Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Moçambique - Consórcio chinês vai gerir, modernizar e expandir fronteira entre o país e o Zimbabué

Um consórcio chinês vai assumir, por 25 anos, a concessão da gestão do Posto Fronteiriço de Paragem Única de Machipanda, prevendo, segundo o Governo, modernizar e expandir aquela que é uma das principais fronteiras entre Moçambique e o Zimbabué


De acordo com o Decreto n.º 53/2026 do Conselho de Ministros, a concessão foi atribuída à sociedade comercial Terminal Internacional Rodoviário de Machipanda, constituída pelo consórcio Union Portlink e Zhongmei e pelo Fundo de Estradas, FP, abrangendo uma área de 88,96 hectares naquela fronteira, na província de Manica, centro de Moçambique.

O diploma estabelece a base legal para a concessão, em regime de parceria público-privada, da construção, operação, manutenção, gestão e posterior devolução ao Estado das infraestruturas do Projeto Integrado de Modernização e Expansão da Fronteira de Machipanda.

A aprovação dos termos da concessão confirma a decisão tomada pelo Conselho de Ministros em 28 de julho, quando o porta-voz daquele órgão, explicou, no final da reunião, que o diploma “estabelece a base legal para a concessão a um operador privado”, para “construção, operação, manutenção, gestão e devolução ao Estado das infraestruturas do projeto integrado de modernização e expansão da fronteira de Machipanda”.

Segundo Impissa, o projeto envolve um investimento estimado em cerca de 30 milhões de dólares, tendo avançado que o acordo garante ainda uma participação de 15% do Estado moçambicano, através do Fundo de Estradas, no capital social da empresa que implementará o projeto, bem como uma participação de 10% reservada ao empresariado local da província de Manica.

O porta-voz acrescentou que a concessão deverá contribuir para a redução dos tempos de espera na travessia fronteiriça, para a diminuição dos custos logísticos e para o aumento da competitividade do Corredor da Beira, um dos principais eixos de comércio regional.

Entre as obras previstas contam-se a modernização e ampliação do terminal internacional rodoviário de Machipanda, a construção de uma fronteira turística de raiz para acolher os serviços públicos envolvidos nos processos migratórios e a melhoria das condições de circulação na área fronteiriça.

O projecto contempla igualmente a construção de habitações para os funcionários públicos afetos aos serviços fronteiriços, incluindo dormitórios, sala de reuniões, refeitório, ginásio e campo de jogos multiuso.

Segundo o decreto, está ainda prevista a ampliação da capacidade rodoviária na fronteira, com o aumento do número de faixas de circulação e a construção de duas novas pontes sobre o rio Machipanda de acesso ao terminal de cargas, além de medidas destinadas a melhorar o fluxo e a eficiência na gestão dos camiões.

A concessionária deverá igualmente instalar sistemas eletrónicos de vigilância, incluindo câmaras de controlo e cancelas inteligentes, bem como colaborar na integração dos sistemas das autoridades moçambicanas e zimbabueanas para facilitar o desembaraço aduaneiro e os movimentos migratórios.

O contrato prevê ainda a adoção de medidas destinadas a gerar benefícios diretos para as comunidades locais, com um plano de responsabilidade social empresarial a definir após o início das operações. O Governo indicou anteriormente que o empreendimento deverá ainda criar cerca de 700 empregos diretos, dos quais 500 durante a fase de construção e 200 na fase operacional.

Nos termos da licença especial associada à concessão, a empresa poderá desenvolver serviços ligados à receção, parqueamento e armazenagem de mercadorias, movimentação de cargas, pesagem, inspeção e serviços logísticos, bem como explorar atividades complementares de comércio, escritórios, restauração e outros serviços de apoio aos utilizadores da fronteira.

O documento autoriza ainda a concessionária a construir e gerir infraestruturas de apoio, incluindo redes de água, eletricidade, telecomunicações, drenagem, iluminação, segurança e gestão de resíduos, bem como outras obras necessárias ao funcionamento do posto fronteiriço. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Moçambique – Província de Manica inicia produção de cevada para bebidas alcoólicas

A província central de Manica já começou a produzir cevada destinada ao mercado doméstico e internacional de bebidas alcoólicas. O processo de colheita iniciou-se no distrito de Vandúzi, com uma primeira fase prevista de 180 toneladas, podendo a produção anual atingir 600 toneladas, quantidade considerada suficiente para abastecer as fábricas de bebidas.


A governadora de Manica, Francisca Tomás, afirmou, na terça-feira (21), durante a colheita em Vandúzi, que a produção da cevada pretende aproveitar as condições agro-ecológicas favoráveis da província, aumentar o rendimento das famílias produtoras e dinamizar a economia local.

Francisca Tomás destacou que este é apenas o primeiro passo das grandes realizações previstas na província, lembrando o interesse de empresas japonesas em investir na produção de culturas comerciais adaptáveis às condições agrícolas de Manica. “Estamos a mobilizar parceiros para investirem na nossa província. Recentemente estivemos no Japão, onde mantivemos contactos com investidores que se interessaram pelas potencialidades de Manica”, explicou.

A governadora acrescentou que outros distritos, como Macate, Sussundenga e Mossurize, também têm elevado potencial para culturas de rendimento, incluindo macadâmia, litchi e abacate. Estas culturas já são comercializadas internacionalmente, com destaque para a África do Sul e países da Europa, reforçando o potencial agrícola da província e contribuindo para o desenvolvimento económico de Manica e de Moçambique, em geral. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Moçambique - Governo apoia agricultores do distrito de Mossurize com novo lote de tractores

Dez produtores agrícolas do distrito de Mossurize, na província de Manica, beneficiaram recentemente de igual número de tractores, no âmbito de uma iniciativa do Governo destinada a dinamizar a produção e a produtividade no sector familiar


A acção enquadra-se no projecto MozRural, uma intervenção multissectorial financiada em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), que visa promover a inclusão produtiva no meio rural.

Os tractores, entregues formalmente esta semana, destinam-se a produtores de culturas diversas, com especial atenção para mulheres e jovens, que deverão comparticipar com 15% do valor de cada equipamento, estimado em cerca de 3,5 milhões de meticais. Esta abordagem visa assegurar o envolvimento directo dos beneficiários e a sustentabilidade do investimento.

A campanha agrária em curso no distrito de Mossurize prevê abranger uma área de 215 mil hectares, com uma expectativa de produção superior a 600 mil toneladas de culturas alimentares e comerciais. A introdução de meios mecanizados deverá contribuir para o aumento da eficiência, redução do esforço físico no campo e melhoria dos rendimentos familiares.

Com esta entrega, eleva-se para 21 o número total de tractores distribuídos pelo MozRural em Mossurize, reflectindo o compromisso do Governo com a modernização do sector agrícola e a redução das assimetrias regionais. A nível da província de Manica, o MozRural já aprovou 90 projectos produtivos, sendo a maioria direccionada para a aquisição de equipamentos agrícolas e respectivas alfaias. In “Diário Económico” - Moçambique


segunda-feira, 3 de março de 2025

Moçambique - Ungulani ba ka Khosa dinamiza acções literárias em Manica e Sofala

“Com Energia Lemos Melhor” é o lema da iniciativa Ler Com Energia, dinamizada pelo escritor Ungulani Ba Ka Khosa, que realizará uma série de actividades literárias nos municípios de Chimoio e Gorongosa, entre os dias 4 e 7 de Março do ano em curso.

As acções incluem palestras na Universidade Pungué, Universidade Católica de Moçambique (Chimoio) e Universidade Católica de Moçambique (Gorongosa), e o apetrechamento de duas bibliotecas escolares: Escola Secundária da FEPOM (Chimoio) e Escola Secundária Eduardo Mondlane (Gorongosa).

O projecto Ler Com Energia tem como objectivo promover a leitura, abordando hábitos de leitura, acesso ao livro e uso de bibliotecas, bem como incentivar a interracção entre escritores e estudantes das escolas e universidades públicas, ampliando a presença de obras literárias moçambicanas.

Com a doação de livros às bibliotecas escolares, garante-se que os exemplares permaneçam disponíveis como referência literária nessas instituições.

Ungulani Ba Ka Khosa acredita que as visitas às províncias de Sofala e Manica contribuirão para melhorar os hábitos de leitura em Moçambique, pois, a leitura é uma grande ferramenta de inclusão cultural e desenvolvimento sustentável.

Durante a estadia, o escritor pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade para acções voltadas à leitura e fortalecer a responsabilidade social na cadeia produtiva do livro.

A iniciativa Ler Com Energia conta com o patrocínio da empresa Eletricidade de Moçambique (EDM) e a curadoria da Agência Criativa Vírgula. In “O País” - Moçambique