Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Angola - Fabrimetal aumenta capacidade para 25 000 toneladas/mês

Comemoração do 15.º aniversário coincide com a entrada em funcionamento de uma nova unidade no início do próximo ano que vai permitir à Fabrimetal aumentar em 67% a sua produção actual


A Fabrimetal vai elevar a sua capacidade produtiva de 15.000 para 25.000 toneladas de aço por mês, graças a um novo investimento que marca a entrada da empresa numa fase de expansão acelerada. O anúncio coincide com a celebração dos 15 anos da empresa, reforçando o seu papel estratégico na redução das importações, no fortalecimento da cadeia industrial e na diversificação económica de Angola.

Numa cerimónia realizada no espaço Marenostrum, na Ilha de Luanda, colaboradores, parceiros e representantes do sector industrial revisitaram o percurso da empresa, numa altura em que a expansão da produção surge como o ponto mais importante da sua evolução recente.

Criada em 2010, a Fabrimetal iniciou operações com uma produção "modesta" de cerca de 2000 toneladas mensais, orientada sobretudo para o mercado informal. A partir de 2015, uma nova estratégia conduziu a empresa a um processo de restruturação que permitiu a migração para o mercado formal, com investimentos focados em qualidade, eficiência e modernização tecnológica. Quinze anos depois, a capacidade atingiu 15.000 toneladas/mês - sete vezes mais do que no início - e prepara-se agora para aumentar em mais 10.000 toneladas.

O reforço permitirá consolidar o seu peso no mercado nacional e contribuir para a diminuição da dependência externa de aço, num contexto em que a produção local ganha relevância para a estabilidade cambial e para a competitividade dos sectores da construção e das infraestruturas.

Este crescimento tem reflexo directo no emprego: a empresa conta hoje com cerca de 860 trabalhadores, 85% dos quais são nacionais, num modelo que promove transferência de competências e industrialização inclusiva. Durante a cerimónia, o director-geral, Luís Diogo, afirmou que os 15 anos da empresa representam "uma história feita de coragem, de pessoas e de aço", reforçando que a expansão produtiva é também um contributo para o desenvolvimento da economia angolana.

A aposta da Fabrimetal estende-se à sustentabilidade, com a utilização de sucata ferrosa adquirida localmente, prática que alimenta a economia circular e reduz resíduos. Desde 2016, a empresa desenvolve iniciativas sociais nas comunidades vizinhas, especialmente nas áreas da educação e da saúde. Num ambiente industrial marcado por volatilidade económica e desafios estruturais, Luís Diogo destacou a resiliência da equipa, sublinhando que "o aço que sai das nossas linhas é forte - mas a nossa equipa é ainda mais forte". In “Expansão” – Angola


quarta-feira, 26 de junho de 2024

Internacional - Universidade de Coimbra integra projeto europeu pioneiro na área da Economia Circular

A Universidade de Coimbra (UC) participa no projeto CHEERS4EU, focado na criação de "Circular Hubs" e na promoção de economia circular, através da colaboração inter-regional e inovação, visando vários setores de atividade.


Os “Circular Hubs” servem como motor para as regiões Europeias promoverem uma economia circular baseada em valores de sustentabilidade. O CHEERS4EU, que decorrerá até 2028, é o primeiro projeto INTERREG EUROPE centrado nesta temática, contando com a presença de vários parceiros europeus e associados de sete países diferentes.

O consórcio é coordenado pela Province of Limburg (NL), contando como parceiros com a Skive Municipality (DK), Standortagentur Tirol (AT), Pardubice Business Incubator (CZ), Universidade de Coimbra (PT), SEKUENS - Science, Business Competitiveness and Innovation Agency of Asturias (ES), Helsinki Region Environmental Services Authority (FI), e como parceiros associados a Province of Tyrol (AT), The Pardubice region - Regional Authority of the Pardubice Region (CZ) e a CCDRC - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (PT).

De acordo com a equipa da UC, «este projeto pretende identificar fatores fundamentais na formação e exploração de um “Circular Hub” num contexto regional específico, a fim de influenciar instrumentos políticos para garantir o apoio regional. A aposta incidirá sobre o intercâmbio de boas práticas no que respeita à colaboração Multi-Hélice, às cadeias de valor circulares, aos modelos de negócio e ao impacto social».

Assim, os investigadores pretendem contribuir para a criação de condições propícias para o estabelecimento de um primeiro “Circular Hub” na Região Centro de Portugal, focado no setor agroindustrial.

Na UC, o projeto é coordenado por Susana Garrido, da Faculdade de Economia (FEUC), e conta com a participação de diversos docentes e investigadores, designadamente, Alexandra Aragão, Faculdade de Direito (FDUC), António Alberto (Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências (FCTUC), Carmina Nunes (FEUC), Dulce Lopes (FDUC), Luís Ferreira (Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC), Margarida Quina (Departamento de Engenharia Química da FCTUC), Paula Morais (Departamento de Ciências da Vida da FCTUC) e Vanessa Magalhães ( Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC).

A equipa é amplamente multidisciplinar envolvendo investigadores de quatro centros de investigação, nomeadamente Centre for Business and Economics Research (CeBER), Centro de Direito Público e Regulação (CEDIPRE), Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis para a Sustentabilidade (CERES) e Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos (CEMMPRE).

Para mais informações, visite o sítio do projeto ou contacte através do email: cheers4eu@uc.pt. Universidade de Coimbra - Portugal   


terça-feira, 30 de abril de 2024

Internacional - Enfrentar o problema do plástico: três formas de reduzir a pegada de carbono

Cerca de dois terços de todas as embalagens plásticas vêm de bens de consumo, sendo as garrafas plásticas a maior fonte individual. No entanto, apenas 9% do plástico é reciclado, sendo que grande parte dele segue para os cursos d´água e contribui para cerca de 11 milhões de toneladas de poluição plástica no fundo dos oceanos – e mais dez milhões de toneladas que entram nos oceanos todos os anos. Relembrando o Dia da Terra, recentemente comemorado em 22/4, como consumidores, temos o poder de fazer a diferença. Veja como:


1)     Opte por garrafas e sacos reutilizáveis/recarregáveis

Quanto mais reduzirmos o consumo de garrafas, embalagens e sacos de plástico, melhor. Estima-se que 1,3 mil milhões de garrafas de plástico sejam utilizadas diariamente em todo o mundo, o que equivale a 1 milhão por minuto.

A forma de combater esse grande volume de resíduos plásticos é parar e pensar no que você joga fora no dia a dia. O que você está descartando no final de cada dia? Você está retirando garrafas plásticas e embalagens de sua bolsa de trabalho? Veja onde você pode comprar recipientes reutilizáveis para usar na preparação e armazenamento de refeições/bebidas; com isso você pode reduzir o desperdício de plástico.

2)     Faça compras sem desperdício

Procurar suprimentos sem plástico pode ser mais fácil do que você pensa. Com os preços exorbitantes das compras de alimentos em muitas cadeias de supermercados, comprar a granel pode ser uma forma de poupar dinheiro – e o planeta.

As lojas de alimentos com desperdício zero são projetadas para eliminar embalagens excessivas e, ao mesmo tempo, incentivar o uso de recipientes sustentáveis em casa para encher e reabastecer com alimentos integrais e produtos domésticos. Em Londres, há uma comunidade crescente para isso, com lojas localizadas pela cidade. Fazer uma mudança sem plástico por meio de compras de alimentos com desperdício zero pode ajudar a reduzir o uso semanal de plástico e resultar em uma redução significativa em seu consumo ao longo de um ano.

3)     Compre de marcas ecológicas

Onde e como gastamos o nosso dinheiro tem um impacto nas tendências de consumo – com um impacto potencial significativo sobre o que as empresas escolhem produzir e oferecer. Considere comprar e apoiar organizações para um futuro mais sustentável. Aqui alguns exemplos de marcas com esse mindset:

Ecover e Method usam plástico reciclado em partes das suas embalagens de produtos de limpeza, com algumas das matérias-primas de origem específica.

Notpla cria embalagens com algas marinhas. Esta alternativa sem resíduos a garrafas e copos de plástico é feita de um material mais barato que o plástico e pode ser usada para embalar água, refrigerantes, condimentos e cosméticos, e até bebidas alcoólicas.

A Evoware é uma empresa social que cria alternativas biodegradáveis aos produtos plásticos de uso único. Desde sacolas plásticas feitas de mandioca e canudos descartáveis feitos de arroz até copos e embalagens feitas de algas marinhas, a Evoware aproveita o poder das plantas em materiais sustentáveis.

Essas escolhas são fundamentais na luta contra a poluição plástica. À medida que líderes empresariais conscienciosos se destacam, precisamos demonstrar apoio por meio de compras ecológicas e garantir que a indústria esteja preparada para se tornar mais verde e limpa.

4)     Siga a estrada de tijolos verdes

É vital que todos nós desempenhemos um papel na economia circular. Por meio dela, empresas e indivíduos podem contribuir para um futuro mais sustentável. Para quem deseja saber mais sobre o assunto, há o curso Sustentabilidade e Economia Circular na Coursera. E para aqueles que desejam calcular sua pegada de carbono e se familiarizar com os fundamentos da sustentabilidade, é possível explorar mais sobre os assuntos no meu curso complementar: O Imperativo da Sustentabilidade. Michael Readey – Estados Unidos da América

 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Portugal - Mares circulares premeia projetos que promovem economia circular

“BLOCOYSTER” e “SeaPlastic4Vin” são os dois projetos vencedores da sexta edição do Concurso Mares Circulares, nas categorias Centros de Investigação e Start Ups, respetivamente, foi divulgado em comunicado.


Segundo a mesma fonte, Mares Circulares, iniciativa promovida pela Coca-Cola em parceria com a LPN – Liga para a Protecção da Natureza, tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de soluções e tecnologias inovadoras que promovam a economia circular na luta contra os resíduos nos mares, oceanos e ambientes fluviais.

O projeto “BLOCOYSTER – blocos sustentáveis com a incorporação de resíduos de aquicultura” contribui para a economia azul sustentável com a redução da poluição causada pelos resíduos da aquicultura no meio ambiente.  Através da utilização das conchas de ostra na produção de blocos de construção, aposta numa solução com materiais locais, aumentando a cadeia de valor e reduzindo a pegada de carbono. Este projeto promove a circularidade entre sectores económicos, aproveitando os resíduos de bivalves do sector marítimo para a criação de novos produtos no sector da construção.

O projeto “SeaPlastic4Vin – Produção de filamento híbrido de plástico reciclado para produção de ecoprodutos da indústria vinícola” tem como objetivo o desenvolvimento de uma metodologia híbrida de produção de filamento plástico reciclado, obtido a partir da combinação de grânulos de resíduos plásticos marinhos recuperados de praias, com grânulos de bioplásticos produzidos a partir de resíduos vinícolas. Este filamento permitirá a produção de ecoprodutos (copos, packaging, etc.), recorrendo à manufatura aditiva, por utilização de equipamentos de impressão 3D.

Cada um destes projetos premiados recebe 7000 euros, verba que contribuirá para a implementação destas propostas de redução, recuperação ou substituição do plástico ou outros materiais que acabam como lixo nos ambientes marinhos.

VI edição do Prémio Mares Circulares tem júri e projetos nacionais

Apesar do Programa Mares Circulares ter uma implementação ibérica, a sexta edição do prémio teve pela primeira vez júris e premiados destintos em cada um dois países.

As propostas nacionais foram avaliadas por um júri português composto por Rúben Eiras, Secretário-Geral do Fórum Oceano; Raquel Costa, expert de Literacia do Oceano e co-coordenadora da Rede Escola Azul Atlântica, da IOC – UNESCO; Mário Verde Pereira, professor do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.

“Temos de concentrar esforços na eliminação dos resíduos marinhos e no desenvolvimento de uma economia circular, através da sensibilização para a necessidade de recolher e reciclar os resíduos, para que não acabe nos nossos mares, e promovendo soluções de reutilizáveis ou de reincorporação. Estes Prémios promovidos por Mares Circulares pretendem reconhecer e apoiar iniciativas que procuram avançar na circularidade destes resíduos para os converter em novos materiais que nos ajudem a desenvolver um modelo económico mais sustentável e que respeite o nosso ambiente”, explica Manuel Bastos, Sustainability & Projects Manager da Coca-Cola Europacific Partners Portugal.

Ana Sofia Ribeiro, Coordenadora do Departamento de Sensibilização, Educação e Formação Ambiental da LPN corrobora:  “É muito importante apoiar iniciativas e projetos inovadores que promovam uma maior sustentabilidade ambiental e que vão ao encontro de uma economia cada vez mais circular. Com a atribuição dos Prémios Mares Circulares pretendemos fomentar o interesse na sociedade, principalmente a nível empresarial e educacional, em pesquisar e propor soluções para o problema dos resíduos.” In “Green Savers” - Portugal