Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Macau - ‘Reconfigurada’ estrutura das nacionalidades dos lusófonos não-residentes na Região

Embora registe apenas pequenas flutuações no número total, nos últimos anos, a estrutura das nacionalidades dos cidadãos lusófonos que permanecem em Macau para trabalhar, na qualidade de TNR, estudar, fazer negócios ou outros fins tem sofrido uma “reconfiguração” evidente, indicam dados da DSEC facultados ao Jornal Tribuna de Macau. No final de 2025, Macau acolhia 739 lusófonos não residentes. Enquanto o número de portugueses não residentes tem vindo a diminuir de forma ininterrupta na última meia década, Macau está a atrair cada vez mais cidadãos de outros países lusófonos, por motivos profissionais, estudos ou actividades comerciais, como brasileiros, moçambicanos, guineenses, angolanos, timorenses e equatoguineenses


Na última meia década, exceptuando 2022, Macau tem contado anualmente com uma média de sete centenas de cidadãos oriundos de países lusófonos, que permanecem no território com o intuito de trabalhar, na qualidade de trabalhadores não residentes (TNR), ou estudar. Além disso, alguns foram autorizados pelo Governo a permanecer na RAEM durante um determinado período, tendo como objectivo a realização de negócios, revelou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) ao Jornal Tribuna de Macau.

Em 2022, Macau contabilizou 671 cidadãos lusófonos, não titulares de Bilhete de Identidade de Residente (BIR), número que subiu para 739 no final do ano passado, de acordo com os dados fornecidos a este jornal pela DSEC. Embora o número total de membros dessas comunidades em Macau tenha registado apenas pequenas flutuações nos últimos anos, a estrutura das nacionalidades está a sofrer uma “reconfiguração” evidente.

Por um lado, apesar de os portugueses não residentes, incluindo TNR, estudantes e empresários, ainda representarem 50,6% dos lusófonos que permaneciam em Macau no ano passado, o seu número total diminuiu de forma notória, de 512 para 374, na última meia década, reflectindo uma quebra de quase 27%. A tendência decrescente tem sido consistente, com o território a contar com 445, 435 e 412 portugueses sem BIR, respectivamente, em 2022, 2023 e 2024.

Em sentido inverso, o número de cidadãos do Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, Timor-Leste e Guiné Equatorial ilustra diferentes graus de subida ao longo dos últimos cinco anos.

Entre 2022 e 2025, o número de brasileiros aumentou de 129 para 164, um acréscimo de 27%. Se fizermos uma comparação com 2021, os brasileiros não residentes em Macau desceram de 151 nesse ano para 129 em 2022, mas voltaram a subir, de forma contínua, resultando num acréscimo geral de 8,6% ao longo do intervalo de cinco anos. Em 2023, registaram-se 146 e no ano seguinte 161.

Angola, Moçambique e Guiné Equatorial são origens que reflectem tendências de aumento consistentes e mais significativas. Em 2021 e 2022, anos inseparáveis dos impactos da pandemia, Macau contava com apenas um e quatro angolanos, respectivamente, tendo o número saltado para 29 em 2025. O número de moçambicanos também seguiu uma trajectória ascendente, mais do que quadruplicando de 11 em 2021 para 45 no ano transacto. Além disso, Macau acolhia 12 equatoguineenses no final de 2025, contra apenas três em 2021.

Por outro lado, o número de cidadãos da Guiné-Bissau quase duplicou de 16 para 31 ao longo do período em análise. Por seu turno, apesar de ter registado pequenas flutuações, de um modo geral, o número de timorenses na RAEM subiu de 16 para 21, entre 2021 e 2025. Quanto aos cabo-verdianos, com excepção de 2022, o número de pessoas deste país africano a viver em Macau tem oscilado em torno de 50 nos últimos anos, fixando-se em 49 em 2025. Por sua vez, o número de são-tomenses tem diminuído continuamente desde 2023. Numa perspectiva geral, baixou de 20 para 14 nos passados cinco anos.

Importa referir que, desde há muitos anos, a Fundação Macau (FM) e a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento de Juventude, o Fundo Educativo (antes e depois da sua reestruturação) e as várias universidades locais têm apoiado alunos oriundos dos países de Língua Portuguesa para prosseguirem estudos no território, particularmente através da atribuição de bolsas, o que tem constituído um impulso para os intercâmbios educativos entre Macau e os países lusófonos.

De acordo com o relatório da FM referente a 2024, noticiado por este jornal, o organismo atribuiu nesse ano um total de 5,6 milhões de patacas a 31 bolseiros oriundos de países lusófonos para estudarem no território. A par disso, ao abrigo de antigos programas de apoios a estudos, foram concedidas ou renovadas 14 bolsas de estudo para estudantes de países lusófonos, tendo sido distribuídos mais de 2,8 milhões de patacas por estudantes dessas origens.

Por outro lado, dados estatísticos da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais referentes ao número de TNR por país ou território de emissão de documento de identificação não especificam quantos TNR lusófonos se encontram na RAEM, pois nem Portugal nem o Brasil estão entre as 18 principais fontes de importação laboral. Na categoria de outros países ou territórios, contabilizavam-se 797 TNR no final de Dezembro de 2025, uma subida de cerca de 49% em relação ao número anotado no período homólogo de 2021.

Olhando para a vertente dos movimentos turísticos, dados da Direcção dos Serviços de Turismo indicam que, após a pandemia, Macau recebeu 6013 visitantes portugueses em 2023, tendo o número subido para 9985 em 2024 e 14.331 em 2025. Seguindo a mesma tendência em alta, o volume de visitantes brasileiros chegados a Macau cresceu de 5625 em 2023 para 9658 em 2024 e 12.258 em 2025. Esse ritmo teve continuidade no presente ano, sendo que, nos primeiros sete meses, o mercado de Portugal trouxe 8573 visitantes à RAEM, enquanto o do Brasil contribuiu com 9356.

Função Pública junta 11% dos residentes nascidos em Portugal

Ademais, a DSEC indica que, segundo os Censos de 2021, nesse ano, Macau contava com um total de 2213 pessoas nascidas em Portugal (2011 em 2016), incluindo 2182 titulares de BIR (1529 em 2016), para além de TNR e estudantes do exterior a morar no território. Ao mesmo tempo, a população da RAEM integrava 8991 pessoas de nacionalidade portuguesa, aquém das 9024 contabilizadas em 2016. Sem contar com TNR e estudantes, havia ainda 8837 residentes com nacionalidade portuguesa, contra 8419 em 2016. Segundo a DSEC, esses são os dados mais recentes.

Por outro lado, estatísticas disponíveis na “Plataforma de Dados Abertos do Governo da RAEM” mostram que, em 2021, o número de funcionários públicos que nasceram em Portugal fixou-se em 244. Assim, calcula-se que representavam cerca de 11% dos 2182 residentes da RAEM nascidos em Portugal. Já em 2025 o número de funcionários públicos que nasceram em Portugal atingiu 226.

Noutro ângulo, recorde-se que os dados mais actualizados da DSEC apontam que, entre 2011 e 2021, período em que a população local de Macau aumentou 16,6% para 550.374, o número de residentes que dominavam a língua portuguesa subiu quase 20,7% para 14.939. Este número representava apenas 2,71% do total dos residentes em 2021, sendo ainda assim ligeiramente superior aos 2,62% anotados em 2011.

No mesmo intervalo temporal, o número de habitantes locais que têm o Português como língua corrente cresceu 3,96% para 3751. O grupo de residentes que falavam Português no dia-a-dia correspondia a 0,68% da totalidade em 2021, aquém dos 0,76% registados em 2011. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau




quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Macau - Aprendentes de língua portuguesa não pararam de subir na última década

Na última década, o número de alunos a aprender português na RAEM, quer do ensino não superior quer do superior, registou uma tendência de aumento contínuo. Segundo a DSEDJ, mais de 11.500 estudantes do ensino não superior aprendiam a língua de Camões em 2023/2024, enquanto em instituições de ensino superior os cursos relacionados com português ou leccionados nesta língua atraíam mais de 1500. Por outro lado, dados da DSEC mostram que, entre 2011 e 2021, num contexto em que a população local subiu 16,63%, o número de residentes que dominavam o português aumentou quase 20,7% para cerca de 15 mil


No ano lectivo 2023/2024, mais de 11.500 alunos de ensino não superior participaram em programas de Língua Portuguesa, em cursos abertos por escolas através de currículo regular, actividades extracurriculares ou complementares, de acordo com a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Em resposta ao Jornal Tribuna de Macau, o organismo sublinhou que o volume de alunos aprendentes de português reflectiu uma tendência de aumento ao longo da última década.

Entre esses aprendentes, cerca de 3000 matriculados em oito escolas começaram a estudar, desde a infância, num ambiente em que a língua veicular de ensino era o português.

No domínio do ensino superior, a DSEDJ frisa que, nos últimos anos, o número de instituições de ensino superior de Macau que abrem cursos relacionados com a língua portuguesa ou leccionados principalmente em português também tem vindo a “subir de forma constante”, bem como a oferta dos respectivos programas e o volume de alunos, em geral.

Segundo o organismo, no ano lectivo 2014/2015, quatro instituições de ensino superior de Macau disponibilizavam mais de 10 cursos ligados à Língua de Camões, que, na altura, contavam com cerca de 700 alunos. O cenário evidenciou-se no ano lectivo 2023/2024, pelo facto de cinco instituições de ensino superior terem lançado mais de 20 cursos do género (mais 50%), que atraíram mais de 1500 alunos (mais 114,28%), com os residentes da RAEM a representarem cerca de metade. Ao mesmo tempo, os alunos de licenciatura correspondiam a 50% do total.

Por outro lado, a DSEDJ destacou que o seu Centro de Difusão de Línguas e o Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo constituem outras oportunidades para os residentes interessados aprenderem português. O Centro de Difusão de Línguas, que disponibiliza regularmente cursos no sentido de permitir que os residentes conheçam e dominem a língua e a cultura portuguesas básicas, já acolheu mais de 110 turmas, com as vagas a superarem 2700 no total. Recordando que os residentes se podem inscrever consoante o seu interesse e capacidade, a DSEDJ assegurou que esses cursos foram bem-recebidos pelo público e geraram forte adesão.

No que respeita ao Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo, o número de inscritos para os cursos de língua portuguesa registou também uma subida de 300 para 1000, entre 2014 e 2023, num contexto de estabilidade das instituições participantes no Programa (cerca de 10, tanto em 2014 como em 2023). Segundo observa a DSEDJ, os aprendentes de português no âmbito do programa de Aperfeiçoamento Contínuo são principalmente alunos e jovens, o que reflecte que as inscrições de residentes resultaram do seu planeamento profissional e da procura pelo desenvolvimento de capacidades profissionais.

De um modo geral, o organismo assevera que continua a prestar alta importância e forte apoio à formação de quadros bilingues chinês-português com domínios abrangentes. “A DSEDJ está empenhada em cultivar alunos interessados, desde a infância, para que possuam capacidades para ouvir, falar, ler e escrever em português”, sublinhou.

Por outro lado, tanto a DSEDJ como os Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) afirmaram que não têm estatísticas em relação à situação das entidades privadas que disponibilizam cursos do português (não fazendo parte do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo) no território.

Sobre este “mercado”, foi aberto recentemente um curso introdutório de português (oral) destinado a pais e filhos com idades entre os seis e 12 anos, com uma duração de dois meses. De acordo com a Associação de Gestão de Macau, entidade organizadora, o programa visa despertar a curiosidade e interesse de crianças de Macau pela língua portuguesa, através de jogos e interacção familiar durante as aulas. As vagas foram rapidamente preenchidas.

Só 2,71% dominam língua de Camões

Ao nível do panorama geral, de acordo com os dados mais actualizados da DSEC, entre 2011 e 2021, num período em que a população local de Macau aumentou 16,63% para 550.374, o número de residentes que dominavam a língua portuguesa subiu quase 20,7% para um total de 14.939. Este número representava apenas 2,71% do total dos residentes em 2021, sendo ainda assim ligeiramente superior à percentagem de 2,62% anotada em 2011.

No mesmo período temporal, o número de habitantes locais que têm o português como língua corrente cresceu 3,96% para 3751. O grupo de residentes que falavam português no seu dia-a-dia correspondia a 0,68% da totalidade em 2021, aquém dos 0,76% registados em 2011.

Dados estatísticos revelam ainda que, entre todos os grupos etários jovens com o domínio do português, residentes com idades entre 20 e 24 anos registaram o aumento mais notório entre 2011 e 2021, com o número a subir 49,23% para 1267.

Por outro lado, em 2021, 95,7% dos habitantes de Macau dominavam o Cantonês, 52,2% o Mandarim, e 24,3% o Inglês. Na vida quotidiana, os falantes de Cantonês, Mandarim, Inglês e Português ocupavam 89,4%, 3,64%, 1,28% e 0,68% da população local, respectivamente. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sábado, 10 de outubro de 2020

Turquia - Governo aldraba estatísticas da covid para atrair turistas

 


Segundo relatos da imprensa alemã, desde o final de Julho, o governo da Turquia falsifica as estatísticas do Coronavírus. Não conta para as estatísticas oficiais o número de todos os infectados com o Coronavírus.

Em vez disso usa o estratagema de contar apenas como infectados os que mostrem sintomas, designando-os de “pacientes”. O ministro da saúde turco admitiu que as outras pessoas infeccionadas não estão incluídas nas estatísticas.

Por exemplo, a 10 de Setembro, dos testes na Turquia resultaram 29000 contagiados com o Covid-19 e o Governo publicou oficialmente o registo de apenas 1500 novos “pacientes” (HNA, 02.10.2020).

Na Turquia a Oposição fala de manipulação deliberada. Deste modo os contaminados também podem continuar a contagiar outras pessoas, infectar.

Assim torna-se fácil reduzir-se atualmente o número de 1800 novas pessoas infectadas para 1400 por dia.

A Turquia é o país onde mais turistas alemães se infectam com Covid-19.

O aspecto manipulativo seguido pela Turquia na política de informação sobre o Covid-19 não pode servir de desculpa ou branqueamento da política seguida na apresentação de estatísticas nos países da UE. Também aqui, quem está atento, pode descobrir incongruências talvez com segundas intenções. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Estatísticas


Segundo o sítio Socialbakers a língua portuguesa é a terceira mais falada no Facebook, logo a seguir à inglesa e espanhola. Para este resultado há a evidenciar a segunda posição a nível mundial do Brasil, com 61,8 milhões de registos, ficando apenas atrás dos EUA.

Entre os países de língua oficial portuguesa, ou países que ensinam português, temos a nível mundial, Portugal na 39ª posição com 4,6 milhões de registos no Facebook, na 69ª posição, o Uruguai com 1,7 milhões, no 77º lugar, o Paraguai com 1,3 milhões, seguido de Angola na posição 98ª, 616 mil registos, Moçambique no lugar 113º, 356 mil, Macau em 127º com 216 mil e nas últimas posições temos Cabo Verde, 147º lugar, 105 mil inscritos, Guiné Equatorial, posição 175º com 31 mil e São Tomé e Príncipe no lugar 203º, com 7 mil registos no Facebook. Não existem registos para a Guiné Bissau e Timor Leste. Baía da Lusofonia