Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 6 de setembro de 2026

Portugal - Maria João Pires cria academia de piano online para alunos de todo o mundo

A pianista Maria João Pires anunciou, este domingo, o lançamento da primeira edição da “MJP Piano Academy”, espaço ‘online’ dedicado ao ensino de piano, prevendo, para breve, abertura de inscrições para ‘masterclasses’, no Centro de Artes de Belgais


Num comunicado divulgado, assinado por “Maria João Pires e equipa”, é adiantado que o novo projeto da pianista “oferece também reservas para ‘Explicações Online’ e, em breve, para um novo formato de aula, os ‘Workshops Online'”, semanais, para grupos de três a quatro alunos inscritos no programa da academia.

“Estes ‘workshops’ estarão igualmente disponíveis para espetadores e ouvintes através de um plano de subscrição, permitindo que outros estudantes, professores ou amantes de música assistam aos eventos mensais e participem numa sessão mensal de perguntas e respostas ‘online'”, com Maria João Pires.

Um plano de reabertura do projeto do Centro de Artes de Belgais, no distrito de Castelo Branco, está também a ser trabalhado pela equipa, com o objetivo de oferecer “uma maior variedade de eventos e experiências presenciais”. Desta vez, porém, partilhando as atividades “numa Plataforma Online de Belgais dedicada a pessoas de todo o mundo”, esclarece no comunicado.

Esta plataforma, “assim que for lançada”, poderá vir a acolher a “MJP Piano Academy”, lê-se ainda no comunicado.

“’Ensinar’ é uma expressão comum que todos usam, e é por isso que eu também a uso”, afirma Maria João Pires, citada pelo comunicado. “No entanto, é muito mais do que isso — é uma forma de diálogo através da música, um ‘dar e receber’, uma troca de impressões, uma aprendizagem partilhada na arte de ouvir, uma busca pelo equilíbrio. Descobrir em conjunto requer um acordo mútuo na experiência. Em última análise, é um trabalho interior que nos trará certamente uma consciência mais clara”.

Maria João Pires, de 82 anos, anunciou o afastamento dos palcos, em novembro do ano passado, afirmando estar num “processo de mudança radical”, poucos meses depois de ter tido um problema de saúde, que pôs fim à digressão que mantinha entre palcos europeus e asiáticos.

Este anúncio foi feito na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, com que foi distinguida, tendo a artista afirmado que adoeceu porque tentou “ultrapassar-se e ir até limites proibidos”.

“Agora encontro-me num processo de mudança radical, numa procura de verdade, verdades, num caminho de aceitação, talvez de compreensão daquilo que nunca aceitei antes. É bom pensar que o futuro é incerto, desconhecido, talvez surpreendente”, afirmou então.

No passado mês de julho, quando recebeu o doutoramento Honoris Causa atribuído pela Universidade de Évora, Maria João Pires afastou o regresso ao ativo para um derradeiro concerto, mas admitiu a possibilidade de voltar aos estúdios para “fazer algumas gravações”.

Nascida em Lisboa, em 23 de julho de 1944, a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses tem uma carreira que remonta a finais da década de 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos 4 anos.

Após a conquista do primeiro prémio do concurso internacional Beethoven, em 1970, o seu nome tornou-se recorrente nos programas das principais salas de concerto a nível mundial e nos catálogos das maiores editoras de música clássica: a Denon, primeiro, para a qual gravou a premiada integral das Sonatas de Mozart (1974); a Erato, a seguir, nos anos de 1980, onde deixou Bach, Mozart e uma das mais celebradas interpretações das “Cenas Infantis”, de Schumann; e depois a Deutsche Grammophon, em 1989.

Nesse ano, fundou o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco.

Ao longo da carreira, Maria João Pires recebeu o prémio do Conselho Internacional da Música, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1970), o Prémio Pessoa (1989), a Medalha de Mérito Cultural do Governo português e o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (2019), o Praemium Imperiale (2024), da Associação de Arte do Japão.

A nível discográfico, foi distinguida quatro vezes pela Academia Charles Cross, nomeada regularmente para os Grammy e recebeu um prémio Gramophone, destacando-se as suas interpretações de Sonatas e dos “Impromptus”, de Schubert, dos “Nocturnos”, de Chopin, e de Concertos de Mozart e Beethoven. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 5 de setembro de 2026

Cabo Verde - Single “Sonsente” anuncia chegada de álbum de inéditos da falecida diva Cesária Évora

Cesária Évora completaria 85 anos no dia 27 de agosto deste ano. Para assinalar a data, foi lançado um single inédito da “Diva dos Pés Descalços”


Intitulado “Sonsente”, o tema é o primeiro single de Reina Da Morna, um álbum que reúne 10 gravações inéditas de Cesária Évora e que, até agora, não tinham sido editados. Segundo a Lusafrica, as gravações foram descobertas nos arquivos do produtor de longa data da artista, José “Djô” Da Silva.

O tema, cujo videoclipe foi lançado esta quinta-feira, foi escrito pelo também falecido multi-instrumentista, compositor e professor cabo-verdiano Jotamont, nome artístico de Jorge Fernandes Monteiro, também conhecido como Jorge Cornetim.

Para a produtora, Reina Da Morna, com lançamento previsto para 2 de outubro, “destaca de forma brilhante o poder atemporal da obra de Cesária Évora”, quinze anos após a sua morte. “Cesária Évora permanece como uma das vozes fundamentais da world music”, sublinha a Lusafrica.

O álbum de inéditos inclui ainda um texto do jornalista francês Francis Dordor, que acompanhou a artista ao longo da sua carreira.

Conforme a lista disponibilizada pela plataforma Spotify, os dez temas que integram o álbum são: “Amiga d’nh’Amigo”, “Sonsente”, “E Nos Cabo Verde”, “Resposta De Ganha Pouco”, “Junior”, “Brisa D’bo Sorriso”, “Nos Contradança”, “Força Di Cretcheu”, “Projecto” e “No Po Na Ton”.

De recordar que, em 2025, a Sony Music France e a Sony Music Publishing France adquiriram as editoras Lusafrica e Africa Nostra. Fundada por “Djô” da Silva em 1998, a Lusafrica foi a editora responsável por projetar Cesária Évora internacionalmente e contribuir para o reconhecimento da morna e da música cabo-verdiana no mundo. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Países Baixos - Biblioteca Municipal de Utrecht inaugura espaço dedicado à língua portuguesa

A comunidade de língua portuguesa em Utrecht, nos Países Baixos, vai estar em destaque no próximo dia 6 de setembro, com a inauguração, na Biblioteca Municipal de Utrecht, da KeuzeKast Lusofonia: Mundo da Língua Portuguesa, uma estante dedicada à diversidade cultural dos países onde se fala português


O espaço será preenchido com livros, incluindo obras para crianças e livros de culinária, provenientes de diferentes países e culturas do mundo lusófono.

A inauguração será assinalada com um programa que inclui música, intervenções literárias e poéticas, bem como sabores de diferentes culturas de língua portuguesa.

As crianças terão também um programa próprio, com uma sessão de leitura em português e uma mesa dedicada a atividades manuais, aberta igualmente à participação de adultos.

A iniciativa pretende celebrar a diversidade da língua portuguesa e está aberta tanto aos membros da comunidade lusófona como a todos os que tenham curiosidade em conhecer melhor a língua e as culturas que a partilham.

O programa começa às 14h00 (hora local), com uma sessão de leitura em português. A abertura oficial da KeuzeKast Lusofonia está marcada para as 14h30 (hora local).

A partir das 14h45 (hora local), haverá uma mesa de atividades para crianças e adultos, a par de momentos musicais e de intervenções literárias e poéticas. O encerramento está previsto para as 16h00 e inclui convívio e petiscos.

A iniciativa integra o projeto KeuzeKasten, através do qual são criadas estantes especialmente concebidas para e com as comunidades de Utrecht. Estes espaços podem reunir livros, objetos e, em alguns casos, conteúdos áudio, sendo acompanhados por uma programação relacionada com o tema escolhido.Durante alguns meses, cada KeuzeKast fica em destaque, dando a conhecer a diversidade das diferentes comunidades que fazem parte da cidade de Utrecht. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



sábado, 29 de agosto de 2026

Cabo Verde - Elly Paris lança novo single “A Bh Oia Caga” focado no autoconhecimento e na superação

Cidade da Praia - A cantora cabo-verdiana Elly Paris disponibilizou no sábado, 22, nas plataformas digitais o seu mais recente single, intitulado A Bh Oia Caga, informou em comunicado a produtora da artista.


De acordo com a nota, o tema apresenta uma sonoridade dançante e motivadora, pretendendo incentivar os ouvintes a ignorar críticas externas e imposições que condicionem o seu processo criativo e crescimento pessoal.

“Afirmar a necessidade de autoconhecimento e blindar-se de opiniões externas. Demonstra ainda que conseguimos sempre enquadrar-nos e adaptar-nos em qualquer área em que nos empenhamos”, explicou a artista no comunicado.

Elly Paris destaca ainda que o trabalho pretende transmitir uma mensagem de resiliência, sublinhando que as falhas fazem parte do percurso e que o foco deve residir na capacidade de superação e continuidade dos projectos.

O single nasce da colaboração entre Elly Paris e os compositores Ginguh e Hamilton, contando com a produção musical e beat a cargo de Kelton Beats. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 22 de agosto de 2026

Cabo Verde - Solange Cesarovna lança single “África em Mim” em parceria com Carlinhos Brown

Cidade da Praia – A cantora cabo-verdiana Solange Cesarovna já disponibilizou nas plataformas digitais o single “África em Mim”, em parceria com o brasileiro Carlinhos Brown, que marca o início do projeto “Conexão África Brasil”.


Em comunicado enviado à Inforpress, a artista avançou que o projeto pretende aproximar Cabo Verde, Brasil e outros países africanos através da música e do intercâmbio cultural, tendo como eixo as relações históricas, culturais e ancestrais entre os dois lados do Atlântico.

“África em Mim” conta com composição de Solange Cesarovna e Carlinhos Brown e integra um projeto que reúne composições e parcerias com artistas e compositores brasileiros, entre os quais Evandro Okán, Lary, Délcio Luiz, Macau, Max Viana, Gabriel Viana, Layla, Pretinho da Serrinha, Kainã do Jêje, Lucas Cirillo, Detona Cry, Ariel Donato e Lucas Sir.

O projeto inclui igualmente a participação de compositores e produtores do continente africano, entre eles Mr. Brown, de origem zimbabuana e com carreira construída na África do Sul.

“África em Mim” parte da ideia da presença africana na cultura brasileira, através da música, oralidade, religiosidade, festas e outras manifestações culturais.

Para Solange Cesarovna, o projeto resulta de um sonho iniciado durante o período em que estudou no Brasil e viveu cinco anos no Rio de Janeiro.

“Este projeto nasce de um sonho que carrego comigo há muitos anos, desde a época em que fiz a faculdade no Brasil e vivi cinco anos inesquecíveis no Rio de Janeiro. Foi ali que nasceu o desejo de fortalecer o diálogo que sempre existiu entre o continente africano e o Brasil”, afirmou.

O “Conexão África Brasil” é inspirado no conceito africano Sankofa, filosofia do povo Akan, do Gana, associada à importância de olhar para o passado para construir o futuro, e incorpora ainda o conceito de Umoja, palavra suaíli que significa unidade.

A iniciativa pretende, além da produção musical, promover o intercâmbio entre artistas, autores, compositores, produtores, pesquisadores e públicos de Cabo Verde, Brasil e outros países africanos.

O processo de criação do projeto está também a ser registado num documentário dirigido por Rafael Dragaud, com direção criativa de Renan de Andrade e direção musical de Marcel Klemm.

O filme acompanha encontros, bastidores e reflexões relacionadas com pertencimento, memória, identidade, cultura, arte e o papel da música na aproximação entre África e Brasil.

“África em Mim” representa também “uma nova etapa” na carreira de Solange Cesarovna, que durante décadas esteve ligada à gestão e ao desenvolvimento da indústria musical cabo-verdiana.

A produção musical de “África em Mim” é assinada por Pretinho da Serrinha e Marcel Klemm, com Rodrigo Tavares no teclado, Dedê Silva na bateria, Carlos Junior no baixo, Gustavo Pereira na guitarra e Carlinhos Brown na percussão. In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Turquia - Fernando Ribeiro, dos Moonspell, apresenta novo livro de poesia

Fernando Ribeiro, músico e fundador dos Moonspell, vai estar no auditório da Universidade Nişantaşı, em Istambul, na Turquia, no dia 18 de setembro, para participar no Career Talk do Bosphorus Music Conference


O encontro terá lugar no auditório da Universidade Nişantaşı e será dedicado ao percurso artístico do músico português e ao seu novo livro de poesia, Purgatorial, que será publicado em breve na Turquia.

Reconhecido sobretudo como vocalista e principal figura dos Moonspell, Fernando Ribeiro mantém também, há mais de três décadas, uma ligação à literatura e à poesia. Purgatorial reúne textos que exploram algumas das imagens, inquietações e atmosferas presentes no universo artístico do músico.

A participação no Bosphorus Music Conference permitirá ao público turco conhecer uma dimensão menos conhecida do percurso de Fernando Ribeiro, num encontro que pretende aproximar a música e a literatura através da carreira e da criação artística do português.

A presença do músico em Istambul conta com o apoio da embaixada de Portugal na Turquia e do Camões, I.P.

No dia seguinte, 19 de setembro, os Moonspell atuam na quinta edição do Bosphorus Open Air Metal Fest, considerado o mais importante festival de música metal da Turquia e uma presença cada vez mais consolidada no circuito europeu dedicado ao género. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Portugal - Músico e produtor Rony Monteiro cria estúdio para apoiar jovens talentos da CPLP

Lisboa – O jovem artista e produtor cabo-verdiano Edmilson Monteiro, de nome artístico Rony Monteiro, criou no Cacém, Portugal, um estúdio de gravação vocacionado para apoiar novos talentos da música, africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Em declarações à Inforpress, o produtor natural de Santa Catarina explicou que a iniciativa visa criar oportunidades acessíveis e acompanhamento profissional para jovens artistas que frequentemente enfrentam custos de produção proibitivos.

"O objectivo é criar oportunidades para os jovens com talento que muitas vezes não dispõem de meios para gravar ou produzir a sua música com qualidade profissional", afirmou.

Segundo Rony Monteiro, nesta primeira fase, o estúdio, denominado Monteiro Produções, está equipado para captação de voz, instrumentos e criação de beats, enquanto os serviços de mixagem e masterização serão assegurados em parceria com estúdios especializados.

O produtor adiantou que pretende investir, futuramente, em equipamentos próprios de masterização, de forma a assegurar todas as etapas da produção musical no mesmo espaço.

Explicou que a criação do estúdio permitirá também minimizar os custos de produção dos seus próprios projectos, nomeadamente do segundo álbum do artista Norberto Moreira, seu parceiro musical, e do seu trabalho discográfico intitulado “Luta pa Venci”, com lançamento agendado para 2027.

O álbum de estreia contará, entre outros temas, com os singles “Mãe de Ouro” e o “Luta pa Vence”, já divulgados, sendo as restantes faixas produzidas no novo estúdio.

Além da produção musical, o espaço disponibilizará serviços de gravação de videoclipes, criação de imagem gráfica, desenvolvimento de logótipos, produção de materiais promocionais e gestão da carreira, mediante contratos com artistas.

Rony Monteiro considerou que muitos jovens músicos abandonam ou adiam os seus projectos devido aos elevados custos de produção.

"Hoje existem muitos artistas conhecidos, mas os jovens que estão a começar precisam de oportunidades e de acesso a estúdios a preços acessíveis para mostrarem o seu talento. Queremos ajudá-los a dar esse primeiro passo”, sublinhou o jovem de 32 anos.

O produtor revelou que o estúdio já está a trabalhar com um jovem artista cabo-verdiano ainda desconhecido do público, mas em quem deposita “grandes expectativas” devido ao talento demonstrado.

Segundo explicou, a filosofia da Monteiro Produções passa por desenvolver cada projecto em conjunto com o artista, respeitando a sua identidade musical.

“Não trabalhamos com beats (músicas) prontos nem impomos um estilo. Partimos sempre da ideia do artista e construímos o projecto em conjunto, do início ao fim”, afirmou.

O estúdio, inaugurado em finais de Julho, está localizado no Cacém, município de Sintra, distrito de Lisboa, e conta actualmente com dois produtores.

Radicado em Portugal desde 2023, onde conclui um mestrado em Ciências Biomédicas, Rony Monteiro concilia os estudos avançados com a gestão do estúdio, a produção de eventos e a actividade profissional de motorista TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados). In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 8 de agosto de 2026

Cabo Verde - Ceuzany Pires edita videoclipe do single “Sem Ninguém” em homenagem ao legado do Jorge Neto

Cidade da Praia - A cantora Ceuzany Pires editou o videoclipe do single Sem Ninguém, já disponível nas principais plataformas digitais e no YouTube, tema integrado no álbum Nô Tchal Tê Li, lançado em Novembro de 2025.


Sem Ninguém revitaliza o clássico imortalizado por Jorge Neto, numa homenagem directa ao artista, cuja figura permanece como uma referência marcante da cultura popular cabo-verdiana.

Integrado no álbum Nô Tchal Tê Li, lançado em Novembro de 2025, o tema aborda a violência doméstica com sensibilidade e força, transformando uma realidade dura num hino de libertação e afirmação pessoal.

A música da artista cabo-verdiana reforça ainda a importância de dar visibilidade às histórias de sobrevivência e afirma o direito à dignidade.

Sem Ninguém é a oitava faixa do álbum Nô Tchal Tê Li, composto por um total de 10 temas musicais. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 1 de agosto de 2026

Cabo Verde - Dia Nacional do Batuque: Historiador pede maior reconhecimento das batucadeiras e fazedores do batuque

Cidade da Praia – As batucadeiras e fazedores do batuque carecem ainda de maior reconhecimento, como cachês justos e formalização no sistema de proteção social, considerou, na cidade da Praia, o historiador cabo-verdiano José Soares.


Celebra-se, neste dia 31 de julho, o Dia Nacional do Batuque, data instituída por unanimidade na Assembleia Nacional, em 2021, para homenagear um dos géneros musicais mais antigos de Cabo Verde e destacar o papel central das mulheres na preservação desta tradição secular.

Em declarações à Inforpress, José Soares considerou que a institucionalização da efeméride teve “um impacto brutal”, por formalizar uma vontade antiga das batucadeiras e dos seguidores desta manifestação cultural.

Segundo o historiador e ex-deputado da Nação, a aprovação no parlamento representou “um momento importante”, tendo em conta que todos os deputados votaram favoravelmente a iniciativa, sem qualquer pronunciamento contra.

José Soares destacou que o batuque já era reconhecido dentro e fora de Cabo Verde, mas sublinhou que ainda existem desafios para garantir a valorização plena desta expressão cultural.

“Falta muito ainda para fazer para o batuque”, afirmou, defendendo que esta manifestação deve ter presença nos grandes palcos de festivais com uma remuneração proporcional à sua importância.

Para o mentor do Dia Nacional do Batuque, os grupos de batuque não devem receber uma “gratificação”, mas sim um cachê igual ao atribuído a outros grupos musicais, considerando o número de pessoas envolvidas e o trabalho realizado.

“Os nossos promotores culturais ou instituições têm que saber cada vez mais a história do batuque, para valorizarem o batuque e, quando convidarem para alguns eventos, atribuírem o cachê e não uma gratificação”, defendeu.

José Soares considerou ainda que os fazedores do batuque devem estar formalizados e inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), para que possam beneficiar de uma reforma após anos de contribuição para a cultura cabo-verdiana.

Na sua perspectiva, o batuque deve ser valorizado como um produto cultural e turístico, por representar “a alma do povo cabo-verdiano” e a “morabeza” de Cabo Verde.

Sobre o envolvimento dos jovens, José Soares afirmou que existe actualmente um grande interesse das novas gerações pelo batuque, lembrando o grupo juvenil Pó di Terra, do Tarrafal, que levou esta manifestação dos terreiros para os palcos no ano 2000.

O historiador acrescentou que hoje existem jovens cabo-verdianos na Europa a integrar grupos e a participar em festivais, demonstrando que o batuque deixou de ser visto como uma manifestação menor.

“Hoje, os jovens não têm complexo de que batuque é igual à morna, igual à coladeira, igual ao funaná. É a tradição da nossa terra”, concluiu. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Moçambique - “O Veredicto” une música, teatro e dança no Centro Cultural Moçambique-China

O musical “O Veredicto” sobe ao palco na próxima sexta-feira, no Centro Cultural Moçambique-China, com a proposta de unir teatro, canto, dança e performance visual numa reflexão sobre as histórias, vivências e expressões que compõem o património cultural moçambicano. Mais do que um espetáculo, os promotores apresentam a iniciativa como um apelo à valorização da cultura nacional e à aproximação do público às produções artísticas do país.


Durante a conferência de imprensa de apresentação do musical, o produtor Zé Pires afirmou que a obra pretende contribuir para o resgate da música moçambicana, que, na sua perspetiva, tem perdido espaço junto da própria sociedade.

“Fazemos com este musical, com esta obra que é um teatro musicado, um clamor a toda a sociedade para o resgate e a recuperação da nossa música como uma plataforma importante que foi praticamente abandonada pela própria sociedade.”

Segundo Zé Pires, a principal razão da criação do espetáculo é formar novos públicos e incentivar os moçambicanos a voltarem às salas de espetáculo.

“A essência deste espetáculo, aquilo que foi a razão por que foi criado, é a construção de uma audiência, a formação de audiências.”

O produtor reconheceu que um dos maiores desafios enfrentados pelos artistas nacionais é conquistar público para os seus eventos.

“Hoje em dia temos muita dificuldade de ter um espetáculo de música ou de qualquer arte sem a gente ter uma casa cheia. Estamos com uma casa de 1500 lugares e, para a ter cheia, é um transpirar que vocês não estão a imaginar.”

Também presente na conferência de imprensa, o artista Roberto Chitsondzo alertou para o que considera ser um progressivo afastamento dos artistas e do público em relação à cultura moçambicana.

“Nós, artistas, fugimos da nossa essência como artistas para ser melhor aplaudidos. A sociedade deixou de escutar a sua própria cultura para dar mais ‘likes’ àquilo que é dos outros.”

Embora reconheça a importância das influências internacionais na formação dos artistas, Chitsondzo defendeu que é necessário valorizar mais a produção cultural nacional.

“Eu próprio aprendi a cantar com músicas provenientes de outros sítios. Mas isso não significa que devemos deixar de ouvir e promover aquilo que é nosso.”

O artista criticou ainda a escassa presença de conteúdos culturais em alguns programas de entretenimento, considerando que a divulgação do trabalho dos criadores nacionais continua a ser insuficiente.

“Aquilo que a gente assiste ali é fofoca, aberrações, insultos. Daquilo que deveriam apresentar sobre os nossos colegas, eu não vejo nada.”

A organização acredita que “O Veredicto” poderá contribuir para aproximar o público da arte moçambicana, promovendo uma reflexão sobre a identidade cultural e reforçando o papel da música, do teatro e da dança como instrumentos de preservação do património nacional. Arnosso Cuco – Moçambique in “O País”


sábado, 25 de julho de 2026

Cabo Verde - Neguinho Tivane edita o seu primeiro EP “Novo Começo”

“Novo Começo” é o título do primeiro EP do cantor cabo-verdiano Neguinho Tivane, que conta com seis faixas musicais e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado do videoclipe do single “Bõ Krem D’Volta”, também disponível no Youtube


Segundo uma nota da produtora Harmonia, Novo Começo retrata um novo ciclo, que se abre na vida do cantor, com novos objectivos e foco.

A mesma fonte sublinha que o EP mantém a essência do artista, que é sempre levar amor para a casa das pessoas, transmitindo paz e serenidade.

Em Bô Crêm Dvolta, um dos temas do EP, a traição é o ponto de virada e o retrato de uma história tanto antiga como moderna. “Uma confiança que ruiu, deixando um sabor amargo e uma ferida profunda e silenciosa”.

Neguinho Tivane espera que as pessoas gostem desse trabalho. “Muito amor envolvido, com histórias reais e com temas construtivos que retratam os acontecimentos da vida quotidiana. Espero que as pessoas possam gostar, são letras simples, diretas e que tocam a todos”.

“A música fala de um homem que conheceu, amou uma mulher e fez de tudo para deixá-la feliz em todos os sentidos, cuidando, valorizando e protegendo-a. Mesmo perante toda a dedicação, foi trocado por outro homem, sem pensar na tristeza que ia causar na pessoa que mais lhe amou”, relata.

Neguinho Tivane é também autor dos temas como: Outubro Rosa, Maria e Code, todos com o selo da produtora Harmonia. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 18 de julho de 2026

Cabo Verde - Gerson Spencer apresenta novo álbum “Livre” na Cidade da Praia

O cantor maiense Gerson Spencer esteve no Auditório Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia, para apresentar o seu mais recente álbum, intitulado “Livre”. Depois do primeiro álbum, “Voz na Fundo”, Gerson Spencer regressa ao mercado musical com “Livre”, composto por oito faixas. “Livre”, “Amam”, “Inexplicável”, “Nha Terra Djarmai”, “Ana”, “Patroa di Nhas Sentimentos”, “Tudu ta Muda” e “Cherie” são os temas que fazem parte deste trabalho discográfico


Numa entrevista ao Expresso das Ilhas, Gerson Spencer conta que o álbum traz músicas tradicionais, com uma mistura de sonoridades modernas, e inclui temas que misturam o português e a língua cabo-verdiana.

“Este trabalho discográfico vai na mesma linha do primeiro álbum, ‘Voz na Fundo’, mas adicionei mais elementos. Tem uma morna, uma coladeira, colazouk, que é uma música que fiz para a minha terra, a ilha do Maio. Tem batuque. O disco é composto por oito faixas musicais. E tenho duas músicas mais direccionadas para a malta jovem”, relata.

O cantor explica que o primeiro álbum foi financiado pelo seu produtor, Silvano Spencer, enquanto neste segundo trabalho decidiu financiar o próprio projecto.

“Financiei o meu álbum para poder ter o controlo das minhas coisas, mas também para desafiar a minha cabeça, para aprender como é que as coisas funcionam. Gosto de desafios, acredito que com o sacrifício vou ganhar mais experiência. Foi uma experiência muito positiva, porque durante três anos vi que, às vezes, as coisas não davam certo e tive de me adaptar. Foi muito esforço”, relata.

Gerson Spencer explicou que o álbum tem o título “Livre” por se sentir livre enquanto artista e ser humano.

“Até na letra da música que emprestou o nome ao disco, se fores ouvir, vais perceber o que quero dizer com isso. Estou a sentir-me livre como artista. É mais cansativo, mas estou a aprender muitas coisas e estou a entrar numa nova fase artística”.

O cantor garantiu ainda que hoje é um Gerson Spencer mais experiente, confiante e maduro. “Então valeu a pena este álbum ‘Livre’, que está a ser bem aceite”, afirma.

Shows

Gerson Spencer, que reside actualmente em Portugal, disse que está em Cabo Verde para fazer o lançamento do seu novo álbum, com a intenção de levar a apresentação a todas as ilhas.

“Quero fazer em todas as ilhas. Estamos a começar aqui na Cidade da Praia, depois vamos para São Vicente, Sal, Santo Antão e o último lançamento quero fazer na minha ilha, Maio, porque quero fazer algo muito especial também”, garante.

O artista revelou ainda que realizar um espectáculo no Auditório Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia, é algo que há muito desejava.

“Já fiz shows nos festivais e em outros lugares, mas aquela forma de espectáculo no Auditório Nacional, com pessoas sentadas a apreciar e, de preferência, com os meus fãs presentes, é algo que há muito sonhava”, afirmou Spencer.

Por isso, diz que quer estar focado a 100% no concerto. “Espero que aquele dia seja uma noite especial, que as pessoas saiam de lá com o coração e os ouvidos cheios de coisas boas”.

Neste concerto, Gerson Spencer terá como convidados os artistas Voz di Magua, Marinu e Nha di Filipa. “Independentemente das pessoas que vão estar no auditório no meu show, vou dar o meu máximo, porque há muito que sonhava realizar este concerto”.

Além dos temas do álbum “Livre”, o cantor vai apresentar músicas do primeiro trabalho discográfico, “Voz na Fundo”, o seu álbum mais conhecido. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 11 de julho de 2026

Cabo Verde - Dynamo lança "Kumpanhero" que celebra a química de um novo amor

O novo single "Kumpanhero" do cantor cabo-verdiano Dynamo chegou esta sexta-feira, 10. Produzido com uma base de afro pop que se cruza com ritmos cabo-verdianos, o single já está disponível nas plataformas de streaming, incluindo o Spotify, e chega poucos meses depois de Dynamo ter fechado um ciclo importante da carreira com o álbum "Blindado"


Segundo uma nota enviada, "Kumpanhero" junta-se a uma discografia que já leva mais de uma década a construir pontes entre a kizomba, o afro pop e a diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo.

“O tema tem uma carga sensual assumida. Em vez de se render às fórmulas mais comuns do género, feitas de promessas e declarações de amor eterno, ´Kumpanhero´ prefere ficar no momento presente”, relata.

A letra retrata a química intensa entre um casal nos primeiros instantes de uma relação, aquela fase em que tudo é ainda descoberta, atração mútua e cumplicidade espontânea.

A mesma fonte sublinha que não há juras nem compromissos formais. “Há, isso sim, o prazer de estar junto de alguém e viver essa ligação de forma autêntica, onde o lado emocional e o lado físico falam mais alto do que qualquer discurso”.

Conforme a mesma fonte, com "Kumpanhero", Dynamo volta a mostrar por que continua a ser um dos artistas mais seguidos da lusofonia: a capacidade de transformar sensações do quotidiano, como a atração inicial entre duas pessoas, em canções que se ouvem tanto na pista de dança como em qualquer momento de intimidade.

Natural da ilha do Sal, Dynamo é hoje um dos nomes mais reconhecidos da nova geração de músicos do país. Radicado em Lisboa, começou a tocar guitarra e a compor ainda em criança, nas festas de escola e na vizinhança, antes de decidir, em 2008, adotar o nome artístico que o tornaria conhecido.

A carreira a solo arrancou oficialmente em 2014, com o álbum "One", que lhe valeu duas das distinções mais importantes da sua trajectória: o prémio de Melhor Intérprete Masculino e o de Melhor Kizomba, este último pelo tema "Poderosa", nos Cabo Verde Music Awards de 2015.

Dois anos depois, em 2016, editou o segundo álbum, "Mirror", de onde saíram sucessos como "Aperta", "Tequila" e "Fica".

Em 2017, Dynamo decidiu assumir de forma independente a gestão da própria carreira, lançando aí a marca DNM.

Foi também nesse ano que editou "Only One", single que se tornou um dos maiores êxitos da sua discografia, com milhões de visualizações no YouTube e prémios em galas como os Mais Kizomba Awards.

Seguiram-se anos de lançamentos regulares, entre eles "Kimica", "Primeiro Lugar", "Mad Love" e "Sabi", este último em parceria com a angolana Irina Barros.

Em 2022, o cantor celebrou dez anos de carreira com um concerto esgotado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, um dos marcos mais altos da sua trajetória em Portugal.

Já em 2024 apresentou "Blindado", o quarto álbum de originais, um projeto ambicioso com 24 faixas distribuídas por dois volumes e que contou com participações de nomes como Irina Barros, Dénis Graça, Tony Fika, Mito Kaskas, Boy Game e Pcc.

O disco fala de persistência e de continuar a caminhada mesmo quando o terreno oscila, um conceito que Dynamo tem levado a diferentes palcos, de Lisboa à Praia.

Hoje, o artista conta com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e mais de 30 milhões de visualizações acumuladas no YouTube, números que confirmam o seu lugar como uma das referências do afro pop e da kizomba contemporânea, tanto em Cabo Verde como junto das comunidades PALOP espalhadas pelo mundo. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quinta-feira, 2 de julho de 2026

UCCLA estará presente no MIMO Festival em Guimarães

A cidade de Guimarães recebe, até 5 de julho, o MIMO Festival, um dos mais relevantes festivais internacionais dedicados à música e à cultura, que faz da música uma ponte entre culturas, territórios e gerações. O Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, marcará presença no Fórum de Ideias, que terá lugar no próximo dia 4 de julho, às 12 horas.


Subordinado ao tema “Representantes institucionais e agentes culturais do universo lusófono - A Música move o mundo lusófono”, o Fórum de Ideias terá início às 11 horas e reunirá representantes institucionais, agentes culturais e personalidades de diferentes geografias do espaço lusófono para refletirem sobre o papel da música enquanto instrumento de aproximação entre povos, culturas e territórios. O Fórum de Ideias decorrerá no Centro Internacional de Artes José de Guimarães.

A edição de 2026 do MIMO organiza-se em dois momentos complementares: o MIMO Festival de Cinema, dedicado exclusivamente a filmes sobre música, e o MIMO Festival, que integra uma programação internacional de concertos, fóruns de ideias, workshops e outras experiências culturais. Ao longo dos dias, Guimarães transforma-se num palco aberto à criação artística, ao diálogo intercultural e ao encontro entre públicos de diferentes gerações.

Nesta edição, o festival ocupa alguns dos mais emblemáticos espaços da cidade, nomeadamente o centro histórico classificado como Património Mundial da UNESCO e a Colina Sagrada, integrando locais como o Campo de São Mamede e o Paço dos Duques de Bragança. Igrejas, praças, largos e equipamentos culturais acolherão concertos, cinema, debates, oficinas, roteiros culturais e atividades dirigidas a públicos de todas as idades.

A entrada em todas as atividades é gratuita.

Programação

Sobre o MIMO Festival

Criado no Brasil há mais de duas décadas, o MIMO Festival afirma-se como um dos principais festivais internacionais de música e cultura, promovendo o encontro entre diferentes linguagens artísticas, culturas e públicos.

Em 2026, o festival celebra 10 anos de edições em Portugal, inaugurando um novo capítulo em Guimarães. Ao longo da sua história, realizou mais de 65 edições em 14 cidades, reuniu um público superior a dois milhões de pessoas e contou com a participação de mais de quatro mil músicos, mantendo como princípio essencial o acesso gratuito à cultura.

Ao longo da sua trajetória, o festival percorreu cidades brasileiras como Olinda, Recife, Paraty, Ouro Preto, Tiradentes, Rio de Janeiro e São Paulo, e iniciou a sua presença internacional em 2016, em Amarante (Portugal), estabelecendo uma relação sólida e contínua com o território português. Ao completar uma década em Portugal, o MIMO amplia sua atuação e reafirma o seu compromisso com a circulação cultural entre Brasil e Europa.

Como refere Lu Araújo, idealizadora e diretora do festival: “Realizar um festival gratuito com essa dimensão nos dias de hoje é um ato de resistência e compromisso com a cultura. Acreditamos na arte como ferramenta de transformação social - e é isso que nos move.” UCCLA

Mimo Festival 2026

 




terça-feira, 30 de junho de 2026

França - Mercado Franco-Português leva música, folclore e tradição a Gond-Pontouvre

A associação As Estrelas de Gond-Pontouvre organiza, entre os dias 3 e 5 de julho, a edição de 2026 do Mercado Franco-Português, que terá lugar na Île de Foulpougne, em Gond-Pontouvre, França. A entrada é gratuita


O certame arranca na sexta-feira, 3 de julho, às 18h00 (hora local), com a abertura do mercado. A programação inclui atuações de rusgas, dedicadas aos cantares e danças tradicionais portugueses, um baile animado por Francky Salgado e um concerto de Nelson Costa e Emmanuel Gonçalves, além do sorteio da tombola.

No sábado, 4 de julho, o mercado reabre às 10h00 (hora local) e contará com animação musical ao longo de todo o dia. À noite realiza-se um festival de folclore com a participação do Rancho Folclórico As Estrelas de Gond-Pontouvre, do Rancho Folclórico Estrelas de Portugal de Pau, do Rancho Folclórico Da Minha Terra de Brive-la-Gaillarde e do Rancho Folclórico Coração do Minho de Camblanes. O programa prossegue com um concerto do grupo Luso Show e um novo sorteio da tombola.

O último dia do evento, domingo, 5 de julho, começa igualmente às 10h00 (hora local), com animação musical durante a manhã, encerrando às 14h00 (hora local).

Durante todo o fim de semana haverá serviço de restauração no recinto. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ásia – Digressão do cantor Afonso Cabral e do músico Pedro Branco traz concertos a Macau e Hong Kong

O cantor e compositor Afonso Cabral, um dos nomes mais falados da música portuguesa actual, inicia já esta semana uma tour asiática que o fará passar por Macau no próximo dia 3 de Julho. Acompanhado pelo guitarrista Pedro Branco, o músico apresenta-se na Casa Garden, num concerto integrado nas celebrações do Mês de Portugal em Macau. A passagem pelo território, patrocinada pela Casa de Portugal, Fundação Oriente e pelo restaurante Lvsitanvs, antecede concertos em Zhuhai e Hong Kong, depois de passar por Shenzhen



A música portuguesa contemporânea ganha novos horizontes com a digressão asiática de Afonso Cabral. Reconhecido como um dos mais relevantes compositores e intérpretes lisboetas, tem sido influente no cenário da música da capital durante a última década, e apresenta-se agora no dia 3 de julho, pelas 20h00, na Casa Garden, em Macau. O concerto, de carácter intimista, cruza canções do seu mais recente álbum, “Demorar”, com temas de alusão ao seu percurso artístico, e conta com a companhia do guitarrista Pedro Branco, grande instrumentista português da actualidade.

A passagem por Macau insere-se numa digressão mais ampla que arranca no dia 2 de Julho em Shenzhen, na Old Heaven Books, e prossegue a 4 de Julho para Zhuhai, onde vão tocar na Antique 3000, e a 5 de Julho passam para Hong Kong, no espaço da Chez Trente. A presença em Macau é especialmente significativa por se integrar no programa oficial das celebrações do Mês de Portugal e com a Grande Baía a servir de ponto de partida para o resto da Ásia.

Poucas semanas após a edição do novo single “Dança Comigo na Ilusão”, Afonso Cabral inicia esta viagem que o levará também ao Japão, com concertos agendados para Osaka, Kyoto, Nagoya e Tóquio entre 8 e 11 de Julho. A tournée acontece graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, através da linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, na convocatória de 2025.

Afonso Cabral, nascido em Lisboa em 1986, tem sido uma presença recorrente na cena musical portuguesa. O seu percurso inclui projectos como os You Can’t Win, Charlie Brown, as bandas de Bruno Pernadas, Minta & The Brook Trout ou Mais Alto!. Como escritor ainda realizou trabalhos como “Perto”, interpretada por Cristina Branco, e “Anda Estragar-me os Planos”, escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018 e reinterpretada mais tarde por Salvador Sobral.

O percurso discográfico de Afonso Cabral conheceu ainda um novo capítulo no final de 2024, com a edição de “Demorar”, sucessor de “Morada”, lançado cinco anos antes. O álbum, construído em torno da sua voz, conta com a colaboração de dois nomes de peso, o músico japonês Shugo Tokumaru e Manuela Azevedo, vocalista dos Clã. O trabalho granjeou reconhecimento da crítica especializada, tendo sido distinguido com o terceiro lugar nas listas de melhores do ano da Blitz e da Radar. Uma das particularidades do disco é a presença marcante de influências nipónicas, visíveis tanto na faixa “Paraíso”, uma evocação a Haruomi Hosono, e noutro dueto gravado à distância entre Lisboa e Tóquio.

A afinidade de Cabral com o Japão não é um fenómeno recente. Antes da actual digressão, o músico já se tinha apresentado no país em diferentes contextos, nomeadamente ao lado de Bruno Pernadas, no Festival de Frue, e no WWW X, em Shibuya, em 2018, e novamente em 2022, no Fruezinho. Em 2023, regressou a Tóquio para um concerto a solo, no Kong Tong, com Minta & The Brook Trout.

Quem o acompanha agora na estrada é Pedro Branco, guitarrista cujo percurso transita entre o jazz e a pop independente. Membro dos You Can’t Win, Charlie Brown e fundador do projecto Old Mountain, Branco tem colaborado com uma vasta gama de artistas, de Tiago Bettencourt a Mazgani, passando por Lavoisier e Tipo. Em 2022, estreou-se a solo com “A Narrativa Épica do Quotidiano”. Actualmente, prepara um projecto que cruza jazz com o repertório de Marco Paulo, “Branco toca Marco Paulo”, enquanto lecciona no mestrado de Musicoterapia na Jazz Performance pelo Conservatorium van Amsterdam.

A digressão asiática de Afonso Cabral e Pedro Branco é promovida pela Louva-a-Deus, um espaço de música no coração de Lisboa que nasceu do desejo de criar um ponto de encontro para a comunidade musical após o encerramento do estúdio 15-A e da editora Pataca Discos devido à pressão do mercado imobiliário. O projecto, segundo a página oficial do estúdio, começou com a ambição de recuperar o mítico estúdio Xangrilá, em Campolide, mas o negócio não se concretizou. Mas agora encontram-se numa antiga igreja baptista, construída na cave de um edifício de habitação perto do Jardim Zoológico. É desta base que agora parte a música portuguesa contemporânea para a Ásia.

A entrada para o concerto na Casa Garden é gratuita, sem necessidade de reserva. A organização recomenda chegada antecipada devido à lotação do espaço. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


sábado, 27 de junho de 2026

Cabo Verde - Gilyto Mr. Entertainer celebra 27 anos de carreira com o lançamento de "Mundo Aveludado"

O cantor Gilyto Mr. Entertainer assinala os seus 27 anos de carreira com o lançamento do single "Mundo Aveludado", produzido em colaboração com Mark G.


Segundo uma nota enviada à imprensa, o tema inspira-se na sonoridade que marcou o final dos anos 90 e o início dos anos 2000, combinando a essência da Kizomba com influências do Zouk e do Konpa. A produção, adaptada aos padrões de 2026, preserva a nostalgia sem perder a actualidade.

Da autoria de Gilyto, a letra e a composição retratam a ligação inesperada entre duas pessoas, em que um simples abraço desperta uma química impossível de resistir. "É uma história sobre amor, energia positiva, cumplicidade e aquela conexão especial que só a música consegue transmitir", refere.

Ainda de acordo com a mesma fonte, trata-se de uma canção romântica produzida em parceria com Mark G., que promete marcar as pistas de dança e aquecer os corações durante este verão.

"A viagem começa com o saxofone marcante do músico peruano Aldo Dedios. Logo nos primeiros acordes, a sua interpretação imprime uma assinatura intensa, elegante e profundamente romântica, criando a atmosfera perfeita para uma 'Kizombada', onde dançar deixa de ser uma opção e passa a ser um impulso natural", descreve.

Nesta primeira fase, Gilyto disponibiliza apenas o áudio e o vídeo promocional do tema, já disponíveis no seu canal oficial no YouTube.

"Com uma produção cuidada e uma sonoridade envolvente, Mark G. e Gilyto criam uma faixa elegante, romântica e dançável, pensada para conquistar tanto os amantes da Kizomba tradicional como uma nova geração de ouvintes", realça. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”