Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 30 de março de 2019

Macau - Fórum Macau coloca formação e cultura nas prioridades da relação com a CPLP



O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) colocou ontem a formação de recursos humanos e o intercâmbio cultural entre as prioridades para 2019. Falando no final de uma reunião de ontem, a secretária-geral do secretariado permanente do Fórum Macau, Xu Yingzhen, explicou que o encontro visou realizar um balanço dos trabalhos efectuados em 2018 e aprovar o programa de actividades para este ano, tendo sido definidas cinco áreas prioritárias.

Em 2019, os principais objectivos do Fórum Macau vão centrar-se na promoção do comércio e do investimento, fomento da cooperação na capacidade produtiva, formação de recursos humanos, intercâmbio cultural entre a China e os países de língua portuguesa, bem como no apoio à construção de Macau enquanto plataforma entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O Fórum Macau anunciou igualmente ontem a realização de uma conferência empresarial em São Tomé e Príncipe, país que só retomou relações diplomáticas com Pequim em 2016. A conferência empresarial, vai realizar-se em Julho 2019, referiu Xu Yingzhen. São Tomé e Príncipe foi, durante anos, um dos poucos países com relações diplomáticas com Taiwan durante ano, o que invalidava laços com a República Popular da China, devido à política externa de Pequim. Com este anúncio, o Fórum Macau cumpre essa nova orientação estratégica de Pequim, que visa fomentar parcerias económicas com países que renunciaram a relações diplomáticas com Taiwan. No quadro dessa estratégia de aproximação de São Tomé e Príncipe a Pequim, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, está esta semana na China para uma série de encontros, que incluem Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro Li Keqiang. In “Ponto Final” - Macau

quinta-feira, 14 de março de 2019

Lusofonia – Governo de Macau vai contratar mais professores de português

O Governo vai contratar mais professores de português e atribuir mais bolsas a alunos chineses que estudem português e a estudantes de países de língua portuguesa que queiram aprender chinês, afirmou esta segunda-feira, em Lisboa, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que recebeu na segunda-feira o doutoramento ‘Honoris Causa’ na Universidade de Lisboa, salientou no seu discurso a importância de reforçar a cooperação entre os países lusófonos e a China, destacando áreas como o turismo e o comércio. “Iremos apostar ainda mais na promoção da cooperação nos domínios educativo e cultural, dando continuidade ao Festival de Artes de Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa e ao Fórum Cultural, contratando mais docentes de língua portuguesa, aumentando o número de bolsas para estudantes dos países de língua portuguesa que desejem aprender o chinês e para alunos chineses que estudem o português”, realçou o governante.

Além de ser uma das línguas oficiais de Macau, o português é uma das línguas estrangeiras mais procuradas pelos estudantes chineses e o Governo de Macau tem vindo a planear um sistema educativo bilingue para criar oportunidades para aprender o português e o chinês. “Estamos a implementar políticas para atrair os alunos não apenas portugueses, mas também de países de língua portuguesa para estudar em Macau”, declarou Alexis Tam aos jornalistas, lembrando que o português “é uma das línguas mais faladas do mundo”, despertando interesse não só em Macau, mas também na China “devido à amizade entre os dois países” e às ligações comerciais.

Durante o discurso, Alexis Tam adiantou que o título que lhe foi atribuído tem “um significado especial”, já que foi aluno da Universidade de Lisboa, onde além de abrir “horizontes” e estabelecer contactos com mundo ocidental, conheceu também a mulher. “Foi-me difícil não ficar apaixonado por este país e pelo seu povo”, confessou.

O secretário enalteceu o relacionamento de Portugal e da China ao longo de quatro séculos, do qual resultaram “laços de amizade e confiança mútuas” e sublinhou que ao regressar a Macau, “um território onde se cruzam e coexistem as civilizações ocidental e oriental”, trabalhou em prol da educação e do desenvolvimento de políticas de promoção da aprendizagem de línguas estrangeiras.

Na cerimónia de atribuição do título ‘Honoris Causa’, o ex-reitor da Universidade de Lisboa e padrinho do homenageado, António Sampaio da Nóvoa, elogiou o antigo aluno da Faculdade de Letras por ser um “homem que sempre cuidou da língua e cultura portuguesas”. Várias individualidades ligadas à educação e a Macau estiveram também presentes no tributo, desde diplomatas a ex-governadores, passando pelo presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, e o ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

sexta-feira, 8 de março de 2019

Macau - Nasce agência literária dedicada a autores asiáticos e lusófonos

A Capítulo Oriental, agência literária focada na Ásia e nos países e territórios de língua portuguesa, foi hoje oficialmente lançada

Nasceu para aproximar literaturas. A Capítulo Oriental, primeira agência literária sediada em Macau, quer servir de ponte entre a Ásia e os países e territórios de língua portuguesa. Para já, representa cerca de 60 nomes de mais de uma dezena de países e regiões. O agenciamento dos direitos autorais, a promoção da participação dos escritores em festivais e feiras do livro e a publicação de antologias multilingues em Macau são alguns dos objectivos da agência, oficialmente lançada.

À frente do projecto está Hélder Beja, jornalista, fundador e antigo director de programação do festival literário de Macau Rota das Letras. “Era uma ideia que já me acompanhava há alguns anos e que se me apresentava como um desenvolvimento natural do trabalho que venho fazendo há quase uma década, sempre ligado à literatura dos países de língua de portuguesa e da Ásia. Além disso, não havia nenhum projecto com este cariz, realmente dedicado a estes dois mundos, com foco nas línguas portuguesa e chinesa mas também capaz de olhar para os outros espaços em volta, no continente asiático”, revelou o director da agência ao Extramuros.

A Capítulo Oriental, que já assinou acordos com outras agências literárias, como é o caso das portuguesas Bookoffice e Storyspell e da brasileira MTS Agência, oferece ainda serviços de tradução entre chinês, inglês, português e outros idiomas, maioritariamente para publicações de arte e instituições artísticas, escolas e universidades, e ainda traduções literárias para editoras e autores.

A literatura chinesa “ainda é bastante desconhecida dos leitores de língua portuguesa”

Han Shaogong, Sheng Keyi, Lijia Zhang, Hong Yin, btr e Yu Jian são para já os nomes dos autores do Interior da China representados pela Capítulo Oriental. Ao Extramuros, Hélder Beja realça que a literatura chinesa tem ainda pouco espaço no universo de língua portuguesa. “Ainda é bastante desconhecida dos leitores de língua portuguesa. Há honrosas excepções, como a recente publicação de Yu Hua em Portugal, mas ainda muitos e bons autores cuja obra continua a simplesmente não existir para quem vive em Portugal, no Brasil e noutras paragens. A Capítulo Oriental representa alguns desses nomes, como Sheng Keyi [Interior da China] e Xu Xi [Hong Kong], e outros se juntarão em breve. Se conseguirmos levar estas autoras para a língua portuguesa, será qualquer coisa importante e bonita”, salienta.

O reforço da literatura de e sobre Macau é também uma das ambições da agência, que lança em paralelo uma editora com a missão de publicar “sobretudo obras de autores de Macau ou que se dediquem a escrever sobre o território, bem como antologias multilingues com autores dos espaços de língua portuguesa e chinesa”.

Os primeiros títulos a serem publicados são da autoria de dois autores locais. A obra “A Humidade dos Dias” de Luís Mesquita de Melo, vai ser lançada ainda este mês, e “Vidro Imaculado”, livro trilingue [chinês, inglês e português] de poesia de Jenny-Lao Phillips chega às bancas em Abril. Catarina Domingues - Macau In “Extramuros”

terça-feira, 5 de março de 2019

Macau - Crescimento de 31,3% nas importações de países lusófonos



Macau importou em Janeiro mercadorias dos países lusófonos no valor de 95 milhões de patacas, um crescimento de 31,3% em comparação a igual período de 2017. As exportações de Macau para os países de língua portuguesa cresceram no primeiro mês do ano, mas o défice da balança comercial com os países lusófonos continua a aumentar. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Macau exportou para os países lusófonos mercadorias no valor de 122 mil de patacas, um aumento de 670%, face a igual período do ano passado, mas muito inferior aos 95 milhões de patacas em produtos importados.

No total, as exportações do território subiram 24,6% até final de Janeiro, para 1,53 mil milhões de patacas, mas o défice da balança comercial continua a aumentar fruto do crescimento das importações em 7,2%, para 8,97 mil milhões de patacas. As exportações para a China continental atingiram, no período em análise, 167 milhões de patacas, uma quebra de 21,9% face a idêntico período do ano passado.

O valor das exportações para as nove províncias do Delta do Rio das Pérolas caiu 23,8%. As vendas para os Estados Unidos e União Europeia subiram 74,9% e 27,9%, respectivamente. Também as exportações para a vizinha Hong Kong aumentaram 38,6% para 1,12 mil milhões de patacas. O valor total do comércio externo de mercadorias em Macau correspondeu a 9,59 mil milhões de patacas, mais 9,4% face ao período idêntico de 2017.

Em 2018, Portugal exportou para Macau mercadorias no valor de 329 milhões de patacas, um crescimento de 23,2% em comparação com 2017, de acordo com dados oficiais. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), os produtos mais exportados de Portugal para Macau no ano passado foram bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres (78,5 milhões de patacas) e vestuário e acessórios (66,5 milhões de patacas). In “Ponto Final” - Macau

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Macau - Comércio sino-lusófono no curso de tradução do IPM

O curso de Tradução e Interpretação Chinês-Português/Português-Chinês do Instituto Politécnico vai passar a incluir conteúdos sobre o comércio e serviços entre a China e os países de língua portuguesa, para dar resposta ao plano de desenvolvimento da Grande Baía, revelou Han Lili, directora da Escola Superior de Línguas e Tradução da instituição. No ano passado, 90% dos 150 graduados deste curso e do programa sobre as relações comerciais sino-lusófonas conseguiram encontrar empregos correspondentes ao que aprenderam



A Escola Superior de Línguas e Tradução (ESLT) do Instituto Politécnico de Macau (IPM) vai acrescentar gradualmente ao Curso de Licenciatura em Tradução e Interpretação Chinês-Português/ Português-Chinês elementos relacionados com o comércio e serviços sino-lusófonos, revelou ontem Han Lili. A directora da ESLT aproveitou a ocasião para sublinhar o papel chave da formação de quadros bilíngues para a consolidação da plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

“Macau pode aproveitar as suas vantagens para destacar também na Grande Baía o seu papel de plataforma comercial sino-lusófona”, analisou a directora, à margem do Fórum de Juventude das Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, realizado ontem no IPM.

De acordo com a imprensa em língua chinesa, Han Lili indicou que, no ano passado, 90% de um total de 150 graduados do Curso de Tradução e do Curso de Licenciatura em Relações Comerciais China-Países Lusófonos conseguiram encontrar emprego correspondente à natureza da licenciatura.

Entre esses licenciados, 70% são locais, sendo que a maioria candidatou-se a vagas na função pública. Ao mesmo tempo, uma parte pequena de graduados passou a exercer funções de coordenação em empresas de capital chinês que investem em Portugal.

Por sua vez, Li Yanlian, vice-presidente do Instituto Politécnico, adiantou que no futuro vai lançar mais medidas e programas de formação de quadros no âmbito das Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía. Nesse contexto, o IPM pretende, por exemplo, assinar mais acordos de cooperação e reforçar o intercâmbio com instituições de ensino superior das outras cidades da Grande Baía.

A vice-presidente garantiu que, actualmente, o IPM já colabora de forma próxima com muitas instituições de ensino superior da China Continental, tendo lançado em conjunto vários programas de intercâmbio de alunos. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

África - BAD recomenda expansão de infra-estruturas portuárias

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) recomenda aos países africanos costeiros, entre eles os de língua oficial portuguesa, a expansão de infra-estruturas portuárias como forma de melhorar a integração no continente.

O BAD informou igualmente que a Guiné-Bissau foi o país africano de língua oficial portuguesa que mais cresceu no ano passado, 5,3%, seguido de São Tomé e Príncipe (4,1 %), Cabo Verde (3,9%) e Moçambique (3,5%). Angola teve um resultado de (-0.7%)



A recomendação do BAD consta do dossier “A integração como via para a prosperidade económica em África”, inserido no recente relatório “Perspectivas económicas em África 2019”, que define um conjunto de respostas políticas para maximizar os benefícios da integração regional e mitigar os potenciais riscos, para cada tipo de economias.

As economias costeiras, refere, devem “expandir as instalações portuárias, incluindo o armazenamento e a administração aduaneira, bem como melhorar a eficiência da movimentação de tráfego de embarcações e do carregamento e descarregamento de contentores.”

O relatório adianta que o custo das instalações portuárias africanas está estimado em 40% acima do padrão mundial, denotando estas também tempos de permanência dos contentores mais elevados, atrasos na libertação do tráfego de embarcações, processos de documentação extensivos e poucos contentores por grua e por hora (excepto na África do Sul).

Outra recomendação do BAD é “aumentar a velocidade e a fiabilidade das redes ferroviárias e rodoviárias, ao reduzir o congestionamento e os atrasos nos pontos de controlo e os desvios de camiões e material circulante para reparação.”

Os países costeiros, prossegue a instituição, devem ainda “fomentar melhores convenções e instrumentos além das negociações multilaterais estagnadas para facilitar o comércio de trânsito” e colocar mais ênfase nos bens públicos regionais, “algo fácil de entender devido aos benefícios para todos os países, especialmente, os países de baixo rendimento.”

Outra recomendação vai no sentido de “sincronizar os quadros de governação financeira na região e reforçar os quadros prudenciais da supervisão dos fluxos financeiros, além de remover quaisquer restrições legais sem fundamento ainda presentes nos fluxos e transacções financeiros transfronteiriços.”

As recomendações do BAD incluem ainda fomentar bolsas de energia eléctrica de forma a explorar o enorme potencial do comércio de energia eléctrica transfronteiriço e “abrir os céus” à concorrência, “como acontece com Moçambique, que se abriu, recentemente, a transportadoras estrangeiras.”

O Mercado Único do Transporte Aéreo Africano da União Africana, lançado em Janeiro de 2009, foi já assinado por 22 países, com 75% de transporte aéreo entre países africanos.

Finalmente, é recomendado aos países costeiros “abrir as fronteiras à livre circulação de pessoas – por exemplo, ao ratificar e implementar o Passaporte da União Africana, lançado em 2016 e previsto para estar completamente em vigor até 2020.”

O relatório do BAD informa que o crescimento económico em África continua a fortalecer-se, alcançando uma estimativa de 3,5% em 2018 e devendo acelerar para 4,0%, em 2019, e 4,1%, em 2020.

Os líderes de crescimento são países não ricos em recursos – que têm por base uma produção agrícola mais elevada e o aumento da procura do consumidor e do investimento público – crescem mais rápido (Senegal, 7,0%; Ruanda, 7,2%; Costa do Marfim, 7,4%) enquanto os maiores países exportadores de produtos de base registaram um crescimento ligeiro ou negativo (Angola, –0,7%).

O BAD informou igualmente que a Guiné-Bissau foi o país africano de língua oficial portuguesa que mais cresceu no ano passado, 5,3%, seguido de São Tomé e Príncipe (4,1 %), Cabo Verde (3,9%) e Moçambique (3,5%). In “Macauhub” - Macau

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Lusofonia - X Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa



O X Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa realiza-se nos próximos dias 14 a 16 de Maio de 2019, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

As inscrições estão abertas até 31 de Março de 2019, tendo um custo, para associados, de 250 €, para não associados de 300 € e para estudantes de 125 € (necessário comprovativo de matrícula).

A inscrição pode ser feita onlineaqui.

A organização do evento está a cargo da APRH — Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos, da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, a Associação Aquashare Moçambique e da Associação Moçambicana de Avaliação de Impacto Ambiental.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Programa
Diz a organização do Congresso que a crescente consciencialização das populações para os problemas de erosão costeira pressiona os órgãos de planeamento e gestão para a necessidade de tomada de decisões.
Por isso, a comunidade científica deve desenvolver-se no sentido de apoiar e sustentar tecnicamente estas decisões.
O congresso pretende promover a partilha do conhecimento actual entre os investigadores e gestores das zonas costeiras dos diversos países de expressão portuguesa.
Assim, o tema principal será: “Os desafios para a próxima década: monitorização e adaptação” e serão abordados temas da maior actualidade para o desenvolvimento sustentável das zonas costeiras de todos os países de expressão portuguesa, destacando-se, em particular:

·         Avaliação de custo-benefício de intervenções costeiras;
·         Usos e pressões na zona costeira;
·         Vulnerabilidade e risco nas orlas costeiras;
·         Processos físicos e evolução da linha de costa;
·         Governança da zona costeira;
·         Monitorização e modelação nas zonas costeiras;
·         Adaptação das zonas costeiras às alterações climáticas;
·         Portos e zonas costeiras adjacentes;
·         Gestão das bacias hidrográficas e impactos nas zonas costeiras.

Os trabalhos serão apresentados em sessões técnicas e sob a forma de poster. Estão também previstas mesas redondas a anunciar no próximo boletim. Serão organizados dois cursos técnicos de um dia, a realizar no dia 13 de Maio de 2019. Ana C. de Sá – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

Macau – Renovados apoios à formação de quadros bilingues



As instituições de ensino superior que queiram dar novos passos fomentando a formação de quadros qualificados bilingues (Chinês-Português) poderão submeter a respectiva candidatura até 28 de Fevereiro, junto do GAES, no âmbito do plano de financiamento especial criado pelo Fundo do Ensino Superior.

As que não se candidatem dentro deste prazo poderão fazê-lo também em Março e Outubro. Segundo o Gabinete, este projecto visa “incentivar as instituições do ensino superior de Macau a reforçarem a cooperação com o Interior da China, com outras regiões da Ásia-Pacífico e com os Países de Língua Portuguesa, apoiando a transformação de Macau numa base de formação de quadros qualificados das línguas chinesa e portuguesa”.

Este financiamento teve o seu âmbito alargado com a aposta no reforço da cooperação para fins de formação académica e de investigação científica que “apoia um melhoramento da capacidade profissional dos docentes e investigadores das instituições do ensino superior de Macau e dos Países da Língua Portuguesa”.

Além disso, as acções que visem lançar projectos académicos e de investigação científica; os estudos sobre as diferenças entre os países lusófonos, fóruns ou de seminários que promovam a qualidade dos quadros qualificados em línguas chinesa e portuguesa, entre outros, também podem ser financiadas pelo mesmo projecto. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Macau - Instituto Politécnico assina acordo com associação para reforçar laços com Lusofonia

O Instituto Politécnico de Macau (IPM) e a Associação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos assinaram esta semana um acordo de cooperação para reforçar os laços comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Segundo um comunicado do IPM, o acordo, que se concentra nas áreas da cultura e educação, foi assinado pelo Presidente do IPM, Marcus Im Sio Kei, e por Eduardo Ambrósio, Presidente da associação sediada em Macau.

O líder do IPM disse esperar que as duas instituições possam criar sinergias através deste acordo, tendo ainda sublinhado que o Politécnico procura de forma activa cooperar com outras partes para reforçar a qualidade da sua educação e assim treinar mais talentos bilingues Chinês-Português.

O acordo refere que as duas instituições vão co-organizar diferentes tipos de formação sobre língua, cultura, arte, negócios e comércio, assim como visitas e outras actividades, para reforçar o conhecimento dos alunos do IPM sobre os Países de Língua Portuguesa. In “Fórum Macau” - Macau

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Macau – Deputada releva a importância da Região como plataforma entre a China e os países lusófonos

A deputada Agnes Lam, através de uma interpelação oral antes da sessão plenária na Assembleia Legislativa (AL), fez referência ao papel de Macau como plataforma nas relações entre a China e os países de língua portuguesa. “Em termos de escritórios permanentes, a função aglutinadora da plataforma de Macau parece não ser muito clara, pois existem actualmente em Macau apenas 13 corpos diplomáticos”, começa por dizer a parlamentar, acrescentando que, destes, apenas “os consulados-gerais de Angola, Portugal e Moçambique correspondem melhor às necessidades da nossa plataforma, mas há ainda muitos países lusófonos que não têm escritórios de alto nível em Macau, especialmente o Brasil, que é uma relevante entidade económica”. “Uma vez que Macau desempenha o papel de plataforma, lutar para que todos os países lusófonos instalem consulados em Macau é benéfico, a longo prazo, para a promoção das relações entre a China e os países de língua portuguesa”, indicou a deputada.

Agnes Lam voltou, depois, a insistir na questão dos voos directos de Macau para países lusófonos: “Quanto a alguns destinos importantes, como Portugal e Brasil, entre outros, Macau deve estudar a viabilidade de estabelecer ligações directas, bem como iniciar estudos sobre o mercado, a fim de trilhar voos directos de longa distância e de elevar o valor estratégico de Macau como ‘ponte de ligação’”.

Agnes Lam disse ainda que, com a entrada em funcionamento da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, o aeroporto de Macau vai sentir a pressão proveniente do aeroporto de Hong Kong. “O aeroporto de Macau é mais desactualizado em vários aspectos”, referiu, acrescentando que “se as vantagens de Macau enquanto plataforma para o intercâmbio regional entre a China e os países de língua portuguesa não forem no mínimo bem aproveitadas, o papel desempenhado por Macau na economia inter-regional vai ser, sem dúvida, enfraquecido”. In “Ponto Final” - Macau

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Macau - Transformar a Região numa base de formação de quadros bilingues

O Governo prometeu, a cerca de um mês do arranque do ano da China em Portugal, realizar “actividades promocionais de grande escala” em solo português, integradas nas celebrações culturais e diplomáticas entre os dois países.

“Em sintonia com o ano da Cultura entre China e Portugal, serão realizadas actividades promocionais de grande escala em Portugal”, anunciou o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, na véspera da chegada a Lisboa do Presidente chinês, Xi Jinping. Alexis Tam falava na Assembleia Legislativa, no primeiro dia da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua tutela para 2019, ano em que se assinalam os 20 anos da transferência de administração de Macau de Portugal para a República Popular da China, em 20 de Dezembro de 1999. No próximo ano, além dos 20 anos da RAEM, são assinaladas quatro décadas de relações diplomáticas entre a China e Portugal.

No campo da educação, uma das prioridades para o próximo ano é “transformar Macau numa base de formação de quadros bilingues” nas línguas chinesa e portuguesa, com apoios aos alunos que frequentam cursos de tradução chinês-português e a ampliação do programa de ensino bilingue nas escolas primárias e secundárias.

O Executivo quer ainda afirmar Macau como “cidade criativa” e apostar no “design, cinema, gastronomia, literatura, música, artes de multimédia, artesanato, arte popular (…) e tecnologia de inovação”, detalhou o governante. Assim, à garantia de levar avante festivais recentes, juntou-se o anúncio de novos eventos artísticos para 2019.

No próximo ano, vai realizar-se a 2.ª edição do “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os países de língua portuguesa”, inaugurado em Junho passado e descrito pelo Instituto Cultural (IC) como “um novo capítulo” no intercâmbio cultural e humanístico entre estes países.

Para 2019, a novidade é o “Arte Macau”, que pretende “transformar a cidade numa nova plataforma asiática de intercâmbio artístico internacional”, destacou o responsável. “Não queremos promover apenas uma cidade gastronómica, mas todos os fenómenos da cultura e da arte”, declarou, numa alusão à entrada do território para a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia, em Outubro de 2017.

Por outro lado, Alexis Tam afirmou ter sido alcançado “um consenso de cooperação com os grandes hotéis e ‘resorts’ de Macau para iniciar a realização simultânea de exposições de artes internacionais”. Na opinião do governante, o projecto irá contribuir para a “permanência dos turistas no território”. Macau recebeu mais de 28 milhões de visitantes nos primeiros dez meses do ano, mas o período médio de permanência dos visitantes não chega aos dois dias. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

sábado, 24 de novembro de 2018

Macau – Governo quer selar acordo judiciário com Portugal

O Governo da RAEM quer chegar a um consenso com Portugal relativamente ao “Acordo sobre a Entrega de Infractores em Fuga e ao Acordo de Cooperação Judiciária em Matéria Penal”. O objectivo foi apresentado pela Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, na apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua tutela para o ano financeiro de 2019.

A par deste processo, o Governo vai acompanhar as negociações com Timor-Leste, Cabo Verde e Angola sobre os três acordos de cooperação judiciária em material penal. Além disso, mostrou vontade de negociar com o Brasil em matérias judiciárias e penais.

Na agenda da tutela da Secretária para 2019 encontra-se também abrangida a continuidade dos trabalhos para a assinatura do acordo de cooperação judiciária em material civil e comercial com a Mongólia. Na mesma linha, o Governo da RAEM “procurará iniciar negociações com a Malásia, a Indonésia e a Tailândia sobre a assinatura do acordo da cooperação judiciária em matéria penal”. Vão ainda ser desenvolvidos trabalhos de prevenção e combate à criminalidade transfronteiriça.

Ao longo do corrente ano, a RAEM assinou com a República Federal da Nigéria o Acordo de Transferência de Pessoas Condenadas, tendo procedido também a negociações de cooperação judiciária com a Mongólia, Filipinas, Vietname, Coreia do Sul, Portugal, Brasil, Timor-Leste, Cabo Verde e Angola.

Num âmbito diferente, o Governo definiu como prioridade a negociação com “países americanos”, não especificados, para a isenção recíproca de vistos de entrada para efeitos de turismo.

Cooperação regional na arbitragem

No âmbito do aprofundamento da cooperação jurídica inter-regional, “será fortalecida a coordenação da cooperação entre as suas instituições de arbitragem e promovida activamente a formação de árbitros locais”. A nível jurídico local, o sistema de arbitragem tem sido promovido em Macau como uma alternativa aos tribunais, para diminuir a pressão sob estes organismos. Apesar da proposta de lei sobre mediação em análise na 1ª Comissão da Assembleia Legislativa ser a nível comercial e civil, o Governo mostrou abertura durante o debate de ontem para fazer alterações que permitam aos contratos administrativos usarem este método de resolução de disputas.

Na dimensão regional, vai ainda ser realizado um estudo em 2019 sobre a implementação de um mecanismo de troca de informações jurídicas. Esta medida visa permitir a partilha de informações jurídicas de Guangdong, Hong Kong e Macau, respeitantes nomeadamente a diplomas legais e sentenças dos tribunais. Paralelamente, será estudada a criação de um mecanismo de divulgação jurídica mútua para a divulgação jurídica mútua das três regiões desenhada para investidores.

Durante o debate, a deputada Wong Kit Cheng mostrou-se preocupada com a cooperação a nível judiciário na Grande Baía, indicando esperar “que a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça possa dialogar com as entidades congéneres”. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Macau e Portugal apostam em cursos e projectos de investigação conjuntos nos politécnicos



Institutos Politécnicos de Portugal e Macau vão apostar nas candidaturas a cursos e projectos de investigação conjuntos, disse à Lusa o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses (CCISP). “Vamos apresentar candidaturas a cursos conjuntos” e em breve “vamos identificar as áreas estratégicas”, afirmou Pedro Dominguinhos. Os politécnicos portugueses e o de Macau pretendem ainda investir em “candidaturas conjuntas a projectos de investigação, energia, saúde, gestão, ‘smart city’, inteligência artificial, big data”. Pedro Dominguinhos definiu as linhas orientadores que os institutos se devem pautar para os próximos tempos: “mais intercâmbio de estudantes e mobilidade de docentes”.

O presidente do CCISP esteve na sexta-feira em Macau, no Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa, organizado pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, a Universidade de Macau e a Universidade de São José. A cooperação estratégica entre os institutos, iniciada em 2004, já se “traduziu ma organização conjunta de múltiplas palestras, publicação conjunta de manuais e materiais didácticos e na participação de mais de 1000 estudantes portugueses e chineses em programas de intercâmbio entre o IPM [Instituto Politécnico de Macau] e membros do CCISP”, apontou o estabelecimento de ensino superior do território administrado pela China.

Os cursos de “enfermagem, comunicação, gestão, administração pública” estão entre os principais programas de intercâmbio, referiu o responsável português. Para Pedro Dominguinhos o ensino da tradução e o ensino de línguas é visto como prioritário nas relações entre Macau, Portugal e o interior da China.

A directora da Escola Superior de Línguas e Tradução (ESLT) do IPM, Han Lili, sublinhou a importância das candidaturas a cursos conjuntos entre o IPM e os membros do CCISP na área de tradução chinês-português e português-chinês. “Os alunos, além de terem contacto com os professores monolingues, sejam chineses, sejam portugueses, têm também contacto com professores bilingues (chinês-português) que têm sensibilidade em relação à tradução e interpretação desta combinação linguística”, disse à Lusa Han Lili, afirmando ainda que a mobilidade é fundamental para a interacção com a língua e com a cultura de cada país, de forma a “permitir a mobilidade inter-institucional dos alunos para que se integrem, naturalmente, no ambiente real com a imersão total linguística e cultural”.

A directora afirmou ainda que o reforço entre o sistema de Ensino Superior de Macau e de Portugal “corresponde ao interesse económico, comercial, cultural, social e político de Macau, de Portugal e do Interior da China”. “Os ex-alunos estão a trabalhar como tradutores, intérpretes, e interlocutores nas diversas áreas da sociedade de Macau, do Interior da China e dos Países de Língua Portuguesa. São eles que contribuem, diariamente, para a construção de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa”, defendeu. In “Ponto Final” - Macau

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Macau - Ensino Superior lusófono e chinês assinam declaração conjunta de cooperação



Mais de 70 entidades ligadas ao ensino superior dos países lusófonos e da China assinaram uma declaração conjunta na qual se comprometem a promover a cooperação na mobilidade e no apoio às indústrias inovadoras e criativas. A declaração conjunta marcou o encerramento da 1.ª edição do Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa, organizada pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de Macau, a Universidade de Macau e a Universidade de São José.

Segundo o comunicado oficial, os responsáveis acordam em “incentivar a cooperação das indústrias inovadoras e criativas”, tanto na China continental e nas regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong, como nos países lusófonos. A intenção, pode ler-se na declaração, passa por acelerar “os processos de cooperação comercial global entre os mercados emergentes dos países/regiões envolvidos”. Entre os países de língua portuguesa, o compromisso foi assinado por representantes de universidades e politécnicos de Portugal, Angola, Moçambique, Timor-Leste e Brasil.

A declaração tem mais três pontos nos quais se define o âmbito da cooperação: promover Macau “como centro de intercâmbio cultural”, desenvolver a mobilidade de estudantes e profissionais, bem como “reforçar o planeamento conjunto, a longo prazo (…), no âmbito da iniciativa [chinesa] “Uma Faixa, Uma Rota”, de acordo com as necessidades de desenvolvimento das diversas partes envolvidas, e promover a cooperação nas áreas da educação, da cultura e do desenvolvimento económico”. In “Ponto Final” - Macau

sábado, 20 de outubro de 2018

Portugal - Universidade de Coimbra cria Academia Sino-Lusófona para trabalhar com a China

Depois de séculos a fazer a ligação entre Ocidente e Oriente, a Universidade de Coimbra (UC) reaproxima-se cada vez mais da nova superpotência mundial. Com o objetivo de reforçar os laços que a ligam à China, acaba de ser criada a Academia Sino-Lusófona, uma estrutura inovadora no espaço dos países de língua portuguesa. Esta iniciativa da Reitoria da UC tem por missão desenvolver estudos avançados e efetuar ações de formação focadas nas relações entre a China, Portugal e os Países de Língua Portuguesa com foco na área jurídica, numa perspetiva interdisciplinar.

A criação da Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra (ASL-UC) assume-se como mais um passo na reaproximação entre a instituição conimbricense e a República Popular da China (RPC), uma das prioridades estratégicas da UC nos últimos anos. O novo organismo, com sede no Colégio da Trindade-Casa da Jurisprudência, tem como diretor Rui Manuel de Figueiredo Marcos (também diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e como presidente honorário António Pinto Monteiro (professor catedrático dessa mesma faculdade).

Após um papel de grande relevância num passado distante, quando Coimbra foi um elemento fundamental da comunicação científica e circulação de estudiosos entre a Europa e a China, sucedeu-se um período de algum distanciamento institucional, que se tem vindo a superar através de várias iniciativas de relevo.  Destaca-se, neste reitorado, a criação do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra (em 2016), o reforço das parcerias com instituições académicas da RPC, o desenvolvimento de canais de divulgação da UC em língua chinesa, a criação de bolsas de estudos dirigidas ao fomento das relações académicas e um número crescente de eventos académicos.

A ASL-UC continua esta aposta estratégica, estimulando o potencial existente de cooperação académica de alto nível, tendo em conta o crescente interesse existente RPC pelo Direito português e dos países lusófonos e o potencial científico e relacional da UC. Genericamente, fará parte da sua área de ação: organizar eventos científicos; gerir parcerias com entidades chinesas, promover a elaboração e publicação de estudos científicos (em especial em matéria de direito comparado chinês e português; realizar cursos não conferentes de grau e outras ações de formação em matérias de direito chinês e/ou português, ciência da administração, ciência política e políticas públicas; prestar consultoria jurídica; e desenvolver atividades de intercâmbio cultural.

“A criação da Academia Sino-Lusófona é um marco importante no desenvolvimento das nossas relações com a República Popular da China, que já estão num nível sem igual num passado recente, fruto do investimento estratégico que temos feito. Esperamos criar à volta da Academia um conjunto de parcerias que marcarão o futuro das relações da UC e de Portugal com a China”, conclui o Reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva. Rui Simões – Portugal in “Universidade de Coimbra”

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Macau – O futuro da língua portuguesa



O presidente do IPIM diz que a língua portuguesa “não vai desaparecer de um dia para o outro” na cidade, mesmo após o final do período de transição, em 2049. Já Glória Batalha revelou que o novo complexo do Fórum Macau vai ser inaugurado a 20 de Dezembro de 2019, 20º aniversário da RAEM.

“Depois de 50 anos o português já não vai ser língua oficial. Isso vai ter impacto nas nossas perspectivas de carreira?”. A pergunta de uma estudante do primeiro ano de Direito surgiu ontem numa conversa realizada na Universidade de Macau (UMAC) entre jovens locais e o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). Jackson Chang respondeu que “não há essa preocupação” quanto ao futuro do português após o final do período de transição, em 2049. “Não acredito que a vantagem da língua portuguesa vá desaparecer de um dia para o outro em Macau”, sublinhou o governante.

A sessão era dedicada ao “Desenvolvimento e Oportunidades da Plataforma Sino-Lusófona” e atraiu uma plateia composta sobretudo por estudantes chineses de Direito ou de Estudos Portugueses, incluindo alguns vindos da China continental. O interior da China tem já 38 universidades a ensinar a língua portuguesa, o que levou um estudante de Estudos Portugueses na UMAC a questionar se Macau não corria o risco de perder a sua vantagem competitiva. “A longo prazo, podemos sobreviver?”, perguntou o aluno.

Jackson Chang admitiu que “há outras cidades chinesas que querem ter um papel de plataforma, mas não é fácil”. Apesar do recente desenvolvimento do país, “não há ainda na China muitas pessoas que dominem línguas estrangeiras, enquanto em Macau o português é língua oficial”, sublinhou o presidente do IPIM. O papel da cidade como plataforma “está cada vez mais consolidado” e o conhecimento da língua português é “muito importante”, disse o governante.

Ainda assim, Chang admitiu que é necessário “reforçar” as acções para sensibilizar “as pessoas, os estudantes de Macau” para as oportunidades de carreira que existem para talentos bilingues, algo que o IPIM promete fazer. O Governo Central tem demonstrado um grande interesse em que o português continue presente em Macau, sublinhou o dirigente. “Vamos continuar a promover a língua portuguesa”, assegurou Chang.

A tempo do aniversário

Uma das medidas anunciadas pelo Governo Central em 2016 para apoiar Macau como plataforma sino-lusófona foi a construção do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O edifício, que vai nascer em dois lotes de terreno com 14 mil metros quadrados junto à Assembleia Legislativa, vai estar concluído no próximo ano e a inauguração está já marcada para 20 de Dezembro de 2019, dia que marca o 20º aniversário da transferência de soberania. A garantia foi deixada durante a sessão por Glória Batalha Ung, vogal executiva do IPIM e secretária-geral adjunta do Fórum de Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, conhecido por Fórum Macau.

A construção, que está a cargo da Companhia de Construção e Engenharia Omas – empresa pertencente à poderosa família Ma –, arrancou há cerca de um ano e vai custar 692,8 milhões de patacas. O complexo vai incluir um centro de exposições, um centro de serviços para empresas, um centro de informações, um pavilhão de exposições e um centro de formação.

Em Agosto do ano passado a Rádio Macau avançou que a obra deveria estar concluída a tempo de receber a sexta conferência ministerial do Fórum Macau, prevista para o final de 2019. Mas, em Julho passado, o portal noticioso Macau Hub referiu, citando fontes diplomáticas não identificadas, que a reunião tinha sido adiada para 2020, sobretudo devido ao facto do mandato do actual Chefe do Executivo, Chui Sai On, terminar precisamente a 20 de Dezembro de 2019. Vítor Quintã – Macau in “Ponto Final”

pontofinalmacau@gmail.com

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Macau - Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa celebra o décimo aniversário



O Fórum Macau vai organizar entre os dias 9 e 18 de Outubro a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa que este ano celebra o seu décimo aniversário, mantendo o orçamento de nove milhões de patacas. Para assinalar a ocasião, o programa do evento foi reforçado, com uma série de iniciativas que decorrerão na Doca dos Pescadores. Como é já habitual, o programa inclui música, mostras de artesanato, diversas obras de expressão plástica e gastronomia.

Ao todo, participam no evento 130 artistas convidados de Angola, do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Goa, Damão e Diu, bem como de Macau e do distrito de Congjiang, da Província de Guizhou.

Ao nível da música, as actuações vão dividir-se entre o Largo do Senado e a Doca dos Pescadores. Rui Sangara, da Guiné-Bissau, e a Banda Circulô, do Brasil, o grupo artístico folclórico do distrito de Songjiang de Guizhou e a “Moza Band” de Moçambique estreiam o palco na Doca dos pescadores no dia 13 de Outubro. No dia seguinte volta a actuar o grupo da China Continental, além de Paulo Flores, de Angola, “Estrellas”, de Goa, Damão e Diu e “Black Jesuz”, de Timor-Leste.

Ao palco da Doca dos Pescadores sobem ainda os D.A.M.A, de Portugal, Alex Dinho, de São Tomé e Príncipe e Grace Évora & Banda, de Cabo Verde. Todos os músicos irão actuar também no Largo do Senado entre os dias 15 e 17 de Outubro.

Na Doca dos Pescadores haverá ainda espaço para a  gastronomia com quatro restaurantes a abrir as suas cozinhas a “chefs” dos Países Lusófonos, tanto à hora de almoço como do jantar. O “Rio Grill & Seafood Market” recebe, entre os dias 13 e 18 de Outubro, das 12:00 às 15:00 e das 18:00 às 23:00, os cozinheiros vindos do Brasil e da Guiné-Bissau. Ao “Vic’s Restaurante” chegam “chefs” de Angola, Portugal e Goa, Damão e Diu.

No restaurante “Praha” estará em destaque a gastronomia de São Tomé e Príncipe e de Timor-Leste. A “Brasserie” de Paris vai ser temporariamente ocupada por “chefs” que se dedicam à cozinha de Cabo Verde, Moçambique e Macau.

Também na Península, no Edifício do Antigo Tribunal, decorrerá a Mostra de Teatro dos Países e Regiões de Língua Portuguesa. A representar Macau estará a “Dream Theater Association”, com a peça “O Nosso Estaleiro Naval Victory”, que narra a história de um dos estaleiros de Lai Chi Vun. Tam, uma das personagens da peça, cresceu como aprendiz de um mestre de construção naval para tomar conta do negócio da família, porém o seu sonho é quase destruído por um incêndio. Depois de 50 anos de luta, Tam tem na cabeça todas as técnicas necessárias à construção naval, porém, a indústria não existe mais.

A companhia “Elinga-Teatro”, de Angola, apresenta a peça “A Última Viagem do Príncipe Perfeito”, um navio de passageiros que fazia a rota entre Lisboa e Luanda até 1974/75. Do Brasil chega o Núcleo Experimental Em Movimento que protagoniza a peça “Tempo P’ra Dizer”, que se foca numa conversa entre duas actrizes.

“Fladu Fla”, de Cabo Verde, apresenta “Menos Um”, uma adaptação do conto com o mesmo nome, integrado na obra “Contra Mar e Vento” de Teixeira de Sousa. A mostra de teatro tem ainda espaço para “A mulher é sagrada” de Os Cérebros de Quelele, da Guiné-Bissau. A mostra decorre entre os dias 9 e 14 de Outubro.

Artes plásticas e fotografia

Num campo artístico diferente, a Semana Cultural inclui quatro exposições. Entre os dias 13 de Outubro e 11 de Novembro estarão patentes, nas Casas-Museu da Taipa as exposições “Somos Estrelas”, de Guilherme Mampuya, de Angola e “Orquestra Crioula” de Tuto Sousa, de Cabo Verde.

Na galeria da residência do cônsul-geral de Portugal em Macau será apresentada, entre os dias 12 de Outubro e 8 de Novembro, uma mostra de Vítor Marreiros intitulada “China, Norte e Sul”. A Galeria da Doca dos Pescadores vai receber entre 13 de Outubro e 4 de Novembro a mostra “Pontos de Encontro, Pontes Intangíveis”, que reúne 150 fotografias de autores da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Durante a apresentação do evento, o secretário-adjunto do Fórum Macau indicado pelos Países de Língua Portuguesa salientou que a Semana Cultural é “uma rotina já estabelecida” e que o organismo que representa está empenhado em apostar na cooperação ao nível da cultura.

Rodrigo Brum recordou ainda que, aquando da reunião ordinária anual do Fórum Macau no início deste ano, o embaixador do Brasil fez uma declaração referindo que “as questões culturais são importantes porque servem para perceber a cultura empresarial e a cultura empresarial está por detrás da realização de bons negócios e boas relações entre os países”. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Macau – Produtos e serviços chineses e lusófonos ganham espaço na 2018 PLPEX

A “Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau)” – 2018 PLPEX realiza-se entre 18 e 20 de Outubro, em simultâneo com a 23ª edição da Feira Internacional de Macau, no Venetian. A exposição vai crescer em área, para seis mil metros quadrados, e em conteúdo, informa o IPIM, que promove o evento.

A “Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau)” – 2018 PLPEX deste ano vai aumentar para seis mil metros quadrados e contará, pela primeira vez, com a “Zona de Experiência Auto-ajuda de Produtos Brasileiros (Produtos Afamados Brasileiros)”, que vai mostrar produtos centrados “numa ideia de saúde e de protecção ambiental”.  Ao mesmo tempo, serão realizadas, pela primeira vez, a “Sessão de Bolsa de Contactos alusiva a Vinhos e Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa” e as “Actividades de Experiência de Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa”. A PLPEX realiza-se entre 18 e 20 de Outubro, em simultâneo com a 23ª edição da Feira Internacional de Macau, no Venetian.

A decisão de aumentar a exposição tem por base a experiência do ano passado em que a PLPEX foi realizada de forma independente de modo a promover o papel de Macau enquanto Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O objectivo é, ao mesmo tempo, expandir o “novo modelo de venda a retalho” como forma de cooperação, informa o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que promove os eventos.

“Tendo obtido uma experiência de crescimento ao longo de dois anos e também uma vantagem reforçada e continuada, com Macau enquanto Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a PLPEX passou a ser realizada independentemente, pela primeira vez, no ano passado”, lê-se no comunicado.

Na edição anterior, a exposição ocupou uma área de mais de três mil metros quadrados e atraiu a participação de mais de 210 instituições e empresas dos países lusófonos registados no “Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, bem como fornecedores de serviços profissionais. A mostra foi dividida em quatro zonas principais de exposição, para instituições governamentais de promoção do comércio, associações e câmaras comerciais, produtos alimentares, produtos não-alimentares e de exposição de serviços.

Este ano a área de exposição vai incluir mais de 300 ‘stands’. As culturas e produtos alimentares dos Países de Língua Portuguesa serão promovidas através do "Portal para a Cooperacao na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa" e de outras formas de promoção online e off-line. A organização prevê atrair empresas dos oito Países de Língua Portuguesa e agentes de produtos lusófonos do Interior da China, de Hong Kong e de Macau para participar neste evento, incluindo áreas de produtos alimentares, materiais de construção, vestuário, restauração, comércio electrónico, entre outros.

Vai ser promovido o “Workshop de Comércio Electrónico Transfronteiriço dos produtos dos Países de Língua Portuguesa”, por forma a ajudar os Países de Língua Portuguesa a entrar no mercado do interior da China através de uma plataforma online. Paralelamente, será estabelecida a “Zona Especial do Centro de Serviços Comerciais para as PMEs da China e dos Países de Língua Portuguesa”, visando impulsionar as empresas da China e dos Países de Língua Portuguesa a “atrair investimento do exterior” e “expandir-se para o exterior”, promover a cooperação comercial e fomentar mais oportunidades de negócio. A par destes eventos, vão organizar-se fóruns e seminários, desfiles de moda, actuações musicais e exposição de artesanatos. In “Ponto Final” - Macau