Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 7 de abril de 2019

Blues fado




















Vamos aprender português, cantando


Tu que dormes ao relento
numa cama de luar
protegido pelo vento
embalado pelo mar

Não adianta jogar
o que não tens para perder
o teu destino é apostar
e sofrer

Pedras frias da calçada
a força estranha que te amarra
vida suja ultrapassada
choro triste da guitarra

Vives na loucura
sonho ou realidade
és um grito que procura
a liberdade

Este teu fado
fado sentido, fado calado
foi escrito à lua no meio da rua abandonado
canção magoada, sina traçada, destino
fado vazio, fez-se vadio, fez-se perdido

Pedras frias da calçada
a força estranha que te amarra
vida suja ultrapassada
o choro triste da guitarra

Vives na loucura
sonho ou realidade
és um grito que procura
a liberdade

Este teu fado
fado sentido, fado calado
foi escrito à lua no meio da rua abandonado
canção magoada, sina traçada, destino
fado vazio, fez-te vadio, fez-te perdido

Este teu fado
fado sentido, fado calado
foi escrito á lua no meio da rua abandonado
canção magoada, sina traçada, destino
fado vazio, fez-te vadio, fez-te perdido
fado vazio, fez-te vadio, fez-te perdido

Frederico BC - Portugal


domingo, 31 de março de 2019

Fica tudo bem





















Vamos aprender português, cantando



Se você voltar pra ela
tente não se arrepender
vai ser difícil amar alguém
sem se querer

Melhor fazer valer a pena
e é bem melhor se conhecer
nas coisas do amor convém pagar pra ver

E fica tudo bem
fica fica fica tudo bem
fica tudo bem
fica fica fica tudo bem

Eu posso não saber de tudo
melhor as vezes nem saber
mas uma coisa eu sei ninguém
vai te dizer

Amigo, amar alguém a fundo
é coisa séria de querer
cuide de quem te quer e cuide de você

Que fica tudo bem
fica fica fica tudo bem
fica tudo bem
fica fica fica tudo bem

Fica tudo bem
fica fica fica tudo bem
fica tudo bem
fica fica fica tudo bem


Silva – Brasil

Anitta – Brasil

Lucas Silva de Souza - Brasil

quarta-feira, 27 de março de 2019

Guiné-Bissau – Entrevista ao poeta e deputado Francisco Conduto de Pina

“O melhor que o colono nos deixou foi a língua”

Foi em Bubaque, uma das ilhas do arquipélago guineense dos Bijagós, que nasceu Francisco Conduto de Pina. Em entrevista ao PONTO FINAL, o deputado e poeta da Guiné-Bissau, que passou por Macau a propósito do Festival Literário Rota das Letras, conta que o interesse pela poesia surgiu quando, em criança, caiu da bicicleta e escreveu “O Chico Caiu da Bicicleta”. A obra de Francisco Conduto de Pina tem tido duas vertentes: o elogio ao seu país e a intervenção. “A poesia pode servir como uma arma de arremesso”, diz

Francisco Conduto de Pina, poeta e político. Nascido nos Bijagós, foi lá que teve o seu primeiro encontro com a poesia. Escreveu “O Chico Caiu da Bicicleta” ainda em criança, um poema que, como o título indica, contava o infortúnio do jovem Francisco ao cair da sua bicicleta. O seu professor fez com que o poema saísse no jornal e, a partir daí, ganhou-lhe o gosto e nunca mais deixou de escrever. Sai de Bubaque, vai estudar para Bissau e, mais tarde, para Lisboa, onde acompanhou o Verão Quente de 1975. Voltando à Guiné-Bissau, torna-se deputado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). “A poesia pode servir como uma arma de arremesso, como uma arma de chamar a atenção, como uma arma de divulgar e promover”, é assim que Francisco Conduto de Pina diz usar o facto de ser poeta ao mesmo tempo que é político. A intervenção é uma das marcas dos poemas de Francisco Conduto de Pina e ainda hoje a luta faz sentido porque “a poesia fica mais bonita se houver mais democracia”, até porque “a liberdade é uma coisa que não é estática”, diz. Além disso, passou ainda por vários cargos no Governo da Guiné, chegando a ser ministro do Turismo e do Ordenamento do Território entre 2000 e 2008. Foi o primeiro autor a publicar poesia em crioulo da Guiné. Porquê? Porque é a língua que dá autonomia e comunicação ao povo da Guiné, explica. Publica também em português, língua à qual deixa o elogio: “O melhor que o colono nos deixou foi a língua, onde nós todos fomos beber a nossa identidade”. Por fim, a Guiné, uma “miúda bonita”. É sobretudo sobre a sua beleza que a poesia de Francisco Conduto de Pina se centra: “Nunca, enquanto for vivo, nunca deixarei de cantar, descobrir, divulgar a Guiné. A nossa Guiné é linda”.

Como foi crescer em Bubaque?

Nasci numa tabanca chamada Bijante, em Bubaque, onde fiz toda a minha juventude. Depois fui parar aos padres, à missão católica, e aí fiz a minha instrução primária. Depois, como ali não havia ciclo preparatório, passámos para Bissau. Estudei em Bissau e depois chegou a altura de estudar no exterior e fui para Portugal.

Como é que foi estudar para a missão católica?

Fui parar aos padres por causa dos padres italianos. O padre era bastante amigo dos meus pais, e eu e outros colegas fomos parar à missão católica, em internato, praticamente. Lá fizemos o possível.

Uma boa infância?

Foi uma infância sem essas mordomias que as crianças de hoje têm, fiz as minhas brincadeiras, na praia a subir paus, com as nossas criatividades próprias das crianças de África. Fiz tudo aquilo que uma criança em África faz. Uma criança que nasce numa tabanca, numa aldeia, não tem electricidade, não tem carrinhos, nós é que tínhamos de fazer os carrinhos, nós é que tínhamos de fazer tudo, inventávamos tudo o possível. Uma infância que eu considero feliz.

Como é que a poesia entra na sua vida? Quando é que se começa a interessar?

A poesia entra na minha vida por causa dessa vivência na missão católica. Com os padres italianos estudávamos, tínhamos o programa de saber cozinhar, saber servir, trabalhar para poder sobreviver no dia de amanhã, e tínhamos a leitura. E eu lembro-me de quando caí da bicicleta, machuquei-me todo e depois o padre viu-me a chorar e perguntou o que é que se passava e eu contei-lhe, e ele disse: “então, escreve isso, escreve isso”. Eu lembro-me que escrevi, rasurei, fiz umas coisas, depois ele rasurou, disse-me como fazer e, como ele era correspondente do jornal A Voz da Guiné, pegou naquilo e mandou para o jornal. Depois, quando o jornal saiu na semana seguinte, ele mostrou-me e eu adorei. Depois, lá fui fazendo e fui aprendendo com ele.

Ainda se lembra do poema?

Por acaso ainda tenho esse recorte de jornal em casa. “O Chico Caiu da Bicicleta”, era o título. Contava como é que eu tinha caído.

Foi a partir do momento em que viu o seu trabalho publicado no jornal que começou a interessar-se?

É, gostei, senti-me orgulhoso.

Passando para outra fase da sua vida, como é que viveu a conquista da independência por parte da Guiné? Qual foi o seu papel?

Como deve imaginar, eu e todos os guineenses tínhamos um ardor nas veias, não podíamos não ficar satisfeitíssimos com a independência. A independência trouxe-nos o orgulho de sermos nós, orgulho de sermos guineenses, a nossa bandeira, o nosso hino. Os castigos, a tortura, a prisão, a PIDE, era uma forma de nos libertarmos do jugo colonial. Não só nós, como Cabo Verde, porque o PAIGC libertou não só a Guiné-Bissau, mas também Cabo Verde. Na altura, não podia ficar indiferente ao que estava a acontecer. Nós acompanhámos vivamente a entrada dos novos guerreiros e, por isso, cantámos, declamámos, escrevemos, não nos cansávamos de gabar o heróico povo da Guiné-Bissau. Eu estava em Bissau e ninguém ficou de fora porque era um sentimento ímpar. Nós, já crescidos, não podíamos ficar de fora, tínhamos o orgulho de termos conseguido a independência nessa altura, para não passarmos pelo massacre e vicissitudes que o colonialismo nos impunha.

Foi a partir do movimento de independência da Guiné que começou a ganhar interesse pela política, ou já vinha de trás?

Já vinha de uns anos para trás. Convivia com muitos colegas que, no decorrer dos anos, foram fugindo para a luta, para a mata. Cada vez mais, todas as pessoas ficavam atentas e os mais velhos fugiam sempre, quando chegava a uma certa altura, uma certa idade, iam para a luta. Não podíamos ficar indiferentes a isso. Ouvíamos a Rádio Libertação às escondidas, falávamos às escondidas. Toda a gente estava envolvida, directa ou indirectamente.

Tornou-se, mais tarde, deputado…

Tornei-me deputado em 1994, com a abertura da democracia.

Como é que o facto de ser poeta o influenciou enquanto deputado? O que é que um poeta pode dar à política?

A poesia pode servir como uma arma de arremesso, como uma arma de chamar a atenção, como uma arma de divulgar e promover. Uma promoção no sentido do amor, de solidariedade, de compreensão, de anunciar, de denunciar.

É nesse sentido que tenta usar a poesia na política?

Sim, sim.

E ao contrário, o que é que um político pode dar à poesia?

O político pode dar à poesia sempre que dê coisas boas dentro do país. Desde que seja compreensivo, trabalhe pela segurança social, trabalhe pelo bem-estar do povo, se for honesto, se servir. Aí, a poesia pode, em vez de ser de intervenção, passar a ser uma poesia de amor, de cantar o belo, cantar a natureza, cantar o povo e a cantar a alegria e o sorriso.

Mas há uma poesia antes de ser deputado e uma depois?

Não, não, não. Eu vou escrevendo. Eu escrevo em qualquer momento, eu escrevo de acordo com o espaço, o tempo, o lugar onde estou e com os sentimentos. Não há diferença. Não faço todos os dias poesia política.

Foi para Lisboa em 1975 e em 1981 foi estudar Artes Visuais e Belas-Artes. Isso afectou a sua poesia de alguma maneira?

Não. Com a ida para Lisboa eu fui conhecendo. Eu não sou um homem estático no espaço. Vou acompanhando o mundo e a minha ida para Lisboa ajudou-me a conhecer outras gentes, outras pessoas, conhecer outros costumes, conhecer a literatura portuguesa, conhecer outros poetas.

Esse período pós-25 de Abril também vincou a sua posição política?

Lógico. Marcou-me porque, nessa altura, era jovem e vivia-se em Portugal o chamado “Verão quente”, o período de transição entre o fascismo e o início da [Assembleia] Constituinte, da afirmação da democracia em Portugal. Isso foi mexendo comigo, foi-me dando uma experiência de vida. Eu, hoje, quando revejo o meu passado em Portugal, vejo os erros que foram cometidos nessa altura, eu procuro não os repetir na Guiné-Bissau.

Foi secretário de Estado, depois ministro do Turismo e Ordenamento do Território, entre 2000 e 2008, e foi também secretário de Estado da Juventude, Cultura e Desporto até 2016. A poesia da Guiné é mais uma forma de promover o turismo do país?

Tem ajudado. O próprio Amílcar Cabral, com a letra do hino nacional e não só, em vários temas, como o Vasco Cabral, o Hélder Proença, a Odete Semedo, a Domingas Samy, o Abdulai Silla, o Tony Tcheka, o Agnelo Regalla. Todos eles lutam, anunciam, denunciam, cantam os efeitos da nossa vivência democrática, condenam os actos repressivos, cantam a liberdade, cantam o fulgor da luta de libertação. Tudo isto dá consciência às pessoas. O Zé Carlos na música, o Aliu Bari… Tudo isso promove a Guiné. As mulheres cantadeiras de batuque também. Tudo isso faz com que a cultura guineense viva e chama a atenção.

Foi o primeiro a publicar, em nome próprio, poesia em crioulo da Guiné…

É verdade, fui o primeiro guineense pós-independência a publicar sozinho, em nome próprio.

E porque é que decidiu fazê-lo? Foi uma maneira de preservar a língua?

O crioulo é a nossa língua nacional, é a nossa língua de comunicação. Como sabe, vivemos num país onde temos muitas etnias. O melhor que o colono nos deixou foi a língua, onde nós todos fomos beber a nossa identidade. Ainda que a língua oficial seja o português, temos também o guineense, que nos dá a autonomia de estarmos em comunicação permanente entre os povos existentes na Guiné-Bissau.



Porque é que antes de o Francisco o ter feito, não havia poesia publicada em crioulo da Guiné?

Penso que por causa da censura, talvez. Mas as pessoas escreviam, podia não estar publicado, mas, quando digo que sou o primeiro guineense a publicar em crioulo é pós-independência. Há muitas pessoas antes de mim, o [Pascoal] D’Artagnan, que escrevia em português e, de vez em quando, punha uma palavra ou outra em crioulo.

O crioulo é a língua mais falada da Guiné…

É o mais falado. É a comunicação que nós temos para nos compreendermos, para divulgar, informar, consciencializar, formar as pessoas também.

Hoje já se escreve mais poesia em crioulo da Guiné?

Claro, a juventude de agora está a crescer, está rebelde no bom sentido, no sentido da escrita. A poesia, o conto, mesmo na rádio dá-se o noticiário em crioulo.

O Francisco teve algum mérito nisso?

Não, não, não. Antes de mim já se falava crioulo. É história. Se hoje é reconhecido que eu fui o primeiro, eu agradeço e fica para a história.

Qual o ponto de situação actual da poesia na Guiné? Há muita gente a fazer poesia?

Está a crescer, a nova geração está a fazer, está a escrever. Tem o campo livre para o fazer e isso é bom, que haja todos os dias a publicação. Só que temos um problema de editoras, se houvesse mais editoras ou mais incentivos por parte da cultura, se houvesse meios, haveria mais livros. É difícil serem publicados na Guiné e fora. Na Guiné temos duas ou três editoras, mas é preciso ter condições económicas.
O acesso à educação influencia o interesse pela poesia, por exemplo?

Afecta o desenvolvimento. Se afecta o desenvolvimento, afecta a poesia, afecta a literatura. Quanto menos pessoas souberem ler, dificulta toda uma caminhada. O português [António] Aleixo não sabia ler, mas era poeta, o Bocage, entre tantos outros. Nós também temos poetas que não sabem ler. Afecta o interesse dos jovens, ficam mais fechados.

A sua poesia é, muitas vezes, de índole política, de luta, de liberdade. Continua a fazer sentido fazer poesia a partir desses conceitos, hoje em dia?

Sim, a liberdade tem de ser gira, temos de lutar pela liberdade sempre, ontem, hoje e amanhã. A liberdade é uma coisa que não é estática, quanto mais houver o reforço da democracia, mais liberdade temos e o campo de acção da liberdade não pode parar, tem de ser sempre alargado. E a poesia acompanha, a poesia agradece, a poesia fica mais bonita se houver mais democracia, mais liberdade e a intervenção deixa de ser um tabu, uma coisa rígida. O povo norueguês, é o primeiro no desenvolvimento, tem poetas que pode não ser de intervenção, mas de crítica social deve haver.

Mas continua a ser necessário fazer poesia de intervenção na Guiné?

É importante fazer a poesia de intervenção no sentido de chamar a atenção, nos comportamentos dos políticos, comportamento social, comportamento entre os velhos, menos velhos, jovens, crianças.

E a mensagem passa?

Tem passado. Não é na leitura, na literatura, no papel, mas na música tem passado. Os jovens cantam rap que critica a sociedade, as miúdas e os rapazes criticam o mal e falam do bem.

Nos seus textos fala também da natureza e da beleza da Guiné…

Ah, a Guiné-Bissau é bonita, é uma miúda bonita, uma mulher. A Guiné, com a sua configuração entre o continente e a parte insular, tem coisas a que você não pode ficar estranho, tem de acompanhar a vista, o cheiro, o aroma, o tacto.

Isso passa através da poesia?

Passa. Então não? A Guiné é bonita. Nunca, enquanto for vivo, nunca deixarei de cantar, descobrir, divulgar a Guiné. A nossa Guiné é linda.

A poesia de intervenção e a poesia da natureza complementam-se?

Lógico, a intervenção, quando é divulgada, deixa de ser nossa, passa a ser das pessoas. Intervenção é de intervir, não de luta, mas de intervir, de mostrar os sentimentos e a vivência que tem sido feita. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

domingo, 24 de março de 2019

Filhos






















Vamos aprender português, cantando


Filha
Quero cantar-te como um poeta
falar-te de alegria, dos dias em festa
mostrar como se faz com lápis de cor
mostrar-te que és um fruto do Amor

Nas risadas quero que fiques sempre assim
livre de alma solta até ao fim
e a magia que nos dá a tua mãe
no teu coração quero que a sintas também

E o carinho que ela transporta
o que ela por ti faz como ninguém
que um dia digas pra ti nada me importa
se não um amor como o da minha mãe

Filho
com tua irmã iremos voar
poisar nos telhados que te façam sonhar
pintar o teu caminho com lápis de cor
mostrar-te que és um fruto do Amor

Nas mãos que te guiam pra sempre vieste
para semear o que já nos deste
e a magia que nos dá a tua mãe
no teu coração quero que a sintas também

E o carinho que ela transporta
o que ela por ti faz como ninguém
que um dia digas pra ti nada me importa
se não um amor como o da minha mãe

Luís Galrito - Portugal

domingo, 17 de março de 2019

Lá no fundo
















Vamos aprender português, cantando


Eu tentei baby hoje confesso que não estou bem
meus caminhos jamais vão dar certo com outro alguém
penetraste a mil milhas no meu coração e afinal
era só o início, era só o início

Teu amor é uma droga e eu já me viciei
mas eu quero de volta o homem a quem me entreguei
tu não tinhas muita pra me dar mas se notares
só o amor que eu preciso, que eu preciso

Olha eu não me importo se viver contigo na lama
pois estar ao teu lado é tudo que quer a minha alma
antes era tudo mais bonito
antes era tudo mais bonito

Baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu beijo)
baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu toque)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)

baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu beijo)
baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu toque)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)

Olha os teus carros valem nada
olha os teus presentes valem nada
se eu não te tenho aqui
pois eu só quero o teu amor
eu só quero o teu amor, teu amor
já não quero mais brigar não
olha só quero voltar
voltar ao começo
quando não tinhas dinheiro, dinheiro
olha eu não me importo se viver contigo na lama
pois estar ao teu lado é tudo que quer a minha alma
antes era tudo mais bonito
antes era tudo mais bonito

Baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu beijo)
baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu toque)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)

Baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu beijo)
baby lá no fundo eu
(eu só quero o teu toque)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)
baby lá no fundo eu
(só quero amor, quero amor)

Lá no fundo eu
só quero teu beijo, teu beijo, teu beijo
no fundo eu
baby lá fundo eu
no fundo eu

Yola Semedo - Angola


domingo, 10 de março de 2019

A luz de Lisboa
















Vamos aprender português, cantando


Quando Lisboa escurece
e devagar adormece
acorda a luz que me guia
olho a cidade e parece
que é de tarde que amanhece
que em Lisboa é sempre dia

Cidade sobrevivente
de um futuro sempre ausente
de um passado agreste e mudo
quanto mais te enches de gente
mais te tornas transparente
mais te redimes de tudo

Acordas-me adormecendo
e dos Sonhos que vais tendo
faço a minha realidade
e é de noite que eu acendo
a luz do dia que aprendo
com a tua claridade

Camané – Portugal

Letra: Manuela de Freitas – Portugal
Música: José Mário Branco – Portugal

Guitarra Portuguesa: José Manuel Neto; Viola: Carlos Manuel Proença;
Contrabaixo: Carlos Bica



domingo, 3 de março de 2019

Canção noturna












Vamos aprender português, cantando


Misterioso luar de fronteira
derramando no espinhaço quase um mar
clareando a aduana
Venezuela, donde estás?

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
minha camisa estampada com o rosto de Elvis
a minha guitarra é minha razão
minha sorte anunciada
misteriosamente a lua sobre nada

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

Vem, mamacita, doida e meiga
sempre o âmago dos fatos
minha guerra e as flores do cactos
poema, cinema, trincheira

Não sei por que nessas lagunas vejo o seu olhar

Um cego na fronteira, filósofo da zona
me disse que era um dervixe
eu disse pra ele, camarada
acredito em tanta coisa que não vale nada

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

Não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
velejando, viajando sol quarando
meu querer, meu dever, meu devir
e eu aqui a comer poeira
que o sol deixará

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Skank - Brasil

Compositores: Francisco Eduardo Fa Amaral - Brasil
Marco Aurelio Moreira Zanetti - Brasil