Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Cabo Verde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cabo Verde. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Brasil – UNILAB, inscrições terminam hoje para os estudantes dos PALOP e Timor-Leste

Termina hoje, 05 de abril, as inscrições para o processo seletivo de estudantes estrangeiros para o ano letivo 2019/2020



A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), através da A Pró-Reitoria de Relações Institucionais (Proinst), abre prazo de inscrições, de 23 de março a 05 de abril, para os interessados em participar do Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2019, com ingresso no 2º período letivo do calendário universitário do ano letivo de 2019 e no 1º período letivo do ano de 2020, em seus cursos de graduação, para candidatos nacionais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Confira o EDITAL nº 01/2019

Para concorrer às vagas do PSEE 2019 os candidatos devem apresentar os Históricos escolares do Ensino Secundário (Médio) com, no mínimo, as seguintes médias aritméticas, sem arredondamento:

a) para os candidatos de Angola e Moçambique a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 5,50 (Cinco e cinquenta décimos), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 11,00 (onze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte);

b) para os candidatos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 6,00 (Seis), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 12,00 (doze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte);

c) para os candidatos de Guiné-Bissau a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 6,00 (Seis), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 12,00 (doze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte).

Para efetivar a inscrição no PSEE 2019 o candidato deverá anexar (fazer o upload) ao Formulário Eletrônico de Inscrição os seguintes documentos escaneados e gerados em formato PDF:
 
a) BILHETE DE IDENTIDADE (FRENTE E VERSO);

b) CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DO ENSINO SECUNDÁRIO (MÉDIO) cursado no país de inscrição;

c) HISTÓRICO ESCOLAR COMPLETO DO ENSINO SECUNDÁRIO (MÉDIO), com a relação das disciplinas cursadas e notas obtidas durante todas as séries do ensino médio.

Mais informações na página do PSEE 2019.




terça-feira, 2 de abril de 2019

Cabo Verde - Investigadores da FCTUC ajudam a salvar espécies de aves marinhas ameaçadas

Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a estudar nove espécies de aves marinhas de Cabo Verde, no âmbito de um projeto internacional financiado em 2,4 milhões de euros pela fundação para a conservação da natureza MAVA.

Iniciado em 2017, o projeto, que é liderado pela BirdLife International, tem como objetivo final evitar a extinção de espécies marinhas em Cabo Verde. A investigação centra-se em duas grandes vertentes: produção de conhecimento científico sobre as aves marinhas do arquipélago, nomeadamente a sua distribuição, fenologia e ameaças a que estão sujeitas, e proteção e conservação das espécies através da criação de áreas marinhas protegidas.

Para observarem todos os movimentos e comportamentos das espécies em estudo, os investigadores da FCTUC colocaram dispositivos de seguimento (GPS Logger) em várias aves e, também, em barcos de pescadores artesanais que colaboram no projeto, para se compreender as interações das aves com as comunidades locais.

Estes dispositivos permitem «recolher e analisar detalhadamente informação sobre a distribuição e fenologia das várias espécies, como por exemplo, o tamanho das colónias existentes, a dieta, os locais de reprodução das aves, etc., e quais as ameaças que sofrem no mar, concretamente que tipo de interação têm com a pesca, para, por exemplo, perceber se a captura das aves é acidental ou intencional», detalha Vítor Paiva, coordenador da equipa portuguesa composta por oito investigadores, sublinhando que atualmente «há muito pouco conhecimento sobre as aves marinhas de Cabo Verde e sobre as reais ameaças que enfrentam».

Os investigadores estão ainda a utilizar nas aves tecnologia de GPS que deteta os radares de grandes embarcações para aferir o impacto da pesca industrial nas aves.

Com base nos resultados obtidos neste estudo que deverá ficar concluído até 2022, os investigadores vão, juntamente com o Governo de Cabo Verde, que também é parceiro no projeto, delinear áreas marinhas protegidas. Entretanto, até ao final deste ano, vão ser elaborados planos de ação para cada uma das nove espécies ao nível do arquipélago, o que poderá implicar regulamentação e fiscalização das pescas.

A adoção de fortes medidas de proteção e conservação das aves marinhas em Cabo Verde é urgente, pois «há espécies que correm sérios riscos de extinção. Por exemplo, a fragata, uma espécie marinha que já esteve presente em grandes quantidades no arquipélago, hoje em dia está praticamente extinta. O último casal foi avistado em 2012, e nunca mais houve reprodução. Esta espécie muito provavelmente foi capturada até à sua extinção», alerta Vítor Paiva.

As equipas vão ainda dar especial atenção à necessidade de erradicação de espécies invasoras que colocam em risco as aves marinhas, principalmente gatos e ratos. Além disso, o projeto tem também uma forte componente de sensibilização a ser aplicada por organizações não-governamentais locais, como a Biosfera. O projeto financia ainda mestrados e doutoramentos de alunos cabo-verdianos nas universidades de Coimbra e Barcelona para capacitação de investigadores locais. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cabo Verde - Fábrica de Azulejos mobiliza parcerias para livrar o ambiente dos plásticos em Santo Antão

Porto Novo – A fábrica de produção de azulejos, a partir de reciclagem de plásticos, instalada em Janela, Paul, Santo Antão, está a mobilizar parcerias com empresas e instituições nacionais, com vista a livrar o ambiente em Cabo Verde dos plásticos.

Depois de ter firmado, esta semana, uma parceria com a empresa Frescomar, em São Vicente, a fábrica de azulejos, instalada em 2017, procura outros parceiros, porque o propósito, segundo o responsável dessa unidade, Hirondino Silva, é retirar os plásticos do ambiente em todo o país, transformando-os em azulejos.

No âmbito deste acordo, a Frescomar passa a disponibilizar plásticos à fábrica para a produção de azulejos, uma parceria que essa unidade industrial em Santo Antão pretende estender a outras empresas e instituições em Cabo Verde.

Com isso, a fábrica de produção de azulejos com em base em reciclagem de plásticos espera, também, atender à procura deste produto no mercado nacional, que tem vindo a aumentar de ano para ano, conforme o responsável.

Os azulejos produzidos em Santo Antão, que têm vindo a ser muito procurados no mercado nacional, estão a ser exportados para a Holanda, através de empresa daquele país europeu.

A exportação deste produto para a Holanda constitui, segundo os promotores do projecto, mais uma etapa rumo à consolidação deste empreendimento que, diariamente, consegue retirar do ambiente “grandes quantidades de plástico”, transformando-as em azulejos.

A unidade de produção de azulejos, que já foi galardoada com medalha de mérito ecológico, pela Câmara Municipal do Paul, consegue produzir até 24 mil pedras de diferentes padrões, por ano.

A fábrica, instalada pela Fundação dos Amigos do Paul na Holanda, foi financiada pela cooperação holandesa, através da Universidade Tu Delf, em Roterdão. In “Inforpress” - Cabo Verde

segunda-feira, 18 de março de 2019

Cabo Verde - Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde ultima abertura de curso superior da língua chinesa, mandarim

Cidade da Praia – O Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) está a ultimar os preparativos para abrir um curso superior da língua chinesa, mandarim, em Cabo Verde, revelou hoje a directora da instituição, Ermelinda Tavares.

“Queremos introduzir o mandarim na universidade como um curso superior denominado “Comprehensive Chinese Mandarim “para ser implementado dentro do plano de estudos da Universidade de Cabo Verde, sendo que neste momento mandarim já é lecionada como uma língua opcional nos liceus e universidade”, anunciou a directora.

Ermelinda Tavares que falava à Inforpress sobre o plano de actividades da instituição que dirige, adiantou que neste momento o projecto já foi entregue à reitoria da Uni-CV para seguir os devidos trâmites junto do Conselho Directivo da universidade e do Ministério da Educação.

“Este projecto só será implementado com o início do funcionamento do novo Campus da Uni-CV que será concluído em Junho de 2020, onde terá todas as condições a nível de estruturas, espaços, salas de aulas apetrechadas, laboratório de língua”, assegurou a directora explicando que a ideia é atrair os alunos que estão a estudar o mandarim nos liceus com uma oferta de um curso ministrado no país.

Por outro lado, reconheceu que será necessário também formar mais professores, e para tal o instituto vai apostar nos três estudantes bolseiros que foram para China, em Fevereiro deste ano estudar na área de aprendizagem da língua mandarim.

Para que esse projecto tenha sucesso, sublinhou que o instituto tem de batalhar com o Ministério da Educação no sentido de dar outra filosofia ao ensino da língua chinesa nas escolas, fazendo com que o mandarim seja uma língua que faça parte dos planos de estudo dos alunos e seja integrado no plano curricular.

“Se conseguirmos abrir uma turma de 20 a 30 alunos já é suficiente para darmos o pontapé de saída”, precisou a responsável, acrescentando que no âmbito das actividades tem promovido acções que visem levar alunos ao instituto para que possam ter conhecimento e se inteirar das oportunidades, mas também têm visitado escolas para falar das universidades existentes na China, dos cursos disponíveis e das bolsas de estudos.

O Instituto Confúcio na Universidade de Cabo Verde é uma instituição de formação sem fins lucrativos, que começou a funcionar em Dezembro de 2015 e que está focalizado em dois pilares, o ensino da língua e da cultura chinesa.

As aulas começaram em Janeiro de 2016 e actualmente há cerca de 1300 alunos a estudar o mandarim no arquipélago. In “Inforpress” – Cabo Verde

sábado, 16 de março de 2019

Cabo Verde - Demora na implementação dos projectos previstos para o sector cafeeiro em Santo Antão

Porto Novo – A demora na concretização dos investimentos previstos para o sector cafeeiro em Santo Antão está a preocupar os produtores locais, que insistem na necessidade de se avançar com a instalação da unidade de recepção, debulha e ensacamento do café.

A montagem da unidade de recepção, debulha e ensacamento do café é um dos investimentos, cuja concretização tem vindo a ser aguardada, nos últimos anos, pelos cafeeiros santantonenses, com vista ao relançamento desta cultura, de grande potencial na ilha, mas que caiu, ao longo dos anos, em declínio.

Além dessa unidade, os produtores desejam ainda a criação da cooperativa, que se encarregará da comercialização do café, segundo o produtor Francisco Silva, para quem o relançamento do sector cafeeiro em Santo Antão vai depender, também, da organização dos cafeeiros.

Essas acções estão previstas no quadro do projecto sobre a valorização do café de Santo Antão, porém, suspenso, em 2016, com a extinção da Agência de Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI), que vinha coordenando as actividades.

O projecto, que numa primeira fase abarcou a formação dos produtores e recuperação dos cafezais, prevê, numa segunda etapa, além da montagem da unidade de recepção, debulha e ensacamento do produto, também a organização dos produtos numa cooperativa.

O café de Santo Antão, onde existem mais de 60 explorações, é produzido, até agora, de forma tradicional (torrado e moído em pilão) e tem chegado a algumas ilhas do país, através da cooperativa PARES (Produtores Associados em Rede de Economia Solidária), sediada no Porto Novo.

A valoração dos cafezais de Santo Antão enquadra-se num projecto de âmbito nacional, que consiste na criação e valorização da fileira do café de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 7 de março de 2019

Cabo Verde - Organização do museu do café do Fogo poderá ter apoio do Centro de Ciência do Café de Campo Maior



São Filipe – O Centro de Ciência do Café de Campo Maior (Portugal) poderá ajudar os Mosteiros na montagem e organização do museu do café do Fogo, disse à Inforpress o autarca mosteirense, Carlos Fernandinho Teixeira.

Carlos Fernandinho Teixeira, que durante a sua recente deslocação a Portugal visitou o Centro de Ciência do Café de Campo Maior e teve encontro com a sua directora, disse que na sequência do pedido de colaboração para a montagem o museu de café do Fogo houve abertura neste sentido.

Segundo o edil, o primeiro passo será dado no próximo mês de Abril, por ocasião do sexto festival do Café do Fogo, denominado de “Fogo Coffee Fest”, que acontece entre 12 a 14 de Abril.

Coincidindo o certame com o dia internacional do café (14 de Abril), o centro enviará aos Mosteiros dois técnicos espanhóis, que estão ao serviço do Centro de Ciência do Café de Campo Maior, para se inteirar do espaço, recolha dos dados e ajudar o município a fazer a montagem e organização do museu.

O museu de café é um projecto do município dos Mosteiros que vem arrastando há vários anos e na governação anterior esteve na lista de projectos do Ministério da Cultura, mas com a mudança do Governo deixou de constar na lista de projectos do actual Ministério da Cultura, segundo Carlos Fernandinho Teixeira.

Para o sexto festival do Café do Fogo, “Fogo Coffee Fest”, Carlos Fernandinho Teixeira disse que; à semelhança dos anos anteriores, foram convidadas as câmaras municipais com as quais Mosteiros tem acordo de geminação e de cooperação descentralizada.

No ano passado, esteve presente no festival uma delegação do município português de Ansião.

O programa do sexto festival do café foi aprovado segunda-feira na reunião ordinária da Câmara Municipal dos Mosteiros, que também aprovou o programa comemorativo do Dia Internacional das mulheres, 08 de Março, bem como um conjunto de actividades culturais para a efeméride, nomeadamente a amostra municipal de teatro, workshop sobre teatro que contará com a presença do grupo de Santo Antão Juventude em Marcha, prevendo inclusive a exibição da peça “Canjana”.

Em relação a 08 de Março, o programa prevê a entrega de duas habitações sociais a duas mulheres chefes de Família, em Atalaia e Queimada Guincho, e uma conversa com as mulheres, no auditório Pedro Pires.

Para os próximos dias, a edilidade definiu o programa comemorativo de São José, na zona norte, e o lançamento da obra da construção da estrada de acesso a Cutelo Figueirinha, em Atalaia, zona norte dos Mosteiros. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Nove empresas entram no capital do transporte marítimo do arquipélago

Um grupo de nove armadores (Cabo Verde Fast Ferry, Polaris, Adriano Lima, Verdemar, Santa Luzia Salvamento Marítimo, Jô Santos & David, União de Transportes Marítimos, Oceanomade e Aliseu) assumiu 49% do capital social da Inter-ilhas, que tem como sócio maioritário a portuguesa Transinsular



Um grupo de nove armadores nacionais rubricou com governo de Cabo Verde, na Cidade do Mindelo, o acordo que formaliza a entrada no capital social da futura empresa de transporte marítimo do arquipélago, a Cabo Verde Inter-ilhas. As empresas assumiram esta segunda feira 49% do capital social da Inter-ilhas, que tem como sócio maioritário a portuguesa Transinsular, vencedora do concurso internacional para serviço público de transporte marítimo inter-ilhas.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, classificou como “histórico” o acordo por ser mais uma etapa que se cumpre do concurso internacional lançado em Janeiro de 2018 para o serviço público de transporte marítimo inter-ilhas “Este é um acordo histórico, pois selamos hoje um compromisso com os armadores nacionais para darmos ao País uma solução optimizada e excelente em matéria de transportes marítimos”, afirmou o governante, momentos após a assinatura do documento.

As nove empresas que entram na Cabo Verde Inter-ilhas são: Cabo Verde Fast Ferry, Polaris, Adriano Lima, Verdemar, Santa Luzia Salvamento Marítimo, Jô Santos & David, União de Transportes Marítimos, Oceanomade e Aliseu. Cada uma deve realizar um capital social de 2.722 milhões de escudos (cerca de 25 mil euros).

O resultado final da entrada dos armadores cabo-verdianos na Cabo Verde Inter-ilhas é, segundo titular da pasta das Finanças, dar ao país oportunidade para se criar uma empresa “saudável e sustentável” e “um bom sistema” de transporte entre as ilhas regular, seguro e a bom preço.

“Estamos engajados e confiantes em que estaremos à altura de mudar o estado atual e sermos capazes de reformar sem medo”, disse Olavo Correia, que ainda prometeu que o executivo vai criar as condições para que os privados agarrem as oportunidades e continuar a dinâmica “reformista” em curso.

Em representação dos armadores nacionais, o comandante Luís Viúla referiu que o acordo é o resultado de “muitas sessões de trabalho e discussão de questões relevantes” para a vida das empresas nacionais de navegação marítima e que, “desde a primeira hora”, os armadores nacionais estiveram interessados em contribuir e colaborar na exploração dos navios de cabotagem na ligação das ilhas.

“Hoje chegamos a um acordo porque o clima de negócio melhorou entre as partes, pelo que após muita discussão os armadores decidiram entrar no negócio por unanimidade”, concretizou.

Mediante o acordo rubricado, todo o pessoal afeto às empresas armadoras poderá ser integrado na Cabo Verde Inter-ilhas. Relativamente aos navios, os que forem considerados aptos, serão transferidos para a nova empresa, sendo que o remanescente poderá ser vendido ou abatido.

A Cabo Verde Inter-ilhas iniciará atividades a partir do próximo mês de agosto, com as mesmas tarifas segundo indicações do governo, por um período de transição de dois anos. É o fim de um processo que parece ter chagado a bom porto, mas que levou meses para ser resolvido, com os armadores cabo-verdianos a reclamarem de que tinham sido deixados de fora, durante concurso internacional de serviço público de transporte marítimo inter-ilhas. In “Jornal Económico” - Portugal

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Jorge Carlos Fonseca lança “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” em Portugal

O Presidente da República lança hoje, 19 de Fevereiro de 2019, no teatro Almeida Garett na Póvoa do Varzim (Portugal) o seu mais recente livro “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes”, no quadro da sua visita de três dias a este país europeu



O livro, de acordo com Jorge Carlos Fonseca, marca o início de uma série de lançamento de mais de 40 livros de “grandes autores” que serão lançados por ocasião da XXª edição da conferência inaugural das Correntes d’Escritas”, da qual o Chefe de Estado cabo-verdiano fará a abertura.

Ao que apurou a Inforpress, o lançamento acontece hoje à tarde, após a conferência de abertura e antes da primeira conversa do Correntes d’Escritas: “A cultura é cara, a incultura é mais cara ainda”, com Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos de Vasconcelos.

Entre os participantes da edição de 2019 do Correntes d’Escritas constam os Prémios Camões cabo-verdianos Arménio Vieira (2009) e Germano Almeida (2018), e a portuguesa Hélia Correia (2015).

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” vai ser apresentado pelo escritor cabo-verdiano Arménio Vieira e divide-se em prosas poéticas inéditas sob o título “Absoluto Capricho de Tarde”, uma antologia da sua poesia publicada nos três livros anteriores e “textos de fortuna crítica” de personalidades literárias sobre o conjunto da sua produção poética já publicada.

Publicada pela Editora Rosa de Porcelana, dos escritores Filinto Elísio e Marta Souto, a seleção dos escritos desta obra, conforme avançou o Chefe de Estado, esteve a cargo do poeta cabo-verdiano Arménio Vieira que fez o “prefácio”.

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” é a quarta obra literária de Jorge Carlos Fonseca, depois de “O Silêncio Acusado de Alta Traição”, “Porcos em Delírio” e o “Albergue Espanhol”.

Jorge Carlos Fonseca pretende fazer a primeira apresentação deste livro no país, em finais deste mês, na cidade da Praia. In “Sapo Muzika” – Cabo Verde com “Inforpress”

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Descoberta capela quinhentista na Cidade Velha

Uma capela da primeira fase da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Cidade Velha, em Cabo Verde, com paredes, chão e altar preservados, foi recentemente descoberta durante os trabalhos de reabilitação deste edifício, com mais de seis séculos



O Achado, que surpreendeu a equipa responsável pelas escavações arqueológicas, que decorrem no âmbito da terceira missão em Cabo Verde do projeto Concha, da Cátedra Unesco – O Património Cultural dos Oceanos, a par dos trabalhos de reabilitação, será da primeira fase da própria igreja, datada de 1495.

André Teixeira, investigador da Universidade Nova de Lisboa e do projeto Concha, explicou à Lusa que este trabalho arqueológico surgiu da necessidade de conjugar a obra de conservação da estrutura, a cargo do Instituto do Património Cultural (IPC), com uma investigação à estrutura.

Os arqueólogos tinham ouvido rumores sobre a existência desta capela, que teria recebido restauros nos anos 60 do século XX, mas que se mantinha “ignorada sistematicamente”.

No lugar que veio a revelar-se de acesso à capela, apenas existia um arco “completamente emparedado”. Ao derrubar a parede, a equipa deparou-se com toneladas de terra a pedras gigantescas, provenientes de uma encosta junto a um dos lados da igreja e que, de resto, há muito ameaça o edifício, indo ser objeto de intervenção.

Apesar da invisibilidade da capela, os investigadores foram identificando pequenos sinais: “Primeiro na parede e depois no solo, havia coisas no sítio, estruturas antigas e ainda preservadas e foi por isso que iniciámos a investigação e a própria escavação arqueológica”.

No processo da investigação, contou, observaram a presença de vários níveis de reboco e mais tarde uma estrutura “ainda preservada, com a área da oração e do altar”, este último com “duas fases de construção”.

Segundo André Teixeira, na “grande configuração” que foi feita em finais do século XVI e XVII a capela foi integrada no espaço “com origem na primitiva Igreja de Nossa senhora do Rosário”. Depois, sofreu adaptações até ser soterrada.

Entre essas adaptações, ocorreu a retirada de uma sepultura e do próprio enterramento que se encontravam à entrada da capela e que provavelmente seriam de quem patrocinou a construção da capela, o que “era habitual”.

Uma das razões para este episódio terá sido, segundo o investigador, a ameaça a que estaria exposta a capela, provavelmente dada a proximidade da encosta, cujas pedras e terra acabaram por soterrar a estrutura.

Já no século XX, nomeadamente durante a obra de reconstrução da Igreja pelo arquiteto português Luís Benavente, então diretor do Serviço de Monumentos Nacionais (Portugal), apesar de existir uma “vaga notícia da existência da capela”, esta acabou por ser encerrada.

“Há uma desistência, desiste-se da capela”, frisou o arqueólogo.

Joana Torres, arqueóloga do projeto Concha, referiu à Lusa que foram muitos os sinais que apontavam para a presença da capela, nomeadamente o material que foram encontrando no meio das pedras e terra acumulada durante décadas.

“Notámos que havia uma mistura muito grande, tanto de materiais contemporâneos, como uma moeda dos anos 70, cabo-verdiana, plástico, objetos muito recentes, mas também objetos tardo-medievais [último período da Idade Média]”, referiu.

Conforme as escavações foram avançando “para estratos mais baixos e mais próximos dos vestígios originais da capela”, os investigadores notaram que a presença de materiais mais antigos era mais frequente.

E identificaram também que algumas estruturas da capela, nomeadamente as paredes e a base do altar, incluíam materiais que, tendo sido “utilizados numa fase inicial desta capela ou da igreja, foram depois reutilizados, de forma muito pragmática, enquanto material de construção” e já “sem qualquer marca estética”.

Joana Torres, que ressalva a necessidade de se realizarem mais estudos sobre esta estrutura, sublinha as “várias fases de construção” que o achado terá sido objeto.

“O altar tem claramente duas fases. Numa primeira fase é mais estreito e mais longo e depois toma uma forma mais retangular e mais imponente em que usa esses elementos mais antigos na sua própria estrutura. A mesma coisa com a plataforma em que está e que é sobre-elevada em relação ao piso de circulação, onde estaria a lápide sepulcral e que pode também eventualmente ter várias fases de construção”.

Resta agora analisar “as próprias argamassas com que foram construídos os vários elementos do altar para perceber o que foi feito ao mesmo tempo ou não”, esclareceu.

Por apurar continua o oráculo da capela, ao qual os investigadores esperam chegar com a identificação, por exemplo, da pessoa que ali esteve sepultada.

As surpresas durante esta missão do projeto Concha não se cingiram à descoberta desta capela. No decorrer da substituição das escadas de acesso à igreja, das quais faziam parte lápides dos séculos XVI e XVI reaproveitadas na escadaria, foram encontradas ossadas humanas, nomeadamente dois crânios, como contou à Lusa a arqueóloga Mariana Mateus.

“Pensámos que [os dois crânios] não iam ser afetados com a nova escadaria, mas percebemos que iam ser e começámos a identificar todas estas ossadas”, referiu.

Além destes ossos dispersos, provavelmente durante uma remodelação anterior em que tenha existido um revolvimento, os investigadores aperceberam-se que “havia um corpo em conexão” e decidiram “levantá-lo para não ficar ali”, antes de prosseguirem com os trabalhos.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário está atualmente limitada a paredes e toneladas de pedras. No final do ano, deverá estar restaurada e mais perto do que nunca do seu traçado original, como disse à Lusa o arquiteto Adalberto Tavares, do Instituto do Património Cultural (IPC) e coordenador do projeto de reabilitação do edifício.

À Lusa, afirmou que a igreja já não oferecia segurança às muitas visitas e atividades religiosas que recebe.

Os trabalhos começaram com uma intervenção da encosta “para impedir novas derrocadas de pedras”, garantindo assim a segurança física da igreja.

A segunda fase do projeto contempla a correção de problemas através da substituição da cobertura, do chão e do revestimento da igreja e recolocação dos azulejos, há décadas sem respeitar o desenho padrão.

A última parte da intervenção incidirá na parte exterior da igreja, com o restauro do muro e a substituição do chão com pedras mais regulares.

Aquando da reabertura, que deverá acontecer no final deste ano, a Igreja irá mostrar ao público a nova capela, a par de uma outra de estilo gótica, atualmente também alvo de intervenção. In “A Nação” – Cabo Verde com “Lusa”

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Indústria de sabonetes desperta interesse de multinacionais



Porto Novo – A pequena indústria de sabonetes, lançada no município do Porto Novo, Santo Antão, em 2016, começa a despertar o interesse de multinacionais de marcas de produtos de higiene, em Inglaterra e nos Estados Unidos da América (EUA).

A fábrica, sita em Ribeira das Patas, no Porto Novo, que produz sabonete em barra e líquido, fabricado com base em produtos naturais, já está a exportar para os EUA, Macau e Canárias, e começa a despertar, pela qualidade do produto, o interesse da multinacional norte-americana, Palmolive.

A companhia britânica Unilever, proprietária da marca Dove, igualmente, terá já manifestado o interesse no sabonete ”paradise soaps”, uma pequena indústria, que está ser desenvolvida pela empresária Inês Silva, ex-emigrante nos EUA, natural da Brava, que escolheu Santo Antão para desenvolver o seu empreendimento, que emprega, nesta altura, sete pessoas.

Conforme Inês Silva, a produção anda à volta dos 380 sabonetes (líquidos e em barra) por dia, estando a fábrica a criar as condições para que, dentro de pouco tempo, apostar na produção, também, de champô.

Este produto, que está a ter “grande aceitação” no mercado nacional, está a ser colocado em São Vicente, Sal, Boa Vista e em São Nicolau, devendo chegar, em breve, a Santiago, segundo Inês Silva.

Além-fronteira, o sabonete “paradise soaps”, feito com base em matéria-prima encontrada em Santo Antão, como leite de cabra, babosa (aloé vera), argila, enxofre, apesar das dificuldades de transporte, já chega aos EUA, onde está a ser comercializados em 28 lojas, na Geórgia.

Igualmente, já está a ser comercializado em Macau e Canárias, havendo perspectivas de chegar, também, ao mercado chinês, avançou Inês Silva, para quem a intenção é alargar o mercado tanto nacional como no exterior para atender à “grande procura” do produto, já reputado de “grande qualidade”. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cabo Verde – Cooperação portuguesa na área da saúde

Mindelo – A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal é esperada quarta-feira, 16, em São Vicente, e deve visitar, no Hospital Baptista de Sousa, o espaço para a construção do centro de hemodiálise.

Amanhã, terça-feira 15, na cidade da Praia, Teresa Ribeiro e o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, irão homologar o protocolo tripartido de cooperação para a “Execução do Centro de Hemodiálise no Hospital Dr. Baptista de Sousa em São Vicente”.

A construção do segundo centro de diálise do arquipélago – o primeiro situa-se no hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia –, de acordo com a administração do hospital de São Vicente, visa “melhorar a capacidade de resposta” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Cabo Verde, assegurar a descontinuidade das evacuações dos doentes para tratamento renal e mitigar os custos sociais resultantes das evacuações, entre outros.

“Assim, a construção do centro de diálise passará a melhorar a capacidade de resposta do hospital Baptista de Sousa na área de cuidados nefrológicos”, pontuou a mesma fonte.

Para esta construção do centro de hemodiálise de São Vicente, a Cooperação Portuguesa disponibiliza um montante de 480 mil euros, cerca de 50 mil contos.

Durante a sua estada em São Vicente, a governante portuguesa visitará a Escola Portuguesa do Mindelo e à Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo (ALAIM), a qual beneficia do apoio da Cooperação Portuguesa, através do programa “Fundo de Pequenos Projetos”, e a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), cujas instalações do emblemático edifício do antigo Liceu Gil Eanes foram recentemente reabilitadas com o apoio da Cooperação Portuguesa. In “Inforpress” – Cabo Verde

sábado, 5 de janeiro de 2019

Cabo Verde - Presidente da Assembleia Nacional propõe “nova atitude” e uma “viragem” de acção da CPLP

Cidade da Praia – O presidente da Assembleia Nacional e próximo presidente em exercício da Assembleia Parlamentar da CPLP disse que vai propor uma “nova atitude” e uma “viragem” de acçao para transformar a organização numa comunidade “útil e funcional”.

“O que nós reconhecemos e temos analisado é que tem faltado alguma dinâmica funcional na Assembleia Parlamentar da CPLP e em toda a CPLP”, declarou Jorge Santos, indicando que a presidência de Cabo Verde, seja a nível dos chefes de Estado e seja a nível dos Parlamentos da CPLP, visa essencialmente “dar consistência e conteúdo” a essa comunidade.

O presidente do parlamento falava aos jornalistas no final de um encontro preparatório da VIII Assembleia Parlamentar da CPLP, que terá lugar na Cidade da Praia dias 10, 11 e 12, durante a qual o Brasil passará a presidência a Cabo Verde.

O próximo presidente em exercício promete uma presidência dinâmica, virada para os cidadãos e com acções legislativas concretas para permitir a livre circulação entre os países e melhorar outros aspectos para transformar a CPLP numa comunidade funcional e útil para os cidadãos.

“A temática central da comunidade é as pessoas e tudo que tem a ver com a sua mobilidade, a sua acção económica, cultural e social”, considerou a mesma fonte, que precisou que neste quadro há que construir “acções concretas”.

“Queremos dar conteúdo à questão da mobilidade para sairmos também do discurso e termos acções legislativas concretas que permitam a livre circulação de grupos de pessoas”, ajuntou.

A convergência a nível do comércio e assuntos relacionados com as questões alfandegárias são outros aspectos que “merecerão atenção” da presidência cabo-verdiana, já que, conforme frisou Jorge Santos, questões fiscais e aduaneiras apresentam-se como um dos elementos que têm “dificultado grandemente” as relações a nível da CPLP.

Jorge Santos adiantou que é perspectiva da presidência cabo-verdiana também pôr de pé o Secretário Permanente da Assembleia Parlamentar da CPLP, que terá sede em Luanda (Angola), e que deverá concentrar nas acções legislativas para facilitar os transportes tanto aéreos como marítimos a nível dos países.

“Os parlamentos é que dão conteúdos à comunidade porque sem leis, sem normas e sem dispositivos legais é impossível. Podemos estar a falar, fazer grandes discursos a fazer grandes encontros de política, mas esta acção não chega na população. Para chegar à população é preciso construir esse edifício legal que permita que de facto a nossa comunidade de língua portuguesa seja uma realidade e uma realidade funcional e útil para os cidadãos”, sustentou.

Nos dias 10, 11 e 12 os presidentes dos Parlamentos da CPLP e os deputados estarão na Cidade da Praia para mais uma sessão da Assembleia Parlamentar, tendo como o lema “Uma Assembleia virada para os cidadãos”. In “Inforpress” – Cabo Verde

domingo, 30 de dezembro de 2018

Cabo Verde – Cantora Neuza de Pina inspira-se nas suas origens

Cidade da Praia – A cantora Neuza de Pina já lançou nas plataformas digitais o seu mais recente trabalho “Badia di Fogo”, um disco que segundo revelou, reflecte a sua infância e histórias que marcaram sua vida.

Em conversa hoje com a Inforpress, Neuza de Pina começou por explicar que “Badia di Fogo” é uma música de sua autoria e que a escolha do título foi motivada pela forte recordação da sua infância e pela vontade de homenagear a memória da mãe.

“Nasci na Praia e quando era pequena a minha mãe estava no leito da morte e entregou-me aos cuidados da minha madrinha. Quando ia à escola e, como falava um crioulo fundo, da ilha do Fogo, os colegas troçavam de mim chamando-me “sampadjuda”, “barriga batata”, “coração de barata” e “badia de Fogo” e ficava chateada porque tomava isso como um desprezo”, contou.

Questionada afinal quem é verdadeiramente Neuza de Pina, a artista respondeu que, apesar de ter nascido na Praia, cidade pela qual é apaixonada, sente uma ligação “fora do normal” com a ilha do Fogo.

“Sou da Praia, menina de Santiago, mas o meu coração e sangue são do Fogo. Quando estou na ilha do vulcão sinto-me em casa e mais perto da minha mãe”, revelou, acrescentando que o título é reflexo de uma filha do Fogo que nasceu no outro lugar do arquipélago.

Depois de em 2017 ter vencido o programa de entretenimento “Casa do Líder”, Neuza foi mãe e manteve-se um pouco afastada dos palcos, tendo, entretanto, este ano lançado “Culanfuntun” e agora brinda seus fãs com “Badia di Fogo”, cuja apresentação em Cabo Verde deverá acontecer no primeiro trimestre de 2019 e, seguidamente, levará o disco aos palcos de Angola, Itália e Estados Unidos.

O CD, conforme avançou, contém 10 faixas, sendo nove músicas inéditas, quatro de sua autoria e uma já gravada por Ramiro Mendes, os arranjos musicais estiveram a cargo do Kaku Alves e conta com a participação de artistas como Michel Montrond, Kaly e Totinho.

As espectativas relativamente a esse trabalho, de acordo com Neuza de Pina, são altas uma vez que neste disco está a estrear-se como compositora de “Badia di Fogo” e traz temas como “Izilda”, “Badia di Fogo”, “Nha dono” e “Armanda”, que conforme elucidou, são histórias transformadas em arte e que todos perceberão melhor quando ouvirem o CD.

Considerando-se amante da música tradicional cabo-verdiana, no geral, e da ilha do Fogo, em especial, o segundo CD, afirmou, é um trabalho que foi feito com muito esforço e dedicação e revela uma Neusa “artista mais madura e segura de si e das suas ambições”.

“Este trabalho traduz mais a minha maturidade no campo da música. Comparativamente ao primeiro CD, sinto-me mais confiante, segura daquilo que quero e com os pés bem assentes no chão e cada vez mais tenho a certeza que a minha paixão e o meu lugar é no mundo da música tradicional”, afirmou, mostrando-se optimista que “Badia di Fogo” será bem aceite pelo público.

Neuza de Pina nasceu a 10 de Novembro de 1985 na cidade da Praia, ilha de Santiago. Aos 24 anos, a trabalhar num restaurante local, despertou o interesse de colegas e de quantos a escutavam, insistindo que usasse o microfone e cantasse para o público.

Em 2013, lançou o seu primeiro trabalho “Flôr de Bila”, que teve sucesso no país e na diáspora e revelou os segredos dos ritmos da ilha do Fogo, como “talaia baxo”, o “rabolo” ou o “samba”. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Cabo Verde - Emigrante cabo-verdiano lança dicionário crioulo / francês / português



Cidade da Praia – O emigrante cabo-verdiano e trabalhador da construção civil na França José Moreno Brito lança amanhã, sábado, 22, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia, o dicionário trilingue crioulo/francês/português.

Em declarações à Infopress, José Moreno Brito, que reside na França há 33 anos, diz que criou este livro para ajudar as crianças cabo-verdianas a aprenderem o francês e, também, os emigrantes cabo-verdianos que escolheram a França como o país de acolhimento.

Além disso, acredita este autor que os próprios franceses poderão passar a conhecer e saber mais sobre Cabo Verde através deste dicionário.

“Como penso muito na minha terra Natal, quis apostar no meu país. Daí veio a ideia de criar algo que ajudasse no desenvolvimento de Cabo Verde. Por isso, fiz este dicionário. É uma ideia quem vem desde 2012, mas iniciei os trabalhos em 2015 e estou agora a apresentar a obra em 2018”, explicou.

José Moreno Brito conta que passou por “muito sofrimento” quando chegou a França, com 25 anos de idade, há 33 anos atrás, por causa da língua.

“Chegando lá, não sabia nem como pedir um copo de água para beber. Vi que muitas pessoas poderão estar a passar pela mesma situação. Por isso, pensei em fazer este dicionário que acredito que será muito importante na integração dos cabo-verdianos na França”, ajuntou.

O dicionário conta, segundo a mesma fonte, com a co-autoria de Fernando Moreno Marques e ilustração de Tchilac Furtado.

“Acho que esta obra é muito importante. Tive muito trabalho para a criar”, disse José Moreno Brito, dando conta que não teve “nenhum patrocínio” para a produção do dicionário, tendo arcado sozinho com todas as despesas para a edição do livro. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Cabo Verde – Equipa de investigação portuguesa realizou consultas de avaliação neurológica e rastreio precoce de patologias

Uma equipa de investigadores portugueses terminou esta semana uma visita de estudo a Cabo Verde, onde efetuou consultas de avaliação neurológica e rastreio precoce de patologias, e detetou casos de declínio cognitivo em alguns pacientes

A informação foi avançada à agência Lusa por Sandra Freitas, porta-voz de uma equipa de cinco investigadores das áreas de geomedicina e neuropsicologia das universidades de Coimbra e Aveiro e do Instituto Superior Técnico de Lisboa, que esteve durante três dias a realizar consultas em Assomada, concelho de Santa Catarina de Santiago.

Esta foi a terceira viagem de estudo ao país, depois de antes ter realizado pesquisas na Praia e no Tarrafal, também na ilha de Santiago, no âmbito de um projeto de investigação em Portugal que pretende estudar fatores de risco para o declínio cognitivo e para a doença de Alzheimer.

Em Portugal, o estudo é realizado em Estarreja, por ser uma zona de uma forte contaminação industrial, e no Alentejo, uma zona de contaminação devido à atividade mineira.

Em Assomada, com uma caracterização geográfica e geológica diferente, Sandra Freitas avançou que foram efetuadas cerca de 70 consultas, de pessoas de todas as idades, e que a equipa identificou casos de declínio cognitivo, maiores do que aquilo que seria esperado para as idades.

«São casos que consideramos clínicos, que poderão vir a ser diagnosticados como demência ou Alzheimer ou outro tipo de demência», disse, indicando que os casos mais graves, aos quais não precisou, foram remetidos para a Delegacia de Saúde local, para o devido acompanhamento.

Questionada se os resultados têm a ver com os fatores de riscos apontados no estudo, Sandra Freitas disse que não sabe responder com base em dados de uma única região e também porque em Portugal ainda não sabe se os casos têm a ver com a exposição aos metais.

A equipa, prosseguiu, vai agora cruzar os resultados dos vários locais e tirar conclusões, que só poderão ser avançadas no final do projeto de investigação, que será alargada à ilha cabo-verdiano do maio, a mais próxima da de Santiago.

Sandra Freitas referiu que as pessoas nunca tinham realizado uma consulta de avaliação clínica deste tipo, por falta de recursos, e que a maioria mencionou queixas de memória, como esquecimento, com implicações no seu dia-a-dia.

Para prosseguir com um tratamento, disse que o primeiro passo é fazer avaliação neuropsicológica e existir capacidade por parte dos serviços de saúde de identificar esses casos o mais cedo possível.

«Se há uns anos, a demência e a doença de Alzheimer estavam associadas a idades mais tardias, a literatura científica revela-nos cada vez mais que a doença de Alzheimer é cada vez mais precoce. Qualquer pessoa que passe os 50-55 anos, deve começar a estar mais atenta à sua memória, a sua capacidade cognitiva e a perceber que alterações vão surgindo no seu dia-a-dia», apelou a investigadora.

Depois disso, afirmou que as pessoas devem ter acesso à consulta de neurologia para a confirmação do diagnóstico e seguidamente receber medicação ou sessões de estimulação cognitiva para que a perda não seja acelerada e tão acentuada ao longo do tempo.

A equipa de investigação portuguesa foi constituída por duas neuropsicólogas clínicas e três na área de geomedicina. In “Revista Port. Com” - Portugal