Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Moçambique – Província de Manica inicia produção de cevada para bebidas alcoólicas

A província central de Manica já começou a produzir cevada destinada ao mercado doméstico e internacional de bebidas alcoólicas. O processo de colheita iniciou-se no distrito de Vandúzi, com uma primeira fase prevista de 180 toneladas, podendo a produção anual atingir 600 toneladas, quantidade considerada suficiente para abastecer as fábricas de bebidas.


A governadora de Manica, Francisca Tomás, afirmou, na terça-feira (21), durante a colheita em Vandúzi, que a produção da cevada pretende aproveitar as condições agro-ecológicas favoráveis da província, aumentar o rendimento das famílias produtoras e dinamizar a economia local.

Francisca Tomás destacou que este é apenas o primeiro passo das grandes realizações previstas na província, lembrando o interesse de empresas japonesas em investir na produção de culturas comerciais adaptáveis às condições agrícolas de Manica. “Estamos a mobilizar parceiros para investirem na nossa província. Recentemente estivemos no Japão, onde mantivemos contactos com investidores que se interessaram pelas potencialidades de Manica”, explicou.

A governadora acrescentou que outros distritos, como Macate, Sussundenga e Mossurize, também têm elevado potencial para culturas de rendimento, incluindo macadâmia, litchi e abacate. Estas culturas já são comercializadas internacionalmente, com destaque para a África do Sul e países da Europa, reforçando o potencial agrícola da província e contribuindo para o desenvolvimento económico de Manica e de Moçambique, em geral. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 6 de março de 2020

Irlanda - Cientista portuguesa recebe prémio SFI President of Ireland Future Research Leaders Award para estudar produção mais sustentável da cevada


A investigadora portuguesa Sónia Negrão recebeu na passada segunda-feira, dia 2 de Março, em Dublin, o Prémio SFI President of Ireland Future Research Leaders Award das mãos do presidente da Irlanda, Michael D. Higgins.

O prémio é atribuído pela Science Foundation Ireland – SFI, em conjunto com o governante, com o objectivo de distinguir e reter 10 jovens cientistas que tenham alcançado resultados excepcionais na área das ciências e da engenharia.

Sónia Negrão é professora na University College Dublin e membro colaborador do centro de investigação português GREEN-IT – Biorecursos para a Sustentabilidade, coordenado pelo Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa.

A bióloga concluiu o seu Doutoramento no ITQB NOVA em 2008, na área de melhoramento de plantas. Em 2018 mudou-se para a Irlanda, onde desenvolve o projecto agora premiado.

Produção de cevada mais sustentável

“É uma grande honra receber este prémio do presidente Michael D. Higgins. Fico muito grata pelo reconhecimento do potencial da minha investigação”, diz Sónia Negrão.

O galardão, no valor de cerca de 1,5 milhões de euros, irá apoiar o seu projecto de desenvolvimento de estratégias para assegurar uma produção de cevada mais sustentável.

Alterações climáticas

As chuvas intensas, decorrentes das alterações climáticas, estão a afectar severamente a produção deste cereal, com um impacto significativo na indústria do malte. Esta cultura milenar é um ingrediente-chave para produção de cerveja e whisky, importantes produtos para a economia irlandesa e mundial.

Através do desenvolvimento de tecnologia que alia técnicas de genética com a utilização de drones e inteligência artificial, a investigadora pretende recuperar características que as variedades mais antigas de cevada apresentavam e que as tornavam mais resistentes a estas condições ambientais.

“Espero continuar a contribuir para uma produção de cevada capaz de fazer face às alterações climáticas, e fortalecer a imagem internacional da Irlanda na Investigação em Plantas”, diz Sónia Negrão.

Prémio SFI President of Ireland Future Research Leaders Award

O prémio SFI President of Ireland Future Research Leaders Award distingue investigadores em início de carreira que estejam a trabalhar na Irlanda e que se destaquem pela sua investigação e avanços científicos e tecnológicos de excelência.

“Reconhecemos a importância e o papel da ciência em fortalecer a capacidade de inovação e colaboração na construção de um futuro melhor”, salienta o presidente Michael D. Higgins. Os 10 investigadores premiados receberão um total de 15 milhões de euros que poderão executar em cinco anos, e que apoiarão o recrutamento de mais de 40 cientistas para os projectos de investigação.

“É com muito gosto que premiamos cientistas que optaram por desenvolver a sua investigação na Irlanda. Queremos apoiar e impulsionar a inovação dos líderes do futuro e ajudar a Irlanda e o mundo a enfrentar os desafios actuais, das alterações climáticas ao envelhecimento saudável e à compreensão do universo”, acrescenta Ruth Freeman, directora da SFI. In “Agricultura e Mar Actual” - Portugal