Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 3 de agosto de 2024

Tunísia – Universidade do Minho está a ajudar a produzir tâmaras de forma sustentável

A Escola de Ciências da Universidade do Minho está a ajudar a revitalizar os oásis de tamareiras no Norte de África, levando à sua produção sustentável e à maior valorização. Trata-se do projeto GreenPalm, que desde 2020 junta ainda parceiros de Tunísia, Itália e Espanha e é financiado pela Parceria para a Investigação e Inovação na Região Mediterrânica


A tâmara é uma fonte de cálcio, potássio, magnésio e fibras, reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas, osteoporose, enfarte, cancro e stress. Com a sua maior procura e valor comercial, esta fruta passou a ser cultivada em grande escala e num regime de monocultura, sobretudo na variedade mais procurada (Deglet Nour).

Essa prática reduziu a diversidade genética da tamareira e empobreceu a biodiversidade microbiana dos solos no Saara tunisino, alerta Teresa Lino Neto, que na UMinho é professora do Departamento de Biologia e investigadora do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA). “O ideal é recuperar e valorizar os cultivares tradicionais, utilizando diferentes variedades de tamareiras e até de espécies vegetais para aumentar a riqueza microbiana naqueles solos, pois a monocultura continuada impede a plasticidade biológica nos solos e a diversidade de microrganismos capazes de combater adversidades naturais, como uma vaga de calor”, nota.

No GreenPam, que está a terminar, a equipa portuguesa recolheu amostras de solo e de folhas de tamareiras, demonstrou pela identificação molecular que cada variedade de tamareira tem um microbioma próprio e estudou ainda micróbios, adaptados a climas desérticos, que possam servir para medidas de biocontrolo contra pragas e doenças da tamareira. “Esses micróbios foram isolados da planta e têm potencial como alternativa ao uso de pesticidas e fertilizantes químicos”, esclareceu Teresa Lino Neto.

No consórcio do projeto, a equipa italiana complementou o estudo com a análise da diversidade genética de tamareiras, enquanto a espanhola incidiu nos compostos e na composição das tâmaras para rentabilizar subprodutos da cultura da tamareira, como o caroço, e a sua possível comercialização por cooperativas locais. Já a Tunísia detém os oásis e o conhecimento da forma como se cultiva aquela fruta. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 4 de julho de 2023

Itália - Diretor português recebe prémio em Bolonha

O diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa, foi distinguido com o Prémio Vittorio Boarini, da Fundação Cinemateca de Bolonha, em reconhecimento pelo trabalho em defesa do património do cinema e da sua história

O Prémio Vittorio Boarini, criado em homenagem ao fundador e primeiro diretor da Cinemateca de Bolonha, tem por objetivo distinguir anualmente “personalidades internacionais que se distinguiram na salvaguarda e difusão do património cinematográfico”.

Vittorio Boarini (1935-2021), “responsável pela criação daquela que é hoje uma das mais ativas e influentes cinematecas europeias”, como escreve a Cinemateca Portuguesa em comunicado, foi pioneiro da disciplina do restauro e dos estudos de cinema, tendo igualmente dirigido a Fundação Fellini, e deu origem ao “maior festival mundial dedicado à divulgação da história do cinema”, Il Cinema Ritrovato, que completou a 37.ª edição no domingo passado.

José Manuel Costa está ligado à Cinemateca Portuguesa desde 1975, quando entrou para o Serviço de Programação e Divulgação. Desde então fez parte de diferentes equipas diretivas da instituição e foi o responsável pelo projeto e instalação do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento.

A nível internacional, foi presidente executivo da Associação das Cinematecas Europeias e do Projecto Lumière, para a história do cinema, criado na década de 1990 no âmbito do programa europeu Media.

Investigador, membro fundador da Associação pelo Documentário, é também professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Este ano, além de José Manuel Costa, foi também distinguido o realizador Mohamed Challouf, fundador da Associação Ciné-Sud Patrimoine e “grande ativista da salvaguarda e difusão do património cinematográfico na Tunísia e de outros países do Magrebe”, escreve a Cinemateca Portuguesa.

O prémio foi entregue no passado fim de semana, em Bolonha, na véspera do encerramento do festival Il Cinema Ritrovato.

O prémio consiste numa estatueta concebida pelo cenógrafo Giancarlo Basili e o escultor Andrea Leanza. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 15 de abril de 2023

Cabo Verde - Cantora Juliata Cohen com single “Tomam El” já disponível nas plataformas digitais

Mindelo – A cantora francesa de descendência tunisina e marroquina e neste momento a viver no Mindelo, Juliata Cohen, tem já no mercado o seu novo single “Tomam El”, que mistura o crioulo com o hebraico.

Conforme informações da produtora Harmonia, a música está disponível nas plataformas digitais desde o passado dia 07 de Abril e mostra a versão da composição da cantora Élida Almeida, música que, segundo Juliata Cohen, teve uma “conexão imediata” desde que chegou a Cabo Verde em 2020 e era a sua “âncora” durante a pandemia passada entre Cidade da Praia e Tarrafal de Santiago.

“Do significado que a marcou surge esta versão em hebraico, uma forma de aproximar as suas raízes, e revelar a sua paixão em cantar em crioulo também”, sublinhou a mesma fonte, adiantando que na composição se introduziu instrumentos árabes e orientais como o oud, violino árabe, outras das culturas que influencia Juliata Cohen, crescida em Israel.

“A sua voz melódica, quente, e singularmente sensual, aliadas à consonância marroquina e árabe marcante na sonoridade deste single, respiram o ambiente hebraico, envolto do mítico que a artista transporta”, acrescenta a produtora.

O single saiu acompanhado do videoclipe que revela “uma viagem pelo imaginário de fenómeno acústico entre cores e traços que nos expede ao mundo árabe, destacado na melodia e ritmo”.

Juliata Cohen, tem nela um misto de influências das suas origens, das diferentes culturas e sonoridades de todos os países que tem percorrido e que lhe criaram naturalmente um “estilo muito próprio”, transversal ao griot, à saudade, entre o ritual e a alma.

Compõe, escreve e interpreta em sete idiomas, trespassando fronteiras estilísticas e linguísticas, asseguram os responsáveis da Harmonia. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Tunísia – Abastecimento de água à população cortado durante sete horas noturnas, devido à seca

A Tunísia está a cortar o abastecimento de água aos cidadãos durante sete horas por noite. A medida extrema é uma resposta à pior seca já registada no país.

A água será cortada diariamente das 21h às 4h, com efeito imediato, disse a empresa estatal de distribuição de água SONEDE num comunicado.

O Ministério da Agricultura do país introduziu anteriormente um sistema de cotas para água potável e proibiu o seu uso na agricultura até 30 de setembro.

A Tunísia está a lutar contra uma seca que já está no seu quarto ano.


O que está a causar a seca na Tunísia?

Anos de seca secaram os reservatórios da Tunísia, diminuíram as colheitas e levaram o governo a aumentar os preços da água canalizada para residências e empresas.

Atribuindo a seca sem precedentes às alterações climáticas, o chefe da SONEDE, Mosbah Hlali, pediu aos tunisinos que entendam a decisão de cortar o abastecimento de água.

A região do Mediterrâneo experimentou um calor elevado nos últimos verões e uma falta de chuvas no inverno. Em agosto de 2021, a Tunísia experimentou temperaturas recorde de mais de 50°C.

A capacidade das barragens do país caiu para cerca de mil milhões de metros cúbicos, ou 30% do máximo, de acordo com o alto funcionário do Ministério da Agricultura, Hamadi Habib.

A represa Sidi Salem, no norte do país, uma importante fornecedora de água potável para várias regiões, diminuiu para apenas 16% da sua capacidade máxima, mostram dados oficiais.

A colheita de cereais da Tunísia será "desastrosa", com a safra atingida pela seca caindo para 200 mil -250 mil toneladas este ano, de 750 mil toneladas em 2022, disse o representante sénior do sindicato dos agricultores, Mohamed Rjaibia, à agência de notícias Reuters.

Quão severas são as restrições de água da Tunísia?

Além de cortar o abastecimento de água durante a noite, o Ministério da Agricultura da Tunísia proibiu o uso de água potável para lavar carros, regar áreas verdes e limpar ruas e locais públicos.

Os infratores enfrentam multa e prisão por um período de seis dias a seis meses.

Moradores dizem que as autoridades tunisinas cortaram a água potável à noite em algumas áreas da capital e outras cidades nas últimas duas semanas, numa tentativa de reduzir o consumo.

A medida gerou revolta generalizada.

A nova decisão ameaça alimentar a tensão social num país cuja população sofre com os serviços públicos precários, alta inflação e uma economia fraca.

Os agricultores também foram instados a parar de irrigar os campos hortícolas com água das barragens e, em alguns casos, enfrentam limites.

A Tunísia já tem problemas de abastecimento de alimentos devido aos altos preços mundiais e às próprias dificuldades financeiras do governo, que reduziram a sua capacidade de comprar alimentos importados e subsidiar quintas domésticas.

A seca elevou os preços da forragem, contribuindo para uma crise na indústria de laticínios da Tunísia, já que os agricultores vendem os rebanhos que não podem mais manter, deixando as prateleiras dos supermercados vazias de leite e manteiga.

Os europeus enfrentarão restrições de água neste verão?

A Europa está em seca desde 2018, de acordo com um estudo recente da Universidade de Tecnologia de Graz, na Áustria.

A baixa chuva de inverno e a queda de neve deixaram os países em risco de outro verão extremo, alertou a Comissão Europeia.

O norte da Itália, a França e a Espanha estão a preparar-se para as restrições, que no ano passado limitaram alguns residentes da Catalunha a usar água por cerca de quatro horas por dia. Angela Symons – Reino Unido in Euronews.green


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Portugal – Cientistas descobrem espécie de fungo que pode substituir pesticidas

A Universidade do Minho explica que o novo fungo, descoberto por cientistas do Centro de Engenharia Biológica daquela instituição de ensino em parceria com a Universidade de El Manar (Tunísia), "tem a característica particular de não infetar nem apodrecer as maçãs"



Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho (UMInho) descobriu uma "nova espécie de fungo", a "Penicililium tunisiense", que pode "ser muito útil" para combater doenças em maçãs, permitindo "evitar o uso de pesticidas e químicos", anunciou hoje aquela academia.

Em comunicado, a Universidade do Minho explica que o novo fungo, descoberto por cientistas do Centro de Engenharia Biológica da UMinho em parceria com a Universidade de El Manar (Tunísia), "tem a característica particular de não infetar nem apodrecer as maçãs".

Os investigadores acreditam que "assim, a partir de agora, será possível combater, de forma natural, a podridão do bolor azul (Penicillium expansum), uma das doenças mais comuns na fase pós-colheita, responsável por causar grandes prejuízos nos frutos".

Fungo é seguro e não contamina alimentos

Ao contrário do Penicillium expansum, explica o texto, aquela "nova espécie Penicillium tunisiense, além de ter o potencial de combater doenças específicas, não produz patulina, uma micotoxina produzida pelo bolor azul que contamina alimentos, em especial, a maçã".

A instituição minhota adianta que "a nova espécie está agora preservada e disponível no catálogo da MUM - Micoteca da Universidade do Minho, podendo vir a ser explorada para combater a podridão do bolor azul".

A MUM - Micoteca da Universidade do Minho é uma coleção de culturas de fungos filamentosos sediada no Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho desde 1996 que tem como principal missão ser um centro de recursos para a preservação da diversidade fúngica e sua informação, e criar soluções para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar do homem.

Com mais de 750 estirpes no catálogo, a MUM, salienta a UMInho, "tem colaborado de forma decisiva para os avanços na ciência, tendo recentemente conseguido trazer para Portugal a única sede de uma infraestrutura europeia de investigação, a MIRRI - Microbial Resource Research Infrastructure".

O Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho é um centro de investigação criado em 1995 e "altamente tecnológico", atuando nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia.

A atividade de investigação do CEB concentra-se nos setores ambiental, da saúde, industrial e alimentar. Nuno de Noronha – Portugal in “Sapolifestyle”