Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 30 de março de 2023

Guiné Equatorial - Confirma 13 casos do vírus Marburg

O surto do vírus Marburg declarado na Guiné Equatorial em meados de Fevereiro acumulou até agora 13 casos confirmados, incluindo nove mortes, anunciou ontem o Ministério da Saúde do país, na rede social Twitter, citado pelo Notícias ao Minuto.


“Treze casos positivos desde o início da pandemia, incluindo dois hospitalizados com sintomas ligeiros. Um paciente recuperou. Nove mortes confirmadas por laboratório”, lê-se na comunicação.

De acordo com as autoridades sanitárias, sem avançar detalhes, desde o início da epidemia foram seguidos um total de 825 contactos.

Os novos números oficiais foram divulgados após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter apelado às autoridades da Guiné Equatorial a comunicação de eventuais casos do vírus Marburg, devido ao receio de que esteja mais disseminado do que o anteriormente comunicado.

O alerta foi feito pelo director-geral da agência das Nações Unidas, Tedros Adhanom, que acrescentou que as autoridades de Malabo notificaram oficialmente nove casos, com óbito de sete dos pacientes.

“Estes casos provêm de três províncias, a cerca de 150 quilómetros de distância, sugerindo uma transmissão mais ampla do vírus”, salientou Tedros Adhanom.

“A OMS tem conhecimento de casos adicionais e pedimos ao governo que comunicasse oficialmente estes casos”, acrescentou. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Portugal – Decididamente não se aposta na investigação

Covid-19: Vacina portuguesa contra a doença vê chumbada candidatura ao PRR


A biotecnológica portuguesa Immunethep, sediada em Cantanhede, viu a sua candidatura ser chumbada ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

Com ensaios não clínicos com resultados promissores terminados desde meados de 2021, a biotecnológica esteve durante algum tempo à espera de um mecanismo financeiro por parte do Governo português para poder avançar para ensaios clínicos e chegar ao mercado, tendo sido conduzido para o PRR.

A 29 de dezembro, surgiu a confirmação da recusa da candidatura apresentada a um dos avisos deste plano, depois de a Immunethep ter apresentado recurso a uma primeira comunicação de não aprovação no verão de 2022, disse à agência Lusa Bruno Santos, cofundador e administrador da empresa sediada em Cantanhede, no distrito de Coimbra.

O projeto procurava um financiamento de cerca de 30 milhões de euros para um processo que se previa implicar um investimento global de 60 milhões de euros, já prevendo uma unidade produtiva nesta área.

Segundo Bruno Santos, o projeto não obteve a nota máxima em vários parâmetros, nomeadamente na categoria de inovação e diferenciação, o impacto do projeto no perfil de especialização produtiva do país, o impacto na região, ou o potencial de valorização económica.

“O mais frustrante é que, quando fizemos os primeiros contactos com o Governo, tínhamos estados europeus a apoiar diretamente projetos em valores de 100, 200 ou 300 milhões de euros. Tínhamos aqui um projeto com capacidade, que podia fazer a diferença, na altura quase no início da pandemia, e sempre disseram que era interessante e que queriam apoiar, mas nunca se avançou para o apoio”, constatou.

De acordo com o responsável, a biotecnológica foi encaminhada “para uma série de programas mais tradicionais”, mas que não se ajustavam à velocidade necessária para o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

“Supostamente o PRR seria rápido, mas começámos a falar com o Governo em 2020 e em dezembro de 2022 sabemos que é uma resposta negativa”, lamentou.

Para Bruno Santos, para além do desenvolvimento da vacina contra a covid-19, o projeto permitiria a Portugal ter “capacidade produtiva” numa área onde não há qualquer resposta no país.

“Não há qualquer capacidade produtiva nesta área e vai continuar a não haver e Portugal vai continuar dependente da resposta dos outros países”, sublinhou, frisando que a possibilidade de surgir uma outra pandemia será “muito grande”.

O financiamento e o desenvolvimento da vacina seria também uma oportunidade “para acelerar o crescimento da Immunethep”, que trabalha já em parceria com grandes farmacêuticas e que recentemente recebeu 2,5 milhões de euros do Conselho Europeu da Inovação para os ensaios clínicos de uma vacina multibacteriana, num projeto cujo investimento pode ascender aos 17,5 milhões de euros.

“Temos uma série de pessoas com formação superior, doutorados. Diz-se que é preciso pôr doutorados na indústria, mas depois há um projeto que assegura esse espaço para essas pessoas e não é aprovado. Tivemos conversas com governantes a dizer que isto fazia todo o sentido, que este é o modelo de desenvolvimento que querem para o país, mas os projetos apoiados pelo PRR não têm esse perfil”, criticou Bruno Santos.

Em março de 2021, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, chegou a deslocar-se às instalações da biotecnológica e afirmou que o Governo estava disponível para apoiar o desenvolvimento de uma vacina portuguesa contra a covid-19. In “MultiNews Sapo” – Portugal com “Lusa”

Pode aceder a toda a informação sobre esta vacina da Immunethep aqui.


terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Portugal - Estudo revela que vacina mais infecção fornecem meses de protecção contra o SARS-CoV-2

Orientada por Luís Graça e Manuel Carmo Gomes, os resultados da investigação foram, esta semana, publicados na revista Lancet Infectious Diseases. “A protecção conferida pela imunidade híbrida é inicialmente de cerca de 90%, reduzindo após cinco meses para cerca de 70%, e tende a se estabilizar num valor em torno de 65% após oito meses”, concluíram os cientistas


Um grupo de investigadores portugueses concluiu que a imunidade híbrida contra o variante Ómicron BA.5 do SARS-CoV-2 dura cerca de oito meses após uma infecção. As conclusões, publicadas esta semana na revista Lancet Infectious Diseases, referem que, embora tenha sido estabelecido que a infecção após a vacinação fornece um reforço imunológico, a duração desse reforço não era conhecida até agora. “A protecção conferida pela imunidade híbrida é inicialmente de cerca de 90%, reduzindo após cinco meses para cerca de 70%, e tende a se estabilizar num valor em torno de 65% após oito meses, em comparação com a protecção em pessoas vacinadas que nunca foram infectadas pelo vírus”, afirmou o co-autor Luís Graça, citado em comunicado de imprensa divulgado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Graça, investigador principal Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (UL), e Manuel Carmo Gomes, professor da Faculdade de Ciências da UL, ambos membros da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da Direcção Geral de Saúde (DGS), concluíram que “esses resultados mostram que a imunidade híbrida conferida pela infecção com subvariantes anteriores do SARS-CoV-2 em pessoas vacinadas é bastante estável”.

Este estudo segue-se aos resultados publicados em Setembro de 2022 pelos mesmos investigadores na revista científica New England Journal of Medicine onde, na altura, mostraram, através do estudo da população portuguesa largamente vacinada, que a infecção pelas primeiras subvariantes Ómicron, em circulação em Janeiro e Fevereiro do ano passado, “conferia protecção considerável para a subvariante Ómicron BA.5, que circula em Portugal desde Junho e que continua a ser a variante predominante em muitos países”. “Em Setembro, tínhamos observado que a infecção pelas primeiras subvariantes Ómicron conferia uma protecção para a subvariante BA.5 cerca de quatro vezes superior a pessoas vacinadas que não foram infectadas em nenhuma ocasião, mostrando a importância da imunidade híbrida para a protecção contra novas infecções. Agora mostramos que essa protecção conferida pela vacinação em conjunto com as infecções prévias é estável e mantém-se até pelo menos oito meses após a primeira infecção”, referiu ainda o investigador principal Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes.

Sobre os cálculos envolvidos, João Malato, primeiro autor do mesmo estudo, explicou que “com esses dados, calculamos o risco relativo de reinfecção ao longo do tempo em pessoas vacinadas com infecções anteriores pelas primeiras subvariantes Ómicron do SARS-CoV-2, permitindo concluir sobre o nível de protecção contra a reinfecção. Descobrimos que a protecção permanece alta oito meses após o contacto com o vírus.” Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


 

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Canadá - Mais de metade das doses de vacina AstraZeneca expiraram e vão ser colocadas no lixo

O Canadá está prestes a colocar no lixo mais de metade das suas doses da vacina da AstraZeneca. Segundo o governo não foi possível encontrar compradores dentro ou fora do país para adquirir estas vacinas contra a COVID-19. A Health Canada diz que cerca de 13,6 milhões de doses expiraram na primavera e que por isso agora vão ser colocadas no lixo. Quando começaram a surgir notícias sobre o risco de formação de coágulos sanguíneos que estas vacinas provocavam o Canadá optou por usar vacinas da Pfizer e da Moderna

Apesar de os coágulos serem muito raros podiam ser fatais, daí a decisão do governo federal. Há um ano, o Canadá disse que ia doar quase 18 milhões de vacinas AstraZeneca a países em vias de desenvolvimento e até 22 de junho deste ano o país já entregou quase 9 milhões de vacinas AstraZeneca a 21 países.

O Canadá também doou 6,1 milhões de doses da vacina Moderna das 10 milhões de doses prometidas para doação, mas deitou fora mais 1,2 milhões de doses dessa vacina. Cerca de 85% dos canadianos são considerados totalmente vacinados, em comparação com 61% da população mundial e apenas 16% das pessoas que vivem nas regiões mais pobres do mundo. In “Milénio Stadium” - Canadá


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Macau – Após dois anos e meio registam-se as primeiras mortes relacionadas com a Covid-19

As autoridades informaram ontem que duas idosas, portadoras de doenças crónicas e diagnosticadas como casos positivos de Covid-19, morreram. Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, salientou, na conferência de imprensa de ontem, que as duas idosas, com 94 e 100 anos de idade, já se encontravam “muito debilitadas”.

Foram registadas ontem as primeiras mortes relacionadas com a Covid-19 em Macau. As duas idosas, com 94 e 100 anos de idade, tinham sido diagnosticadas como casos positivos de Covid-19 e sofriam também de doenças crónicas.

Segundo explica uma nota divulgada ontem pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, as duas idosas tinham uma quantidade viral baixa. “As duas doentes foram sujeitas a tratamento médico, na fase inicial, mas o estado de saúde frágil por serem portadoras de doenças crónicas, acabaram por falecer após vários dias de tratamento médico”, lê-se no comunicado das autoridades sanitárias. Estes dois casos positivos de Covid-19 foram diagnosticados através de testes rápidos de antigénio e testes de ácido nucleico realizados no lar da Obra das Mães, do qual eram utentes.

Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, esteve ontem na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus e disse: “[As idosas] encontravam-se muito debilitadas e, após vários dias de tratamento, faleceram, infelizmente. Lamentamos muito”.

A idosa de 100 anos estava isolada no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane para tratamento médico, por ter testado positivo num teste de ácido nucleico no dia 30 de Junho. A idosa não teve febre, tosse ou falta de ar, entre outros sintomas durante o tratamento médico. No entanto, na madrugada de ontem, a situação clínica complicou-se e, após tentativa de reanimação por farmacodinâmica, acabou por morrer. A paciente sofria de doenças crónicas, como hipertensão, degeneração cerebral, fractura, sendo também uma doente acamada há longo tempo com necessidades de cuidados de enfermagem. A mulher não tinha sido vacinada contra a Covid-19.

Também a idosa de 94 anos tinha doenças crónicas e estava isolada no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane para tratamento médico, devido ao resultado positivo no teste de ácido nucleico realizado no dia 29 de Junho. Não teve febre e outros sintomas durante o tratamento médico, mas as doenças crónicas pioraram.

Ontem de manhã, a condição tornou-se crítica de forma súbita e a doente morreu por volta das 10h após tentativa de reanimação por farmacodinâmica. A doente em causa sofria de hipertensão, hiperlipidemia, acidente vascular cerebral com necessidades permanentes de cuidados de enfermagem. Tinha administrado duas doses da vacina da Sinopharm.

Na conferência de imprensa, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, indicou que o tratamento dos corpos das idosas será feito de forma a “não haver impacto na sociedade”. “Claro que vamos ter em conta os sentimentos dos familiares”, garantiu. In “Ponto Final” - Macau

 

terça-feira, 31 de maio de 2022

Macau - Permissão de entrada a portugueses não-residentes divide empresários

A permissão de entrada em Macau a portugueses não-residentes, “sem autorização prévia das autoridades de saúde”, não irá alterar significativamente a retoma da actividade económica, de acordo com empresários ouvidos pela Lusa. Apesar do reconhecimento da tendência positiva no que toca a restrições, a duração da quarentena continua a ser um obstáculo


Macau permite, desde sexta-feira, numa medida de excepção, a entrada de portugueses não-residentes no território, e empresários mostram-se divididos com decisão que obriga a um período de quarentena “bastante alargado”.

António Pereira, empresário português, fez a última viagem de negócios a Macau em Dezembro de 2019, mas admite que só regressa à região, onde tem um escritório, “quando não houver mais quarentena”.

O diretor-geral da TrevoTech International, empresa angolana focada na distribuição e comercialização de maquinaria pesada, não acredita que a nova medida do Governo de Macau, que permite desde sexta-feira a entrada de cidadãos portugueses não-residentes no território, possa beneficiar o negócio.

“Pode ser uma vantagem em geral, para mim não é, não vou para ficar 14 dias em quarentena”, notou o empresário, que se divide entre Luanda e Lisboa, e que costumava viajar “uma ou duas” vezes por ano à China, país fornecedor da TrevoTech.

Entre portas

Depois de dois anos de portas fechadas a estrangeiros sem o estatuto de residente, Macau lançou uma medida de excepção que permite a entrada no território a nacionais portugueses sem autorização prévia dos serviços de saúde locais. O programa está limitado a quem, nos 21 dias anteriores à entrada, tenha estado na China, Hong Kong e Portugal e exige que sejam cumpridos 14 dias de quarentena num hotel.

Para o presidente da CESL Asia, empresa com sede em Macau e uma “actividade de 30 milhões de euros a correr em Portugal”, a medida “ainda é bastante restritiva”, devido às quarentenas, embora “tenha alguma utilidade”. À Lusa, António Trindade defendeu a necessidade de uma maior mobilidade entre Portugal e Macau e de menores quarentenas, apontando que, embora durante a pandemia as plataformas ‘online’ tenham permitido “racionalizar muito as viagens”, não é possível aos empresários “deixar de ter contacto com o mercado e as pessoas para as servir”.

O regresso à normalidade é, além disso, “muito importante” para a região administrativa chinesa: “O papel de Macau no plano de desenvolvimento da Grande Baía, que é de plataforma com a lusofonia, e das relações com Portugal e por aí fora, tudo isso precisa dessa abertura”, concluiu o dirigente da CESL Asia, empresa com cerca de 500 trabalhadores e que actua em diferentes áreas de negócio, que vão dos serviços às soluções tecnológicas.

Visto exigente

Já a Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) considera que a decisão “vai permitir que o tecido empresarial se comece a mobilizar e voltar a Macau” e que se “consiga ainda, durante este ano, compensar a balança comercial e aumentar as exportações”.

“O período de quarentena continua a ser bastante alargado”, ressalvou o presidente da AJEPC, Alberto Carvalho Neto, salientando, no entanto, que para os empresários “que estejam a tentar recuperar negócios”, a observação médica num hotel não será uma limitação.

“No sector do agroalimentar, acredito que haja empresários que estejam extremamente interessados em voltar rapidamente a reactivar o relacionamento”, frisou.

No que diz respeito aos requisitos para entrar na China continental através de Macau, os empresários mostram-se mais pessimistas.

Uma vez em Macau, um nacional português não-residente pode solicitar um visto para cruzar a fronteira, confirmou à Lusa a China Travel Service, agência autorizada a emitir documentos de viagem para a China.

No caso de tratar-se de um empresário, além da vacinação completa, terá de permanecer em Macau pelo menos 28 dias antes de viajar, sendo necessária a apresentação de “uma carta-convite da empresa” na China, “a certificação da companhia e a cópia do documento de identificação do representante legal”, explicou uma funcionária da China Travel Service.

Para ambos os vistos, de turismo ou negócios, é permitida uma única entrada por um período máximo de 30 dias no país, sendo que a atribuição do visto “não é 100 por cento garantida”, reforçou.

“São períodos muito longos”, reagiu o director-geral da TrevoTech. “A não ser que sejam negócios demasiado grandes, não estou a ver os empresários a passarem por esse período, acho que essa restruturação com o lado da China ainda vai aguardar um pouco”, completou Alberto Neto Carvalho.

Testados e certificados

Além da necessidade de permanecer no Interior da China, Hong Kong ou Portugal nos 21 dias que antecedem a viagem rumo a Macau, e da obrigação de cumprir 14 de quarentena num hotel designado, é exigida uma panóplia de documentação a quem chega à RAEM ao abrigo da excepção.

Assim sendo, os portugueses abrangidos pela medida têm de apresentar, como é óbvio, passaporte português válido, certificado de resultado negativo no teste à covid-19, certificado de vacinação e “confirmação de reserva emitido pelo hotel de observação médica”.

Quanto aos documentos que comprovem que nos 21 dias anteriores à entrada em Macau o declarante não esteve em locais fora de Portugal, Interior da China e Hong Kong existem duas opções: pedir um atestado às entidades autárquicas de Portugal ou assinar uma declaração, sob compromisso de honra para o mesmo efeito. Importa referir que caso se venha a constatar que as informações não correspondem à verdade, o declarante pode ser acusado de prestação de declarações falsas.

Na contagem dos 21 dias, é permitido a soma do tempo nos três territórios, ou seja, antes de entrar em Macau, o cidadão português pode passar sete dias em Portugal, outros sete no Interior da China e outros sete em Hong Kong.

Aquando do anúncio da medida, as autoridades afirmaram que tiveram em conta “as necessidades dos residentes ou entidades da RAEM”, razões pelas quais decidiram “dispensar, a título excepcional, o cumprimento da medida por parte de determinado grupo de pessoas”, uma vez que “o intercâmbio entre pessoas de Macau e Portugal é necessário”. In “Hoje Macau” - Macau


segunda-feira, 16 de maio de 2022

Tailândia - Indústria de orquídeas prejudicada pela pandemia e guerra


Os orquidófilos da Tailândia, já cansados ​​após dois anos de serem atingidos pela pandemia, preparam-se para nova baixa nos rendimentos à medida que a guerra na Ucrânia e as mudanças nos padrões climáticos obscurecem ainda mais o seu futuro.

Outrora considerado um passatempo popular entre a elite da Tailândia, o cultivo de orquídeas transformou-se numa indústria multimilionária, e o reino é o maior produtor e exportador mundial de orquídeas cortadas. A pandemia, porém, viu recentemente, uma em cada cinco quintas fechadas, de acordo com a Associação Tailandesa de Exportadores de Orquídeas.

“Ninguém tem coragem de comprar flores, e o transporte é muito complicado”, disse Somchai Lerdrungwitayachai, enquanto olhava desesperado para o mar de púrpura na sua fazenda de orquídeas a oeste de Banguecoque.

Ele cultiva orquídeas Dendrobium Sonia – uma variedade híbrida com delicadas pétalas brancas e roxas. Populares no Japão, China e EUA, são utilizadas ​​em variados eventos, desde cerimónias religiosas até formaturas universitárias.

Na sua propriedade de 20 hectares, os trabalhadores tratam as flores com uma solução especial antes de cortar os caules e colocá-los num pequeno frasco contendo vitaminas e nutrientes, para preservar a sua aparência fresca até duas semanas.

Mas os tempos estão difíceis. Há dois anos que Somchai está a usar as suas economias para continuar a pagar aos seus 50 funcionários. A covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia elevaram os preços dos fertilizantes e pesticidas em 30%, explicou.

Somando-se a estes problemas, as vendas estão em queda dramática: a China pré-pandemia comprava habitualmente 270 milhões de orquídeas anualmente da Tailândia e no ano passado, o número caiu para apenas 170 milhões. O prejuízo veio dos centros urbanos chineses que antes, eram responsáveis por 80% da receita de exportação de Somchai.

Os confinamentos devido aos coronavírus em várias grandes cidades são considerados responsáveis pelas quebras das encomendas, mas também houve problemas com o transporte rodoviário das orquídeas. Onde demorava apenas três dias, o mesmo trajecto pode agora pode levar entre oito a 10 dias.

No negócio das flores, tempo é dinheiro, e orquídeas murchas são frequentemente descartadas antes que possam chegar à casa de um cliente.

Enquanto Somchai entrega os seus produtos directamente no exterior, a maioria dos cultivadores de orquídeas na Tailândia usa grandes exportadores baseados em Banguecoque. Os custos do frete aéreo triplicaram ou quadruplicaram nos últimos meses, dependendo do destino, disse Wuthichai Pipatmanomai, vice-presidente da Associação Tailandesa de Exportadores de Orquídeas e co-proprietário da Sun International Flower, uma grande exportadora.

Antes da pandemia, a empresa entregava 3,6 milhões de orquídeas por mês para China, Japão, Vietname e EUA. Agora, apenas 1,2 milhão de flores saem do depósito e ele teve de demitir metade da sua equipa. “Pedimos apoio financeiro às autoridades, mas não recebemos nada”, disse Wuthichai. “O tempo está a esgotar-se”.

Aumentar o preço de venda em 20% fez com que vários importadores – principalmente os da Europa – o abandonassem para se concentrar em mais flores locais. A única esperança é que as vendas para o Japão permaneçam estáveis ​​e as habituais para os EUA aumentem com o início da temporada de casamentos, referiu.

A longo prazo, porém, as mudanças nos padrões climáticos também são preocupantes para os produtores. “Estamos a experimentar cada vez mais os efeitos das alterações climáticas”, disse Wutachai, apontando para uma recente onda de frio surpresa no início de Abril, quando a temperatura caiu acentuadamente de 36°C para 21°C em apenas 24 horas, afectando a produção de orquídeas.

“Estamos preocupados que essas situações ocorram cada vez com mais frequência”, salientou.

Fortunas murchas

As restrições no país, por causa das infecções por coronavírus também atingiram as vendas domésticas – a falta de turistas fez com que restaurantes e hotéis reduzissem os pedidos, e as proibições de reuniões afectaram as cerimónias budistas tailandesas. E apesar da reabertura internacional do reino, a procura local ainda continua morna.

É certo que o maior mercado de flores de Banguecoque continua a parecer frenético, com os retalhistas a correr carregados de grandes cestos contendo flores. Os vendedores, contudo, contam uma história diferente. Than Tha Win, na sua barraca de orquídeas aguarda pacientemente por clientes, e diz que as suas vendas caíram 70%. “Todos ainda têm medo de vir ao mercado por causa do covid-19”, disse o jovem de 21 anos.

A vendedora Waew, de 45 anos, disse que agora tem diariamente, cerca de 600 orquídeas não vendidas e tenta conter as perdas arrancando as pétalas e vendendo-as como um produto separado.

“Parar de trabalhar com orquídeas? Impossível, não sei fazer outra coisa”, reconhece. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


 

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Portugal - Equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência desenvolveu um estudo sobre inteligência artificial e aprendizagem profunda

O trabalho agora publicado na Scientific Reports – Nature foi desenvolvido por uma Equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC)  no âmbito do projeto TAMI do Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), que propõe colocar a inteligência artificial (IA) ao serviço do setor da saúde, mais especificamente no apoio à decisão médica de forma a aumentar a confiança no respetivo diagnóstico.

A pandemia por COVID-19 veio revolucionar os sistemas de saúde de todo o mundo e a sua velocidade de propagação, tornou fundamental o diagnóstico e uma deteção precoce de manifestações mais graves da doença. O Raio-X ao tórax tornou-se uma das formas mais utilizadas de diagnóstico complementar e acompanhamento da progressão da doença.

Um Raio-X deve ser interpretado por radiologistas experientes. No entanto, a pandemia provocou um aumento apreciável do número de exames radiológicos a observar, situação que conjugada com a escassez de radiologistas obrigou à utilização de outros clínicos menos experientes na interpretação destes exames. A análise automatizada de imagens através de técnicas de IA pode, assim, desempenhar um papel fundamental enquanto segunda opinião para apoiar as decisões clínicas de pacientes com COVID-19. De acordo com Aurélio Campilho um dos investigadores principais do projeto, “o objetivo da investigação foi exatamente estudar de que forma é que a Aprendizagem Profunda, pode ser colocado ao serviço do diagnóstico médico”.

“Com este projeto quisemos avaliar de que forma as técnicas de Aprendizagem Profunda poderiam auxiliar a interpretação/leitura de Raio-X e consequente diagnóstico e acompanhamento de doentes COVID-19. Desde o início da pandemia houve um grande esforço por parte da comunidade científica em Aprendizagem Computacional em propor novas abordagens de apoio ao diagnóstico médico e muitos dos estudos inicialmente publicados reivindicaram resultados exageradamente prometedores indicando mesmo uma capacidade de diagnóstico de COVID-19 sobre-humana. O que o nosso estudo veio mostrar foi que a aplicação destes algoritmos num ambiente clínico é bastante mais complexa que o esperado. Em colaboração próxima com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) foi possível identificar os principais desafios na aplicação destas ferramentas de Aprendizagem Profunda e desenvolver novas técnicas que consigam aumentar a robustez destes sistemas.”

A Aprendizagem Profunda é um ramo da Aprendizagem Computacional que pretende dotar o computador da capacidade de aprender e executar tarefas semelhantes às dos seres humanos, tais como a identificação de imagens, o reconhecimento de voz ou a realização de prognósticos.

O estudo agora publicado avaliou o desempenho de um sistema de Aprendizagem Profunda no diagnóstico ao COVID-19 estabelecendo a comparação com a análise de radiologistas. Uma das conclusões apresentadas na investigação é que a distinção entre COVID-19 e outras patologias em Raio-X é uma tarefa realmente difícil e subjetiva, até para radiologistas experientes. No entanto, foi possível demonstrar que o desempenho dos algoritmos de Aprendizagem Profunda na identificação de COVID-19 pode ser melhorado significativamente se estes aprenderem diretamente com os radiologistas, identificando de forma mais clara os sinais radiológicos da COVID-19 e levando a um melhor diagnóstico.

Apesar desta metodologia estar ainda numa fase inicial, o objetivo é estender a investigação a outras patologias identificadas através de Raio-X: “Apesar da COVID-19 ter sido o foco de atenção principal da investigação, nos últimos dois anos, existe uma panóplia de patologias e achados que podem ser identificados em Raio-X. O nosso objetivo é desenvolver um sistema que permita identificá-las de modo automático. Uma ferramenta deste tipo seria extremamente útil para ajudar radiologistas, técnicos e médicos menos experientes na interpretação de Raio-X”, conclui Aurélio Campilho.

Num âmbito mais alargado, o projeto TAMI propõe colocar a IA ao serviço do setor da saúde, desenvolvendo ferramentas de apoio à decisão de forma a auxiliar o processo de decisão médica, com especial enfoque no cancro cervical, doenças pulmonares e doenças oculares. Além da decisão diagnóstica, os algoritmos de IA desenvolvidos permitirão ainda explicar a forma como o sistema alcançou uma determinada decisão, tornando o processo mais transparente e acessível. Estas explicações podem ser visuais (identificando as regiões da imagem relevantes para a decisão ou textuais (através de um conceito ou frase que faça sentido para o ser humano). In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 

terça-feira, 10 de maio de 2022

China - Pandemia deixa estudantes sem contacto com falantes de português

As restrições impostas pela China à entrada de estrangeiros, devido à pandemia de covid-19, tem reduzido o contacto dos estudantes com falantes nativos de português, dificultando a aprendizagem, disseram à Lusa vários professores chineses.

Para a professora Sílvia Yan Qiaorong, “a incerteza nesta época de pandemia” tem sido um dos grandes desafios de ensinar português na Universidade de Comunicação da China, na capital, Pequim.

A China vive a pior onda de surtos de covid-19 desde o início de 2020, com confinamentos em várias cidades, incluindo no maior centro financeiro do país, Xangai. Também em Pequim as aulas presenciais foram suspensas indefinidamente.

“Fazemos muitos esforços no ensino à distância, ‘online’, mas isso não pode substituir a comunicação face a face, especialmente num curso que precisa de muita prática”, lamentou Sílvia Yan.

“Temos uma turma de alunos que entraram há dois anos. Nunca tiveram oportunidade de falar face a face com um falante nativo de português”, sublinhou a professora.

A Universidade de Comunicação da China tem duas professoras brasileiras, mas que não conseguem regressar a Pequim. “Ensinam aulas ‘online’, mas não é a mesma coisa”, admitiu Sílvia Yan.

Tanto a China continental como a região de Macau aplicam uma política rigorosa de ‘zero casos’, tendo mantido desde o início de 2020 fortes restrições à entrada, sobretudo de estrangeiros.

Tem havido um número significativo de portugueses, incluindo professores e advogados, a abandonar a região chinesa devido às restrições, sublinhou António Tam.

“Depois de mais de dois anos de pandemia, já chegou aquela altura em que não conseguem aguentar ficar só em Macau”, disse à Lusa o professor de língua portuguesa na Escola Secundária Pui Ching.

E para os alunos de português, “depois da motivação para aprender uma língua nova, é preciso um ambiente com pessoas com quem possam falar e praticar”, acrescentou António Tam.

As dificuldades das escolas de Macau em recrutar docentes de português já tinham levado o Governo a anunciar, em 14 de abril, um programa-piloto para levantar as restrições fronteiriças a alguns estrangeiros, incluindo professores portugueses.

Cerca de 50 instituições da China continental de ensino superior têm já cursos de língua portuguesa, mas Rodrigo Zhang Xiang acredita que Macau continua a ter “a sua própria vantagem”: a presença de professores portugueses e brasileiros.

A cidade “tem um ambiente em que os alunos têm maior oportunidade para falar e praticar português, maior contacto com professores nativos”, disse o docente da Universidade Politécnica de Macau.

“Isso cria mais oportunidades de sentir a cultura dos países de língua portuguesa e permite aos estudantes começar a ter uma visão mais ampla do que os alunos da China continental”, acrescentou Rodrigo Zhang. In “Hoje Macau” – Macau com “Lusa”

 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Internacional - Pandemia terá matado mais 10 milhões de pessoas do que o número oficial

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 13 a 17 milhões de pessoas morreram devido à Covid-19 ou ao seu impacto nos sistemas de saúde até ao final de 2021, um número que ultrapassa muito o oficial

Este número dá uma ideia mais realista dos efeitos devastadores – inclusive indiretos - da pior pandemia do século, que continua a provocar milhares de mortes todas as semanas, avançou a organização em comunicado.

“Novas estimativas da Organização Mundial da Saúde [OMS] mostram que o número total associado direta ou indiretamente à pandemia de Covid-19 entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021 é de aproximadamente 14,9 milhões de mortes (um intervalo de entre 13,3 e 16,6 milhões)”, concluíram os analistas da organização.

Os números compilados pela OMS a partir da informação disponibilizada pelos países-membros desde o início da pandemia indicavam um total de 5,4 milhões de mortes no período em causa, mas a OMS tem avisado que esse cenário estava altamente abaixo da realidade. Mesmo os valores avançados pela Universidade Johns Hopkins apontam para pouco mais de seis milhões de mortes causadas pelo novo coronavírus até ao momento.

“Estes dados preocupantes ressaltam não apenas o impacto da pandemia, mas também a necessidade de todos os países investirem em sistemas de saúde mais resilientes, que possam sustentar serviços essenciais de saúde durante as crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais fortes”, defendeu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A nova estimativa foi calculada tendo em conta a diferença entre o número real de mortes e o número de mortes estimado na ausência de uma pandemia, com base nas estatísticas existentes. A diferença inclui tanto as mortes causadas diretamente pela doença como aquelas causadas indiretamente pelo impacto da pandemia nos sistemas de saúde e na sociedade em geral.

A OMS lançou um alerta máximo sobre a Covid-19 em 30 de janeiro de 2020, algumas semanas após terem sido detetados os primeiros casos na China, no final de 2019. As causas indiretas de morte ligadas à Covid-19 podem dever-se, nomeadamente, a estruturas de saúde sobrecarregadas e forçadas, a adiar procedimentos cirúrgicos ou sessões de quimioterapia de doentes com cancro.

Segundo a OMS, a maioria das mortes da nova estimativa (84%) aconteceu no sudeste asiático, Europa e Américas, sendo que só os primeiros 10 países da lista que registaram maior mortalidade são responsáveis por 68% do total da diferença do número de mortos.

Os países mais ricos foram responsáveis por 15% da diferença do número de mortes, enquanto os países de rendimento médio alto apresentaram mais 28% de mortos do que os números oficiais e os de rendimento médio baixo mais 53%. Os países mais pobres foram responsáveis por mais 4%. O número global de mortes foi maior entre os homens do que entre as mulheres - 57% homens, 43% mulheres - e maior entre os idosos.

“Medir o excesso de mortalidade é um fator essencial para entender o impacto da pandemia”, explicou a responsável pelo novo estudo da OMS, Samira Asma.

Informações mais confiáveis permitem que os decisores preparem melhor o terreno para limitar o impacto de crises futuras, acrescentou. “Estas novas estimativas são baseadas nos melhores dados disponíveis, produzidos a partir de uma metodologia sólida e uma abordagem completamente transparente”, adiantou ainda.

O assunto é extremamente sensível devido às repercussões políticas destes números, já que mostram a qualidade da gestão da crise pelas autoridades.

A OMS explicou ter contado com um grupo de especialistas reconhecidos nas suas áreas para desenvolver uma metodologia que permitisse extrapolar em casos em que os dados são insuficientes ou incompletos. In “Milénio Stadium” – Canadá com “JN”


quarta-feira, 27 de abril de 2022

Guiné-Bissau - Acolhe em maio pela primeira vez congresso de médicos de países lusófonos

A Guiné-Bissau vai acolher em maio, pela primeira vez, o congresso de médicos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma iniciativa que o ministro da Saúde, Dionísio Cumba, disse ser propícia para discutir o pós-pandemia de covid-19.

Em entrevista à Lusa, o governante guineense afirmou que, apesar das dificuldades, o país está pronto para receber o congresso que vai decorrer entre 04 e 05 de maio, em Bissau, juntando os bastonários das ordens de médicos de países da CPLP.

“Convidámos todos, mas alguns não vão poder participar, mas temos já a confirmação dos bastonários das ordens dos médicos de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe”, notou Dionísio Cumba.

O ministro guineense disse que o país contou com “um grande apoio” do seu cônsul honorário na cidade do Porto, o também médico José Manuel Pavão, que sempre incentivou a que a Guiné-Bissau acolhesse o evento, observou.

O décimo congresso da comunidade médica de língua portuguesa, que terá como lema principal “Saúde lusófona pós-pandemia”, vai ainda debruçar-se sobre a violência no exercício da medicina, capacitação e desenvolvimento do capital humano em saúde bem como realizar a assembleia geral da organização.

O ministro guineense adiantou que os profissionais da medicina dos países lusófonos vão aproveitar o fato de o evento coincidir com o Dia da Língua Portuguesa, 05 de maio, para debater o tema: “Língua como fator de coesão”.

No mesmo dia terá lugar uma sessão de demonstração da cultura e potencialidades do turismo guineense, indicou o ministro.

“Será uma oportunidade também para demonstrar coisas positivas que acontecem na Guiné-Bissau”, disse Dionísio Cumba. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

quarta-feira, 9 de março de 2022

Timor-Leste - Vacinou 71% da população contra a Covid-19 com o apoio da ONU

O porta-voz do secretário-geral anunciou que meio milhão de doses chegaram ao país asiático por meio do mecanismo Covax. A organização continua a apoiar as autoridades para prevenir novas infecções de várias formas, incluindo com campanhas escolares


As equipas das Nações Unidas em Timor-Leste continuam a apoiar o país asiático de língua portuguesa a combater a pandemia de Covid-19.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, afirmou que a equipa do coordenador residente em Timor-Leste, Roy Trivedy, comprou equipamentos essenciais, além de ajudar a manter os centros de isolamento e dar apoio à logística por trás da entrega de vacinas.

Covax entrega vacinas

Segundo o porta-voz, 71% dos timorenses estão completamente vacinados contra a Covid-19 e 85% da população acima de 18 anos recebeu pelo menos uma dose do imunizante.

Dujarric explicou ainda que quase meio milhão de doses entregues a Timor-Leste chegaram ao país por meio do mecanismo Covax. As Nações Unidas também continuam a apoiar as autoridades locais a alcançar pessoas que vivem em áreas remotas e também em ações para prevenir a transmissão do coronavírus.

Além de ajudar Timor-Leste a ampliar a vacinação, as Nações Unidas promovem campanhas nas escolas que focam em diminuir o risco de infecção por Covid-19. ONU News – Nações Unidas



sábado, 22 de janeiro de 2022

África do Sul - Lança primeira fábrica que produzirá vacinas no continente

A África do Sul, que tem liderado a luta pela igualdade de acesso às vacinas anti-covid-19, lançou na passada quarta-feira na Cidade do Cabo a primeira fábrica do continente que produzirá doses do princípio ao fim


Até agora só existiam em África acordos para completar as últimas fases de produção de vacinas.

Financiada pelo milionário das biotecnologias Patrick Soon-Shiong, a fábrica chamar-se-á Nant SA e terá instalações investigação científica de ponta e capacidade para desenvolver e produzir vacinas e tratamentos de alta tecnologia que terão como prioridade o continente africano, noticiam as agências internacionais.

O objetivo será produzir uma vacina de segunda geração “fabricada em África e para África, e exportá-la para o mundo inteiro”, disse o próprio empresário, de origem chinesa e nascido na África do Sul.

As primeiras vacinas serão produzidas ainda este ano e a fábrica deverá conseguir produzir mil milhões de doses por ano até 2025.

A criação de vacinas de segunda geração visa responder à perda de eficácia das primeiras vacinas ao longo do tempo, mas também ao aparecimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

“Atualmente, provámos que estamos prestes a tornar-nos autónomos como continente e devemos ficar orgulhosos do que realizámos”, disse o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa na cerimónia de lançamento da fábrica, cuja construção deverá custar 3000 milhões de rands (172 milhões de euros).

Nestas instalações também serão estudadas vacinas revolucionárias contra o cancro (já em ensaios clínicos na empresa de Soon-Shiong), o vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou a tuberculose.

Oficialmente o país africano mais afetado pela pandemia de covid-19, a África do Sul regista mais de 3,5 milhões de casos e 93400 mortos desde o início da pandemia, numa altura em que o continente registou mais de 10 milhões de casos em janeiro.

As infeções dispararam desde que a variante Ómicron foi descoberta na África do Sul no final de novembro.

A taxa de vacinação dos cerca de 1,2 mil milhões de africanos continua baixa, devido a dificuldades de fornecimento, mas também a algum ceticismo por parte da população.

Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, o continente participa na produção de menos de 1% das vacinas que consome.

No final de 2020, a África do Sul e a Índia propuseram à Organização Mundial de Comércio (OMC) a suspensão dos direitos de propriedade intelectual dos tratamentos e vacinas contra a covid-19.

Vários países e organizações não-governamentais apoiaram a proposta, mas o assunto, que voltou a ser discutido na conferência da OMC em novembro, ainda não foi decidido.

A África do Sul tem já dois locais de montagem e embalagem de vacinas anti-covid-19: o instituto Biovac na cidade do Cabo deverá começar a embalar a vacina Pfizer-BioNTech no início do ano e a Aspen Pharmacare, a maior farmacêutica em África, produz a vacina da Johnson & Johnson na sua fábrica de Gqeberha (sul).

Soon-Shiong, que tem também nacionalidade norte-americana, fez fortuna a desenvolver um medicamento anti-cancro chamado Abraxane e é fundador do conglomerado NantWorks, com sede nos EUA e acionista da equipa de basquetebol norte-americano Los Angeles Lakers. In “Milénio Stadium” - Canadá


 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Macau - RAEM regista saída de portugueses em “número elevado”

Numa altura em que já passaram dois anos desde o início da pandemia e em que as regras impostas pelas autoridades só tendem a agravar – pelo menos para quem tem família do outro lado do mundo -, muitos são os portugueses que estão a fazer as malas ou que já regressaram ao país. Não há dados precisos, mas a presidente da Casa de Portugal dá conta de um número “elevado” de portugueses a sair do território, fenómeno que a deixa “triste e preocupada”. O Jornal Tribuna de Macau conversou com Catarina Guerra Gonçalves, Ana Ferreira e Catarina Cabeçadas, que já saíram do território, e com Micaela Carvalho, que segue hoje para Portugal

Não há números concretos, mas é certo que muitos têm sido os portugueses a abandonar o território ou que vão fazê-lo nos próximos tempos. Com uma “carreira consolidada” em Macau, Catarina Guerra Gonçalves partiu este mês para Portugal, por razões familiares e de saúde – as medidas de prevenção da pandemia adoptadas na RAEM levaram-na a tomar a difícil decisão. Ana Ferreira saiu no Verão do ano passado. O objectivo não era ir definitivamente, mas quando lá chegou e percebeu o que era “estar num mundo real e livre” pôs de parte a ideia de regressar, pelo menos para já. Se tudo correr bem, Micaela Carvalho regressa hoje a Portugal, com o namorado. O facto de não haver um horizonte para a reabertura de fronteiras foi o motivo que a levou a fazer as malas. Já Catarina Cabeçadas e o namorado partiram em Setembro de 2021. No seu caso, a pandemia não foi a principal razão, mas ajudou.

A advogada Catarina Guerra Gonçalves veio para Macau pela primeira vez com os pais, em 1995, tendo frequentado o liceu e a actual Escola Portuguesa entre o 8º e o 12º. Depois seguiu para Portugal, onde estudou Direito, e regressou ao território em 2006. “Sair não foi uma decisão nada fácil […] São muitos anos em Macau – Macau entranha-se. É a cultura, a mistura de gentes, há algo de especial nessa terra”, confessou ao Jornal Tribuna de Macau.

Foram precisamente as medidas contra a pandemia adoptadas pelas autoridades que “precipitaram a decisão” de Catarina Guerra Gonçalves. “Tive de deixar Macau por razões familiares, mas sobretudo de saúde. Há tratamentos não disponíveis em Macau e fazer o tratamento em Portugal e regressar exigiria vários meses de ausência”, explicou a também ex-vogal da Mesa da Assembleia da Associação dos Advogados e ex-membro da Subcomissão de Estágio. Se não fossem as exigências actualmente impostas, a advogada teria ido fazer os tratamentos a Portugal e regressado depois a Macau. “A longa duração e condições da quarentena inviabilizaram isso”. Por outro lado, acrescentou, “estar dois anos ‘presa’ num território tão pequeno, sem poder viajar, afecta muito a parte psicológica de cada um”.

Ana Ferreira chegou ao território em 2019, através de um estágio do Inov Contact, na área da arquitectura. Depois de o concluir, acabou por arranjar trabalho na área, tendo por cá ficado dois anos. A decisão de partir “não foi fácil”, afinal, já tinha amigos que eram família e independência financeira, mas a distância falou mais alto. “Saí porque já estava há dois anos aí presa. No ano passado, pedi residência porque sem isso tinha a certeza de que não poderia voltar a Macau. O meu pedido foi aceite e decidi vir [a Portugal] porque já não via os meus pais há imenso tempo e a minha família, em geral, além de que tinha aqui um projecto que me obrigava a vir cá”, explicou.

A decisão de voltar a Portugal não era definitiva, mas quando chegou ao país acabou por mudar de ideias. “Só depois de estar cá e perceber a diferença do que é estar num mundo real e livre é que não me imagino a voltar tão cedo para Macau, pelo menos com as condições que há”, acrescentou Ana Ferreira.

A trabalhar na área do turismo, Micaela Carvalho diz já não ser possível continuar em Macau. “Trabalho na área do turismo e como não há perspectivas de abrirem as fronteiras, eu e o meu namorado decidimos que era melhor sair de Macau”, começou por contar Micaela Carvalho. A acrescentar a isso, há já dois anos que não vai a casa. “Estas restrições não se conjugam com o nosso trabalho, porque não conseguimos tirar dias de férias para ir a Portugal e depois fazer 21 dias de quarentena e mais sete em casa. Felizmente, conseguimos ir à China duas vezes e já deu para espairecer um bocadinho”, prosseguiu.

Há já seis anos em Macau, Micaela Carvalho disse que não foi uma decisão fácil de tomar, mas a verdade é que tanto para ela como para o namorado “já não dava mais”. Ainda assim, a saída do território tem enfrentado obstáculos – o casal já viu dois voos serem cancelados. “Tem sido difícil porque temos um gato e temos mesmo de ir por Hong Kong, por Macau não conseguimos. Em Hong Kong como tem havido alguns casos, algumas companhias estão a cancelar voos. Primeiro tínhamos um voo da Swiss Air, depois da Lufthansa, ambos foram cancelados. A data para saída que temos agora é 21 de Janeiro, pela Qatar Airways”, adiantou.

Catarina Cabeçadas também saiu da RAEM ao fim de quase seis anos – no seu caso, a pandemia não foi a principal razão por que saiu, mas ajudou. “Eu e o meu namorado já tínhamos o plano de voltar para a Europa antes da pandemia […] devido às condições de trabalho: férias, licenças, horários e oportunidades”, apontou. Trabalhando na indústria farmacêutica, sentia que “não tinha muitas hipóteses”, e por outro lado queria estar mais próxima da família.

“Claro que isto antes da pandemia tinha um peso e durante a pandemia ganhou um peso ainda maior. Acabámos por adiar durante uns meses esse plano, mas no final de 2020 voltámos a tentar, a mandar currículos, e a meio de 2021 consegui um trabalho. Neste momento estou na Suíça”, contou.

Catarina Cabeçadas chegou a Macau em Fevereiro de 2016 para integrar a equipa da Hovione. “Como é óbvio não foi uma decisão fácil. Tanto eu como ele gostamos muito de Macau e foram quase seis anos a viver aí – e para ele foram mais -, e eu gostava muito da vida que tinha em Macau, mas a nível profissional sentia que estava a ficar um bocadinho para trás. E claro que a pandemia deu uma forçazinha”, apontou.

Catarina Guerra Gonçalves, Ana Ferreira, Micaela Carvalho e Catarina Cabeçadas são apenas quatro exemplos dos muitos portugueses que estão a abandonar a RAEM ou já o fizeram. Este jornal contactou o Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong para perceber de que dados dispõe em relação a esta matéria. Segundo revelou, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro, emitiu um total de 50 certificados de bagagem e dois certificados de cancelamento de residência.

No entanto, ressalvou que “o número de certificados de bagagem emitidos não é significado do número total de pessoas a regressar, dado que um certificado pode servir para o regresso de uma pessoa, assim como pode servir para uma família de várias pessoas”. Por outro lado, recebeu um total de 21 pedidos de certificado ao “Programa Regressar”.

Já os dados fornecidos pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) revelam que, desde Janeiro e até 28 de Dezembro de 2021, a corporação recebeu seis pedidos de cancelamento de autorização de residência efectuados por portugueses. Em 2019 tinham sido três os pedidos e em 2020 contaram-se apenas dois.

Pressão psicológica “muito grande”

A presidente da Casa de Portugal, Amélia António, mostrou-se preocupada com o facto de muitos portugueses estarem a sair de Macau. “Sei que há um número, de facto elevado, de pessoas a sair, umas que já saíram, outras que eventualmente sairão no fim do ano lectivo. Penso que sobretudo há uma pressão psicológica muito grande, há muita gente que está stressada, enervada, deprimida”, apontou em declarações à Tribuna de Macau.

As razões são variadas e diferem de pessoa para pessoa. Amélia António enumerou-as: muitos têm família fora que estão habituados a acompanhar de forma mais próxima, algo que não conseguem fazer neste momento; outros têm família em Portugal com pessoas de muita idade e têm receio do que possa acontecer; há quem já tenha tido pessoas doentes e queira estar com elas enquanto lhes podem ser úteis e dar alguma assistência; outros têm filhos que estão a chegar ao fim do ensino secundário e vão optar pela entrada numa universidade no exterior, pelo que não querem ficar afastados deles; outros sentem-se “muito deprimidos” pelo facto de não verem horizonte de quando podem ter liberdade de movimento.

“Acho que fundamentalmente as razões estão ligadas à pandemia”, disse Amélia António, acrescentando que, por exemplo, no sector da comunicação social também houve algumas pessoas a sair, mas que “não constituem a maioria dos portugueses que têm saído”.

“É evidente que as regras que a pandemia ditou têm estado a dar cabo do estado de espírito e da saúde mental de muitas pessoas. As pessoas sentem uma grande limitação. Esta limitação é sentida de forma muito intensa porque se aguentaram bem, mas, entretanto, passaram dois anos e houve até agravamento de algumas medidas. Portanto, isto começa a ter, de facto, um efeito muito grande sobre as decisões e cabeça das pessoas”, sublinhou.

Amélia António disse olhar para este cenário “com muita preocupação em muitos aspectos”. Sublinhando que há pessoas que estão a sair que são qualificadas, defendeu que o fenómeno constitui uma “diminuição” para a RAEM. “Macau perde uma pessoa que lhe dava um contributo importante, a comunidade perde também alguém que tinha peso como membro da comunidade portuguesa, e, portanto, são perdas de todas as formas. Cada vez que vejo sair alguém nestas circunstâncias, fico preocupada e triste até porque, com a situação actual, à medida que essas pessoas saem, não podem ser substituídas. É sempre Macau que fica mais pobre”, prosseguiu.

Questionada sobre se acredita que após a pandemia estes quadros qualificados poderão vir a ser substituídos, Amélia António mostrou-se optimista, apontando que haverá sectores que “eventualmente renascerão” se as coisas voltarem à normalidade. “Acredito que há condições para se continuar a ter uma presença muito positiva e fortalecer a comunidade assim que as condições o permitam”, considerou.

Já sobre a eventual perda da presença da cultura portuguesa no território, a também advogada disse que é “um risco grande”, mas defendeu que tudo está nas mãos dos portugueses que ficam.

Envio de carga com “aumento significativo”

O aumento dos pedidos de envio de carga por via marítima por parte de portugueses para o país de origem é também sinal de que a comunidade está a encolher. Paulo Moreira trabalha na “World Freight Logistics” há quatro anos – mas não é “novo” no território. Já tinha estado em Macau nos anos 90 a trabalhar no mesmo ramo e na mesma empresa.

“Posso dizer que desde que cá estou há quatro anos, 2020 e 2021 foram os anos com mais movimento a nível de envio de bens pessoais”, apontou. Paulo Moreira sublinhou que o “aumento significativo” aconteceu não só para Portugal, como também para outros destinos.

“Claro está que todos estes movimentos não têm nada que ver com os movimentos da década de 90, com a passagem de soberania. Não há sequer termos comparativos. Mas obviamente no ano passado houve um aumento significativo”, sublinhou.

Segundo os dados disponibilizados a este jornal, em 2021 houve 31 envios de bens por transporte marítimo na “World Freight Logistics”, num total de 600 metros cúbicos. No ano anterior, cidadãos portugueses fizeram 21 envios, envolvendo um total de 394 metros cúbicos.

Neste caso, um envio “oficial” de um contentor não quer dizer obrigatoriamente que envolva um agregado familiar. “É comum um jogo de documentos conter na realidade os bens de mais do que um agregado familiar. Tal acontece, quando possível, por uma questão de optimização dos custos de transporte. Assim, por exemplo, os 31 documentos de embarque para Portugal representarão talvez mais de 50 agregados familiares a enviar bens para esse destino”, explicou Paulo Moreira à Tribuna de Macau.

Quanto ao período do Natal, em 2020 houve apenas um envio (28 metros cúbicos), enquanto em 2021 foram nove (num total de 200 metros cúbicos).

Se olharmos para 2019, foram feitos 30 envios (690 metros cúbicos) – um número não muito diferente do de 2021. “Uma das possíveis explicações que encontro para isso é que, de 2019 para 2021, os valores de transporte tiveram aumentos superiores a 125%. Acredito que houve muita gente que simplesmente desistiu de enviar bens ou tentou outras hipóteses – por exemplo, reduzir os bens ao máximo e enviar por encomenda postal”, apontou Paulo Moreira.

Neste momento, os valores tendem a não aumentar, mas ainda estão muito acima dos níveis pré-pandémicos. Paulo Moreira apontou que o que se espera do mercado é que a partir de agora – se não houver mais nenhuma crise – comecem a “descer consideravelmente”, na ordem dos 30%, 40% ou 50%.

Paulo Moreira deu ainda conta de que os tempos mudaram e actualmente as pessoas enviam muito menos mobília, além de que os mais jovens são mais “desapegados” e por isso a quantidade de bens que seguem daqui é inferior. “Antigamente, qualquer agregado familiar que se fosse embora de Macau e tivesse cá estado quatro ou cinco anos tinha de levar quase o recheio completo de uma casa, hoje não é necessário porque a maioria das casas estão mobiladas. O volume é sem dúvida muito menor”, explicou.

Neste sentido, houve inclusive quem tenha abandonado Macau sem efectuar qualquer envio de bens por via marítima. É o caso de Ana Ferreira, que se desfez da maior parte das coisas que tinha ou deixou-as com amigos.

Apesar de a “World Freight Logistics” ser o transitário em Macau com mais anos a servir especificamente a comunidade portuguesa, Paulo Moreira ressalva que há outras companhias no ramo e que não tem noção de que percentagem do mercado português serve.

Os tempos normais de trânsito rondam os 50 dias – no Verão, alongaram-se para entre 110 a 120 dias. Porém, nesta altura já estão “mais normalizados”. Do outro lado do mundo, no entanto, Catarina Cabeçadas continua ainda à espera dos bens que deveriam ter saído de Hong Kong em Novembro do ano passado. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”