Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Macau - Lançamento do livro infantil “Luz dentro de nós”


A Fundação Rui Cunha acolhe, sábado, dia 28 de Maio de 2022, às 11h30, o lançamento do livro infantil Luz dentro de nós, da autoria de Delora Sinha e Gabriel.

Luz dentro de nós conta uma história de luzes que falam e de quatro amigos que se encontram num momento mágico do calendário chinês, num lugar onde o tempo para e onde aproveitam para conversar e também discordar, realçando os diferentes traços de personalidade, vivência, opiniões e atitudes, comprovando que cada um de nós tem uma luz dentro de si.

Através deste livro, o leitor poderá conhecer e entender a existência das diferentes emoções, reconhecendo a importância de cada ser existente no mundo, valorizando e respeitando tudo o que está à sua volta.

Missão:

O desenvolvimento de competências emocionais, particularmente do conhecimento emocional, tem vindo a ser considerado uma importante aquisição para a saúde e bem-estar e para a adaptação social e escolar.

Particularmente, o desenvolvimento que ocorre na idade pré-escolar, tendo em conta a transição e adaptação ao Jardim-de-infância, exige competências que permitam às crianças corresponder às novas exigências afectivas, sociais e cognitivas, a novas regras e limites e fundamentalmente, a iniciar as relações entre pares com toda a sua complexidade entre a individualidade e o grupo.

Acreditamos que o conhecimento sobre diferentes tipos de emoções e o autoconhecimento emocional são muito importantes para o crescimento da criança.

Edição Trilingue

Macau tem vindo a promover de forma activa e empenhada o ensino bilingue das línguas chinesa e portuguesa, contribuindo, assim, para a fusão destas duas diferentes culturas. Aproveitando esse facto, e tendo como objectivo o apoio ao desenvolvimento das crianças que têm contacto com a língua portuguesa, de famílias de matriz chinesa, a introdução ao conhecimento destes dois idiomas assume um papel fundamental no acompanhamento dos pais ao crescimento e processo de aprendizagem dos seus filhos.

Já o Patuá macaense, também chamado Crioulo macaense, é um idioma de origem portuguesa em vias de extinção (classificado pelo UNESCO), sendo apenas falado por um pequeno número dos macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada, razão pela qual, é de enorme importância contribuir para a sua preservação e promoção no seio das futuras gerações.

Autores:

Teresinha Tcheong Gabriel é fundadora da LEKKA, Centro de Explicações e de Educação e autora do livro lúdico Eu e… Eu sou… Eu sei…, dedicado à prática do português. Exerceu, igualmente, funções de monitora de actividades extracurriculares (Origami) no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes.

Bilingue (em chinês e português), Teresinha Tcheong Gabriel é licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Lisboa, tendo sido, durante vários anos, farmacêutica e directora técnica em farmácias comunitárias e num hospital de dia.

Gabriel, engenheiro de profissão, desde muito cedo manifestou profundo interesse pela música e pela cultura macaense, especialmente o patuá. É ele quem escreve as letras das suas músicas originais tanto em português como em patuá. Neste seu último projecto, decidiu fazer algo diferente: porque não escrever um livro para crianças em três línguas?

Com uma tese de mestrado “Sketching a profile of Macanese managers”, Gabriel é, ainda, co-autor da exposição de fotografias “Fly.Time.Space” – um tema que revela a sua paixão pela cultura local.

Luz dentro de nós, será apresentado a todo o público interessado, este sábado, 28 de maio, pelas 11h30 da manhã, na Fundação Rui Cunha.

Para além da presença dos autores, contaremos, ainda, com a participação do psicoterapeuta Elvo Sou, bem como de António Monteiro, Presidente da Associação de Jovens Macaenses.

A sessão será realizada em português e cantonês com interpretação consecutiva.

Traga o seu filho e venha celebrar connosco o Dia Internacional da Criança!

A entrada é livre! Contamos com todos! Fundação Rui Cunha - Macau



 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Macau - Universidade da Cidade de Macau quer potenciar papel da Região como plataforma sino-lusófona

As instituições ligadas à Universidade da Cidade de Macau publicaram conjuntamente um relatório de estudo intitulado “Investigação sobre o Papel de Macau como Plataforma nas Relações de Comércio e de Cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa no Contexto da Iniciativa ‘Faixa e Rota’” na passada sexta-feira, no sentido de comemorar a realização da Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum de Macau e o 41.º aniversário da instituição de ensino superior


Um relatório de estudo intitulado “Investigação sobre o Papel de Macau como Plataforma nas Relações de Comércio e de Cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa no Contexto da Iniciativa ‘Faixa e Rota’” foi lançado, na passada sexta-feira, conjuntamente pelo Instituto para a Investigação dos Países de Língua Portuguesa (IROPC), Centro de Investigação ‘Uma Faixa, Uma Rota’ de Macau (MOCORRC) e o Centro de Investigação de Desenvolvimento Socioeconómico, ligados à Universidade da Cidade de Macau, para comemorar a realização da Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum de Macau, bem como o 41.º aniversário da  Universidade da Cidade de Macau. Marcaram presença na reunião de imprensa o presidente e o vice-presidente do IROPC, Ip Kuai Peng e Francisco José Leandro, director do MOCORRC, Chao Peng, professor auxiliar Eusébio Chiahsin Leou, docente do curso da Língua Portuguesa, Pedro Paulo Pereira dos Santos, chefe do Gabinete de Gestão da Investigação, Sheng Jian, e pessoal de Investigação, Lisa Tang e Xiao Mingyu.

Para Ip Kuai Peng, desde a criação do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa que a cooperação na área económica, comercial e de investimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa se tornou mais alargada, e a relação de cooperação amigável luso-chinesa tem vindo a desenvolver-se constantemente. No entanto, “ainda há margem para a melhoria no âmbito da construção da plataforma de serviços de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa em Macau”. O académico observou que, a título de exemplo, “há muito poucos casos de sucesso facilitados pela plataforma”, criticando a falta de aproveitamento máximo da plataforma em termos da reserva de quadros qualificados técnico-profissionais e dos serviços de circulação de informação. A este respeito, o académico sugeriu que, num contexto da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e da construção da Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, a RAEM deveria acompanhar o que a China necessita e fazer bom uso das suas próprias vantagens para se integrar na construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e nas indústrias emergentes que Macau irá desenvolver, designadamente o sector financeiro com características próprias de Macau, de Medicina Tradicional Chinesa e saúde abrangente e de Cultura e Criatividade. Defende ainda que, através da concretização e aprofundamento da plataforma de Macau, os laços entre a China e os países lusófonos podem ser reforçados.

O presidente do IROPC adiantou que é importante Macau integrar o seu posicionamento como o plataforma luso-chinesa, desenvolver serviços financeiros característicos adoptando o modelo de economia de plataforma, aproveitar as novas oportunidades de desenvolvimento trazidas por indústrias emergentes, tais como a cooperação inovadora de ciência e tecnologia, transformação e actualização das indústrias transformadoras e construção de infraestruturas, e reforçar as trocas económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa. Além disso, Ip Kuai Peng defende que Macau deve tomar as PMEs como o “eixo”, inovando o modo de cooperação com estas e permitir que as PMEs de Macau participem nos projectos com maior dimensão apoiados pelo Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa. Desta forma, haveria uma promoção das PMEs de Macau para cooperarem com empresas estatais ou grandes empresas do interior da China para procurarem interesses mútuos e expandirem os seus negócios.

O académico considera que também é essencial aprofundar a cooperação entre o interior da China, Macau e os países de língua portuguesa no domínio da vigilância sanitária e dos serviços de saúde, recorrendo à cooperação regional e aos apoios populares como um elo de ligação para construir a “comunidade de destino comum da humanidade”. Desta forma, Macau poderá desempenhar um papel “importante” e “insubstituível” na relação entre a China e os países de língua portuguesa, promovendo assim a realização de uma diversificação moderada da economia, tornando-se num bom exemplo de abertura e cooperação ao abrigo da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, reforçando a influência doméstica e internacional de Macau, argumentou o professor.

Macau poderá destacar as suas vantagens como centro de compensação do renminbi

O relatório salienta que a conectividade financeira é um pilar importante para a construção da estratégia ‘Um Faixa, Uma Rota’. Segundo o estudo, Macau pode destacar as suas vantagens como centro de compensação do renminbi para os países de língua portuguesa, e irradiar os mercados regionais da Costa Oeste do Rio das Pérolas, incluindo países de língua portuguesa e espanhola e países abrangidos pela iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’. Com as características financeiras especiais de Macau, poderá ser assim formada a sua própria posição única entre as cidades financeiras vizinhas, promovendo o desenvolvimento de sinergias regionais.

Reforço no intercâmbio luso-chinês

O relatório menciona ainda que, em termos de intercâmbio cultural luso-chinês, Macau deve fazer bom uso das suas próprias vantagens para melhorar o mecanismo de coordenação e promoção do intercâmbio e cooperação internacional em artes e humanidades através da criação de actividades de intercâmbio diversificadas e da construção de plataformas de intercâmbio regular, de modo a promover o desenvolvimento comum através da aprendizagem mútua.

Em termos de ajudar os jovens na inovação e empreendedorismo, o relatório sugeriu que Governo da RAEM recorra ao “Centro de Incubação de Negócios para os Jovens” para dar o apoio aos jovens do interior da China, de Macau, e dos países de língua portuguesa, facilitando os procedimentos de iniciação dos seus negócios. Sugeriu também a implementação do “Programa de Intercâmbio de Inovação e Empreendedorismo para Jovens da China e dos Países de Língua Portuguesa” para promover a interacção entre jovens chineses e portugueses. Para além disso, e através da promoção da cooperação da área de tecnológica na geração mais nova, será aumentada a competitividade empresarial, destacando ainda a importância de se organizarem visitas de estudo regulares para jovens chineses e portugueses, agilizando a compreensão mútua sobre o ambiente de negócios da China e de Portugal.

Comunidade macaense e diásporas como força motriz

Para o vice-presidente do IROPC, Francisco Leandro, devido ao seu passado histórico, Macau conseguiu formar uma relação com países de língua portuguesa. A comunidade macaense e as diásporas de Macau podem usar as suas amplas redes interpessoais e base económica exterior para promover o intercâmbio entre o povo chinês e os países da língua portuguesa e a compreensão mútua entre as comunidades portuguesa e chinesa, bem como dos países abrangidos pela iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’.

Macau como um polo integrado

Chao Peng, director do MOCORRC, espera que Macau continue a expandir as suas funções de serviço da plataforma luso-chinesa, formando um polo integrado da plataforma luso-chinesa, do ponto de ligação entre os países abrangidos pela iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e da extremidade na costa Oeste da Área da Grande Baía. Através das refinadas funções de serviço, Macau poderá acompanhar o desenvolvimento da Zona de Cooperação em Hengqin e da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, referiu ainda Chao Peng. Para responder às necessidades de desenvolvimento dos países lusófonos e à necessidade de serviços comerciais, formou-se um centro de distribuição eficiente e pragmático de serviços de cooperação económica e comercial entre a China e os países lusófonos, e para melhorar o estatuto e a visibilidade de Macau como uma plataforma luso-chinesa num palco internacional.

Atracção e retenção de quadros qualificados técnico-profissionais

O professor auxiliar especializado em Relações Internacionais da Universidade da Cidade de Macau, Eusébio Leou, salientou que Macau, como elo de ligação para promover a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e a plataforma luso-chinesa, e acompanhar o desenvolvimento da Área da Grande Baía e promover a diversificação moderada da economia local, necessita de uma reserva de quadros suficiente. Por um lado, é fundamental atrair e capturar os quadros qualificados técnico-profissionais, sobretudo os jovens “talentos” de Macau que tiveram experiência de estudo exterior equipados com competência e visão no sentido de fazer a ponte de comunicação entre a China e os países da língua portuguesa no âmbito de negócios e comércio para trabalhar em Hengqin e em Macau. Por outro lado, o docente considera indispensável valorizar os “talentos”, oferecendo garantias mais atractivas para proteger os quadros qualificados técnico-profissionais que estão presentes, de modo a assegurar os seus compromissos a longo prazo no esquema de construção da Área de Grande Baía e da plataforma luso-chinesa.

Aposta na educação de bilinguismo profissional

Para o professor de Língua Portuguesa, Pedro Paulo dos Santos, Macau deve fazer bom uso das instituições de ensino superior sob a égide da “Aliança para o Cultivo de Talentos Bilingues na China e em Portugal”, apostando mais na educação relativa à tradução luso-chinesa e à língua portuguesa, de modo a construir uma “Base de Formação de Quadros Bilingues de Chinês e Português”, bem como para integrar os currículos disciplinares de língua portuguesa aplicada ao comércio para que proporcione mais quadros qualificados jurídicos bilingues para a cooperação empresarial e comercial com os países de língua portuguesa.

Sheng Jian resumiu que, no contexto da actual construção da Área de Grande Baía, a cooperação constante entre a China e os oito países de língua portuguesa baseada em “confiança e reciprocidade mútua” é uma “manifestação prática do elevado nível de abertura na nova Era”, dizendo acreditar que Macau, como sede do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, sairá beneficiado com a diversificação moderada da economia. Dinis Chan – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 10 de março de 2022

Macau - “Atractividade dos cursos do ensino superior em língua portuguesa continua a aumentar”, diz a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude

Vinte e cinco cursos universitários de português ou ministrados maioritariamente em português, com cerca de 1500 alunos, é o balanço, até ao momento, do trabalho de promoção e formação de quadros qualificados bilingues em chinês e português no ensino superior. Em resposta a uma interpelação do deputado Ma Io Fong, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) destacaram um “aumento significativo” na frequência desses cursos nos últimos anos

Em resposta a uma interpelação escrita sobre a formação de bilingues em chinês e português, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) revelou que existem actualmente 25 cursos em Macau no ensino superior que são cursos de português e de cursos ministrados maioritariamente em português, e o número de estudantes a frequentar esses cursos já atingiu cerca de 1500, entre os quais cerca de 60% são alunos locais.

Pelo facto de se ter registado um “aumento significativo” nas estatísticas dos últimos anos em comparação aos do passado, “a atractividade dos cursos do ensino superior em língua portuguesa continua a aumentar em Macau, contribuindo para garantir mais talentos bilingues, em chinês e português, para o Governo da RAEM”, salientaram os serviços educacionais.

A afirmação foi dada em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ma Io Fong, que questionou o progresso da formação de talentos bilingues. O organismo defendeu que o Governo da RAEM atribui grande importância e apoio neste âmbito, tendo as autoridades coordenado a “Aliança para Formação de Quadros Bilingues Qualificados nas Línguas Chinesa e Portuguesa”, que é formada por cinco instituições de ensino superior locais com cursos em língua portuguesa.

E este ano, através dos apoios financeiros da formação de quadros qualificados da China e dos países de língua portuguesa, serão realizadas “séries de curtas-metragens e exposições itinerantes” no território, de forma a apresentar e promover os resultados dos trabalhos de formação de quadros qualificados bilingues em Macau, “no intento de chamar a atenção dos alunos do ensino secundário de Macau para os cursos de língua chinesa e língua portuguesa ministrados no ensino superior e atrair mais alunos para a sua frequência”, destacou o director Kong Chi Meng.

Na sua interpelação escrita remetida à Assembleia Legislativa, Ma Io Fong citou os dados estatísticos no Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa, para criticar os quadros qualificados bilingues em Macau que mostram uma natureza homogénea e não localizada, o que não favorece o desenvolvimento a longo prazo de Macau como uma plataforma sino-lusófona.

“De acordo com os dados, existem no momento 1297 talentos bilíngues registados, entre os quais os tradutores respondem por 52,46%, enquanto outros sectores, como finanças, exposições e crédito de investimento, correspondem a menos de metade. Além disso, 89,28% dos talentos bilíngues vivem actualmente na China Continental e apenas 6,94% vivem em Macau”, esclareceu o deputado ligado à Associação Geral das Mulheres.

Também segundo a resposta de Kong Chi Meng, além da bolsa de estudo para alunos que estão interessados em estudar Direito em Portugal, a DSEDJ lançou dois programas de estudo para subsidiar estudantes de Macau a prosseguir o estudo em Portugal nas diferentes áreas, incluindo Educação, Tradução, Enfermagem, Psicologia e Preservação do Património.

Relativamente à formação de quadros qualificados bilíngues em economia e comércio, as autoridades de educação apontaram que, na Universidade de Macau, a disciplina Direito Comercial e de Investimento da China e dos Países de Língua Portuguesa no curso de mestrado em Direito (língua chinesa) já se tornou numa cadeira obrigatória desde 2019. A instituição do ensino superior estabeleceu ainda duas alianças com a Universidade de Lisboa, a Universidade de Pequim e a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, com vista ao trabalho de cooperação no domínio do ensino da língua portuguesa entre os três locais.

Já a Universidade Politécnica de Macau disponibiliza cursos de licenciatura em Tradução e Interpretação Chinês-Português, Relações Comerciais China-Países Lusófonos, Ensino da Língua Chinesa como Língua Estrangeira, o Curso de Mestrado em Tradução e Interpretação Chinês-Português, com um ensino e uma prática de tradução automática auxiliar, bem como o Curso de Doutoramento em Português em vertente da Tradução, “de forma a formar talentos bilingues nestas duas línguas, que serão imprescindíveis para a Zona de Cooperação Aprofundada” e para a Grande Baía, assinalou a DSEDJ.

Recorde-se que, no caso do ensino não superior, a DSEDJ publicou no ano passado um conjunto de seis volumes dos materiais didácticos “Vamos Falar Português” dedicado ao ensino primário, baseado na referência ao “Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas”. De forma a enriquecer os recursos pedagógicos neste assunto, o organismo adiantou que já iniciou estudos para a elaboração e publicação dos materiais didácticos de língua portuguesa destinados ao ensino secundário. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Macau - Região continuará a “contribuir” para formação de bilingues chinês-português

Ho Iat Seng garantiu que a RAEM vai continuar a contribuir para a formação de quadros bilingues chinês-português e a apoiar o IPM e outras instituições de ensino superior na realização de programas de intercâmbio académico com instituições de ensino superior de Portugal e dos Países de Língua Portuguesa. O Chefe do Executivo falava na sessão de abertura da Conferência do Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa

O Chefe do Executivo disse, na sessão de abertura da 11ª Conferência do Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa (FORGES), que o Governo da RAEM vai continuar a contribuir para a formação de quadros bilingues chinês-português. A conferência, que decorre durante cinco dias, realiza-se no Instituto Politécnico de Setúbal e no Instituto Politécnico de Macau (IPM). A sessão de abertura, que foi transmitida simultaneamente online para os países e regiões de língua portuguesa e para o Interior da China e Macau, contou também com a presença do presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, através de videoconferência.

Ho Iat Seng assinalou que no processo de construção da “Plataforma de Serviços para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, Macau tem mantido “relações amistosas” com os países lusófonos, reforçando a cooperação profunda nas áreas judicial, económica e comercial, de educação, cultura e turismo, “tendo já alcançado resultados concretos”.

Nas “Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía” e no “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, prosseguiu, “refere-se, múltiplas vezes, o papel de Macau como plataforma de aprofundamento do intercâmbio e da cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. “Neste contexto, foi atribuída a Macau uma missão para a nova era”, acrescentou o líder da RAEM.

Neste sentido, Ho Iat Seng afirmou que se vai ampliar a construção da Plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, para uma melhor integração na conjuntura geral do desenvolvimento nacional. “O Governo apoia, sob todas as formas, a cooperação profunda com os Países de Língua Portuguesa no ensino superior e na formação de quadros qualificados, valorizando cada vez mais o papel de Macau” neste âmbito, sublinhou.

Além disso, garantiu que o Executivo “irá continuar a apoiar o IPM e outras instituições de ensino superior na realização de programas de intercâmbio académico com instituições de ensino superior de Portugal e dos Países de Língua Portuguesa, bem como de intercâmbio de professores e alunos, de organização conjunta de cursos conferentes de grau académico e de construção conjunta de laboratórios de investigação, entre outras acções, contribuindo para a formação de mais quadros bilingues em chinês e português”.

Marcelo Rebelo de Sousa, por sua vez, apontou que o Ensino Superior tem de estar “à altura dos desafios” que há pela frente. “Isso aconteceu nas fases mais difíceis da pandemia, em que as instituições de Ensino Superior demonstraram capacidade científica, pedagógica e de apoio social aos estudantes e à comunidade, contribuindo muito para minimizar o impacto da mesma, com testes, equipamentos, apoio social e sensibilização para a vacinação”, observou.

O Presidente português frisou ainda que na nova fase pós-pandemia os desafios serão os mesmos, mas também outros e apelou a que as instituições repensem e renovem métodos de ensino e aprendizagem, de investigação e da aplicação da investigação com responsabilidade social e serviço da comunidade.

A 11ª Conferência FORGES – Fórum da Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa é organizada pelo IPM, juntamente com a Associação FORGES e o Instituto Politécnico de Setúbal, com o apoio institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, sob o tema “A Cooperação no Ensino Superior dos Países e Regiões de Língua Portuguesa perante os Desafios Globais”.

A conferência decorre em modo presencial e online, atraindo especialistas e académicos de instituições de ensino superior provenientes dos países e regiões de língua portuguesa, de China Interior e de Macau e serão apresentadas, no total, 130 comunicações. O programa da edição deste ano do evento inclui uma sessão especial sobre “Cooperação Académica Sino-Lusófona no Contexto da Grande Baía”, organizada pelo IPM. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 2 de junho de 2021

Macau - Inscrições para concurso de tradução Chinês-Português abertas até 10 de Junho


As inscrições para a 5ª Edição do Concurso Mundial de Tradução Chinês-Português, co-organizado pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude da RAEM e pelo Instituto Politécnico de Macau, terminam no dia 10 de Junho.

O concurso está aberto à participação de concorrentes qualificados de todo o mundo. O objectivo da iniciativa é reforçar o intercâmbio entre os estudantes das instituições de ensino superior de todo o mundo em termos das técnicas de tradução entre chinês e português, “formar talentos de tradução nas duas línguas, bem como promover a aplicação dos resultados mais recentes do ensino e da investigação na tradução” em Macau, no Interior da China e nos países lusófonos abrangidos pela iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

Este é “o maior concurso de tradução entre as línguas chinesa e portuguesa a nível mundial, com o maior número de participantes, realizado com sucesso durante quatro anos consecutivos”, tendo atraído, desde 2017, quase 600 equipas e mais de 1000 professores e estudantes. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

quinta-feira, 25 de março de 2021

Macau - Perda de quadros bilingues preocupa empresários lusófonos

A Associação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos alertou para a perda de quadros bilingues, em Português e Chinês, em Macau. Considerando que a situação é preocupante, a associação pediu mais apoios no emprego para profissionais que dominam as duas línguas oficiais da RAEM. Recorde-se que o grupo de avaliação da Academia Chinesa de Ciências Sociais que elaborou o Relatório de Avaliação Externa por ocasião do 15º aniversário do Fórum Macau defendeu que só com quadros bilingues poderá “haver grandes mudanças” na Plataforma China-Países de Língua Portuguesa


Devido à redução no número de ofertas de emprego para os quadros bilingues, em Português e Chinês, a Associação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos mostrou-se preocupada com a nova “fuga” desses profissionais no território.

Latonya Leong, vice-presidente da associação, sublinhou que o desenvolvimento do papel de Macau como plataforma de cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa depende de quadros chineses e lusófonos. Ao Jornal Tribuna de Macau, a responsável lamentou que, “embora o Fórum Macau tenha sido criado há 17 anos, o problema dos recursos humanos ainda está por resolver”.

Na sua observação, “os graduados do curso de Português não conseguem encontrar emprego que corresponda àquilo que estudaram na escola em Macau, razão pela qual a perda de quadros bilingues é acentuada no território”. Em concreto, Latonya Leong exemplificou com a situação ocorrida no contexto da pandemia: o número de postos de trabalho diminuiu, afectando a carreira dos estudantes que tiraram os cursos de Tradução de Chinês-Português, Educação e Gestão.

Com o objectivo de melhor aproveitar as vantagens dos quadros bilingues no desenvolvimento da Grande Baía, a associação solicita, assim, “uma maior cooperação entre as universidades locais e as associações ligadas aos países lusófonos”. Nesse sentido, Latonya Leong espera que sejam realizadas sessões de esclarecimento para que as empresas lusófonas expliquem presencialmente quais os tipos de quadros procurados, reforcem as operações comerciais bilingues e que organizem feiras de emprego para que melhor se perceba as necessidades sentidas dos dois lados. Desta forma, acredita que será possível atrair mais quadros bilingues.

Por outro lado, a associação valoriza muito a mobilidade dos quadros. Isto é, os talentos bilingues devem ter uma maior mobilidade entre as cidades na Grande Baía. Para concretizar esta ideia, a associação sugere que o Governo atribua subsídios às empresas da Grande Baía para que tomem a iniciativa de contratar profissionais bilingues.

Ademais, segundo Latonya Leong, “os serviços competentes devem aperfeiçoar a gestão dos recursos humanos dos bilingues, com o objectivo de que sejam recomendados às empresas”. Em relação aos trabalhadores que estão a tirar licença sem vencimento, entende que o Governo de Macau deve ponderar organizar cursos de Português, visando a promoção da Língua Portuguesa na RAEM.

Apoio às instituições de ensino superior

O grupo de avaliação da Academia Chinesa de Ciências Sociais que elaborou o Relatório de Avaliação Externa por ocasião do 15º aniversário do Fórum Macau sugeriu, tal como noticiou este jornal, que a RAEM “aumente as reservas de talentos bilingues”, já que os quadros “são a chave” para a construção do Fórum, assim como para a Plataforma China-Países de Língua Portuguesa (PLP).

Sublinhando que o Governo da RAEM “negligenciou anteriormente a formação de talentos” na área do Português, os membros do grupo de avaliação afirmam que é algo imprescindível. “Somente intensificando a formação de talentos num período próximo poderá haver grandes mudanças na Plataforma China-PLP”, refere o documento.

Entre as sugestões dadas ao Executivo da RAEM para reforçar a formação de quadros bilingues em Chinês e Português estavam o aumento do número de bolsas de estudo, “permitindo aos estudantes de Macau ingressar em cursos de Português ou estudar nos PLP, e prestar atenção à comunicação com os bolsistas”, bem como “financiar a aprendizagem do Português por parte de residentes de Macau, assim como incentivar instituições privadas a oferecer cursos de Português”.

Por outro lado, deve “apoiar as instituições de ensino superior locais a abrir mais vagas e cursos de formação relacionados” e “aperfeiçoar a política de inserção de talentos, introduzindo talentos versados em Chinês e Português”.

No mesmo documento era ainda descrito que a RAEM deve esforçar-se para atrair e formar talentos, a fim de fornecer recursos humanos para o intercâmbio entre a China e os PLP. Considerando que as “instalações educativas da RAEM são relativamente desenvolvidas” e que “as instituições de ensino superior locais têm a capacidade de formação de talentos qualificados para a construção da Grande Baía”, o grupo defendia que “o Governo Central deve encorajar as instituições de ensino superior de Macau a admitir mais estudantes do Interior da China, especialmente da Área da Grande Baía, no sentido de desempenhar o papel de base educacional”.

“Ao mesmo tempo, o Governo da RAEM deve empenhar-se em proporcionar um ambiente mais flexível para a inovação e para o empreendedorismo em Macau, por exemplo, atraindo talentos técnicos de alto nível, tomando medidas de redução e isenção de impostos individuais ou fornecendo um ambiente de vida mais favorável e uma base de investigação e desenvolvimento, entre outras”, sugeriram os membros.

106 candidataram-se a programa de quadros qualificados

Até 31 de Janeiro deste ano, 106 pessoas candidataram-se ao Programa de Estímulo à Formação e aos Exames de Credenciação dos Quadros Qualificados. Segundo a Comissão de Desenvolvimento de Talentos, nove foram premiados nos Exames de Credenciação Sectoriais, todos de credenciação de electricista de manutenção, e três no Programa de Estímulo à Certificação Profissional de Talentos da Área das Tecnologias de Informação. Segundo o organismo, a maioria dos pedidos aos prémios do Programa de 2021 foram rejeitados por não ter sido apresentado o documento de acreditação emitido no corrente ano ou por este não estar em conformidade com o catálogo. Viviana Chan e Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 22 de março de 2021

Macau - Instituto Politécnico de Macau lança nova série de manuais didácticos em chinês e português


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) anunciou o lançamento de uma nova série de manuais didácticos sobre interpretação e tradução chinês-português, para ajudar o território “a transformar-se numa base de formação de talentos bilingues”.

Os cinco manuais “têm como temas a teoria e a prática da tradução, a literatura e a medicina tradicional chinesa, sendo estes manuais redigidos pelo grupo docente da Escola Superior de Línguas e Tradução. “Nos últimos anos, a especialização em tradução entre as línguas chinesa e portuguesa tem-se desenvolvido a ritmo acelerado e tem-se verificado a insuficiência de materiais didácticos locais”, assinalou o IPM, em comunicado.

As cinco publicações em causa são: “Introdução à Interpretação Chinês-Português”, “Sete Comentários Críticos de Tradução”, “Literatura, Arte e Sociedade em Portugal: da Modernidade à Contemporaneidade”, “Terminologia de Interpretação (Chinês-Português/Português-Chinês): Medicina Tradicional” e “Martírios e Massacres: Fazer da Morte uma Vitória”. Dos cinco, quatro já foram publicados e o manual “Sete Comentários Críticos de Tradução” vai ser publicado em meados de 2021.

“Os resultados da presente edição correspondem precisamente ao preenchimento de uma lacuna de livros no âmbito do estudo de tradução chinês-português e das respectivas técnicas de tradução, fornecendo assim recursos pedagógicos preciosos”, pode ler-se na mesma nota.

O Instituto lembrou ainda que a “Escola Superior de Línguas e Tradução do IPM, com uma longa história e um corpo docente distinto em Macau, é o centro e o modelo de formação de tradução chinês-português na região da Grande China”. In “Hoje Macau” - Macau


 

terça-feira, 9 de março de 2021

Portugal - Centro Científico e Cultural de Macau lança palestras sobre português e chinês

O Centro Científico e Cultural de Macau iniciou hoje uma série de palestras focadas no ensino de Português na RAEM e na China Continental e de Chinês em Portugal, bem como no patuá


“A Língua Portuguesa em Macau e na China” é o tema central da primeira de uma série de palestras “online” que o Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), sediado em Lisboa, irá organizar até finais de Maio. Segundo o CCCM, este ciclo visa promover a reflexão sobre o ensino da Língua Portuguesa na RAEM e na China Continental e do Chinês em Portugal, bem como relativamente ao “encontro de ambas as línguas, o Crioulo Sino-Português, a partir de Macau”.

O primeiro conjunto de palestras arrancou hoje, via zoom, pelas 09:30 (hora portuguesa) com uma apresentação de Carmen Amado Mendes, nova presidente do CCCM, seguida de uma intervenção de Maria Antónia Espadinha, ex-directora do Departamento de Português da Universidade de Macau e antiga vice-reitora da Universidade de São José, subordinada ao tema “O ensino de Língua Portuguesa em Macau: das boas intenções aos resultados”.

“O papel do aluno chinês na inovação do ensino de Português língua estrangeira” foi o título da palestra seguinte, pelas 10:00, a cargo de Maria José Grosso, professora convidada da Universidade de Macau, que precedeu um debate moderado por Ana Cristina Alves, coordenadora da Formação do Museu do CCCM.

Pelas 11:00 foi a vez de Carlos André, poeta e ex-director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau, falar sobre “Macau e o ensino do Português no Interior da China”. Vinte minutos depois, António Graça de Abreu, artista, sinólogo e tradutor, abordou a questão do “Ensino da Língua Portuguesa na China: uma perspectiva histórica”. O programa de hoje encerrou com novo debate moderado por Ana Cristina Alves.

Para o dia 24 de Março, pelas 09:30, já está agendada a segunda série deste ciclo, focada no tema “A Língua Chinesa e o Crioulo Sino-Português (Patuá) em Portugal e Macau”. A terceira, ainda sem data confirmada, vai abordar “Os Crioulos de Origem Portuguesa”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau 


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Macau – Aumentado o número de vagas para tradução e interpretação de chinês – português – chinês no Instituto Politécnico de Macau


O curso de licenciatura em Tradução e Interpretação Chinês-Português/Português-Chinês do Instituto Politécnico de Macau (IPM), vai disponibilizar 90 vagas nos regimes diurno e nocturno, avançou o presidente do Conselho Administrativo do IPM, Im Sio Kei, numa resposta a uma interpelação escrita de Pereira Coutinho. O mestrado em Tradução e Interpretação Chinês-Português, por sua vez, contará com 20 vagas.

O deputado disse ao Jornal Tribuna de Macau que este é um passo “positivo” e adiantou que as vagas foram fixadas após a sua intervenção – datada de meados de Dezembro do ano passado – e que anteriormente eram menos de duas dezenas.

Na resposta da instituição, datada de 11 de Janeiro, consta ainda que o curso de licenciatura em Administração Pública, em português, terá um total de 15 vagas, enquanto o de Relações Comerciais China-Países Lusófonos disponibilizará 25.

No caso da licenciatura em Português, haverá lugar para 20 estudantes, enquanto o doutoramento poderá ser frequentado por 10. Por outro lado, o curso de Ensino da Língua Chinesa como Língua Estrangeira (destinado a falantes não-nativos de chinês) terá espaço para 25 alunos.

Recorde-se que, já em Maio do ano passado, Pereira Coutinho defendeu que o Governo “tem negligenciado a formação de quadros bilingues”, questionando por que razão não tinham sido abertas vagas para o primeiro ano do curso de Tradução e Interpretação Chinês-Português/Português-Chinês do IPM em regime pós-laboral, apesar da “elevada procura local para a aprendizagem das línguas oficiais”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Macau - Editora Mandarina Books lança álbum de recordações para registar evolução das crianças do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes

A editora de livros infantis Mandarina lançou este mês um projecto feito à medida de acordo com os requisitos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. Trata-se de um álbum de recordações onde a ideia é preencher o progresso e os marcos importantes dos alunos do jardim de infância. É um livro para ser começado no primeiro ano e preenchido pelas educadoras até o final do terceiro ano lectivo


Catarina Mesquita, fundadora da editora Mandarina Books, falou com o Ponto Final acerca do seu novo projecto, um livro no género de um álbum de recordações para os alunos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes registarem os seus marcos de crescimento.

“A ideia surge um bocadinho para dar continuidade àqueles livros de bebé que já existem em que os pais preenchem com a primeira vez que andaram, quanto pesava, quando nasceu, e eu senti que não existem livros de continuidade. Chega a uma fase da vida em que basicamente a criança começa a andar e acaba de haver esse registo”, disse Catarina Mesquita.

No caso deste livro a ideia passa por serem acrescentadas informações das crianças enquanto estão no jardim de infância. “É um livro que é para ser começado no primeiro ano, quando eles entram no K1 no Costa Nunes, com as educadoras a preencherem, e depois ir até ao fim”, prosseguiu.

O livro começa com uma breve história de uma página do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, e depois continua com os espaços para preencher com, por exemplo, a altura, quanto é que calçavam. E depois, a última página, é quanto medem ou quanto é que calçam quando saem do jardim de infância depois de completados os três anos. “Ou seja, é para veres um bocadinho a evolução da criança ao longo desses três anos”, explicou. Sobre o livro, a autora diz que “não é assim nenhuma obra literária” porque são sobretudo “espaços para preencher” e “indicações”.

O livro bilíngue apresenta o português como a primeira língua, seguindo-se depois o chinês com tradução feita por Tian Yuan, que já fez a tradução noutros livros da editora, tal como o ilustrador Fernando Chan.

Ao descrever o livro, Catarina Mesquita explica que achou que valia a pena fazer uma pequena introdução da história do Costa Nunes. “Há muita informação que está um bocadinho dispersa e perdida, e não consegui fazer um trabalho muito exaustivo sobre isso, mas acho que para o que é, e para as crianças também, não é preciso assim grande detalhe. Basicamente é uma página com uma história muito curtinha, resumida, acerca deste jardim de infância, algumas curiosidades, e esse é o texto assim mais longo que existe”, prosseguiu.

O álbum apresenta várias páginas em branco apenas com a indicação para as educadoras colarem fotografias de visitas de estudo ou das diferentes festividades que os alunos comemoraram na escola, por exemplo, como a festa de Natal, a festa do fim do ano ou até a ida ao Grande Prémio. “Há uma série de festividades que eles assinalam, e cada educadora depois terá o seu critério de preenchimento”, indica Catarina Mesquita.

O livro não vai estar à venda para o público em geral porque foi uma obra por encomenda da Mandarina, a primeira feita pela editora. “Era uma ideia que eu já tinha e que depois, em conversas com educadoras e com a própria direcção do Costa Antunes, foi logo aceite com muito agrado. Acabaram por participar muito também porque sendo uma coisa muito específica, neste caso da instituição, todos os espaços no livro estão de acordo com o que acontece lá. Visto isto, não faz sentido vender ao público em geral”, disse a autora. As 500 cópias do livro serão depois vendidas pelo jardim de infância aos pais dos seus alunos actuais.

Para a Mandarina, o projecto acaba também por abrir o precedente da possibilidade de fazer livros encomendados “porque até agora nós fizemos livros para o público em geral, e agora fizemos um livro, neste caso para um cliente ou uma instituição, e a nossa ideia é dar continuidade a isto”.

Catarina Mesquita acrescenta ainda que tem como objectivo que este livro seja o primeiro que ocupa uma determinada fase, e em cada etapa escolar surgir a possibilidade de haver um livro com espaços diferentes para preencher, com aquisições diferentes ao logo da vida. “Um resumo das histórias que eles vivem”, concluiu. Joana Chantre – Macau in “Ponto final”

Joanachantre.pontofinal@gmail.com



quarta-feira, 29 de julho de 2020

Macau - Reestruturação na Universidade de São José focada no ensino das línguas

A reestruturação na Universidade de São José, nomeadamente no que respeita à Faculdade de Artes e Humanidades, tem como objectivo o reforço das línguas, indicou o novo director, Carlos Caires, ao Jornal Tribuna de Macau. Deixa de haver o Departamento de Estudos Portugueses para passar a haver o Departamento de Línguas e Cultura



A Universidade de São José (USJ) sofreu uma reestruturação interna, indicou o novo director da Faculdade de Artes e Humanidades, Carlos Caires, ao Jornal Tribuna de Macau. No caso da faculdade que dirige, é extinto o Departamento de Estudos Portugueses, passando a haver o Departamento de Línguas e Cultura.

“O objectivo final desta reestruturação, na Faculdade de Artes e Humanidades, que está com o pelouro das línguas, a pedido de um objectivo claro da reitoria, é o reforço do ensino das línguas”, disse o mesmo responsável, acrescentando que a ideia é reorganizar todos os programas da USJ.

E explicou: “Por exemplo, a licenciatura em Direito ou Gestão tem um ano obrigatório de Português. Com esta reestruturação, queremos que os alunos tenham a possibilidade de ter quatro anos de Português, ou Chinês ou Inglês, conforme as exigências da Direcção dos Serviços do Ensino Superior”. Esta reorganização, esclareceu, “está em cima da mesa”.

Carlos Caires afasta a ideia de que o Português fique em desvantagem e garante mesmo que a Língua Portuguesa “até saiu valorizada”. “Não há qualquer diminuição ou desvantagem do ponto de vista do Português, muito pelo contrário. Enquanto novo director, a minha ideia, e tendo em conta as directrizes que vieram da reitoria, é reforçar as línguas”, sublinhou.

Segundo explicou o director da Faculdade de Artes e Humanidades da USJ, tudo isso será feito tendo sempre por base as políticas públicas e aquilo que é o reforço do intercâmbio entre Portugal e a China, através da plataforma de Macau. “Queremos reforçar o ensino das línguas, disso não há dúvida, e o Português vai ser reforçado. Esse é um grande objectivo”, insistiu.

Apesar disso, Carlos Caires disse que a preocupação é “valorizar as línguas por igual” – o Português, Chinês e Inglês. O novo director da Faculdade de Artes e Humanidades vê com bons olhos esta nova realidade, ainda assim observou que a maior diferença “é trabalhar com estas três línguas, sobretudo no contexto bilingue e de aproximação do Chinês com Português”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Macau – Instituto Politécnico de Macau lança glossário trilingue sobre pandemia

O Instituto Politécnico (IPM) lançou um glossário trilingue chinês-português-inglês, que inclui os 200 termos e expressões mais usados no âmbito da pandemia.

Elaborado pelo Centro de Investigação de Engenharia em Tecnologia Aplicada à Tradução Automática e Inteligência Artificial, Ministério da Educação do IPM “tem como objectivo apoiar Macau e outros países e regiões no desenvolvimento dos trabalhos de combate e de prevenção da epidemia”, segundo um comunicado do IPM.

O glossário está dividido em cinco partes: combate à epidemia em Macau, instituições de prevenção da epidemia, aspectos clínicos da doença, controlo e prevenção e medidas de combate. Por outro lado, reúne “os nomes das entidades de prevenção e controlo de Macau, do interior da China e da Organização Mundial de Saúde, as manifestações clínicas e vocabulário sobre as doenças epidémicas, as medidas de prevenção e controlo e os materiais e produtos de protecção e higiene”, refere a mesma nota.

O centro de investigação do IPM centra o seu trabalho na inteligência artificial e tradução automática, e tem como objectivo principal o desenvolvimento de estudos sobre o serviço multilingue de megadados. Os interessados podem aceder ao glossário através da conta do IPM no WeChat. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Portugal - Alunos sem aulas em Macau e Pequim voltam ao Politécnico de Leiria

Vinte e quatro estudantes do Politécnico de Leiria que estudam em Macau e Pequim regressaram a Portugal por estarem sem aulas, que estão suspensas por tempo indeterminado devido ao coronavírus, confirmou a instituição portuguesa



O Politécnico de Leiria tem uma licenciatura em Tradução e Interpretação Português-Chinês/Chinês-Português em que os estudantes portugueses, obrigatoriamente, passam um ano em Macau e um em Pequim. “Pelo adiamento, por tempo indeterminado, do início do segundo semestre, os nossos estudantes, com o nosso apoio, decidiram regressar a Portugal”, disse à agência Lusa o presidente do Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, numa resposta por escrito.

Segundo o presidente do Politécnico, os estudantes tiveram ainda o acompanhamento e suporte da embaixada de Portugal.

“Numa articulação com as autoridades de saúde, 21 estudantes chegaram no dia 10 de Fevereiro. Estes estudantes foram recebidos pelo Politécnico de Leiria no aeroporto, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde”, adiantou.

Outros três estudantes de Macau já tinham chegado anteriormente e “foram sujeitos a um rastreio antes de virem para Portugal”.

“Em relação a esta situação, o Politécnico de Leiria recebeu os estudantes no aeroporto e está a seguir todas as recomendações das autoridades locais de saúde”, referiu ainda Rui Pedrosa.

O presidente assegurou ainda que o Politécnico de Leiria “está a acompanhar de perto esta situação e tem feito comunicações regulares com a comunidade académica de modo a manter a tranquilidade e normalidade no seu funcionamento”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

sábado, 11 de janeiro de 2020

Lusofonia - 4.º Concurso Internacional de Tradução Chinês-Português

A organização do 4.º Concurso Internacional de Tradução Chinês-Português espera mais de 150 equipas de tradução nos países da lusofonia, na conquista de prémios na ordem dos 50 mil euros, segundo Zhang Yunfeng, do Instituto Politécnico de Macau.

A quarta edição do concurso foi apresentada em Lisboa, pela primeira vez fora de Macau, com o objetivo de atrair mais equipas participantes, não apenas de Portugal, mas de outros países de língua portuguesa, sublinhou o mesmo responsável em declarações à Lusa.

O concurso é organizado pelo governo de Macau e pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM).

O valor do primeiro prémio é de 140 mil patacas (15 760 euros) para a equipa vencedora, com 100 mil patacas (11 257 euros) entregues aos dois ou três alunos que cada equipa pode no máximo ter, e 40 mil patacas (4500 euros) destinadas ao professor orientador.

As equipas vencedoras do segundo e terceiro prémios recebem respectivamente 105 mil patacas (11 820 euros) e 70 mil patacas (7 880 euros) e está ainda prevista a atribuição de várias menções honrosas em valores até às 68 mil patacas (7655 euros).

Para além do valor dos prémios, o IPM convida anualmente muitas equipas com traduções com qualidade para se reunirem em Macau na cerimónia de atribuição dos prémios, prevista para julho.

A participação realiza-se através da Internet (no endereço www.ipm.edu.mo) e é aberta a estudantes de cursos de tradução ou relacionados com a tradução de instituições de ensino superior de Macau, do interior da China, dos países de língua portuguesa ou mesmo de outros países que possuam cursos de licenciatura em tradução chinês-português ou áreas relacionadas com a tradução.

“O nosso concurso é um concurso mundial. Nas três primeiras edições tivemos participantes de Portugal, e a primeira edição foi mesmo ganha por uma equipa portuguesa da Universidade do Minho. Desta vez, quisemos divulgar o concurso mais no mundo lusófono, para termos mais equipas participantes, não apenas do Brasil, mas de outros países de língua portuguesa”, indicou Zhang Yunfeng, diretor do Centro de Ensino e Investigação do IPM.

Macau atribui uma “grande importância” à iniciativa, que se enquadra na sua estratégia de constituir-se enquanto “plataforma para as relações entre a China e os países de língua portuguesa” no quadro do megaprojeto da diplomacia económica chinesa “Uma faixa, Uma rota”.

“Macau está a construir um centro de formação de falantes bilíngues chinês-português. Este concurso é para nós muito importante. Gostaríamos de reunir participantes bilingues chinês-português do mundo inteiro em Macau para podermos trocar opiniões e contribuir para a formação de quadros bilingues”, afirmou Yunfenq.

O dirigente do IPM acrescentou: “O número de equipas participantes ao longo das três últimas edições do concurso ascende a mais de 380, tem vindo sempre a crescer, de edição para edição, e este ano posso prever que mais de 150 equipas terão assinado o formulário de inscrição no dia 31 deste mês, último dia do prazo de participação”.

O IPM assinou ainda um protocolo de cooperação com Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), entendido como “o passo lógico no aprofundamento das relações” entre as duas instituições “em que a questão da língua tem um papel muito relevante”, segundo Pedro Dominguinhos, o presidente do CCISP, em declarações à Lusa.

“Nos últimos anos, várias instituições do CCISP reforçaram as relações quer com o IPM quer com várias instituições chinesas no âmbito do projeto “Uma faixa, uma rota”. Macau tem aqui esse papel de ser uma plataforma de aproximação entre a China e o mundo lusófono. Para nós é essencial o aprofundamento destas relações”, afirmou Pedro Dominguinhos.

Segundo o presidente do CCISP, este protocolo “tem um papel essencial no reforço da investigação científica e na elaboração de projetos em conjunto”.

“Esperamos em muito breve prazo, ainda este ano, poder realizar uma reunião em Macau entre o IPM e CCISP para discutir projetos conjuntos concretos”, adiantou. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

sábado, 28 de dezembro de 2019

Macau - Reforça aposta na tradução e inteligência artificial com novo centro de investigação

Macau - O Instituto Politécnico de Macau (IPM) inaugurou um centro de investigação dedicado à tradução automática e à inteligência artificial, o primeiro com selo de Pequim nas regiões administrativas especiais.

Este centro vai "preencher uma lacuna no campo da investigação na tradução automática chinês-português", transformando-se numa "importante plataforma (...) para a cooperação multidisciplinar e interinstitucional", afirmou a nova secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, ao discursar na inauguração.

Ao Ieong U, que tomou posse a 20 de dezembro, lembrou que a construção de um centro internacional de inovação em ciência e tecnologia "é a tarefa principal" para a região da Grande Baía, um projeto de Pequim que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong.

O centro inaugurado hoje é o primeiro com reconhecimento do Ministério da Educação chinês e é inaugurado três anos após a criação do laboratório de tradução automática chinês-português-inglês, que já desenvolveu um sistema de tradução trilingue com reconhecimento de voz.

"Vamos desenvolver um sistema para outras línguas que se utilizam nos países ao longo da iniciativa Uma Faixa, uma Rota'", adiantou, em declarações aos jornalistas, o coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, Gaspar Zhang, dando como exemplo o italiano.

O novo centro vai, de resto, dar prioridade à criação de "uma grande base de dados linguísticos sobre a iniciativa 'Uma Faixa, uma Rota'", declarou o presidente do IPM, Im Siu Kei.

Desde a criação, em 2016, do laboratório de tradução automática chinês-português-inglês, inaugurado pelo primeiro-ministro português, António Costa, o IPM tem investido muito nas áreas do 'big data' e da inteligência artificial. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”