Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Brasil - Expande manejo sustentável de florestas, diz ONU

Relatório indica que entre 2020 e 2025, a área sob concessões federais saltou de 1,05 para 1,59 milhão de hectares, o Brasil também lidera Fundo para captar US$ 125 mil milhões em proteção de áreas verdes


A área florestal global diminuiu em mais de 40 milhões de hectares entre 2015 e 2025, de acordo com um novo relatório divulgado pela ONU nesta segunda-feira.

O Relatório Global de Florestas de 2026 afirma que, embora alguns países estejam a reforçar políticas de proteção das matas, o financiamento para a gestão florestal sustentável permanece muito abaixo das necessidades estimadas. O estudo foi divulgado na abertura do Fórum sobre Florestas, que acontece na sede da ONU.

Áreas verdes

Mas em algumas partes do globo, a tendência é ao revés. O Brasil, que aparece em segundo lugar no ranking de países com a maior quantidade de florestas no mundo, conseguiu ampliar o manejo sustentável.

Entre 2020 e 2025, o país que concentra 12% das áreas verdes no mundo, expandiu os territórios de florestas sob concessões federais de 1,05 para 1,59 milhão de hectares e aumentou significativamente a zona florestal sob planos de manejo sustentável de longo prazo.

Esse processo produziu mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de madeira com origem garantida e rastreabilidade total, gerando mais de US$ 41,6 milhões, ou R$ 217 milhões, em receitas.

Instituto Chico Mendes

A iniciativa foi coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O objetivo é assegurar o uso racional dos recursos florestais, a conservação da biodiversidade e a geração de benefícios para as comunidades locais.

O documento cita ainda o Fundo “Florestas Tropicais para Sempre”, TFF, lançado pelo Brasil em torno da 30.ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, COP30, com a meta de captar US$ 125 mil milhões junto a fundos soberanos e investidores institucionais.

Florestas Tropicais para Sempre

A iniciativa pretende proporcionar um financiamento previsível e com horizonte de várias décadas. Se totalmente capitalizado, o TFF poderia apoiar a proteção de mais de 1 bilhão de hectares de florestas tropicais em mais de 70 países em desenvolvimento.

O documento afirma que mecanismos inovadores de financiamento, instituições mais fortes e cooperação intersetorial são essenciais, num contexto em que pressões ligadas ao uso da terra, impactos climáticos, incêndios florestais, pragas e atividades ilegais continuam a ameaçar as florestas em muitas regiões. ONU News – Nações Unidas


sexta-feira, 3 de abril de 2026

Hong Kong – Manteigaria abre loja no início de Maio

Ainda não há uma data oficial de abertura, mas, no início de Maio, abre a primeira loja da Manteigaria, na região vizinha, em Central. O objectivo é ter seis espaços em Hong Kong, até 2027


Macau foi a porta de entrada da Manteigaria, na Ásia. Agora chegou a vez de abrir o primeiro espaço, em Hong Kong, no início de Maio. Segundo Diogo Vieira, o espaço abre em Queen’s Road, mas há planos de expansão para Causeway Bay, Tsim Sha Tsui e Mong Kok.

A Manteigaria – Fábrica de Pastéis de Nata, parte do Grupo Portugália Restauração, deu o seu primeiro passo rumo à expansão internacional, com a abertura de uma loja em Macau, em Janeiro de 2025. “Macau foi o passo inicial de chegada à Ásia”, dada a ligação do território à cultura portuguesa, esclarece o sócio-gerente do grupo em Macau. “Faz sentido que um produto português tradicional tenha a sua base na Ásia em Macau”, acrescenta.

Hong Kong, pela proximidade ao território e por ser “muito atractivo” para uma marca que se quer expandir, é o próximo passo. “Estamos a falar de uma metrópole com 7 milhões de pessoas e com uma visibilidade para o mundo muito superior a Macau e que, pela forma de consumo, pela tipologia da comunidade local, pelos turistas que visitam, tem um nível de receptividade bastante alto”, explica.

Primeiro Macau, depois a Ásia

Em Macau, há mais concorrência. “Temos um Lord Stow’s Bakery, uma Margaret Cafe e Nata e os outros ‘egg tarts’”, afirma. Pelo contrário, na região vizinha, não havendo essas marcas, mas apenas as ‘egg tarts’ locais, diferentes dos pastéis de nata portugueses, há uma menor concorrência.

As ‘egg tarts’ que existem em Hong Kong não são inspiradas nos pastéis de nata portugueses. “Por acharmos isso e por considerarmos que há uma forma de consumo diferente, com uma receptividade bastante grande de produtos portugueses, Hong Kong faria todo o sentido”, afirma.

Na loja de Hong Kong, o responsável será Fábio Pombo, director-geral da marca, na região vizinha. “Está a fazer a abertura juntamente comigo em Hong Kong e nós, em Macau, estamos a dar todo este apoio operacional e de abertura, mas depois será ele a gerir o mercado de Hong Kong”, comenta.

A expectativa será de abrir entre entre duas a três lojas, em 2026, e outras três, em 2027, no território vizinho. “Queremos ter seis lojas abertas, no período de dois anos, porque o mercado é muito importante e também vai dar a oportunidade de testar a marca numa grande metrópole asiática, que é visitada por todo o mundo”, afirma.

Depois disso, poderá dar-se a expansão da marca para outras cidades do mundo, como Seul, Tóquio, Banguecoque e Singapura. “São outros mercados que queremos explorar e a marca tem uma vontade muito grande de se expandir, não só na Ásia, mas também na Europa”, afirma.

Não haverá testes a receitas, já que tudo isso foi feito em Macau, antes da abertura do primeiro espaço. “A receita que estamos a usar em Macau será a mesma que vamos usar em Hong Kong, porque acaba por atingir o mesmo mercado”, diz. Por isso, terá sempre uma menor quantidade de açúcar, face ao que é vendido na Europa. “Isso foi bem recebido pelos locais e compreendido pelos portugueses que cá moram”, realça. Hong Kong seguirá a mesma receita, assim como o resto da Ásia, quando se der essa expansão.

A localização

A primeira loja em Hong Kong será em Queen’s Road, uma das principais artérias do território vizinho. “Quisemos que a primeira loja estivesse num local com muita visibilidade, com um grande fluxo de pessoas a passar e depois virá o marketing e comunicação e a abertura de novas lojas”, refere. Os outros espaços deverão situar-se em zonas como Causeway Bay, Tsim Sha Tsui e Mong Kok.

Em Macau, há duas lojas da Manteigaria, a última das quais abriu, na Taipa, no fim de Novembro de 2025, e, para já, não há intenções em abrir novas. “Queremos estabilizar a operação nestas duas. Ainda há margem para crescer e Macau não é um território enorme que justifique”, diz. “O tipo de conceito e o produto implica que esteja em zonas com fluxos de pessoas, em sítios fora de Portugal”, garante. Afinal, se no país europeu o pastel de nata faz parte intrínseca da cultura, nas zonas fora de Portugal é um produto novo que precisa de ser mostrado. “As pessoas [fora de Portugal] não consomem pastel de nata como nós — provam, gostam, levam um ou dois e, se calhar, só voltam a consumir duas semanas depois ou um mês depois”, refere. É preciso, por isso, estar em zonas de passagem, que estimulem a curiosidade dos transeuntes. “Eventualmente, poderemos abrir nos grandes hotéis-casinos, mas esse será um plano mais para a frente”, declara Diogo Vieira. Luciana Leitão – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 31 de março de 2026

Brasil - Banco Mundial aprova projeto para expandir energia renovável e empregos na Amazónia

Projeto quer ampliar acesso à eletricidade confiável para mais de 1 milhão de pessoas, a proposta deve beneficiar também mulheres e comunidades vulneráveis


O Banco Mundial aprovou um projeto para a Amazónia Legal do Brasil com foco na geração de empregos, expansão da energia renovável e redução dos custos de energia na região.

A iniciativa também prevê ampliar o acesso à eletricidade confiável para mais de um milhão de pessoas que atualmente não contam com serviços básicos de energia.

Milhões de empregos

A Amazónia Legal abrange nove estados e cerca de 60% do território brasileiro. Apesar de sua relevância ambiental e económica, a região enfrenta desafios históricos de acesso a infraestrutura e serviços. O projeto procura posicionar a Amazónia para aproveitar as oportunidades da economia de energia limpa, que deve gerar milhões de empregos na América Latina nos próximos anos.

O investimento total é de US$ 627,75 milhões, incluindo um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial, US$ 400 milhões em contrapartida do governo brasileiro, US$ 125 milhões em financiamento comercial e uma doação de US$ 2,75 milhões do Programa de Assistência à Gestão do Setor de Energia (ESMAP). A operação será implementada por meio do Banco da Amazónia (BASA), que apoiará profissionais privados e concessionárias de energia.

Mulheres e comunidades vulneráveis

Entre os principais eixos estão investimentos em geração de energia renovável, modernização da rede elétrica e ações de eficiência energética, com potencial para substituir sistemas baseados em diesel, reduzir custos para consumidores e aumentar a resiliência da infraestrutura frente a eventos climáticos. O projeto também inclui assistência técnica e fortalecimento institucional, com foco em inclusão e geração de oportunidades para mulheres e comunidades vulneráveis.

Quem explica é o especialista sénior em energia do Banco Mundial, Felipe Sgarbi..

“Este projeto cria as condições para acelerar a transição energética na Amazónia, combinando expansão da energia renovável com a geração de rendimento a partir de usos produtivos da energia. Ao mobilizar investimentos privados e diversificar a matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes mais caras e poluentes, a iniciativa contribui para um sistema energético mais eficiente, confiável e sustentável na região.”

A expectativa é que a operação contribua para ampliar a oferta de energia limpa, reduzir custos ao longo do tempo e fortalecer o papel da Amazónia na transição energética do Brasil. Sidronio Henrique – Brasil ONU News com “Banco Mundial”


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Concurso internacional para expansão do Porto Grande avaliado em 83 milhões de euros

O ministro do Mar anunciou que o concurso internacional para a construção da terceira fase do Porto Grande, do Mindelo, cujo investimento está avaliado em 83 milhões de euros, será lançado no dia 28 de Fevereiro


Jorge Santos falava ao presidir ao acto de assinatura de protocolos de cooperação entre a Enapor – Portos de Cabo Verde e a administração dos portos de Sines e do Algarve, bem como com a administração dos portos de Lisboa e de Setúbal e Sesimbra, todos de Portugal.

Segundo o ministro, com a expansão, o Porto Grande ganhará mais 400 metros e terá novos terminais, principalmente ao nível do transbordo, além de aumentar a capacidade de bunkering.

“Vamos fazer a duplicação do nosso porto, isto numa óptica de extensão, modernização e transformação do Porto do Mindelo, cada vez mais num porto transatlântico, com esse nível, e aumentar a capacidade de oferta de serviços a nível nacional, mas também a nível do Atlântico Médio”, explicou.

Além disso, conforme o governante, o Porto Novo, em Santo Antão, por seu lado, ganhará uma extensão de 275 metros, o que vai permitir a acostagem de grandes cruzeiros ou que grandes navios que saem de Portugal ou de qualquer outra origem possam também fazer a sua descarga nesse porto.

Conforme Jorge Santos, o Governo também projecta a terceira fase do Porto de Palmeira, na ilha do Sal, tendo em conta que se encontra numa ilha turística que recebe mais de 420 mil turistas por ano.

Segundo o ministro, o Governo também pensa priorizar, no próximo ciclo governativo, obras de expansão e modernização do Porto da Praia, para construir o corredor Praia-Dakar-Abidjan, bem como a modernização do Porto do Tarrafal de São Nicolau, na sua vertente de pesca, e do Porto de Vale de Cavaleiros, na ilha do Fogo.

Sobre os protocolos assinados entre a Enapor e os portos de Portugal, o ministro considerou que demonstram o alinhamento de Cabo Verde com as melhores práticas do mundo, uma vez que estabelecem o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas da inovação, logística, sustentabilidade, segurança e formação.

Para o presidente do conselho de administração da Enapor, Ireneu Camacho, essa cooperação é “particularmente relevante”, pois permite à empresa “acelerar os processos de inovação, reforçar as competências técnicas” e aproximar o sistema portuário de Cabo Verde de padrões internacionais “de eficiência, segurança e sustentabilidade”.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração dos portos de Sines e do Algarve, Pedro Ramos, em Sines existem mais de 20 rotas regulares que ligam essa cidade do distrito de Setúbal ao resto da Europa e ao mundo.

Por isso, vincou que “incluir Cabo Verde nesse eixo Europa-África-América, através do Atlântico, é absolutamente fundamental”.

Mas, sublinhou, o mais importante é “assinar e executar esses protocolos”.

Pedro Ramos informou que “são vários os eixos” que pretendem desenvolver com Cabo Verde, entre os quais a “digitalização, para simplificar processos, a descarbonização, a cibersegurança e a capacitação e qualificação” das pessoas.

O presidente do conselho de administração do Porto de Lisboa, do Porto de Setúbal e do Porto de Sesimbra, Vítor Caldeirinha, considerou que os portos de ambos os países podem “trocar experiências técnicas”, com destaque para a “descarbonização, a digitalização, concessões, a capacitação e a formação”. In “Balai Cabo Verde” com “Inforpress”



quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Brasil - Considerado o principal opositor da expansão do BRICS

O Brasil é o principal adversário da expansão do BRICS entre os países participantes na cúpula em Joanesburgo, disse a agência de notícias Reuters


Citando fontes do governo brasileiro, a agência informa que as reivindicações estão relacionadas à relutância dos BRICS em tornar-se “outra coisa” e ao foco em manter a coesão do grupo.

A posição do governo brasileiro é que a expansão dos BRICS deve ser gradual, garantir um equilíbrio regional, enquanto o papel de todos os países atuais deve ser preservado. O Brasil acredita que outros países podem participar dos eventos do BRICS sem serem membros plenos.

É relatado que as autoridades brasileiras entendem a necessidade de ceder em determinado momento e não vão bloquear a expansão dos BRICS.

A cúpula do BRICS, que será realizada em Joanesburgo nos dias 22 e 24 de agosto, contará com a presença dos líderes da China, Índia, Brasil e África do Sul, a Rússia será representada pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que participaria da cúpula por videoconferência.

O presidente da Bolívia, Arce, anunciou o desejo do país de ingressar no BRICS. Agência Reuters


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Brasil - Desenvolvedora de softwares brasileira expande atividades para Portugal

Mais uma empresa brasileira atravessou o Oceano Atlântico e desembarcou em Portugal para expandir seus negócios no mercado europeu. Com um investimento inicial de 200 mil euros, a desenvolvedora de software Labsit pretende movimentar a indústria de tecnologia e faturar até 1 milhão de euros em seu primeiro ano de atividade no país europeu.

Além do cenário pós-pandemia animador para a indústria, Portugal teve um crescimento de 166% no mercado de tecnologia quando comparado ao mesmo período de 2020 se tornando um dos mais promissores no mundo, atraindo empresários internacionais, incluindo o Brasil.

Segundo dados da Associação Startup Portugal, indicam que o setor deve terminar 2021 com investimentos superiores a 1 bilhão de euros.

De acordo com o co-fundador da Labsit, Michel Lopes, a internacionalização era um objetivo que o empresário e os sócios Rodrigo Silveira e Dimas Augusto já planejavam.

Com o avanço da vacinação em escala mundial e o aquecimento das atividades comerciais, o executivo iniciou uma pesquisa para saber onde investir e percebeu que Portugal, hoje, funciona como uma porta de entrada no mercado europeu.

“Escolhemos Portugal por dois fatores: primeiro a atmosfera de fomento de tecnologia de inovação e criação de novos trabalhos. E o segundo por facilitar o trabalho de expansão para a Europa. O país, que possui cerca de 10 milhões de habitantes, já criou essa mudança de internacionalização global. É exatamente isso que queremos com a Labsit”, revela Michel diretamente de Lisboa, capital lusitana.

Incentivo

Entre os planos de incentivo português estão: atrair investidores nacionais e estrangeiros, melhorar e fomentar o financiamento das startups em todas as fases do seu desenvolvimento, além de promover e acelerar o crescimento das startups portuguesas nos mercados externos. No total, serão investidos 120 milhões de euros em diferentes áreas ligadas à inovação tecnológica.

No Brasil, a Labsit, que realiza serviços para consultoria de inovação, possui clientes de diferentes segmentos como financeiro, saúde, tecnologia e varejo.

Desde a sua fundação em 2018 até 2020, a empresa lucrou R $17, 5 milhões. Em 2021, o faturamento alcançou a marca de R $35 milhões. Ou seja, no período de quatro anos de atividades, os ganhos foram de 52,5 milhões de reais.

Já em Portugal, a recém-chegada empresa brasileira fez a instalação de sua equipe comercial onde serão responsáveis por captar novos clientes seja de Portugal ou demais países da Europa. A sede da Labsit está localizada no Palácio Sotto Mayor, Av. Fontes Pereira de Melo, 16, no coração de Lisboa.

“Iniciamos nossas atividades com o escritório totalmente legalizado, em Lisboa, no dia 2 de dezembro. A ideia é contratar mão de obra especializada tanto do Brasil quanto de Portugal ou de qualquer lugar do mundo, uma vez que atuamos no modelo home-office desde a nossa fundação e isso facilita a entrega das demandas”, adianta Michel.

A empresa especialista em soluções de tecnologia e softwares sob medida para empresas robustas e startups, e busca ser mais do que apenas desenvolvedora. Eles pretendem criar oportunidades, transmitir as melhores ideias e desenvolver soluções únicas. In “Mundo Lusíada” - Brasil

 

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Macau – Expansão do aeroporto é “urgente”

A última versão do plano de desenvolvimento do aeroporto de Macau, apresentado em Março ao Governo Central, mantém a expansão em duas fases: a primeira definida para 11 milhões de passageiros – em linha com o volume de tráfego previsto para 2025 – e a segunda para 15 milhões que deverá reflectir os níveis de procura entre 2031 e 2037. No documento reconhece-se a urgência de ampliar a infraestrutura e criar uma área exclusiva para a aviação geral. Nos próximos cinco anos, o aeroporto deve implementar uma série de medidas que o tornem mais “amigo” do ambiente



A Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) publicou a última versão revista do plano geral de desenvolvimento do aeroporto entregue em Março ao Governo Central, depois de outras alterações ao documento aprovado, em 2016, por Macau. Neste plano datado de Fevereiro conclui-se que “algumas instalações do aeroporto estão saturadas, enquanto outras apresentam baixos níveis de saturação”.

Por conseguinte, o “recente crescimento observado nos mercados de carreiras ‘low-cost’ e de aviação executiva exigem instalações melhor adaptadas às necessidades específicas”, destaca o plano delineado pela consultora francesa “Aéroports de Paris Ingénierie”. Torna-se assim “clara” e “crucial” a necessidade de elaborar um plano geral do aeroporto de Macau a “longo prazo”.

De um modo geral, dá-se por garantido que o aeroporto irá “beneficiar do crescimento económico” da Grande Baía e da “entrada em operação da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau”.

Além disso, continuará a tirar partido do “crescimento da economia e do turismo de Macau”, do “aumento do número de novas rotas para a China Continental e a região Ásia-Pacífico” e ainda do “lançamento de voos de médio e longo curso”. Aliás, a cooperação mais estreita entre as cidades da Grande Baía e a deslocação dos residentes e transporte de carga na zona “provocarão uma procura mais elevada”.

“Os aeroportos da Grande Baía devem aproveitar as suas vantagens próprias para desenvolver as suas indústrias e colaborar uns com os outros em harmonia”, refere o documento, indicando que a “expectativa é que o volume de passageiros em cada aeroporto mantenha um crescimento contínuo”.

Prevê-se ainda um impacto positivo através da “atracção de mais transportadoras de baixo custo, o aumento da procura de transporte aéreo nos mercados recentemente desenvolvidos no Sudeste Asiático, o aumento do rendimento que estimula o desejo de viajar dos residentes de Macau, a conveniência trazida pela ligação de transportes multimodais, entre outros”.

Todos estes factores “vantajosos” levam à previsão de duas fases de desenvolvimento: uma primeira, estimada para uma procura de 11 milhões de passageiros entre 2024 e 2026 e de 15 milhões entre 2031 e 2037. Por ano, prevê-se um crescimento entre 6,1% e 7,3% até 2022 que descerá ligeiramente para 3,4% e 4,8% entre 2022 e 2027. A longo prazo (2027-2032) conjectura-se uma taxa média de crescimento anual de 2,8% e 4,2%, que diminuirá para 2,2% e 3,6% entre 2032 e 2037.

Ademais, o tráfego de carga crescerá para cerca de sete toneladas daqui a 18 anos, a par dos 5.200 movimentos anuais esperados na aviação executiva e geral, com uma subida anual de 1,7%. “As operações do Aeroporto Internacional de Macau atingiram já a sua capacidade máxima. É, por isso, urgente que o aeroporto de Macau seja expandido”, lê-se.

Em termos de planeamento, prevê-se que na última fase a área do aeroporto aumente para 323 hectares, sejam disponibilizados 49 estacionamento de aeronaves comerciais (18 com ponte de embarque de passageiros), se expanda o novo terminal de passageiros e da plataforma de estacionamento, bem como da plataforma de estacionamento da aviação geral.

Configuração “viável”

Tendo tido em consideração o impacto ambiental, o plano geral estabelece uma “configuração alternativa” que é “viável e apresenta um bom equilíbrio” para o crescimento do aeroporto. Foram formuladas “directrizes de desenvolvimento das instalações aeroportuárias para os próximos 20 anos tendo em conta as variações de mercado da indústria da aviação inseridas no contexto socioeconómico geral da região, bem como os requisitos operacionais de todos os principais utilizadores do aeroporto”.

Apresenta-se uma série de novas instalações, nomeadamente uma zona de posição de isolamento das aeronaves, canil, um centro médico, uma zona de “run-up” onde os pilotos possam executar uma série de testes antes de levantar voo, e uma zona de manutenção.

Em contrapartida, mantém-se a intenção de criar uma “melhor ligação entre o Terminal Marítimo de Passageiros do Pac-On”. “A proximidade criará uma dinâmica com o novo terminal de passageiros para responder à procura dos 15 milhões. Uma estação de autocarros irá ser edificada entre o actual e o futuro terminal de passageiros, bem como uma ligação com a paragem do Metro Ligeiro”. “Juntos, os terminais do aeroporto, o terminal marítimo, os autocarros e o sistema do Metro Ligeiro vão criar um centro de transporte multimodal, à semelhança dos maiores aeroportos internacionais do mundo”, vinca.

Por sua vez, reconhece-se que há uma “falta de possibilidades de expansão” devido ao desenvolvimento urbano actual e futuro no redor do aeroporto. Por isso, “a zona de água destaca-se como um grande potencial para o futuro desenvolvimento”, lê-se no documento. “Qualquer desenvolvimento aeroportuário deve ter esta área em consideração através do rearranjo do sistema de pista da circulação”.

Prevê-se ainda a construção “o mais cedo possível” de um novo espaço geral de aviação que esteja separada da executiva. “Uma área será desenvolvida a sul para acomodar a aviação geral”, explica. “As instalações da aviação geral serão implementadas com uma nova via de acesso, e irão beneficiar de um acesso terrestre exclusivo, separado da rede de aviação comercial”.

“O desenvolvimento de instalações é altamente significativo para atender às necessidades dos indivíduos com elevado património líquido”, realça. Assim, “novas instalações de aviação geral serão planeadas no lado Oeste e Sul da área de rampa. O lado Sul ficará livre após a demolição da pista C1”. Com os aterros será permitido construir duas novas pistas perpendiculares à pista principal, refere a consultora.

No foro ambiental, pretende-se que o aeroporto seja concebido com uma estratégia verde. Durante o processo de desenvolvimento deve-se ter em consideração o consumo energético, de água e resíduos. Ao abrigo do plano foram estabelecidas “áreas suficientes” para permitir a construção de instalações de tratamento de águas residuais e adicionar geradores, entre outras.

Nestes moldes delinearam-se vários objectivos para criar no aeroporto práticas mais verdes e ecológicas dentro dos próximos cinco anos: reduzir o uso de energia por metro quadrado até 20%, fornecer 3% a 5% de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis, adoptar políticas para que 75% dos veículos sejam movidos a combustíveis alternativos, entre outras.

Voos para Pyongyang a partir de 2 de Agosto

A Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) autorizou o pedido de ligação aérea submetido pela “Air Koryo” – companhia aérea estatal da Coreia do Norte – para operar a primeira rota da história da RAEM com ligação a Pyongyang. De acordo a AACM, o pedido foi apresentado a 17 de Julho e já foi aprovado dado que os voos começam a funcionar a partir de 2 de Agosto, com uma frequência de duas ligações por semana. Ao Jornal Tribuna de Macau, a AMCM explicou que não foram definidas medidas especiais de segurança – nomeadamente sobre o transporte de determinados produtos que podem estar proibidos de entrar na Coreia do Norte – no quadro desta nova rota. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sábado, 4 de maio de 2019

Macau - Novo pólo da Escola Portuguesa de Macau será construído na Zona A dos Novos Aterros

A expansão da EPM, anunciada pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, vai ser feita na Zona A dos Novos Aterros, adiantou ontem o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Apesar de ter afirmado que o Governo avançará com o plano “muito em breve”, ressalvou que é uma obra que levará “alguns anos”



O novo pólo da Escola Portuguesa de Macau (EPM) vai ser construído na Zona A dos Novos Aterros, adiantou ontem o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. “Penso que vamos avançar com este plano de construção muito em breve (…) Será no aterro A porque ali tem mais condições”, explicou Alexis Tam. A ampliação da EPM foi anunciada pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sua visita a Macau.

Contudo, a construção deste novo edifício levará o seu tempo. “O terreno é a primeira fase e vamos estudar. A segunda fase é a construção, mas claro que para fazer uma nova Escola Portuguesa leva alguns anos”, sublinhou Alexis Tam, que afirmou também já ter dado “indicações” à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) “para fazer a análise o mais rápido possível”.

Quanto ao espaço, a Zona A dos Novos Aterros, disse ainda que “o Governo da RAEM tem um plano para fazer algumas escolas. Penso que há condições para fazer uma Escola Portuguesa ali. Aliás, aquela zona é muito boa, e sei que mais ou menos 100 mil pessoas vão viver ali, por isso, acho que é uma boa opção”.

Sobre o financiamento desta obra nada está ainda acertado. “Ainda não entrámos em pormenores sobre se o Governo da RAEM vai financiar totalmente ou apenas uma parte. Mas, penso que o Governo tem condições para financiar a maior parte ou o total, vamos ver”, afirmou o Secretário.

Para Carlos Marreiros, até que o novo pólo esteja pronto – algo que “vai demorar algum tempo” ainda que os aterros “estejam a consolidar-se” – será necessária uma intervenção no actual edifício da EPM. “Até lá, parece-me que a estrutura actual da escola precisará sempre de obras, eventualmente a adaptação de alguns espaços”, explicou o arquitecto, acrescentando que as últimas obras foram já feitas há muito tempo.

O arquitecto, que em 2017 apresentou um anteprojecto para ampliação da EPM – que incluía, além de um novo bloco, salas de aulas, instalações desportivas, uma cantina e laboratórios -, que depois não avançou, disse ter ficado “naturalmente feliz” com a notícia. “Porque quem ganha são os actuais e futuros alunos da Escola Portuguesa e porque todos nós desejamos a melhor estrutura arquitectónica com as valências que um novo edifício pode permitir e que o presente não permite”, acrescentou.

Questionado sobre se estaria interessado em fazer parte do novo projecto, Carlos Marreiros foi peremptório: “Naturalmente que estou e também julgo que é natural que me vão dirigir este convite. Porquanto em equipa que se trabalha bem não se muda, um bocado utilizando o futebolês… Formalmente ainda não sei, não sei o que as pessoas pensam, mas naturalmente que terei muito gosto em poder vir a fazer este novo edifício”, concluiu.

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, e o arquitecto Carlos Marreiros falavam à margem da exposição de pintura de Ieong Tai Meng “Lótus Eterno”, que se encontra patente no Instituto Português do Oriente (IPOR), estando integrada no Festival Arte Macau. Na cerimónia de inauguração, estiveram também presentes o Cônsul-Geral de Portugal, Paulo Cunha Alves, que destacou a vertente artística “que pretende colocar Macau num roteiro cultural muito importante na Ásia e no mundo”, bem como o presidente do IPOR, Joaquim Coelho Ramos.


As escolas portuguesas no estrangeiro, onde estudam 6.000 alunos de várias nacionalidades e leccionam 500 professores, vão reunir-se entre amanhã e terça-feira na capital de Cabo Verde, com o futuro do ensino da língua e cultura portuguesas na agenda. Com o tema “Língua Portuguesa e os Desafios do Futuro”, o encontro é uma iniciativa da Direcção-Geral da Administração Escolar e da Escola Portuguesa de Cabo Verde-Centro de Ensino e da Língua Portuguesa, estando prevista a presença de escolas portuguesas na CPLP e de Macau. Segundo os organizadores, trata-se de “uma oportunidade para conhecer e divulgar as escolas portuguesas no estrangeiro, os seus projectos e as suas áreas de intervenção, quer nos domínios do ensino e da formação quer ainda no sector da cooperação com os países onde estão sediadas”. O Ministro da Educação português, Tiago Brandão Rodrigues, que estará presente no encerramento do encontro, destacou o “ensino de qualidade” que estas escolas proporcionam, mantendo as “mesmas orientações educativas, pedagógicas, didácticas, científicas que as escolas no território nacional”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau” com “Lusa”

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Macau - Plano de expansão da Escola Portuguesa de Macau deverá “arrancar este ano”

Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido calorosamente pelos alunos, pais e pessoal da direcção da Escola Portuguesa de Macau – uma “grande escola”, como a descreveu e que recebeu ontem um “grande presente”: o apoio do Governo da RAEM para avançar já este ano com a construção de um novo pólo noutra zona da cidade. O Presidente português abraçou, distribuiu beijos e deixou-se fotografar nas várias dezenas de “selfies” durante a visita à instituição fundamental para o ensino do Português



É uma “grande escola”, logo, “merece um grande presente”. Foi desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa partilhou a boa nova com os pais, professores, alunos e pessoal da direcção da Escola Portuguesa de Macau (EPM). “O Chefe do Executivo da RAEM hoje [ontem] deu-vos um grande presente e deu também a mim e a Portugal um grande presente: prometeu que a escola vai ser maior, vai ter um segundo pólo e que isso vai arrancar ainda este ano”, anunciou o Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha partilhado a informação durante a recepção à comunidade tendo, nessa altura, sublinhado que se trata da concretização de uma “ambição antiga”, que contará assim com a colaboração activa do Governo de Macau, como garantiu Chui Sai On. No comunicado relativo ao encontro dos dois altos cargos, o líder da RAEM reafirmou o apoio contínuo à EPM referindo que “uma equipa de trabalho do Governo, incluindo do departamento de planeamento, irá contactar a escola para discutir o futuro plano de expansão”.

Chui Sai On mostrou-se ainda convicto de que este projecto é uma “forma de consolidar o desenvolvimento da cultura e da língua portuguesa”, e também “permitirá alcançar um consenso preliminar sobre o plano a seguir”, lê-se, em comunicado.

Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a futura expansão da escola além de “aumentar o número de estudantes” vai permitir “melhorar o nível de ensino na divulgação da cultura e da língua portuguesa junto de mais pessoas”. Sobretudo porque está em causa um “assunto muito importante para Portugal como para os residentes de Macau”.

Não há ainda confirmação oficial do local escolhido para materializar o projecto de expansão, embora a Rádio Macau tenha apurado que o pólo será erguido nos Novos Aterros. O Jornal Tribuna de Macau tentou obter confirmação junto do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura que remeteu mais detalhes para o Chefe do Executivo. Também José Sales Marques, e Manuel Machado, ligados à Fundação da EPM e à direcção da escola, admitiram não saber mais detalhes.

Novidades à parte, a passagem de Marcelo Rebelo de Sousa pela única escola com currículos semelhantes aos de Portugal resumiu-se a abraços, “selfies” e uma troca de afectos. À chegada ao ginásio – onde os alunos de diferentes ciclos promoveram a cultura e tradições luso-chinesas em várias demonstrações artísticas -, Marcelo foi recebido com palmas e sorrisos. O “Presidente dos afectos” foi isso mesmo no encontro com os alunos e alunas que gostaria de “abraçar” – não tivesse sido essa, aliás, a sua primeira palavra. “Sabem que há 45 escolas primárias e secundárias a ensinar Português em Macau? Há milhares de alunos a aprender Português em Macau, a frequentar universidades em Macau mas eu pergunto: qual é a melhor escola de Macau e do Mundo? EPM! EPM! EPM!”, exclamou o Presidente, em “coro” com os presentes.

No palco, Marcelo Rebelo de Sousa – a quem a docência e o ensino muito lhe dizem, dada a vasta carreira como professor – dirigiu-se também aos pais e alunos mostrando-se orgulhoso. “Quero dar-vos um abraço e agradecer-vos pela obra da EPM, desta escola, de gerações de professores e alunos, a obra que tem passado, presente e futuro. Portugal orgulha-se de vós. Todos os portugueses orgulham-se de vós. Viva a EPM! Viva Macau. Viva a China e Viva Portugal, o melhor país do mundo”, exclamou.

Nesta elevação do que é a Escola Portuguesa e o que ela representa na divulgação do Português, o Presidente frisou também a história e a amizade entre a China e Portugal, pouco antes de se ouvir o hino nacional, “A Portuguesa”.

“Macau, onde se encontram aqui há muitos séculos a China e Portugal e há muitos séculos construímos uma amizade, somos irmãos e vivemos aqui felizes. Se Macau merece palmas, também merece naturalmente esse grande país que é a China. Se Macau, é muito especial e a China é um grande país, o melhor país do mundo é Portugal”, sublinhou. Catarina Almeida e Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Brasil - Expansão do porto de Itapoá vai ser financiado por instituição do setor privado



O BID Invest, instituição do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiará parte da expansão do terminal portuário de contêineres de Itapoá. O empréstimo concedido é de R$ 150 milhões, com prazo de pagamento de oito a 11 anos.

O projeto atenderá aos padrões ambientais e sociais, incluindo monitoramento de emissões e consumo de energia e melhoria na estação de tratamento de efluentes, entre outros aspectos.

O investimento inclui a compra de novos equipamentos, a ampliação do pátio de contêineres e a adequação do cais, permitindo que a empresa possa receber até dois navios ao mesmo tempo. A capacidade de movimentação de contêineres passará de aproximadamente 500 mil TEUs para 1,2 milhão de TEUs. O Porto de Itapoá vem trabalhando no limite de sua capacidade há mais de um ano.

A assessoria do Porto Itapoá relata que desde o início da expansão do terminal, em 2017, vem conduzindo tratativas de uma nova estrutura de financiamento, com o objetivo de suportar a expansão do terminal. Esta nova estrutura pode contar com a participação de três grandes instituições financeiras, dentre elas, o BID Invest.

A operação pretendida poderá envolver recursos totais de R$ 450 milhões, sendo R$ 150 milhões de participação do BID Invest. A concretização da operação com o BID Invest, conjuntamente com os demais investidores, é pretendida ainda para o primeiro trimestre de 2019.

O BID Invest financia empresas e projetos sustentáveis para obter resultados financeiros e maximizar o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região. Com uma carteira de US$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão e 330 clientes em 23 países, oferece soluções financeiras e serviços de consultoria. Loetz – Brasil in “NSC Total”

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Brasil - Porto de Santos em expansão

SÃO PAULO – Embora não faltem pregoeiros da desgraça, não se pode dizer que 2017 tenha sido um ano perdido. É verdade que o Congresso não votou a reforma da Previdência, o que só empurrou o rombo em seu caixa para as próximas gerações, e as contas públicas continuam em completa desorganização, mas nem tudo foi negativo no País.

Na área de comércio exterior, por exemplo, o porto de Santos, responsável por 27% da movimentação de cargas no setor, registrou um recorde, chegando perto da marca de 130 milhões de toneladas. É de se ressaltar que já em novembro o resultado total de cargas movimentadas no porto santista havia sido pouco superior ao recorde anterior batido em 2015: 119,95 milhões contra 119,93 milhões de toneladas. Soja, adubo e óleo diesel e gasóleo foram os produtos que apresentaram maior movimentação no período (exportação/importação).

Na movimentação de contêineres, houve em 2017 um crescimento de 8% em relação a 2016. Foram 3,5 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, de 6,09 metros) contra 3,2 milhões de TEUs em 2016, o melhor resultado do porto de Santos no segmento até então.

Esses números mostram que o porto de Santos continuará ainda por muitos anos a ser o principal complexo marítimo do País, apesar das dificuldades que o seu baixo calado oferece para receber navios com capacidade superior a 10.500 TEUs. É possível que a longo prazo o complexo portuário do Açu, em São João da Barra-RJ, cuja Zona de Processamento de Exportação (ZPE) acaba de ser criada, ou o de Sepetiba-RJ, possa desbancá-lo, devido também à proximidade aos grandes mercados consumidores e a possibilidade de receber megacargueiros, mas por enquanto essa é uma possibilidade remota.

Portanto, é importante que os acessos ao porto de Santos sejam repensados, ou seja, reformados e reconstruídos. Depois do fracasso que foi a construção da pista descendente da Rodovia dos Imigrantes, que hoje só pode ser utilizada por veículos leves, torna-se fundamental a construção de uma nova pista de descida apenas para veículos pesados, a partir do início da Serra do Mar. Não se pode admitir que a Via Anchieta, construída na década de 1940, ainda constitua o principal canal de acesso terrestre ao porto, em razão dos congestionamentos e problemas de violência que se agravam a cada dia.

Também não se pode descartar a construção de uma rodovia que parta da Régis Bittencourt em direção a Peruíbe, no Litoral Sul, o que aliviaria o trânsito do Rodoanel e do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Ao mesmo tempo, seria necessário recuperar o projeto de construção de um porto naquele município.

Se esses investimentos forem feitos, em pouco tempo, o porto de Santos estará movimentando 500 milhões de toneladas, ainda que os navios atuais de 10.500 TEUs continuem a entrar e a sair do seu canal do estuário sem o aproveitamento total de sua capacidade de carga. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Brasil – Porto de Pecém procura formas para acelerar expansão

O Porto do Pecém, no Ceará, tem um ambicioso plano de crescimento com vistas a se tornar o “hub” do Nordeste. Constituído como um terminal de uso privado (TUP) do governo do Estado, Pecém reúne características que podem lhe dar um diferencial competitivo na região – o que despertou o interesse do porto de Roterdã, na Holanda, parceiro que pode acelerar essa empreitada.

Um dos maiores do mundo e “hub” da Europa, Roterdã tem como uma das vertentes de crescimento apostar em portos em outros continentes. No fim de março, o porto europeu e o governo do Estado do Ceará assinaram um memorando de entendimentos que prevê uma série de estudos a serem feitos pelos próximos 12 meses.

A meta é buscar alternativas de gestão que aumentem a produtividade, operação, e atração de investimentos ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), onde o porto está situado. No limite, há previsão de que essa parceria leve à criação de uma joint venture em que o porto de Roterdã se torne acionista do complexo.

Em entrevista ao Valor, Danilo Serpa, presidente da Cearaportos, administradora do porto, lista o que reputa como diferenciais de Pecém. Trata-se de um TUP, o que permite a prática de tarifas mais competitivas e a dispensa da obrigatoriedade de usar mão de obra avulsa; tem uma retroárea offshore, localizada longe da área urbana (o que evita conflitos porto-cidade); pode receber navios sem restrição de calado, pois tem profundidade de 14 a 18 metros; e é um porto-indústria. No mesmo local há um parque industrial em franca expansão e uma zona de processamento de exportação (ZPE).

Serpa está convencido de que a indutora do crescimento do Estado será a logística, para o que a recente expansão do Canal do Panamá, permitindo o tráfego de grandes navios que outros portos do país não conseguem receber, pode contribuir. “Estamos buscando ser a porta de entrada do Nordeste. O Ceará vai mudar a partir disso.”

Porto cresce em média 27% ao ano, com 11,2 milhões de toneladas no ano passado; previsão é de 29 milhões em 2030

O porto cresce em média 27% ao ano. Em 2016, movimentou 11,2 milhões de toneladas, alta de quase 60% sobre 2015. A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), joint venture formada pela Vale, Dongkuk e Posco, respondeu por 32% de toda a movimentação do porto. E vai aumentar, pois a CSP iniciou os embarques em meados de 2016. É o maior investimento privado do Nordeste: R$ 13,8 bilhões.

Conforme estudos encomendados pela administração, o porto crescerá, no cenário mais pessimista, 6% ao ano até 2030, para 29 milhões de toneladas. No realista, a alta anual será de 10%, para 44 milhões de toneladas; e no otimista, o avanço será de 14%, atingindo 87 milhões de toneladas.

Tanto o cenário realista como o otimista levam em conta que Pecém será o concentrador de cargas do Nordeste. “Setenta milhões de pessoas do Norte e do Nordeste são abastecidas por um fluxo comercial que lhes obriga a receber as cargas via portos do Sul e do Sudeste que têm restrições para atender os grandes navios”, diz Carlos Maia, diretor operacional da Tecer Terminais Portuários.

Em agosto começa uma nova linha de navegação para Europa que vai transportar frutas. “Hoje o Porto do Pecém é o maior exportador de frutas do país”, diz Serpa.

Em 2012 o porto concluiu a primeira ampliação, saindo de quatro para seis berços e também uma retroárea offshore. “Atualmente estamos na segunda ampliação, que são mais três berços e uma segunda ponte ligando o pátio aos berços”, diz Serpa. O investimento total é de R$ 640 milhões, com recursos do Estado e do BNDES.

O porto tem um terminal de múltiplas utilidades. Não existe arrendatário de áreas, a operação de embarque e desembarque é feita por empresas privadas credenciadas pela administração como prestadores de serviço operacional, como a Tecer e a APM Terminals. Esta última, do grupo Maersk, tem dois portêineres no porto – “os mais modernos do Nordeste”, diz Serpa. A capacidade do porto é para até 750 mil Teus (contêiner de 20 pés) por ano. Em 2016 foram movimentados 178 mil Teus. Antes dos portêineres a média era de 27 movimentos por hora. Agora é de 64 movimentos por hora. Fernanda Pires – Brasil in “Valor Econômico”

quarta-feira, 2 de março de 2016

Portugal – Expansão dos terminais de contentores em Sines e Leixões

Primeiro, alargar os terminais actuais; depois lançar o concurso para novos. Esta, em síntese, a estratégia do Governo para o aumento da capacidade de movimentação de contentores em Sines e Leixões, defendida pela ministra do Mar.

Porto de Leixões: Colocar o "Rossio na Rua da Betesga"

“A conclusão a que se está a chegar, é uma apreciação ainda preliminar porque os elementos ainda não chegaram todos, é que para fazer face às necessidades de evolução de carga que se está a verificar numa situação e noutra [Sines e Leixões], tudo aponta para que seja necessário fazer o aumento de capacidade em duas fases”, defendeu a ministra do Mar na Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento de Estado.

No imediato, Ana Paula Vitorino admite decidir sobre o aumento da capacidade dos terminais existentes nos dois portos, concessionados à PSA Sines e à TCL, respectivamente, em Sines e Leixões. O que poderá implicar o aumento do prazo das concessões.

No caso de Sines, o alargamento do Terminal XXI – com o prolongamento da concessão – chegou a ser discutido entre o anterior Governo e a PSA Singapura, mas ambas as partes acabaram por assentar numa solução intermédia, com a concessionária a aceitar investir cerca de 40 milhões de euros sem contrapartidas.

No caso de Leixões, está em causa a expansão do terminal de  contentores Sul. APDL e TCL já terão acordado os termos do negócio, com a concessionária a suportar todo o investimento em troca de mais cinco anos de exploração. Mas o contrato ainda não foi rubricado, o que inclusivamente “desvalorizou” em 30 milhões de euros o valor da compra da Tertir pelo Grupo Yildirim.

Segundo terminal de contentores em Sines

Resolvida a pressão imediata da procura, a ministra do Mar admite, então, decidir sobre o lançamento de concursos para a construção de novos terminais de contentores em Sines e Leixões, afirmou perante os deputados.

Recorde-se que a hipótese de avançar com um segundo terminal de contentores em Sines – seria o Terminal Vasco da Gama, como foi “baptizado” então – foi muito falada precisamente quando Ana Paula Vitorino era secretária de Estado dos Transportes no Governo de José Sócrates e Lídia Sequeira liderava a APS. Mas o projecto acabou por “cair”, por entre dúvidas sobre se colidia com o exclusivo da PSA Sines e sobre a evolução do mercado, a que se juntaram as restrições ao investimento público.

Entretanto, como é sabido, o anterior Executivo apostou antes num novo terminal de contentores na margem Sul do Tejo.

Em Leixões, o novo terminal, com fundos de -14 metros, é considerado essencial para garantir a competitividade do porto, mas há os que defendem que não terá dimensão crítica suficiente para ser uma concessão autón0ma. A APDL diz ter o trabalho de casa praticamente feito. In “Transportes & Negócios” - Portugal

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Macau – Expansão do Aeroporto Internacional de Macau

O presidente da Autoridade de Aviação Civil espera que a expansão do terminal do Aeroporto Internacional de Macau possa ficar concluída nos primeiros três meses de 2016. Simon Chan acredita ainda que o aeroporto poderá beneficiar com a construção da ponte Hong Kong-MacauZhuhai já que, assim, podem atrair-se mais passageiros


Prestes a completar 20 anos, o Aeroporto Internacional de Macau (AIM) está a ser alvo de uma expansão para Norte que o presidente da Autoridade de Aviação Civil espera que fique concluída no prazo de pouco mais de três meses. “Esperamos conseguir concluir a expansão no primeiro trimestre do próximo ano. Fizemos um plano de desenvolvimento para o aeroporto para os próximos 20 anos e agora estamos a tratar de alguma burocracia, mas esperamos concluir a expansão em breve”, frisou Simon Chan à margem da cerimónia de comemoração das duas décadas da infra-estrutura.

Actualmente, o aeroporto tem capacidade para cerca de seis milhões de passageiros. Com a expansão, a Autoridade de Aviação Civil espera que o número suba para 7,4 ou 7,5 milhões, o que “não vai acontecer de um dia para o outro”, frisou o mesmo responsável, ressalvando, porém, que o número de passageiros também não aumenta repentinamente.

Simon Chan comentou ainda os potenciais efeitos para o aeroporto da construção da ponte que irá ligar as duas Regiões Administrativas Especiais a Zhuhai.

“Falando de um modo geral, para os transportes, um maior número de infra-estruturas é melhor para o mercado. A ponte será, por isso, positiva porque temos mais faixas horárias para novos voos e podemos atrair mais passageiros para outras regiões, maioritariamente turistas, mas talvez também mercadorias”, sublinhou Simon Chan.

Como exemplo dos benefícios que a nova infra-estrutura poderá representar o responsável apontou o facto de potenciar a deslocação de visitantes que depois podem utilizar o aeroporto de Macau para chegar a outros destinos. “Temos nove voos para a Tailândia, para Banguecoque, mas nem a população de Macau ou da Tailândia seria suficiente para manter todos em funcionamento. De onde vêm, então, os passageiros? Das zonas que estão à volta, por isso, qualquer facilitação às deslocações ajuda”.

Presente no evento comemorativo esteve também Jorge Ferreira Guimarães, actualmente assessor do Conselho de Administração da Aeroportos de Portugal e que à data da construção da infra-estrutura ocupava o cargo do director do gabinete do AIM.

O responsável recordou os “anos de grande desafio” passados a perceber “a situação de Macau” na altura e as oportunidades que havia, sobretudo após a assinatura da Declaração Conjunta entre Portugal e a China. “A partir daí foi possível, tecnicamente, começar a olhar para um dos projectos estruturantes de Macau e, em colaboração com as autoridades chinesas, deu-se um trabalho para criar um sistema de aviação em Macau”.

Esse sistema ainda “está presente e continuará, com os melhoramentos que vão sendo necessários. Estamos perante uma infra-estrutura que cumpre a sua função”, afirmou.

Jorge Ferreira Guimarães recordou ainda os obstáculos ultrapassados na concretização deste projecto, em particular o facto do espaço aéreo do território ser chinês. “Tínhamos que criar uma organização que, por um lado, acomodasse as exigências que Hong Kong e a China faziam. A outra questão eram os direitos de tráfego aéreo porque, na altura, Macau era um território chinês sob administração portuguesa. Isto tudo mostra a delicadeza de encontrar um sistema” que até agora se manteve. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”