Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade Politécnica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade Politécnica. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Macau - “Temor” e “perigos” serviram de mote a concurso de eloquência em português

A 21ª edição do Concurso de Eloquência em Língua Portuguesa distinguiu ontem três alunos, dois da Universidade Politécnica e uma da Universidade Cidade de Macau. O mote foi “Nos perigos grandes, o temor é muitas vezes maior que o perigo”, de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões. Os estudantes interpretaram a frase, tendo abordado temas como os Descobrimentos, os 50 anos do 25 de Abril de 1974 ou até mesmo experiências pessoais relacionadas com medos e anseios


É preciso “superar o medo e ter coragem”, por isso, estudantes universitários de Macau subiram ontem ao palco no âmbito da 21ª edição do Concurso de Eloquência em Língua Portuguesa, organizado pela Universidade de Macau (UM), e deixaram de lado o nervosismo. O mote foi precisamente sobre o medo: “Nos perigos grandes, o temor é muitas vezes maior que o perigo”, retirado de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões.

No dia em que se celebraram os 50 anos do 25 de Abril, alguns dos 11 estudantes participantes invocaram a data e os desafios vividos naquele dia de 1974 em Portugal. Outros olharam para dentro, para as suas experiências, medos e ansiedades, e outros abordaram os Descobrimentos, por exemplo. No fim, saíram todos vencedores, como sublinharam os docentes que os acompanharam.

Humberto Zhang Hongyun mostrou-se “muito feliz” por ter conquistado o primeiro prémio, oferecido pela Fundação Macau, no valor de 10000 patacas. Aluno do terceiro ano do curso de Tradução Chinês-Português da Universidade Politécnica de Macau (UPM), Humberto contou ao Jornal Tribuna de Macau que tem “muita paixão” pela Língua de Camões.

“Para mim, a cultura ibérica, especialmente a cultura portuguesa, faz-me sentir muita paixão, e gosto também de muitas obras-primas da literatura portuguesa, de poesia”. Por essa razão, quis “explorar o mundo da Língua Portuguesa”.

Humberto levou a concurso o texto intitulado “Romper as correntes do temor”. “Indiquei os mecanismos do temor, que é algo psicológico, e, no fim do discurso, apresentei uma resolução para este problema: a resiliência, que é também algo psicológico. Porque todos nós temos uma barreira psicológica e por isso a resiliência é o melhor antídoto para este problema”, apontou.

O estudante da UPM, natural da província de Chongqing, declamou ainda parte de um poema de Ary dos Santos: “Serei tudo o que disserem/ por temor ou negação:/ demagogo, mau profeta/ falso médico, ladrão/ prostituta, proxeneta/ espoleta, televisão./ Serei tudo o que disserem:/ Poeta castrado não!”.

Patrocinado pelo Jornal Tribuna de Macau, o segundo prémio, no valor de 3000 patacas, foi conquistado por Alex Gan Tianer, também estudante da UPM e do terceiro ano, mas do curso de licenciatura em Português. “Nunca pensei que pudesse ganhar”, confessou.

“Como disse no meu discurso, falhei uma vez num concurso de eloquência de inglês, na minha escola secundária. Desta vez, estar no palco já fez de mim uma vencedora”, afirmou, apontando que o prémio foi um “extra”. “Coragem, pura e livre” foi o título que deu ao seu discurso, durante o qual falou então da sua experiência pessoal e do medo que sentia de subir ao palco.


Natural da Mongólia Interior, Alex Gan Tianer contou que só teve contacto com a Língua Portuguesa quando entrou para a universidade. “Escolhi aprender Língua Portuguesa porque gosto muito de aprender línguas estrangeiras e sei que Macau é uma plataforma de contacto entre a China e os países lusófonos. Por isso, escolhi Macau para estudar”, acrescentou a estudante.

O terceiro lugar, por sua vez, patrocinado pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no valor de 1000 patacas, coube a Aurora Cheng Ziyu, estudante na Universidade Cidade de Macau. “Este é o terceiro ano que estudo Português, e estudo porque adoro estudar línguas estrangeiras. Estudei espanhol durante seis anos na minha escola secundária”, contou a aluna.

“O perigo e o temor” foi o título escolhido por Aurora Cheng Ziyu. Na sua apresentação, a estudante natural da província de Tianjin falou sobre o temor ser muitas vezes maior que o perigo. “Temos de superar o medo com coragem”, acrescentou, nas declarações a este jornal.

A estudante frisou que “cultura ocidental é muito interessante e tem muitas diferenças em relação à cultura chinesa”, o que a levou também a interessar-se pelo Português. O curso de licenciatura em Português da Universidade Cidade de Macau vai formar, este ano, os primeiros graduados nesta área.

“Estou muito contente. Nunca pensei que pudesse ganhar, foi uma surpresa”, conclui Aurora Cheng Ziyu, acrescentando que “estava muito nervosa”, até porque foi logo a primeira a subir ao palco.

José Pascoal, docente da UM e organizador do concurso, explicou que o objectivo da iniciativa é levar a que os alunos se apropriem de uma língua que é também deles. “Ninguém se apropria da língua se não falar a língua. o concurso é uma das muitas outras vias possíveis para eles se apropriarem desta língua que é nossa, mas também é deles. Esta é a principal razão”, afirmou a este jornal.

Quanto à escolha do mote desta edição, uma frase de “Os Lusíadas”, de Camões, o docente disse que é uma forma de celebrar os 500 anos do nascimento do poeta. “É um desafio para os alunos interpretar aquela frase de Camões, sobre os perigos, os medos, o que fazemos com eles, como os encaramos e ultrapassamos”, observou, acrescentando que “há metáforas fantásticas” nos textos produzidos este ano.

O júri foi composto este ano pelo advogado Frederico Rato, pelo advogado e dramaturgo Miguel de Senna Fernandes, e pela docente e cantautora Maria Paula Monteiro. Durante a sessão, houve ainda momento para ouvir “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso, por Maria Paula Monteiro, bem como para ver o documentário “25 de Abril – Uma Aventura para a Democracia”, de Edgar Pêra. Na cerimónia esteve também presente o director do Departamento de Português da UM, João Veloso, bem como outros docentes, alunos e convidados. Os Serviços de Correios e os Serviços de Turismo, tal como o BNU, ofereceram presentes aos participantes. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




terça-feira, 15 de março de 2022

Moçambique - Universidade Politécnica e Organização Internacional para as Migrações encorajam luta pela igualdade de género


O reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, considera que, apesar das conquistas alcançadas na luta pela igualdade de género, ainda persistem focos de discriminação da mulher no País, principalmente no seio das famílias e das comunidades, onde esta continua a ser subalternizada.

Para ultrapassar esta situação, Narciso Matos aponta como soluções a conjugação de esforços no combate à discriminação baseada no género, bem como a luta contínua com vista à preservação dos ganhos até aqui alcançados pois “as transformações de mentalidades não se fazem num dia ou num evento. São processos que devem ser permanentes, repetidos, e tem que haver perseverança”.

“Nunca devemos deixar de agradecer o facto de vivermos num País onde o papel da mulher, desde o início da independência da nação, sempre foi reconhecido. Todos, incluindo os mais novos, cresceram a saber que existe o dia 7 de Abril ou a Josina Machel e muitas outras heroínas que deram a vida e continuam a dar o seu contributo para o desenvolvimento de Moçambique”, sublinhou.

Conforme frisou o reitor da Universidade Politécnica, estes ganhos devem ser enaltecidos. “As mulheres moçambicanas hastearam a bandeira desta nação, e todos os anos celebramos o seu dia. São pequenas vitórias que, às vezes, pensamos que estão lá por acaso e vão estar mesmo que não continuemos a lutar por elas”.

Narciso Matos falava terça-feira, 8 de Março, em Maputo, na cerimónia de celebração do Dia Internacional da Mulher, organizada pela Universidade Politécnica em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que decorreu sob o lema “Mudanças Climáticas e Migração: uma questão de igualdade de género”.

Na ocasião, Narciso Matos realçou a importância do tema, tendo em conta a vulnerabilidade do País aos eventos climáticos: “Conheço poucas coisas tão importantes como estas para o nosso País. Basta contar quantos ciclones atingiram Moçambique nos últimos anos e quantas pessoas perderam a vida, a casa, o negócio. E os ciclones não param! Infelizmente, tornaram-se normais e frequentes”.

Ainda a respeito do tema, a representante da OIM, Linda Manjate, explicou que, apesar de as mudanças climáticas representarem um risco para toda a humanidade, as mulheres e as raparigas, em particular, sofrem o maior impacto, principalmente quando se encontram numa situação de migração, que muitas vezes é forçada.

Em relação à efeméride, à semelhança de Narciso Matos, a representante da OIM disse ainda haver muito a ser feito para o alcance da igualdade e paridade de género: “Ainda há muitos desafios. Leis e normas sociais discriminatórias continuam a ser generalizadas, as mulheres continuam a estar sub-representadas a todos os níveis de liderança, e uma em cada cinco ainda reporta ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses”.

“A tendência é crescente e há mais consciencialização. Podemos dizer que todos falam desta necessidade de igualdade de género e tenho fé que um dia chegaremos lá. A igualdade de género não é apenas um direito humano, mas uma base necessária para um modelo pacífico, próspero e sustentável da nossa sociedade”, concluiu. In “Olá Moçambique” - Moçambique


 

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Moçambique - II edição do curso de Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical

Arrancou, segunda-feira, 11 de Outubro, a segunda edição do curso de Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical, ministrado pelo Instituto Superior de Altos Estudos e Negócios (ISAEN), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, a primeira e mais antiga instituição de ensino superior privado no País.

Trata-se de um curso através do qual se pretende reforçar, renovar e ampliar competências profissionais na área de saúde, em particular nas vertentes de saúde pública e medicina tropical.

Conforme explicou a directora do ISAEN, Irene Mendes, o curso irá dotar os profissionais de diferentes ramos da saúde de dados científicos actuais sobre as suas áreas de trabalho e interesse, bem como sedimentar os conhecimentos obtidos de forma empírica e reformular acções que não estavam a ser aplicadas correctamente.

“A Universidade Politécnica, através do ISAEN, assumiu o compromisso de participar na formação dos recursos humanos em diferentes áreas de conhecimento, pois entendemos que é nossa responsabilidade contribuir na busca de soluções dos vários problemas que afligem o País, em particular na saúde, na vertente de saúde pública”, frisou Irene Mendes.

Por isso, os graduados deste curso estarão preparados para intervir directamente na área de saúde, dinamizar acções e programas de saúde, assim como lidar com doenças tropicais (endémicas e não endémicas).

“Esperamos, com este curso, capacitar os estudantes para um conhecimento global, actual e transnacional nas áreas de epidemiologia, saúde pública e medicina em regiões tropicais. Esperamos, igualmente, desenvolver competências nas áreas de prevenção, diagnóstico e controlo de doenças endémicas e/ou emergentes e capacitar os profissionais em matérias ligadas ao planeamento, à implementação e à análise crítica de projectos de saúde e medicina tropical”, realçou a directora do ISAEN.

Importa realçar que o curso de Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical é de carácter profissionalizante, o que significa que será privilegiada a componente prática, através de aulas laboratoriais e visitas de estudo a instituições ligadas à saúde. In “Olá Moçambique” - Moçambique  

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Moçambique - Universidades Politécnica e Joaquim Chissano assinaram acordo para a internacionalização e mobilidade académica


No âmbito da cooperação didáctica, científica e cultural, a Universidade Politécnica e a Universidade Joaquim Chissano (UJC) assinaram, terça-feira, 27 de Julho, em Maputo, um memorando de entendimento, que tem por objectivo a internacionalização e mobilidade académica entre professores, estudantes e investigadores. O acordo, que é regido pelas leis vigentes em Moçambique, preconiza o desenvolvimento de um conjunto de projectos e pesquisas, organização de jornadas científicas, cursos de curta duração, seminários, desenvolvimento de programas de bolsas de estudo, organização de actividades de carácter desportivo e publicações.

A cooperação ocorrerá numa base de igualdade e com proveito recíproco, de acordo com a capacidade, possibilidade e experiência de cada uma das partes. Na ocasião, Narciso Matos, reitor da Universidade Politécnica, referiu que o memorando assinado com a UJC é um instrumento que simboliza a vontade das duas instituições de trabalhar juntas, por existir um campo muito grande na área da pesquisa científica, formação de docentes e na troca de experiências entre os estudantes.

“Nós estamos muito empenhados em aprender convosco e poder contribuir com o conhecimento que ao longo dos 25 anos da existência da Universidade Politécnica pudemos acumular em algumas áreas científicas que são comuns e outras que são certamente complementares. Há regiões geográficas em que nós estamos presentes e há sombras brancas da UJC, que se espalham por todo o país. Há, sem dúvida, na Universidade Politécnica, um campo muito grande que podemos explorar”, referiu Narciso Matos.

Por sua vez, José Magode, reitor da Universidade Joaquim Chissano (UJC), explicou que a celebração do memorando entre as duas universidades reveste-se de sentido de racionalidade, que se traduz de forma inequívoca no interesse partilhado pela aproximação e pelas relações de amizade entre os membros de ambas as instituições, na troca de conhecimento e experiências sobre agendas de interesse comum.

“O memorando que celebramos hoje formaliza, o propósito destes ideais, a colaboração entre as nossas instituições e o desejo de fortalecermos a nossa cooperação institucional, especialmente neste momento de desafios a nível nacional e internacional como consequência do surgimento e rápido alastramento da pandemia da Covid-19”, concluiu José Magode. In “Olá Moçambique” - Moçambique


 

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Moçambique - Instituto Médio Politécnico gradua novos técnicos

O Instituto Médio Politécnico (IMEP), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, graduou, na passada sexta-feira, 11 de Outubro, em Maputo, um total de 56 estudantes formados em vários cursos.

Trata-se de 19 formandos dos cursos de Construção Civil, 19 de Contabilidade, 7 de Gestão, 10 de Informática e 1 de Hotelaria, que receberam os seus diplomas, na XV cerimónia de graduação do IMEP.

A construção de conhecimento, habilidades e atitudes sólidas, são os elementos necessários para se saber ser, estar e fazer numa sociedade responsável e competente, segundo referiu Narciso Matos, reitor da Universidade Politécnica, que discursava após a entrega de certificados e premiação dos cinco melhores formandos em representação de cada curso.

“Aos graduados faço votos de felicidades e sucesso. Sigam o exemplo da professora Natália Folgado, que volvidos 24 anos de carreira, passa para a reforma com reconhecimento”, acrescentou Narciso Matos.

Por sua vez, Isabel Zandamela, directora geral do IMEP, disse que a ocasião marca uma etapa nova na vida dos graduados, com a certeza de que as competências adquiridas contribuirão para o sucesso de cada formando na vida laboral ou aos que prosseguirem com os estudos.

“Esperamos que sejam profissionais de sucesso e melhorem o desempenho das instituições em que vierem a se enquadrar, porque parte significativa da força de trabalho não está devidamente qualificada, e este é o momento certo, para assumirem o desafio de reverter este cenário, com determinação e responsabilidade”, exortou Isabel Zandamela.

Na ocasião, Loide Kunhonha, graduada em Contabilidade, foi agraciada com um prémio de estágio profissional e material de trabalho, para além de incentivo financeiro, oferecido pela direcção do IMEP, como a melhor aluna com 17 valores.

“Primeiro quero agradecer a Deus por nos ter guiado e pela sabedoria que nos deu para conseguirmos realizar os nossos sonhos. Aos professores, tutores e encarregados de educação, agradecemos por terem acreditado e investido todo o vosso esforço em nós”, concluiu Loide Kunhonha, falando também em representação dos formandos.

Importa referir que desde a sua criação, o IMEP já graduou um total de 583 alunos. Os cursos do IMEP têm a duração de três (3) anos, funcionando nos turnos laboral e pós-laboral, e visam dotar os alunos de capacidades básicas para o ingresso no mercado de trabalho. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Moçambique – Universidade Politécnica já graduou quase 10 mil estudantes

Ao longo dos 24 anos da sua existência, a Universidade Politécnica já graduou um total de 9567 estudantes, dos quais 3473 bacharéis, 5367 licenciados, 225 mestres e 502 estudantes completaram cursos de pós-graduação.

Para o próximo ano, o maior estabelecimento privado de ensino superior do País, espera atingir e ultrapassar a marca de 10 mil graduados, conforme referiu o reitor, Narciso Matos, no decurso da XXI cerimónia de graduação, ocorrida no sábado, 14 de Setembro, em Maputo.

Na ocasião, foram graduados 439 estudantes, sendo 407 licenciados e 32 mestres. Do conjunto de estudantes licenciados de 23 cursos, 252 são mulheres, o que corresponde à maioria dos graduados.

“Estamos decididos a ser e permanecer como uma das melhores universidades de Moçambique”, disse Narciso Matos, assegurando aos presentes na cerimónia que a instituição está a trabalhar para ser ainda uma universidade melhor em 2020, do que em 2019.

Para o efeito, segundo explicou, a Universidade Politécnica submeteu todos os seus cursos a um processo completo de auto-avaliação externa realizada pelo Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior (CNAQ): “A preparação, as conclusões e recomendações deste processo estão já a promover, com certeza, a melhoria dos nossos cursos”, frisou.

Num outro desenvolvimento, Narciso Matos indicou que foi iniciado um processo de revisão curricular, através do qual todos os cursos serão actualizados num processo de consulta com professores, estudantes, graduados, empregadores e ordens profissionais, nomeadamente a Ordem dos Engenheiros de Moçambique, a Ordem dos Advogados, Ordem dos Médicos, Ordem dos Contabilistas e Auditores, Ordem dos Enfermeiros, entre outras agremiações.

Desde modo, espera-se que, em 2021, os cursos sejam actuais e melhor organizados do que agora, razão pela qual todos os professores estão a ser submetidos à formação em comunicação oral e escrita em metodologia de investigação científica, em pedagogia e psicologia da educação e em informática aplicada à educação superior.

“Celebrem este dia e esta meta. É fruto da vossa determinação. Lembrem-se de que o conhecimento avança todos os dias. Muito do que aprenderam no primeiro ano dos vossos cursos, hoje já precisa de ser actualizado. Muito do que o vosso certificado representa está ainda por ser, porque o certificado significa, acima de tudo, que vocês estão habilitados a continuar a aprender de modo independente”, realçou Narciso Matos.

Falando em representação dos graduandos, Ludmila Rangel, referiu que a graduação impulsiona outras buscas e, acima de tudo, abre novos horizontes visando um futuro brilhante.

“Sempre acreditamos que este dia chegaria, pois esforçamo-nos e buscamos, dia-após-dia, condições para a concretização do nosso sonho. Mas não foi um percurso apenas de glórias, uma vez que houve momentos em que fomos colocados à prova. Passamos por momentos de aflição, desespero e noites em claro, ausência no seio familiar, mas foi por um bom motivo”, disse. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica cria Núcleo de Género

Para desenvolver acções com vista ao tratamento igual para ambos os sexos, em relação a qualquer tipo de actividade, particularmente na esfera universitária, a Universidade Politécnica criou, recentemente, o Núcleo de Género, cujas políticas serão aprovadas nos Conselhos Universitários, a realizarem-se em Outubro próximo.

Trata-se de um núcleo que vai incidir as suas actividades sobre três pontos principais, nomeadamente as questões de género, o assédio e a protecção às minorias.

Para a directora das Bibliotecas da Universidade Politécnica, Sara Laísse, mais do que elaborar uma política sobre o género, a maior instituição privada de ensino superior, no País, pretende dar visibilidade à questão da equidade do género a vários níveis da universidade e fazê-la constar dos processos do acesso dos alunos à universidade, da selecção dos colaboradores e da atribuição de cargos de responsabilidade.

“Enquanto a política não é aprovada, nós pretendemos sair do papel e começar a desenvolver actividades que possam dar uma perspectiva sobre onde nós queremos chegar, que é garantir que se tenha em consideração a questão da equidade do género, o assédio e a protecção das minorias, nos processos universitários”, referiu Sara Laísse.

Com efeito, o núcleo já está a auscultar a sociedade, para se inteirar das acções desenvolvidas por outras organizações com o intuito de acrescentar valor àquilo que tem sido realizado em relação à equidade de género, evitando repetições.

Neste sentido, o Núcleo de Género da Universidade Politécnica promoveu, na quarta-feira, 21 de Agosto, em Maputo, uma palestra subordinada ao tema “Mulher e Desenvolvimento: És Capaz de Transformar o Mundo?”.

A palestra foi proferida por Sónia Catingue, da Academia 'Girl Move', uma organização que trabalha com jovens raparigas moçambicanas, cujo objectivo é contribuir para a criação de uma nova geração de mulheres, com potencial de liderança para transformar o mundo usando o seu talento.

“Isto funciona através de um modelo de mentoria racional, em que temos jovens licenciadas, denominadas girl movers, que dão apoio a um grupo de três universitárias, constituindo uma equipa que faz mentoria a um grupo de trinta adolescentes em fase de transição do ensino primário para o secundário, passando-lhes a mensagem da importância de continuar na escola”, explicou Sónia Catingue.

Trata-se, conforme realçou, de incutir nos menores, a importância da educação para o seu futuro, com vista a quebrar o ciclo de pobreza de algumas famílias de uma forma programada, para que tenham uma perspectiva de um mundo diferente, uma vez que são capazes de fazer mais do que elas acreditam. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica e Escola Portuguesa firmam parceria para edição e publicação de livros literários infanto-juvenis



A Universidade Politécnica e a Escola Portuguesa de Moçambique (EPM) assinaram na passada sexta-feira, 21 de Junho, em Maputo, um memorando de entendimento, que visa a edição e publicação dos livros literários infanto-juvenis, resultantes do concurso Literário Maria Odete de Jesus (CLMOJ), promovido pela Direcção das Bibliotecas da maior universidade privada do País.

Pretende-se com esta parceria, promover e facilitar o intercâmbio entre as duas instituições de ensino no âmbito da produção e edição de livros infanto-juvenis, promover o gosto pela literatura infanto-juvenil, fomentar a realização de eventos que visem a disseminação de livros infanto-juvenis.

Falando após a assinatura do memorando, Rosânia da Silva, Pró-Reitora para a área de Pós-graduação e Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, disse tratar-se do cumprimento de mais um dos acordos existentes entre a Universidade Politécnica e a EPM e, que o presente, preconiza basicamente a promoção da leitura e publicação de livros entre as duas instituições.

“Regularmente realizamos concursos literários intitulados Maria Odete de Jesus e os vencedores têm o direito da publicação das suas obras. Nós entendemos que através da parceria com a EPM podemos melhorar o circuito de colocação deste livro no mercado”, afirmou Rosânia da Silva.

Por sua vez, a Directora da EPM, Dina Maria Trigo, afirmou que o objectivo principal da assinatura do memorando é fazer cumprir uma das suas missões, que é a divulgação da língua portuguesa através da leitura e escrita.

“Já editámos vários livros e, muitos são de escritores moçambicanos. Ao alargarmos a edição para outros escritores, dá-nos a possibilidade de termos mais livros. Tudo isto para nós, demonstra que a leitura é muito importante. Ler é mais importante, abre os horizontes, faz-nos viajar”, concluiu Dina Maria Trigo.

Importa realçar que o memorando será operacionalizado através da Direcção das Bibliotecas da Universidade Politécnica, entidade que promove o desenvolvimento sistémico das bibliotecas, capacitando-as para oferecer, aos docentes, pesquisadores, estudantes e pessoal técnico-administrativo serviços e produtos necessários para o desenvolvimento das actividades académicas de ensino, pesquisa e extensão, e do Centro de Ensino e Língua Portuguesa da EPM, um estabelecimento público de educação e ensino do Sistema Educativo Português no estrangeiro, que se inscreve numa política de cooperação entre os governos de Portugal e Moçambique, desenvolvendo actividades de promoção, divulgação, edição e distribuição de livros e literatura de escritores moçambicanos. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 7 de maio de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica presta apoia às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth

A Universidade Politécnica procedeu, na passada sexta-feira, 3 de Maio, em Maputo, à entrega, ao Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), de um donativo, para apoio às vítimas dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, nas regiões Centro e Norte do País, respectivamente.

Constituído por cerca de duas mil peças de vestuário diverso, 200 pares de sapatos e produtos alimentícios, o donativo resulta da campanha de contribuição levada a cabo pelos colaboradores da maior instituição privada do ensino superior no País, com vista a minimizar os efeitos causados pelas calamidades naturais.

No acto de entrega, o director da Unidade de Extensão Universitária da Universidade Politécnica, Mateus Simbine, explicou que os colaboradores da universidade, nomeadamente docentes, investigadores, estudantes e funcionários ficaram sensibilizados com os efeitos nefastos dos ciclones Idai e Kenneth, daí que entenderam solidarizar-se com as vítimas.

“Estamos aqui agora a efectuar esta entrega simbólica, mas as nossas unidades orgânicas de Quelimene, Tete, Nacala e Nampula estão a fazer a colecta de apoios, que serão igualmente entregues às autoridades competentes para que sejam canalizados aos beneficiários”, frisou Mateus Simbine.

Por sua vez, o representante do INGC, Rui Costa, considerou que o apoio da Universidade Politécnica reveste-se de capital importância para o INGC, sobretudo para os afectados pelas intempéries.

“Existem ainda muitas famílias afectadas pelos dois ciclones que precisam de ajuda, particularmente em alimentos, medicamentos e acomodação. Este donativo vai trazer conforto para essas pessoas que ainda estão a sofrer, após terem perdido quase tudo o que tinham”, destacou.

Importa realçar que o Idai afectou 306 221 famílias, correspondente a 1500 mil pessoas, para além de 603 óbitos. Em relação ao ciclone Kenneth, os últimos dados indicam para um total de 44 813 famílias afectadas, o correspondente a 208 361 pessoas e 41 óbitos. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 30 de abril de 2019

Moçambique – Universidade Politécnica junta-se à “Olá Vida” para debater cancro da mama e do colo do útero

O movimento “Olá Vida”, em parceria com a Universidade Politécnica, realizou, no sábado, 27 de Abril, um workshop sobre o cancro da mama e do colo do útero, que tinha como objectivo alertar a sociedade sobre a importância da tomada de medidas de prevenção e dos cuidados de saúde.

Através desta iniciativa, os mentores pretendem, igualmente, fechar a lacuna que existe na divulgação das causas, sintomas e tratamento, bem como na promoção de hábitos saudáveis que podem ajudar a prevenir esta e outras doenças.

O objectivo, de acordo com Eta Matsinhe, representante do movimento “Olá Vida”, “é reverter o actual quadro, caracterizado pela falta de informação sobre o cancro. O nosso alvo é a sociedade, principalmente as mulheres, independentemente de terem ou não o cancro. Os homens, que são os nossos parceiros, e a família merecem, também, a nossa atenção porque são afectados por esta doença”.

Segundo Eta Matsinhe, o cancro do colo do útero é o que mais mata no País, sendo, por isso, importante visitar o ginecologista regularmente para evitar o diagnóstico tardio, assim como usar o preservativo.

“No geral, o cancro é responsável por três mil mortes em cada quatro mil casos registados em Moçambique”, acrescentou a representante do movimento Olá Vida, que apelou ao auto-exame como medida de diagnóstico precoce para caso do cancro da mama.

A organização deste evento, conforme explicou a representante da Universidade Politécnica, Paula Lobo, enquadra-se no âmbito das actividades de extensão desta instituição privada de ensino superior, que visam a promoção da mudança de comportamento no seio das comunidades.

“O papel de uma universidade é o de formar e informar, por isso a Universidade Politécnica realiza regularmente actividades de extensão, que permitem uma maior aproximação à sociedade, e, consequentemente, a mudança de comportamento no seu seio”, disse Paula Lobo.

Importa realçar que, durante o workshop, foram partilhadas histórias de superação de pessoas que tiveram e venceram o cancro, seguidas por um debate, cujo painel foi constituído por um médico e uma enfermeira, que explicaram como a doença se manifesta. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica: Finalistas vão beneficiar de financiamento

Estudantes finalistas dos cursos de licenciatura e mestrado da Universidade Politécnica vão beneficiar, por um período de três anos, de um apoio financeiro para a elaboração dos seus trabalhos de fim do curso, mercê de um memorando de entendimento assinado, recentemente, entre esta instituição do ensino superior e a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN).

À luz do memorando, poderão receber este apoio, na ordem de quarenta e cinco mil meticais para o nível de licenciatura e setenta e cinco mil meticais para o de mestrado, estudantes finalistas dos cursos de Economia, Administração e Gestão de Empresas e Ciências Jurídicas que pretendam/estejam a elaborar trabalhos de final de curso relacionados com o ambiente de negócios.

Através deste memorando, as duas instituições pretendem contribuir para a elaboração de projectos de pesquisa conducentes ao desenvolvimento do sector privado no País, abordando, para o efeito, questões ligadas aos incentivos, aos constrangimentos, bem como às oportunidades existentes no mercado.

Assim, os estudantes deverão escrever os seus trabalhos de fim de curso sobre temáticas ligadas ao ambiente de negócios, tais como o Procurement do sector público e nas pequenas e médias empresas, implicação microeconómica da legislação laboral para o sector empresarial, implicações microeconómicas da tributação dos rendimentos de trabalho, da despesa e do capital para as pequenas e médias empresas, aspectos microeconómicos da governação corporativa nas pequenas e médias empresas, regimes de propriedade sobre a terra e o investimento privado, legislação sobre o comércio internacional e os custos de fazer negócios em Moçambique, credibilização industrial, interfaces da economia política e institucional das políticas do ambiente de negócios, e reformas para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique. In “Olá Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Moçambique - Odebrecht apoia bibliotecas de instituições do ensino superior

A Odebrecht Moçambique ofereceu, em Maputo, à Universidade Politécnica e ao Instituto Superior de Ciências e Gestão (INSCIG), mais de 500 livros académicos, para enriquecer o acervo das bibliotecas daquelas instituições de ensino superior.

A iniciativa faz parte de um conjunto de acções de responsabilidade social levadas a cabo em Moçambique, nesta fase, com instituições ligadas à Cidade de Nacala, na província de Nampula. Para a Odebretch, trata-se de um pequeno mas significativo gesto para apoiar os estudantes: “A educação é o pilar do desenvolvimento e para a Odebrecht é gratificante poder dar o nosso pequeno contributo na construção de um futuro melhor”, segundo afirmou o director de Relações Institucionais da Odebrecht, Miguel Paiva.

A Universidade Politécnica tem uma unidade orgânica denominada Instituto Superior Politécnico e Universitário de Nacala (ISPUNA), com cursos como Engenharia Civil, Informática e de Telecomunicações, Engenharia do Ambiente, entre outros.

Na ocasião, a directora da Biblioteca Central da Universidade Politécnica, Sara Laísse, considerou que a oferta dos livros é muito bem-vinda, porque "irá contribuir para a revitalização do processo de ensino e dinamizar à leitura entre os discentes".

Por seu lado, o INSCIG tem a sua sede naquela cidade, ministrando cursos como Administração Pública, Ciências Jurídicas, Gestão de Recursos Humanos, Contabilidade e Auditoria e Gestão Empresarial, entre outros. O administrador-geral desta Instituição, Pedro Tualufo, disse também que a oferta da Odebrecht vai contribuir para "enriquecer o acervo da biblioteca daquele instituto superior, possibilitando um melhor processo de ensino-aprendizagem e prática pedagógica". In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 9 de setembro de 2017

Moçambique - Universidade Politécnica vai graduar 272 estudantes

…esta primeira instituição privada de ensino superior no País, atribuirá o título de Doutor Honoris Causa a Carlos Lopes, na especialidade de Estudos de Desenvolvimento…

A Universidade Politécnica realizará a sua XIX cerimónia de graduação de estudantes no dia 13 de Setembro, em Maputo. Nela serão graduados 272 estudantes do primeiro e segundo ciclos de estudos: licenciatura e mestrado, nas modalidades de ensino presencial e à distância. O evento será presidido pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

No dia seguinte, esta primeira instituição privada de ensino superior no País, atribuirá o título de Doutor Honoris Causa a Carlos Lopes, na especialidade de Estudos de Desenvolvimento.

Pesou para a atribuição do título a este intelectual da língua portuguesa (cidadão guineense), académico, cientista social e funcionário internacional superior da Organização das Nações Unidas a relevância dos serviços prestados em termos políticos, sociais e económicos para o desenvolvimento internacional, especialmente do continente africano.

Esta Universidade é uma instituição vocacionada para três grandes domínios, nomeadamente Ciências Empresariais, Ciências Sociais, Ciências Humanas e Tecnologias, cuja acção se desenvolve através de um conjunto diversificado de actividades, com permanente sentido de interdependência entre ensino/formação, investigação e prestação de serviços à comunidade. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Moçambique - Universidade Politécnica estimula empreendedorismo

Tendo por objectivo a implementação da segunda fase do programa Agro-Jovem, a Universidade Politécnica e a instituição financeira GAPI-Sociedade de Investimentos assinaram, em Maputo, um acordo de cooperação institucional.

Com o acordo ora rubricado, a Universidade Politécnica vai formar e estimular estudantes com potencial para o empreendedorismo e criação do auto-emprego, cabendo à GAPI capacitá-los em matérias de investimento, apoiá-los tecnicamente na implementação de negócios no ramo da agricultura, bem como garantir o respectivo financiamento.

Assinaram o documento Rosânia da Silva, em representação da Universidade Politécnica, e António Souto, administrador-delegado da GAPI-Sociedade de Investimentos, num evento que marcou o lançamento da segunda fase do programa Agro-Jovem, recentemente ocorrido.

De referir que o Agro-Jovem é uma iniciativa desta instituição financeira, que tem por objectivo apoiar as instituições de ensino técnico-profissional e superior do País a estimularem o surgimento de uma geração de jovens empreendedores na cadeia de valor do agro-negócio.

Durante a implementação da primeira fase deste programa, a GAPI apoiou a implementação de 12 de projectos de agro-negócio, numa carteira de investimento de oito milhões de Meticais. Para a segunda fase, esta instituição financeira pretende triplicar este investimento, por forma a incluir estudantes da Universidade Politécnica. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Moçambique - “Liberdade de Expressão em Tempos de Violência: Soluções para os Jovens”

A Universidade Politécnica acolheu na passada terça-feira, 25 de Outubro de 2016, uma palestra subordinada ao tema “Liberdade de Expressão em Tempos de Violência: Soluções para os Jovens”, que tinha como objectivo promover a liberdade de expressão, de pensamento e de opinião, para além de contribuir para o fortalecimento do diálogo na solução de questões relacionadas com a violência contra jovens, mulheres, crianças e outros grupos vulneráveis, e fortalecer a democracia através do debate de ideias e do envolvimento dos estudantes no debate sobre a agenda nacional do desenvolvimento.

Na ocasião, Hachimo Chagane, representante da Universidade Politécnica, organizadora da palestra, referiu que vários factores podem explicar a falta ou o medo do exercício da liberdade de expressão por parte do indivíduo, dentre os quais a família e a escola, primeira e segunda instituições de socialização, respectivamente.

“Se eu não tenho espaço para exercer a minha liberdade de expressão na família dificilmente conseguirei fazê-lo na sociedade”, disse Hachimo Chagane, que defende que um indivíduo com a auto-estima mal preparada na família certamente perderá segurança e confiança em si próprio. “Mesmo que tenha algo para dizer terá dificuldades para o fazer. Isso abre espaço para que reine a cultura do silêncio”.

Sobre o papel da escola, o representante da Universidade Politécnica é da opinião de que esta deve voltar a ser o local onde o aluno aprende a exercer os seus direitos. “A escola, hoje, tem professores desmotivados, alunos desinteressados, pais distraídos e a sociedade está indiferente a tudo isso”.

Por seu turno, Cármen Bila, do Parlamento Juvenil, disse ser necessário que os cidadãos conheçam e entendam o significado da liberdade de expressão, pois só assim é que poderão saber accionar os mecanismos ou instâncias competentes, tais como a polícia, a procuradoria e os tribunais, sempre que esta for violada.

Mais adiante, Cármen Bila afirmou que os mecanismos de protecção dos direitos em Moçambique são ineficazes, por isso “optamos pelo conformismo e pelo criticismo. Temos muitas leis mas não são respeitadas ou aplicadas. E os cidadãos têm medo de exercer o seu direito à liberdade de expressão por temer represálias, a censura, etc. Acabamos por optar por mecanismos não apropriados, como é o recurso à imprensa”, acrescentou Cármen Bila.

Já a representante da Associação Wansati Pfuka, Felicidade Chirindza, considerou que, para o exercício pleno da liberdade de expressão, as pessoas devem ter habilidades para escutar e analisar.

“Não basta conhecer os seus direitos e liberdades. As pessoas têm de aceitar e saber que a diferença é boa e necessária. Têm de saber acolher um ao outro e isso não se consegue através da força ou coerção, mas sim com base no diálogo”, concluiu. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Moçambique - Mia Couto é Honoris Causa na Universidade Politécnica

A Universidade Politécnica atribuiu ontem, quarta-feira, 2 de Setembro de 2015, o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, na especialidade de Literatura, ao escritor Mia Couto, o mais conhecido e premiado do País.

A atribuição deste título é feita em reconhecimento ao contributo que o escritor tem dado à literatura moçambicana, através da sua vasta obra literária e intervenção, de que resulta a sua grandeza e reconhecimento a nível nacional, continental e mundial.

Conforme explicou Lourenço do Rosário, Reitor da Universidade Politécnica, Mia Couto é um reconhecido escritor que, com o seu trabalho, projecta Moçambique além-fronteiras, elevando bem alto o nome do País. É um escritor de inestimável dimensão humana e cidadania.

A cerimónia de condecoração, que decorreu no anfiteatro da Universidade Politécnica, contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, que na sua breve alocução destacou o papel do escritor na promoção da literatura moçambicana.

Na sua primeira aula de sapiência como Doutor Honoris Causa, Mia Couto falou da degradação do tecido moral da sociedade, sobre a qual, na sua opinião, existe um consenso nacional.

Para Mia Couto, perante esta realidade, caracterizada pela perda de valores por parte da sociedade, um dos caminhos que podem ajudar a resgatar essa moral perdida pode ser a literatura, como arte de contar e escutar histórias.

"É muito preocupante que os nossos jovens cresçam sem referências morais. Não vejo muito interesse em preparar os nossos filhos para que sejam simplesmente boas pessoas, bons cidadãos no seu País e no mundo. Estamos empenhados em assuntos como empresas e empreendedorismo, como se todos os nossos filhos estivessem destinados a serem empresários", disse o escritor.

Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto, nasceu a 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira, província de Sofala, e é considerado um dos escritores mais destacados do País, tendo sido homenageado com o Prémio Camões em 2013, o mais importante da língua portuguesa.

O seu primeiro romance, Terra Sonâmbula, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.

Mia Couto tem uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crónicas, sendo que muitos dos seus livros foram traduzidos e publicados em mais de 30 países.

Em paralelo à atribuição do título de Doutor Honoris Causa, foi no mesmo dia lançada a obra Mia Couto: Um Moçambicano que diz Moçambique em Português, da autoria de Fernanda Cavacas, e ainda inaugurada a exposição alusiva aos 20 anos de existência da Universidade Politécnica. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Moçambique - Universidade Politécnica tem novo vice-reitor

A Universidade Politécnica conta, desde o passado dia 4 de Fevereiro de 2015, com um novo vice-reitor, que substitui a Professora Doutora Maria Inês Nogueira da Costa, falecida em Novembro do ano passado, vítima de doença.

O Professor Doutor Armando Jorge Pereira Lopes tomou posse no decurso do Conselho Directivo, órgão constituído por responsáveis de diversos departamentos e directores das escolas e institutos daquele estabelecimento privado de ensino superior.

O encontro tinha como objectivo fazer uma reflexão sobre o actual estágio do funcionamento da Universidade Politécnica, assim como planificar as estratégias e actividades para o ano lectivo de 2015.

O linguista Armando Jorge Pereira Lopes trabalhou no sector da educação durante 42 anos. Nos anos 80, exerceu as funções de director pedagógico da Universidade Eduardo Mondlane e, posteriormente, foi director-adjunto da Faculdade de Letras e Ciências Sociais para a investigação. De 2007 a 2012, assumiu o cargo de director da Faculdade de Letras e Ciências Sociais naquela universidade pública.

Na base da sua experiência anterior, Armando Jorge Pereira Lopes promete dar uma nova dinâmica ao desenvolvimento da Universidade Politécnica e diz estar esperançado que as suas ideias e intervenções sejam úteis aos seus colegas, estudantes e à instituição em geral.

“Foi com muita satisfação que recebi o convite para assumir o cargo de vice-reitor da Universidade Politécnica. Para mim, esta é uma nova experiência e um desafio interessante, porque é a primeira vez que vou dar o meu contributo no sector privado, após longos anos ao serviço do Estado” - referiu o empossado.

Armando Lopes afirmou ainda que a sua grande expectativa “é de ver a Universidade Politécnica a caminhar em bom ritmo, com vista a se colocar em melhores níveis no ranking nacional e internacional”.

Por sua vez, o Professor Doutor Lourenço de Rosário, reitor da Universidade Politécnica, diz ser uma grande alegria para a Universidade Politécnica ter como vice-reitor o Professor Doutor Armando Lopes.

“Não foi fácil encontrar alguém com o perfil científico, académico e autoridade para substituir a Professora Doutora Maria Inês. Também não foi fácil convencer ao nosso novo vice-reitor a desempenhar esse cargo junto da nossa instituição. Hoje nos sentimos honrados e satisfeitos por contarmos com ele, um homem que tem um longo perfil e larga experiência em cargos de direcção no ensino superior” - referiu.

Inauguração em Nacala

Entretanto, a Universidade Politécnica inaugurou no passado sábado, 7 de Fevereiro de 2015, no município de Nacala Porto, na província de Nampula, o Instituto Superior Politécnico e Universitário de Nacala, ISPUNA.

A criação do ISPUNA surge na sequência da recente extinção do pólo de Nacala da Escola Superior de Estudos Universitários de Nampula, ESEUNA.

A cerimónia de inauguração, a ser dirigida pelo presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, contará ainda com a presença do governador da província de Nampula, Victor Borges, e do administrador do distrito de Nacala Porto, Rodrigues Artur Ussene.

Trata-se da primeira instituição privada de ensino superior em Nacala Porto a funcionar em infraestruturas próprias construidas de raiz.

Importa referir que a ESEUNA, cujo início do ano lectivo de 2015 está previsto para o dia 16 de Fevereiro, espera matricular 120 estudandes, para além de introduzir dois novos cursos, nomeadamente ciências sociais e engenharias. In “Olá Moçambique” – Moçambique