Com o período de transição encerrado, esta joint venture entre o Estado e o grupo turco Albayrak passará a gerir integralmente as operações portuárias no país
A joint venture Alport assumiu
integralmente a gestão dos portos de Malabo e Bata, após o término do período
de transição em 16 de março, marcando o início de uma nova etapa no sistema
portuário da Guiné Equatorial.
Este progresso foi analisado durante a reunião realizada
nesta quarta-feira na Presidência do Governo entre o Primeiro-Ministro,
responsável pela Coordenação Administrativa, Manuel Osa Nsue Nsua, e os
diretores do grupo turco Albayrak, parceiro estratégico da Alport, liderados
pelo seu vice-presidente, Ahmed Albayrak.
A Alport, criada a partir da aliança entre a Holding
Guinea Equatorial e o grupo Albayrak, ficará agora diretamente encarregada da
gestão da infraestrutura portuária do país, após um ano de transição destinada
a garantir uma transferência ordenada das operações.
A reunião, que contou também com a presença do Ministro
dos Transportes, Telecomunicações e Sistemas de Inteligência Artificial,
Honorato Evita Oma, e de outros líderes institucionais, avaliou os progressos
alcançados nesta etapa e definiu novas linhas de cooperação para fortalecer o
setor.
O Governo destacou que esta nova fase irá melhorar a
eficiência portuária, aumentar o tráfego marítimo e reduzir os custos de
transporte, com o objetivo de posicionar o porto de Bata como um ponto
estratégico para o comércio com os mercados da África Central.
Também foi destacada a atuação do grupo Albayrak como
parceiro técnico da Alport, contribuindo com sua experiência em gestão
portuária, treino de pessoal e modernização de serviços.
Entre os projetos prioritários está o desenvolvimento do
porto seco de Ebibeyin, projetado para facilitar a conexão logística entre o
porto de Bata e países como Chade, República Centro-Africana, Gabão e Camarões,
impulsionando assim o comércio regional.
As autoridades também valorizaram as reformas realizadas
no setor, como a ratificação de convenções internacionais, a reorganização da
administração portuária e a participação em organismos regionais como o
Memorando de Abuja e a Organização Marítima da África Ocidental e Central
(WCAMO). Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial
Guinea”