Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian – Festival Jardim de Verão Gulbenkian


A Fundação Gulbenkian volta a celebrar as culturas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal: durante três fins de semana, e com curadoria partilhada entre Dino D’Santiago (música) e Alexandra Matos e Luís Almeida (filmes/conversas), poderá assistir a concertos no Grande Auditório e no Anfiteatro ao Ar Livre, a DJ sets sob o Engawa, participar em atividades para famílias, assistir à apresentação dos sete episódios da antologia “Novas Narrativas de Caça” e a várias conversas. Consulte a programação completa.

Saiba mais aqui.


 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian - O Portugal de Todd Webb

10 abr – 27 jul, Galeria do Piso Inferior – Edifício Sede


Pouco conhecido em Portugal, Todd Webb (1905-2000) foi um dos mais relevantes fotógrafos americanos da 2.ª metade do século XX, tendo-se afirmado como um atento observador da vida quotidiana, dos espaços urbanos e das comunidades.

          A sua obra vai ser apresentada pela primeira vez em Portugal, numa exposição com curadoria de Jorge Calado. Ao todo, serão expostas 61 fotografias inéditas resultantes das três viagens que o artista realizou em Portugal e que foram recentemente doadas à Biblioteca de Arte pelo Todd Webb Archive.

Saiba mais aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


sexta-feira, 20 de março de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian - Bolsas Formação em Artes no Estrangeiro

Estas bolsas destinam-se a apoiar a formação académica e técnica em artes no estrangeiro, na vertente de artes visuais, dança, teatro, cinema e música


Condições de Elegibilidade

Podem candidatar-se cidadãos portugueses ou estrangeiros, residentes em Portugal.

No âmbito da formação académica, são concedidas bolsas para a frequência de pós-graduações e mestrados. Podem candidatar-se pessoas com idade igual ou inferior a 35 anos à data de 31 de dezembro de 2026, sendo considerados prioritários os candidatos em início de carreira que iniciem o ciclo de estudos a partir de 1 de setembro de 2026.

No âmbito da formação técnica e do aperfeiçoamento artístico, são concedidas bolsas para projetos formativos que promovam a especialização, a formação contínua e a valorização das carreiras profissionais. Nesta vertente, não existe limite de idade, sendo dada prioridade aos candidatos que iniciem a formação a partir de 1 de setembro de 2026.

No caso da música, são aceites apenas candidaturas nas especialidades correspondentes a instrumentos de orquestra, canto e direção de orquestra.

Excluem-se candidaturas destinadas à obtenção dos graus de licenciatura e de doutoramento.

Não são aceites candidaturas nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Design, História da Arte, Património e Arqueologia.

Condições da Bolsa

A bolsa inclui:

  • Uma mensalidade no valor de 1500 € ou 50 €/dia;
  • Um valor único de 1000 € para despesas de instalação, aplicável a formações com duração superior a três meses;
  • Um apoio até 500 € para despesas de viagem diretamente relacionadas com a formação;
  • Um apoio até 5000 € para pagamento de propinas, mediante apresentação dos respetivos comprovativos de pagamento;
  • Um seguro de acidentes pessoais em viagem.

No caso da formação académica, as bolsas são concedidas por um período mínimo de três meses e até um máximo de 12 meses. Mediante decisão discricionária da Fundação Calouste Gulbenkian, a bolsa poderá ser renovada para formações cujo plano de estudos tenha duração superior a 12 meses, não podendo a duração total da bolsa, incluindo renovações, exceder 24 meses.

No caso da formação técnica e do aperfeiçoamento artístico, as bolsas são concedidas por um período mínimo de uma semana e até um máximo de 12 meses. Também neste caso, poderá haver lugar a renovação, mediante decisão discricionária da Fundação Calouste Gulbenkian, para formações com duração superior a 12 meses, não podendo a duração total da bolsa exceder 24 meses.

Como concorrer

A candidatura é feita através da submissão de um formulário online, em português.

Consulte o Regulamento e verifique todos os critérios de elegibilidade, antes de submeter o formulário de candidatura.

Para aceder ao formulário de candidatura é necessário primeiro registar-se no website.

Preencha todos os campos obrigatórios para submeter a candidatura, incluindo o carregamento da documentação exigida no Regulamento.

Evite submeter a sua candidatura nos últimos dias do prazo para prevenir possíveis dificuldades.

Contactos

E-mail: bolsasgulbenkian@gulbenkian.pt. Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal


quinta-feira, 12 de março de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian - Apoio à realização de cursos de curta duração em artes cénicas nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa

Este apoio destina-se à realização de cursos de curta duração (masterclasses) em artes cénicas, através da atribuição de subsídios a instituições de produção artística sediadas em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe.


O concurso responde à falta de oportunidades de formação para artistas emergentes dos PALOP e pretende reforçar o seu contacto com práticas e tendências contemporâneas das artes cénicas.

São elegíveis cursos nas áreas de encenação e direção artística, cenografia e espaço cénico, iluminação, sonoplastia, figurinos e caracterização, dramaturgia, entre outras, assegurados por formadores de reconhecido mérito, nacionais ou internacionais.

Condições de Elegibilidade

Podem candidatar-se instituições de produção artística privadas, sem fins lucrativos, com sede em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe, com atividade comprovada na cena artística do país.

Cada instituição pode apresentar apenas uma candidatura no âmbito do presente concurso.

Os cursos devem:

- ter uma duração mínima de duas semanas;

- realizar-se até 30 de novembro de 2026;

- ser orientados por formadores de reconhecido mérito na área das artes cénicas.

Condições do apoio

As instituições são apoiadas até ao valor máximo de 7000 €, destinado exclusivamente a despesas elegíveis, nos termos definidos no Regulamento.

Como concorrer

- Só serão aceites candidaturas online;

- Faça o seu registo;

- Antes de submeter o formulário de candidatura, verifique todos os critérios de elegibilidade. Aconselhamos a leitura do Regulamento;

- A candidatura só será submissível depois de preenchidos todos os campos obrigatórios do formulário e feito o upload da documentação exigida no Regulamento;

- No final, clicar no botão “submeter candidatura”. De forma a prevenir dificuldades na submissão das candidaturas, evite submeter a sua candidatura nos últimos dias do prazo. Fundação Calouste Gulbenkian Portugal

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

França - Dino D’Santiago fala em Paris de “uma nova Lisboa feita de cruzamentos de povos”

Paris – O artista luso-cabo-verdiano Dino D’Santiago abriu, em Paris, um festival que celebra os 50 anos de independência dos países africanos de língua portuguesa saudando “uma nova Lisboa” que se renova no tempo, “feita de cruzamentos de povos”.


“Lisboa nu bai Paris” - “Lisboa vai a Paris” em crioulo cabo-verdiano -, o festival concebido por Dino D’Santiago em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian para celebrar os 50 anos das independências, realizou-se este fim de semana em Paris.

Em declarações à Lusa à margem do concerto de sábado à noite, Dino D’Santiago considerou ser importante falar da capital portuguesa porque, 50 anos depois das independências, “nasceu uma nova Lisboa”, que “é uma filosofia que se renova com o tempo”, e “mais um fragmento dessa história feita de cruzamentos de povos”.

“É um manifesto de convivência, um sonho de um lugar onde todos os corpos se sintam em casa”, disse.

“Lisboa nu bai Paris” define-se como um espaço de encontro entre artistas, músicos e pensadores de diferentes origens. Na abertura, o festival propôs uma conversa aberta ao público, gratuita, entre o artista Dino D’Santiago e a filósofa Luísa Semedo, sobre o legado da independência dos países de África de língua portuguesa.

Para Luísa Semedo, o colonialismo continua a ser uma realidade nestes países, apesar de já terem passado cinquenta anos desde a independência, sendo o maior desafio “chegar a uma verdadeira independência”.

“Não basta dizer agora somos independentes, é preciso viver essa independência, apesar das dificuldades económicas”, afirmou.

A filósofa apelou ainda às novas gerações de activistas para que “não traiam os valores dos revolucionários de antigamente”, citando Amílcar Cabral, figura emblemática da independência, e sublinhando que a luta revolucionária pela independência não tem fim porque “os próprios revolucionários, como Amílcar Cabral, sabiam que esta luta era um processo e, portanto, é uma luta que não tem fim”.

Para Dino D’Santiago, “os jovens estão muito à frente, misturam culturas, usam t-shirts de Angola ou Cabo Verde com orgulho”. Para além de Lisboa, é “Portugal que está a transformar-se, com miúdos a falar crioulo no metro, sejam brancos ou negros”.

O festival representa um movimento contemporâneo de afirmação da africanidade dos afro-portugueses, segundo o artista, que considera que é mais fácil para estas populações viverem em Portugal hoje do que há 20 anos.

“Se fosse adolescente actualmente, “seria mais fácil”, diz, apontando que vê pelas sobrinhas “uma aceitação natural, um orgulho em usar o cabelo afro, em falar crioulo, em vestir padrões africanos”.

Esta evolução, considera, acabou por ter também um impacto nas gerações que conheceram a luta pela independência: “Mesmo os nossos pais estão a mudar: falam crioulo, ensinam aos netos”.

Em 50 anos, estas mudanças são também visíveis nos gostos musicais dos portugueses, que colocam nos topos dos rankings artistas de África de língua portuguesa. No entanto, a extrema-direita avança em Portugal, mas isso não assusta Dino D’Santiago, que afirma que “a extrema-direita parece maior por causa das redes sociais, mas o povo é mais forte e quer ser feliz”.

“A música africana sempre trouxe felicidade”, afirmou.

O festival “Lisboa nu bai Paris” foi aberto pela artista cabo-verdiana Kady, neta da voz da rádio Libertação, Amélia Araújo, sentiu-se diretamente tocada pela independência tocou-a diretamente porque a sua “avó foi combatente da luta de libertação: “Sinto que estar aqui é como se eu estivesse a dar continuidade a esse legado, a honrá-la, e a todos os combatentes”, disse à Lusa.

A programação do festival conta também com artistas dessa nova geração lusófona como Fattú Djakité, Nídia, DJ Marfox, EU.CLIDES, Umafricana e Soluna, entre outros. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


terça-feira, 7 de outubro de 2025

Portugal - “Cicatrizes” marca a estreia literária de Dino D’Santiago

Lisboa – O livro Cicatrizes, que marca a estreia literária do artista e activista luso-cabo-verdiano Dino D’ Santiago, foi apresentado, na segunda-feira, 06, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (Portugal).


O livro tem a chancela da Arena, que explica que o mesmo reúne cerca de 50 textos escritos “ao longo de noites de insónia marcadas pela paternidade e por um processo de autoconhecimento”.

Segundo a mesma fonte, são páginas que nasceram sem plano, mas que se foram organizando como um mapa íntimo: memórias de infância, episódios familiares, marcas visíveis e invisíveis, reflexões sobre identidade, ancestralidade e vulnerabilidade.

“Ao ser desafiado a publicar o que escreveu, o autor acreditou que a partilha da sua experiência (...) revela aquilo que ele em nenhum momento deixa de ser: o homem comum que, apesar da carreira artística, não abre mão dos papéis de pai, filho, irmão e marido”, lê-se na sinopse. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Fundação Calouste Gulbenkian - Audições EGO – Estágio Gulbenkian para Orquestra 2025

Candidaturas até 28 de setembro


A Fundação Calouste Gulbenkian organiza mais uma edição do Estágio Gulbenkian para Orquestra, que decorrerá entre 25 e 31 de outubro de 2025, na sua sede em Lisboa. Este estágio terminará com dois concertos side-by-side com a Orquestra Gulbenkian, sob a direção do prestigiado maestro Aziz Shokhakimov.

Criado em 2013 sob a direção artística de Joana Carneiro, o Estágio Gulbenkian para Orquestra tem como objetivo promover a experiência orquestral e o desenvolvimento do nível artístico entre jovens instrumentistas portugueses ou residentes em Portugal. Os cerca de 35 instrumentistas, com idades compreendidas entre os 16 e os 26 anos, serão escolhidos através de rigorosas provas de seleção.

O Estágio integra tutores especializados com alargada experiência orquestral, que orientam os participantes na preparação das obras a executar em concerto.

Instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, tímpanos/percussão e harpa.

Candidaturas

Até 28 de setembro de 2025. Antes do preenchimento do Formulário de Inscrição, é essencial uma leitura atenta do Regulamento.

Regulamento

Formulário de Inscrição

Seleção de participantes

A seleção dos participantes é da exclusiva responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian e será realizada através do envio das referidas provas exclusivamente por vídeo, o que poderá ser feito a partir do momento da inscrição e até ao fim do prazo de candidatura – 23:59 do dia 28 de setembro de 2025. O link do vídeo deverá ser partilhado através do e-mail ego@gulbenkian.pt. Os resultados das provas serão divulgados no dia 3 de outubro de 2025.

Consultar Repertório

Repertório do Estágio

Dmitri Chostakovitch

Sinfonia n.º 7, em Dó maior, op. 60, Leninegrado

Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


quinta-feira, 31 de julho de 2025

São Tomé e Príncipe - Professores de matemática concluem formação intensiva para melhorar ensino

O reforço da qualidade do ensino da matemática constitui uma das prioridades estratégicas do Ministério da Educação. Neste âmbito, está em fase de conclusão um curso de capacitação destinado aos professores de matemática do ensino secundário.


Ao todo, 64 professores participam nesta formação intensiva, que combina sessões presenciais e online. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Educação com apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, procura reforçar as competências pedagógicas dos docentes e melhorar o ensino da matemática em São Tomé e Príncipe.

“Estamos empenhados em reforçar as competências dos professores e em introduzir metodologias inovadoras, com o objetivo de alcançar melhores resultados no ensino da matemática nos próximos anos”, afirmou Maider de Sousa, técnico do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior.

Isabel Orbigo, da Associação Portuguesa de Matemática, é uma das formadoras. Destaca o empenho dos participantes e mostra-se confiante numa melhoria significativa do desempenho dos professores.

“Os professores demonstram grande abertura para melhorar. Sentem a necessidade de partilhar experiências, explorar novos manuais e documentos, e conhecer diferentes perspetivas. Essa atitude é muito encorajadora”, destacou Isabel Orbigo, formadora.

Iniciada em dezembro, a formação aproxima-se da sua fase final com a realização do Bootcamp de Matemática São Tomé e Príncipe 2025, que consolida os conhecimentos adquiridos ao longo dos sete meses.

“Senti-me desafiado a voltar a estudar para me manter atualizado. O intercâmbio de ideias com os colegas e o contacto com novas técnicas vão permitir-me aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem”, sublinhou Hernâni Teixeira, professor de Matemática.

O curso é coordenado pela Direção-Geral do Planeamento e Inovação Educativa e decorre no Instituto Superior de Educação, em São Tomé. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


quinta-feira, 10 de julho de 2025

Fundação Calouste Gulbenkian - Antarctic and Southern Ocean Coalition recebe Prémio Gulbenkian para a Humanidade

A Antarctic and Southern Ocean Coalition (ASOC) é a vencedora do Prémio Gulbenkian para a Humanidade 2025 pelo seu trabalho na proteção de um dos mais cruciais e frágeis ecossistemas do mundo e na preservação de um dos territórios mais remotos do planeta


O júri independente, presidido por Angela Merkel, selecionou o vencedor de entre 212 nomeações de 115 países, pela sua liderança na proteção de regiões vitais para a estabilidade climática global, a colaboração internacional e a advocacy sustentada na ciência.

Desde a sua fundação, em 1978, a ASOC reuniu organizações ambientais de prestígio de mais de 10 países, formando uma coligação resiliente e articulada de membros, parceiros, ativistas e apoiantes. Visto que a Antártida se encontra fora da jurisdição de uma só nação, a cooperação multilateral tem sido essencial para a sua proteção. Ao longo dos últimos 50 anos, a ASOC tem demonstrado, de forma consistente, como uma voz única, assente num objetivo partilhado e num compromisso a longo prazo, pode influenciar a governação e a preservação de um dos ambientes mais intocados do planeta.

Apesar da sua localização remota, a Antártida é um pilar da estabilidade global. O Tratado da Antártida, assinado em 1959, atribuiu-lhe a designação de continente de paz e cooperação, tornando-a reserva para fins pacíficos e de investigação científica. Com cerca de 90% do gelo terrestre e cerca de 70% da água doce do planeta, a Antártida é fundamental para este esforço. O Oceano Antártico representa, por si só, cerca de 10% do oceano global e alberga quase 10.000 espécies únicas. As suas poderosas correntes regulam as temperaturas do planeta, impulsionam os ciclos de nutrientes e sustentam a biodiversidade marinha que constitui a base da cadeia alimentar global. Contudo, a região encontra-se atualmente num momento crítico, enfrentando impactos climáticos acelerados, nomeadamente anomalias extremas na temperatura, ondas de calor marinhas e diminuição do gelo marinho, com partes da Antártida a aquecerem mais do dobro da média global.

O Prémio é atribuído numa altura em que as Nações Unidas declararam 2025 como o Ano Internacional da Preservação dos Glaciares, lançando a Década de Ação para as Ciências da Criosfera (2025-2034). A comunidade internacional está finalmente a reconhecer o papel essencial da criosfera — os mantos de gelo, os glaciares e as calotes polares da Terra — na regulação do clima. A liderança da ASOC ajuda a transformar o conhecimento científico em ação global, salvaguardando os sistemas dos quais a vida na Terra depende.

Claire Christian, Diretora Executiva da ASOC: “É uma honra para a ASOC receber o Prémio Gulbenkian para a Humanidade, que vem afirmar e reconhecer o poder da ação coletiva e a importância vital de proteger o Antártico e o Oceano Austral. Estas regiões podem parecer distantes, mas são fundamentais para a saúde e o futuro do planeta. Aceitamos este prémio em nome da nossa coligação e de todos os que continuam a proteger um dos últimos ecossistemas ainda intocados da Terra.”

Angela Merkel, Presidente do Júri: “A região da Antártida é um ecossistema único e frágil, particularmente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas. Ao situar-se fora da jurisdição de um só país, a região precisa de um nível extraordinário de cooperação internacional para proteger e preservar este recurso precioso. O Júri quis reconhecer as conquistas da Antarctic and Southern Ocean Coalition e a forma como tem demonstrado que a colaboração global é possível. A Antarctic and Southern Ocean Coalition transmite esperança às gerações vindouras e é uma justa vencedora deste prémio.”

António Feijó, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian: “Aliando ciência, persuasão e cooperação internacional é possível fazer face a um dos maiores desafios globais: as alterações climáticas. O trabalho da Antarctic and Southern Ocean Coalition mostra-nos que é essencial proteger os lugares mais remotos da Terra, a fim de salvaguardar o nosso futuro comum. A Fundação reconhece o trabalho feito e o compromisso inabalável da ASOC com o planeta”.

O Prémio é uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian e visa distinguir indivíduos e organizações que lideram os esforços da sociedade para enfrentar os maiores desafios da Humanidade: as alterações climáticas e a perda da biodiversidade. No valor de um milhão de euros, o Prémio distingue contribuições excecionais para a ação climática e soluções climáticas que inspiram esperança e novas possibilidades.

Este é o sexto ano em que o prémio é atribuído. Em 2020, no seu primeiro ano, foi atribuído a Greta Thunberg; em 2021, foi atribuído ao Pacto Global de Autarcas para o Clima e a Energia; em 2022, a Plataforma Intergovernamental Científica e Política sobre a Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas (IPBES) e o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) foram os vencedores conjuntos; e em 2023, Bandi “Apai Janggut”, líder comunitário tradicional da Indonésia, Cécile Bibiane Ndjebet, ativista e agrónoma dos Camarões, e Lélia Wanick Salgado, ambientalista, designer e cenógrafa do Brasil, foram igualmente distinguidos em conjunto.

Em 2024, o Prémio foi atribuído em conjunto a Andhra Pradesh Community Managed Natural Farming (Índia), um programa estatal que apoia a transição de pequenos agricultores, predominantemente mulheres, para a agricultura natural; a Rattan Lal (EUA/Índia), um cientista pioneiro na abordagem da agricultura centrada no solo; e a SEKEM (Egito) com a sua Associação Biodinâmica Egípcia, uma rede que permite aos agricultores a transição para práticas regenerativas.

Sobre a Antarctic and Southern Ocean Coalition

Desde 1978, a ASOC tem sido a principal voz da conservação da Antártida, trabalhando exclusivamente para a sua proteção e a do Oceano circundante. Sendo a única ONG ambiental convidada a participar como observadora nas reuniões do Tratado da Antártida, a ASOC trabalha ao mais alto nível na governação polar. A sua presença garante que as preocupações ambientais não só são ouvidas, mas também integradas nas políticas e ações relativas à região.

A ASOC representa a comunidade de conservação da Antártida nos corredores do poder onde são tomadas decisões de importância global sobre o seu futuro. Trabalhando em conjunto com os 21 membros da Coligação, parceiros, ativistas e apoiantes, a ASOC informa e incentiva os líderes mundiais a proteger a Antártida em prol de toda a humanidade

Sobre o Prémio Gulbenkian para a Humanidade

No valor de 1 milhão de Euros, o Prémio Gulbenkian para a Humanidade distingue indivíduos, organizações e grupos que lideram os esforços da sociedade para enfrentar o maior desafio enfrentado pela humanidade: as alterações climáticas. O Prémio distingue contribuições excecionais para a ação climática e soluções climáticas que inspiram esperança e novas possibilidades. O Prémio é uma demonstração clara do compromisso estratégico da Fundação Calouste Gulbenkian para com a sustentabilidade e a equidade.

Criado em 2019 e entregue pela primeira vez em 2020, o Prémio Gulbenkian para a Humanidade não só reflete o legado de Calouste Gulbenkian, como também está a criar um legado próprio, possibilitando que as pessoas façam enormes avanços no combate às alterações climáticas. Ajudar a humanidade a ultrapassar o maior desafio que enfrentamos constituirá o derradeiro legado do Prémio. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


sábado, 21 de junho de 2025

São Tomé e Príncipe - Educação pré-escolar em Lembá com sinais de transformação real

Chegou ao fim o Projeto de Valorização da Educação Pré-Escolar no distrito de Lembá, uma iniciativa que, ao longo dos últimos anos, procurou inverter os índices preocupantes de acesso e qualidade na educação da primeira infância. Com intervenções técnicas, pedagógicas e comunitárias, o projeto deixa para trás não apenas um conjunto de resultados concretos, mas também um modelo replicável de transformação educativa em contextos vulneráveis.


Implementado pela organização não-governamental Helpo, com cofinanciamento da Fundação Calouste Gulbenkian e apoio técnico-científico do Instituto Politécnico de Leiria (Portugal), o projeto teve como principal missão criar condições para que as crianças de Lembá, entre os 3 e os 5 anos de idade, pudessem aceder a uma educação pré-escolar de qualidade, baseada em práticas pedagógicas modernas, inclusivas e culturalmente contextualizadas.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da UNICEF (2020), apenas 34,9% das crianças entre 36 e 59 meses frequentavam jardins de infância no distrito. Em paralelo, cerca de 60% dos profissionais do setor não possuíam formação adequada e estavam submetidos a condições laborais precárias, comprometendo o desenvolvimento cognitivo e social das crianças.

Este cenário motivou uma intervenção multidimensional, que abrangeu 13 jardins de infância, onde foram promovidas ações de formação contínua para educadores e auxiliares pedagógicos, introduzindo metodologias centradas na criança e inspiradas nos princípios da pedagogia ativa.

Um dos eixos estruturantes da intervenção foi a valorização de materiais pedagógicos produzidos com recursos naturais e tradicionais locais, como conchas marinhas, sementes de cacau, folhas, fibras e madeira. Estes materiais foram sistematizados de acordo com objetivos pedagógicos definidos, e organizados num catálogo de recursos didáticos que será disponibilizado a nível nacional.

A iniciativa não se limitou às salas de aula. Mais de 600 encarregados de educação foram envolvidos em sessões comunitárias de sensibilização, focadas na importância da educação infantil, higiene, alimentação e desenvolvimento emocional. As famílias passaram a reconhecer o valor da educação pré-escolar como uma etapa essencial para o futuro dos seus filhos.

Durante a cerimónia oficial de encerramento, realizada esta semana no distrito de Lembá, a coordenadora do projeto sublinhou que o término da intervenção representa “um ponto de transição e não de conclusão”. Os conteúdos pedagógicos continuarão acessíveis, a rede de educadores formada manterá atividades colaborativas, e o modelo de capacitação será defendido como exemplo de política pública para outras regiões.

Além disso, foi lançado um livro dedicado aos brinquedos e jogos tradicionais da primeira infância em São Tomé e Príncipe, com o propósito de integrar a sabedoria ancestral nas práticas educativas contemporâneas. O material será distribuído como ferramenta didática em centros de formação e escolas.

“Este projeto mostrou que é possível transformar a realidade da educação infantil com soluções locais, baixo custo e forte envolvimento comunitário. O que está em causa agora é garantir a sustentabilidade do que foi alcançado”, destacou Miguel Jarimba, coordenador nacional da Helpo.

O encerramento do projeto foi também um momento de balanço e articulação de futuras parcerias. Participaram representantes do Ministério da Educação, do Instituto Politécnico de Leiria, professores, técnicos municipais e membros da sociedade civil.

A experiência de Lembá torna-se agora uma referência nacional em práticas educativas inovadoras na infância, reforçando o apelo à institucionalização dos resultados. Há uma exigência clara: que o Estado tome a dianteira e assuma a responsabilidade pela continuidade das formações, pelo enquadramento digno dos educadores e pela expansão do acesso a jardins de infância em condições adequadas.

A jornada termina, mas o compromisso continua: nenhuma criança deve ser privada do seu direito de aprender, brincar e crescer num ambiente educativo seguro, inclusivo e culturalmente relevante. Waley Quaresma – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


sábado, 1 de março de 2025

Chile - Novo Centro de Arte Moderna Gulbenkian é um dos “Edifícios do Ano” para a ArchDaily

O renovado Centro de Arte Moderna (CAM), da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, foi eleito “Edifício do Ano” em Arquitetura Cultural, pela plataforma internacional ArchDaily, que atribui as distinções.



O novo edifício, inaugurado em setembro de 2024, foi redesenhado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, em colaboração com o atelier português de arquitetura OODA, e inclui a estrutura Engawa, que serve de enquadramento e ligação ao jardim da fundação, desenhado pelo paisagista libanês Vladimir Djurovic.

O prémio reconhece em conjunto o trabalho do atelier de Kengo Kuma (KKAA), o atelier português e o de Djurovic (VDLA).

A plataforma Archdaily atribui anualmente prémios de arquitetura em diferentes categorias, e os vencedores são escolhidos por votação pública.

Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian lembra que o projeto de arquitetura do renovado CAM propõe “uma integração holística de todos os elementos da paisagem”, entre o edifício e o jardim circundante, nos espaços da fundação.

O arquiteto japonês Kengo Kuma inspirou-se na tipologia ‘Engawa’, “que se encontra frequentemente nas casas tradicionais japonesas”, e o conceito “está refletido em várias características do edifício”, refere a fundação.

Aquele conceito, manifestado na enorme cobertura curva exterior do Centro de Arte Moderna, sublinha a ideia de “um centro de arte aberto e acessível, onde todas as pessoas são encorajadas a fazer deste o seu espaço”.

Na área de habitação, os Prémios ArchDaily distinguiram o projeto da Fazenda Canuanã, em Formoso de Araguaia, no Brasil, dos gabinetes brasileiros de arquitetura Rosenbaum e Terra e Tuma Arquitetos.

Na categoria de hotéis, foi premiado o projeto do Elysée Montmartre Hotel, em Paris, assinado pelo gabinete francês Policrónica, que contou com a participação, entre outros, dos arquitetos Marta Moreira, Margarida Matos e Gabriel Rocha, no design. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

PALOP - Quatro projectos na área da saúde vão receber 100 mil euros cada

Quatro projetcos na área das ciências da saúde nos PALOP vão receber nos próximos três anos cerca de 100 mil euros cada no âmbito de uma parceria da Fundação Gulbenkian e da Fundação “la Caixa”



A Fundação Gulbenkian indicou em comunicado que, “nos próximos três anos, quatro projectos na área do cancro, da pediatria e da relação entre a tuberculose e a diabetes serão apoiados no âmbito da iniciativa “We Forward – capacitação nas ciências da saúde dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa]”.

Na mesma nota adianta-se que os projetos foram selecionados por um júri internacional, de entre 20 candidaturas, em áreas de ciências da saúde consideradas fundamentais em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Em Angola, será apoiado o projeto da Universidade Katyavala Bwila – “Capacitação para a Investigação, Prevenção e Tratamento das Doenças Oncológicas em Albinos” – que tem ainda como parceiros o Hospital Central do Lubango, o Instituto Português de Oncologia do Porto e a GONCOinitiative, lê-se no comunicado.

Com a liderança da investigadora Maria Madalena Paulo Chimpolo, “o projeto surge como resposta ao elevado número de portadores de albinismo nas províncias da Huíla e Benguela – regiões marcadas por altos índices de exposição solar, vulnerabilidades sociais e uma elevada incidência de doenças oncológicas”.

Já na Guiné-Bissau, o projeto “Iniciativa em Oncologia”, promovido pela Universidade Jean Piaget, “pretende criar um ecossistema de investigação, integrando ensino, pesquisa e prestação de cuidados”.

Liderado pelo investigador Bubacar Embaló, “o projeto aposta no reforço da capacidade de resposta da Guiné-Bissau aos desafios oncológicos que atravessa, melhorando as infraestruturas e formando profissionais especializados para aumentar a taxa de diagnóstico precoce e as opções de tratamento”. Ainda na Guiné-Bissau, a Universidade Lusófona, receberá apoio para o projecto “que pretende perceber a relação entre a tuberculose e a diabetes mellitus, uma das doenças crónicas não transmissíveis que estão a emergir como um problema crescente na África Subsaariana, coexistindo com elevadas taxas de doenças infecciosas, como a tuberculose”.

Já em Moçambique, o projeto da Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane pretende reforçar a capacidade dos Núcleos de Investigação de Pediatria que “têm como objetivo fazer investigação de ponta na área pediátrica, sobretudo na preparação de ensaios clínicos para novos medicamentos e vacinas, em colaboração com instituições externas e financiamento do EDCTP”. Liderado por José Sumbana, com este projeto visa-se “criar condições de infraestrutura e tecnologia e fortalecer recursos humanos ao Laboratório de Microbiologia da Universidade”.

A iniciativa “We Forward” nasceu em finais de 2024, fruto de um protocolo de colaboração entre a Fundação Gulbenkian e a Fundação “la Caixa” com o objetivo de desenvolver um programa que promovesse a capacitação na área das ciências da saúde nos PALOP, através do reforço de núcleos ou centros de investigação de instituições de ensino superior e a sua ligação a unidades de saúde nestes países. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Fundação Calouste Gulbenkian - Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva

Candidaturas de 01 jan a 31 mar 2025



O Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, distingue projetos de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património português, imóvel ou móvel.

Correspondendo à vontade manifestada por Maria Tereza Burnay de Almeida Belo Eugénio de Almeida de homenagear a memória do seu marido Vasco Vilalva, mecenas a quem o país, e em particular o Alentejo, muito deve na área da recuperação e da valorização do património, a Fundação Calouste Gulbenkian criou um prémio anual com o seu nome, destinado a assinalar intervenções exemplares em bens imóveis ou móveis de valor cultural que estimulem a preservação e a recuperação do património. Atribuído pela primeira vez em 2007, após a morte da Condessa de Vilalva, em 2017, o Prémio recebeu o nome de Maria Tereza e Vasco Vilalva. Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal


Regulamento

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Fundação Calouste Gulbenkian - Estágio em curadoria de exposições para curadores dos PALOP

Bolsas para um estágio presencial de quatro meses no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em 2025



O objetivo destes estágios é contribuir para a capacitação e desenvolvimento de competências de profissionais dos PALOP, promovendo a reflexão e a prática curatorial no campo das artes visuais contemporâneas e proporcionar uma experiência prática em curadoria, permitindo o acompanhamento de todas as etapas envolvidas na conceção e organização de exposições, bem como de atividades educativas. Esta iniciativa permite ainda o fomento da internacionalização dos curadores dos PALOP, integrando-os num ambiente institucional de referência como o Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian.

Condições de Elegibilidade

Podem candidatar-se ao presente Concurso profissionais que preencham cumulativamente as seguintes condições:

Serem nacionais e residentes em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe.

Terem entre 25 e 40 anos de idade.

Possuírem experiência ou apetência pela pesquisa e prática curatorial no campo das artes visuais contemporâneas, em áreas como artes visuais, história de arte, estudos culturais, teorias das artes, museologia ou produção e gestão cultural.

Os candidatos com dupla nacionalidade deverão candidatar-se com a nacionalidade do país de residência. A nacionalidade indicada deverá ser a mesma utilizada noutras candidaturas aos apoios da Fundação Calouste Gulbenkian.

Será dada preferência aos candidatos que tenham concluído a I ou II edição do curso de curadoria de exposições, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

Como concorrer

As candidaturas devem ser obrigatoriamente submetidas através do formulário online, conforme regulamento.

Faça login para criar uma conta (guarde os dados para posteriormente acompanhar o processo)

Leia atentamente o regulamento e junte toda a documentação necessária antes de submeter a candidatura.

Depois de preencher a página de candidatura poderá fazer o upload dos documentos obrigatórios e acompanhar o seu processo (guarde os dados de login).

As candidaturas só são aceites até dia 1o de janeiro de 2025. Aconselhamos a que não deixe a sua candidatura para os últimos dias do prazo.

Email: parcerias.africa@gulbenkian.pt Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal

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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Fundação Calouste Gulbenkian - Nobel da Economia 2024 recebeu bolsa Gulbenkian

Daron Acemoglu, um dos três investigadores distinguidos pela Real Academia Sueca de Ciências, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian

Daron Acemoglu, economista arménio-americano nascido na Turquia, recebeu duas bolsas do Serviço das Comunidades Arménias da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar Economia na York University, nos anos de 1989 e 1990.

Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson venceram o Nobel da Economia pelo seu trabalho “sobre como as instituições são formadas e afetam a prosperidade”. “Sociedades com um Estado de Direito deficiente e instituições que exploram a população não geram crescimento nem mudanças para melhor. A investigação dos laureados ajuda-nos a compreender porquê”, justifica o júri.

“Reduzir as enormes diferenças de rendimento entre os países é um dos maiores desafios do nosso tempo. Os laureados demonstraram a importância das instituições de organização social para conseguir isto”, disse Jakob Svensson, presidente do Comité para o Prémio de Ciências Económicas, na cerimónia de anúncio do galardão.

Daron Acemoglu é professor no prestigiado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desde 1993. Filho de arménios em Istambul, fez a sua formação no Reino Unido, concluindo o doutoramento na London School of Economics aos 25 anos de idade.

É a segunda vez que o Comité Nobel distingue um antigo bolseiro da Fundação Gulbenkian. Em 2021, Ardem Patapoutian foi agraciado com o Nobel da Medicina. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


domingo, 6 de outubro de 2024

Lusofonia - III Edição do Concurso Literário “As Minhas Férias”

Sendo as crianças e os jovens lusófonos a viverem fora dos países onde se fala português um dos principais pilares do nosso idioma comum e os principais embaixadores da(s) nossa(s) cultura(s) no estrangeiro, a Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD), a Leya, a Maison du Portugal, e a Fundação Calouste Gulbenkian Paris, sempre preocupadas com a promoção da língua e da(s) cultura(s) lusófona(s), lançam a III edição do Concurso Literário “As minhas Férias…” que visa homenagear Angola, país lusófono essencial na consolidação da língua portuguesa em África e no mundo. Um evento que visa fomentar a criatividade literária e a escrita em português dos jovens a viverem fora do país de origem familiar.

Para participar nesta edição de 2024, os jovens escritores só terão de enviar um texto (de prosa ou poesia) de até 1000 palavras sobre as suas férias em Angola: um diário de viagem, as impressões soltas de um dia de sol, de um mergulho no mar, de uma visita ao Namibe, uma história de ficção… total liberdade artística para os nossos escritores.

A participação está aberta a todos os jovens lusófonos a viverem fora do seu país de origem familiar e com idades compreendidas entre os 8 e os 22 anos. Os prazos de entrega dos trabalhos decorrem até ao dia 15 de outubro. Os vencedores serão revelados no dia 09 de dezembro.

Júri do concurso

Nuno Gomes Garcia, escritor, professor, diretor cultural da AILD   e presidente do júri.

Ana Paixão, Leitora de língua e cultura portuguesa de Camões, IP, na Universidade de Paris 8

Cristina Alves, presidente do conselho de administração da Radio Arc en Ciel.

Cristina Passas, diretora executiva da AILD e coordenadora da Associação Comercial e Industrial de Mirandela

Luís Costa, jornalista e subdiretor da RTP Internacional

Sara Novais Nogueira, diretora cultural da AILD e mentora do “Literanto”, projeto de promoção da leitura

Sofia Romeiro, secretária do gabinete de vereação da Câmara Municipal de Almeida In As Minhas Férias

Regulamento

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Fundação Calouste Gulbenkian - A Orquestra Juvenil Geração está de regresso ao Grande Auditório

 


O concerto assinala os 100 anos de nascimento do compositor português Joly Braga Santos, com o seu emblemático Concerto de Cordas, a que se juntam aberturas de ópera e repertório de influência latino americana, sendo de realçar a peça de Anne Victorino d’Almeida, criada no âmbito do projecto B-Me (Blending melodies: bridging cultural identities) numa parceria entre o Sistema Chipre, Sistema Grécia e Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis Sistema Portugal, com o apoio do Creative Europe.

Reunindo mais de 100 jovens de todos os núcleos da Orquestra Geração da Área Metropolitana de Lisboa (Almada, Amadora, Lisboa, Loures, Oeiras, Sesimbra e Vila Franca de Xira), neste concerto participarão ainda 9 jovens do Sistema Chipre que integraram o estágio de verão da Orquestra Geração.

O concerto será dirigido pelos maestros Juan Carlos Maggiorani, diretor artístico da Orquestra Juvenil Geração, e Santiago Ossa Alzate, diretor artístico do Sistema Chipre.

A receita de bilheteira reverte para a Orquestra Geração. Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal

28 jul 2024

domingo, 18:00

Local

Grande Auditório

Fundação Calouste Gulbenkian

Preço

5,00 €

Comprar Bilhete

Orquestra Juvenil Geração

Juan Carlos Maggionari Maestro

Santiago Ossa Alzate Maestro

Gioachino Rossini

Abertura da ópera Guilherme Tell

Anne Vitorino de Almeida em colaboração com Edison Otero

Rapsódia dos Rios, op. 93c*

Joly Braga Santos

Concerto para Orquestra de Cordas, op. 17

Arturo Marquez

Danzón n.º 2

Richard Wagner

Abertura da ópera Os Mestres Cantores de Nuremberga

*Peças compostas no âmbito do projeto B-Me: blending melodies, bridging cultural identities (Creative Europe, EU)

Duração 60 min. (sem intervalo)

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação. 

Assista ao concerto de 2023: