Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Macau - Universidade de São José e Timor-Leste assinam acordo sobre desenvolvimento de capital humano

O desenvolvimento de capital humano motivou um acordo de cooperação entre a Universidade de São José e o Governo de Timor-Leste. A ideia é fortalecer a colaboração entre as duas partes através “da educação, capacitação e formação profissional de quadros timorenses”


A Universidade de São José (USJ) assinou um acordo de cooperação com Timor-Leste, focado no desenvolvimento de capital humano. “O protocolo visa fortalecer a colaboração entre as duas partes, nomeadamente através da educação, capacitação e formação profissional de quadros timorenses”, indica a instituição de ensino superior em comunicado.

A delegação timorense de alto nível foi chefiada pelo Ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Gastão Francisco de Sousa, que veio acompanhado, entre outros, pelo vice-ministro das Obras Públicas, Júlio do Carmo, pelo conselheiro principal do Ministro, Tomas Pinto, e pelo director executivo do Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano (FDCH), Júlio Aparício.

Da parte da USJ estiveram presentes, entre outros, o reitor em exercício, Alejandro Salcedo, o vice-reitor para a Investigação Académica e Inovação, Alexandre Lobo, o vice-reitor para os Assuntos Externos e Desenvolvimento Institucional, Zhang Shuguang, e o director da Faculdade de Ciências da Saúde e Ambientais, Jacky Ho.

Na sessão de abertura da cerimónia, Alejandro Salcedo reafirmou o compromisso da USJ em contribuir para o desenvolvimento de longo prazo de Timor-Leste. Sublinhou igualmente “a relação histórica entre Macau e Timor-Leste” e garantiu que “a universidade está disponível para uma colaboração sustentada e significativa com o Governo timorense”.

Gastão de Sousa, por seu turno, agradeceu à equipa da USJ pelo empenho e coordenação, apontando que o acordo “representa uma missão importante para o Governo de Timor-Leste”. Afirmando que investir no futuro do país passa pelo desenvolvimento de capital humano, o governante timorense explicou que, através do FDCH, o Governo vai “trabalhar em estreita colaboração com a USJ para preparar profissionais qualificados que possam contribuir activamente para o desenvolvimento sustentado da nação”.

Na ocasião, Jacky Ho afirmou sentir-se honrado por trabalhar com o FDCH, especialmente nas áreas dos cuidados sociais e de saúde. Disse também que todas as comunidades herdam um legado dos antepassados e o transportam para o futuro, considerando “entusiasmante” ver esta cooperação tornar-se realidade. Expressou igualmente confiança de que “a vasta experiência da USJ poderá criar um diálogo sólido com o Governo timorense na preparação de um futuro mais promissor”.

Com o Ministro Gastão de Sousa como testemunha, o vice-reitor Alexandre Lobo e o director executivo do FDCH, Júlio Aparício, assinaram o acordo, tendo a cerimónia terminado com uma troca de lembranças.

A USJ refere que esta cooperação se insere no compromisso mais amplo de desenvolver parcerias práticas e de impacto com os países de língua portuguesa. “Está também alinhada com a política de Pequim de reforçar os laços com a lusofonia, reconhecendo o papel de Macau como plataforma de ligação entre a China e o mundo de língua portuguesa”, acrescenta. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Cabo Verde e Brasil aprofundam parcerias estratégicas nos domínios das indústrias culturais

A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, assinaram, esta terça-feira, 14, um memorando de entendimento para aprofundar parcerias estratégicas nos domínios das indústrias culturais


O memorando tem como objectivo estabelecer as actividades a serem desenvolvidas pelas partes no âmbito da cooperação nas áreas de capacitação, desenvolvimento de competências e intercâmbio de informação e experiências nos domínios académico, cultural e científico.

Inclui ainda acções de promoção da cooperação artístico-cultural, bem como programas de estudo e investigação, cursos, seminários, fóruns e outras actividades nas respectivas instituições, respeitando os limites dos ordenamentos jurídicos de cada país.

A cooperação abrange áreas como arquivos e gestão documental, literatura, bibliotecas, património e museus, intercâmbio e diplomacia cultural, artes visuais, artes performativas e obras de arte, audiovisual, propriedade intelectual e direitos conexos, economias criativas, políticas culturais, governação cultural e boas práticas.

Na ocasião, a ministra da Cultura do Brasil afirmou que este novo memorando representa a renovação e ampliação das práticas de intercâmbio, incluindo também a criação de um grupo de trabalho.

“Estamos realmente a materializar e a fortalecer as possibilidades para essa efectivação. Uma das coisas que torna isso mais fácil é justamente termos a língua em comum, o que constitui um elo de ligação muito forte”, afirmou.

Margareth Menezes assegurou que o memorando prevê acções nas áreas da economia criativa, formação, audiovisual e política Cultura Viva, destacando que os pontos de cultura já estão presentes em 14 países da América Latina, sendo uma política bastante assertiva.

“Estamos totalmente abertos a esta relação com Cabo Verde, porque sabemos também que vamos aprender muito com as experiências do país no domínio da economia criativa e com toda essa vitalidade e força cultural, que são uma grande referência”, acrescentou.

A governante brasileira sublinhou ainda que a cooperação já existe, mas será agora ampliada de forma mais estruturada e orientada, de acordo com o diálogo mantido entre as equipas técnicas de ambos os países.“Penso que haverá um fortalecimento e uma ampliação das nossas relações no sector da cultura e das artes entre o Brasil e Cabo Verde”, afirmou.

Por sua vez, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Veiga, destacou que existe uma ferramenta importante para a implementação deste memorando: a retoma da ligação aérea entre Cabo Verde e Brasil.

“Será uma ferramenta fundamental, que acredito que vai fortalecer e melhorar a relação cultural entre os dois países”, afirmou.

Augusto Veiga acrescentou que já existem várias iniciativas em curso entre os dois países, mas que a formalização através deste documento vem reforçar essa cooperação.

“Há já muitos projectos em andamento, aos quais vamos dar continuidade, mas há outros que, com a constituição das equipas técnicas entre os dois ministérios, vão avançar muito rapidamente”, disse.

O governante concluiu que todas as áreas são prioritárias, sublinhando a intenção de trabalhar de forma abrangente os diferentes domínios do sector cultural. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Cabo Verde - Arquivo Nacional quer criar equipa audiovisual com apoio da Cinemateca Portuguesa

O Instituto do Arquivo Histórico Nacional de Cabo Verde (IANCV) pretende criar uma equipa para instalar um arquivo audiovisual no Arquivo Nacional do arquipélago, de acordo com o protocolo assinado, em Loures, com a Cinemateca Portuguesa


O documento prevê a “formação e capacitação de técnicos do Instituto do Arquivo Histórico Nacional de Cabo Verde nas instalações da Cinemateca Portuguesa”, informou fonte oficial.

Em termos genéricos, o protocolo de cooperação institucional visa a promoção e acesso ao património filmado ao longo de toda a história das ilhas.

Está também prevista a “digitalização de património cinematográfico e posterior cedência, através do envio por meios digitais, para o IANCV, respeitando sempre a legislação em vigor sobre os direitos de autor e direitos conexos”.

O trabalho de bastidores terá depois reflexo em projeções públicas.

A cooperação entre as duas instituições vai incluir atividades conjuntas de “exibição, programação, exposições temporárias e itinerantes”, além de estar aberta a outras “sinergias e partilha de conhecimento, informação e elementos de investigação sobre o património cinematográfico”.

A título de exemplo sobre o património em causa, a cerimónia de assinatura do protocolo, no Arquivo Nacional da Imagem em Movimento, esteve acompanhada pela exibição filmagens sobre a erupção da Ilha do Fogo de 1951, de Orlando Ribeiro, numa versão sonorizada em 1984. In “Expresso das Ilhas” – Cabo Verde com “Lusa”


terça-feira, 4 de novembro de 2025

Macau - Fórum ajuda a “capacitar” Pequenas e Médias Empresas lusófonas

Um total de 14 formandos de países lusófonos participaram num colóquio sobre a Capacitação das Pequenas e Médias Empresas entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O Fórum de Macau prometeu continuar a ajudar a “capacitar” as PME lusófonas


O Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) organizou um colóquio sobre a Capacitação das Pequenas e Médias Empresas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o qual teve a duração de duas semanas. Segundo o Fórum, a iniciativa contou com a participação de 14 formandos, incluindo quadros, técnicos e dirigentes das instituições de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e da China.

Na cerimónia de encerramento e de entrega de certificados, o secretário-geral, Ji Xianzheng, sublinhou no seu discurso que o colóquio representou “mais um avanço na implementação da cooperação entre Pequenas e Médias Empresas (PME), assim como estipulado no Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2024-2027) da 6ª Conferência Ministerial”.

Os países participantes reiteraram a importância das PME para o desenvolvimento económico, acordaram em ampliar o papel do mecanismo do Fórum de Macau e organizar actividades de intercâmbio das PME China – Países de Língua Portuguesa, com o objectivo de promover a cooperação económica e comercial. Ao mesmo tempo, acordaram em aproveitar a Plataforma de Macau para desenvolver a cooperação em matéria de incubação, parceria e promoção de startups dos Países de Língua Portuguesa, reforçando a capacitação das PME e apoiando-as na exploração do mercado chinês, segundo se pode ler em comunicado.

Já o Secretariado Permanente reafirmou o compromisso de “alargar a abertura ao exterior, promovendo activamente diversas iniciativas e colóquios que procuram aprofundar a cooperação mutuamente benéfica com os Países de Língua Portuguesa, bem como prestar apoio ao desenvolvimento das PME”.

Segundo a nota de imprensa, o director da Faculdade de Gestão da Universidade da Cidade de Macau, José Alves, explicou que o colóquio procurou concentrar-se no “reforço da capacitação das PME”, com o objectivo de dotar os participantes de uma visão prospectiva e ferramentas pragmáticas. O programa abrangeu a transformação digital e estratégias de inovação para PME, o quadro jurídico para PME em Macau e as oportunidades de cooperação sino-lusófona, bem como experiências comerciais entre Macau e os Países de Língua Portuguesa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 4 de abril de 2025

Lusofonia - ONG Mundu Nôbu prepara expansão de Portugal para Cabo Verde

A organização não-governamental (ONG) Mundu Nôbu, criada, há um ano, pelo músico Dino D’Santiago e Liliana Valpaços, para capacitar comunidades sub-representadas em Portugal, vai expandir-se este ano para Cabo Verde, disseram os fundadores à Lusa. “O que nos deixa ainda mais felizes é sabermos que vamos trazer esse projeto, devidamente adaptado, para Cabo Verde”, referiu [...]



A organização não-governamental (ONG) Mundu Nôbu, criada, há um ano, pelo músico Dino D’Santiago e Liliana Valpaços, para capacitar comunidades sub-representadas em Portugal, vai expandir-se este ano para Cabo Verde, disseram os fundadores à Lusa.

“O que nos deixa ainda mais felizes é sabermos que vamos trazer esse projeto, devidamente adaptado, para Cabo Verde”, referiu Liliana Valpaços, vice-presidente da ONG, arrancando as reuniões com autoridades e parceiros, na cidade da Praia.

“Nós criámos a Mundo Nôbu porque sentimos que há várias comunidades, na sociedade portuguesa, que não têm representatividade” em vários setores, profissões e áreas de influência, explicou – tanto comunidades afro-descendentes, como do Brasil, países de leste ou sul-asiáticos.

O programa “O teu lugar no mundo” inclui 12 módulos curriculares (literacia financeira, gestão de emoções, liderança, entre outros) e atividades complementares em que os participantes – dos 14 aos 18 anos – se envolvem por quatro a seis anos (até aos 22 anos, no máximo), “para que sintam que podem sonhar o que quiserem, serem o que quiserem”.

As atividades complementares “podem ser visitas a museus, contactos com determinadas pessoas, estágios em empresas, atividades que permitam romper horizontes”, tudo com o objetivo de “desenvolver o pensamento crítico e construir um projeto de vida sólido”.

Atualmente, o programa inclui 123 inscritos, que se candidataram voluntariamente, e Liliana Valpaços ambiciona chegar ao mesmo número em Cabo Verde, na fase inicial.

“Houve uma primeira intenção para que [a ONG] tivesse nascido em Cabo Verde”, recordou Dino D’Santigao.

“Felizmente fui aconselhado pela Liliana Valpaços”, disse à Lusa.

Uma conversa em que lhe apontou um facto sobre muitos filhos de pais africanos: “nasceram em Portugal, mas não sentem que este também é o seu lugar”, apesar de já merecerem “sentir isso, como ninguém”.

“Um ano depois, ver os resultados dos jovens que por lá passaram, é gratificante. Poder materializá-lo em Cabo Verde, já está acima do que eu tinha sonhado. Mas é a prova máxima de que, quando juntamos outra pessoa, agregando sonhos, conseguimos viver num mundo bem melhor”, concluiu.

A Mundu Nôbu (do crioulo, Mundo Novo) dá prioridade “à igualdade de acesso às oportunidades”, defendendo “valores morais e éticos, à luz da Declaração Universal dos Direitos do Homem”. Luís Fonseca – “Agência Lusa” in “Forbes” 


quarta-feira, 15 de maio de 2024

Timor-Leste - Portugal instado a reforçar aposta na língua portuguesa

Representantes do Instituto Camões, presidido por Ana Paula Fernandes, estiveram de visita a Díli onde ouviram pedidos do reforço de apostas na língua portuguesa no território nas mais diversas áreas

As autoridades de Timor-Leste pediram a Portugal um reforço de aposta da língua portuguesa em várias dimensões, disse sábado a presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Fernandes, no final de uma visita a Díli.

“Aquilo que ouvimos em todas as reuniões é a necessidade de um reforço na aposta da língua portuguesa nas diferentes dimensões, na educação, na capacitação da administração pública, na área da justiça, também na área do ensino técnico profissional, a necessidade também de capacitar”, afirmou à Lusa Ana Paula Fernandes.

A presidente do Instituto Camões realizou entre quarta-feira e sábado uma visita a Timor-Leste para dar início à negociação do próximo Programa Estratégico de Cooperação (PEC), para o período entre 2024-2028.

Segundo Ana Paula Fernandes, além da língua portuguesa, também foi discutida a necessidade de reforçar as capacidades da administração pública timorense para responder ao desafio de adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Durante a sua estada na capital timorense, a presidente do Instituto Camões reuniu-se com ministros de várias pastas, incluindo com o chefe da diplomacia timorense, Bendito Freitas, que coordena as negociações, e com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão para ouvir as prioridades timorenses.

“Mas o importante aqui também, que gostaria de realçar, é mais uma vez a vontade que ouvimos de todos os representantes das entidades públicas timorenses a necessidade de reforçarmos a língua portuguesa e também de o fazermos não só em Díli, mas também nos municípios”, sublinhou Ana Paula Fernandes.

Acordo a caminho

O PEC anterior, entre 2019-2023, foi assinado em Lisboa e tinha previsto um envelope financeiro de 70 milhões de euros para intervenções nos sectores de Consolidação do Estado de Direito e Boa Governação, Educação, Formação e Cultura e Desenvolvimento Socioeconómico Inclusivo.

A presidente do Instituto Camões precisou que a execução do programa foi de 102 por cento e que até ao final do mês deverá receber da parte de Timor-Leste as “prioridades claramente definidas” para que o novo PEC possa ser assinado antes do final do ano. In “Hoje Macau” - Macau


segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Timor-Leste - Problema da educação é a capacitação de recursos humanos, diz académico

O professor Domingos de Sousa, decano da Faculdade de Educação da Universidade Católica timorense, afirmou em entrevista à Lusa que o problema principal que Timor-Leste hoje enfrenta na educação é o de recursos humanos qualificados


“Acho que temos problemas muitos sérios na educação. O problema principal que hoje enfrentamos na educação é o de recursos humanos qualificados”, disse Domingos de Sousa.

A preocupação com a educação levou o professor Domingos de Sousa e outros académicos e antigos governantes a criarem um grupo de reflexão, há sete anos, para arranjar soluções e respostas para a questão, fundamental para o desenvolvimento de Timor-Leste. “A resposta é uma Escola Superior de Educação, que realmente foque a sua atenção na capacitação dos recursos humanos, que possam trabalhar, que compreendam e que possam transmitir aos estudantes as técnicas de conhecimento, dos conteúdos, das matérias. Isto é que é o essencial”, afirmou o professor.

Domingos de Sousa explicou que, na aquela escola, seria dado “grande ênfase à língua portuguesa, que é essencial”, e os alunos seriam formados durante cinco anos. “Porque até agora o Ministério da Educação baralha tudo”, lamentou o académico.

Questionado sobre se a proposta foi apresentada aos líderes políticos, Domingos de Sousa disse que sim, a todos. “Este projecto funcionou durante dois anos e já fizemos o trabalho de viabilidade, foi aprovado pelo Governo anterior. Eu creio que isto vai pegar. Já falei com o primeiro-ministro [Xanana Gusmão] sobre este aspecto. Estamos à espera que daqui a algum tempo se possa ver”, disse.

Para o professor universitário, o projecto está pronto e só falta aplicá-lo e construir as infraestruturas. “Sonhamos muito com isto. Até agora, nenhum Governo pensou nisto. Isto foi a sociedade civil. Até agora, a educação anda por aí em várias mãos. Queremos que a educação volte para nós”, pediu Domingos de Sousa.

Em Timor-Leste, com cerca de 1,3 milhões de habitantes há mais de 415 mil crianças e jovens a frequentar o ensino primário, secundário e técnico, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística timorense, referentes a 2022.

Questionado sobre a língua que deve ser utilizada na educação, o professor universitário disse que deve ser a portuguesa, considerando-a como “ferramenta essencial”. “Os alunos vão subindo no grau de ensino e vão enfrentar a ciência e precisam de uma língua estruturada para que possam responder. Neste caso, em Timor-Leste é a língua portuguesa, que faz parte da Constituição, e da identidade timorense”, salientou.

O professor defendeu também o ensino da língua portuguesa, porque em tétum é “muito difícil explicar a matéria”, mas salientou que há mais jovens timorenses a falar português.

“Não é difícil porque o próprio tétum foi buscar muitas palavras à língua portuguesa. O tétum é a base para aprenderem a língua portuguesa, que é fundamental para o acesso ao conhecimento”, explicou.

Questionado como o sector pode dar resposta a um dos países mais jovens do mundo, Domingos de Sousa defendeu a capacitação dos jovens com escolas vocacionais. “O Governo podia perfeitamente abrir mais escolas técnicas para ocupar os jovens e evitar que vão para fora, porque aqui há trabalho. Isso é que devia acontecer, a formação técnica dos jovens, porque sem opções de futuro emigram, mas o país precisa deles e tem de os formar”, salientou, acrescentando que os recursos humanos “não caem do céu”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


domingo, 9 de maio de 2021

Guiné-Bissau - Lançada Fundação Catarina Taborda para “potenciar actividades das mulheres”

Bissau – A Fundação Catarina Taborda foi oficialmente lançada quarta-feira em Bissau com o objetivo de contribuir para o fortalecimento, sustentabilidade e desenvolvimento social das mulheres.

Em declarações à imprensa no acto do lançamento da Fundação, a sua Presidente na pessoa da própria Catarina Taborda, disse que centralizou as suas acções nas mulheres porque elas são os pilares de uma sociedade.

“Sabemos que ao longo dos anos, nós as mulheres sofremos as discriminações porque somos consideradas as mais frágeis e, por isso, queremos mudar essa realidade para que a camada feminina em geral tenha a mesma oportunidade e demonstrar que é capaz”, explicou.

A Fundação pretende intervir nas áreas de educação, saúde e do empreendedorismo.

“Nós acreditamos que uma mulher quando tem acesso à educação é capaz de tomar grandes decisões e de ocupar elevados cargos, por isso, é necessário que haja   oportunidades”, Catarina Taborda.

Questionado sobre quais serão as primeiras acções da Fundação, Taborda revelou que vão disponibilizar 50 bolsas de estudos para Portugal, sobretudo para as mulheres receberem formação em Lisboa, Porto e Coimbra, e diz que isso é uma forma de demostrar que a Fundação quer, de facto, capacitar as mulheres guineenses.

Taborda acrescentou que as mulheres mães serão apoiadas na área de empreendedorismos e as vendedeiras receberão ajudas para dinamizar os seus negócios e que no domínio de saúde vão trabalhar na melhoria das condições dos hospitais, maternidades, pediatria entre várias outras acções.

Catarina Taborda exerceu as funções da Secretária de Estado de Turismo e Artesanato no executivo de inclusão liderado pelo Aristides Gomes em 2018. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


sexta-feira, 13 de março de 2020

Moçambique - Programa Mundial de Alimentação forçado a reduzir apoio a vítimas do ciclone Idai

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, cortou para metade as rações alimentares devido à falta de fundos afetando cerca de 525 mil pessoas na província de Sofala. O apoio deve ser reduzido totalmente, ainda este mês, se o problema de financiamento não for resolvido, faz um ano neste 15 de março que o desastre aconteceu



Um ano após o ciclone Idai arrasar grande parte do centro de Moçambique, mais de meio milhão de sobreviventes sofrem outra ameaça: a da falta de apoio com alimentos entregues pela agência da ONU nesta área.

A falta de financiamento afeta muitas das pessoas mais atingidas, informou esta quinta-feira o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

Hortas

Nas semanas após o desastre, a assistência de emergência do PMA chegou a 1,8 milhão de pessoas. Mas, um ano depois, muitos ainda enfrentam a incerteza.

Em fevereiro, a falta de financiamento obrigou o PMA a reduzir pela metade as rações alimentares para 525 mil pessoas na província de Sofala, a mais atingida pelo ciclone. Se a agência não receber mais fundos, em breve, esse apoio será interrompido completamente ainda este mês.

Em nota, a diretora regional do PMA para a África Austral, Lola Castro, disse que os projetos do PMA, que incluem hortas comunitárias, reparação de estradas, pontes e escolas, são “uma fonte de esperança." Ela afirmou que "esse trabalho essencial deve continuar para se alcançar uma recuperação real e duradoura."

Para 2020, o PMA precisa de US$ 91 milhões para implementar todos os seus projetos de reabilitação para as vítimas do Idai.



Insegurança alimentar

A agência prevê que a próxima colheita, que acontece entre abril e maio, seja relativamente boa. Ainda assim, poucas das 250 mil famílias que tiveram as suas casas danificadas pelo ciclone conseguiram retornar às suas aldeias.

Muitos são agricultores de subsistência, que tiveram as suas colheitas destruídas no ano passado e que não conseguiram replantar a tempo para este ano. A maioria tem níveis persistentes de "crise" ou "emergência" de insegurança alimentar, o que significa que não comem o suficiente e continuam a precisar de ajuda externa para sobreviver.

Moçambique tem uma das taxas mais altas de desnutrição crónica no mundo, atingindo 43% das crianças com menos de cinco anos. Segundo o PMA, a desnutrição aguda está aumentando, justamente, entre as comunidades afetadas pelo Idai.

Recentemente, um surto raro de pelagra, uma doença causada pela falta de vitamina B3, afetou quase 4 mil pessoas em Sofala e os números continuam aumentando rapidamente.

Adaptação

Devido à forte dependência da agricultura de pequena escala e vulnerabilidade às alterações climáticas, o PMA afirma que são necessários mais investimentos na adaptação a estas mudanças e redução de riscos de desastres.

Lola Castro lembrou que "melhorar a capacidade dos moçambicanos contra secas e inundações era o centro do trabalho” da PMA. Segundo a representante, esse trabalho deve recomeçar agora. ONU News – Nações Unidas

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Timor-Leste – Portugal assina projeto de apoio em língua portuguesa com Universidade Nacional Timor Lorosa’e



Portugal assinou com a Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) o novo projeto de capacitação em língua portuguesa, com financiamento conjunto de 2,7 milhões de euros, destinado a reforçar as competências do Centro de Língua Portuguesa da instituição.

O projeto, cofinanciado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e assinado pelo embaixador de Portugal em Timor-Leste, José Pedro Machado Vieira e pelo reitor da UNTL, Francisco Martins, insere-se na cooperação bilateral com a universidade pública timorense.

José Pedro Machado Vieira sublinhou que o projeto, dá seguimento à política de cooperação portuguesa com Timor-Leste “com um investimento constante e consistente na Educação”, setor para onde é canalizada cerca de 80% da ajuda pública do Governo português ao país.

O objetivo global é “contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em Timor-Leste e consolidação da língua portuguesa como instrumento para aquisição e acesso ao conhecimento”, disse.

“A Cooperação Portuguesa e a UNTL assumem o compromisso de, sem distrações ou derivas, trabalhar para formar professores e alunos da UNTL, bem como funcionários públicos e população em geral”, referiu.

A vigorar até 2022, o “Formar, Orientar, Certificar e Otimizar” (FOCO-UNTL) substitui o Projeto de Capacitação da UNTL em Língua Portuguesa, e “é constituído por um conjunto de atividades destinadas a contribuir para o reforço das competências do Centro de Língua Portuguesa da UNTL”.

O projeto aposta na melhoria do nível de proficiência em língua portuguesa dos professores e alunos da UNTL, assim como dos funcionários da Administração Pública e público em geral e ao mesmo tempo “na componente de certificação do nível de proficiência em língua portuguesa”.

A UNTL contribui com um terço dos fundos do projeto e o Camões com dois terços.

Francisco Martins explicou que o projeto envolve 11 professores portugueses destacados em Timor-Leste e apoiados por entre seis e 18 professores timorenses.

O reitor considerou o projeto essencial para permitir à UNTL implementar a sua missão “como instituição formadora e de investigação” e para “elevar a qualidade do sistema académico da universidade”, permitindo “capacitar e elevar a competência dos jovens timorenses em língua portuguesa”.

Um projeto bilateral assenta numa história de quase 20 anos de cooperação bilateral com Portugal, que permite reforçar não apenas os conhecimentos em língua portuguesa, mas a aprendizagem noutras áreas especificas da oferta formativa da UNTL.

Evidente, explicou, é igualmente o crescente interesse e pedido de apoio de várias instituições timorenses que solicitam à UNTL formação em língua portuguesa.

O programa junta-se a outras ações de cooperação portuguesa, incluindo a atribuição de bolsas para o ensino superior, os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), a Escola Portuguesa de Díli ou o projeto Formar +, que está a ser reestruturado.

“A Cooperação Portuguesa e a UNTL estão unidas na ambição de colocar a educação como prioritária, entre as necessidades e objetivos do povo timorense. A formação das pessoas é o principal determinante do desenvolvimento económico e social sustentável”, disse o diplomata.

“A educação, para além de constituir um direito humano fundamental, é, igualmente, um instrumento essencial à boa governação, às tomadas de decisão informadas e à promoção da democracia”, frisou. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”