Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Cabo Verde - Lançamento da obra sobre os “Tubarões Azuis” na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente

Cidade da Praia – O livro Tubarões Azuis no Olimpo dos Deuses do Futebol foi apresentado no dia 20, em São Vicente, e será no dia 22, na cidade da Praia, coincidindo com a permanência da selecção nacional de futebol em Cabo Verde antes da sua deslocação aos Estados Unidos da América.


A apresentação da obra no Mindelo, agendada para 20 de Maio, segundo o autor José Mário Correia, decorreu numa altura em que os “Tubarões Azuis” se encontravam em estágio em São Vicente, o que, sublinha, justifica a escolha da ilha do Porto Grande para o primeiro lançamento oficial.

Após a passagem por São Vicente, a selecção nacional segue para a ilha do Fogo, antes de cumprir etapas no Sal e na Praia, numa espécie de despedida pelo arquipélago antes da viagem para Lisboa, onde disputará um jogo internacional a 02 de Junho.

Os Estados Unidos da América serão, posteriormente, o palco dos próximos compromissos da selecção cabo-verdiana.

A obra traça o percurso da selecção nacional de futebol e a afirmação dos “Tubarões Azuis” no panorama internacional, evocando momentos marcantes da história recente do futebol cabo-verdiano e o simbolismo da equipa junto dos adeptos.

O lançamento na cidade da Praia está igualmente agendado para 22 de Maio, num momento em que a selecção nacional permanece no país, reforçando a ligação entre a apresentação do livro e o ambiente de mobilização em torno da equipa.

Com 300 páginas, o livro é apresentado como uma “verdadeira enciclopédia” do futebol cabo-verdiano, reunindo dados sobre jogos, jogadores, golos, vitórias e derrotas ao longo de várias décadas, com enfoque nas competições internacionais, como a Taça Amílcar Cabral, a Taça de África das Nações e as fases de qualificação para os Mundiais.

O prefácio é assinado pelo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Semedo, descrito pelo autor como “um verdadeiro prefácio, muito profundo e abrangente”, constituindo uma homenagem a atletas, adeptos, antigos dirigentes, seleccionadores e jogadores.

O posfácio é da autoria do antigo presidente da mesma instituição, Orlando Mascarenhas, actualmente presidente da Academia Olímpica Cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 12 de março de 2026

Cabo Verde e Portugal assinam memorando para reforçar cooperação no mar

Cabo Verde e Portugal assinaram um memorando de entendimento no domínio do mar para reforçar a cooperação institucional, técnica e científica entre os dois países, com foco no desenvolvimento da economia azul e na gestão sustentável dos recursos marinhos


“Assinámos este memorando de entendimento para hoje e para o futuro, mas com base numa análise profunda de tudo o que tem sido a cooperação entre Portugal e Cabo Verde no domínio do mar”, afirmou o ministro do Mar cabo-verdiano, Jorge Santos, durante a cerimónia realizada no arquipélago, na ilha de São Vicente.

Segundo o governante, o acordo permite consolidar a parceria entre os dois países num setor estratégico para o arquipélago, sublinhando o potencial da economia azul para gerar crescimento económico, emprego e novas oportunidades de investimento.

A cooperação deverá incidir, entre outros aspectos, na partilha de informação e dados científicos, na formação de recursos humanos e no reforço da capacidade institucional no domínio das políticas do mar.

Jorge Santos destacou ainda que o mar constitui uma das maiores riquezas de Cabo Verde e defendeu que a cooperação com Portugal pode contribuir para melhorar a organização do setor das pescas, a qualidade e certificação do pescado e o aproveitamento sustentável dos recursos marinhos.

O memorando foi assinado com o secretário de Estado das Pescas e do Mar de Portugal, Salvador Malheiro, e renova um entendimento anterior estabelecido entre os dois países em 2014.

Salvador Malheiro afirmou que a cooperação no domínio do mar tem sido consolidadas ao longo dos anos, refletindo as décadas de relações entre Cabo Verde e Portugal e o reforço dos laços institucionais e pessoais. “Temos uma ligação fortíssima pela nossa língua, mas antes da língua já tínhamos o mar que nos unia”, afirmou, acrescentando que a renovação do memorando surge num contexto em que a economia do mar e azul assumem crescente relevância a nível global. “Somos duas nações marítimas por excelência e chegou o momento de tirar partido dessa riqueza natural para melhorar a vida das pessoas”, disse, apontando que Cabo Verde tem sido “um país exemplo” na gestão do oceano e defendeu que o aproveitamento económico do mar deve estar sempre associado à sua preservação.

Além disso, avançou que estão a ser dados os primeiros passos para integrar Cabo Verde numa plataforma internacional dedicada à gestão do oceano. “Vamos com certeza concretizar essa integração de Cabo Verde numa plataforma internacional do mais alto nível, a chamada Alliance 100%, que visa, sobretudo, reconhecer esses países que olham para o mar e querem ter uma gestão a 100% do mar. E Cabo Verde pode contar com Portugal ainda para outros voos nesta matéria”, garantiu.

O governante acrescentou que Portugal está disponível para reforçar a cooperação com Cabo Verde em áreas como a pesca, o turismo náutico, a preservação dos ecossistemas marinhos e a construção e reparação naval.

Durante a visita de dois dias à ilha de São Vicente, Salvador Malheiro visitou várias infraestruturas ligadas ao sector marítimo e das pescas, nomeadamente os estaleiros navais, o Instituto do Mar e complexos de pesca. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Cabo Verde - Lidera Rural lança concurso nacional para produção de curtas-metragens sobre êxodo rural

Porto Novo – O projecto Lidera Rural está a promover o concurso nacional para seleccionar ideias e financiar a produção de quatro curtas-metragens que estimulem o debate e a reflexão sobre a vida e êxodo rural nas ilhas de intervenção.


Uma nota divulgada pelo projecto Lidera Rural explica que a iniciativa, cuja candidatura decorre entre 16 de Dezembro e 09 de Janeiro, visa igualmente abordar a “fuga” de pessoas das comunidades devido à falta de oportunidades por factores exógenos, como as alterações climáticas.

As curta-metragens devem abordar ainda o contributo do empreendedorismo das mulheres e dos jovens para construir alternativas através dos sectores da alimentação e do turismo rural e comunitário.

Esta é a terceira edição deste concurso, denominado “Bodji”, que incide em várias temáticas, quais sejam, Raízes que Resistam: Mulheres e Jovens a Transformar o Rural, Da Terra ao Futuro, Inovação Rural, Cadeias Produtivas e Segurança Alimentar, Terras de Acolhimento: Turismo Comunitário como Caminho para Ficar.

O projecto Lidera Rural, que está a ser implementado nos três municípios de Santo Antão, é financiado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.

O projecto, que está a ser implementado pelo Centro de Estudos Rurais e Agricultura Internacional (CERAI) e pela Associação dos Amigos da Natureza, abarca ainda a ilha de São Vicente e tem como objectivo gerar oportunidades económicas para os jovens e mulheres rurais de ambas as ilhas. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento

Candidaturas, exclusivamente, através de formulário online


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

CPLP - Quer reforçar investigação científica e recolha de dados nas zonas marítimas

Os estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pretendem reforçar a investigação científica e recolha de dados nas respetivas zonas marítimas, anunciaram após uma reunião na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde.


“Fomentar a investigação científica aplicada, a inovação tecnológica e o uso de inteligência artificial e de sistemas de observação oceânica” foi uma das decisões expressas entre os 26 pontos da declaração final da sexta reunião dos ministros dos assuntos do Mar da CPLP, dedicada ao tema da preservação da biodiversidade e da pesca.

O objetivo é “melhorar a monitorização dos ecossistemas, a segurança marítima e a resiliência climática dos estados-membros”.

Salvador Malheiro, secretário de Estado das Pescas e do Mar, em representação de Portugal, apontou as apostas na partilha de dados científicos, em ações de literacia oceânica e na fiscalização como “três pilares fundamentais” do Plano de Ação 2025–2027 da CPLP para os Assuntos do Mar, hoje aprovado.

“Ficou bem claro um objetivo comum de tentarmos conciliar dois interesses que, aparentemente, são antagónicos, o setor das pescas e a preservação da biodiversidade e da conservação da natureza marinha”, disse.

Salvador Malheiro assinalou a importância da recolha de dados, uma vez que “tudo o que diz respeito à sustentabilidade dos oceanos está intimamente ligado à ciência”.

“Nós temos um potencial muito grande de nos podermos afirmar à escala mundial, porque temos zonas económicas exclusivas enormes”, acrescentou.

Neste contexto, preservar os recursos ambientais para as gerações futuras, “é uma obrigação”, mas o conceito de sustentabilidade também inclui aspetos económicos e sociais: “De nada vale termos um oceano completamente conservado e preservado se depois tivermos as nossas comunidades locais costeiras a viver na miséria”, apontou.

“Queremos que essa aposta na conservação dos recursos marinhos também aporte [elementos] para o setor das pescas, porque não estamos preocupados com as pescas apenas no presente e daqui a uns anos, estamos preocupados com a sustentabilidade do recurso”, acrescentou Salvador Malheiro.

No que respeita a Portugal, o Governo “fez questão de estar presente e de assinar a declaração final, um plano de ação muito bem delineado, que nos compromete”, disse.

Questionado pela Lusa, o governante não crê que “os recursos financeiros (…) sejam problema: o que importa é que estes países, com uma clara natureza costeira e oceânica, estejam imbuídos da mesma paixão”.

“Os resultados, depois, vão aparecer, com certeza”, prometendo “tudo fazer para, depois da declaração final, surgirem ações e resultados. O Governo de Portugal está muito empenhado nesta matéria, queremos de uma vez por todas voltar a nossa estratégia para o mar”, assinalou.

Jorge Santos, ministro do Mar de Cabo Verde, na qualidade de anfitrião, propôs “a criação de um observatório lusófono do mar, para servir não só Cabo Verde, mas todos os países” da CPLP, com “recolha de indicadores oceânicos e reforço da cooperação científica” que ajude os governos a tomar decisões.

Ao mesmo tempo, propôs “a concretização de um centro de excelência para a sub-região africana, já aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no sentido de consolidar e robustecer tudo o que seja investigação oceanográfica”.

A declaração final prevê ainda que a Estratégia da CPLP para os Oceanos 2026–2036 seja atualizada e submetida a aprovação numa reunião extraordinária de ministros de assuntos do Mar, a realizar no Dia Mundial dos Oceanos, 08 de junho de 2026, na sede da CPLP, em Lisboa.

Os participantes prometeram também reforçar a cooperação, mobilizar financiamentos e promover a concertação entre estados-membros para implementação do acordo das Nações Unidas sobre proteção da Biodiversidade Fora da Jurisdição Nacional (BBNJ, sigla em inglês).

No encontro, a Guiné-Bissau recebeu de Angola a presidência das reuniões ministeriais dos assuntos do Mar, escolhendo como lema “A CPLP e a Soberania Alimentar: um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


terça-feira, 2 de setembro de 2025

Espanha - Navio apoia famílias afectadas por tempestade em Cabo Verde

Um navio da Marinha espanhola partiu, segunda-feira, de Las Palmas com sete toneladas para apoiar as famílias afectadas pela tempestade de 11 de Agosto, que causou nove mortos e dois desaparecidos em Cabo Verde


De acordo com a Lusa, a carga inclui 720 kits de higiene da Agência Espanhola de Cooperação Internacional, suficientes para 3600 pessoas durante um mês.

A acção, coordenada com o Ministério da Defesa de Espanha, procura responder à falta de água potável, alimentos e cuidados de saúde.

O envio soma-se a apoios anteriores da Espanha e de outros países, como Portugal e Estados Unidos, que já forneceram água, medicamentos, alimentos e apoio logístico às zonas mais afectadas, conclui a mesma fonte. In “Jornal de Angola” – Angola com “Lusa”


sábado, 16 de agosto de 2025

CPLP - Pede resposta internacional solidária às chuvas em Cabo Verde

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) manifestou este sábado a sua “profunda solidariedade” ao povo cabo-verdiano e apelou à ação internacional urgente, após as chuvas intensas que assolaram as ilhas de São Vicente e Santo Antão, provocando vários mortos e desaparecidos



Em comunicado, o secretariado executivo da CPLP refere que as chuvas intensas e ventos ciclónicos que assolaram Cabo Verde no passado dia 11 “causaram perdas humanas irreparáveis” e destaca a necessidade de uma resposta solidária “neste momento de dor e sofrimento”.

A organização “encoraja a comunidade internacional e as agências especializadas a reforçarem os esforços do Governo e da sociedade cabo-verdiana, com especial atenção às populações mais vulneráveis, apoiando a redução da pobreza e a mitigação dos impactos em alojamento, nutrição e direitos humanos, sobretudo protegendo as crianças, mulheres e jovens afetados pela calamidade”.

O mesmo comunicado sublinha ainda “a importância de apoio concreto ao investimento e ao relançamento produtivo, como via para promover a resiliência e a recuperação sustentável do país”.

A CPLP recorda os compromissos assumidos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e a Estratégia da comunidade para esta área, sublinhando a urgência de uma ação conjunta para mitigar os impactos das mudanças climáticas na vida das populações.

O secretariado executivo recorda ainda que, já em 2019, o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) alertava para riscos severos decorrentes da crise climática, com particular incidência em cidades litorais e ilhas, frisando a necessidade de “mecanismos de compensação” que atenuem os efeitos socioeconómicos e evitem o agravamento da pobreza.

Nove pessoas morreram, uma está desaparecida e 12 ficaram desalojadas na sequência das cheias causadas por chuvas intensas que assolaram as ilhas de São Vicente e Santo Antão, na madrugada de 11 de agosto.

Ruas ficaram inundadas, casas parcialmente destruídas, pavimentos e calçadas levantados e detritos espalhados, evidenciando a força das chuvas, que destruiu ainda várias viaturas e estabelecimentos comerciais.

Entretanto, na quinta-feira, o governo de Cabo Verde anunciou que militares portugueses vão ajudar a restabelecer serviços críticos, de abastecimento de água e eletricidade, e ajudar nas limpezas. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Cabo Verde - NRP Sines já está na ilha de São Vicente para reforçar resposta à crise

O encarregado de negócios da Embaixada de Portugal em Cabo Verde, Nuno Félix, destacou as valências do navio da Marinha Portuguesa NRP Sines, que vão contribuir para minimizar os impactos da crise provocada pelas chuvas em São Vicente, sobretudo no fornecimento de água às estruturas essenciais, como o Hospital Baptista de Sousa e o Centro de Hemodiálise



À chegada do navio ao Mindelo, Nuno Félix sublinhou que a embarcação reforça a capacidade de resposta em várias frentes.

“Este é um navio que traz um conjunto de valências para apoiar a população de São Vicente e, sobretudo, para trabalhar lado a lado com as autoridades cabo-verdianas. Entre elas, uma pequena capacidade de produção de água, destinada de forma prioritária às necessidades mais críticas do hospital. Está também prevista a deslocação a Santo Antão para transportar água excedente daquela ilha para o Mindelo”, indicou.

Entre as missões previstas, destaca-se ainda a inspecção ao fundo da Baía do Porto Grande, considerada essencial para assegurar a segurança da navegação.

“A verificação do estado do fundo da baía é para garantir a segurança da navegação e inclui missões concretas de apoio às populações e de colaboração nos trabalhos intensos de recuperação da cidade e da ilha. A vinda deste navio mostra que a solidariedade não pode ficar apenas por palavras e que, neste caso, se traduz em ações concretas. Estaremos aqui nesta fase crítica ao lado de Cabo Verde e dos cabo-verdianos”, afirmou o diplomata.

O comandante do navio, capitão-tenente Vítor Manuel Silva Santos, disse que a missão é contribuir para a reposição da normalidade na ilha.

“O apoio é sempre curto, mas vamos dar o nosso máximo para ajudar e colocar Mindelo novamente numa situação normalizada, ou pelo menos aproximar-nos disso, dando o nosso melhor”, garantiu.

Por seu lado, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, destacou o reforço de recursos humanos e técnicos que a chegada do navio representa.

“O Sines tem especialização em intervenções em infra-estruturas críticas, na remoção de grandes volumes e também alguma capacidade de pesquisa hidrográfica. Na zona da baía, ainda temos objectos de grande dimensão, incluindo uma viatura, e o navio vai apoiar na sua remoção, com mergulhadores especializados. Também dispõe de capacidade de bombagem de água, o que será útil para retirar água acumulada em caves e pântanos. Em conjunto com a Protecção Civil, vão percorrer a cidade para identificar onde podem ser mais úteis, incluindo a remoção de escombros”, explicou.

Paulo Rocha reconheceu que ainda há muito por fazer para repor a normalidade em São Vicente e elogiou a entrega das instituições e da sociedade civil, que continuam na linha da frente da limpeza e apoio aos mais afectados. Lourdes Fortes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas” com “Rádio Morabeza”


terça-feira, 12 de agosto de 2025

UCCLA manifesta solidariedade com a ilha de São Vicente, em Cabo Verde

A UCCLA manifesta a sua profunda consternação e solidariedade perante as consequências das chuvas intensas, na madrugada do dia 11 de agosto, que atingiram a ilha de São Vicente, em Cabo Verde, provocando vítimas mortais, desaparecidos e avultados danos materiais.


Neste momento de luto e tristeza, a UCCLA endereça as mais sentidas condolências às famílias e amigos das vítimas, e manifesta a sua solidariedade para com todos os que foram afetados por esta tragédia.

Neste espírito de união e fraternidade, reiteramos a nossa proximidade e apoio à população de São Vicente e de Cabo Verde.

Informamos que a Câmara Municipal de São Vicente, através da Loja Social, está a recolher doações para apoiar as famílias que sofreram danos materiais significativos devido ao forte temporal que atingiu a ilha.

Pode contribuir com:

- Alimentos não perecíveis;

- Roupas e calçados;

- Produtos de higiene.

- Outros bens essenciais.

Entrega das doações: Loja Social da CMSV - no Centro Social da Câmara Municipal, em Fonte Filipe.

Contactos: +238 9577246 | 9839029

Doações monetárias:

Banco: BCA

Conta nº: 72870378.10.001

NIB: 003.0000.72870378.101.76

IBAN: CV64.003.0000.72870378.101.76

SWIFT: BCATCVCV


sábado, 9 de agosto de 2025

Cabo Verde - Teófilo Chantre lança videoclipe de “Doce Sodade”, tema do álbum “Emocionalmente”

O videoclipe conta com participação do Grupo Carnavalesco Cruzeiros do Norte, vencedor do Carnaval 2025


O cantor e compositor Teófilo Chantre lançou no passado fim-de-semana em todas as plataformas digitais o seu mais novo videoclipe “Doce Sodade”. O tema faz parte do álbum “Emocionalmente” lançado em dezembro passado, avança a Harmonia.

De acordo com Teófilo Chantre esta canção retrata uma profunda e significativa conexão emocional que mantêm com a ilha de São Vicente. “O tema fala da lembrança da minha infância e da minha relação com a ilha de São Vicente. Daquela saudade revigorada a cada regresso e a promessa de reviver uma serenata numa intemporal morabeza branca e melodiosa”, afirma em comunicado.

O tema foi escrito há alguns anos e o videoclipe conta com a participação do Grupo Carnavalesco Cruzeiros do Norte, vencedor do Carnaval 2025, o compositor e artista “quis mostrar um pouco do bairro da sua infância com sua vivência e fazer uma deambulação em alguns sítios emblemáticos”.

O mais recente álbum de Teófilo Chantre – Emocionalmente – foi lançado em dezembro de 2024 e os arranjos do mesmo estiveram a cargo do músico Hernâni Almeida. O trabalho é o oitavo na carreira do artista e tem 14 faixas, entre as quais “Doce Sodade”. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde


sábado, 19 de julho de 2025

Cabo Verde - Neguinho Tivane diz que o seu futuro será na música

O cantor e compositor cabo-verdiano Neguinho Tivane lançou o seu mais recente single intitulado Maria, já disponível em todas as plataformas digitais. Em entrevista ao Expresso das Ilhas, o artista disse acreditar que o seu futuro é na música


A música, da sua autoria, marca uma nova fase no seu percurso artístico e reforça a decisão definitiva de seguir carreira na música. “Está mais do que claro que o meu futuro será na música, não tenho mais dúvidas disso.”

O jovem artista, natural da ilha de São Vicente, disse que começou a compor ainda em 2016, inicialmente como passatempo. Desde 2019, Neguinho tem investido de forma mais séria na música e hoje garante: “Estou com os pés bem assentes na terra.”

“Maria”

O cantor relata que compôs esta música em tom de homenagem ao amor verdadeiro. “Maria fala sobre relações genuínas, num tempo em que os sentimentos parecem ser cada vez mais descartáveis. Utilizo esta música como uma reflexão sobre o significado do amor, contrastando com a realidade actual, em que muitas vezes o amor é visto como algo passageiro”, explica Neguinho.

Segundo o artista, o nome escolhido para o single não foi casual. “Toda a gente tem uma Maria na sua vida ou na sua família. É um nome comum e, para mim, tem um grande significado, porque é também o nome da minha mãe”, revela o cantor.

Para Neguinho, a música Maria é o amor da vida de alguém e também uma homenagem à sua mãe.

O artista afirma que, no tema, um homem declara abertamente o seu amor por uma mulher, algo que se tem tornado raro actualmente. “As pessoas têm vergonha de declarar o que sentem. Eu quis fazer diferente e mostrar que ainda existe química, existem histórias de amor genuínas que merecem ser celebradas.”

Maria é o segundo single de Neguinho Tivane com o selo da produtora Harmonia, depois do lançamento da canção Outubro Rosa, dedicada às mulheres que lutam contra o cancro da mama. No total, o artista já lançou quatro temas a solo e duas músicas com a produtora.

Neguinho conta que, com a Harmonia, tem experimentado sonoridades mais tradicionais e voltadas para o mercado, embora confesse que o seu estilo original é o R&B, onde se sente mais livre para cantar com sentimento.

Composição

Neguinho confessa ter uma forte ligação à escrita e revela que compõe constantemente. “Às vezes, num mês, consigo escrever vinte temas, fora os que dou a outras pessoas para cantar. Se o José da Silva quiser um EP amanhã, sou capaz de escrever tudo no mesmo dia”, diz, sem esconder a paixão pela arte de compor.

Apesar de atento ao feedback do público, Neguinho afirma que a sua motivação vem de dentro. “Ou as pessoas dizem não, ou dizem sim, vou cantar na mesma. A música é uma das coisas mais bonitas que existem na vida. É um dom que Deus nos deu e sinto paz e bem quando canto.”

O cantor afirma que o single Maria já está a conquistar o público. “Agora ganhei o apelido de Maria, por onde passo é assim que me chamam”, conta entre risos. “O feedback mais bonito vem dos adultos, da minha zona e de outros lugares por onde passo. É muito gratificante.”

“Outubro Rosa”

De acordo com Neguinho, esta canção pretende realçar a força da mulher perante a dor. “É preciso mostrar o outro lado às mulheres que enfrentam o cancro. Não o lado da dor, mas sim realçando a força, a superação, a coragem e, principalmente, a beleza.”

Para o artista, o importante é ser mulher e ter força para lutar pelo que deseja. “Mesmo diante das dificuldades, consegue recuperar, mostrando a mulher como símbolo de força, mulher de sorriso, mulher de beleza.”

O cantor disse sentir a necessidade de fazer algo para alegrar estas mulheres nessa fase tão difícil. “É uma forma de retribuir a gratidão que tenho para com as mulheres. Elas são tudo de bom que temos.” O tema foi lançado em Outubro de 2024.

De lembrar que Outubro é um mês dedicado à consciencialização para a prevenção do cancro da mama e, mais recentemente, do cancro do colo do útero. A data é celebrada internacionalmente desde 1990. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


domingo, 13 de abril de 2025

França - Escola de Paris vai passar a chamar-se Escola Cesária Évora

O Conselho de Paris, que reuniu durante quatro dias deliberou que a Escola polivalente pública situada no 141 boulevard Macdonald, no 19° bairro da capital, vai passar a chamar-se Escola Cesária Évora em homenagem à cantora cabo-verdiana



A Deliberação foi proposta ao Conselho de Paris pela Maire Anne Hidalgo explicando que Cesária Évora nasceu em 1941 em São Vicente e faleceu a 17 de dezembro de 2011. “Originária de uma família popular, esteve num orfanato depois da morte do pai e ali ficou entre os 7 e os 13 anos. Foi lá que aprendeu a cantar integrando o coral do orfanato. Começou a ser cantora aos 16 anos e no início dos anos 70 começou a ter sucesso em todas as ilhas de Cabo Verde. Os anos 1990 marcaram uma viragem na sua carreira, e tornou-se uma cantora com dimensão internacional”.

Anne Hidalgo explica ainda que Cesária Évora cantava sobretudo em crioulo de Cabo Verde e que se produziu nas mais prestigiadas salas do mundo, entre as quais o Olympia de Paris. Referiu ainda alguns dos prémios que recebeu durante a sua carreira, nomeadamente duas vezes a “Victoire de la Musique”, em 1999 e em 2004, e um Grammy Award do melhor Álbum World Music em 2004.

A atribuição do nome de Cesária Évora a uma escola decorre de uma proposta aprovada pelo Conselho de Paris de julho de 2020 de “dar visibilidade no espaço público às mulheres que, pelo seu percurso, contribuíram à propagação dos valores de Paris e da República”.

O Conselho da nova Escola Cesária Évora e a comunidade educativa participaram ativamente neste projeto de “batismo” do estabelecimento de ensino.

Uma exposição sobre Cesária Évora nas margens do Seine

No mesmo Conselho de Paris foi aprovada a realização de uma exposição, coorganizada pela associação “Les Arts Voyagent”, intitulada “Cesária Évora”, entre os dias 28 de abril e 2 de junho, na rampa Châtelet, nas margens do rio Seine, no 4° bairro da capital.

A exposição pode ainda voltar a ser apresentada num outro bairro de Paris durante o corrente ano de 2025 e “inscreve-se no quadro dos 50 anos da independência de Cabo Verde e dos países lusófonos da África, no seguimento da Revolução dos Cravos em Portugal, em 1974”.

Trata-se de cerca de 30 fotografias, algumas das quais inéditas, que convidam à descoberta do universo da cantora que “soube dar uma voz universal à cultura de Cabo Verde”. Vai ser dada uma atenção especial à carreira de Cesária Évora, nomeadamente em Paris onde começou a carreira internacional.

Segundo a Deliberação aprovada no Conselho de Paris, “a exposição desvenda as múltiplas facetas de Cesária Évora: a mulher, a artista, a embaixadora cultural, e sobretudo, uma voz livre que entrou nos corações de quem assistiu aos concertos nas salas mais prestigiosas do mundo, a começar pelo Théâtre de la Ville, que acolheu a primeira data parisiense. A intenção é de mostrar que a música, tal como ela praticou, é uma linguagem universal capaz de unir as culturas para além das fronteiras, e de preservar uma memória coletiva”.

Cesária Évora já tem uma rua em Paris

Desde 2014 Cesária Évora já tem uma rua em Paris, no 19° “arrondissement”, não muito longe da nova escola com o nome da cantora, no seguimento de uma proposta formulada em dezembro de 2011, pelo então Maire-Adjoint Hermano Sanches Ruivo.

Trata-se de uma rua vegetalizada paralela ao boulevard Macdonald por detrás dos antigos entrepostos Macdonald por onde passa a linha de tramway T3b e onde está a Gare Rosa Parks do RER E. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


sábado, 29 de março de 2025

Cabo Verde - “Mais um melodia” é o álbum de estreia da artista Cláudia Sofia

O CD é composto por 10 faixas, todas da autoria da cantautora

O álbum de estreia intitulado “Mais um melodia” da cantora e compositora Cláudia Sofia foi lançado nas plataformas digitais. O CD é composto por 10 faixas, todas da autoria da cantautora.

Segundo um comunicado da produtora Insulada, este lançamento marca um momento especial na trajetória da artista natural de São Vicente, “consolidando a sua identidade musical e apresentando ao público um trabalho repleto de sonoridades que refletem as suas raízes cabo-verdianas e influências globais”.

“Monte Cara”, “Amor Fluri”, “Darlina”, “Nha Xodó”, “Li Tá Ama”, “Fogo di Aniz”, “Crush”, “Sapatinho da lika”, “Mais um Melodia” e “Dona Guara” são os singles que compõem o álbum “Mais um melodia”. A maioria das músicas foram gravadas em 2023 e as restantes em 2024.

O trabalho discográfico foi produzido pelo alemão Markus Leukel e conta com a participação de músicos como Lúcio Vieira, José Afonso, Ronny Rodrigues e instrumentações que vão do tradicional às cordas de violinos ou aos sopros do trombone e do saxofone.

Além do álbum, a mindelense também lançou o seu sítio oficial, um espaço onde é possível acompanhar as novidades sobre datas de concertos, lançamentos musicais e conteúdos exclusivos.

A jornada de Cláudia Sofia na música começou desde tenra idade, tendo aos 4 anos subido ao palco para interpretar a canção “Ná Óh Menino Ná” de Eugénio Tavares. Estudou na escola Praça Nova, onde desenvolveu a sua formação artística. Aos 7 anos, representou o arquipélago num concurso em Portugal ao qual voltou quatro anos mais tarde, tendo sido a vencedora.  Aos 10 anos, foi presenteada pelo pai com o seu icónico “violão rosa”, que se tornou o seu aliado na composição e interpretação musical. No ano seguinte venceu o Pequenos Cantores em São Vicente

A artista tem sido uma presença assídua na cena musical de Mindelo, tendo já atuado na capital do país numa gala organizada pela Fundação Dret.u. Além disso, a convite do Banco Mundial, compôs e apresentou a música “Biodiversity” no evento “Country Climate Development Report”.

Em 2024, a cantautora fez a sua primeira digressão europeia, totalizando 21 concertos na Alemanha, Áustria e Portugal. Segundo a Insulada, o sucesso da digressão garantiu novos espetáculos para 2025 nestes países. Aline Oliveira – Cabo Verde in “Balai Cabo Verde”


sexta-feira, 28 de março de 2025

Cabo Verde – Artista Zulu lança o seu primeiro single "Cise é Testemunha"

Mindelo - A artista cabo-verdiana Zulu lançou nas plataformas digitais o seu primeiro single "Cise é Testemunha", uma homenagem a Cesária Évora, reconhecida mundialmente como a maior embaixadora da música e cultura de Cabo Verde.



De acordo com a produtora Harmonia, mais do que um tributo, "Cise é Testemunha", que antecede ao lançamento do primeiro EP da cantora, celebra a riqueza cultural cabo-verdiana, a diversidade do seu povo e a história da nação. 

“A música nasce de uma fusão única entre elementos modernos do jazz e a liberdade musical dos instrumentistas, combinando-se harmoniosamente com ritmos tradicionais como o tabanka e o funaná. A canção destaca a beleza e diversidade do povo cabo-verdiano, trazendo à tona a reflexão sobre o respeito às etnias e a importância do bem comum entre os povos”, refere a Harmonia.

De acordo com a produtora, no "DNA cabo-verdiano convergem influências de várias origens, e este tema é um chamado à consciência das raízes genéticas e culturais deste povo”. 

Conforme a mesma fonte nesta música, que representa a primeira composição conjunta de Zulu com o músico e produtor Hernâni Almeida, ambos procuram estabelecer uma conexão entre diferentes gerações, resgatando a essência do passado e transportando-a para o presente de forma inovadora em uma sonoridade única.

“Além de sua interpretação Zulu também assina a letra de Cise é Testemunha cuja construção foi orientada pela forma falada e enriquecida com harmonias idealizadas por Hernâni Almeida”, destacou ainda a mesma fonte, acrescentando que o processo criativo aconteceu nos momentos de estúdio na Harmonia, em São Vicente, durante a fase inicial de definição das direções musicais do projecto. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 10 de agosto de 2024

Cabo Verde - Neyna lança videoclipe de "Ti Ki Manxi": Uma celebração de verão em São Vicente

A cantora cabo-verdiana Neyna lançou o seu mais novo videoclipe para a música "Ti Ki Manxi", uma faixa animada que promete ser uma das grandes tendências deste verão. O videoclipe, gravado na pitoresca ilha de São Vicente, captura a essência vibrante e festiva da canção, que celebra a alegria de viver e as belezas naturais de Cabo Verde.


O videoclipe de "Ti Ki Manxi" foi gravado nas deslumbrantes paisagens de São Vicente, uma das ilhas mais emblemáticas de Cabo Verde. As cenas capturam a energia e o espírito da ilha, com imagens de praias paradisíacas, ruas animadas e a hospitalidade calorosa do povo local. Neyna aparece radiante, celebrando com amigos e mostrando o seu talento em meio aos cenários deslumbrantes de São Vicente.

Os fãs de Neyna têm mostrado grande entusiasmo pelo lançamento de "Ti Ki Manxi". Nas redes sociais, muitos elogiaram a qualidade do videoclipe e a energia positiva da música. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde


sábado, 22 de junho de 2024

Cabo Verde - Cantora Gabriela Mendes regressa ao mercado com “Coração di Mundo”

Natural de São Vicente, Gabriela Mendes começou bem cedo a cantar, quando descobriu o prazer de interpretar mornas e coladeiras. Depois de vários anos longe dos estúdios, a cantora mindelense surge com “Coração di Mundo”, o seu novo disco composto por nove faixas musicais. Além de cantora, Gabriela Mendes é também guia turístico. O disco já está disponível nas plataformas digitais


Ao Expresso das Ilhas, Gabriela Mendes disse que o disco foi financiado pelo programa Procultura e que é um projecto que foi concebido juntamente com a Mariventos, empresa criada em 2010 com o principal objectivo de fornecer um serviço criativo, inovador e de qualidade no sector de organização de eventos e serviços culturais.

“Música gera cultura, música gera economia” e culminou na gravação deste CD de música tradicional”, enfatiza a artista.

Quando o projecto foi financiado Cabo Verde já estava em plena pandemia da Covid-19. Foi uma boa notícia para a cantora, num momento em que tudo estava meio complicado, mas mesmo assim Gabriela Mendes começou a escolher os músicos para concretizar o projecto.

“Com aquele financiamento tínhamos que gravar em Cabo Verde e com músicos locais, o que é bom, pois foi a primeira vez que gravei no meu país. Todos os meus anteriores álbuns foram gravados no estrangeiro. O primeiro foi gravado na França, o segundo nos Estados Unidos e o terceiro na Suíça”, recorda.

Gabriela diz que está muito contente com os trabalhos de produção do álbum e agora está à espera de oportunidades para divulgação, promoção e apresentação do disco que conta com arranjos do músico Khaly Angel.

“Sou muito grata por este financiamento, pois senão não seria possível, porque fazer música custa dinheiro. Começamos este projecto na época da pandemia, juntamente com a Mariventos, que me ajudou a conceber o projecto”, realça.

“Coração di Mundo é uma coladeira de Tibau Tavares, sendo um dos meus compositores preferidos. Aliás, o título do meu primeiro álbum Tradição é também uma coladeira de Tibau Tavares. Tive oportunidade de ir à ilha do Maio conhecer o Tibau Tavares e saber das composições que ele tinha e que podiam adaptar-se a mim”.

Além de Tibau, o disco traz composições de Amândio Cabral, Teófilo Chantre, Kim Alves e José Marques. O disco é formado por nove faixas musicais, e já está disponível nas plataformas digitais.

O disco já tem um videoclipe do tema Nos terra já açucará que está disponível nas plataformas digitais. Nos terra já açucará é uma coladeira que fala da realidade de São Vicente e de Cabo Verde no geral.

A cantora pretende fazer mais videoclipes do álbum Coração di Mundo. “Como vamos lançar o álbum, faz sentido ter mais videoclipes para acompanhar o disco e dar mais visibilidade”, acrescentando que quer apresentar o disco na ilha de São Vicente, na Cidade da Praia e em outras ilhas se houver interesse”.

Carreira musical

A cantora diz que tem a sensação de que a sua carreira musical está a começar do zero, por considerar que depois da pandemia da Covid muita coisa mudou no mercado da música, no showbiz nacional e no estrangeiro. “Muitas pessoas que trabalhavam na música hoje já não trabalham, casas discográficas já não existem, perdemos muitos contactos e um artista sozinho não pode fazer nada, precisas de manager, produtor e toda a estrutura para conseguires fazer um trabalho, ter um álbum é um grande passo”.

Gabriela Mendes conta que começou cedo na música, ao cantar na igreja. Estudou na Escola Salesiana de Artes e Ofícios, onde saíram grandes artistas do panorama cabo-verdiano como Paulino Vieira, Humberto Ramos, Nando Andrade e Biús.

“Então cantava no grupo coral, depois tornei-me solista do grupo coral, na Paróquia de Nossa Senhora da Luz. Cantava mais na igreja, foi bem mais tarde que entrei na música tradicional, e não é nada assim que posso dizer que escolhi, mas sim as coisas começaram a acontecer naturalmente”, assegura.

Gabriela Mendes revela que às vezes se sente um pouco perplexa, porque não sinto que não fui eu que escolhi a música, mas a música que me escolheu. “Nunca levei a música a sério, gostava mesmo era de cantar, mas depois comecei a ver que a música era importante para mim. E hoje a música é como o ar que respiro”.

Em 2005, lançou o seu primeiro disco intitulado Tradição que lhe abriu as portas do mundo da música. “Fiz vários concertos em muitos países da Europa, Estados Unidos e Canadá. Foram bons tempos, era algo diferente e acredito que foi então mais fácil. Agora as coisas mudaram, em vários aspectos”.

Ambição

Gabriela Mendes sublinhou que quer continuar na música a dar o seu contributo para manter a nossa tradição bem viva.” A minha ambição é estar presente e activo na música, porque quando estou na música sou feliz, faço aquilo de que gosto, sinto-me completo e alimento a minha alma”.

A cantora recorda que a música tradicional actualmente não está com muito espaço nos grandes festivais como no passado. “Canto desde 1998 e já participei nos festivais do Sal, Boa Vista, Baía das Gatas e Gamboa”. “Actualmente é mais a música moderna que está com mais palco, mas acredito que tudo vai para o seu lugar, no seu devido tempo”. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 25 de maio de 2024

Cabo Verde - Marco Rendall lança versão em crioulo de música do filme “Aladdin” da Disney

O artista são-vicentino Marco Rendall acaba de lançar a versão em crioulo da música “A Whole New World” do filme de animação Aladdin, de 1992, um dos clássicos da Disney. A música, já disponível em todas as plataformas digitais, teve a participação do músico Nana Almeida e da artista Sivy Gomes



A música foi lançada há apenas dois dias e tem recebido um bom feedback, revela o artista.

“Em menos de 24 horas já havia mais de 120 partilhas e o vídeo já contava com quase quatro mil visualizações” assevera o cantor são-vicentino.

Marco Rendall, que é também produtor audiovisual, diz que sempre questionou o porquê de não existirem versões em crioulo das músicas de filmes de animação clássicos da Disney, que “todos conhecemos e que bambolearam a nossa infância”.

“A Whole New World” em inglês ou “Um mundo Ideal” em português do filme “Aladdin” é uma das minhas músicas favoritas e foi esta que escolhi para realizar essa experiência” revela ainda.

Um desejo, agora realizado

Marco afirma que ainda reage com espanto e emoção ao resultado de um desejo “de anos”.

“Foi um desejo realizado, sempre quis ouvir na nossa língua materna a emoção que uma música da Disney transmitia e vi que aqui em Cabo Verde temos sim a capacidade de fazer adaptações em crioulo, assim como são feitas em outros países” avança o artista, afirmando que este é só o primeiro passo para que, futuramente, mais clássicos tenham as suas versões “na nossa língua materna”.

Marco Rendall, é um jovem cabo-verdiano, nascido na ilha de São Vicente. Começou no mundo da música em 2017 e é produtor audiovisual desde 2013. Tiago Ribeiro – Cabo Verde in “A Nação”


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

UCCLA - Lançamento do livro “João Lopes Filho” de Elsa Frazão Mateus

Vai decorrer, no dia 1 de fevereiro, às 17h30, o lançamento do livro “João Lopes Filho: Professor - Investigador - Escritor” da autoria de Elsa Frazão Mateus, no auditório da UCCLA. Trata-se de uma biografia que retrata a vida de João Lopes Filho, destacando a sua dedicação ao estudo, à investigação e à partilha.


Com a chancela da Rosa de Porcelana Editora, o livro será apresentado por Luís de Figueiredo.

O lançamento do livro terá transmissão, em direto, através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

 

Sinopse:

A autora desta biografia retrata a vida de João Lopes Filho, destacando a sua dedicação ao estudo, à investigação e à partilha. O livro também aborda as sementes que o biografado lançou muito além da sua obra, com um alcance invejável. De facto, tanto pela sua atividade docente, como pela sua escrita ou ainda pela intervenção cívica que desde sempre o caracterizou, João Lopes Filho foi acrescentando ao seu legado um número indeterminável de indivíduos que, influenciados pelos seus ensinamentos, pelas suas palavras, procuraram abraçar, de algum modo, a sua ciência, a sua arte.

Biografia da autora:

Elsa Frazão Mateus é natural da ilha de S. Vicente, Cabo Verde. Licenciou-se em Antropologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1993. Na altura conheceu João Lopes Filho, tendo iniciado a colaboração em alguns dos seus trabalhos. Em 2010 concluiu o mestrado em Antropologia Social e Cultural, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, doutorando-se em Antropologia, na mesma instituição, com a especialização em Antropologia da Saúde, em 2015. Desde então, tem-se dedicado ao associativismo e ativismo pela saúde, a nível nacional e internacional, tendo sido galardoada com a Medalha de Mérito Científico, em 2020, atribuída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.


sábado, 25 de novembro de 2023

Cabo Verde - Ally Évora apresenta livro de poemas “Corpus – 69 Valsas D’Prazer” no Centro Cultural do Mindelo

A obra foi apresentada ontem, sexta-feira,24, no Centro Cultural do Mindelo. “Corpus – 69 Valsas D’Prazer” é uma coleção de sessenta e nove poemas de carácter erótico, composto por 14 quadras e 55 sonetos. A apresentação esteve a cargo do jornalista Nuno Ferreira

Segundo o autor da obra, Ally Évora, “Corpus – 69 Valsas D’Prazer” é um livro onde o “prazer está presente em cada página, levando o leitor a uma sensação de êxtase, de adrenalina e de uma curiosidade que só acaba na última poesia”.

O livro, que segundo o mesmo não enfatiza “somente a carne”, mas também fala da alma, da ligação que se estabelece entre o corpo e a alma.

“Na verdade, [o livro] nos desnuda e nos faz encontrar e conviver com a nossa natureza erótica”, sublinha ainda.

Recorde-se que Ally Évora apresentou, há bem pouco tempo, a sua primeira obra literária de poesias que abordam o amor e os flagelos sociais.

Nesta segunda obra, Ally decidiu enveredar por uma poesia “mais atrevida” e mostrar “a outra face” do poeta num livro carregado de um erotismo que, de acordo com o mesmo, ainda é tímido e escasso na nossa sociedade.

Sobre o autor

Ally Évora nasceu na cidade do Porto Novo, ilha de Santo Antão, em 24 de fevereiro de 1982.

Formado em Matemática e Informática de Gestão, é técnico bancário de profissão e poeta por paixão. Apesar de sua formação ser em áreas exatas, sempre se deixou “fascinar pelas palavras e pelas histórias que elas contam”, explica.

Conheceu os prazeres da literatura, principalmente pela literatura poética ainda e no ensino secundário e desde então tem vindo a “rabiscar poemas”, tendo editado o seu primeiro livro intitulado “Palavras Nuas – 100 Pedaços D’Alma”, em junho de 2021, aos 39 anos de idade. Tiago Ribeiro – Cabo Verde in “A Nação”