O ministro do Mar anunciou que o concurso internacional para a construção da terceira fase do Porto Grande, do Mindelo, cujo investimento está avaliado em 83 milhões de euros, será lançado no dia 28 de Fevereiro
Jorge Santos falava ao presidir ao
acto de assinatura de protocolos de cooperação entre a Enapor – Portos de Cabo
Verde e a administração dos portos de Sines e do Algarve, bem como com a
administração dos portos de Lisboa e de Setúbal e Sesimbra, todos de Portugal.
Segundo o ministro, com a expansão, o Porto Grande
ganhará mais 400 metros e terá novos terminais, principalmente ao nível do
transbordo, além de aumentar a capacidade de bunkering.
“Vamos fazer a duplicação do nosso porto, isto numa
óptica de extensão, modernização e transformação do Porto do Mindelo, cada vez
mais num porto transatlântico, com esse nível, e aumentar a capacidade de
oferta de serviços a nível nacional, mas também a nível do Atlântico Médio”,
explicou.
Além disso, conforme o governante, o Porto Novo, em Santo
Antão, por seu lado, ganhará uma extensão de 275 metros, o que vai permitir a
acostagem de grandes cruzeiros ou que grandes navios que saem de Portugal ou de
qualquer outra origem possam também fazer a sua descarga nesse porto.
Conforme Jorge Santos, o Governo também projecta a
terceira fase do Porto de Palmeira, na ilha do Sal, tendo em conta que se
encontra numa ilha turística que recebe mais de 420 mil turistas por ano.
Segundo o ministro, o Governo também pensa priorizar, no
próximo ciclo governativo, obras de expansão e modernização do Porto da Praia,
para construir o corredor Praia-Dakar-Abidjan, bem como a modernização do Porto
do Tarrafal de São Nicolau, na sua vertente de pesca, e do Porto de Vale de
Cavaleiros, na ilha do Fogo.
Sobre os protocolos assinados entre a Enapor e os portos
de Portugal, o ministro considerou que demonstram o alinhamento de Cabo Verde
com as melhores práticas do mundo, uma vez que estabelecem o desenvolvimento de
iniciativas conjuntas nas áreas da inovação, logística, sustentabilidade,
segurança e formação.
Para o presidente do conselho de administração da Enapor,
Ireneu Camacho, essa cooperação é “particularmente relevante”, pois permite à
empresa “acelerar os processos de inovação, reforçar as competências técnicas”
e aproximar o sistema portuário de Cabo Verde de padrões internacionais “de
eficiência, segurança e sustentabilidade”.
Por seu lado, o presidente do conselho de administração
dos portos de Sines e do Algarve, Pedro Ramos, em Sines existem mais de 20
rotas regulares que ligam essa cidade do distrito de Setúbal ao resto da Europa
e ao mundo.
Por isso, vincou que “incluir Cabo Verde nesse eixo
Europa-África-América, através do Atlântico, é absolutamente fundamental”.
Mas, sublinhou, o mais importante é “assinar e executar
esses protocolos”.
Pedro Ramos informou que “são vários os eixos” que
pretendem desenvolver com Cabo Verde, entre os quais a “digitalização, para
simplificar processos, a descarbonização, a cibersegurança e a capacitação e
qualificação” das pessoas.
O presidente do conselho de
administração do Porto de Lisboa, do Porto de Setúbal e do Porto de Sesimbra,
Vítor Caldeirinha, considerou que os portos de ambos os países podem “trocar
experiências técnicas”, com destaque para a “descarbonização, a digitalização,
concessões, a capacitação e a formação”. In “Balai
Cabo Verde” com “Inforpress”
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