Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Neusa Correia Lopes publica livro sobre “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional vs espaço virtual”

Cidade da Praia – A investigadora Neusa Correia Lopes é a única mulher cabo-verdiana e em África que, até agora, publicou sobre “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional versus espaço virtual”, apurou a Inforpress.


Com o aproximar do mês de Março, que é dedicado às mulheres, a Inforpress abordou a escritora que, no seu livro, explora os desafios provocados pela crise sanitária da pandemia do covid-19, com foco no impacto emocional e social.

Em declarações à Inforpress, Neusa Correia Lopes afiançou que o livro, escrito durante a pandemia, aborda a cultura, a diversidade cultural e adaptação no contexto educativo e a experiência dos imigrantes, em particular, dos cabo-verdianos, ao chegarem aos EUA durante a pandemia, bem como o multiculturalismo e as mudanças necessárias no sistema educativo para acolher estes novos alunos.

“O objectivo foi compreender como integrar os recém-chegados nas nossas comunidades, mesmo em tempos difíceis”, enfatizou.

Segundo a autora, um dos temas centrais do livro é a importância da língua inglesa e das barreiras linguísticas enfrentadas pelos imigrantes, numa altura em que o ensino sofreu uma transformação significativa com a transição para as aulas virtuais, trazendo novos desafios e oportunidades.

Neusa Correia Lopes adiantou que o livro vem na sequência das pesquisas realizadas em vários países, incluindo Portugal e Cabo Verde, para melhor compreender os diferentes contextos educativos e o impacto da pandemia, destacando a sua experiência de dar aulas virtualmente em universidades cabo-verdianas enquanto residia nos EUA.

A autora indicou que objectivo é de se reflectir sobre o impacto emocional e psicológico do ensino “online”, procurando criar um espaço confortável para que alunos e professores possam enfrentar as dificuldades deste novo paradigma, vincado numa filosofia a que deu o nome de “between dimensions” (entre dimensões).

Frisou por outro lado, que é preciso manter um equilíbrio psíquico, emocional e social, analisar a situação, observar e manter a calma perante a sociedade em que vivemos, algo que conferiu durante a pandemia com os seus alunos, por isso criou a filosofia “between dimensions”.

“Percebi que a cultura e a língua são cruciais para os indivíduos, especialmente no momento em que o emigrante multilingue e a população estudantil foram desafiados pela covid-19, com o uso de máscaras, o distanciamento social e a necessidade de adaptação a uma nova vida social”, precisou.

Desafios a que, na sua opinião, os professores devem estar atentos, desde à forma emocional, psicológica e fisiológica como devem abordar os alunos numa “sala de aula do Zoom”, de modo a não perderem a identidade e criarem uma nova forma de adaptação social com a transformação tecnológica, que este condicionalismo trouxe ao sistema educativo e que obriga à criação de estratégias para construir resiliência.

A escritora alega que, a chegada da pandemia, lhe causou algum choque inicial e foi então que começou a dar aulas pelo WhatsApp, para garantir a continuidade do ensino.

Além disso, Neusa Lopes acompanhou, de perto, debates científicos internacionais, nomeadamente, os fóruns da Harvard School, onde especialistas como o Dr. Anthony Fauci discutiam a evolução da covid-19, o que lhe permitiu aprofundar a sua investigação.

No final, o livro propõe uma reflexão sobre se a educação pós-pandemia regressará à “normalidade” ou se a crise provocará mudanças permanentes no modo de ensinar e aprender e ao mesmo tempo deixar uma pista para os procedimentos a se ter em conta, caso venha a surgir uma nova pandemia, de modo a que o sistema de ensino esteja preparado para dar resposta as novas exigências.

Finalizou defendendo que, “língua da inteligência artificial (IA) é cultura e dimensão tecnológica também é língua. Isto porque, esta dimensão apresenta sua própria linguagem, os seus próprios parâmetros, pelo que é preciso descodificar esta linguagem. É preciso aproveitar as oportunidades que surgem”. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 2 de maio de 2024

China - Cientista que publicou sequência da covid-19 autorizado a regressar ao laboratório

O primeiro cientista a publicar na China uma sequência do vírus que causa a covid-19 disse que foi autorizado a regressar ao seu laboratório, após ter passado dias sentado no exterior como forma de protesto. Zhang Yongzhen disse nas redes sociais que as autoridades “concordaram provisoriamente” em permitir que ele e a sua equipa regressassem ao laboratório e continuassem a investigação


Zhang realizou um protesto no exterior do laboratório, desde o fim de semana, depois de ele e a equipa terem subitamente recebido ordem de despejo, um sinal da pressão contínua de Pequim sobre os cientistas que investigam a origem do coronavírus.

O Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai disse anteriormente que o laboratório de Zhang estava a ser renovado e que tinha sido encerrado por razões de segurança. Mas Zhang disse que só foi oferecida uma alternativa à sua equipa depois do despejo e que o novo laboratório não cumpria as normas de segurança para a realização das suas investigações.

Quando Zhang tentou ir ao laboratório durante o fim de semana, os guardas impediram-no de entrar. Em sinal de protesto, sentou-se no exterior, em cima de um cartão achatado, sob uma chuva torrencial, como mostram fotografias publicadas na Internet.

Uma investigação da Associated Press revelou que o Governo chinês congelou os esforços nacionais e internacionais significativos para rastrear o vírus desde as primeiras semanas do surto. Isto permanece até hoje, com laboratórios fechados, colaborações destruídas, cientistas estrangeiros expulsos e investigadores chineses impedidos de sair do país.

A provação de Zhang começou quando ele e a sua equipa descodificaram o vírus em 5 de Janeiro de 2020 e escreveram um aviso interno alertando as autoridades chinesas para o seu potencial de propagação – mas não tornaram a sequência pública.

No dia seguinte, o laboratório de Zhang recebeu ordens de encerramento temporário por parte da principal entidade responsável pela saúde na China e Zhang passou a estar sob pressão das autoridades chinesas.

Nessa altura, a China informou que várias dezenas de pessoas estavam a ser tratadas devido a infecção por uma doença respiratória, na cidade central de Wuhan. Em Hong Kong, na Coreia do Sul e em Taiwan, tinham sido registados possíveis casos da mesma doença, envolvendo viajantes recentes para a cidade.

Cientistas estrangeiros não tardaram a saber que Zhang e outros cientistas chineses tinham decifrado o vírus e apelaram à sua publicação. Zhang publicou a sua sequência do coronavírus em 11 de Janeiro de 2020, apesar da falta de autorização.

A sequenciação de um vírus é fundamental para o desenvolvimento de testes, medidas de controlo de doenças e vacinas. O vírus acabou por se propagar a todos os cantos do mundo, desencadeando uma pandemia que perturbou a vida e o comércio, provocou confinamentos generalizados e matou milhões de pessoas. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Organização Mundial da Saúde - Covid-19, nova variante EG.5. está em ascensão

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou, esta quarta-feira, uma nova variante de interesse da Covid-19. A agência disse acompanhar uma alta constante na prevalência da chamada EG.5., que estava sendo monitorizada.


Até segunda-feira, um total de 7 mil sequências foram compartilhadas por 51 países. A maior circulação ocorre em países como Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão e Canadá.

Risco iminente de surgir uma variante ainda mais perigosa

As autoridades norte-americanas revelaram que pacientes com a variante correspondem ao maior número do total de casos da Covid-19.

Falando a jornalistas, em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, advertiu que “ainda persiste o risco de surgir uma variante ainda mais perigosa, que pode causar uma alta repentina de casos e mortes”.

Ele lembrou que ao declarar o fim do surto, em maio, alertou que a Covid-19 seguia sendo uma ameaça à saúde global. Mas o total de casos relatados, as hospitalizações e as mortes continuaram a diminuir em todo o mundo.

No entanto, o número de países reportando dados à OMS teve baixa significativa. Em julho, apenas 25% notificaram mortes e apenas 11% das hospitalizações e internamentos em unidades de tratamento intensivo.

Melhor acesso a tratamentos

Tedros Ghebreyesus lamentou que muitos países não estejam a partilhar os dados sobre a Covid-19. A situação levou a agência a publicar uma série de recomendações permanentes relacionadas ao vírus.

Os países são aconselhados a continuar a relatar a informação, particularmente sobre óbitos, morbidade, além de prosseguir com a vacinação.

Entre as recomendações estão a oferta de atendimento clínico ideal para a Covid-19, incluindo melhor acesso a tratamentos comprovados e medidas para proteger os profissionais de saúde e cuidadores.

Ao mesmo tempo, todos os países são chamados a começar, apoiar e colaborar em pesquisas para gerar evidências para a prevenção e controle da doença.

Esforços para combater o vírus

Outro conselho é que autoridades nacionais garantam o acesso equitativo a vacinas, testes e tratamentos seguros, eficazes e de qualidade para a Covid, em momento em que “muitas pessoas e governos olham para a Covid-19 como algo do passado”.

A epidemiologista Maria Van Kerkhove disse que a falta de dados de muitos países dificulta os esforços para combater o vírus.

Comparado com o mesmo período do ano passado, a especialista disse que a atual situação estava muito melhor para antecipar, operar ou ser mais ágil no seguimento da situação. ONU News – Nações Unidas


quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Portugal – Decididamente não se aposta na investigação

Covid-19: Vacina portuguesa contra a doença vê chumbada candidatura ao PRR


A biotecnológica portuguesa Immunethep, sediada em Cantanhede, viu a sua candidatura ser chumbada ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

Com ensaios não clínicos com resultados promissores terminados desde meados de 2021, a biotecnológica esteve durante algum tempo à espera de um mecanismo financeiro por parte do Governo português para poder avançar para ensaios clínicos e chegar ao mercado, tendo sido conduzido para o PRR.

A 29 de dezembro, surgiu a confirmação da recusa da candidatura apresentada a um dos avisos deste plano, depois de a Immunethep ter apresentado recurso a uma primeira comunicação de não aprovação no verão de 2022, disse à agência Lusa Bruno Santos, cofundador e administrador da empresa sediada em Cantanhede, no distrito de Coimbra.

O projeto procurava um financiamento de cerca de 30 milhões de euros para um processo que se previa implicar um investimento global de 60 milhões de euros, já prevendo uma unidade produtiva nesta área.

Segundo Bruno Santos, o projeto não obteve a nota máxima em vários parâmetros, nomeadamente na categoria de inovação e diferenciação, o impacto do projeto no perfil de especialização produtiva do país, o impacto na região, ou o potencial de valorização económica.

“O mais frustrante é que, quando fizemos os primeiros contactos com o Governo, tínhamos estados europeus a apoiar diretamente projetos em valores de 100, 200 ou 300 milhões de euros. Tínhamos aqui um projeto com capacidade, que podia fazer a diferença, na altura quase no início da pandemia, e sempre disseram que era interessante e que queriam apoiar, mas nunca se avançou para o apoio”, constatou.

De acordo com o responsável, a biotecnológica foi encaminhada “para uma série de programas mais tradicionais”, mas que não se ajustavam à velocidade necessária para o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

“Supostamente o PRR seria rápido, mas começámos a falar com o Governo em 2020 e em dezembro de 2022 sabemos que é uma resposta negativa”, lamentou.

Para Bruno Santos, para além do desenvolvimento da vacina contra a covid-19, o projeto permitiria a Portugal ter “capacidade produtiva” numa área onde não há qualquer resposta no país.

“Não há qualquer capacidade produtiva nesta área e vai continuar a não haver e Portugal vai continuar dependente da resposta dos outros países”, sublinhou, frisando que a possibilidade de surgir uma outra pandemia será “muito grande”.

O financiamento e o desenvolvimento da vacina seria também uma oportunidade “para acelerar o crescimento da Immunethep”, que trabalha já em parceria com grandes farmacêuticas e que recentemente recebeu 2,5 milhões de euros do Conselho Europeu da Inovação para os ensaios clínicos de uma vacina multibacteriana, num projeto cujo investimento pode ascender aos 17,5 milhões de euros.

“Temos uma série de pessoas com formação superior, doutorados. Diz-se que é preciso pôr doutorados na indústria, mas depois há um projeto que assegura esse espaço para essas pessoas e não é aprovado. Tivemos conversas com governantes a dizer que isto fazia todo o sentido, que este é o modelo de desenvolvimento que querem para o país, mas os projetos apoiados pelo PRR não têm esse perfil”, criticou Bruno Santos.

Em março de 2021, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, chegou a deslocar-se às instalações da biotecnológica e afirmou que o Governo estava disponível para apoiar o desenvolvimento de uma vacina portuguesa contra a covid-19. In “MultiNews Sapo” – Portugal com “Lusa”

Pode aceder a toda a informação sobre esta vacina da Immunethep aqui.


terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Portugal - Estudo revela que vacina mais infecção fornecem meses de protecção contra o SARS-CoV-2

Orientada por Luís Graça e Manuel Carmo Gomes, os resultados da investigação foram, esta semana, publicados na revista Lancet Infectious Diseases. “A protecção conferida pela imunidade híbrida é inicialmente de cerca de 90%, reduzindo após cinco meses para cerca de 70%, e tende a se estabilizar num valor em torno de 65% após oito meses”, concluíram os cientistas


Um grupo de investigadores portugueses concluiu que a imunidade híbrida contra o variante Ómicron BA.5 do SARS-CoV-2 dura cerca de oito meses após uma infecção. As conclusões, publicadas esta semana na revista Lancet Infectious Diseases, referem que, embora tenha sido estabelecido que a infecção após a vacinação fornece um reforço imunológico, a duração desse reforço não era conhecida até agora. “A protecção conferida pela imunidade híbrida é inicialmente de cerca de 90%, reduzindo após cinco meses para cerca de 70%, e tende a se estabilizar num valor em torno de 65% após oito meses, em comparação com a protecção em pessoas vacinadas que nunca foram infectadas pelo vírus”, afirmou o co-autor Luís Graça, citado em comunicado de imprensa divulgado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Graça, investigador principal Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (UL), e Manuel Carmo Gomes, professor da Faculdade de Ciências da UL, ambos membros da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da Direcção Geral de Saúde (DGS), concluíram que “esses resultados mostram que a imunidade híbrida conferida pela infecção com subvariantes anteriores do SARS-CoV-2 em pessoas vacinadas é bastante estável”.

Este estudo segue-se aos resultados publicados em Setembro de 2022 pelos mesmos investigadores na revista científica New England Journal of Medicine onde, na altura, mostraram, através do estudo da população portuguesa largamente vacinada, que a infecção pelas primeiras subvariantes Ómicron, em circulação em Janeiro e Fevereiro do ano passado, “conferia protecção considerável para a subvariante Ómicron BA.5, que circula em Portugal desde Junho e que continua a ser a variante predominante em muitos países”. “Em Setembro, tínhamos observado que a infecção pelas primeiras subvariantes Ómicron conferia uma protecção para a subvariante BA.5 cerca de quatro vezes superior a pessoas vacinadas que não foram infectadas em nenhuma ocasião, mostrando a importância da imunidade híbrida para a protecção contra novas infecções. Agora mostramos que essa protecção conferida pela vacinação em conjunto com as infecções prévias é estável e mantém-se até pelo menos oito meses após a primeira infecção”, referiu ainda o investigador principal Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes.

Sobre os cálculos envolvidos, João Malato, primeiro autor do mesmo estudo, explicou que “com esses dados, calculamos o risco relativo de reinfecção ao longo do tempo em pessoas vacinadas com infecções anteriores pelas primeiras subvariantes Ómicron do SARS-CoV-2, permitindo concluir sobre o nível de protecção contra a reinfecção. Descobrimos que a protecção permanece alta oito meses após o contacto com o vírus.” Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Macau - Fim das quarentenas obrigatórias em hotel para quem chega

Terminou no sábado a obrigatoriedade de quarentena em hotel para quem chega a Macau vindo do exterior. Três anos depois, quem chega a Macau vindo do estrangeiro, de Hong Kong e de Taiwan pode ir directamente para casa depois de entrar no território

Três anos depois do início da sua implementação, chega ao fim a medida de obrigatoriedade de observação médica centralizada em hotéis para quem chega a Macau vindo do estrangeiro, de Hong Kong e de Taiwan. A medida entrou em vigor no sábado. A partir de agora, quem chega tem de ficar cinco dias em isolamento domiciliário mais três sujeito a interdição de saída de Macau.

Num comunicado divulgado na tarde de sexta-feira, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus justifica a medida com as alterações na política de zero casos por parte do Governo Central.

Assim, as exigências das autoridades ao chegar a Macau passam agora a ser as seguintes: Ao embarcar no avião, barco ou veículo para Macau, os indivíduos devem possuir o relatório de teste de ácido nucleico com resultado negativo no prazo de 48 horas após a amostragem, bem como preparar kits de teste rápido de antigénio suficientes. Não há necessidade de marcar hotel para observação médica nem de fazer o pagamento antecipado das despesas de testes de ácido nucleico. Após a entrada em Macau, os indivíduos não podem deslocar-se ao interior da China via Macau até às 00h00 do 9.º dia, contando a partir do dia seguinte à entrada em Macau.

Por outro lado, após a entrada em Macau, o Código de Saúde será convertido na cor vermelha. Após terem sidos submetidos a teste de ácido nucleico (NAT) no posto fronteiriço, podem sair e ir para casa ou para um hotel.

À chegada, se o resultado do NAT for negativo: Durante três dias consecutivos, contando a partir do dia seguinte à entrada, devem fazer, diariamente, teste rápido de antígeno e carregar o resultado na plataforma para o efeito; No terceiro dia, contando a partir do dia seguinte à entrada, após o carregamento de resultado negativo de TRAg, o Código de Saúde de Macau será convertido na cor amarela, e neste mesmo dia, os indivíduos devem agendar e submeter-se a um NAT de amostra individual num posto comunitário. No quarto e quinto dias, a contar a partir do dia seguinte à entrada, devem continuar a fazer, diariamente, um TRAg. Se os resultados destes testes derem negativo por dois dias consecutivos, o Código de Saúde será convertido na cor verde.

Caso o resultado no TRAg ou no NAT seja positivo durante os cinco dias, o Código de Saúde será convertido na cor vermelha, devendo ser submetido às medidas de isolamento domiciliário, continuando a seguir as normas estabelecidas para quem está infectado. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Internacional - Estudo liderado pela Western University aponta que pacientes que tiveram Covid-19 podem apresentar dificuldades cognitivas

Um novo estudo liderado pela Western University ampliou as descobertas sobre os impactos da COVID-19, sugerindo que os pacientes podem experimentar deficiências cognitivas de curto e longo prazo após a infecção, que podem ser semelhantes àquelas causadas pela privação do sono


Publicado em 6 de setembro na revista Cell Reports Medicine, o estudo, realizado em colaboração com a Universidade de Cambridge, o Centro de Ciências da Saúde de Sunnybrook e a Universidade de Ottawa, foi realizado online entre junho de 2020 e fevereiro de 2021. O estudo analisou o desempenho cognitivo geral de 478 voluntários adultos durante cerca de três meses após terem tido um diagnóstico confirmado da COVID-19. O levantamento descobriu que esse grupo de pessoas tinha déficits significativos de raciocínio, velocidade de pensamento e habilidades verbais. Notavelmente, não foram encontradas perdas na função da memória, comummente chamada de “brain fog”.

Essas condições podem ser duradouras segundo a pesquisa. Os participantes do estudo também demonstraram níveis significativamente mais altos de depressão e ansiedade, com 30% correspondendo aos critérios clínicos para uma ou ambas as condições. In “Milénio Stadium” - Canadá


terça-feira, 2 de agosto de 2022

Guiné-Bissau - Parceiros estendem campanha de imunização contra Covid-19

Missão de Alto Nível quer que vacinação contra a Covid-19 seja acelerada nas populações de alto risco. Parceria defende integração da enfermidade nos serviços de rotina e encoraja os cidadãos acima dos 80 anos e mulheres grávidas a vacinarem-se


A Parceria para a Disponibilização de Vacinas Covid-19, CoVDP e o Governo da Guiné-Bissau concordaram em levar a cabo mais duas campanhas de vacinação contra a doença até ao final deste ano para melhorar os níveis de imunização.

O país já vacinou mais de 17% da população e a meta é alcançar 70%.

Campanha de imunização

No balanço da Missão de Alto Nível desta iniciativa da Organização Mundial de Saúde, OMS e Unicef, o coordenador global lembrou que existem vacinas que protegem contra a infeção grave, hospitalização e morte.

Ted Chaiban disse que embora as vacinas não previnam, por completo, o risco de contrair a Covid-19, elas reduzem a transmissibilidade.

Chaiban afirma ser importante que os cidadãos, sobretudo os mais vulneráveis possam vacinar-se para se protegerem a si e aos seus entes queridos, e que a economia possa permanecer aberta.

Ele quer que as vacinas sejam disponibilizadas através de serviços de rotina.

Desafios e prioridades, empenho dos parceiros

Ao todo, 351 mil Guineenses foram vacinados desde o início do ano, apesar dos desafios e prioridades.

Uma boa prestação que segundo o chefe da Missão, Ted Chaiban, é a demostração de liderança do país e empenho dos parceiros.

Ele disse ser preciso continuar com o esforço para atingir mais pessoas, focando nas mais vulneráveis, pessoal de saúde e outros trabalhadores da linha de frente. Idosos, acima dos 60 anos e pessoas com patologias prévias ou sistema imunológico comprometido, como as que vivem com VIH-Sida, pressão arterial, diabetes e outras doenças. 

A Parceria Global encara a vacinação contra a Covid-19 como oportunidade para reforçar e investir no sistema de saúde, incluindo a gestão de informação sanitária, fortalecer a cadeia de frio e os bancos de sangue.

A iniciativa quer atuar com o governo para resolver a questão dos atrasos salariais e incentivos do pessoal de saúde.

Crianças, avós e pais

A campanha aponta a vacinação como meio para identificar as crianças que ficaram de fora na imunização de rotina através de inquisição dos avós e dos pais.

Dados indicam que níveis de imunização de rotina caíram de 83% para 63% devido às medidas restritivas da Covid-19 e a interrupção das vacinas e outras prioridades.

Consta que OMS, Unicef, Gavi e Banco Mundial já estão a trabalhar na revitalização destes níveis de cobertura de vacinas para crianças no país.

Orçamento de US$ 30 milhões

Ted Chaiban contou que o Governo deixou claro que vai apoiar as duas campanhas para acelerar o esforço, a integração da Covid-19 nos serviços de rotina e a introdução de doses de reforço para a população prioritária.

O orçamento para o período de aceleração é de US$ 30 milhões, dos quais US$ 20 milhões estão disponíveis e a parceria promete os restantes 10 milhões de défice.

A Missão manteve encontros com o Governo e Organizações da Sociedade Civil onde reiterou a disponibilidade de alocar fundos ao orçamento para manter o esforço da Covid-19, aconselhando o governo a manter o esforço, a investir recursos na saúde e a resolver o pagamento do pessoal de saúde. Amatijane Candé – Guiné-Bissau ONU News    

Relembre a reportagem da ONU News sobre o impacto da pandemia:


sexta-feira, 8 de julho de 2022

Canadá - Mais de metade das doses de vacina AstraZeneca expiraram e vão ser colocadas no lixo

O Canadá está prestes a colocar no lixo mais de metade das suas doses da vacina da AstraZeneca. Segundo o governo não foi possível encontrar compradores dentro ou fora do país para adquirir estas vacinas contra a COVID-19. A Health Canada diz que cerca de 13,6 milhões de doses expiraram na primavera e que por isso agora vão ser colocadas no lixo. Quando começaram a surgir notícias sobre o risco de formação de coágulos sanguíneos que estas vacinas provocavam o Canadá optou por usar vacinas da Pfizer e da Moderna

Apesar de os coágulos serem muito raros podiam ser fatais, daí a decisão do governo federal. Há um ano, o Canadá disse que ia doar quase 18 milhões de vacinas AstraZeneca a países em vias de desenvolvimento e até 22 de junho deste ano o país já entregou quase 9 milhões de vacinas AstraZeneca a 21 países.

O Canadá também doou 6,1 milhões de doses da vacina Moderna das 10 milhões de doses prometidas para doação, mas deitou fora mais 1,2 milhões de doses dessa vacina. Cerca de 85% dos canadianos são considerados totalmente vacinados, em comparação com 61% da população mundial e apenas 16% das pessoas que vivem nas regiões mais pobres do mundo. In “Milénio Stadium” - Canadá


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Macau – Após dois anos e meio registam-se as primeiras mortes relacionadas com a Covid-19

As autoridades informaram ontem que duas idosas, portadoras de doenças crónicas e diagnosticadas como casos positivos de Covid-19, morreram. Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, salientou, na conferência de imprensa de ontem, que as duas idosas, com 94 e 100 anos de idade, já se encontravam “muito debilitadas”.

Foram registadas ontem as primeiras mortes relacionadas com a Covid-19 em Macau. As duas idosas, com 94 e 100 anos de idade, tinham sido diagnosticadas como casos positivos de Covid-19 e sofriam também de doenças crónicas.

Segundo explica uma nota divulgada ontem pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, as duas idosas tinham uma quantidade viral baixa. “As duas doentes foram sujeitas a tratamento médico, na fase inicial, mas o estado de saúde frágil por serem portadoras de doenças crónicas, acabaram por falecer após vários dias de tratamento médico”, lê-se no comunicado das autoridades sanitárias. Estes dois casos positivos de Covid-19 foram diagnosticados através de testes rápidos de antigénio e testes de ácido nucleico realizados no lar da Obra das Mães, do qual eram utentes.

Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, esteve ontem na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus e disse: “[As idosas] encontravam-se muito debilitadas e, após vários dias de tratamento, faleceram, infelizmente. Lamentamos muito”.

A idosa de 100 anos estava isolada no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane para tratamento médico, por ter testado positivo num teste de ácido nucleico no dia 30 de Junho. A idosa não teve febre, tosse ou falta de ar, entre outros sintomas durante o tratamento médico. No entanto, na madrugada de ontem, a situação clínica complicou-se e, após tentativa de reanimação por farmacodinâmica, acabou por morrer. A paciente sofria de doenças crónicas, como hipertensão, degeneração cerebral, fractura, sendo também uma doente acamada há longo tempo com necessidades de cuidados de enfermagem. A mulher não tinha sido vacinada contra a Covid-19.

Também a idosa de 94 anos tinha doenças crónicas e estava isolada no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane para tratamento médico, devido ao resultado positivo no teste de ácido nucleico realizado no dia 29 de Junho. Não teve febre e outros sintomas durante o tratamento médico, mas as doenças crónicas pioraram.

Ontem de manhã, a condição tornou-se crítica de forma súbita e a doente morreu por volta das 10h após tentativa de reanimação por farmacodinâmica. A doente em causa sofria de hipertensão, hiperlipidemia, acidente vascular cerebral com necessidades permanentes de cuidados de enfermagem. Tinha administrado duas doses da vacina da Sinopharm.

Na conferência de imprensa, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, indicou que o tratamento dos corpos das idosas será feito de forma a “não haver impacto na sociedade”. “Claro que vamos ter em conta os sentimentos dos familiares”, garantiu. In “Ponto Final” - Macau

 

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Macau - Surto de covid-19 afeta exames na Escola Portuguesa

A Escola Portuguesa de Macau (EPM) suspendeu a partir desta quinta-feira a realização dos exames nacionais por ordem das autoridades locais, na sequência de um novo surto de covid-19 no território, no qual foram detetados 110 casos

“Por indicação da DSEDJ [Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude], tivemos que suspender a realização dos exames”, disse à Lusa o diretor da EPM, Manuel Machado.

Macau decretou no domingo o estado de prevenção imediata, na sequência do pior surto desde o início da pandemia, no qual foram detetados 110 novos casos.

O estabelecimento de matriz portuguesa encontrava-se “num regime de exceção a realizar os exames”, recordou o responsável, que, na segunda-feira, disse à Lusa que, apesar de as instituições educativas locais estarem encerradas, a EPM tinha recebido luz verde para realizar as provas desde que observasse um conjunto de regras de segurança.

“O agravar da situação pandémica e o surgimento de mais casos levou a DSEDJ a enviar esta diretriz para a escola portuguesa no sentido de suspendermos os exames para não pôr em risco a saúde dos alunos e assim o fizemos”, notou Manuel Machado.

Ao todo, indicou o responsável, cerca de 30 alunos do secundário e cinco do nono ano vão ser afetados por esta medida.

No que diz respeito às provas de acesso à universidade, a EPM já contactou o presidente do Júri Nacional de Exames, em Lisboa, tendo sido informada que “decorrendo a segunda fase [dos exames], os alunos poderão realizá-los”.

“Isto quer dizer que para estes alunos a segunda fase funciona como a primeira, portanto não há prejuízo para o acesso para o ensino superior”, salientou.

Além disso, para quem não contava encontrar-se em Macau na segunda fase de exames, as autoridades portuguesas garantiram que a realização das provas “está salvaguardada”.

“Os alunos que não estiverem cá aquando da segunda fase podem realizar o exame em Portugal, na área de residência”, completou.

Na quarta-feira, as autoridades da Educação locais anunciaram que o ano letivo escolar ia “acabar mais cedo” no território.

“As escolas têm a capacidade e possibilidade de utilizar formas de avaliação multidisciplinares, nomeadamente avaliando o desempenho do aluno ao longo do ano letivo ou até através de testes realizados ao longo do período”, explicou aos jornalistas Kong Chi Meng, diretor dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

Na sequência do novo surto, Macau declarou ainda a suspensão da atividade de todos os espaços de diversão e dos restaurantes, permitindo apenas o serviço de ‘takeaway’.

Encontra-se suspenso ainda o funcionamento de museus e de equipamentos sociais que prestam serviços diurnos (creches, centros de cuidados especiais e centros comunitários) e as visitas a lares de idosos.

Os serviços públicos também vão estar encerrados pelo menos até sexta-feira.

Esta manhã teve início a realização de mais um teste a toda a população, que vai decorrer até sexta-feira, ao longo de 39 horas. Esta é a segunda testagem geral à covid-19, depois de, no início da semana, cerca de 677 mil pessoas se terem deslocado aos 53 postos disponíveis para realizar um teste PCR.

Desde o início da pandemia, o território registou um total de 115 infeções, zero mortes e 254 assintomáticos.

À semelhança do interior da China, a região segue uma política de ‘zero casos’, em que os assintomáticos não entram para as contas oficiais do Governo, apesar de serem igualmente obrigados a cumprir as medidas de isolamento. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


terça-feira, 31 de maio de 2022

Macau - Permissão de entrada a portugueses não-residentes divide empresários

A permissão de entrada em Macau a portugueses não-residentes, “sem autorização prévia das autoridades de saúde”, não irá alterar significativamente a retoma da actividade económica, de acordo com empresários ouvidos pela Lusa. Apesar do reconhecimento da tendência positiva no que toca a restrições, a duração da quarentena continua a ser um obstáculo


Macau permite, desde sexta-feira, numa medida de excepção, a entrada de portugueses não-residentes no território, e empresários mostram-se divididos com decisão que obriga a um período de quarentena “bastante alargado”.

António Pereira, empresário português, fez a última viagem de negócios a Macau em Dezembro de 2019, mas admite que só regressa à região, onde tem um escritório, “quando não houver mais quarentena”.

O diretor-geral da TrevoTech International, empresa angolana focada na distribuição e comercialização de maquinaria pesada, não acredita que a nova medida do Governo de Macau, que permite desde sexta-feira a entrada de cidadãos portugueses não-residentes no território, possa beneficiar o negócio.

“Pode ser uma vantagem em geral, para mim não é, não vou para ficar 14 dias em quarentena”, notou o empresário, que se divide entre Luanda e Lisboa, e que costumava viajar “uma ou duas” vezes por ano à China, país fornecedor da TrevoTech.

Entre portas

Depois de dois anos de portas fechadas a estrangeiros sem o estatuto de residente, Macau lançou uma medida de excepção que permite a entrada no território a nacionais portugueses sem autorização prévia dos serviços de saúde locais. O programa está limitado a quem, nos 21 dias anteriores à entrada, tenha estado na China, Hong Kong e Portugal e exige que sejam cumpridos 14 dias de quarentena num hotel.

Para o presidente da CESL Asia, empresa com sede em Macau e uma “actividade de 30 milhões de euros a correr em Portugal”, a medida “ainda é bastante restritiva”, devido às quarentenas, embora “tenha alguma utilidade”. À Lusa, António Trindade defendeu a necessidade de uma maior mobilidade entre Portugal e Macau e de menores quarentenas, apontando que, embora durante a pandemia as plataformas ‘online’ tenham permitido “racionalizar muito as viagens”, não é possível aos empresários “deixar de ter contacto com o mercado e as pessoas para as servir”.

O regresso à normalidade é, além disso, “muito importante” para a região administrativa chinesa: “O papel de Macau no plano de desenvolvimento da Grande Baía, que é de plataforma com a lusofonia, e das relações com Portugal e por aí fora, tudo isso precisa dessa abertura”, concluiu o dirigente da CESL Asia, empresa com cerca de 500 trabalhadores e que actua em diferentes áreas de negócio, que vão dos serviços às soluções tecnológicas.

Visto exigente

Já a Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) considera que a decisão “vai permitir que o tecido empresarial se comece a mobilizar e voltar a Macau” e que se “consiga ainda, durante este ano, compensar a balança comercial e aumentar as exportações”.

“O período de quarentena continua a ser bastante alargado”, ressalvou o presidente da AJEPC, Alberto Carvalho Neto, salientando, no entanto, que para os empresários “que estejam a tentar recuperar negócios”, a observação médica num hotel não será uma limitação.

“No sector do agroalimentar, acredito que haja empresários que estejam extremamente interessados em voltar rapidamente a reactivar o relacionamento”, frisou.

No que diz respeito aos requisitos para entrar na China continental através de Macau, os empresários mostram-se mais pessimistas.

Uma vez em Macau, um nacional português não-residente pode solicitar um visto para cruzar a fronteira, confirmou à Lusa a China Travel Service, agência autorizada a emitir documentos de viagem para a China.

No caso de tratar-se de um empresário, além da vacinação completa, terá de permanecer em Macau pelo menos 28 dias antes de viajar, sendo necessária a apresentação de “uma carta-convite da empresa” na China, “a certificação da companhia e a cópia do documento de identificação do representante legal”, explicou uma funcionária da China Travel Service.

Para ambos os vistos, de turismo ou negócios, é permitida uma única entrada por um período máximo de 30 dias no país, sendo que a atribuição do visto “não é 100 por cento garantida”, reforçou.

“São períodos muito longos”, reagiu o director-geral da TrevoTech. “A não ser que sejam negócios demasiado grandes, não estou a ver os empresários a passarem por esse período, acho que essa restruturação com o lado da China ainda vai aguardar um pouco”, completou Alberto Neto Carvalho.

Testados e certificados

Além da necessidade de permanecer no Interior da China, Hong Kong ou Portugal nos 21 dias que antecedem a viagem rumo a Macau, e da obrigação de cumprir 14 de quarentena num hotel designado, é exigida uma panóplia de documentação a quem chega à RAEM ao abrigo da excepção.

Assim sendo, os portugueses abrangidos pela medida têm de apresentar, como é óbvio, passaporte português válido, certificado de resultado negativo no teste à covid-19, certificado de vacinação e “confirmação de reserva emitido pelo hotel de observação médica”.

Quanto aos documentos que comprovem que nos 21 dias anteriores à entrada em Macau o declarante não esteve em locais fora de Portugal, Interior da China e Hong Kong existem duas opções: pedir um atestado às entidades autárquicas de Portugal ou assinar uma declaração, sob compromisso de honra para o mesmo efeito. Importa referir que caso se venha a constatar que as informações não correspondem à verdade, o declarante pode ser acusado de prestação de declarações falsas.

Na contagem dos 21 dias, é permitido a soma do tempo nos três territórios, ou seja, antes de entrar em Macau, o cidadão português pode passar sete dias em Portugal, outros sete no Interior da China e outros sete em Hong Kong.

Aquando do anúncio da medida, as autoridades afirmaram que tiveram em conta “as necessidades dos residentes ou entidades da RAEM”, razões pelas quais decidiram “dispensar, a título excepcional, o cumprimento da medida por parte de determinado grupo de pessoas”, uma vez que “o intercâmbio entre pessoas de Macau e Portugal é necessário”. In “Hoje Macau” - Macau


terça-feira, 24 de maio de 2022

Nações Unidas – Realça impacto da Agência de Saúde Global, Unitaid, envolvendo Brasil e Portugal

Pelo menos 100 milhões de pessoas já beneficiaram de investimentos para combater a tuberculose, HIV, malária e Covid-19, investimentos em tecnologia podem levar a economias até US$ 5 mil milhões ainda nesta década. A parceria internacional integra o Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19


Os 15 anos da Agência de Saúde Global, Unitaid, reuniram personalidades como o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o ex-presidente americano, Bill Clinton. O evento foi realizado em Genebra na Conferência Mundial da Saúde.

A iniciativa foi apresentada em 2006 pelo grupo formado por Brasil, Chile, França, Noruega e Reino Unido. Aos principais doadores, juntaram-se Portugal, Canadá, Alemanha e Itália.

Tratamentos

O diretor de relações exteriores da Unitaid, o brasileiro Maurício Cysne, citou dezenas de projetos implementados que já beneficiaram milhões de pessoas pelo mundo. Ele falou à ONU News sobre a comemoração.




“Nos últimos 15 anos, a Unitaid promoveu o acesso a mais de 150 tecnologias de saúde favorecendo o atendimento a mais de 100 milhões de pessoas através do mundo. Alguns exemplos dessas inovações incluem os tratamentos de HIV mais utilizados no mundo inteiro e os primeiros medicamentos para tratamento de crianças com HIV e tuberculose. Incluem ainda há soluções de rastreio e tratamento para o cancro do colo do útero e todas as ferramentas atualmente utilizadas na prevenção da malária.”

Em meio à crise da Covid-19, uma das apostas da Unitaid é aprender do passado para evitar desigualdades na resposta a pandemias futuras.

Cysne mencionou como o desempenho atual é orientado a obter retornos aplicando uma fração dos investimentos.

“A Unitaid financia este pacto identificando produtos de saúde inovadores e eliminando as barreiras que limitam o seu uso em larga escala. A Unitaid também assumiu um papel fundamental na resposta à Covid-19, liderando os espaços globais para tratamentos e diagnósticos. Essas inovações em saúde, representando menos de 1% de investimento global para a Tuberculose, HIV e malária, fazem com que a Unitaid economize mais de US$ 5 mil milhões até 2030.”

Já a mensagem do secretário-geral destaca as conquistas alcançadas pelas parcerias fechadas pela Unitaid na saúde global na resposta a diferentes desafios.

António Guterres disse que foi essencial quebrar barreiras em países de baixa e médio rendimento, enquanto ampliam-se serviços e produtos para garantir saúde para todos e cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Entre os benefícios listados estão o acesso de pacientes africanos a melhores tratamentos de HIV e novas fórmulas de alta qualidade para tratar tuberculose com maior facilidade para administrar.

Ameaças

De acordo com o chefe da ONU, o combate à malária ganhou com a distribuição sazonal de medicamentos em larga escala. O resultado foi uma queda drástica de mortes infantis, sem aumento de custos.

Diante da Covid-19, Guterres disse que e é preciso um acesso equitativo a produtos e respostas de saúde “globais fortes e coordenadas”.

Ressaltou que a poupança de tempo quando se trata de prevenir, diagnosticar e tratar doenças ajuda a fortalecer a capacidade coletiva de responder às ameaças à saúde. 

A Unitaid faz parte do Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19. ONU News – Nações Unidas


segunda-feira, 16 de maio de 2022

Tailândia - Indústria de orquídeas prejudicada pela pandemia e guerra


Os orquidófilos da Tailândia, já cansados ​​após dois anos de serem atingidos pela pandemia, preparam-se para nova baixa nos rendimentos à medida que a guerra na Ucrânia e as mudanças nos padrões climáticos obscurecem ainda mais o seu futuro.

Outrora considerado um passatempo popular entre a elite da Tailândia, o cultivo de orquídeas transformou-se numa indústria multimilionária, e o reino é o maior produtor e exportador mundial de orquídeas cortadas. A pandemia, porém, viu recentemente, uma em cada cinco quintas fechadas, de acordo com a Associação Tailandesa de Exportadores de Orquídeas.

“Ninguém tem coragem de comprar flores, e o transporte é muito complicado”, disse Somchai Lerdrungwitayachai, enquanto olhava desesperado para o mar de púrpura na sua fazenda de orquídeas a oeste de Banguecoque.

Ele cultiva orquídeas Dendrobium Sonia – uma variedade híbrida com delicadas pétalas brancas e roxas. Populares no Japão, China e EUA, são utilizadas ​​em variados eventos, desde cerimónias religiosas até formaturas universitárias.

Na sua propriedade de 20 hectares, os trabalhadores tratam as flores com uma solução especial antes de cortar os caules e colocá-los num pequeno frasco contendo vitaminas e nutrientes, para preservar a sua aparência fresca até duas semanas.

Mas os tempos estão difíceis. Há dois anos que Somchai está a usar as suas economias para continuar a pagar aos seus 50 funcionários. A covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia elevaram os preços dos fertilizantes e pesticidas em 30%, explicou.

Somando-se a estes problemas, as vendas estão em queda dramática: a China pré-pandemia comprava habitualmente 270 milhões de orquídeas anualmente da Tailândia e no ano passado, o número caiu para apenas 170 milhões. O prejuízo veio dos centros urbanos chineses que antes, eram responsáveis por 80% da receita de exportação de Somchai.

Os confinamentos devido aos coronavírus em várias grandes cidades são considerados responsáveis pelas quebras das encomendas, mas também houve problemas com o transporte rodoviário das orquídeas. Onde demorava apenas três dias, o mesmo trajecto pode agora pode levar entre oito a 10 dias.

No negócio das flores, tempo é dinheiro, e orquídeas murchas são frequentemente descartadas antes que possam chegar à casa de um cliente.

Enquanto Somchai entrega os seus produtos directamente no exterior, a maioria dos cultivadores de orquídeas na Tailândia usa grandes exportadores baseados em Banguecoque. Os custos do frete aéreo triplicaram ou quadruplicaram nos últimos meses, dependendo do destino, disse Wuthichai Pipatmanomai, vice-presidente da Associação Tailandesa de Exportadores de Orquídeas e co-proprietário da Sun International Flower, uma grande exportadora.

Antes da pandemia, a empresa entregava 3,6 milhões de orquídeas por mês para China, Japão, Vietname e EUA. Agora, apenas 1,2 milhão de flores saem do depósito e ele teve de demitir metade da sua equipa. “Pedimos apoio financeiro às autoridades, mas não recebemos nada”, disse Wuthichai. “O tempo está a esgotar-se”.

Aumentar o preço de venda em 20% fez com que vários importadores – principalmente os da Europa – o abandonassem para se concentrar em mais flores locais. A única esperança é que as vendas para o Japão permaneçam estáveis ​​e as habituais para os EUA aumentem com o início da temporada de casamentos, referiu.

A longo prazo, porém, as mudanças nos padrões climáticos também são preocupantes para os produtores. “Estamos a experimentar cada vez mais os efeitos das alterações climáticas”, disse Wutachai, apontando para uma recente onda de frio surpresa no início de Abril, quando a temperatura caiu acentuadamente de 36°C para 21°C em apenas 24 horas, afectando a produção de orquídeas.

“Estamos preocupados que essas situações ocorram cada vez com mais frequência”, salientou.

Fortunas murchas

As restrições no país, por causa das infecções por coronavírus também atingiram as vendas domésticas – a falta de turistas fez com que restaurantes e hotéis reduzissem os pedidos, e as proibições de reuniões afectaram as cerimónias budistas tailandesas. E apesar da reabertura internacional do reino, a procura local ainda continua morna.

É certo que o maior mercado de flores de Banguecoque continua a parecer frenético, com os retalhistas a correr carregados de grandes cestos contendo flores. Os vendedores, contudo, contam uma história diferente. Than Tha Win, na sua barraca de orquídeas aguarda pacientemente por clientes, e diz que as suas vendas caíram 70%. “Todos ainda têm medo de vir ao mercado por causa do covid-19”, disse o jovem de 21 anos.

A vendedora Waew, de 45 anos, disse que agora tem diariamente, cerca de 600 orquídeas não vendidas e tenta conter as perdas arrancando as pétalas e vendendo-as como um produto separado.

“Parar de trabalhar com orquídeas? Impossível, não sei fazer outra coisa”, reconhece. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Guiné-Bissau - Mulheres parlamentares da CPLP debatem impacto da covid-19 e violência de género

Bissau – A ilha de Rubane, nos Bijagós (Guiné-Bissau), acolhe entre até sábado a reunião da Rede de Mulheres Parlamentares da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para debater as consequências da covid-19 e a violência baseada no género.

A informação foi transmitida aos jornalistas, em Bissau, pela presidente em exercício da Rede das Mulheres Parlamentares da CPLP, a deputada guineense Cadi Seidi.

O encontro que está a decorrer na ilha de Rubane vai igualmente analisar alguns dos pontos que constam do plano de atividades da Rede, elaborado em Março passado, nomeadamente a prevenção e gestão de conflitos, participação das mulheres da CPLP em missões de observação eleitoral e a empregabilidade digital.

Cadi Seidi adiantou também que a reunião também serve como palco para troca de experiências entre as mulheres dos nove países da CPLP visando a sua capacitação em várias temáticas.

“O objectivo é elevar a presença da mulher em todos os espaços, mas em qualidade e não em quantidade”, afirmou Seidi, precisando que as mulheres parlamentares de Portugal e Timor-Leste vão assistir ao encontro através das plataformas ‘online’.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”