Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Guiné Equatorial - Alport assume gestão dos portos de Malabo e Bata

Com o período de transição encerrado, esta joint venture entre o Estado e o grupo turco Albayrak passará a gerir integralmente as operações portuárias no país

A joint venture Alport assumiu integralmente a gestão dos portos de Malabo e Bata, após o término do período de transição em 16 de março, marcando o início de uma nova etapa no sistema portuário da Guiné Equatorial.

Este progresso foi analisado durante a reunião realizada nesta quarta-feira na Presidência do Governo entre o Primeiro-Ministro, responsável pela Coordenação Administrativa, Manuel Osa Nsue Nsua, e os diretores do grupo turco Albayrak, parceiro estratégico da Alport, liderados pelo seu vice-presidente, Ahmed Albayrak.

A Alport, criada a partir da aliança entre a Holding Guinea Equatorial e o grupo Albayrak, ficará agora diretamente encarregada da gestão da infraestrutura portuária do país, após um ano de transição destinada a garantir uma transferência ordenada das operações.

A reunião, que contou também com a presença do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Sistemas de Inteligência Artificial, Honorato Evita Oma, e de outros líderes institucionais, avaliou os progressos alcançados nesta etapa e definiu novas linhas de cooperação para fortalecer o setor.

O Governo destacou que esta nova fase irá melhorar a eficiência portuária, aumentar o tráfego marítimo e reduzir os custos de transporte, com o objetivo de posicionar o porto de Bata como um ponto estratégico para o comércio com os mercados da África Central.

Também foi destacada a atuação do grupo Albayrak como parceiro técnico da Alport, contribuindo com sua experiência em gestão portuária, treino de pessoal e modernização de serviços.

Entre os projetos prioritários está o desenvolvimento do porto seco de Ebibeyin, projetado para facilitar a conexão logística entre o porto de Bata e países como Chade, República Centro-Africana, Gabão e Camarões, impulsionando assim o comércio regional.

As autoridades também valorizaram as reformas realizadas no setor, como a ratificação de convenções internacionais, a reorganização da administração portuária e a participação em organismos regionais como o Memorando de Abuja e a Organização Marítima da África Ocidental e Central (WCAMO). Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


quinta-feira, 8 de maio de 2025

CPLP aborda pluricentrismo do português em Ankara, capital da Turquia

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Turquia, abordou, quarta-feira, em Ankara, o português como uma língua pluricêntrica



O encontro teve lugar na Faculdade de Língua, História e Geografia da Universidade de Ankara, e contou com embaixadores de Angola, Brasil, Guiné Equatorial e Portugal residentes na Turquia, refere uma nota, enviada ao JA Online.

O evento enquadrado nas celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, assinalado na última segunda-feira, 5 de Maio, discutiu temas como “o pluricentrismo na antropogénese da angolanidade", o pluricentralismo da língua portuguesa” e " a língua portuguesa no contexto dos usos".

As conferências foram feitas pelo professor José Luís Mendonça, da Universidade Agostinho Neto, representando Angola, a professora Márcia Franco da Universidade de São Paulo e Carla Rodrigues de Almeida da Universidade Aberta de Portugal.

Na ocasião, o embaixador angolano João Neto relembrou a posição de Angola sobre a comunidade durante a sua presidência no biénio 2021 -2023, onde elegeu como prioridade uma cooperação económica mais coesa entre os Estados membros, a diversidade cultural e promoção da mobilidade.

João Neto augura que nos próximos anos, aumente o número de turcos a expressarem-se na língua portuguesa para elevar a cooperação com a CPLP. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Fundação Calouste Gulbenkian - Nobel da Economia 2024 recebeu bolsa Gulbenkian

Daron Acemoglu, um dos três investigadores distinguidos pela Real Academia Sueca de Ciências, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian

Daron Acemoglu, economista arménio-americano nascido na Turquia, recebeu duas bolsas do Serviço das Comunidades Arménias da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar Economia na York University, nos anos de 1989 e 1990.

Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson venceram o Nobel da Economia pelo seu trabalho “sobre como as instituições são formadas e afetam a prosperidade”. “Sociedades com um Estado de Direito deficiente e instituições que exploram a população não geram crescimento nem mudanças para melhor. A investigação dos laureados ajuda-nos a compreender porquê”, justifica o júri.

“Reduzir as enormes diferenças de rendimento entre os países é um dos maiores desafios do nosso tempo. Os laureados demonstraram a importância das instituições de organização social para conseguir isto”, disse Jakob Svensson, presidente do Comité para o Prémio de Ciências Económicas, na cerimónia de anúncio do galardão.

Daron Acemoglu é professor no prestigiado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desde 1993. Filho de arménios em Istambul, fez a sua formação no Reino Unido, concluindo o doutoramento na London School of Economics aos 25 anos de idade.

É a segunda vez que o Comité Nobel distingue um antigo bolseiro da Fundação Gulbenkian. Em 2021, Ardem Patapoutian foi agraciado com o Nobel da Medicina. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Turquia - Mas quem é que lê 'Os Lusíadas', afinal?

Sim, foi esta pergunta que fiz a mim mesmo quando estava a traduzir esta epopeia para turco, língua de um país muito distinto de Portugal, nem só pela distância, mas também pela cultura, religião, visão do mundo etc.… Disse por fim: ao menos leio para mim mesmo. Era essa a minha motivação para desafiar-me a fazer este trabalho.

Hoje, nos 500 anos de nascimento do criador desta obra, já fez três anos desde a sua publicação inédita em turco. Houve interesse? Não posso admitir que criou uma onda gigante de interessados. Mas também seria injusto dizer que não criou entusiasmo em camadas literárias. Tornei-me uma pessoa semiconhecida entre setores intelectuais e literários na Turquia, e, sobretudo no mundo da poesia, ganhei amizades muito valiosas da sociedade culta turca, como o poeta Adnan Özer (era amigo de José Saramago), ou o tradutor Ayçin Kantoglu (tradutor da Divina Comédia).

E, quando recebi novas propostas de tradução e edição, sempre ouvi elogios sobre a minha tradução de Os Lusíadas, e até fiquei surpreendido por esta ter chamado a atenção ao nível mais rico cultural da Turquia. Posso garantir que na Turquia, se alguém se descreve como apaixonado de poesia medieval europeia, obviamente já leu Os Lusíadas em turco, sem exceção.

Algum efeito mais em concreto?

Quando se fala de Portugal na Turquia, pela tamanha desinformação social que o mundo hoje em dia encara, não vem à cabeça mais palavras que não sejam: exploração, escravatura, colonialismo num aspeto destruidor e selvagem, ou Cruzadas. Mas acho que este livro deu lugar em língua turca, no mundo do pensamento em turco, a uma nova abordagem sobre a História dos Descobrimentos e a História de Portugal.

Hoje em dia todos sabemos que o colonialismo teve consequências muito más em relação aos Direitos Humanos em África, ninguém nega isso. Mas, em si, o colonialismo já existia antes de os portugueses chegarem à Índia ou ao sudeste da Ásia, através de comerciantes que falavam árabe, fossem eles árabes, persas ou turcos, em formas mais pacíficas, e contribuiu muito para estas terras se desenvolverem também, seja na área de comércio, também nas áreas de integração global e desenvolvimento agrícola. Descobrimentos geográficos ofereceram ao mundo uma visão muito diferente, que antigamente nunca existiu. Acho que precisamos de mais traduções da época em turco para expandir esta visão na Turquia.

E agora? Mais desafios?

O meu caráter sempre me ensinou a esforçar-me por coisas nunca ousadas, tal como os navegadores portugueses. Iniciei a tradução de Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, e completei já 30%. Procurei financiamento e não encontrei, e por falta de recursos tive de parar, mas criei um negócio para poder financiar-me a mim mesmo de modo a poder um dia completar também a tradução desta obra. Esperem, talvez saia num dia mais próximo do que se espera! Ibrahim Aybek – Portugal in Diário de Notícias

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Ibrahim Aybek - Tradutor turco a viver em Portugal, autor da tradução de 'Os Lusíadas'
 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Turquia – Jovens criam soluções na agricultura para combater as alterações climáticas

Estes adolescentes da Turquia são os finalistas do Prémio Terra pela sua solução rápida e barata para a quebra de colheitas


“A minha comunidade é a minha inspiração”, diz Beyza, de 17 anos, vice-campeã do The Earth Prize.

“Na Turquia, estamos a viver os efeitos das alterações climáticas. Esta região era a Mesopotâmia, onde a agricultura e a civilização nasceram, mas agora as pessoas estão a lutar contra as alterações climáticas e a seca.”

Enquanto muitos jovens marcham para exigir ações climáticas, Beyza alavancou a sua mente científica ao desenvolver uma “solução de cultivo alimentada por plasma que desafia a seca”.

“Não é bom assistir quando os grandes governos conseguem resolver estes problemas, mas estamos a tentar fazer isso e não eles”, diz Diyar, de 18 anos, que está a trabalhar no projeto com Beyza.

“E já que não somos capazes de mudar o clima - o problema em si - estamos a tentar resolver os efeitos dele. Acho que se este problema recebesse atenção suficiente de autoridades muito maiores, ele poderia ser resolvido - essa é a parte com a qual as pessoas estão com raiva.”

Junto com os seus colegas inventores da Equipe Ceres, eles inscreveram a sua solução no The Earth Prize, uma competição global de sustentabilidade ambiental para estudantes que fornece orientação e financiamento para ideias vencedoras.

Enquanto Beyza tira o protótipo ' Plantzma ' do guarda-roupa do quarto e o explica numa videochamada, fica claro que eles não são adolescentes comuns.

Como o plasma pode ajudar os agricultores a lutar contra as alterações climáticas?

“A nossa ideia para o Plantzma surgiu dos desafios agrícolas que observamos na nossa comunidade e família”, diz Beyza.

“Muitas pessoas que conhecemos trabalham na agricultura, já que a nossa região tem acesso limitado a recursos como a educação, e elas enfrentam problemas significativos devido à seca e à quebra de colheita - houve um declínio de 40% nas taxas de precipitação, levando a uma perda de 80% nas colheitas.”

A probabilidade de quebra de colheitas deverá ser até 4,5 vezes maior globalmente até 2030, e 25 vezes maior até 2050, de acordo com o Fórum Económico Mundial.

Isso não só afeta os meios de subsistência e a segurança alimentar dos agricultores, como também leva ao uso excessivo de fertilizantes, o que piora o problema por meio da poluição e da degradação do solo.

Beyza e a sua equipa decidiram resolver estes problemas com o Plantzma: um dispositivo fácil de usar que utiliza plasma para criar culturas mais resistentes e enriquecer a água de irrigação.

Com o preço de €176, um único dispositivo pode evitar perdas de colheitas em até 60% e reduzir o uso de fertilizantes caros em até 40%, estima a Equipa Ceres.

“Então, quando entrevistamos os agricultores, eles ficaram felizes em ouvir sobre este produto”, diz Beyza. “Ele pode ser usado clicando apenas em dois ou três botões.”

O que é exatamente o plasma?

Plasma — o quarto estado da matéria, além do sólido, líquido e gasoso — “é essencialmente ar ionizado supercarregado”, explica Diyar.

As suas partículas superaquecidas têm tanta energia que os eletrões se separam dos seus átomos. Ao contrário do gás, conduz eletricidade facilmente.

Raro na Terra, mas abundante no Espaço, o plasma requer três coisas para ser criado: um gás como o ar, um sistema de descarga com elétrodos e um sistema de voltagem, explica Beyza.

A sua jornada com plasma é uma prova da sua curiosidade científica além da sala de aula.

“Pensei em usar plasma porque eu gostava de exoplanetas”, ela relembra. “Então eu estava a ler muito os artigos da NASA, e a NASA tem muito trabalho sobre plasma e a sua ampla gama de usos.”

O dispositivo Plantzma usa plasma de baixa temperatura de duas maneiras.

“No tratamento direto, tratamos as sementes num recipiente com plasma antes do cultivo, melhorando a taxa de germinação e o potencial de crescimento desde o início, criando nanofissuras na superfície dessas sementes, e isso aumenta a resistência a doenças, seca e outros problemas ambientais”, explica Diyar.

“No tratamento indireto, tratamos a água de irrigação com plasma, enriquecendo as suas propriedades para beneficiar o crescimento das plantas, e esse processo transforma a água num fertilizante de plasma [ecológico e enriquecido com nitrogénio] que fornece nutrientes essenciais para a planta e estimula frutas e vegetais.”

'Quero trabalhar na ONU, esse é meu sonho'

A equipa Ceres quer que a sua tecnologia de plasma se torne o mais acessível possível, para que possa ser dimensionada e usada em comunidades rurais.

“A solução pode ser implementada em qualquer lugar do mundo onde a agricultura seja [prevalente], incluindo muitos lugares que não têm acesso a tecnologias modernas”, diz Beyza.

Para que isso se torne realidade, eles estão a tentar levantar fundos para promover a ideia e, eventualmente, expandi-la internacionalmente.

Enquanto Diyar se forma em engenharia elétrica na NYU Abu Dhabi, Beyza espera em breve estudar engenharia ambiental e ciência política na universidade.

“Sinto raiva sobre a alteração climática porque, como sabe, não está relacionada apenas ao meio ambiente, está principalmente relacionada à economia ... e estou com raiva do futuro, pensando: 'Os nossos recursos hídricos são suficientes para nós? E seremos capazes de mitigar os efeitos da alteração climática na nossa região?'”, pergunta ela.

“Quero trabalhar na ONU, esse é meu sonho… Vejo que há uma falta de políticas ambientais em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento… [onde] as alterações climáticas são um verdadeiro desafio.

“Então, quando inventamos algo, torná-lo realmente acessível e mudar as políticas ambientais é realmente importante para essas comunidades vulneráveis.” Euronews.green


terça-feira, 19 de março de 2024

Turquia - Oferece três embarcações para patrulha do mar à Guiné-Bissau

Bissau – O Governo da Turquia disponibilizou três embarcações para ajudar a Guiné-Bissau a patrulhar as suas costas marítimas no âmbito do combate à pesca ilegal e ao tráfico de drogas.


O embaixador de Turquia na Guiné-Bissau, Ali Sait Akim procedeu à entrega das referidas embarcações ao governo guineense, através do Estado-maior da Armada, na presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Chefe de Estado-maior General  das Forças Armadas, Biaguê NTan e do ministro da Defesa Nacional, Nicolau dos Santos.

As três embarcações dispõem de equipamentos para vigilância marítima.

Na ocasião, o embaixador da Turquia no país declarou a disponibilidade de seu país continuar a apoiar a Guiné-Bissau no processo de desenvolvimento, principalmente, na requalificação e na construção das infraestruturas marítimas.

“É neste quadro que o Governo da Turquia doou estas embarcações ao governo guineense para reforçar a sua capacidade de fiscalização marítima”, disse o diplomata turco.

O Presidente da República agradeceu ao seu homólogo da Turquia pela doação das embarcações ao país, destinadas ao reforço das suas  capacidades de fiscalização, através do Estado-maior da Armada (Marinha).

Umaro Sissoco Embaló disse que, para além destas embarcações, o país vai ainda beneficiar da Turquia, de cinco embarcações de transporte de passageiros, por forma a reduzir as dificuldades de ligação  entre a capital Bissau e as ilhas.

Estas jangadas, segundo o chefe de Estado, serão colocadas na travessia de Tchetchi, Farim, Cubumba e de Bissau para Ntchudé.

Umaro Sissoco Embaló anunciou ainda para breve a recepção do Governo português de um navio de transporte de cargas e passageiros.

Disse que essas ações se enquadram nas celebrações do centenário do nascimento de Amílcar Cabral e de 60 anos da criação das Forças Armadas.

O chefe de Estado Guineense lamentou a situação da Força Aérea, em termos de materiais, por isso assegurou que vai diligenciar junto dos parceiros, equipamentos para este ramo das Forças Armadas.

“Temos uma Força Aérea na teoria, mas na prática nada existe, porque uma Força Aérea tem que ser adoptada de meios, sobretudo de aviação, não só para garantir a segurança territorial, mas também ajudar na questão de evacuação sanitária”, afirmou.

Para que isso aconteça, segundo o chefe de Estado, é preciso que haja estabilidade no país.

O chefe de Estado Guineense recomendou ao chefe de Estado-maior da Armada a fazer o bom uso das embarcações recebidas do Governo da Turquia.

O Presidente guineense afirmou que as embarcações não servem só para fiscalização marítima, mas também para combate ao tráfico de drogas no mar. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Europa - Supercomputador com mão portuguesa inaugurado em Barcelona

O MareNostrum 5, um supercomputador inaugurado esta quinta-feira em Barcelona, é dos computadores com maior potência da Europa e resultou de um consórcio de que fazem parte Espanha, Portugal e Turquia, tendo sido financiado em 50% pela União Europeia


“As capacidades e versatilidade deste novo supercomputador serão fundamentais para dotar a Europa da tecnologia mais avançada no âmbito da supercomputação e acelerar a capacidade de investigar com inteligência artificial, permitindo novos avanços científicos que ajudarão a resolver desafios globais” relacionados com as alterações climáticas ou a medicina, segundo a informação enviada aos meios de comunicação social pelo Barcelona Supercomputing Center (BSC), o Centro Nacional de Supercomputação de Espanha.

O MareNostrum oficialmente inaugurado esta quinta-feira pelo primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, o quinto de uma geração de supercomputadores instalados em Barcelona desde 2005, custou 202 milhões de euros e foi em 50% financiado pela Comissão Europeia.

Os restantes 50% foram assumidos por Espanha (na sua maioria), Portugal e Turquia, com a percentagem que coube a cada um dos países a não ser revelada pelo BSC.

A comparticipação nos custos permitirá a cientistas de cada um dos três países usar o supercomputador em 50% do seu tempo de funcionamento.

Os restantes 50% do tempo disponível serão distribuídos pela empresa europeia criada em 2018 para desenvolver a computação na União Europeia (UE), a EuroHPC, que abrirá concursos a nível europeu com esse objetivo.

“A singular arquitetura do MareNostrum 5 foi desenhada para oferecer aos investigadores a melhor tecnologia disponível para procurar respostas às grandes perguntas da ciência”, escreveu o BSC na informação que deu aos jornalistas.

O novo MareNostrum aumentou, em relação aos anteriores, a potência de cálculo, a memória do sistema e o número de núcleos que integra, pelo que “ajudará a solucionar mais problemas e de maior complexidade”.

“Por exemplo, as simulações de alterações climáticas poderão ter maior resolução”, diz o BSC, que estima que o MareNostrum 5 venha a ter um papel chave no projeto Destination Earth, da UE, que tem como objetivo desenvolver uma réplica virtual completa do planeta Terra que permita prever os efeitos das mudanças no clima e criar e testar cenários para um desenvolvimento mais sustentável.

Segundo o BSC, o supercomputador permitirá também estudar “problemas muito mais complexos de inteligência artificial e de análise de grandes volumes de dados”, com a possibilidade de serem gerados “modelos de linguagem massivos treinando redes neuronais muito maiores” do que atualmente ou do reforço da investigação médica europeia para criar novos medicamentos, desenvolver vacinas ou simular a propagação de vírus.

Será também “uma ferramenta crucial para a ciência de materiais e a engenharia”, segundo o BSC.

Para dar uma ideia da potência do MareNostrum 5, o BSC compara a capacidade máxima de cálculo do supercomputador ao de mais de 380 mil computadores portáteis de gama média-alta. Os cálculos do MareNostrum 5 numa hora são equivalentes aos que um portátil desses faria em 46 anos.

Quanto ao armazenamento, o MareNostrum 5 poderia guardar 1280 cópias de todos os livros catalogados no mundo ao longo de toda a história.

O supercomputador ocupa 800 metros quadrados num espaço que tem mais de seis metros de altura e é 23 vezes mais potente do que o predecessor (MareNostrum 4) e cerca de 10000 vezes mais potente do que o primeiro MareNostrum. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

CPLP propõe à Turquia parceria para erradicação do trabalho infantil

Lisboa – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) propôs à Turquia, país observador associado da organização, uma parceria de cooperação no domínio da erradicação do trabalho infantil, anunciou um responsável da comunidade.

Em declarações à Lusa após uma reunião, que decorreu no início desta semana com uma delegação do Governo turco, composta essencialmente por elementos do Ministério do Trabalho do país, o director de cooperação da CPLP disse que sugeriu, até numa “lógica de Estado associado” como é o caso da Turquia, que o país avaliasse a possibilidade de uma parceria com a organização para o combate ao trabalho infantil.

“Sugeri que a delegação falasse com o Ministério das Relações Exteriores do seu país para que este pudesse avaliar se daqui poderia nascer uma cooperação conjunta com a CPLP”, afirmou Manuel Lapão.

Segundo o responsável da CPLP, os responsáveis da delegação garantiram que levarão a questão à tutela da sua área.

Do seu lado, a delegação turca sublinhou duas grandes áreas de experiência que “possam ser úteis” para partilhar com a CPLP “a experiência de foco de linhas migratórias” e a de conhecimento de concertação social.

Na componente empresarial e sindical, a Turquia conta “com uma experiência de diálogo social que pode ser partilhada” com a CPLP, frisou Manuel Lapão.

A delegação da Turquia deslocou-se a Portugal para estabelecer contactos com as autoridades portuguesas e perceber a experiência deste país no domínio da erradicação do trabalho infantil e no contacto que fizeram com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) esta incentivou-os a conhecerem o trabalho desenvolvido pela CPLP, explicou o director de cooperação desta comunidade.

Daí surgiu a reunião que decorreu na sede da CPLP que serviu “essencialmente para apresentar” o programa da organização no domínio do combate ao trabalho infantil, aquilo que tem feito naquela área e ainda o que está no seu plano de acção futuro.

Ao mesmo tempo, também permitiu à CPLP “perceber em que medida, numa lógica de parceria mais alargada”, poderá partilhar experiências com a Turquia e deste país com Estados-membros, explicou.

A delegação da Turquia, composta por delegados do Ministério do Trabalho e Segurança Social, do Ministério do Interior e do Escritório turco da Organização Internacional do Trabalho (OIT), visitou a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no dia 6 de Novembro de 2023, onde foi recebida pelo Director de Cooperação do Secretariado Executivo, Manuel Clarote Lapão.

A República da Turquia tem a categoria de Observador Associado da CPLP desde a X Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada em 2014, em Díli, Timor-Leste.

A CPLP aprovou em Agosto último, na cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em São Tomé e Príncipe, o novo regulamento dos observadores associados, que obriga a planos de parceria entre estes países e organizações e a comunidade.

Assim, os observadores associados terão de estabelecer “uma parceria no âmbito dos objetivos gerais” da CPLP – a concertação político-diplomática em matéria de relações internacionais; a cooperação em todos os domínios e a difusão e promoção da língua portuguesa.

A CPLP tem 34 observadores associados, entre países e organizações internacionais, após a aprovação da candidatura do Paraguai, na 14.ª conferência de chefes de Estado e de Governo.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Turquia – Galatasaray, um clube do futebol turco economiza quase 400 mil euros com a cobertura solar do estádio


Um lendário clube de futebol turco encontrou uma maneira de reduzir os seus custos de energia e ganhar dinheiro com a eletricidade enquanto se torna verde.

O clube de futebol Galatasaray estabeleceu anteriormente um recorde mundial em março para a quantidade de megawatts produzidos pelos painéis solares do estádio, ganhando um lugar no Guinness World Records.

O clube e a empresa de energia que administra o sistema, Enerjisa, receberam um certificado reconhecendo a façanha de produzir 4,2 megawatts a partir de 10404 painéis na cobertura do Estádio Ali Sami Yen Spor Kompleksi, em Istambul .

O Galatasaray está acostumado a vencer. Eles são um dos quatro maiores clubes de futebol da Turquia, ao lado de Beşiktaş, Fenerbahçe e Trabzonspor, com uma média de cerca de 25000 espectadores por jogo.

Mas com muitos europeus preocupados em como pagar suas contas de energia, o título de estádio movido a energia solar mais poderosa é um exemplo inspirador para além do mundo desportivo.

Segundo o diretor do estádio, Ali Çelikkıran, que é engenheiro elétrico de formação, a economia de energia dos painéis equivale ao consumo de energia de 2000 casas, e vai cortar 3250 toneladas de carbono por ano. Em termos naturais, ele estima que é o mesmo que salvar cerca de 200000 árvores em 25 anos.

Quanto dinheiro o Estádio Ali Sami Yen economizou com a sua cobertura solar?

Embora o clube tenha dinheiro para gastar com jogadores, não tem muito dinheiro para investir no seu sistema de energia, então Çelikkıran estava procurando uma maneira de cortar custos.

“Hoje, querendo ou não, uma grande empresa deve ser ambientalista porque a energia é muito cara”, disse o diretor ao Euronews Green.

A energia solar produzida a partir dos painéis fornece entre 63 a 65 por cento do consumo de eletricidade do estádio, sendo o restante proveniente do fornecedor municipal de eletricidade.

Enquanto os preços da eletricidade subiram, o preço da energia solar - que o clube compra da Enerjisa - permaneceu o mesmo, levando a uma economia de cerca de € 385000 entre janeiro e agosto.

Essa foi uma grande, mas bem-vinda surpresa.

O clube pensou que levaria alguns anos para começarem a ver alguma economia depois que o sistema de painel solar fosse instalado no estádio com capacidade para mais de 52000 pessoas.

Mas o aumento do preço da energia, juntamente com uma taxa de inflação oficial que agora é de mais de 80%, significou que o clube começou a economizar dinheiro algumas semanas depois que o sistema começou a funcionar.

“Estamos muito, muito felizes”, acrescenta Çelikkıran.

Aliviando a dependência da Turquia em energia estrangeira

O aumento do uso de energia doméstica na Turquia também tem implicações geopolíticas.

A Turquia depende fortemente de fontes estrangeiras para sua energia; 45 por cento de seu gás veio da Rússia no ano passado.

Um mês após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse que seu país não aderiria às sanções ocidentais e não poderia esquecer as suas relações com Moscovo. O uso de gás russo pela Turquia e os seus planos de construir uma central nuclear com a Rússia foram exemplos que ele deu, segundo o jornal Hurriyet.

“Não podemos ignorar isso. Quando eu disse isso ao [presidente francês Emmanuel] Macron, até ele disse que eu estava certo. Temos que proteger essa sensibilidade”, disse Erdogan.

Depender de outros países para obter energia, especialmente depois que a lira turca perdeu 44% de seu valor no ano passado, significa que sua dívida externa se torna ainda maior. O uso de fontes domésticas, por outro lado, seria menos afetado pela flutuação da lira.

“Isso teria um impacto positivo nos benefícios da conta corrente da Turquia”, diz Özgür Ünlühisarcikli, diretor do escritório de Ancara do German Marshall Fund.

Além de cortar custos, a energia solar também está a levar a uma nova fonte de rendimento para o Galatasaray, um clube desportivo nacional fortemente decorado que venceu a Taça da UEFA de 2000.

O clube compra toda a energia que é produzida a partir dos painéis da Enerjisa, mas com o estádio a usar o seu sistema de iluminação apenas por 150 horas durante 25 jogos por ano, ele obtém mais eletricidade do que precisa e o restante é vendido ao município.

Çelikkiran afirmou que o clube ganha uma grande quantia de dinheiro dessa maneira, mas não divulgou quanto.

Por que os painéis solares são tão adequados para o estádio do Galatasaray?

Demorou cerca de nove anos para que a visão de energia solar de Çelikkiran fosse realizada.

Durante esse tempo ele conversou com várias empresas e engenheiros até que um diretor da Enerjisa visitou o estádio e concordou com ele que os painéis solares eram uma opção viável.

Çelikkiran diz que a cobertuta retrátil do estádio tinha o formato certo para receber a luz do sol e poderia suportar o peso de milhares de painéis.

A cobertura retrátil do estádio tem o formato certo para receber a luz do sol e pode suportar o peso de milhares de painéis.

Embora ele acreditasse que era importante que outros estádios também mudassem para energia renovável, ele alertou que uma cidade como Londres pode não receber luz solar suficiente para tornar os painéis solares a opção certa.

Os clubes também teriam que verificar se as suas coberturas aguentariam o peso dos painéis e alguns estádios, como o Barcelona, ​​têm apenas uma cobertura parcial que pode não ter espaço para eles.

Ao fim de nove anos, o contrato do Galatasaray com a Enerjisa termina e o controlo total vai para o clube.

A partir de então, não terá que pagar a mais ninguém pela eletricidade, continuando a ganhar dinheiro com a venda da energia extra que o estádio não usa.

Çelikkiran diz que o seu compromisso em encontrar uma maneira de usar a energia solar foi impulsionado pelo desejo de fazer um bom trabalho como diretor do estádio, mas também como ambientalista e pai que queria diminuir as emissões de carbono .

“Tenho duas filhas e há um futuro”, diz ele. “Mas nós não usamos a Terra [bem].” Euronews.green


 

terça-feira, 22 de junho de 2021

Internacional - Estudo avalia o impacto da Covid-19 nos planos futuros e níveis de aceitação das restrições das gerações mais jovens em três países recetores de turistas

Um estudo realizado com jovens de Portugal, Egito e Turquia mostra que a pandemia de Covid-19 teve um forte impacto nas suas rotinas quotidianas e nos seus planos de viagens futuras e revela que os jovens portugueses são os que menos aceitam as medidas restritivas impostas pelo governo.

Segundo Cláudia Seabra, investigadora principal do estudo e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), este trabalho, publicado no International Journal of Tourism Cities, «fornece um novo e importante caso de estudo transcultural sobre a influência dos comportamentos relativos às medidas de segurança nas rotinas diárias e planos futuros das gerações mais jovens residentes em três mercados turísticos recetores muito importantes na região mediterrânica».

De uma forma global, o estudo conclui que a pandemia teve um forte impacto nas perceções de segurança na vida quotidiana dos jovens residentes nos três países. «Existe uma opinião unânime sobre a urgência de alteração das suas rotinas diárias e planos futuros de viagem tal como a crença de que cidadãos e turistas são vítimas potenciais da doença. Contudo, os resultados provam também que, ainda assim, os portugueses sentem-se menos nervosos com a ameaça em comparação com turcos e egípcios», afirma a investigadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UC.

No que respeita às medidas e restrições que os respetivos governos impuseram no contexto da pandemia, em geral, os jovens residentes nos três países concordam com a sua imposição.  No entanto, destaca Cláudia Seabra, as medidas adotadas tiveram impactos diferentes nos Millennials (nascidos entre 1980 e 1994) e geração Z (nascidos entre 1995 e 2015) dos três países. «Os residentes na Turquia apresentam níveis de concordância mais elevados e preocupam-se mais com a doença do que os egípcios e os portugueses. Em contrapartida, os jovens portugueses sentem-se menos confortáveis com as medidas restritivas porque estão menos preocupados com a doença. Este facto confirma a existência de padrões de descuido e uma certa dificuldade em aceitar o distanciamento social que os jovens europeus têm de enfrentar nos dias de hoje», detalha.

Em relação às limitações ou impedimento de entrada de estrangeiros no seu país, «os jovens turcos apresentam níveis de aceitação superiores aos portugueses ou egípcios. Aliás, para os jovens portugueses esta medida específica revelou ser a dimensão que teve os níveis de aceitação mais baixos, eventualmente devido ao facto de estas gerações, durante a sua vida, nunca terem testemunhado o encerramento das fronteiras do seu país», aponta.

Já a medida de “controlo e quarentena”, imposta pela maioria dos países, foi mais aceite pelos jovens residentes portugueses e menos pelos jovens egípcios. «Esta medida foi considerada necessária e a única possível para conter o alastramento da doença; isto pode explicar a elevada aceitação por parte dos jovens portugueses», refere Cláudia Seabra. Mesmo assim, acrescenta, «os resultados mostraram que esta medida se revelou muito significativa na relação com a dimensão “Mudança de Rotinas Diárias e Planos de Viagem” para os três países».

Numa altura em que se questiona o futuro da indústria do turismo, a especialista da UC considera que «é fundamental estudar os comportamentos e perceções das gerações mais novas que serão o futuro desta indústria, pois serão não só os futuros consumidores, mas também as comunidades de acolhimento dos turistas nos seus países de origem».

Cláudia Seabra defende ainda a aposta «numa comunicação específica adaptada a estas gerações que acreditam que poderão contrair a COVID-19, mas demonstram uma baixa preocupação com a doença e dificuldades em aceitar algumas medidas de restrição pelo impacto que têm nas suas vidas sociais. Especialmente num momento em que os níveis de contágio registam uma nova subida em Portugal, sobretudo nas idades mais jovens, importa perceber como chegar a estes indivíduos que têm tido uma responsabilidade tão grande na difusão da doença devido aos seus comportamentos sociais e que ainda não estão vacinados». Universidade de Coimbra - Portugal


sábado, 10 de outubro de 2020

Turquia - Governo aldraba estatísticas da covid para atrair turistas

 


Segundo relatos da imprensa alemã, desde o final de Julho, o governo da Turquia falsifica as estatísticas do Coronavírus. Não conta para as estatísticas oficiais o número de todos os infectados com o Coronavírus.

Em vez disso usa o estratagema de contar apenas como infectados os que mostrem sintomas, designando-os de “pacientes”. O ministro da saúde turco admitiu que as outras pessoas infeccionadas não estão incluídas nas estatísticas.

Por exemplo, a 10 de Setembro, dos testes na Turquia resultaram 29000 contagiados com o Covid-19 e o Governo publicou oficialmente o registo de apenas 1500 novos “pacientes” (HNA, 02.10.2020).

Na Turquia a Oposição fala de manipulação deliberada. Deste modo os contaminados também podem continuar a contagiar outras pessoas, infectar.

Assim torna-se fácil reduzir-se atualmente o número de 1800 novas pessoas infectadas para 1400 por dia.

A Turquia é o país onde mais turistas alemães se infectam com Covid-19.

O aspecto manipulativo seguido pela Turquia na política de informação sobre o Covid-19 não pode servir de desculpa ou branqueamento da política seguida na apresentação de estatísticas nos países da UE. Também aqui, quem está atento, pode descobrir incongruências talvez com segundas intenções. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Turquia - Exposição plástica “Lusofonias” dá-se a conhecer



A exposição “Lusofonias”, com artistas plásticos de Portugal, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, está a fazer uma itinerância pela Turquia, anunciou a Perve Galeria, em Lisboa.

A mostra, que passará primeiro por Istambul, onde ficará até domingo, no âmbito da Contemporary Istanbul Art Fair, conta com obras de artistas como Cruzeiro Seixas (Portugal), Fernando Lemos (Portugal/Brasil), Malangatana (Moçambique) e Manuel Figueira (Cabo Verde).

De acordo com a galeria, a exposição irá depois a Ancara, ficando patente nas galerias da Universidade de Bilkent, de 19 de setembro a 05 de outubro, dia em que se fará um ato simbólico de homenagem a todas as independências.

Esse ato será realizado através da exibição de obras realizadas por Manuel João Vieira e pelo coletivo português BorderLovers, acompanhando estes artistas a viagem da exposição à Turquia.

No âmbito desta itinerância, a Perve Galeria irá também apresentar um projeto que liga a arte portuguesa à chilena, com obras de João Ribeiro, Manuel João Vieira e do coletivo BorderLovers, de Pedro Amaral e de Ivo Bassanti, a par com obras de Aldo Alcota, Miguel Huerta e Ivan Villalobos.

Esta itinerância tem o apoio da Embaixada de Portugal em Ancara, do Instituto Camões e da feira de arte contemporânea de Istambul.

De acordo com o galerista Carlos Cabral Nunes, a exposição despertou também o interesse dos Emirados Árabes Unidos, através do ministro de Estado Zaki Nusseibeh, que nomeou um alto representante do país para “indagar as condições necessárias” à realização de “uma mostra ampla” da Coleção Lusofonias no âmbito da Expo Dubai 2020. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

quarta-feira, 20 de março de 2019

Internacional - Investigadores da FCTUC integram consórcio que estudou a queda e origem de meteoritos provenientes do asteroide Vesta

Uma equipa de investigação do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coordenada pelo professor catedrático de Química, Rui Fausto, integra um consórcio internacional que estudou a queda e origem de um conjunto de meteoritos originários do asteroide Vesta, o segundo maior corpo na cintura de asteroides.

Os resultados da investigação efetuada pelo consórcio - que envolve 79 investigadores de 47 universidades e institutos de 12 países - acabam de ser publicados na prestigiada revista Meteoritics and Planetary Science.

Os meteoritos, encontrados na região de Sariçiçek, na Turquia, em 2015, foram estudados por várias técnicas num projeto coordenado pela NASA e pelo cientista turco Ozan Unsalam, que realizou parte dos seus estudos de pós-doutoramento no Departamento de Química da FCTUC. A equipa de Rui Fausto realizou estudos analíticos da composição dos meteoritos usando espectroscopia de Raman.

De acordo com a informação agora revelada pela equipa internacional, a colisão no asteroide Vesta, que criou a cratera de impacto “Antónia” há 22 milhões de anos, produziu um conjunto de meteoritos que caíram perto da cidade de Sariçiçek, na Turquia, em 2015.

«Visitámos Sariçiçek logo após a queda destes meteoritos» afirma Ozan Unsalam, explicando que «os locais providenciaram os meteoritos para que o estudo fosse possível e ajudaram no mapeamento dos 343 locais da queda».

Concluiu-se que os meteoritos investigados fazem parte de um tipo denominado Howarditos, pertencendo a um clã chamado de meteoritos HED (howarditos, eucritos e diogenitos).



«Os estudos isotópicos mostraram que os meteoritos de Sariçiçek pertencem ao grupo mais comum de meteoritos HED», diz Qing-zhu Yin, cosmoquímico da Universidade da Califórnia. «Isto significa que os meteoritos de Sariçiçek têm de ter sido originados num impacto significativo», sublinha.

Cerca de um terço de todos os meteoritos HED foram originados numa colisão há cerca de 22 milhões de anos. «Este meteorito estava mesmo por baixo da superfície de um asteroide de maiores dimensões há cerca de 13 milhões de anos antes da colisão ter acontecido», acrescenta Matthias Meier, geoquímico no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. «Foi exposto a ventos solares, deixando um rasto de gases nobres. Por isso, estivemos à procura de uma cratera coberta de material howarditíco, como os dos meteoritos de Sariçiçek», comenta.

Estes meteoritos atípicos refletem a luz como o asteroide Vesta, de 525 quilómetros, o segundo maior corpo na cintura de asteroides, e da sua família de asteroides de 0,8 a 8 quilómetros chamada de asteroides tipo V ou Vestoides, que são fragmentos de uma enorme colisão que criou a bacia de impacto Rheasilvia em Vesta.

«A comunidade científica suspeitava há bastante tempo que os meteoritos HED eram originários de Vesta ou dos seus Vestoides, mas não era possível apontar-se para um local de impacto específico» afirma Takahiro Hiroi, da Brown University, que mediu as propriedades de refletância dos meteoritos.

Um aspeto muito importante a salientar é o facto de esta ter sido a primeira ocasião em que meteoritos HED comuns foram fotografados a cair no Planeta Terra. «Usámos imagens de vídeos de câmaras de segurança de cidades próximas para determinar a trajetória e a órbita dos meteoritos», conta Peter Jenniskens, astrónomo de meteoritos do SETI Institute do Ames Research Center da NASA, que participou no estudo de campo. «A órbita forneceu a primeira correlação dinâmica entre o clã de meteoritos HED comuns e o cinturão interior onde o asteroide Vesta está localizado».

O asteroide Vesta foi visitado pela nave especial DAWN, da NASA, em 2011 e 2012, e inúmeras crateras de impactos foram fotografadas nessa altura. Segundo Bernardo Albuquerque, investigador e estudante de doutoramento da FCTUC, «a composição química e mineralógica dos meteoritos é muito rica e foi possível efetuar a sua caracterização detalhada, graças aos esforços conjuntos de vários laboratórios localizados em diferentes países, cabendo-nos a nós a realização dos estudos por espectroscopia de Raman, que foram decisivos para a caracterização mineralógica dos materiais recolhidos».

O conhecimento da sua cratera em Vesta faz dos meteoritos de Sariçiçek e dos outros meteoritos HED de 22 milhões de anos amostras de estudo baratas do asteroide Vesta. «Podemos agora estudar as propriedades físico-químicas dos meteoritos de Sariçiçek para aprendermos mais sobre os perigosos Vestoides que ocasionalmente caem na Terra», completa Rui Fausto, referindo que «isto pode ajudar-nos a perceber o que fazer quando descobrirmos que um Vestoide se aproxima do nosso Planeta». Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

quarta-feira, 14 de março de 2018

Turquia – Pretende intensificar o comércio com Portugal

A Turquia, país Observador Associado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), através do seu ministro da Economia, Nihat Zeybekci, informou que pretende aumentar o volume comercial com Portugal para 5 mil milhões de dólares



O ministro turco da Economia, Nihat Zeybekci, disse que a Turquia e Portugal visam elevar o volume comercial para 5 mil milhões de dólares.

"Se o mundo laboral português e turco aumentarem a sua colaboração em todos os sectores, não será difícil duplicar esta cifra 10 vezes com a cooperação e as oportunidades destes dois países com países terceiros", afirmou.

Zeybekci visitou a capital portuguesa, Lisboa, no âmbito da reunião da Comissão do Terceiro Período da Comissão de Economia e Comércio Conjunto Turquia-Portugal.

Zeybekci começou os seus contactos com a reunião de mesa redonda com o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, e o Secretário de Estado para Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, e depois compareceu no Fórum do Trabalho Turquia-Portugal.

Zeybekci disse que sua visita destaca as relações estreitas entre os dois países e acrescentou que a Turquia e Portugal são uma oportunidade entre si.

O titular turco destacou que a Turquia e Portugal estão nos dois extremos da Europa e falou sobre a importância do comércio dos dois países detalhando que o volume comercial é de apenas 1,5 mil milhões de dólares.

"Provavelmente este número pode chegar a 1,8 mil milhões de dólares em 2018. O nosso objectivo é chegar a 5 mil milhões de dólares", afirmou.

Zeybekci apontou que a Turquia é um país de oportunidades e acrescentou que, excepto a Turquia, nenhum país na proximidade geográfica aumentou o seu rendimento nacional para os 3 mil e 500 dólares nominais e 26 mil e 500 dólares de acordo com a paridade do poder de compra.

Comentou que há um equívoco sobre a Turquia e continuou:

"A adesão plena da Turquia à União Europeia é um objectivo estratégico, a Turquia nunca pode voltar e não voltará, porque toda a caminhada da Turquia nos últimos 2 mil anos sempre foi para o oeste e isso continuará assim". In “TRT” - Turquia

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Turquia – Festival Internacional de Jovens Poetas

O escritor português Samuel F. Pimenta vai participar na primeira edição do “International Young Poets Meeting”, que decorre entre os dias 15 e 18 de Dezembro de 2016, no Centro de Arte de Zeytinburnu, um dos bairros mais emblemáticos de Istambul. O encontro reúne 40 poetas de todo o mundo, com idades até aos 30 anos. Samuel F. Pimenta é o único autor lusófono presente.

“À medida que aumenta a tensão no mundo com conflitos ideológicos, políticos, culturais e etno-nacionais, encaramos a Literatura como uma presença restauradora e um poderoso meio para transmitir valores e experiências mais relevantes”, informa a organização do festival.

O encontro é apoiado pelo Ministério da Cultura e Turismo da Turquia e pelo Município de Zeytinburnu e é organizado em parceria pelo International Istanbul Poetry Festival e pelo International Uskudar Poetry Festival. Nos quatro dias em que decorre o festival, haverá sessões de leitura, visitas a escolas e painéis de conversação entre os autores. No dia 17 de Dezembro, pelas 13:00, Samuel F. Pimenta participa numa mesa redonda sob o tema “Poesia, Palavras e Quotidiano”, com Anna Gual (Espanha), Ana Golejshka (Macedónia), Sonnet Mondal (Índia), Ceylan Öztürk (Turquia) e Esma Güneş (Turquia), com moderação do escritor turco Cengizhan Konuş.

“Um encontro desta dimensão representa não só a possibilidade de chegar a um maior número de leitores, mas também a oportunidade de conhecer poetas de todo o mundo e de ouvir o que têm a dizer sobre o acto de escrever, sobre a poesia. Se há coisa de que gosto nos festivais literários é poder ouvir os outros participantes, fico sempre com a sensação de que se sai maior, com outra visão sobre as coisas”, diz Samuel F. Pimenta.

O escritor, de apenas 26 anos, já conta com cinco livros publicados e vários prémios nacionais e internacionais. O mais recente – o Prémio Literário Glória de Sant’Anna, que distingue o melhor livro de poesia das regiões e dos países lusófonos – foi-lhe atribuído em Maio, pelo livro “Ágora” (Livros de Ontem). Tem participado em diversas conferências e em encontros literários, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente na Feira do Livro de Frankfurt, em 2013, e na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2014. Prepara-se para publicar, no início de 2017, um novo romance sob a chancela da Marcador Editora, com o qual ganhou as Bolsas Jovens Criadores 2015, do Centro Nacional de Cultura. Baía da Lusofonia

Samuel F. Pimenta nasceu a 26 de Fevereiro de 1990, em Alcanhões, Santarém. Começou a escrever com 10 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

Em 2012, venceu o Prémio Jovens Criadores na vertente de Literatura, promovido pelo Governo de Portugal e pelo Clube Português de Artes e Ideias, com o poema “O relógio”. Recebeu, em 2014, a Comenda Luís Vaz de Camões, atribuída pela “Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas”, no Brasil, assim como o Prémio Liberdade de Expressão 2014, atribuído pela Associação de Escritores de Angra dos Reis, Brasil.

Tem participado em diversas conferências e encontros literários nacionais e internacionais e tem colaborado com publicações em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Galiza.

Em 2015, foi um dos vencedores das Bolsas Jovens Criadores, do Centro Nacional de Cultura, para a realização de uma residência artística e a escrita de um novo romance. Em 2016 viu, pela primeira vez, uma obra sua adaptada a teatro, “O relógio”, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, em Lisboa. No mesmo ano, com o livro “Ágora”, ganhou o IV Prémio Literário Glória de Sant’Anna, galardão anual destinado ao melhor livro de poesia dos países lusófonos.

Actualmente, é editor, cronista, coordena o projecto “Emergente – Novos Poetas Lusófonos” e escreve para o seu blogue pessoal – http://samuelfpimenta.blogspot.pt/

Obras Publicadas:

– “Ágora”, Livros de Ontem, Lisboa, 2015
– “Os números que venceram os nomes”, Marcador, Lisboa, 2015
– “Geo Metria”, Livros de Ontem, Lisboa, 2014
– “Geo Metria”, Editora Literarte, Rio de Janeiro, 2013
– “O relógio”, Livros de Ontem, Lisboa, 2013
– “O Escolhido”, Planeta Editora, Lisboa, 2009

Participações em Antologias:

– “Desassossego da Liberdade - Colectânea”, Livros de Ontem, Lisboa, 2015
– “Revista Andarilhos”, Secção de Escrita e Leitura da Associação Académica de Coimbra, Coimbra, 2015
– “Palavras de Cristal – Colectânea de Poesia – Volume III”, Modocromia Edições, Lisboa, 2015
– Antologia Poética “Cintilações da Sombra III”, Editora Labirinto, Fafe, 2015
– Colectânea “O lado de dentro do lado de dentro”, Associação de Ideias para a Cultura e Cidadania, Horta, 2015
– Clepsydra – Antologia Poética, Coisas de Ler, Lisboa, 2014
– “Abril depois de Abril”, Livros de Ontem, Lisboa, 2014
– “Milandos da Diáspora – Revista Cultural”, Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, Lisboa, 2013
– Antologia Universal Lusófona “Rio dos Bons Sinais”, Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, Lisboa, 2013
– Participação na colectânea “Paralelos”, E-book, Portugal, 2013
– Participação na colectânea “Jovens Escritores 2012”, Clube Português de Artes e Ideias, Portugal, 2012
– Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho – Vol. III”, Chiado Editora, Lisboa, 2012
– Antologia do “VI Prémio Literário Valdeck Almeida de Jesus na vertente de Poesia”, Brasil, 2010


Participações Diversas:

– “FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos”, Óbidos, Portugal, 2015
– “Festival Silêncio”, Lisboa, Portugal, 2015
– TEIA – V Bienal de Poesia, Silves, Portugal, 2015
– “Congresso da Cidadania – Ruptura e Utopia para a Próxima Revolução Democrática”, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal, 2015
– “Portugal, quem és tu?”, Pavilhão do Conhecimento, Lisboa, Portugal, 2015
– Jornadas da Literatura Portuguesa do Instituto Camões em Bruxelas, Bélgica, 2014
– Raias Poéticas III – Afluentes Ibero-Afro-Americanas de Arte e Pensamento, Vila Nova de Famalicão, Portugal, 2014
– Bienal Internacional do Livro de S. Paulo, Brasil, 2014
– Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, Suíça, 2014
– IV Festival Grito de Mulher, Lisboa, Portugal, 2014
– Aturujo à Terra – I Feira das Artes e das Letras para a Terra”, Ramil, Galiza, 2014
– Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, 2013
– Raias Poéticas II – Afluentes Ibero-Afro-Americanas de Arte e Pensamento, Vila Nova de Famalicão, Portugal, 2013
– VI Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, Lisboa, Portugal, 2013
– Mandatário para a Promoção da Cultura da Candidatura de Idália Salvador Serrão à Câmara Municipal de Santarém, Portugal, 2013
– Júri do Concurso Nacional de Leitura – Eliminatória Distrital de Portalegre, Portugal, 2013
– II Jornadas de Filosofia da Universidade do Minho – Filosofia e Arte/Poesia, Braga, Portugal, 2011