Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 21 de março de 2026

Cabo Verde - Irmã Hélida Correia lança “ReiKina”, primeira obra a solo que apela ao civismo ambiental infantil

Cidade da Praia - A educadora e escritora Irmã Hélida Correia lança a 25 deste mês, na cidade da Praia, o livro infantojuvenil ReiKina, obra que sensibiliza crianças e famílias para responsabilidade ambiental e correcta gestão do lixo.


Em entrevista à Inforpress, a educadora e escritora Irmã Hélida Correia, mestre em Educação Pré-Escolar e Primeiro Ciclo do Ensino Básico, elucidou que o livro infantojuvenil ReiKina nasceu de uma experiência vivida com alunos, transformada depois numa história de sensibilização ambiental.

A ideia surgiu quando, durante uma actividade com crianças nas imediações da escola, se deparou com lixo espalhado junto aos contentores, situação que motivou um trabalho de consciencialização entre os alunos.

Segundo relatou, a iniciativa começou com uma música criada pelas próprias crianças para incentivar a colocação correcta do lixo, experiência que mais tarde inspirou a construção da narrativa.

“O contentor está aí, mas nós próprios deitamos o lixo no chão. Então decidi pôr o contentor a falar”, afirmou.

Na história, o contentor transforma-se na personagem ReiKina, uma figura simbólica que representa um apelo silencioso à responsabilidade colectiva e ao cuidado com os espaços públicos.

O nome escolhido resulta da expressão “rei da esquina”, numa referência aos contentores presentes nas ruas e bairros, muitas vezes ignorados no quotidiano, apesar do papel essencial que desempenham na organização urbana.

A obra de 36 páginas apresenta uma linguagem simples e pedagógica, dirigida sobretudo às crianças, embora também procure envolver pais, professores e toda a comunidade numa reflexão conjunta sobre os hábitos relacionados com o lixo.

Ao longo da narrativa, a autora introduz conceitos como reciclagem, reutilização e compostagem, incentivando pequenas atitudes diárias capazes de contribuir para mudanças mais amplas na sociedade.

Para Hélida Correia, iniciar essa sensibilização desde cedo constitui um passo decisivo na formação de cidadãos conscientes, sublinhando que a educação infantil representa o primeiro alicerce da construção de valores sociais e ambientais.

A escritora considera que a leitura possui um “papel determinante” nesse processo de formação pessoal e intelectual.

“Desde muito cedo percebi que o livro, na minha mão, faz-me viajar sem sair do lugar. Abre a minha mente e posso viver em qualquer sítio do mundo”, afiançou.

Com formato quadrado de grande dimensão, ReiKina apresenta uma narrativa acompanhada de elementos pedagógicos, incluindo uma música que pode ser utilizada por professores e famílias como ferramenta de sensibilização.

A publicação teve produção assegurada pela Gráfica Santos, enquanto o prefácio conta com a assinatura de Elídio Jesus, director do Centro Educativo de Miraflores.

Apesar de representar a primeira obra publicada individualmente, a autora já possui cerca de 20 histórias infantis escritas, além de poemas, romances e reflexões literárias, considerando esta publicação como a “mãe de todas as outras”.

A edição inicial prevê mil exemplares, com o objectivo de alcançar escolas, famílias e leitores interessados na temática ambiental.

A apresentação pública da obra está marcada para o dia 25 de Março, na Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, com intervenções da escritora e docente Augusta Évora, do escritor Paulo Veríssimo e de Elídio Jesus, autor do prefácio. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 19 de março de 2026

Cabo Verde - Abertas candidaturas ao Prémio de Literatura Mário Fonseca

As candidaturas ao Prémio de Literatura Mário Fonseca já estão abertas e decorrem até 16 de Maio


Instituído pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, em parceria com a Associação Cabo-verdiana de Letras, o prémio tem como objectivo galardoar uma obra literária inédita, em qualquer dos géneros, apresentada por uma editora nacional.

Segundo o regulamento, o Prémio Literário Mário Fonseca tem como propósito homenagear o escritor Mário Fonseca pelo seu contributo para a promoção da literatura cabo-verdiana e estimular a produção de obras literárias originais de editoras nacionais que editem em língua portuguesa ou cabo-verdiana.

A mesma fonte refere que são admitidas a concurso todas as obras entregues por editoras nacionais, sediadas em Cabo Verde, com actividade reconhecida no sector livreiro.

As obras não podem ser constituídas por trabalhos já seleccionados, sendo aceites apenas originais. São admitidas antologias ou colectâneas inéditas, mas não serão aceites colectâneas de crónicas previamente publicadas em jornais, nem inscrições de publicações póstumas ou a atribuição de prémios “in memoriam”.

O júri, designado pela BNCV e ACL, será composto por três intelectuais de reconhecida idoneidade, a quem estará interdita a participação no concurso.

O prémio traduz-se na garantia de publicação da obra vencedora até o montante de 400 mil escudos.

A apresentação das candidaturas ao prémio deverá ser efectuada, através do endereço do e-mail: apoio@bncv.gov.cv, indicando no assunto: Prémio de Literatura Mário Fonseca.

Os concorrentes deverão anexar, no mesmo e-mail, a declaração de cedência de direitos autorais e autorização de publicação, bem como o comprovativo de actividade da editora em Cabo Verde.

As obras a concurso devem ser inéditas e assinadas com pseudónimo, não devendo conter qualquer elemento de identificação da editora candidata. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quarta-feira, 18 de março de 2026

Cabo Verde - Candidaturas ao Prémio Literário Infantojuvenil Orlanda Amarílis abertas até 16 de Maio

A Biblioteca Nacional de Cabo Verde anunciou, esta segunda-feira, 16, a abertura de candidaturas ao Prémio Literário Infantojuvenil Orlanda Amarílis. Trata-se de um prémio instituído pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, em parceria com a Associação Cabo-verdiana de Letras


As candidaturas decorrem de 16 de Março a 16 de Maio de 2026, através do endereço de e-mail: apoio@bncv.gov.cv, indicando no assunto: Prémio de Literatura Infantojuvenil Orlanda Amarílis.

Segundo o regulamento, o prémio tem como objectivo incentivar a criação literária e distinguir uma obra inédita do género infantojuvenil, promovendo a literatura destinada às crianças e jovens.

O texto deverá ter um mínimo de 20 páginas e ser inédito, ou seja, que não tenha sido publicado em quaisquer suportes (eletrónicos e/ou impressos) e não deve conter quaisquer tipos de ilustrações.

As candidaturas devem ser apresentadas individualmente, estando, assim, excluída qualquer situação de coautoria.

Conforme o regulamento, os textos a concurso têm de ser inéditos e assinados com um pseudónimo, a fim de salvaguardar o anonimato. “Os candidatos poderão apresentar no máximo dois originais a concurso, devendo, contudo, enviá-los separadamente e com pseudónimos diferentes”.

De acordo com o regulamento, a temática é livre, mas as obras serão avaliadas em função da sua originalidade, qualidade estética e criatividade, sem esquecer que elas se destinam ao universo infantojuvenil.

Este prémio, de periodicidade anual, está aberto a todos os cidadãos cabo-verdianos maiores, residentes ou na diáspora, e estrangeiros residentes (excepto os concorrentes vencedores em edições anteriores), podendo os concorrentes utilizar duas línguas: o português ou o cabo-verdiano.

O júri, designado pela BNCV e ACL, integrará três intelectuais de reconhecida idoneidade, a quem estará interditada a participação no concurso.

Este prémio contemplará tanto a edição da obra premiada como uma componente pecuniária no valor de 200 mil escudos. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Guiné Equatorial - Alunos do Centro María Cano visitam a Biblioteca Nacional num dia de imersão cultural

Alunos do Centro María Cano manifestaram o seu interesse após visitarem a Biblioteca Nacional nesta terça-feira, onde puderam conhecer em primeira mão a riqueza documental e artística ali presente


Um grupo de alunos do Centro María Cano visitou a Biblioteca Nacional, numa atividade que os levou a explorar espaços onde convergem história, arte e a preservação do património literário do país. O que começou como uma simples excursão escolar acabou tornando-se uma verdadeira experiência de descoberta cultural.

Os alunos, do segundo e quinto anos do ensino fundamental, foram recebidos e orientados pelos gestores Tomás Obama e Mariano Marcelo, que os acompanharam pelas diferentes salas da instituição, explicando o sistema interno de organização e a função que a Biblioteca Nacional desempenha como guardiã do património bibliográfico da Guiné Equatorial.

Durante a visita guiada, os jovens demonstraram particular interesse por livros escritos por autores nacionais, bem como por obras assinadas pelo chefe de Estado, que constituem uma parte importante do acervo. Também se encantaram com a icónica escultura do mestre Leandro Mbomio, obra que ocupa um dos salões principais e representa o significativo impacto do renomado artista na história cultural do país.

Um dos momentos mais marcantes da visita ocorreu quando os alunos pararam para contemplar a imensidão do edifício: estantes meticulosamente organizadas, salas silenciosas propícias ao estudo e uma arquitetura projetada para salvaguardar a história escrita da nação. Para muitos, foi o primeiro contato direto com um arquivo que preserva décadas de produção literária e documental.

Após a visita guiada à instituição, a atividade prosseguiu num ambiente mais informal. Uma das professoras do centro conduziu uma breve apresentação literária, combinando leitura em voz alta e reflexão oral.

A atividade, adaptada à idade dos participantes, teve como objetivo fortalecer a escuta ativa, a compreensão e a conexão emocional com a leitura.

A Biblioteca Nacional enfatizou que estas visitas representam mais do que uma cerimónia formal: são uma ferramenta educacional que aproxima as novas gerações do património cultural e reforça a importância da leitura como parte fundamental do desenvolvimento académico e pessoal.

Para os alunos, no entanto, o impacto foi imediato: a surpresa de descobrir que os livros não são apenas lidos, mas também preservados e fazem parte da história escrita do país. Segundo os organizadores, a impressão final das crianças foi de "curiosidade genuína", um ingrediente fundamental que, com o tempo, pode traduzir-se num sólido hábito de leitura ou até mesmo em futuras carreiras relacionadas à literatura, cultura ou pesquisa.

Num contexto em que a tecnologia redefine o acesso ao conhecimento, a imagem de crianças a percorrer os corredores de uma biblioteca pública adquire um valor simbólico. Ela evoca a relevância duradoura dos livros, mas também a responsabilidade de preservar espaços onde as gerações futuras possam encontrar o seu lugar no património cultural da Guiné Equatorial. In “Real Equatorial Guinea” – Guiné Equatorial


quarta-feira, 24 de julho de 2024

Brasil - Exposição gratuita na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro celebra 500 anos de Camões

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil (MinC) – inaugurou para o público, nesta quarta-feira (24) a exposição “A língua que se escreve sobre o mar – Camões 500 anos”. Após a abertura oficial, a mostra poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na sede da Biblioteca Nacional, no Centro do Rio, até 4 de outubro.


O Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros em Portugal, Paulo Rangel esteve na inauguração oficial da exposição pela manhã, restrita para convidados, e disse que contribui de forma indelével para o fortalecimento das relações luso-brasileiras e para a valorização do patrimônio comum do espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Nas palavras do ministro português Paulo Rangel, “Camões foi o grande renovador e modernizador da língua portuguesa que é nosso património comum. A sua inovação não se ficou pela estética e pela forma. Ele inovou pela substância, universalizando o português. Tornando-o mar e mapa, mudando a sua geografia, ele fez do oceano o livro sagrado da nossa língua comum. Como não celebrar os 500 anos do navegador da língua que falamos?”.

A exposição é realizada em parceria com a Embaixada de Portugal no Brasil, com patrocínio do Camões – Centro Cultural Português em Brasília e de Pinheiro Neto Advogados. A entrada é gratuita.

A FBN possui cerca de 700 exemplares de livros de Camões, alguns deles vindos de Portugal com Dom João VI, em 1808. Entre as raridades estão as primeiras edições de “Os Lusíadas” (1572), “Rimas” (1616) e “Rhytimas” (1595). A exposição está montada no setor de Obras Raras da Biblioteca Nacional, e dialoga com as celebrações ao escritor português realizada pela instituição em 1880 – fotografada, na ocasião, por Marc Ferrez.

“O legado de Luís Vaz de Camões é de alcance tão planetário como o foi a saga narrada na sua obra mais conhecida, “Os lusíadas”. Camões escreveu, literalmente, sobre o mar. No Brasil, que sobressai no mundo de língua portuguesa como o seu país-almirante, com mais de 200 milhões de falantes, e onde a Fundação Biblioteca Nacional possui um precioso acervo e tradição notável em comemorar o grande poeta, é natural que um dos primeiros pontos altos das celebrações dos 500 anos do seu nascimento seja a concretização de uma virtuosa parceria da embaixada de Portugal e do Camões em Brasília com a Fundação Biblioteca Nacional”, afirma o Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos.

A mostra inclui mapas de Lisboa e das Américas, feitos na época de Camões – uma era de navegações e descobrimentos que inspiraram o maior escritor lusitano. Os visitantes poderão apreciar ilustrações presentes nos livros de Camões, além de diversas gravuras e desenhos dos séculos XVI ao XIX que retratam e homenageiam o autor. A exposição inclui, ainda, obras da literatura inspiradas no universo camoniano, além de pinturas de artistas contemporâneos relacionadas à temática da navegação, entre outros itens do acervo da FBN.

“As celebrações camonianas da Biblioteca Nacional, realizadas desde 1880, perseguem um viés inabalável: Camões não para de crescer. Um compromisso inegociável de expansão, que não distingue tempo e latitude. Apenas o recorte temporal, certas visadas ideológicas, variantes textuais. Toda uma estética da recepção. Nenhum fantasma cessa de aumentar, enquanto a poesia segue altiva e soberana, aberta, inspiradora.  Assim, impõe-se a cada mostra, a vertigem da lista, a coleção dos livros que abordam Camões, para medir seu processo vital, seus renovados estudos, a lealdade dos leitores”, afirma o presidente da FBN, Marco Lucchesi. In “Mundo Lusíada” – Brasil

Agenda: Exposição “A língua que se escreve sobre o mar – Camões 500 anos”.

Data: de 24/07 (quarta-feira – excepcionalmente às 12h) até 4 de outubro. 

Horário: 10h às 17h (datas posteriores à inauguração oficial).

Local: Biblioteca Nacional, setor de Obras Raras – 3º andar.

Endereço: Av. Rio Branco, 219 – Cinelândia.

*Entrada gratuita


sábado, 9 de dezembro de 2023

Cabo Verde - “Kel Linda Borboleta”, o primeiro livro infanto-juvenil totalmente inclusivo será lançado na terça-feira

Chama-se “Kel Linda Borboleta”, está em crioulo, em sistema braille, linguagem gestual, letras aumentadas, sistema pictográfico, áudio e vídeo livro. A obra infanto-juvenil, da autoria de Teresa Mascarenhas, Rosiane Rocha e Germano Almeida, mostra que a inclusão, para além do discurso, deve traduzir-se na praticidade


A Linda Borboleta conta a história de uma borboleta “muito especial”, que, segundo a Primeira Dama de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, que assina o prefácio, faz-nos um convite ao “doce prazer do crer e da esperança, que faz mover montanhas e conseguir grandes proezas e até voar”.

O lançamento acontece na terça-feira, na Biblioteca Nacional, às 17 horas. É o primeiro livro em Cabo Verde 100% acessível, destinado a pessoas com todo o tipo de deficiência, conforme explica a co-autora e mentora da iniciativa, Teresa Mascarenhas.

“A obra está braille para pessoas cegas, em caracteres aumentados para pessoas com baixa visão, em sistema pictográfico de comunicação para pessoas com alguma dificuldade ou atraso mental, ou pessoas que nunca foram à escola. Tem ainda a versão áudio e vídeo, que podem ser acessados através do sistema QR Code”, explica.

Aprender para incluir

“Kel linda borboleta” está igualmente em língua gestual, como forma de incentivar as pessoas a aprenderem esta modalidade e potenciar a inclusão.

“Muitas vezes nos preocupamos em ensinar a língua gestual para pessoas surdas. Entretanto, se apenas a pessoa surda conhece a língua gestual e as pessoas que estão ao seu redor não a conhecem, ela continua excluída”, alerta a autora, para quem este livro deveria ser introduzido nos jardins de infância e escolas, como uma ferramenta de ensino.

Inclusão e a praticidade

O livro, resultado do trabalho de um grupo vasto de pessoas, destaca-se, ainda, pela co-autoria da jovem Rosiane Rocha, que tem paralisia cerebral, responsável pelas ilustrações.

“Se queremos trabalhar a inclusão, ela não é só falar, mas fazer na prática. Então porque pensar num livro inclusivo e deixar as pessoas com paralisia cerebral de fora? Incluir é a praticidade”, encoraja Mascarenhas, que é presidente da Associação das Famílias e Amigos de Crianças com Paralisia Cerebral – Acarinhar.

De recordar que “A linda borboleta”, versão em português do mesmo livro já foi lançado anteriormente. entretanto, o livro estará também patente no lançamento da sua versão em crioulo, que tem lugar na terça-feira,

A apresentação, na terça-feira, na Biblioteca Nacional, estará a cargo dos linguistas Marciano Moreira, que fez a tradução para o crioulo e da vice-reitora da Uni-CV, Fátima Fernandes. Natalina Andrade – Cabo Verde in “A Nação”


quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Portugal - Revistas de banda desenhada estão de parabéns

A Biblioteca Nacional, em Lisboa, vai receber a exposição “Centenário do ABC-zinho. 100 anos de revistas de banda desenhada em Portugal”, que vai retratar as principais publicações desde os anos 1920 até à década de 1980

A abrir no dia 7 de novembro e patente até 29 de março do próximo ano, a exposição estava inicialmente prevista para 2021, nos 100 anos do ABC-zinho, mas foi adiada devido às alterações de calendário efetuadas no contexto da pandemia de covid-19.

“A exposição percorre a história das principais revistas deste tipo publicadas em Portugal desde a década de 1920 até à de 1980. Inicia-se com uma parte introdutória focando Stuart Carvalhais e os seus Quim e Manecas, primeiros personagens perenes da BD portuguesa”, lê-se num texto publicado no sítio da Biblioteca Nacional, assinado por João Manuel Mimoso.

O percurso pelas publicações de banda desenhada prossegue com “Cottinelli Telmo e a sua colaboração de crescente importância no ABC e no ABC a Rir até ao lançamento do ABC-zinho cujo nome foi sugerido por Stuart que também colaborou largamente nos anos iniciais da revista”.

“A partir daí, é contada a história de mais de 30 títulos, representando um percurso até à década de 1980. A exposição compreende cerca de 500 revistas, originais de capas, páginas de histórias e ilustrações produzidas pelos desenhadores para as publicações; construções oferecidas em separata; livros e outros produtos comerciais associados a algumas revistas; cartazes; e muito mais, tudo relacionado com essas publicações”, acrescenta o mesmo texto.

João Manuel Mimoso recorda que as revistas como publicações que “oferecem como conteúdos, histórias em quadradinhos em continuação, contos, passatempos e uma secção de contacto com os leitores” foi um modelo estabelecido em Portugal com o ABC-zinho, dirigido por Cottinelli Telmo, que se estreou no dia 15 de outubro de 1921. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 22 de agosto de 2023

Brasil - Biblioteca Nacional tem encontro inédito com parceiras africanas

A Biblioteca Nacional (BN) realizou nesta segunda-feira (21) encontro inédito com bibliotecas que compõem o grupo de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop). A reunião foi realizada no formato virtual e marcou o estreitamento das relações entre a BN e as bibliotecas nacionais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, representadas por seus dirigentes Diana Luhuma, Matilde Mendonça, Iaguba Djalo, João Fenhane e Marlene José.


O presidente da BN, professor e poeta Marco Lucchesi, disse à Agência Brasil que já havia conversado individualmente com gestores de algumas dessas bibliotecas. “Hoje, decidimos que era o momento de somarmos esforços e ouvirmo-nos em assembleia. Foi um encontro muito bonito, porque ele tem um poder simbólico e inafastável e porque era desejo nosso e das bibliotecas da África de uma aproximação constante com a Biblioteca Nacional”.

Ficou decidido que as bibliotecas dos seis países estarão mais próximas, ampliando uma espécie de colaboração Sul-Sul, que passa pelo intercâmbio das publicações de todos os equipamentos. Em parceria com a Marinha do Brasil, a BN enviará publicações para suas congêneres do Palop.

Haverá também intercâmbio de textos e artigos para inclusão em revistas e outras publicações das bibliotecas. Marcio Lucchesi esclareceu que, no caso da BN, as publicações absorverão e serão enriquecidas com as vozes de autores de países africanos de língua portuguesa.

Metáfora

A BN já preparou, por outro lado, um curso online de preservação e conservação de obras, setor em que é referência no Brasil e no exterior, e que será oferecido às bibliotecas africanas. O curso será dado pelo servidor Jaime Spinelli. Lucchesi salientou que a preservação e restauração de obras são problemas que atravessam todas as bibliotecas nacionais.

“O mais importante disso tudo é que somos todos irmãos. Não apenas na língua portuguesa, mas todos podemos aprender com todos. Ou seja, as características criativas, as respostas diferenciadas aos desafios, muito embora o olhar especial será dado para a biblioteca de Guiné-Bissau, onde cerca de 40% do seu acervo foi perdido, infelizmente”.

Para Lucchesi, a biblioteca de Guiné-Bissau, em especial, não deixa de ser “uma metáfora poderosa” da necessidade de proteger os acervos e a memória de modo geral.

Os dirigentes da BN e do Palop estabeleceram também um canal de comunicação permanente e vão formar grupos de trabalho específicos com o objetivo de mover as necessidades e diálogos comuns. “Mas dentro de um canal específico que me parece muito oportuno”, destacou Marco Lucchesi. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Agência Brasil”


sexta-feira, 2 de junho de 2023

Brasil – Fundação Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro tem novo presidente, o professor Marco Lucchesi

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) vai receber, este ano, investimentos de R$ 30 milhões, anunciou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao dar posse, nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, ao novo presidente do órgão, professor Marco Lucchesi.


A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), órgão público federal, inclui a Biblioteca Nacional, mais antiga instituição brasileira e maior biblioteca da América Latina, além da Biblioteca Euclides da Cunha (BEC) e a Casa de Leitura.

Inaugurada em 1810 por D. João VI, a Biblioteca Nacional ocupa, desde 1910, o prédio localizado na Avenida Rio Branco, número 219, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. É considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo.

De acordo com a ministra, será a primeira vez que a Biblioteca Nacional receberá investimento desse porte. Os recursos se destinam a incentivar o setor, que é tão importante para os brasileiros, destacou Margareth Menezes.

“Sendo que a nossa biblioteca tem mais de 1 milhão de visitações ao ano. Isso é uma coisa belíssima. Queremos incentivar a cultura brasileira e a Biblioteca Nacional”, disse ela. Os R$ 30 milhões serão direcionados à modernização do prédio anexo da biblioteca, destinado a abrigar parte dos 10 milhões de obras que compõem o acervo da instituição, em especial a coleção de periódicos.

Durante a solenidade de posse, a ministra da Cultura disse que a ideia é ampliar o acesso à cultura para outros territórios. “O Brasil precisa ter também esse conhecimento que existe e faz parte da formação da sociedade brasileira, da sua identidade.” A ideia é incluir as colaborações das culturas indígenas e afro-brasileira na Biblioteca.

O presidente da FBN declarou sua alegria de ter no país um “ministério sensível e uma ministra que compreende de fato a diversidade do sistema MinC”. Lucchesi se referiu à responsabilidade que lhe compete de ampliar o acesso à biblioteca digital, que é “exemplar para o mundo e para a América Latina”. Ao mesmo tempo, ele pretende expandir o dossiê técnico das terras quilombolas, das línguas múltiplas praticadas no país e da pluralidade.

Marco Lucchesi destacou que, embora a ministra não soubesse do seu discurso, nem ele do dela, os dois estão “afinados com a perspectiva republicana mais ampla, com o país”. Ele pretende ampliar os diálogos com as bibliotecas dos países africanos, que foram interrompidos. “É um trabalho que a Biblioteca Nacional já tem alguns acordos. Nós estamos ampliando esses acordos, olhando também para a América Latina.” A Biblioteca Nacional cuida mais diretamente de algumas bibliotecas da América Latina, em países como Uruguai, Equador e Bolívia.

Diplomacia

Lucchesi assinou também acordo com a Marinha do Brasil para levar os livros da Biblioteca Nacional para todas as bibliotecas do mundo. “Essa é a nossa tarefa. E aí a gente faz a diplomacia do livro: a gente une povos, sonhos e crenças e o Brasil fica mais forte, não para liderar o que quer que seja, mas [para], como irmãos, partilharmos o mesmo desejo“. A Biblioteca Nacional possui 72 quilômetros de prateleiras com acervo, salientou Marco Lucchesi. “Esta é a casa da cidadania”, ressaltou.

Foi anunciada também durante a cerimônia a criação de uma nova categoria dentro do Prêmio Literário Biblioteca Nacional – o Prêmio Akuli. O novo prêmio objetiva a fixação de cantos ancestrais e narrativas da oralidade, recolhidos no Brasil, entre povos originários, ribeirinhos e de matrizes culturais. O edital será lançado em junho. A premiação será de R$ 30 mil para o trabalho vencedor. Akuli era a alcunha de Moseuaípu, jovem sábio da comunidade Arekuná. Íntimo dos saberes da floresta, foi um exímio narrador de histórias ancestrais. A literatura oral sobre Macunaíma, que Akuli transmitiu ao cientista alemão Theodor Koch-Grünber, foi determinante para a obra de Mário de Andrade.

A cerimônia de posse de Marco Lucchesi teve como atração artística a Orquestra de Cordas de Volta Redonda. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Agência Brasil”


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Moçambique - Edição moçambicana do livro “Sulwe”, de Lupita Nyong’o, lançada em Maputo

No dia 8 de dezembro, o Cantinho Americano, na Biblioteca Nacional – cidade de Maputo, acolheu o lançamento da edição moçambicana do livro infanto-juvenil intitulado “Sulwe”, pertencente à renomada actriz e escritora queniana, Lupita Nyong’o

Lançado em Moçambique sob chancela da Editora Trinta Zero Nove, o livro “Sulwe” conta com a tradução portuguesa da editora e tradutora moçambicana, Sandra Tamele, e ilustração da ilustradora norte-americana, Vashti Harrison.

No âmbito do lançamento desta obra literária na cidade de Maputo, a cantora Lenna Bahule foi responsável pela leitura encenada que emocionou a todos que estiveram presentes.

Vale lembrar que livro “Sulwe” conta uma estória emocionante de uma menina que aprende a amar a sua pele escura como a meia-noite.

Lupita Nyongo’o é uma actriz e realizadora queniana. Celebrizada pelo seu papel em 12 Anos de Escravidão, que lhe mereceu o Prémio da Academia para Melhor Actriz Secundária, além de múltiplos galardões, incluindo o Prémio da Associação de Actores de Cinema, o Prémio da Crítica, o Prémio Espírito Livre e o Prémio NAACP. Desde então, ela estrelou em Queen of Katwe de Mira Nair, Star Wars: The Force Awakens, Black Panther, o recordista sucesso de bilheteira de Ryan Coogler e, mais recentemente em Us, o aclamado filme de terror de Jordan Peele. Nyong’o mereceu uma nomeação para o Tony pela sua estreia na Broadway na peça Eclipsed de Danai Gurira. Lupita vive em Brooklyn.

Sandra Tamele é licenciada em Arquitectura, mas o seu amor pelas línguas e pela leitura impeliu-a a desenhar também projectos literários. Em 2007, publicou a primeira obra que traduziu e, desde então, traduziu 21 romances e colectâneas de contos escritos, entre outros, pelos Prémios Nobel da Literatura Wole Soyinka e Naguib Mahfouz.

Compreendendo a importância da tradução, em 2015 começou a organizar um concurso anual de tradução literária entre jovens moçambicanos, que levou à criação da sua editora Editora Trinta Zero Nove. Tamele e a sua editora foram galardoadas com o Prémio de Excelência Internacional da Feira do Livro de Londres para Iniciativas de Tradução Literária em 2021. In “Moz Entretenimento” - Moçambique




quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Timor-Leste – As empresas selecionadas para a construção da Biblioteca Nacional serão divulgadas em outubro


Díli – A Autoridade Nacional do Petróleo e Minerais (ANPM) e a empresa Eni vão anunciar, em outubro, as empresas selecionadas para a construção da Biblioteca Nacional e para a supervisão daquela.

“A seleção da construtora cabe à empresa Eni e a do supervisionamento compete à ANPM. Os resultados vão ser divulgados em outubro”, informou o Gestor do Conteúdo Local da ANPM, Estanislau Salsinha Martins, à Tatoli, em Aitarak-Laran.

O responsável adiantou que a construtora será internacional e que a empresa que vai supervisionara construção será nacional.

A empresa Eni assumiu o compromisso de financiar o projeto de construção com 10 milhões de dólares americanos.

Já o Secretário de Estado da Arte e Cultura, Teófilo Caldas, disse que a construção da Biblioteca Nacional se iniciará logo após a divulgação dos resultados, ainda no decorrer no mês de outubro.

Recorde-se que o lançamento da primeira pedra deste projeto remonta a 15 de agosto de 2017 num terreno com 27 mil metros quadrados no Bairro Pité. Jesuína Xavier – Timor-Leste in “Tatoli”


 

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Angola – Biblioteca Nacional queixa-se do número reduzido de funcionários

A Biblioteca Nacional, que controla mais de 100 mil títulos de autores nacionais e estrangeiros, tem apenas 16 funcionários contra os 78 previstos nos estatutos orgânicos da instituição. A direcção pede, pelo menos, 40% da força de trabalho prevista nos estatutos

A falta de recursos humanos para melhor gestão das bibliotecas públicas está entre os principais desafios daquelas instituições de conservação e promoção do livro e da leitura, segundo Diana Afonso, directora-geral da Biblioteca Nacional (BN), em entrevista, esta semana, ao Novo Jornal, no âmbito do Dia Mundial das Bibliotecas, que se assinalou na passada sexta-feira, 01 de Julho.

A responsável informou, por exemplo, que actualmente a maior biblioteca pública do País, que controla mais de 100 mil livros, tem 16 funcionários, contra os 78 previstos no seu estatuto orgânico, uma realidade que tem criado vários constrangimentos no seu funcionamento.

"Neste momento, temos apenas 16 funcionários. O nosso estatuto orgânico prevê um quadro de 78 trabalhadores, sendo que, se tivéssemos, no mínimo, 40% desse número, já seria satisfatório", sublinhou Diana Afonso.

O défice de quadro é uma realidade nas mais de 30 bibliotecas públicas existentes em todo o território nacional. O ideal é que as bibliotecas funcionem com diversos técnicos e especialistas, entre os quais se podem destacar auxiliares administrativos e bibliotecários, cuja missão é classificar, conservar, organizar, divulgar e gerenciar o acervo da biblioteca, facilitando a procura por informação. Hélder Caculo – Angola in “Novo Jornal”


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Angola - Biblioteca Nacional revela que 70% dos autores não fazem Depósito Legal

Num universo de 500 solicitações, durante o presente ano, de número de Depósito Legal à Biblioteca Nacional, apenas 150 autores fizeram chegar as cópias dos livros àquela instituição

A directora da Biblioteca Nacional (BN), Diana Afonso, voltou a mostrar-se preocupada com o número elevado de autores, escritores e editoras que desrespeitam a Lei n.º 27/03, de 10 de Outubro, Lei do Depósito Legal. Em declarações, esta semana, ao Novo Jornal, a responsável revelou que 70% dos autores que solicitaram número de depósito legal àquela instituição, nos últimos anos, num universo de 500 livros, não efectuaram os respectivos depósitos, conforme o diploma.

Revelou, igualmente, que apenas 150 autores, na sua maioria de publicações não-periódicas (livros), regressaram à Biblioteca Nacional para entregar seis exemplares de suas obras, conforme a lei.

"O incumprimento da Lei do Depósito Legal continua a ser uma das nossas principais inquietações. Os autores [escritores e editoras] solicitam o número de Depósito Legal, mas, aquando da publicação da obra, não é feito o depósito dos [seis] exemplares na instituição", frisou.

O depósito legal, lembra, "visa, essencialmente, facilitar a compilação da bibliografia nacional, preservar a literatura nacional e controlar a produção bibliográfica e literária nacional, sendo o seu cumprimento um dever de todos".

O número de obras recebidas pela BN a título de depósito vem diminuindo nos últimos três anos, segundo cálculos do NJ. Em 2019, foram entregues 3610 obras à BN, enquanto em 2020, o número reduziu para 1330, e, pelo menos, até ao primeiro trimestre de 2021, haviam sido contabilizados cerca de 600 livros.

Biblioteca Nacional tem 100 mil livros para leitura gratuita

Diana Afonso revelou, também, estarem disponíveis actualmente, para consulta pública, cerca de 100 mil exemplares de livros de diferentes géneros e autores.

Muito recentemente, a Biblioteca Nacional recebeu, a título de depósito legal, a obra científica "Angola desde a sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação", da autoria de Carlos Mariano Manuel, professor Catedrático de Patologia e investigador de História.

Para aumentar o seu acervo bibliográfico e despertar os principais actores do mercado livreiro, a BN tem em carteira, ainda este ano, a realização de uma megacampanha de sensibilização sobre a importância do Depósito Legal.

Da sua agenda de trabalho consta ainda a realização de acções de capacitação profissional em Biblioteconomia, a fim de capacitar técnicos afectos às diferentes instituições neste domínio, em todo o País. Actualmente, o País conta com 39 bibliotecas públicas espalhadas em diversas províncias. Entretanto, este semanário sabe que há diversas regiões do País sem bibliotecas públicas. Hélder Caculo – Angola in “Novo Jornal”

 


sábado, 13 de novembro de 2021

Cabo Verde – Escritor Tchalê Figueira apresentou na Praia “Txon Vendido”

Cidade da Praia – O escritor Tchalê Figueira apresentou na Biblioteca Nacional, na Cidade da Praia, o livro “Txon Vendido” uma crítica sobre como os cabo-verdianos pensam e qual é a ideia que têm do futuro de Cabo Verde.

À Inforpress, o autor explicou que a obra foi iniciada com o livro “Solitário”, que narra uma história de ficção sobre as ilhas de Cabo Verde que são invadidas pelas areias onde existe um Governo e Presidente “super corrupto” e há um plano diabólico dos Estados Unidos e a Europa de quererem fazer de Cabo Verde um cemitério de lixo nuclear.

“É uma crítica sobre o nosso Cabo Verde, o futuro do país sobre o que os cabo-verdianos pensam (…). É isso a história do “Txon Vendido” e de quererem vender, mas que na minha óptica não se vende porque durante 500 anos vivemos sempre em flagelo e quando as coisas apertavam sempre sobrevivemos porque aparece qualquer coisa que nos salva como por exemplo a chuva”, referiu.

Para o autor, o desejo é que Cabo Verde mude de rumo e a forma como os cabo-verdianos estão a viver, sendo que, no seu entender, há muitas ilusões, onde o dinheiro é tudo, o povo é esquecido e o arquipélago não é tratado como devia ser.

Por outro lado, disse que a obra é uma critica também a forma do neocolonialismo da Europa e dos grandes poderes que vem assombrar o país porque tem certos interesses, e Cabo Verde fica sempre como vítima dessas políticas e das forças desses mais poderosos.

“Eu tenho a minha visão daquilo que é a politica cabo-verdiana hoje em dia, eu vejo coisas que talvez outras pessoas não veem, não sou político, mas sou um cidadão que está atento aquilo que se passa no nosso país e tenho essa forma de exprimir aquilo que eu sinto e faço isso nos meus livros e na minha poesia”, acrescentou.

Tchalê Figueira disser esperar que as pessoas comprem o livro e façam uma reflexão, crítica e, talvez, escrevam para os jornais sobre aquilo que leram, apesar de em Cabo Verde “muitas pessoas” não terem acesso aos livros”.

Avançou que neste momento já tem uma proposta para a obra, que vai ser lançada sob a chancela da Livraria Pedro Cardoso, ser adaptada a uma peça de teatro.

Tchalê Figueira nasceu na cidade de Mindelo, São Vicente, em 1953. Aos 17 anos emigrou para os Países Baixos, onde foi viver na cidade de Roterdão. Porém, permaneceu pouco tempo nessa cidade, viajando por vários países da Europa, Ásia e Américas.

Em 1974, instalou-se em Basileia (Suíça), onde frequentou a escola de belas artes, definindo o território suíço como a base da sua evolução artística.

Regressou a Cabo Verde em 1985 e residiu entre a Cidade da Praia, onde possui um ateliê, e a cidade de Mindelo, onde abriu em Dezembro de 2014 a galeria “Ponta D’Praia”.

Tchalê Figueira possui uma vasta colecção pictórica, reconhecida em diversos países, fruto das diversas exposições concretizadas ao longo do seu percurso artístico.

Como poeta e romancista publicou “Todos os Naufrágios do Mundo” (1992), “Onde os Sentimentos se encontram” (1998), “O Azul e Luz” (2002), “Solitário” (2005), “Ptolomeu e a sua Viagem de Circum-navegação”, (2005), “Contos de Basileia” (2011), “A Viagem” (2013).

Lançou ainda “A India que todos procuramos” (2014), “Solitude Blues”, “Uma Pequena Odisseia Mindelense”, “Moro Nesta Ilha Há Mais de Cinquenta Anos & Outros Contos” (todos em 2016), “Curtos – 7 contos” (2017), “Idade Poética” (2018) e “A Viagem” (Reimpressão revista e alterada, 2019). In “Inforpress” – Cabo Verde

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Moçambique – Celebração do aniversário da Biblioteca Nacional



Teve lugar hoje, a celebração do 59º Aniversário, da Biblioteca Nacional de Moçambique, BNM, instituição criada pelo diploma legislativo número 2116 de 28 de Agosto de 1961.

A BNM é uma instituição pública cultural, de investigação, de conservação e preservação do património bibliográfico nacional, tutelada pelo Ministério da Cultura.

Na celebração do seu 59º ano de existência, a BNM, depara-se com muitos desafios, de entre eles, a digitalização do seu acervo para assegurar uma mais rápida e vasta difusão, a actualização do cadastro das Bibliotecas Públicas, a produção e divulgação da bibliografia nacional corrente.

A BNM exerce igualmente a função de Sede do Depósito Legal, cabendo-lhe realizar o registo do Depósito Legal do património documental produzido em Moçambique. O Regime Jurídico do Depósito Legal estabelece os princípios para a recolha, conservação e preservação do património bibliográfico de Moçambique ou com chancela do produtor nacional.

A BNM conta actualmente com cerca de 39 764 obras, das quais 30 103 pertencem a colecção geral, 6960 a moçambicana e 2701 a preservação. In “Zambeze Info” - Moçambique

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Luxemburgo - Biblioteca Nacional acolhe conferência sobre história de Cabo Verde

A descoberta do arquipélago e a gestão portuguesa, a política colonial, a luta pela independência e o Cabo Verde de hoje são os tópicos da conferência



A Biblioteca Nacional do Luxemburgo vai acolher uma conferência sobre a história de Cabo Verde, a ter lugar no próximo sábado (dia 25), na sala de conferências do novo edifício, situado em Kirchberg.

A conferência "Janela aberta sobre a história de Cabo Verde" tem como orador o especialista em história e tradições de Cabo Verde, o francês Jean-Marc Heyert.

"A descoberta do arquipélago e a gestão portuguesa, a política colonial, a luta pela independência e o Cabo Verde de hoje" são os tópicos que vão ser abordados nesta sessão.



A conferência é organizada pela associação Filhos de Santa Catarina e tem lugar no sábado, entre as 16h e as 19h, na Biblioteca Nacional (avenue John F. Kennedy, n° 37d).

A entrada é livre, com inscrição através do tel. 621 192 427,
Email: filhos.stacatarina@hotmail.com ou pelo Facebook "Filhos de Santa Catarina". Henrique de Burgo – Luxemburgo in “Contacto”

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Conferência de imprensa de apresentação da versão em chinês da Biblioteca digital sobre Macau – China

A UCCLA, a Biblioteca Nacional de Portugal, a Fundação Macau e o Observatório da China organizam, dia 14 de outubro, uma conferência de imprensa para a apresentação da versão em chinês da Biblioteca digital sobre Macau – China.

O evento terá lugar pelas 17 horas, na Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, n.º 83), em Lisboa, Portugal.

Trata-se de um projeto do Observatório da China com o apoio das referidas instituições.

Na mesa estarão a presidente da Biblioteca Nacional de Portugal, Inês Cordeiro, o Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, o presidente da Fundação Macau, Wu Zhiliang, e o presidente do Observatório da China, Rui Lourido.

A Biblioteca Digital sobre Macau pretende divulgar de forma clara, simples e gratuita, mas rigorosa e científica, as descrições portuguesas (numa primeira fase) fundamentais para a História de Macau e do seu papel no Mundo, que foi pioneiro no relacionamento entre o Ocidente e a China. Será um instrumento pedagógico ao serviço da comunidade académica e população interessada. Permitirá o acesso direto, internacional e imediato a fontes históricas até agora só acessíveis nos arquivos portugueses ou em edições de difícil acesso.

A documentação histórica e respetivo conteúdo estará acessível através de 4 diferentes formas de consulta: pelo Nome dos autores das obras, pelo Título da obra, pela Data de edição da obra e, ainda, pelo campo das Novidades (as últimas a darem entrada no Portal). UCCLA