Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Voo directo Macau - Portugal acarreta “desafios significativos”

O Governo acredita que faz mais sentido “alavancar as redes internacionais” das operadoras aéreas que operam na RAEM, potenciando as rotas de curta distância para outros destinos da Ásia que ofereçam ligações de longa distância, no âmbito do lançamento de um voo directo entre Macau e Portugal. Para a Autoridade de Aviação Civil de Macau, as “rotas directas de longa distância apresentam desafios significativos”, segundo o último relatório anual de sugestões, queixas e objecções do organismo. O total de queixas submetidas à AACM caiu 19% face a 2024

No relatório anual sobre as sugestões, queixas e objecções que a Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) recebeu ao longo de 2025, é indicado que duas submissões apontaram para a abertura de ligações directas entre a RAEM e Portugal. Em resposta às duas sugestões, o organismo refere que o “lançamento de rotas directas de longa distância apresenta desafios significativos”.

Segundo o documento consultado pelo Jornal Tribuna de Macau, a AACM comentou ser uma abordagem mais apropriada “alavancar as redes internacionais das operadoras actualmente em actividade em Macau para providenciar aos residentes e turistas serviços de transferência e de voos de ligação”.

O Governo defende que “de uma perspectiva comercial, as operadoras aéreas precisam de avaliar factores como a procura do mercado de passageiros e a relação custo-benefício”. Tendo em conta a escala actual da indústria de transporte aéreo de Macau, a AACM acredita que fará mais sentido oferecer voos com escala em locais como Banguecoque, Kuala Lumpur, Singapura, Taiwan e Interior da China, com serviços de despacho de bagagem de bilhete único incluídos.

Esta abordagem permite uma conexão entre as ligações de curta distância de Macau com rotas longas, no âmbito da qual a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) se encontra “activamente a colaborar com as operadoras para promover serviços de transferência e ligação”, no sentido de expandir a rede de destinos da RAEM, refere o relatório.

Recorde-se que o primeiro voo directo entre Pequim e Lisboa operado pela Beijing Capital Airlines está agendado para o dia 22 de Junho, segundo adiantou no último mês Tiago Brito, director do Turismo de Portugal na China, durante a Exposição Internacional de Turismo. A duração será de cerca de três meses, sendo que o voo terá uma frequência semanal. O voo de ida partirá na segunda-feira do Aeroporto de Pequim Daxing às 10:55, chegando a Lisboa às 17:15 (hora local). Já o voo de regresso sairá às 18:55 de Lisboa, com chegada a Pequim Daxing às 14:00 (hora local) do dia seguinte.

Mais recentemente, no encontro que o Chefe do Executivo manteve em Portugal com o Presidente da República, António José Seguro propôs que ambas as partes “reforcem a cooperação no sector turístico e estudem activamente a viabilidade da abertura de uma rota aérea directa entre os dois lados”.

Queixas à AACM decresceram 19%

No cômputo geral do ano passado, a AACM recebeu quatro sugestões, o mesmo número que em 2024, e 160 queixas, que representam uma descida homóloga de 18,75%. De um total de 164 casos, 158 estavam relacionados com as operadoras aéreas e disseram respeito sobretudo a actividades comerciais e serviços ao cliente. Estes incluíram 157 queixas e apenas uma sugestão, todas relativas à categoria de “transportes e logísticas”, representando uma quebra anual de 20,89%.

A AACM garante que já reencaminhou a sugestão e as queixas para as respectivas empresas, sendo que em algumas situações poderá solicitar às operadoras para dar uma resposta imediata aos queixosos.

Por outro lado, os seis restantes casos foram dirigidos aos processos operacionais da própria AACM, incluindo três queixas e três sugestões, o que corresponde ao dobro do total do ano anterior.

Para além das duas sugestões relativas às ligações aéreas entre Macau e Portugal, três dos casos referiram-se às actividades de aeronaves não-tripuladas. No documento, a AACM frisa que as operadoras podem operar na área costeira por trás do Centro de Ciência de Macau, desde que respeitem as regras de segurança e tenham recebido a devida autorização das autoridades, à semelhança das actividades realizadas em áreas residenciais O organismo salienta que a maior parte das actividades que envolvem naves não-tripuladas decorrem à noite ou em eventos de larga escala.

Por fim, o último caso teve a ver com o serviço de teste de proficiência em inglês designado pela AACM, acerca do qual o organismo garante que irá cooperar com a entidade responsável pelo mesmo para rever e melhorar a metodologia do exame. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 28 de abril de 2026

Macau - Aeroporto planeia rota Macau - Lisboa com escala em Hangzhou

Uma rota Macau-Lisboa, via Hangzhou e com serviço de bagagem despachada até ao destino final, está em planeamento da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, que está a estudar com a Beijing Capital Airlines para a operação desta ligação. A empresa revelou também que o transporte de mercadorias de Macau para a Europa representou um terço do volume total de carga do aeroporto local no ano passado


A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) adiantou estar em negociações com a Beijing Capital Airlines para lançar voos entre Macau e Lisboa, com escala em Hangzhou, no interior da China, com registo das malas directo até ao destino final.

A negociação tem como objectivo “promover voos da Beijing Capital Airlines entre Hangzhou e Macau, utilizando Hangzhou como ponto de escala para voos directos para Lisboa”, explicou Edman Lee, director adjunto do Departamento de Marketing da CAM ao Canal Macau em língua chinesa.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines opera já uma ligação directa entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, sendo actualmente a única rota aérea directa entre Portugal e a China. Essa ligação tem agora uma frequência de dois voos semanais e a rota tem uma duração aproximada de 13 horas.

O plano actual entre a CAM e a Beijing Capital Airlines é permitir que os passageiros do território possam apanhar voos Macau-Hangzhou com a mesma companhia aérea chinesa e fazer a viagem directa de Hangzhou para Lisboa, sem passar o controlo de migração em Hangzhou e recolher a bagagem só na capital portuguesa.

A CAM indicou que será também possível fazer escala em Pequim para chegar a Lisboa, com a ligação entre as duas cidades a ser lançada em breve.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines já anunciou que vai lançar, durante o Verão, uma ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de Junho e duração de cerca de três meses. O voo terá uma frequência semanal que parte de Lisboa à segunda-feira.

Além disso, a CAM pretende ainda utilizar cidades da China continental, como Pequim, Chengdu e Chongqing, como pontos de escala com tempo de espera em menos de três horas, para lançar voos com transferência de bagagem directa para destinos europeus, como a Espanha.

A empresa gestora do Aeroporto de Macau assegurou que está a “promover activamente” a expansão do mercado do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, com plano de aumentar a frequência dos voos e o número de destinos nestas áreas, como a ligação a Fukuoka, no Japão.

No que diz respeito às rotas de médio e longo curso, a CAM está a analisar o desenvolvimento de rotas para a Índia e outras opções de voos com escalas.

As informações da empresa indicam que o Aeroporto Internacional de Macau conta actualmente com 29 companhias aéreas que operam 44 rotas.

Carga de Macau para a Europa

A CAM, por outro lado, abordou também o transporte de mercadorias, sublinhando os resultados das rotas exclusivamente de carga entre Macau e a Europa.

No ano passado, o volume de mercadorias transportadas de Macau para a Europa foi de cerca de 31.700 toneladas, representando cerca de 29,2% do volume total de carga do aeroporto. Entre elas, 8700 toneladas corresponderam à rota de Madrid, representando 8% do total.

Os dados fornecidos por Frank Wu, director do Departamento de Logística e Desenvolvimento da Aviação Geral da CAM, mostram ainda que o comércio electrónico transfronteiriço é o principal contribuinte para a carga do aeroporto, representando 90% do volume total.

A CAM afirmou que os voos directos de carga da Ethiopian Airlines entre Macau e Espanha já entraram em operação regular. Para as rotas de longo curso no futuro, a CAM irá lançar voos “que se relacionam com a plataforma sino-lusófona”, com vista a uma expansão do mercado para a América do Sul, por exemplo, para países como o Brasil, “que tem uma população numerosa e uma elevada frequência de utilização de serviços de comércio electrónico”, frisou.

O porta-voz da CAM referiu ainda que a situação no Médio Oriente está a afectar os preços dos combustíveis, estando o aumento dos custos a levar a uma redução dos voos de carga. Mas, “por enquanto, o impacto não é significativo”, assegurou.

Quanto à previsão da União Europeia de, no segundo semestre deste ano, cobrar uma taxa fixa de 3 euros e uma taxa de processamento de 2 euros sobre pequenas encomendas com valor inferior a 150 euros, a CAM acredita que tal medida irá a afectar, a curto prazo, as exportações de mercadorias de Macau para a Europa. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


sábado, 6 de dezembro de 2025

Macau - Governo cauteloso quanto à criação de voo directo entre a RAEM e Lisboa

A eventual abertura de uma nova rota directa aérea Macau-Lisboa depende das considerações comerciais por parte das companhias aéreas, afirmou a Autoridade de Aviação Civil de Macau, em resposta à proposta de um deputado sobre a respectiva ligação aérea. O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, reconhece que o lançamento da referida rota ajuda a demonstrar o papel de Macau como plataforma sino-lusófona


O deputado Ip Sio Kai defendeu a criação de uma ligação aérea directa entre Macau e Lisboa, mas o Governo respondeu com cautela, sublinhando a necessidade de viabilidade comercial da rota para as companhias aéreas.

“Fala-se tanto na plataforma sino-lusófona, mas ainda não existe uma única rota aérea directa para Lisboa”, afirmou o deputado Ip Sio Kai durante um debate sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2026 na área dos Transportes e Obras Públicas. “Esta rota é extremamente importante, porque voar para Lisboa é, na prática, voar para a Europa, além de poder servir como ponto de escala para o Brasil. Se tivéssemos esta ligação, seria muito útil para nós enquanto plataforma sino-lusófona”, sustentou Ip.

Em resposta a Ip Sio Kai na Assembleia Legislativa, o presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, afirmou que o Governo “atribui grande importância” ao desenvolvimento da aviação, “em particular ao seu papel na promoção da diversificação económica”.

“No entanto, nas operações comerciais, as companhias aéreas consideram frequentemente a procura do mercado, os custos operacionais, os benefícios a longo prazo e a competitividade da rota, antes de decidirem lançar novos voos”, declarou Pun Wa Kin, a quem o titular do Governo para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, tinha entregado a prerrogativa de responder ao deputado.

Quando Ip sugeriu que o Governo poderia subsidiar a rota, Pun Wa Kin respondeu que esse apoio “envolve políticas sectoriais diferentes” e que “o Governo da RAEM precisa de analisar a questão de forma abrangente, sob todos os aspectos”.

Na sessão plenária de ontem, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, ao finalizar a parte de perguntas e respostas com o deputado Ip Sio Kai, admitiu, entretanto, benefício da criação da rota aérea directa entre Macau e Lisboa, o que ajudaria a destacar o papel de Macau como plataforma entre a China e Portugal.

“Vou levar as opiniões pertinentes à reunião de assuntos governamentais para discutir com os departamentos relevantes sobre a eventual implementação deste projecto”, disse.

Ip Sio Kai é, para além de deputado à Assembleia Legislativa de Macau, também vice-diretor da sucursal em Macau do Banco da China. Ip não é o primeiro deputado a propor ao Governo a criação de novas rotas aéreas que conectem a região à Europa. Em 2023, quando foi aprovada na generalidade a lei da Aviação Civil, também o deputado José Pereira Coutinho quis saber quais os planos das autoridades neste sentido.

A TAP efectuou ligações duas vezes por semana entre Lisboa e Macau na década de 1990, no entanto, a ligação seria suspensa em 31 de Outubro de 1998, com a companhia a acumular prejuízos na ordem dos 200 milhões de patacas. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final” com “Lusa”


sábado, 29 de novembro de 2025

Timor-Leste destaca acordo aéreo com Macau

O Governo timorense sublinhou a importância do Acordo de Serviços Aéreos, em preparação para ser assinado entre Macau e Timor-Leste, pela possibilidade que abre aos voos aéreos diretos do país para a região chinesa da Grande Baía

Num discurso no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), que abriu uma sessão de promoção do investimento em Timor-Leste, o ministro timorense para o Planeamento e Investimento Estratégico (MPAE), Gastão Francisco de Sousa, sublinhou a importância do acordo, pela “possibilidade de estabelecer ligações aéreas diretas entre Timor-Leste, Macau e a Grande Baía”.

O voo semanal entre Díli e Xiamen, na província chinesa de Fujian, “continua a reforçar as ligações” entre Timor-Leste e China, sublinhou o dirigente, referindo-se à única rota aérea direta entre os dois países, inaugurada em fevereiro.

Referindo-se ainda ao plano de ação trienal do Fórum de Macau, o ministro timorense destacou as medidas previstas no setor financeiro ao incluir o “uso da moeda chinesa, o renminbi (RMB), no comércio bilateral”, e saudou “a abertura dos mercados financeiros chineses ao investimento externo”.

“Para Timor-Leste, esta cooperação permitiria apoiar a comunidade empresarial chinesa em Díli, reforçar fluxos de investimento e aprofundar a integração regional, sobretudo no contexto da ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]”, organização à qual Timor-Leste aderiu formalmente em outubro.

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, destacou na semana passada a prioridade dada à “promoção do renmimbi” nas trocas comerciais com os mercados lusófonos.

Sam Hou Fai recordou que, em maio, os bancos centrais da China e do Brasil assinaram um memorando de cooperação estratégica financeira e renovaram um acordo bilateral de linhas de câmbio nas moedas locais.

Pequim, uma das principais capitais promotoras do Brics Pay – sistema de pagamentos dos BRICS, alternativo ao Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (SWIFT, dominado pelo dólar, e instrumento usado frequentemente pelo Ocidente para a imposição de sanções), tem procurado internacionalizar o renmimbi, moeda que não é inteiramente convertível em outras moedas.

Gastão Sousa, que está em Macau quando Timor-Leste comemora os 50 anos da proclamação unilateral da independência em 28 de novembro de 1975, saudou ainda o aprofundamento da “cooperação prática com a China em vários setores prioritários”.

“Nas pescas, trabalhamos com a Direção-Geral de Pescas para garantir que a cooperação no âmbito do Fórum de Macau esteja alinhada com a nossa Política para a Economia Azul, acolhendo investimentos de grande dimensão, como o projeto da Guangxi Yanxi Fishery Development, através da Timor Sea Fishery Development, num valor equivalente a 685 milhões de dólares”, pontuou o ministro.

Já no setor da agricultura, o governante timorense sublinhou a importância da cooperação entre sete municípios de Timor-Leste e a província de Hunan, na China, especialmente na produção de arroz e no desenvolvimento turístico agrícola.

“Acolhemos igualmente o investimento plurifásico do Grupo Caizi China, no valor de mil milhões de dólares, já iniciado com a construção da fábrica de manufatura em Ulmera e do ‘resort’ integrado em Tíbar, Liquiçá”, concretizou.

O governante deixou um convite às entidades oficiais de Macau e aos empresários presentes na sessão a explorarem “oportunidades nos setores do turismo, agricultura, energia renovável, economia azul, serviços digitais, transporte e logística” e ainda à construção de parcerias nos setores do conhecimento e da tecnologia. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Angola - Voos internacionais da TAAG já começaram a operar no novo aeroporto

Todos os voos da TAAG com destino e origem em Lisboa, São Paulo, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Lagos, Windhoek, São Tomé, Maputo, Nairobi, Porto e Havana passarão a ser operados a partir do novo aeroporto, juntando-se às rotas já transferidas de Brazzaville e Kinshasa

Todos os voos internacionais da TAAG - Linhas Aéreas de Angola, já estão a ser operados exclusivamente a partir do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), localizado na província do Icolo e Bengo, marcando assim o fim da fase de transição dos voos internacionais da operadora no 4 de Fevereiro.

O voo inaugural, realizado no domingo, 19, foi através da aeronave, um Boeing 777-300ER da frota da TAAG, completou com sucesso a ligação Lisboa - Bom Jesus, Icolo e Bengo.

"O sucesso desta primeira operação intercontinental, e chegadas bem-sucedidas que antecederam este voo, com origem em Joanesburgo (África do Sul), Kinshasa (RDC), Brazzaville (República do Congo) e Lagos (Nigéria) são já reflexo da transferência total dos voos internacionais da Companhia, validando o extenso planeamento técnico e logístico realizado com sucesso pelas nossas equipas", lê-se no comunicado publicado no domingo.

A mudança, de acordo com a companhia, representa um marco histórico, visando ganhos significativos em eficiência operacional, sinergias na gestão da frota e melhoria na experiência dos passageiros. A consolidação das operações no AIAAN integra a estratégia nacional de posicionar Luanda como um hub de referência na África Austral.

Assim, todos os voos da TAAG com destino e origem em Lisboa, São Paulo, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Lagos, Windhoek, São Tomé, Maputo, Nairobi, Porto e Havana passarão a ser operados a partir do novo aeroporto, juntando-se às rotas já transferidas de Brazzaville e Kinshasa.

Importa recordar que outras companhias que operam no País ainda não transferiram as operações para o AIAAN. A mudança das restantes companhias que asseguram voos internacionais para Luanda será gradual e de acordo com a resolução das necessidades de cada uma delas.

Segundo apurou o Expansão, vai ser disponibilizado um serviço shuttle entre o Aeroporto 4 de Fevereiro e o novo aeroporto, isto para os passageiros em trânsito, cujo percurso de viagem seja feito em parte, por companhias aéreas estrangeiras, ainda não baseadas no AIAAN.

A Emirates, por exemplo, tem como data de referência para transferência das operações para o novo aeroporto o 1 de Novembro, uma vez que a companhia ainda não tem as garantias que considera fundamentais por parte do serviço de handling. Este tem sido o maior constrangimento que a Emirates tem tido neste processo.

Já a TAP, deverá mudar para o AIAAN na segunda semana de Novembro, de acordo com fonte da companhia portuguesa. O positivo desta decisão é que a mudança faseada das companhias aéreas permitirá ir ajustando os processos, evitando maiores problemas se todas mudassem ao mesmo tempo, o que, sabe-se, é fundamental para que o aeroporto possa funcionar em pleno.

O negativo tem a ver com a operacionalidade dos diversos voos, sendo necessário ter capacidade para transportar passageiros e mercadorias de um local para o outro de acordo com os horários pré-estabelecidos pelas diferentes companhias.

Assim, é fundamental que a ligação ferroviária garanta um serviço eficiente, e que o trânsito rodoviário seja devidamente controlado pelos agentes de segurança.

Entretanto, o Caminho de Ferro de Luanda (CFL) informou que a circulação dos comboios regulares de passageiros no troço entre a estação do Bungo e o Terminal Ferroviário do AIAAN continua parada e será retomada "logo que estejam reunidas todas as condições de segurança necessárias". Henrique Kaniaki – Angola in “Expansão”


quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Macau - Sugerido “apoio especial” do Governo em prol de voos directos com Portugal

O director do Departamento de Marketing da CAM disse que há algumas “dificuldades” no que respeita à criação de um voo directo entre Macau e Portugal, mas a empresa continua a tentar incentivar companhias aéreas a desenvolver essas rotas. Eric Fong defendeu, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau, que o Governo da RAEM deve criar um “apoio especial”. Além disso, afirmou, deve tentar negociar a atribuição de subsídios, juntamente com a autoridade de aviação civil de Portugal, à companhia para que os custos possam ser reduzidos


A Sociedade do Aeroporto de Macau (CAM) “tem impulsionado companhias aéreas a desenvolver rotas directas ou de transferência ligadas a Portugal”, revelou Eric Fong, director do Departamento de Marketing da empresa, mas não é uma tarefa fácil. “Ainda continuamos a esforçar-nos no aspecto dos voos directos”, prosseguiu, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

No entanto, sobre esta ambição, Eric Fong apontou que “actualmente, ainda existe um certo grau de dificuldades” e deverá ser preciso um “período de incubação muito longo”, dados os “custos muito elevados”, o mercado e outras considerações comerciais. Segundo notou, ainda não há transportadoras interessadas em lançar esta ligação de longa distância.

“Por isso, sugerimos ao Governo da RAEM que crie um apoio especial. E propomos também que [o Governo] e a autoridade de aviação civil de Portugal negociem para proporcionar subsídios à companhia aérea [operadora] e aos passageiros, no sentido de assegurar que a companhia diminua os custos o mais possível, antes do lançamento dos voos. Penso que, desse modo, tornar-se-ia mais provável ser desenvolvida esta rota aérea de longa distância”, analisou Eric Fong.

Segundo o responsável, actualmente, alguns passageiros de Macau recorrem à rota Incheon (Coreia do Sul) – Lisboa, operada pela Korean Air. Além disso, afirmou que a CAM tem mantido contacto com a Air Macau, na esperança de a companhia de bandeira da RAEM aproveitar a rede da Air China, empresa mãe, para concretizar uma ligação entre Macau e Pequim (Daxing) e a transferência de Daxing para a Europa.

Por outro lado, Eric Fong referiu que a CAM aposta também nos voos de ligação de “bilhete único com bagagem transferida até ao destino final”, principalmente através de várias transportadoras de grande dimensão, como a China Eastern Airlines, a China Southern Airlines, a Korean Air, entre outras. Sob este modelo, os voos partem de Macau para Pequim, Seul, Taiwan, Kuala Lumpur, Singapura, ou Banguecoque, para depois levar os passageiros ao Canadá, EUA, Europa, Austrália, Egipto e Índia, explicou.

“Há muitos passageiros que partem de Macau para ir ao Canadá, tendo o volume de passageiros registado um certo aumento… Além disso, temos promovido constantemente este serviço [voos de ligação] na Grande Baía, de modo a que os turistas da Grande Baía ou dos países europeus ou americanos possam viajar para Macau desta forma”, destacou.

Este ano, CAM procedeu igualmente a várias negociações com companhias aéreas australianas e europeias, “especialmente com a Turkish Airlines”, para promover rotas “charter” de média e longa distância com escala em Macau, através da cooperação com transportadoras e agências de viagens, apontou Eric Fong.

“Em relação às rotas ‘charter’, será um pouco difícil promover esta área a depender apenas da população de Macau. Por isso, temos negociado com algumas agências de viagens e empresas ‘charter’ de grande dimensão do Interior da China, para perceber se estão interessadas em promover, juntamente com a Turkish Airlines e companhias aéreas australianas, voos de ligação. Esperamos que, enquanto o único aeroporto internacional na parte oeste da Grande Baía, o Aeroporto de Macau possa atrair pessoas desta parte da Grande Baía – como de Jiangmen e de Zhongshan -, a partirem de Macau para se deslocar ao Médio Oriente. As companhias aéreas já manifestaram esta vontade, se conseguirmos ligar todas as cadeias de abastecimento envolvidas”, afirmou o responsável.

Segundo exemplificou, a CAM está “bastante interessada” na Turkish Airlines, desejando promover voos de ligação que partam da Turquia e, recorrendo à partilha de códigos, transportem depois os passageiros para o Interior da China, o Sudeste Asiático e o Nordeste da Ásia com aviões da Air Macau. Nesta vertente, Eric Fong sublinhou que a CAM “se tem esforçado” e que as negociações “nunca pararam”.

Por outro lado, a lei da actividade de aviação civil entrará em vigor no dia 1 de Fevereiro do próximo ano. Segundo Eric Fong, até agora, nenhuma companhia aérea manifestou um interesse claro em prestar serviços de transporte aéreo de passageiros em Macau, mas algumas transportadoras pediram à CAM informações sobre questões operacionais e requisitos. Entre as companhias que contactaram a CAM, “há algumas tradicionais e algumas estrangeiras”, apontou.

Centros de Serviços em Shenzhen e Zhongshan

Ademais, o responsável notou que o Centro de Serviço do Aeroporto de Macau em Zhuhai entrou em funcionamento a 2 de Julho, em Gongbei, tendo vindo a atender principalmente passageiros das regiões vizinhas e prestando serviços de marcação de bilhetes de avião e consulta de informações sobre os voos e a passagem fronteiriça.

Eric Fong adiantou que mais dois centros de serviço do género deverão entrar em funcionamento no 4º trimestre deste ano em Shekou, Shenzhen, e no Porto de Zhongshan, estando a CAM a “negociar alguns pormenores” e a “proceder à decoração”. Segundo revelou, esses centros vão fornecer informações sobre os voos, mas também prestar o serviço de transferência de transporte marítimo e aéreo entre esses terminais marítimos e o Aeroporto de Macau.

“Vamos promover um serviço que permitirá aos passageiros que partem dos terminais de Shekou e do Porto de Zhongshan, depois da chegada ao Terminal da Taipa, apanharem autocarros rápidos ligados ao Aeroporto de Macau e usarem o serviço de ‘uma única inspecção’ alfandegária, para ir directamente para o Japão ou Coreia do Sul, por exemplo. Como são considerados passageiros de transferência, podem receber um reembolso de imposto de 110 patacas e ver as bagagens directamente transferidas para o destino”.

A rede de serviços de transferência de transporte marítimo e aéreo da CAM irá abranger ainda o Porto de Wanzai, Zhuhai, e o Terminal Marítimo do Porto Interior, cujas instalações e serviços “já se encontravam prontos na primeira metade deste ano”. Porém, actualmente, a sociedade continua em negociações com as autoridades do Interior da China sobre “alguns detalhes”, não prevendo um calendário para o lançamento do serviço, no âmbito do qual será também disponibilizado o serviço pago de autocarros rápidos para o Aeroporto de Macau aos passageiros que chegam ao Terminal do Porto Interior vindos do Porto de Wanzai. Como este tipo de passageiros goza do reembolso de imposto, o serviço é “basicamente gratuito”, notou Eric Fong.

“Low-cost” absorvem 26% dos passageiros

Eric Fong revelou ainda que, entre Janeiro e Julho deste ano, 74% dos passageiros do Aeroporto de Macau apanharam voos de companhias aéreas tradicionais enquanto 26% escolheram transportadoras “low-cost”. Segundo indicou, no mesmo intervalo temporal, a taxa de ocupação dos voos “low-cost” superou 80%, ao passo que as companhias aéreas tradicionais verificaram uma taxa de ocupação de cerca de 75%. “Normalmente, as companhias aéreas ‘low-cost’ registam uma taxa de ocupação de voos entre 80% e 85%”, acrescentou.

Além disso, adiantou ainda que, nos primeiros sete meses do ano, o número total de passageiros do Aeroporto registou uma quebra anual de 4%, enquanto o volume de voos ficou também aquém do verificado no período homólogo de 2024. Relativamente à origem dos passageiros, os residentes representavam 11%, seguindo-se os do Interior da China (57%), os estrangeiros (17%), os de Hong Kong (1%) e os de Taiwan (14%). Neste aspecto, observou que a percentagem dos passageiros do Continente chinês caiu dois a três pontos percentuais, em termos anuais. Ainda assim, notou que a situação se manteve semelhante ao habitual.

Eric Fong adiantou ainda que, no final de Setembro, vai ser lançada uma rota entre Macau e a ilha de Phu Quoc, Vietname, com dois voos por semana. E quase na mesma altura ou no início de Outubro, Macau terá uma nova ligação a Sihanoukville, Camboja, também com dois voos semanalmente. Já no início de Novembro será inaugurada a rota Macau-Cheongju, Coreia do Sul, com quatro voos por semana.

Na esfera do Interior da China, o responsável mencionou que, no próximo dia 10 de Setembro, vão ser iniciados voos entre Macau e Nanchang, capital da província de Jiangxi, servidos por aeronaves COMAC C909, com três voos por semana. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 30 de abril de 2025

Macau – Cônsul português “muito irritado” por única ligação aérea entre a Região e a Europa não ser para Portugal

Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, mostrou-se frustrado devido ao facto de a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa não ir para Portugal e sim para Madrid. O responsável indicou, na Feira Internacional de Turismo de Macau, que tem vindo a insistir com as autoridades portuguesas para que essa ligação fosse feita para Lisboa ou para o Porto

O cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong lamentou que a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa seja feita para Madrid e não para Lisboa ou para o Porto. Esta ligação, a cargo da Ethiopian Airlines, foi inaugurada há duas semanas e faz parte de uma rota triangular com Adis Abeba, capital daquele país africano.

Numa apresentação no pavilhão do Turismo de Portugal na Feira Internacional de Turismo de Macau, Alexandre Leitão afirmou: “Há dias escrevi [uma carta] para Lisboa, muito irritado, quando a Ethiopian Airlines inaugurou o seu voo de carga triangular Adis Abeba-Madrid-Macau e com isso criou a primeira ligação directa de Macau para a Europa”.

Citado pelo Diário de Notícias, Alexandre Leitão afirmou na ocasião que tem vindo a insistir junto das autoridades portuguesas, ao longo dos últimos dois anos, para que essa ligação fosse feita por uma companhia portuguesa, com um aeroporto nacional como plataforma europeia. O cônsul-geral justificou a posição dizendo que em Macau existem 153 mil portugueses, inseridos numa região que num raio de 200 quilómetros tem dois polos urbanos como Shenzhen, Cantão e Hong Kong.

“Aqui existem mais de uma centena de restaurantes que se reclamam portugueses; há concessionárias, há comércio e este ano vão abrir mais dois restaurantes portugueses”, afirmou, acrescentando: “Repito, não me convencem de que não é viável um voo que faça uma dupla função de transporte de pessoas e transporte de mercadorias”.

“Expliquem-me lá porque é que Lisboa não é placa atlântica e também europeia, além de ser lusófona para mercados como o Brasil, que são servidos como nenhum outro? Ou o Porto? E porque é que as capitais africanas, lusófonas, não são também instrumentos, plataformas de distribuição das mercadorias e serviços para outros países em África que querem vir para cá?”, criticou, citado pelo diário português.

Ressalvando não ser especialista nos assuntos de aviação, Alexandre Leitão pediu explicações ao Governo português e à TAP. “Até que me expliquem por A mais B que não faz sentido nenhum, eu continuarei a insistir nisso”, referiu, concluindo: “Todas as pessoas interessadas em Portugal, [olhem para] este potencial antes que a Etiópia ou outra companhia qualquer decida mesmo fazer o voo de passageiros directo para Madrid ou para Paris, onde quer que seja. Assim, a tarefa torna-se mais difícil. E é este o apelo que eu vos faço”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 28 de abril de 2025

China - Agências portuguesas esperam que haja mais voos para o país

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) disse à Lusa esperar que o novo Governo possa promover mais voos directos com a China. “Veremos se, quando recuperarmos a estabilidade política em Portugal, haverá espaço e tempo para se começarem a desenvolver mais ligações aéreas [com a China]”, disse Pedro Costa Ferreira.



Portugal vai a eleições legislativas antecipadas a 18 de Maio, na sequência da crise política que levou à demissão do Governo PSD/CDS-PP, liderado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Pedro Costa Ferreira disse não ter dúvidas de que voos directos entre Portugal e a China “serão sempre um êxito” e que o actual problema “não será nunca económico”. “É a questão de encontrar um espaço no aeroporto e os [operadores] interessados em voar. (…) Será eventualmente [um problema] logístico e esperamos que possa ser resolvido”, acrescentou.

Actualmente existe apenas uma ligação directa entre a China e Portugal, com uma frequência de quatro voos por semana de Lisboa, com destino a Hangzhou, a capital da província de Zhejiang, uma das mais prósperas da China. “Estamos muito longe daquilo que queremos e longe daquilo que são, naturalmente, as ambições dos dois lados”, disse o presidente da APAVT.

Também o líder do bloco europeu de agências e operadores turísticos, Eric Drésin, disse à Lusa que a falta de voos para a China é o principal desafio para atrair mais visitantes da Europa. “O problema principal (…) é a conectividade. Voar é caro”, lamentou o secretário-geral da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA, na sigla em inglês).

“As companhias aéreas europeias não conseguem chegar à China sobrevoando a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, pelo que reduziram o número de voos para a China continental”, recordou Drésin.

A União Europeia fechou o espaço aéreo aos aviões russos após a invasão da Ucrânia, e Moscovo retaliou com proibições semelhantes, tornando mais longas e dispendiosas as ligações entre a Ásia e a Europa.

“Assim, dependemos muito de companhias aéreas não europeias para trazer viajantes” até ao continente asiático, explicou Drésin, incluindo empresas de Singapura, Japão e Coreia do Sul.

No caso da China, “não é muito comum os viajantes europeus viajarem com companhias aéreas chinesas. Precisam de estabelecer melhor a sua marca na Europa”, referiu o francês. As companhias aéreas chinesas ainda estão a retomar as rotas que ligavam a China ao resto do mundo antes da pandemia de covid-19, depois do país asiático ter limitado o tráfego aéreo internacional a menos de 2% do existente em 2019.

Drésin, que falava durante o primeiro dia da 13ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, disse ainda que o número de europeus a visitar os EUA deverá continuar a cair, sobretudo devido a Donald Trump.

Cônsul de Portugal critica falta de rotas directas com Portugal

O Cônsul-Geral de Portugal em Macau lamentou que a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa se faça não para Lisboa ou para o Porto, mas sim para Madrid. “Há dias escrevi [uma carta] para Lisboa, muito irritado, quando a Etiópia Airlines inaugurou o seu voo de carga triangular Adis Abeba-Madrid-Macau e com isso criou a primeira ligação directa de Macau para a Europa”, afirmou Alexandre Leitão na Expo Internacional de Turismo, citado pelo Diário de Notícias. Segundo disse, tem vindo a insistir com as autoridades portuguesas que essa ligação poderia ser feita por uma companhia portuguesa, com um aeroporto nacional como plataforma europeia. “Venho insistindo nisso há dois anos, por isso não me convencem que não é viável”, afirmou, lembrando que em Macau vivem 153 mil portugueses, inseridos numa região que num raio de 200 quilómetros tem dois pólos urbanos como Shenzen e Cantão, além de Hong Kong. Os voos da Etiópia Airlines, explicou, vão trazer 20 000 toneladas por ano de carga “através de um voo puramente comercial”. “Expliquem-me lá porque é que Lisboa não é placa atlântica e também europeia, além de ser lusófona para mercados como o Brasil, que são servidos como nenhum outro? Ou o Porto? E porque é que as capitais africanas, lusófonas, não são também instrumentos, plataformas de distribuição das mercadorias e serviços para outros países em África que querem vir para cá?”, criticou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Timor-Leste - Aero Dili começa ano com nova rota aérea que vai ligar a capital à China

A companhia aérea timorense Aero Dili inaugura na próxima sexta-feira a rota aérea de ligação da capital de Timor-Leste à cidade chinesa de Xiamen, disse Lourenço de Oliveira, diretor executivo daquela empresa privada



Em declarações à Lusa, na sede da empresa em Díli, Lourenço de Oliveira explicou que decidiu abrir a rota porque esta “representa um grande mercado”, tendo em conta os milhares de chineses que vivem no território timorense.

Mas, salientou, também porque quando começou há dois anos a voar para Bali, na Indonésia, e depois para Singapura, a comunidade chinesa lhe pediu para fazer uma rota direta. “O processo não foi fácil”, disse o empresário timorense, mas o dia 14 de fevereiro marca o início do voo para Xiamen, cidade da província de Fujian, no sul da China.

A ligação entre as duas cidades demora cerca de 05:20 horas e a viagem de ida e volta vai custar cerca de 1060 dólares.

Questionado pela Lusa sobre se a expansão da empresa inclui ligações aéreas para a Austrália, Lourenço de Oliveira disse que já está a “submeter os documentos”. “Se aprovarem, tenho planos para fazer a rota Díli/Darwin e Díli/Melbourne”, afirmou.

Lourenço de Oliveira disse também que o futuro da companhia é de sucesso, principalmente se Timor-Leste for admitido como membro pleno na Associação das Nações do Sudeste Asiático, processo que as autoridades esperam concluir ainda no decorrer deste ano.

Criada em 2023, a Aero Dili fez o seu voo inaugural para Denpasar, Bali, em março do mesmo ano, e atualmente voa todos os dias para a capital daquela ilha indonésia.

No ano passado iniciou a ligação a Singapura com um voo semanal e também tem várias ligações semanais a Oecussi, enclave timorense situado no lado indonésio da ilha.

O único apoio financeiro que a Aero Dili recebe do Governo timorense é uma compensação de 50.000 dólares mensais para voar para Oecussi. “Ainda assim, tenho de dar também um subsídio de 7500 dólares” para manter os preços dos bilhetes acessíveis, disse Lourenço de Oliveira.

Questionado pela Lusa sobre se já pediu um aumento da compensação ao Governo, Lourenço de Oliveira explicou que nunca pediu, mas salientou a rota para a Oecussi está a correr “muito bem”. “Mas de qualquer maneira é bom e tem um bom aeroporto, podia era ser em Díli. Se eu pudesse mudar o aeroporto”, disse, salientando que as obras no aeroporto internacional Nicolau Lobato são “muito importantes”, principalmente o aumento da pista, que é pequena.

O director executivo da Aero Dili explicou que fica com as operações condicionadas, porque não pode utilizar aviões maiores.

A Aero Dili tem dois aviões, o segundo tem chegada prevista em Março. “Estou a precisar de um outro avião para cumprir os critérios”, disse o empresário, salientando que para Singapura está prevista a realização de dois voos semanais e que aguarda a assinatura de um acordo aéreo entre Timor-Leste e a Tailândia para começar também a voar para aquele país.

O empresário timorense afirmou que decidiu formar a Aero Dili, porque passados mais de 20 anos o país não tinha uma empresa aérea de bandeira nacional, apesar de antes operar as ligações aéreas entre a capital timorense e Bali com voos ‘charter’. “Comecei a formar recursos humanos e agora já temos 22 aeromoças, três pilotos, mais três por causa da Airbus, que estão agora também a pilotar, e formei o pessoal do Governo na Aviação Civil, porque se não temos inspector, não podemos colaborar”, disse Lourenço de Oliveira. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


Brasil – Empresa portuguesa de aviação EuroAtlantic recebe autorização da Anac para voos regulares

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) do Brasil, por meio da Portaria n.º 16.300 de 3 de fevereiro de 2025, autorizou a empresa aérea portuguesa EuroAtlantic Airways — Transportes Aéreos S.A. a operar voos regulares no Brasil, após “atender a todas as exigências regulatórias da Anac, incluindo a comprovação de capacidade operacional e a conformidade com as normas de segurança. A companhia poderá definir diretamente com os operadores aeroportuários as rotas e frequências dos voos”.


  

Com a divulgação da aprovação da EuroAtlantic Airways, a Anac mantém o “compromisso em ampliar a oferta de transporte aéreo no Brasil, promovendo a concorrência e proporcionando mais opções para os passageiros e o setor logístico”.

A Anac observou que a empresa aérea “já possuía histórico de operações no país por meio de voos fretados, agora expandindo sua atuação com a possibilidade de oferecer ligações frequentes entre Brasil e Europa”. A companhia aérea está pronta para uma nova rota entre o Brasil e Portugal.

Fundada em 1993, a EuroAtlantic Airways, segundo a divulgação da empresa, há uma frota de duas aeronaves, o Boeings 767-300ER e o Boeing 777-200ER, com os quais opera algumas rotas na América Central e do Sul, Canadá, Austrália, Caribe e Estados Unidos. Ígor Lopes - Brasil In “Mundo Lusíada” 


sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Moçambique – Depois de gastar mais de 1 milhão de dólares em aluguer, LAM devolve “cargueiro” sem uso por falta de certificação

A LAM terá gastado mais de 71 milhões de Meticais com o aluguer de um avião de carga que nunca chegou a funcionar. A aeronave já foi devolvida ao país de origem por falta de certificação. O Instituto de Aviação Civil fala de incumprimento de requisitos para a certificação e diz que a Boeing não reconhece as alterações feitas no aparelho.



Com pompa e circunstância, a companhia de bandeira anunciou a chegada de um novo serviço: a LAM Cargo.

O único movimento que que o avião de carga proveniente da Indonésia fez na pista moçambicana foi no dia da sua inauguração.

E isto foi, precisamente, no dia 13 de Março de 2024, num evento de inauguração da aeronave orientado pelo então vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone.

A entrada deste serviço em funcionamento era quase uma certeza, porque a operação já tinha sido assumida como um sucesso. Havia, inclusive, detalhes de como a LAM Cargo funcionaria.

Por exemplo, a previsão era que o avião fizesse duas viagens por semana para todas as capitais provinciais, à excepção de Tete, para onde seria apenas uma.

Debalde! Era tudo um sonho, que esteve muito próximo da realidade. O avião de carga nunca realizou uma operação sequer! Ficou estacionado no recinto do Aeroporto Internacional de Maputo por um ano.

E, num comunicado desta terça-feira, 21 de Janeiro, a LAM anuncia a devolução do avião de carga.

“A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique – comunica que a aeronave Boeing B737-300, adquirida para o transporte dedicado de carga foi retomada à procedência, pelo facto de não ter tido a certificação no território nacional”, lê-se no documento da LAM.

A companhia de bandeira esclarece, ainda, por quanto tempo o avião ficou no país.

“A aeronave em referência manteve-se em Moçambique desde 31 de Dezembro de 2023 e descolou do Aeroporto Internacional de Maputo no dia 18 de Janeiro de 2025, com destino a Jacarta, Indonésia”, detalhou a companhia de bandeira.

O “O País” sabe que a LAM pagava, mensalmente, 93 mil dólares por mês pelo aluguer da aeronave, o que corresponde a mais de cinco milhões de Meticais ao câmbio actual.

Isto significa que, num período de 12 meses, no qual o avião esteve em Moçambique, as Linhas Aéreas de Moçambique terão pagado mais de um milhão de dólares, o equivalente a mais de 71 milhões de Meticais, ao câmbio do dia.

Mas, afinal, o que terá inviabilizado o funcionamento do serviço de carga?

A aquisição desta aeronave, desde logo, não envolveu a autoridade reguladora da aviação civil.

“O avião saiu da Indonésia, voou para Moçambique com pilotos indonésios, matrícula da Indonésia e aterrou no país sem envolvimento da autoridade moçambicana. O único documento que eles submeteram aqui (no IACM) foi a reserva do registo. Quando o avião aterra no território nacional, é desregistado. Ficou, momentaneamente sem autoridade que regulasse”, revelou João de Abreu, PCA do Instituto de Aviação Civil de Moçambique

Como não podia ficar assim, o Instituto de Aviação Civil de Moçambique solicitou à LAM documentos para tratar da certificação do avião de carga.

Os requisitos solicitados pela autoridade reguladora da aviação civil não foram cumpridos. “Foi verificado que nem todos os documentos, que são necessários para este tipo de certificação, estavam completos. Portanto, quando nós devolvemos o dossier, há uma série de reuniões que explicamos e, até, colocamos a possibilidade de o operador, querendo, continuar a operar com a certificação do país de onde o avião veio, porque a nossa legislação permite. Então, este processo de vaivém de documentos é que fez este atraso, que fez com que o avião não pudesse voar, porque não estava registado em sítio nenhum”, explicou João de Abreu.

O avião, segundo o Instituto de Aviação Civil de Moçambique, era de passageiros e foi modificado para ser carga. O fabricante, a Boeing, não reconhece as alterações feitas.

“Neste processo de modificação de passageiro, o fabricante do avião não foi notificado porque, quando nós pedimos confirmação e manuais à Boeing, ela (a Boeing) só reconhecia aquele avião ainda como de passageiros. É necessário, sempre, que haja uma autoridade que certifique depois da modificação, que diga se o avião está em condições de voar ou não. Este é que é o problema que o nosso operador não conseguiu exibir o documento da autoridade que diga que depois da modificação uma certa autoridade certifica, dizendo que o aparelho está em condições”, detalhou o PCA do Instituto de Aviação Civil de Moçambique

A nossa equipa de reportagem soube que o avião teve avaria durante o regresso ao seu país e teve de pousar para reparação. Depois disso, seguiu viagem para a Indonésia. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 9 de maio de 2024

Coreia do Sul - Korean Air lança voos directos entre Seul e Lisboa a partir de 11 de Setembro

A companhia aérea de bandeira sul-coreana Korean Air anunciou o lançamento de voos ‘charter’ directos entre Seul e Lisboa a partir de 11 de Setembro. Os aviões Boeing 787-9, com capacidade para 290 passageiros, vão operar três voos semanais entre o aeroporto de Seul, Incheon e Lisboa, às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos

A Korean Air, companhia aérea de bandeira sul-coreana, anunciou o lançamento de voos ‘charter’ directos entre a capital da Coreia do Sul, Seul, e Lisboa a partir de 11 de Setembro.

Num comunicado, a Korean Air disse que irá usar aviões Boeing 787-9, com capacidade para 290 passageiros, para operar três voos semanais entre o aeroporto de Seul, Incheon e Lisboa, às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos.

A companhia aérea disse que os voos irão decorrer durante quase dois meses, pelo menos até 25 de Outubro, mas admitiu que “também tem planos para prolongar a operação desta rota durante a época de inverno”.

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo, a época de Inverno para a aviação civil arranca em 27 de outubro e decorre até 30 de Março de 2025.

A Korean Air sublinhou que a nova ligação a partir de Incheon irá oferecer “os únicos voos diretos entre Lisboa e o Nordeste da Ásia”, região que inclui o Japão, a Mongólia e o extremo oriente da Rússia. “Os novos voos directos irão facilitar a deslocação, tornando mais acessíveis as viagens para Lisboa e cidades vizinhas”, disse a companhia aérea, que deu como exemplo o Porto.

Esta ligação poderá também ser usada para passageiros que queiram voar entre Macau e Lisboa, disse ontem num comunicado a empresa gestora do aeroporto da região administrativa especial chinesa.

A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau recordou que a Korean Air já tinha anunciado, no final de Abril, o regresso dos voos directos diários entre Seul e o território, a partir de 1 de Julho, após um interregno de quatro anos devido à pandemia de covid-19. “Isto significa que os passageiros podem viajar diretamente de Macau para Portugal via Seul com a Korean Air, servindo como ponte entre os dois destinos e trazendo conveniência para o turismo, cultura e economia”, sublinhou a CAM.

Em Junho, a directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, descreveu o lançamento de voos directos para Portugal como “um sonho”, mas lembrou também ser possível trabalhar com os aeroportos vizinhos de Hong Kong, Guangzhou e Shenzhen.

A última estimativa dada pelo Consulado-geral de Portugal em Macau apontava para mais de 100 mil portadores de passaporte português entre os residentes nas duas regiões administrativas especiais chinesas de Macau e Hong Kong.

De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau, a cidade recebeu 6013 turistas vindos de Portugal em 2023, ano em que removeu todas as restrições à entrada impostas devido à pandemia. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 28 de março de 2024

Malásia - É um dos homens mais influentes da Ásia e tem nome português

Anthony Francis Fernandes, empresário de 60 anos, é malaio, o seu pai de Goa, a sua mãe indo-asiático-portuguesa (do povo Kristang) e, tal como muitos dos seus conterrâneos, carrega no nome o peso da herança que Portugal deixou na Ásia. Neste momento é dono de um dos grupos mais influentes daquele continente que detém, por exemplo, uma das maiores companhias aéreas low-cost do mundo

Em 2001, Anthony Francis Fernandes – também conhecido por Tony Fernandes – fundou a Tune Aire, empresa ligada ao setor da aviação que, mais tarde, adquiriu a Air Asia e a transformou numa das mais prósperas companhias aéreas do continente asiático.

Mais tarde criou o Tune Group, consórcio com tentáculos nos setores de hotelaria, telecomunicações, serviços financeiros, desporto, indústria criativa e linhas aéreas.

Além disto, o milionário foi também acionista maioritário dos Queens Park Rangers, em Inglaterra, e entre 2010 e 2014 liderou a Team Lotus, equipa de Fórmula 1 que depois alterou o nome para Caterham F1 Team.

A nível académico, Fernandes estudou na The Alice Smith School, em Kuala Lumpur e entre 1976 e 1983 foi aluno do Epsom College, no Reino Unido, de onde saiu para a London School of Economics e se graduou em Contabilidade. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 20 de março de 2023

Timor-Leste - “Orgulho” na chegada a Díli do voo inaugural do primeiro avião de bandeira timorense

Líderes timorenses manifestaram ontem “orgulho” pela chegada a Díli do voo inaugural do primeiro avião de bandeira timorense, um A320, operado pela companhia aérea Aero Dili, que começa com voos regulares na próxima semana


Dezassete passageiros, incluindo o ministro dos Transportes e Telecomunicações, José Agustinho da Silva, viajaram no voo procedente da Indonésia que aterrou no Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato pouco depois das 08:30. “Estou muito contente. É um orgulho e um sonho que se concretiza”, disse à Lusa o empresário timorense Lourenço de Oliveira, proprietário da Aero Dili.

“Agora vamos começar no dia 28 com rotas de voos regulares, para a Indonésia todos os dias, mas também para Singapura. Estamos a negociar com a Austrália para poder operar o voo também para aquele país”, confirmou, explicando que há ainda objetivos de chegar à China e às Filipinas.

O responsável falou à margem da cerimónia de boas-vindas do A320, recebido com jatos de água e aplaudido por vários líderes timorenses, incluindo o Presidente, José Ramos-Horta, vários membros do Governo e outras individualidades.

Em declarações à Lusa, Ramos-Horta parabenizou Lourenço de Oliveira, originário da ilha de Ataúro, e saudou o seu empreendedorismo. “Sem dúvida um dia de orgulho e mais um exemplo do empreendedorismo do Lourenço 'Ataúro', um empresário timorense conhecido, apreciado, muito popular com muitas iniciativas ao longo do ano, em transporte marítimo e aéreo , aquacultura de camarão”, afirmou o chefe de Estado.

Ramos-Horta vincou que a iniciativa do setor privado é importante, mas que, no setor aéreo, e dadas as suas complexidades, é vital que haja apoio do Estado. “Espero que o Governo entenda que o negócio de companhias aéreas é muito complexo e é necessário grande apoio do Estado. Conheço muitas companhias de aviação e estou lendo. Muitas empresas não sobreviveriam sem o apoio do Estado”, afirmou. “O Estado deve fazer como fazem nos Estados Unidos: nenhum governante pode viajar num avião não americano. E aqui o Estado pode fazer o mesmo, apoiar, garantindo que os governantes, os deputados, os funcionários viajem nesta companhia”, disse.

Paralelamente, defendeu o Presidente, o Estado deve igualmente, “e para assegurar a sobrevivência da companhia e a sua competitividade, subsidiar o custo do combustível em Díli que é o dobro do custo das noutras capitais da região”.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães, salientou o “orgulho” de estar em Díli “um avião de Timor com bandeira de Timor”. “Marca uma nova fase na nossa história. Isto abre uma nova competição e com isso acredita que os preços baixarão, a mobilidade será mais fácil e todos poderão ter acesso às ligações aéreas”, afirmou o governante em declarações à Lusa.

Magalhães disse que um dos legados do atual Governo são os vários acordos de navegação aérea feitos nos últimos anos por Timor-Leste, sublinhado que os investimentos ajudarão a cimentar a conectividade do país. “O primeiro-ministro deu orientações claras ao ministro dos Transportes para considerar as conexões aéreas uma das prioridades da governação e o ministro e a sua equipa fizeram um ótimo trabalho para facilitar a concretização da ambição do Aero Dili. É tudo o resultado de um trabalho feito por este Governo”, sublinhou.

“Quando se fala em soberania, sem uma presença física, sem investimento, sem aviões, seriam só acordos que não se traduziriam numa mudança concreta e real. Com este passo, mais aviões para Timor e depois o aumento e melhorias no Aeroporto de Díli, facilita-se o processo de desenvolvimento, negócios”, frisou.

O projeto representa um investimento de 10 milhões de dólares com uma equipa de quase 40 pessoas a assegurar o funcionamento do aparelho decorado com a frase “Aero Dili Timor-Leste” e duas bandeiras de Timor-Leste, uma na fuselagem e outra a cobrir a totalidade da cauda. A manutenção é feita com uma empresa em Jacarta onde é igualmente dada formação a toda a equipa. “É um avião com bandeira de Timor-Leste e registado em Timor-Leste. Sinto muito orgulho. Foi um grande investimento. Espero poder incorporar um segundo avião mais tarde”, referiu Lourenço de Oliveira.

A equipa da Aero Dili inclui pilotos, técnicos e equipas a bordo e em terra, com extensa experiência e originários de vários países, incluindo Timor-Leste, com o aparelho alugado em modelo 'wet lease' à Dubai Aerospace Enterprise, uma das maiores empresas de leasing de aviões do mundo, que leva equipas a Timor-Leste para fazer toda a avaliação do projeto.

O A320 tem capacidade para 180 passageiros, que na configuração da Aero Díli foi reduzida para 165 lugares. Dono de dois casinos em Díli e com investimentos em aquicultura e agricultura, entre outros, Lourenço de Oliveira tem no último ano operado parte das ligações aéreas entre Díli e Bali, na Indonésia, utilizando um modelo de 'charter' com aviões das empresas Air Asia e Sriwijaya Air.

O sonho de ter um avião de bandeira timorense começou há cerca de seis anos quando Lourenço de Oliveira decidiu tirar o curso de piloto, comprando depois três pequenas avionetas para viagens domésticas em Timor-Leste.

Nos últimos anos Timor-Leste tem procurado celebrar acordos de serviços aéreos com vários países sendo que, até ao momento, o único ratificado e em vigor é com a Austrália. Voos para outros países, como Indonésia, Singapura ou Malásia, têm sido operados apenas em sistema de 'charter'. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”