Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 24 de março de 2019

UCCLA - Lançamento do livro “Angola - A Hora da Mudança”

A análise sociopolítica, histórica e cultural sobre África e Angola está na génese do livro da autoria de Adolfo Maria “Angola - A Hora da Mudança” que será lançado na UCCLA no dia 27 de março, pelas 18h30.



 
O livro tem a chancela das Edições Colibri.
 
 
Sinopse do livro “Angola - A Hora da Mudança”:
- textos de carácter sociopolítico, histórico e cultural sobre África e Angola;
- as análises sociopolíticas incidem particularmente sobre os últimos anos de exercício do poder de José Eduardo dos Santos e o novo ciclo inaugurado pelo presidente João Lourenço;
- entre muitos temas versados destacam-se as reflexões sobre: sociedade civil e seu empoderamento; intervenção cívica; democratização; construção do Estado e transparência da vida pública; poder local; elites dirigentes.  UCCLA
 
Biografia de Adolfo Maria:  
Adolfo Maria, nascido em Luanda, entregou-se desde a sua juventude à luta nacionalista para a independência do seu país. Participou no combate cultural (Sociedade Cultural de Angola, jornal Cultura e Cine Clube de Luanda), nos anos 1950; no combate político (no PCA e no MLNA), o que lhe valeu a prisão pela polícia política portuguesa, a PIDE, em 1959; e no combate armado (nas fileiras do MPLA) nos anos 60 e 70 do passado século.  
Dentro da luta nacionalista, participou no combate pela democracia no seio do MPLA, em 1974, como membro da tendência Revolta Activa, o que originou um mandado de captura contra vários elementos dessa tendência, em Abril de 1976, cinco meses após a independência de Angola. Adolfo Maria escapou à rusga da polícia do regime, a DISA, e manteve-se escondido durante quase três anos, cessando a sua clandestinidade após o anúncio de amnistia pelo presidente da república; esteve ainda preso pela polícia política e, depois, foi expulso do país em 1979. Esse período que o autor viveu é descrito no seu livro ANGOLA, SONHO E PESADELO e a dramática vivência dessa clandestinidade é-nos transmitida na sua obra ANGOLA NO TEMPO DA DITADURA DEMOCRÁTICA REVOLUCIONÁRIA - POÉTICA DO AUTO-CÁRCERE.
No exílio, Adolfo Maria tem participado em colóquios, conferências, entrevistas e colaborado em publicações angolanas; é membro do painel do programa "Debate Africano" da RDP África. Além dos livros acima citados, publicou ANGOLA - CONTRIBUTOS À REFLEXÃO e os romances NAQUELE DIA NAQUELE CAZENGA e NA TERRA DOS TTR. Todas estas obras foram editadas por "Edições Colibri", em Lisboa.

Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho 
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W


quarta-feira, 20 de março de 2019

Macau - Português lança dicionário de crioulo da Região ameaçado de extinção

Macau, China -- O investigador português Raul Leal Gaião lançou hoje o dicionário do crioulo de Macau, o patuá, que está "gravemente ameaçado de extinção", segundo a Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

"O principal objetivo é dar, pelo menos, a conhecer, a revisitar e a tentar descobrir o crioulo, nomeadamente à comunidade macaense, já que neste momento praticamente ninguém [o] fala", sublinhou o autor à agência Lusa, em Macau, onde é apresentada a obra.

O dicionário é feito a partir de um levantamento dos escritos de José dos Santos Ferreira, mais conhecido por "Adé", macaense que viveu no século XX e escreveu em patuá.

"Chamei-lhe dicionário porque, de facto, tem normalmente exemplos ou abonações retirados desses textos e funciona exatamente como dicionário", explicou o investigador, que destacou ter utilizado ainda estudos anteriores, glossários, aos quais faz "referências constantes".

Raul Leal Gaião assegurou que a investigação traz algumas novidades e deu como exemplo o termo, 'catchi bachi', que os estudiosos não conseguiam detetar a origem.

"Significa uma coisa que já não presta e que não tem utilidade (...). É um termo espanhol, [nome de] uma terra de fronteira que fazia muito contrabando com Espanha", referiu, adiantando a hipótese de ter chegado a Macau a partir das Filipinas.



Há quase uma década, a UNESCO classificou o 'patuá', o crioulo português de Macau, como língua "gravemente ameaçada", o último patamar antes de uma língua se extinguir por completo.

De acordo com a linguista de Singapura Nala H. Lee, em declarações à Lusa no final de 2018, atualmente menos de 50 pessoas sabem falar 'patuá', usado apenas em "domínios específicos, como em cerimónias, músicas, orações ou em atividades domésticas".

Na mesma altura, o advogado Miguel de Senna Fernandes e responsável há 25 anos pelo grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, que se tem assumido como um veículo para a preservação do patuá, frisou que a situação em Macau difere em muito de Malaca e de Korlai, onde a comunidade lusodescendente "ainda faz muitos esforços" para manter os crioulos de influência portuguesa.

Raul Leal Gaião é licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa, e em Ciências Literárias pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Língua Portuguesa e Estudos Linguísticos pela Universidade de Macau. Investigador nas áreas da Lexicologia, Dialetologia e Crioulística, colaborou na redação do 'Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa' e do 'Dicionário Global da Língua Portuguesa'.

O lançamento da obra está inserido no programa do Festival Literário de Macau-Rota das Letras, fundado pelo jornal local em língua portuguesa Ponto Final, que se realiza desde 2011 e que termina no dia 24. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

quinta-feira, 14 de março de 2019

Macau – Lançamento do livro “A Humidade dos Dias”

“A Humidade dos Dias”, primeiro livro de Luís Mesquita de Melo, apresentado a 22 de Março

Será apresentado no próximo dia 22 de Março, na Livraria Portuguesa, o primeiro livro da autoria de Luís Mesquita Melo, intitulado “A Humidade dos Dias”. Esta é a primeira obra editada pela recém-criada agência literária Capítulo Oriental, sediada em Macau. Esta “memória literária”, como é descrita no comunicado divulgado pela agência, é feita de pequenas histórias e capítulos ligados aos Açores, onde o autor passou a infância. Além disso, há também incursões pela Ásia, onde Luís Mesquita Melo vive.

A Humidade dos Dias” tem prefácio do professor, escritor e ensaísta Victor Rui Dores, e posfácio de Ângela de Almeida, investigadora e escritora. O primeiro livro de Luís Mesquita de Melo, com uma ilustração original de Konstantin Bessmertny na capa, será apresentado na Livraria Portuguesa no dia 22, às 18h30, por Sérgio de Almeida Correia.

O autor nasceu na cidade da Horta, na ilha do Faial, e em 1990 veio viver para Macau, tendo trabalhado no Gabinete para a Modernização Legislativa e como assessor da presidente da Assembleia Legislativa. Regressou a Portugal em 1997, onde trabalhou como assessor do então ministro da Economia. Em 2005 voltou para Macau, onde trabalha como advogado e executivo ligado à indústria do jogo.

Esta é a primeira obra a ser lançada pela Capítulo Oriental, a recém-criada agência literária que se dedica a fazer a ponte entre a Ásia e os países e territórios de língua portuguesa. Em paralelo, a Capítulo Oriental lança um selo editorial que vai publicar, sobretudo, obras de autores de Macau ou que se dediquem a escrever sobre o território, bem como antologias multilingues com autores dos espaços de língua portuguesa e chinesa. In “Ponto Final” - Macau

sexta-feira, 8 de março de 2019

Moçambique – Lançamento do livro “Matsalwa ya Wusungukati”



Teve lugar, na passada segunda-feira, 4 de Março, no Auditório do BCI, em Maputo, o lançamento da obra “Matsalwa ya Wusungukati”, da autoria de Alfredo Chamusso, a qual pode ser traduzida como ‘Escritos de Aconselhamento’.

A mesma foi prefaciada pelo académico Jamisse Taímo, um dos apresentadores, para quem o livro “traz o senso comum, […] o diálogo constante quotidiano das pessoas. […] Resgata a dimensão antropológica do moçambicano, numa determinada realidade concreta e, ao mesmo tempo, traz consigo uma ligação entre esta antropologia cultural e a educação cristã”.

Analisando um dos textos da obra, Taímo referiu que “é muito revelador, por trazer aquilo que tem sido a prática, e por questionar a razão por que temos de fazer isto. Então, Chamusso relata a cultura moçambicana, especialmente da região onde nasceu, em particular a dimensão da morte. E como é que os habitantes da sua região lidam com a questão da morte; e traz o aspecto da herança cristã, protestante, e a católica, para fazer esta discussão sobre se devemos ou não, se os cristãos, neste caso metodistas, devem ou não ir ao cemitério por flores.”

Já o assessor do presidente da Comissão Executiva do Banco, Luís Aguiar, afirmou que, neste livro, “Chamusso convida-nos a cultivar o hábito de pesquisa da realidade sociocultural moçambicana, pois acredita que isso permitirá que a sociedade moçambicana reconheça os seus actores como indivíduos com uma determinada identidade cultural, visto que o indivíduo é influenciado pela cultura de grupo a que pertence.”

Refira-se que na cerimónia, em que se destacou a presença do vice-ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Armindo Ngunga, do presidente do Tribunal Administrativo, Machatine Munguambe, e do clérigo Dom Dinis Sengulane, cantou-se parabéns a você, por ocasião dos 94 anos de vida do autor de ‘Matsalwa ya Wusungukati’, celebrados a 22 de Fevereiro. In “Olá Moçambique” - Moçambique com “TVM Moçambique”



terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Jorge Carlos Fonseca lança “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” em Portugal

O Presidente da República lança hoje, 19 de Fevereiro de 2019, no teatro Almeida Garett na Póvoa do Varzim (Portugal) o seu mais recente livro “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes”, no quadro da sua visita de três dias a este país europeu



O livro, de acordo com Jorge Carlos Fonseca, marca o início de uma série de lançamento de mais de 40 livros de “grandes autores” que serão lançados por ocasião da XXª edição da conferência inaugural das Correntes d’Escritas”, da qual o Chefe de Estado cabo-verdiano fará a abertura.

Ao que apurou a Inforpress, o lançamento acontece hoje à tarde, após a conferência de abertura e antes da primeira conversa do Correntes d’Escritas: “A cultura é cara, a incultura é mais cara ainda”, com Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos de Vasconcelos.

Entre os participantes da edição de 2019 do Correntes d’Escritas constam os Prémios Camões cabo-verdianos Arménio Vieira (2009) e Germano Almeida (2018), e a portuguesa Hélia Correia (2015).

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” vai ser apresentado pelo escritor cabo-verdiano Arménio Vieira e divide-se em prosas poéticas inéditas sob o título “Absoluto Capricho de Tarde”, uma antologia da sua poesia publicada nos três livros anteriores e “textos de fortuna crítica” de personalidades literárias sobre o conjunto da sua produção poética já publicada.

Publicada pela Editora Rosa de Porcelana, dos escritores Filinto Elísio e Marta Souto, a seleção dos escritos desta obra, conforme avançou o Chefe de Estado, esteve a cargo do poeta cabo-verdiano Arménio Vieira que fez o “prefácio”.

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” é a quarta obra literária de Jorge Carlos Fonseca, depois de “O Silêncio Acusado de Alta Traição”, “Porcos em Delírio” e o “Albergue Espanhol”.

Jorge Carlos Fonseca pretende fazer a primeira apresentação deste livro no país, em finais deste mês, na cidade da Praia. In “Sapo Muzika” – Cabo Verde com “Inforpress”

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Brasil - Sete empresas na primeira edição de 2019 da Première Vision Paris

Termina amanhã, 14 de fevereiro, a Première Vision Paris, tradicional feira parisiense de têxteis, design, insumos e couro que conta este ano com sete empresas brasileiras. A malharia Savyon, a empresa de insumos Moltec e os estúdios de design Dash Studio, Oficina Caramelo, Studio Aurum, Estúdio Icertain e Nomad Studio, todos participantes do Texbrasil (Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira) — desenvolvido pela Abit em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) – marcam presença na primeira edição de 2019 da PV Paris, que apresenta os lançamentos primavera/verão 2020 a compradores do mundo todo.

O Estúdio Icertain preparou uma coleção exclusiva para os visitantes. Nas estampas, a brasilidade aparece em elementos como o caju, os búzios, pássaros e em cores mais puxadas para o azul e o verde água. Já o Nomad Studio, promete se destacar dos demais 1900 expositores com a coleção Nativa, também baseada no Brasil, porém dando mais destaque para as nossas belezas naturais, com paleta de cores focada no nosso pôr do sol.

Daniel Carvalho Ayres, designer no Nomad, conta que esta é a primeira vez que o estúdio participa da PV e as expectativas são as melhores: “escolhemos a Première Vision Paris para iniciar a nossa jornada de internacionalização. É um dos maiores e mais importantes eventos do gênero e realmente esperamos que essa experiência abra novos mercados”.

De acordo com Lilian Kaddissi, gerente executiva do Texbrasil, a feira é o evento mais importante da temporada. “A PV Paris é muito tradicional e o ambiente perfeito para as empresas que querem entrar no mercado europeu”, conta. E finaliza: “nesses três dias, os participantes da delegação brasileira vão conhecer ótimos compradores e o ambiente é propício para saírem negócios”.

Sobre o Texbrasil

 O Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil) atua junto às empresas do setor têxtil e de confecção no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global. Ao longo de quase 20 anos, já auxiliou cerca de 1500 marcas a entrar na trilha da exportação, realizando USD 3,6 bilhões em negócios. O Programa é conduzido pela Abit em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). In “Apex- Brasil” - Brasil

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

UCCLA - Lançamento do livro infantil “Simão Balalão” de Olinda Beja



Uma história infantil, de sonhos e de procuras, de um menino que vive numa ilha o “Simão Balalão”, da autoria da escritora Olinda Beja, será lançado na UCCLA, no dia 26 de janeiro, às 15h30.

Com a chancela da Editorial Novembro, o livro será apresentado pela poetisa Regina Correia e pelo fotógrafo e retratista José António Chambel. O acompanhamento musical estará a cargo de Filipe Santo. UCCLA



Sinopse:

Esta é a história de Simão Balalão, o menino ilhéu que tinha no peito o sonho de partir em busca de outros horizontes. Após algumas aventuras mal sucedidas Simão dá conta que só os conselhos da mãe o podem ajudar e finalmente descobre que “a nossa terra é a nossa terra” ou como se diz na língua de São Tomé - tela non sa tela non”

Biografia de Olinda Beja:

Olinda Beja é poeta e narradora de São Tomé e Príncipe. Porém, com apenas dois anos e meio, saiu de seu país e foi viver em Portugal. Sendo tão pequena, não foi responsável pela mudança de território e muito menos pela história que lhe foi sequestrada. Sua poética traz as marcas dessa vivência e as tentativas de reconstruir, ou construir ao seu modo, a identidade. Ao mesmo tempo, a escritora celebra, na tensão entre os dois mundos, África e Europa, a festa da mestiçagem e o encontro de culturas. Olinda Beja venceu em 2013 o maior prêmio literário de São Tomé e Príncipe, o Francisco José Tenreiro, pela obra "A Sombra do Ocá". É esta a inquietante e também dramática biografia de Olinda Beja.” - Texto de Estella Viana, jornalista brasileira ao serviço da RTE - Feira do Livro/Madrid/junho 2017.



Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho 
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Portugal – Lançamento do livro “O homem mais rico do mundo. As muitas vidas de Calouste Gulbenkian”

O livro “O homem mais rico do mundo. As muitas vidas de Calouste Gulbenkian”, de Jonathan Conlin, vai ser lançado no próximo dia 24 de janeiro, no edifício sede da fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A obra apresenta a vida de Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955), no ano em que se celebram os 150 anos do seu nascimento, “numa perspetiva inovadora, fundamentada em muitos documentos históricos”, refere uma nota de imprensa divulgada pela Fundação.

Durante mais de quatro anos, o historiador inglês investigou os arquivos da Gulbenkian, em Lisboa, e outros dez lugares que marcaram a vida de Gulbenkian.

Consultou documentos em francês, inglês, arménio, turco, alemão e russo, para contar a vida do homem cuja vida atravessou duas grandes guerras, que foi diplomata, homem de negócios, um visionário na área petrolífera e construiu uma riquíssima coleção de arte.

A sessão começa às 18h, com a presença de Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, e Clara Capitão, da Penguin Random House Portugal, e apresentação do autor, Jonathan Conlin.

Segue-se uma mesa redonda sobre ‘O contexto Otomano e Arménio”, por Edhem Eldem, ‘Petróleo e investimentos’, por Joost Jonker, ‘A Coleção de Arte’, por David Ekserdjian, e ‘Filantropia e o Portugal da década de 50’ por José Pedro Castanheira.

A moderação do debare será de Martin Essayan, administrador da Fundação e bisneto de Calouste Gulbenlian.

O encerramento estará a cargo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. In “Mundo Português” - Portugal

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Península Ibérica - Lançamento da obra "Camões e Cervantes - Contrastes e Convergências”



Terá lugar no dia 21 de janeiro de 2019, pelas 16h30, no Auditório do Camões, I.P. (Rua Rodrigues Sampaio, 113, Lisboa), o lançamento da obra "Camões e Cervantes - Contrastes e Convergências".

Esta é uma publicação do Camões, I.P. e do Instituto Cervantes que presta homenagem aos dois expoentes maiores da literatura ibérica e europeia.

Na sessão estarão presentes os autores, Helder Macedo e Carlos Alvar, bem como o Presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, e o Diretor do Instituto Cervantes, Luis García Montero.

Na mesma ocasião será apresentada a obra “Cervantes y Portugal – Historia, Arte y Literatura”, que reúne as atas do congresso realizado na Biblioteca Nacional de Portugal por ocasião da comemoração do IV Centenário da Morte de Cervantes com organização de Aurelio Vargas Díaz-Toledo e José Manuel Lucía Megías, editada pelo Instituto Cervantes. O evento contará com a presença dos professores Aurelio Vargas Díaz-Toledo e Alfredo Alvar. “Camões Instituição da Cooperação e da Língua”

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Angola – Jornalista angolano lançou livro de crónicas em Lisboa

Jornalista angolano pretende conquistar leitores de outros países a começar por Portugal com o livro “Balumuka”, por essa razão, o jornalista e autor, Rúbio Praia, lançou na cidade de Lisboa (Portugal), o seu livro de crónicas, depois de o já ter apresentado em solo pátrio, há três anos



Trata-se de um livro de 164 páginas, com 31 crónicas publicadas no Jornal de Angola, programa “Kialumingo” da Rádio Luanda e no extinto Semanário Agora, em que aborda temas diversos da actualidade entre os quais o analfabetismo, proliferação de igrejas, fuga à paternidade, entre outros. Questionado o autor sobre o que o levou a apresentar o livro em terras de “Camões”, Rúbio Praia Justificou alegando que o principal motivo é de promover uma maior partilha dos seus escritos a partir de Portugal ao que se estenderá aos demais países do mundo.

“Estou a lançar o livro aqui em Portugal com o sentido de promover uma maior partilha deste livro de crónicas lançado em Luanda há três anos, sem descurar que há outras portas que se podem abrir aqui neste país lusófono e europeu”, apontou. Por outro lado, o autor tenciona continuar a promover o seu livro “Balumuka”, em Angola, fazendo uma digressão por várias províncias do país, sendo que ainda neste primeiro trimestre os leitores da cidade do Lubango (Huíla), poderão ter contacto com o livro de crónicas.

Para o escritor e dramaturgo, Mário Amorim Guerra, a quem coube o prefácio do livro, escreve entre vários pontos, que a aludida obra faz-lhe sentir um sabor a terra na boca, a kissangua, maruvo, Rangel, asfalto e música para dançar no Marítimo da Ilha. “Faz-me viajar até Tala-Hady (Cazenga), Terra Nova e Maianga. Um sabor a terra de que estamos todos a sentir falta”, registou o escritor que também considerou o texto pela sua estrutura e conteúdo. Entretanto, o livro provoca e desafia a novas ideias. Crónicas com títulos: “Quase Pesadelo”, “África não é um país”, “Aberto até de Madrugada”, “O amanhã ‘nasce’ de um aborto”, “Honra aos Heróis da Cultura”, “Roubaram-me o meu amigo Action Nigga”, “A maka dos nossos conteúdos”, entre outros, podem ser lidas no livro. De salientar, que o livro “Balumuka” de Rúbio Praia, foi apresentado na Casa de Angola em Portugal, no âmbito do Dia da Cultura Nacional assinalado no passado dia 08 de Janeiro, instituído em 1986, por ocasião do discurso do então Presidente da República, António Agostinho Neto durante a tomada de posse dos corpos gerentes da União do Escritores Angolanos, em 1979. Jorge Fernandes – Angola in “O País”


O autor

Rúbio Praia - nasceu no bairro dos Candeeiros, então município do Sambizanga, Luanda, a 05 de Julho de 1983. Jornalista, poeta e prosador publicou os seus primeiros textos no suplemento “Vida Cultural” do Jornal de Angola (2004), depois na Rádio Nacional de Angola e seguidamente na sua coluna no semanário Agora. Arrebatou o “Prémio Maboque Jornalista Revelação 2013”. Tem escrito para vários órgãos de informação nacionais: Jornal Cultura, Revista África Today, Semanário Sol e Revista Todos. Tem no prelo o livro de contos intitulado “Testemunhos Secretos”, e está em pesquisa para o seu primeiro romance, cujo título ainda não foi revelado. Presentemente trabalha no Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Banco Nacional de Angola.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Cabo Verde - Emigrante cabo-verdiano lança dicionário crioulo / francês / português



Cidade da Praia – O emigrante cabo-verdiano e trabalhador da construção civil na França José Moreno Brito lança amanhã, sábado, 22, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia, o dicionário trilingue crioulo/francês/português.

Em declarações à Infopress, José Moreno Brito, que reside na França há 33 anos, diz que criou este livro para ajudar as crianças cabo-verdianas a aprenderem o francês e, também, os emigrantes cabo-verdianos que escolheram a França como o país de acolhimento.

Além disso, acredita este autor que os próprios franceses poderão passar a conhecer e saber mais sobre Cabo Verde através deste dicionário.

“Como penso muito na minha terra Natal, quis apostar no meu país. Daí veio a ideia de criar algo que ajudasse no desenvolvimento de Cabo Verde. Por isso, fiz este dicionário. É uma ideia quem vem desde 2012, mas iniciei os trabalhos em 2015 e estou agora a apresentar a obra em 2018”, explicou.

José Moreno Brito conta que passou por “muito sofrimento” quando chegou a França, com 25 anos de idade, há 33 anos atrás, por causa da língua.

“Chegando lá, não sabia nem como pedir um copo de água para beber. Vi que muitas pessoas poderão estar a passar pela mesma situação. Por isso, pensei em fazer este dicionário que acredito que será muito importante na integração dos cabo-verdianos na França”, ajuntou.

O dicionário conta, segundo a mesma fonte, com a co-autoria de Fernando Moreno Marques e ilustração de Tchilac Furtado.

“Acho que esta obra é muito importante. Tive muito trabalho para a criar”, disse José Moreno Brito, dando conta que não teve “nenhum patrocínio” para a produção do dicionário, tendo arcado sozinho com todas as despesas para a edição do livro. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Moçambique - “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade”

Foi lançado, na última quinta-feira, 8 de Novembro, na cidade de Maputo, o livro “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade”, que retrata a história inspiradora da sua autora, Nely Nyaka, de 98 anos de idade, que ainda se destaca pelo seu activismo social profundo, passando pelas experiências encorajadoras, vividas na família e na comunidade que a influenciou.

Profunda conhecedora de Lourenço Marques (hoje Maputo), e, mais particularmente, dos seus bairros periféricos, onde nasceu, a autora fala-nos, nesta obra, dos marcos geográficos e sociológicos da sua cidade, das famílias que nela habitavam, das práticas e dos costumes da comunidade e dos artifícios a que se recorria para mitigar a pobreza e vencer as enormes barreiras criadas pelo poder colonial a todos os que não fossem brancos.

Na cerimónia de lançamento, Nely Nyaka disse ter sido inspirada pelo seu marido, Raul Bernardo Honwana, já falecido que, em 1984, lançou um livro de memórias, que tem sido usado como referência em muitos trabalhos académicos.

“Na altura, prometi que também ia escrever o meu livro”, lembrou a autora, que agradeceu a todos que tornaram possível a edição e publicação de “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade”.



Para o editor, Nelson Saúte, “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade” afigura-se como uma notável obra no domínio da memória. “A Vovó Nely fala da (sua) vida, das coisas singelas da vida, da forma como se vivia, das pessoas, das suas casas, e do seu quotidiano”.

“O olhar da Vovó Nely é inédito e surpreendente. O olhar interior, o olhar de quem observa as pequenas coisas, de quem lida com as pequenas coisas. É aqui onde reside a extraordinária riqueza deste livro, nesse olhar e nessa voz singular”, enfatizou Nelson Saúte.

A publicação desta obra contou com o suporte da concessionária dos terminais de contentores e de carga geral no Porto da Beira, Cornelder de Moçambique SA, que a considera um importante contributo para a literatura moçambicana.

Para a Cornelder de Moçambique SA, representada na cerimónia por Rui Massuanganhe, “esta obra valoriza e enaltece o papel da mulher moçambicana para o desenvolvimento do País e consideramos importante a sua disseminação para a sociedade, no geral, e para os mais jovens, em particular”.

“Nely Nyaka desenha a sua trajectória muito parecida a de outras mulheres moçambicanas que passaram por diversificadas e complexas transformações sociais no início de dois séculos distintos e, ainda assim, com todas as dificuldades, conseguiu manter o foco da sua contribuição social”, acrescentou Rui Massuanganhe.

Nely Nyaka nasceu no dia 2 de Novembro de 1920, na Katembe. O seu activismo social começou cedo, primeiro no seio da Igreja Metodista Wesleyana e, mais tarde, no Instituto Negrófilo (que depois assumiu a designação de Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique), organização de que o seu pai foi sócio-fundador.

Recentemente, esteve na criação e é uma das mais notáveis dinamizadoras da associação Pfuna, dedicada a mitigar a pobreza e a miséria de crianças órfãs.

Em 1939, casou-se com Raul Bernardo Honwana e foram viver para a Moamba, tiveram oito filhos. Raul, que militou no Grémio Africano nos tempos de Karel Pott, publicou, em 1984, um livro de memórias, que vem constituindo referência em muitos trabalhos académicos. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 3 de novembro de 2018

UCCLA - Apresentação do livro “A sereia Mánina e seus sapatos vermelhos” de Celina Pereira - Edição em braille e crioulo cabo-verdiano



A UCCLA será palco do lançamento do audiolivro infantojuvenil “A sereia Mánina e seus sapatos vermelhos” de Celina Pereira, no dia 8 de novembro, pelas 18h30.

Trata-se de um obra inédita por ter uma edição em braille e por estar traduzida em crioulo cabo-verdiano, e é resultado de um trabalho de cerca de dois anos.

Com a chancela da Editorial Novembro, esta obra é o reflexo da história que a mãe de Celina Pereira cantava aos filhos quando eram pequenos.

A apresentação do livro estará a cargo da Embaixatriz de Cabo Verde em Portugal, Manuela Soares de Brito.



Biografia de Celina Pereira:

Cantora, Educadora, Contadora de Estórias, Escritora.
O seu primeiro single foi editado em 1979. Em 1986 é editado o seu primeiro disco, "Força di Cretcheu" (Força do Amor), com arranjos e direção musical de Paulino Vieira, que inclui estórias e cantigas de roda, de brincadeira, de casamento e de trabalho.
Em 1990 lançou o LP "Estória, Estória… No Arquipélago das Maravilhas" que contou com a colaboração de Paulino Vieira. Iniciou um trabalho de contadora de estórias em 1991, nos Estados Unidos, nas escolas públicas de Boston.
Edita pela editora francesa Melódie, em 1993, o álbum "Nós Tradição". Participa na compilação "Pensa nisto!...".
No disco "Harpejos e Gorjeios", editado em 1998, canta em crioulo e português. Contou com a direção musical de Zé Afonso. Interpreta a morna "Bejo de Sodade", da autoria de B. Leza, com o fadista Carlos Zel.
Colabora com Martinho da Vila no tema "Nutridinha (nutridinha do sal)" do disco "Lusofonia" de 2000.
"Estória, Estória..." foi reeditado em CD e em formato audiolivro (livro/cassete) pela ONG italiana, CIES (Centro de Informação e Educação para o Desenvolvimento), tendo vários prémios nacionais e internacionais.
"Estória, Estória… do Tambor a Blimundo" é um áudio-livro que pretende recuperar o património expressivo das histórias e jogos de roda tradicionais africanos. As ilustrações são da autoria da italiana Cláudia Melotti e os textos são da autoria de Celina Pereira bem como a adaptação de dois contos africanos. A 2.ª edição desta obra multilingue apresenta-se em português, crioulo, inglês e francês.
Foi condecorada, em 2003, com a Medalha de Mérito - grau comendadora - pelo presidente português, Jorge Sampaio, pelo seu trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.
Além dos muitos prémios anteriores foi galardoada em 2014 com o PRÉMIO CARREIRA CVMA/ Cabo Verde Music Awards, em 2015 com o PRÉMIO DE MÉRITO da Multilanguage Schools Foundation, do Funchal, em 2017 com o Prémio Lusofonia em 2017, Oscar Mulher Empreendedora na categoria Música em 2018.



Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

UCCLA - Lançamento do livro “O Que Falta” de Adolfo Maria

Será lançado na UCCLA, dia 7 de novembro, pelas 18h30, o livro de poemas “O Que Falta” de Adolfo Maria, com a chancela das Edições Colibri.



Biografia de Adolfo Maria: 

Adolfo Maria, nascido em Luanda, entregou-se desde a sua juventude à luta nacionalista para a independência do seu país. Participou no combate cultural (Sociedade Cultural de Angola, jornal Cultura e Cine Clube de Luanda), nos anos 1950; no combate político (no PCA e no MLNA), o que lhe valeu a prisão pela polícia política portuguesa, a PIDE, em 1959; e no combate armado (nas fileiras do MPLA) nos anos 60 e 70 do passado século. 
Dentro da luta nacionalista, participou no combate pela democracia no seio do MPLA, em 1974, como membro da tendência Revolta Activa, o que originou um mandado de captura contra vários elementos dessa tendência, em Abril de 1976, cinco meses após a independência de Angola. Adolfo Maria escapou à rusga da polícia do regime, a DISA, e manteve-se escondido durante quase três anos, cessando a sua clandestinidade após o anúncio de amnistia pelo presidente da república; esteve ainda preso pela polícia política e, depois, foi expulso do país em 1979. Esse período que o autor viveu é descrito no seu livro ANGOLA, SONHO E PESADELO e a dramática vivência dessa clandestinidade é-nos transmitida na sua obra ANGOLA NO TEMPO DA DITADURA DEMOCRÁTICA REVOLUCIONÁRIA - POÉTICA DO AUTO-CÁRCERE.
No exílio, Adolfo Maria tem participado em colóquios, conferências, entrevistas e colaborado em publicações angolanas; é membro do painel do programa "Debate Africano" da RDP África. Além dos livros acima citados, publicou ANGOLA - CONTRIBUTOS À REFLEXÃO e os romances NAQUELE DIA NAQUELE CAZENGA e NA TERRA DOS TTR. Todas estas obras foram editadas por "Edições Colibri", em Lisboa.

Sinopse do livro:

Na abertura do livro de poemas O QUE FALTA, de Adolfo Maria, diz o autor:

(...)quando alguém esteve empenhado em combates pela dignidade humana, esperam-se dele escritos ou discursos de análise, denúncia, encorajamento em vez de poemas (...)no meu caso, dediquei a já razoavelmente longa vida a esses combates (...)
Sucedeu que, nessa luta contra a opressão das pessoas e dos povos (duros combates físicos e psíquicos!), a minha sensibilidade captava os sofrimentos e esperanças, a mente não deixava de questionar a realidade que fui encontrando e vivendo. Por vezes registei em prosa e mais raramente em verso o que sentia e pensava.
Agora, cheguei a uma fase da vida onde o espaço da acção está naturalmente suplantado pelo da meditação, o que propicia momentos de escrita sob a forma de poemas, numa vontade de falar a quem procura sentir o mundo (falar de... exílio, amor, saudade...). Para mim é O QUE FALTA.
Neste livro, Adolfo Maria fala do Mundo e das gentes e desvenda-se, através de poemas, numa centena de páginas, divididas pelos temas: do Exílio, do Amor, da Saudade, da Mulher, da Meditação, da Finitude.

Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Brasil - Primeiro submarino brasileiro classe Scorpène será lançado ao mar em dezembro

Além disso, primeiro submarino nuclear será finalizado até 2028



Batizado de Riachuelo, o primeiro submarino da classe Scorpène construído no Brasil deverá ser lançado ao mar em 14 de dezembro deste ano. Além dele, outros três serão montados e lançados a cada 18 meses, até 2023. Há ainda a previsão de que o primeiro submarino nuclear seja concluído em 2028.

O anúncio foi feito pelo diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil, o almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, que apresentou o Programa Nuclear da Marinha (PNM) e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), nesta sexta-feira. A palestra do almirante, realizada no auditório da Capitania Fluvial de Porto Alegre, no Centro Histórico, reuniu militares da Marinha do Brasil e representantes da Pucrs, Ufrgs, Fiergs e da empresa AEL Sistemas, que produz materiais para as Forças Armadas.

Bento Costa apresentou detalhes dos projetos e a importância dessas iniciativas para o desenvolvimento do Brasil. Sobre o projeto de submarinos, Júnior disse que o Brasil está recuperando a sua capacidade de construção. Ao detalhar o projeto, o almirante informou que o primeiro modelo de submarino (S-BR), baseado no projeto francês “Scorpene”, foi desenvolvido com transferência de tecnologia francesa do Naval Group em parceria com a Marinha do Brasil e está sendo montado no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

“O Programa Nuclear da Marinha do Brasil tem como objetivo dar maior segurança à costa brasileira e gerar impactos significativos na economia do país. Toda a atividade nuclear em território brasileiro é para fins pacíficos”, destacou o Almirante que é diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil. Bento Costa afirmou ainda que o país está entre os mais extensos do mundo (ocupa a sexta posição) e possui grandes reservas naturais.

Em relação à tecnologia, o almirante afirmou que o programa da Marinha do Brasil traz inovação, competitividade e desenvolvimento ao país e apresentou dados dos últimos dez anos do programa. Segundo ele, o Prosub movimentou 700 empresas civis nacionais, 18 universidades e institutos de pesquisa, e foi responsável pela geração 4,8 mil empregos diretos e 12,5 mil empregos indiretos.

Sobre o programa nuclear brasileiro, o almirante disse ele começou a operar em 1914 por meio de parcerias com países como Itália, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Já a origem do Programa do Submarino Nuclear remonta a década de 1970, com o Plano Estratégico da Marinha, que indicava a necessidade de projetar e construir submarinos de propulsão nuclear.

Na década de 1980 e 1990, foi firmada uma parceria com a Alemanha para a construção de cinco submarinos e a transferência de tecnologia. Em 2008, um acordo de parceria estratégica foi assinado com a França possibilitando a construção de quatro submarinos convencionais e um submarino de propulsão nuclear, além da construção de um estaleiro e de uma base naval. “O projeto básico do nosso submarino de propulsão nuclear foi finalizado e certificado pelos franceses em janeiro de 2017 e estamos na fase de detalhamento do projeto”, acrescentou. Cláudio Isaías – Brasil in “Poder Naval”

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe – Lançamento das obras para a construção de uma fábrica de óleo de palma

São Tomé – O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada procedeu quarta-feira, 01 de Agosto de 2018, ao lançamento das obras para a construção de uma fábrica de óleo de palma na Ribeira Peixe, ao sul de São Tomé, prevendo-se uma produção anual de 12 mil toneladas de óleo num projecto estimado em 40 milhões de dólares.

As obras, a cargo da empresa Egecom que deverão estar concluídas dentro de oito meses, inserem-se num projecto de investimento privado belga de pouco mais de 40 milhões de dólares, iniciado há nove anos, sobretudo, com plantação de palmeiras e outras intervenções de raiz operadas pela empresa Agripalma.

Projectada pela EKPO Engeneering, prevê-se que nova fábrica da empresa Agripalma, a ser erguida numa área de 1219,50 metros quadrados, terá uma produção anual de 10 a 12 mil toneladas de óleo cujo 80 por cento do produto se destinará à exportação nesta sub-região do golfo da guiné, onde se localiza o arquipélago. 

“Para um País que carece de divisa, de facto, este projecto é estruturante e de grande importância para a economia nacional”, disse o primeiro-ministro, Patrice Trovoada tendo acrescentado que “este projecto leva o sector primário da economia são-tomense a evoluir para as fases de transformação, industrialização e de exportação”.

Na sua intervenção, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Teodorico Campos destacou o projecto na sua vertente económica bem como benefícios para os agricultores são-tomenses, os produtos de andim que poderão comercializar os seus produtos na nova fábrica da Ribeira Peixe.

Já o Presidente da Câmara Distrital de Cauê, onde será erguida a nova fábrica de produção de óleo da Agripalmas fez referência às vantagens sociais do projecto, essencialmente, na criação de postos de trabalho para a população local e de outros distritos do País. In “STP- Press” – São Tomé e Príncipe