganha agora novo incentivo através da decisão legislativa que visa reforçar o estudo da emigração, fazendo-se jus a esta parte importante da história do povo português”, convida a organização.

O colóquio vai ser palco de debates em torno das questões de Emigração, Cidadania e Lusofonia, a nível nacional, com particular enfoque para o Minho e, em especial, para Monção. Dará especial ênfase às questões da Igualdade e relevo a mulheres e homens da diáspora lusa com cunho minhoto.

A comissão científica do colóquio é formada por Graça Guedes, professora catedrática aposentada da Universidade do Porto, José Viriato Capela, professor catedrático da Universidade do Minho e presidente da Casa Museu de Monção da UMInho e Alexandra Esteves, professora auxiliar da Universidade Católica, Pólo de Braga. In “Mundo Português” - Portugal