Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Guiné Equatorial - Planeia iniciar a construção de uma refinaria nacional em 2027

O Governo também planeia investir US$ 20 milhões na Gepetrol Servicios para expandir a capacidade de armazenamento de combustível e fortalecer as reservas nacionais


A Guiné Equatorial planeia iniciar a construção de uma refinaria nacional em 2027 para reforçar o fornecimento de combustível no mercado interno, anunciou o vice-presidente Nguema Obiang Mangue por meio da sua conta oficial no Twitter.

O anúncio foi feito na quinta-feira, após uma reunião realizada no Palácio do Povo com representantes de empresas que atuam no sector de hidrocarbonetos, no contexto da atual crise de abastecimento que afeta o país.

Segundo informações divulgadas pelo vice-presidente, especialistas chegarão ao país no próximo mês para realizar estudos sobre o terreno e preparar o projeto, como parte do trabalho preliminar para a construção da infraestrutura.

A futura refinaria é concebida como uma iniciativa estratégica para desenvolver a capacidade nacional de processamento de hidrocarbonetos e reduzir a dependência de fornecimentos externos de produtos refinados.

US$ 20 milhões para fortalecer a Gepetrol Services

Ao mesmo tempo, o Governo planeia investir 20 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 11,694 mil milhões de francos CFA, para impulsionar a atividade comercial da Gepetrol Servicios e expandir a sua capacidade de armazenamento de combustível.

A iniciativa consiste em recuperar os tanques de armazenamento que a empresa atualmente aluga para outras empresas do sector, com o objetivo de aumentar o seu poder de compra e ter reservas suficientes para cobrir entre três e seis meses de consumo.

Com estas medidas, o Executivo procura fortalecer a segurança do abastecimento nacional e melhorar a capacidade de resposta a possíveis interrupções ou atrasos na chegada de carregamentos de combustível. Juan Nka – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Europa - Existe uma solução "imediata" para as energias eólica e solar na rede elétrica que está obsoleta?

“As ambições políticas não significam nada se os elétrons limpos ficarem presos em filas de conexão”


A rede elétrica "ultrapassada" da Europa está com dificuldades para acompanhar o crescimento das energias renováveis, mas especialistas afirmam que uma solução "imediata e sem intervenção" está prestes a ser descoberta.

Relatórios anteriores do think tank de energia Ember alertaram que mais de 120 GW de projetos de energia renovável previstos estão atualmente em risco devido a congestionamentos e "capacidade insuficiente da rede".

Para se ter uma ideia, uma central elétrica com capacidade de 1 GW poderia abastecer aproximadamente 876.000 residências durante um ano, caso elas consumam a média anual de 10.000 kWh de eletricidade.

Os parques solares e eólicos existentes também estão a ser limitados pela rede elétrica do continente, que foi originalmente construída em torno de centrais de carvão concentradas.

Isso, aliado à inflexibilidade da energia eólica e solar – que dependem das condições meteorológicas para a geração de energia, em vez da procura real – significa que enormes quantidades de energia limpa são desperdiçadas todos os anos.

Embora o armazenamento em baterias e o investimento a longo prazo na rede elétrica sejam frequentemente apontados como as únicas soluções reais para enfrentar este problema, uma nova análise da Ember descobriu que a Europa poderia adicionar 25 GW de energia eólica e solar em sete países da UE sem construir capacidade adicional na rede por meio da "hibridização".

O que é hibridização?

A hibridização combina tecnologias como energia eólica, solar e de armazenamento numa única conexão à rede elétrica. Imagine as três fontes a compartilhar a mesma "tomada" na rede de eletricidade.

A Ember afirma que, na Europa, as centrais hidroelétricas são "particularmente adequadas" para a hibridização, porque grande parte da sua capacidade de geração de energia fica ociosa durante o dia.

Isto ocorre porque as centrais hidroelétricas funcionam como baterias sob procura, que podem ter a sua produção aumentada quando o consumo de eletricidade aumenta (o que normalmente acontece no início da manhã e no início da noite, quando as pessoas estão em casa) ou operar com baixa produção nos horários de menor consumo.

“Ao adicionar energia eólica ou solar no mesmo ponto de conexão de uma central hidroelétrica, os desenvolvedores podem entrar em operação mais rapidamente e os operadores podem usar a infraestrutura da rede de forma mais eficiente – em média, dobrando a utilização – mantendo-se dentro dos limites de exportação”, afirma Elisabeth Cremona, líder de infraestruturas de energia da Ember.

O relatório constatou que, na Áustria, Bulgária, França, Itália, Portugal, Roménia e Espanha (os principais mercados de energia hidroelétrica da UE), a hibridização poderia integrar 18% das novas energias renováveis ​​previstas para 2030 sem exigir capacidade adicional na rede elétrica.

A hibridização oferece uma solução "imediata".

Dos sete mercados estudados pela Ember, apenas Portugal e Espanha possuem regras específicas para projetos híbridos. Os demais países carecem de "marcos regulatórios claros", segundo o relatório.

Os especialistas defendem, portanto, uma legislação nacional, juntamente com uma priorização mais rápida dos projetos híbridos, para remover as barreiras à implantação de energias renováveis ​​e fazer um melhor uso da infraestrutura existente.

“As ambições políticas não significam nada se os elétrons limpos ficarem presos em filas de conexão”, acrescenta Cremona. “Para os países que enfrentam congestionamentos, a hibridização oferece uma solução imediata e sem intervenção.” Euronews


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Portugal - Cientistas descobrem que algas marinhas são um poderoso reservatório de carbono nas florestas marinhas

Cientistas alertam que as alterações climáticas estão a ameaçar a capacidade das algas de armazenar carbono e sustentar a biodiversidade


Cientistas descobriram que florestas marinhas na costa norte de Portugal desempenham um papel importante na captura e armazenamento de carbono.

A pesquisa pioneira vem do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e do Centro de Ciências Marinhas e Ambientais (MARE) de Portugal.

Pela primeira vez, investigadores mediram a quantidade de carbono sequestrado por algas marinhas nesses ecossistemas subaquáticos.

Mas eles alertam que as alterações climáticas estão a ameaçar a sua capacidade de armazenar carbono e sustentar a biodiversidade.

As florestas de algas marinhas de Portugal demonstram uma notável capacidade de armazenamento de carbono

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, concentra-se nas duas espécies de algas predominantes ao longo da costa norte de Portugal: Laminaria hyperborea e Saccorhiza polyschides.

As florestas de algas marinhas são fundamentais para sustentar a biodiversidade marinha e a produtividade dos ecossistemas na área.

"Esses habitats são comuns na costa norte de Portugal, onde existem condições únicas para o seu desenvolvimento, e representam a fronteira mais meridional para algumas das espécies aqui encontradas", explica Francisco Arenas, do CIIMAR, que coliderou o estudo.

A pesquisa marcou a primeira análise quantitativa das reservas de carbono nos habitats de algas do norte de Portugal por meio de pesquisa de campo abrangente, medindo distribuição, densidade de biomassa, padrões de crescimento e composição de carbono.

"Foi a primeira avaliação do valor do carbono azul associado às florestas de algas em Portugal", diz Arenas.

As descobertas revelam que esses ecossistemas armazenam aproximadamente 16,48 gigagramas (Gg) de carbono em 5189 hectares — uma área equivalente a mais de 5000 campos de futebol.

Apesar de ocuparem um território relativamente modesto em escala global, essas florestas de algas marinhas podem capturar carbono numa escala semelhante ou maior do que ecossistemas mais extensos.

A quantidade de carbono armazenada por esses habitats de algas representa 14% do inventário de carbono azul documentado de Portugal, anteriormente limitado a pântanos salgados e pradarias de ervas marinhas.

As florestas marinhas de Portugal estão em risco devido às alterações climáticas

Estima-se que essas florestas de algas marinhas capturem um terço de todo o carbono sequestrado anualmente pelos habitats de plantas marinhas de Portugal.

Apesar disso, os cientistas por trás do estudo dizem que a contribuição das florestas marinhas para os esforços de mitigação climática tem sido historicamente negligenciada.

Eles são "frequentemente desconhecidos e subvalorizados, apesar do seu valor ecológico e económico extremamente importante na costa norte de Portugal", diz Arenas.

Além disso, essas florestas marinhas estão sendo ameaçadas pelas alterações climáticas.

“Já foi detetado um processo de tropicalização nas águas portuguesas , que coloca em risco a biodiversidade associada, bem como os serviços ecológicos que estas florestas prestam, incluindo a capacidade de capturar e armazenar carbono, conhecido como carbono azul, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas”, acrescenta Arenas.

A tropicalização é um fenômeno ecológico global em que o aquecimento das temperaturas do mar está permitindo que espécies tropicais e subtropicais expandam seu alcance em direção aos polos.

A pesquisa propõe políticas direcionadas para vigilância, proteção e potencial restauração dessas zonas, enfatizando sua dupla importância como repositórios de carbono e habitats marinhos críticos.

Dada a emergência climática atual, os investigadores defendem a incorporação de florestas de algas marinhas em estruturas de proteção marinha e carbono azul como prioridades nacionais e internacionais.

"Com a Lei de Restauração da Natureza da União Europeia nos seus estágios iniciais de implementação, é urgente desenvolver e implementar técnicas eficazes de restauração ecológica, particularmente em habitats que são altamente vulneráveis, mas também têm alto potencial para fornecer serviços ecossistémicos, como florestas marinhas", diz Arenas. Euronews.green


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Angola - Terminal da Barra do Dande pronto 13 anos depois da sua apresentação

Fim do armazenamento de combustíveis no mar. A infraestrutura vai ter uma capacidade para armazenar 580 mil metros cúbicos de combustíveis e será a plataforma logística de distribuição para todo o País. O custo foi estimado em 700 milhões USD, teve três empreiteiros e uma história complicada desde que o projecto foi apresentado em 2012



O Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD) será o entreposto nacional de armazenagem e distribuição de combustíveis do País, sendo que quando estiver operacional, os barcos irão descarregar directamente no local os combustíveis refinados onde serão armazenados, e a partir daqui serão distribuídos para todo o País. Em termos de infraestruturas, o terminal comporta 16 tanques de combustíveis líquidos (8 de gasóleo e 8 de gasolina), 34 tanques de LPG, com capacidade para 580 mil metros cúbicos (320 mil metros cúbicos de gasóleo, 160 mil de gasolina e 102 mil de LPG (gás de uso doméstico)).

Um valor que em situação de crise "possibilita uma autonomia de abastecimento em todo o País de 30 dias", explicou o ministro Diamantino de Azevedo, reforçando que o PDN 2023-2027 prevê que Angola tenha uma capacidade de armazenamento de combustíveis em terra de 1,26 milhões de metros cúbicos. Para isto acontecer, vai ser necessário construir outras unidades logísticas no território nacional.

O projecto conta ainda com a "unidade 200", um conjunto de pipelines que interliga as várias unidades de projecto, os vários tanques, e a movimentação de produto recepcionado para o mar, para os tanques, e dos tanques para os camiões. Tem ainda uma unidade de captação de água a partir do rio Dande, laboratórios, armazéns, oficina, sistemas de energia, etc. Toda esta infraestrutura é gerida por uma Sala de Controlo.

Vão também nascer no seu perímetro diversos projectos industriais, sendo que nesta altura já está contratualizada a implantação de fábricas de azulejos, mosaico e papel, indústrias de silício de quartzo, alumínio, plásticos e material hospitalar descartável, além do grande projecto imobiliário Dubai Investements Park Angola. Antes da cerimónia de inauguração, o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, assinou contratos de parceria com a BP, Vitol Trafigura, Sahara, Gemcorp, Sinochem, Glencore, Antenoc e Total.

De acordo com Mauro Graça, gestor do projecto, o grande benefício da operacionalidade do terminal é a eliminação permanentemente do armazenamento flutuante. "Com esta infraestrutura, o País passa a ter a capacidade para receber todo o produto que for consumido internamente, armazená-lo por inteiro no TOBD, e a partir daqui fazer todo o processo logístico de distribuição entre as várias instalações e pontos de consumo do Terminal", sublinha.

Já o presidente da República, destacou a auto-suficiência no sector do petróleo e gás como maior objectivo, destacando a importância estratégica do TOBD e da refinaria do Lobito. "Se nos próximos anos concluirmos as obras da Refinaria do Lobito, aí sim, poderemos dizer que em termos de auto-suficiência na produção de combustíveis, estaremos bem, e o País estará igualmente bem", sustentou.

A propósito do combate ao contrabando de combustíveis, e para além das medidas de carácter policial, João Lourenço falou também da necessidade do ajustamento do preço dos combustíveis ao preço real. "Importamos a um preço e vendemos a um preço inferior ao da importação. Ou seja, o País está a perder dinheiro. Compra a 10 e vende a seis. Isto é uma situação que, uma vez resolvida, com certeza vai desencorajar todos aqueles malfeitores que estão envolvidos no contrabando de combustíveis", reforçou. In “Expansão” - Angola


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Portugal - Investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto lidera invenção de bateria revolucionária

A investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente



O artigo publicado na revista Energy & Environmental Science está a criar grande entusiasmo junto da comunidade científica internacional e a razão prende-se essencialmente com o facto de se poder estar perante uma nova geração de baterias sólidas, capazes de armazenar muito mais energia do que as de ião de lítio, com uma vida muito mais longa, mais seguras e não poluentes. A garantia chega-nos através de Maria Helena Braga, investigadora do Departamento de Engenharia Física da Faculdade de Engenharia da U. Porto (FEUP), que há mais de dois anos se dedica ao estudo de materiais para o armazenamento de energia em baterias.

A principal inovação destas novas baterias é fazer depender a capacidade de armazenamento de energia a partir do ânodo, em vez do tradicional cátodo, através de um eletrólito sólido de vidro, que permite a utilização de um ânodo construído em metais alcalinos sem a formação de “dendritos” (curto-circuitos internos). Estes elementos podem surgir em baterias de lítio tradicionais, que usam eletrólitos líquidos, levando a curtos circuitos internos que provocam incêndios rápidos e até mesmo explosões.

A tecnologia de eletrólitos em vidro foi desenvolvida por Maria Helena Braga e tem ainda a vantagem de poder operar em temperaturas muito baixas, outro benefício relativamente às baterias de lítio atuais. Isso poderá revolucionar todo o paradigma dos carros elétricos, por exemplo, uma vez que com estas novas baterias vão poder operar a temperaturas de -60 graus celsius.

Maria Helena Braga, 45 anos, publicou pela primeira vez sobre a tecnologia de eletrólitos de vidro em 2014 quando desenvolvia investigação na FEUP. De imediato recebeu inúmeros telefonemas e pedidos de contacto, um deles de Andy Murchison, investigador norte-americano da Universidade do Texas, que conhecia bem John Goodenough, o inventor das baterias de iões de lítio. Com 94 anos de idade e ainda no ativo, Goodenough desafiou a investigadora portuguesa a trabalhar com ele de maneira a provar que a tecnologia de eletrólitos de vidro funcionava, de facto.

“Durante um ano vim muitas vezes a UT-Austin e em fevereiro de 2016 pedi equiparação a bolseiro para fazer trabalho em baterias com lítio-metálico que não podia fazer na FEUP porque à data não tinha laboratório e muito menos caixa de luvas que é absolutamente essencial para este trabalho, uma vez que o lítio reage violentamente na presença de humidade e oxida facilmente”, explica Maria Helena Braga.

Até julho, o objetivo será aproveitar esta estadia nos EUA e a possibilidade de trabalhar de perto com tecnologia e equipamento de ponta. A adaptação correu bem, a forma de fazer investigação não é muito diferente da que se faz na Europa, o que realmente faz a diferença é “a velocidade a que as coisas acontecem”, admite a investigadora. “Fui muito bem-recebida pelo Prof. Goodenough. Ele, apesar dos seus 94 anos é um exemplo de abertura a novas ideias! O Andy também sempre acreditou no que fazíamos”, conclui.

Apesar de os anúncios sobre novas tecnologias de baterias serem frequentes, esta investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente, de acordo com o comunicado divulgado pela Universidade do Texas.

Com a possibilidade de entrar para a história mundial da engenharia física com esta inovação e de a sua vida poder dar uma volta de 180 graus, Maria Helena Braga quer voltar a Portugal e continuar o seu trabalho a partir daqui. No entanto, não deixa de ser crítica do sistema português no que toca à progressão na carreira docente: “As universidades/faculdades têm que reconhecer os talentos antes que as notícias venham de fora… Dito isto, têm que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proporcionar condições a quem quer fazer. Quando sentimos que estão a fazer o que podem por nós, respondemos imediatamente com um sentimento de lealdade… As Universidades teriam que ter mais poder discricionário para poder dar condições a quem quer trabalhar em Portugal. Talvez por exemplo, reduzindo a carga horária e atribuindo mais licenças sabáticas a quem quer fazer investigação”. Universidade do Porto “Faculdade de Engenharia” - Portugal

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Moçambique – Sector privado convidado a investir na construção de infraestruturas de armazenamento de água

O Governo reiterou o convite ao sector privado para que aposte na construção de infraestruturas de armazenamento de água, por representarem boa oportunidade de investimento.

O envolvimento do empresariado é visto como necessário face ao crescimento da demanda pelos recursos hídricos, que poderá triplicar nos próximos 20 anos, e para tornar o país resiliente às mudanças climáticas, que tornam as chuvas cada vez mais irregulares.

Falando há dias na província de Maputo, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que a construção de infraestruturas hidráulicas de contenção e reserva de água constitui prioridade para evitar riscos hídricos no desenvolvimento do país.

De acordo com João Machatine, a previsão das necessidades anuais por água sairá de dois para seis mil milhões de metros cúbicos até 2040, o que impõe que a capacidade de armazenamento seja elevada dos actuais 58 para 80 mil milhões de metros cúbicos. 

“Estes desafios que se colocam abrem enormes oportunidades para o sector privado, se tomarmos em linha de conta que as barragens, pela sua multifuncionalidade, sob ponto de vista energético, agrícola e de abastecimento de água, elevam os indicadores de retorno de investimento”, disse.

Mais de metade dos rios que atravessam o território nacional são partilhados com os países a montante, o que coloca Moçambique numa situação de extrema vulnerabilidade e dependência.

Face ao cenário, o ministro Machatine disse haver necessidade de definição, revisão e cumprimento “escrupuloso” dos acordos de partilha dos rios, além da construção de barragens.

O convite feito semana passada aos empresários não foi o primeiro. Após a apresentação do estudo de viabilidade da Barragem de Mapai, norte de Gaza, o ministro reuniu-se com o sector privado para apresentar as oportunidades que a iniciativa oferece nas várias componentes, desde a construção em si até à exploração agrícola, geração de electricidade, entre outras. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Armazenamento

                                              Grupo Fiorde inaugura unidade
                             em Cabo de Santo Agostinho

 SÃO PAULO - A Fiorde Cargo e Armazéns Gerais, empresa do Grupo Fiorde, acaba de inaugurar uma unidade com 2000 metros quadrados no município de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana de Recife-PE. Localizado a 9 quilômetros do Porto de Suape e a 15 quilômetros do Aeroporto Internacional dos Guararapes, o centro de distribuição conta com serviço de transporte rodoviário de DTA, ou seja, trânsito aduaneiro nas zonas primária e secundária.

           
O município de Cabo de Santo Agostinho tem sua economia baseada em atividades de agricultura, indústria e comércio, além de prestação de serviços, principalmente em torno do Porto de Suape. “O Estado de Pernambuco vem crescendo acima da média do País e atraindo cada vez mais novas indústrias, colocando em execução uma série de empreendimentos que exigem o fornecimento de serviços especializados, principalmente nos setores de comércio exterior e logística”, disse o presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, ao anunciar a abertura da nova unidade do grupo. 


O presidente lembrou que, em maio de 2012, a Fiorde abriu uma filial no Recife, localizada à Rua Ribeiro de Brito, 830, salas 701/702, no bairro da Boa Viagem. Com a nova filial, a empresa passou a contar com uma equipe altamente especializada para atender a seus clientes no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Porto do Recife, no complexo industrial portuário de Suape e outros portos da região. “Com a entrada em funcionamento da unidade em Cabo de Santo Agostinho, a Fiorde Cargo e Armazéns Gerais está em condições de oferecer à região Nordeste toda a sua infraestrutura e pessoal técnico para a movimentação e armazenagem de cargas no menor prazo e menor custo”, disse.


Para o bom desempenho dessas funções, o Grupo Fiorde dispõe de profissionais especialmente treinados para atender ao cliente, seja na estrutura da empresa seja in house. “Dependendo do projeto aplicado e do estudo de viabilidade para a operação, a Fiorde Cargo pode até terceirizar setores do cliente, desinflando sua estrutura sem perda na qualidade do processo”, ressaltou Lourenço, lembrando que a empresa oferece transporte de carga fechada, carga solta, granel, paletizada, unitizada e conteinerizada, no Brasil e no Mercosul.


Como diferencial, a Fiorde Cargo e Armazéns Gerais oferece soluções integradas com transporte terrestre, agenciamento internacional e desembaraço aduaneiro, pois atua dentro do Grupo Fiorde, que conta com 28 anos de experiência no mercado. “Esta unificação na cadeia de serviços torna o controle e o acompanhamento dos processos muito mais fáceis e dinâmicos”, disse o presidente.

 Com mais de 700 funcionários, o Grupo Fiorde, com sede em São Paulo, mantém filiais em Santos, Campinas, Jacareí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Manaus e nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, além de agentes subcontratados nos principais portos e aeroportos do País, dispondo também de centros de distribuição em Santos, Guarulhos e Belo Horizonte. Fiorde Cargo - Brasil