O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas
(MCIC), na pessoa do ministro Augusto Veiga, através do Instituto da Biblioteca
Nacional de Cabo Verde (BNCV), vai lançar, em breve, cinco Prémios Literários,
sendo três deles novos
Entre as novidades estão o Prémio
Literário Baltazar Lopes, na categoria Romance, com um valor de 500 mil escudos
cabo-verdianos, o Prémio Literário Eugénio Tavares, na categoria Conto, e o
Prémio Literário Jorge Barbosa, na categoria Poesia, ambos no valor de 400 mil
escudos cabo-verdianos.
Além dos novos galardões, serão também atribuídos dois
prémios que já contam com edições anteriores: o Prémio Infantojuvenil Orlanda
Amarílis, no valor de 200 mil escudos, e o Prémio Literário Mário Fonseca, no
valor de 400 mil escudos, destinado a obras inéditas publicadas por editoras.
“Com as instituições destes prémios, o Governo assume
firme compromisso com a promoção da cultura literária nacional”, afirmou o
Ministro da Cultura na apresentação.
Ainda segundo este, a criação destes prémios pretende
estimular a produção literária, valorizar autores nacionais e consolidar o
setor editorial no país.
Quem pode concorrer
Podem candidatar-se aos prémios cidadãos cabo-verdianos
residentes no país e na diáspora, bem como estrangeiros residentes em Cabo
Verde, maiores de 18 anos, sendo, que a exceção é o Prémio Literário Mário
Fonseca, direcionado especificamente a obras inéditas editadas por editoras.
No âmbito da promoção da leitura e do
acesso ao livro, o MCIC, através da BNCV, adquiriu recentemente uma Biblioteca
Móvel, a estrutura irá percorrer vários municípios e ilhas, permitindo levar
livros e atividades literárias a diferentes comunidades. Adelise Coelho –
Cabo Verde in “A Nação”
Um total de 120 alunas do Ensino Médio participou como
convidado especial de uma iniciativa que celebrou o Dia Internacional das
Mulheres e Meninas na Ciência em Luanda
O evento foi promovido pelo Centro
de Ciência de Luanda (CCL) com uma série de actividades
sob o tema “Mulheres na Ciência: Percursos, Vozes e Inspiração”.
De acordo com uma nota enviada ao JA Online, o encontro
com entrada gratuita foi voltada para o público feminino e serviu para
continuar a dar voz à igualdade de género na ciência e influenciar meninas e
jovens a considerar carreiras científicas e tecnológicas,
A iniciativa agregou uma programação educativa,
participativa e harmonizada com as boas práticas internacionais das Nações
Unidas e da União Astronómica Internacional (IAU), e versada sobre as
diferentes áreas científicas desenvolvidas no CCL, incluindo a Astronomia.
Contou com a intervenção da estudante de Engenharia
Mecânica na Manipal Academy of Higher Education (Dubai), Kayana Chita, o bloco
“A Ciência também é minha”, no qual as 120 alunas ouviram os testemunhos sobre
a vida académica e profissional no mundo da ciência pelas vozes da bióloga
Adjany Costa (Gent University) e das animadoras científicas do CCL Carla
Santana, Yolanda Gomes, Isabel Miguel, Beuvânia Sousa e Fénica Mazita.
Em paralelo, a Mediateca do CCL acolheu actividades
focadas na Ciência Cidadã, com a participação de 25 alunas em duas sessões
sobre projectos internacionais da plataforma Zooniverse.
No espaço Doing do CCL, a Oficina Robotics (NASA/MIT)
convidou também as participantes a conhecer linguagens de programação,
simulação de robôs em microgravidade e desafios tecnológicos futuros.
Posteriormente, houve visitas guiadas ao CCL para
contextualizar e aprofundar os conteúdos científicos.
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência,
celebrado anualmente a 11 de Fevereiro por iniciativa das Nações Unidas,
constitui um marco internacional para o reconhecimento do contributo das
mulheres para o desenvolvimento científico e para a promoção da equidade de oportunidades no acesso ao
conhecimento e às carreiras científicas e tecnológicas.
Neste contexto, “Mulheres na Ciência:
Percursos, Vozes e Inspiração” insere-se na missão do CCL de assinalar
efemérides relevantes a nível nacional e internacional, e de promover a
literacia científica e tecnológica junto da população angolana, com especial
ênfase nas meninas e mulheres, conclui o documento. In “Jornal
de Angola” - Angola
Esther Envoro Aguilar, da Guiné
Equatorial, apresentou uma candidatura intitulada "Mbôlo" à
Secretária de Estado da Educação, Constancia Mangué Obiang Lima, no dia 21 de
janeiro.
Esta é uma ferramenta digital inovadora, concebida para a
aprendizagem e promoção das línguas nacionais: Fang, Bubi, Ndowe, Bisio e
Fa'dambô.
Após mais de três meses de desenvolvimento, o projeto
"Mbôlo" foi lançado com o objetivo de preservar, disseminar e
facilitar a aprendizagem de cinco línguas do país. A iniciativa procura
garantir que as futuras gerações possam aprender, compreender e manter vivas estas
línguas nacionais, fortalecendo assim a identidade cultural do país por meio da
educação e da tecnologia.
A criadora do aplicativo explicou á Secretária de Estado
da Educação que muitas das línguas indígenas da Guiné Equatorial estão
ameaçadas de extinção, o que a motivou a criar o Mbôlo como uma ferramenta para
preservar essa identidade linguística e cultural. O aplicativo também foi
adaptado a novas formas de aprendizagem digital.
Constancia Mangué Obiang Lima avaliou positivamente a
ideia da mulher guineense equatorial, observando que "Achei muito
interessante, porque a nível nacional não existe nenhuma iniciativa como esta."
"Crianças, jovens e
guineenses na diáspora podem aprender os idiomas dos diferentes grupos étnicos
da Guiné Equatorial", disse Esther Envoro Aguilar. Amélia Garçonete –
Guiné Equatorial in“Real Equatorial Guinea”
A cidade do Huambo contará, a partir
de amanhã, 8 de Janeiro, com uma Avenida da Cultura, um espaço que vai
contribuir para a promoção, preservação e valorização da identidade cultural da
província.
A informação consta de uma publicação na página do
Governo Provincial.
Segundo as informações, o acto de descerramento da placa
que atribui a nova designação marca a institucionalização de um troço com cerca
de 900 metros, compreendido entre o Largo Doutor António Agostinho Neto e o
cruzamento junto ao Centro Cultural do Huambo, nas imediações da antiga Casa
Azul.
De acordo com o director do Gabinete Provincial da
Cultura e Turismo, Jeremias Piedade, a Avenida Norton de Matos manterá a sua
denominação no segmento que vai da antiga Casa Azul até à entrada das
imediações da Floresta do Sacala, enquanto o troço que liga dois importantes
marcos históricos passará a chamar-se Avenida da Cultura.
A iniciativa visa unir espaços de elevado simbolismo
histórico e cultural, nomeadamente o Largo Doutor António Agostinho Neto,
classificado como Património Histórico e Cultural Nacional, e o Centro Cultural
do Huambo, o primeiro e até ao momento único equipamento do género no país.
O projecto prevê a transformação da avenida num espaço
cultural dinâmico, com gravuras nas calçadas, grafites temáticos, feiras
culturais e outros elementos representativos da cultura ovimbundu, promovendo a
identidade e a diversidade cultural da região.
Segundo Jeremias Piedade, numa primeira fase será feita a
institucionalização da via, no âmbito das celebrações do Dia da Cultura
Nacional e posteriormente a implementação de intervenções artísticas e
culturais que tornarão o espaço mais vivo e atrativo.
Com a criação da Avenida da Cultura, o Huambo reforça o
seu compromisso com a valorização do património cultural, passando a contar com
um espaço urbano dedicado à expressão da história, da arte e das tradições
locais.
De realçar que, ainda no âmbito das
celebrações do Dia da Cultura Nacional, que este ano decorre sob o lema
“Cultura Nacional – Identidade, União e Crescimento Sustentável”, será
realizada uma conferência sobre a cultura e os desafios da modernidade. In “O País”
- Angola
O projeto ApneaScrener venceu a primeira edição do
SheLeads Ventures, o programa lançado pela Universidade do Porto para promover
a liderança no feminino
Entre 80 a 90% dos casos de apneia do
sono não são diagnosticados e estima-se que 1000 milhões de adultos, em todo o
mundo, sofram com este problema de saúde. Quando não tratada, a apneia aumenta
o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, doenças neurodegenerativas e
outras complicações. Foi a pensar neste problema que uma equipa de
investigadoras do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de
Coimbra (CNC-UC) desenvolveu o ApneaScreener. Este projeto inovador foi o
grande vencedor da primeira edição do She Leads Ventures, o programa da
Universidade do Porto dedicado ao fomento da liderança feminina para o
empreendedorismo.
“É um projeto inovador, que visa conseguir diagnosticar a
apneia do sono através de uma análise ao sangue”, explica Ana Rita Álvaro,
líder da equipa. Este teste permite que a doença seja detetada de forma rápida,
simples e precoce, além de monitorizar a resposta ao tratamento com custos
reduzidos. “Baseia-se em marcadores moleculares distintos encontrados no
sangue, capazes de distinguir doentes de indivíduos saudáveis”, referem.
Quando comparado com outros métodos de diagnóstico
existentes, o ApneaScreener distingue-se, sobretudo, pela abordagem: “Permite
detetar a apneia de sono de forma rápida (> 25 doentes em menos de 24h)
simples, precoce (reduz as atuais listas de espera de cerca de dois anos), mais
acessível (⅓ do preço do teste de referência) e personalizada”, diz Ana Rita
Álvaro.
A equipa vai agora usufruir dos prémios (2000 euros, com
o apoio da Caixa Geral de Depósitos, acesso ao programa School of Startups:
Foundations oferecido pela UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto; e
consultoria de empreendedorismo, oferecido pela IES-Social Business School) de
forma a conseguir mentoria personalizada e “para reforçar o conhecimento da
equipa, procurar aconselhamento estratégico e preparar o projeto para as
próximas etapas, garantindo que evolui de forma sólida e sustentável”.
Da equipa fazem parte também as
investigadoras Bárbara Ramalho, Bárbara Santos e Laetitia Gaspar. Universidade
do Porto - Portugal
Com
a Expo 2025 Osaka a meio, o director do Pavilhão de Portugal, Bernardo Amaral,
disse à Lusa que o espaço “já deu frutos” na promoção das empresas lusas e da
cooperação com instituições japonesas.
Bernardo
Amaral revelou que seis entidades portuguesas já firmaram acordos desde a
abertura do evento, em 13 de Abril, incluindo a Universidade Católica que irá
cooperar com a Universidade Sophia, situada em Tóquio.
A
CorksRibas, com sede em Santa Maria da Feira, que foi um dos fornecedores da
cortiça usada no Pavilhão de Portugal, assinou uma nova parceria com a empresa
japonesa Toa-Cork “para os próximos dez anos”, referiu. O Turismo de Portugal
firmou um acordo com a homóloga nipónica e a Better With Almonds, uma produtora
de amêndoas de Idanha-a-Nova, “teve um excelente encontro com um distribuidor
japonês”, acrescentou o dirigente.
“Só
nos enche de orgulho passados três meses haver efectivamente estes negócios já
realizados. Estamos certos que nos próximos dois, três anos os números serão
muito maiores”, garantiu Amaral.
O
director do Pavilhão de Portugal disse não ter dúvidas de que o investimento
global de cerca de 21 milhões de euros no projecto valeu já a pena pela
“atracção mediática” e pelo número de visitantes.
A
comissária-geral de Portugal na Expo2025 em Osaka, Joana Gomes Cardoso, disse à
Lusa que o espaço ultrapassou já um milhão de visitantes, sendo que a meta para
todo o evento era de 1,2 milhões.
Mas
Bernardo Amaral agora prevê que até dois milhões de pessoas possam passar pelo
Pavilhão de Portugal até 13 de Outubro, até porque a organização revelou que
“há um grande acréscimo na venda de bilhetes para o último mês”.
Uma
das missões do espaço é “a internacionalização da economia e atracção de
investimento estrangeiro”, servindo como “uma plataforma para empresas e
instituições portuguesas se projectarem no Japão”, disse o dirigente.
O
espaço, da autoria do arquitecto japonês Kengo Kuma, tem 1800 metros quadrados
e conta com um terraço, duas áreas de exposição permanente, uma loja e duas
salas multiúsos. Uma das salas, que esteve entregue à Universidade de Aveiro,
começou agora a ser usada pela Fundação Oceano Azul para demonstrar “soluções efectivamente
globais” para os oceanos, disse Amaral.
A
fundação convidou a BlueBio Aliance a “dar visibilidade” aos produtos de
bioeconomia azul que são “casos de sucesso, disse à Lusa Raquel Gaião Silva,
membro da direcção da rede portuguesa.
“Estas
‘startups’, apesar de serem internacionais, todas elas passaram por Portugal”,
sublinhou Gaião Silva.
Algumas
têm interesse em explorar o mercado do Japão e a dirigente acredita que podem
“atrair potenciais parceiros” durante a Expo, enquanto outras querem “aprender
com os países asiáticos”, nomeadamente na área da aquacultura.
“A
ideia é que possamos ter aqui [no Japão] uma porta aberta”, sublinhou Gaião
Silva. Vítor Quintã – Agência Lusa in “Jornal
Tribuna de Macau” com “Fundação Oceano Azul”
Um
consórcio liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de
Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um pão funcional, com compostos que promovem
a saúde digestiva em geral.
O
projeto “AlBread: Uso de plantas aromáticas do Alentejo e farinha de bolota no
desenvolvimento de pão funcional”, no qual participam as faculdades de Farmácia
(FFUC) e Medicina (FMUC), bem como as universidades do Algarve e de Évora,
surgiu no seguimento da ideia de criar um alimento com propriedades funcionais
que conjugasse ingredientes naturais e benefícios comprovados para a saúde
gastrointestinal.
Neste
contexto, foi formado um consórcio interuniversitário, que conta com o apoio de
várias empresas dos setores da extração de óleos essenciais, produção de
farinhas e panificação. «Este projeto propõe a integração de óleos essenciais
extraídos de plantas aromáticas e medicinais do Alentejo, como a erva-príncipe
e o rosmaninho, e ainda o desenvolvimento de técnicas inovadoras de
encapsulamento desses compostos, para que estes sejam libertados no momento
certo do processo digestivo, preservando o sabor e aroma tradicional do pão»,
explica Luís Alves, investigador do Chemical Engineering and Renewable
Resources for Sustainability (CERES), da FCTUC.
Outro
dos elementos diferenciadores é a utilização de farinha de bolota, proveniente
da região do Montado alentejano. «Esta farinha, isenta de glúten e com
interessantes propriedades nutricionais, está a ser caracterizada e testada
como base do produto, sendo também explorada como matriz para o encapsulamento
de compostos bioativos, incluindo probióticos e óleos essenciais», revela o
especialista.
Apesar
de ainda não haver um protótipo de pão funcional finalizado, os investigadores
já obtiveram resultados promissores nas fases de extração e encapsulamento dos
compostos ativos. Estão também a avaliar a biodisponibilidade e dosagem segura
dos óleos essenciais, em colaboração com a FMUC e FFUC, que contribuem para os
ensaios de toxicidade e eficácia dos ingredientes.
«Contamos,
em breve, apresentar um primeiro protótipo de pão funcional, com propriedades
antioxidantes e digestivas, que respeite o sabor e a textura do pão
tradicional, mas com benefícios acrescidos para a saúde. Este desenvolvimento
pode representar um avanço significativo no setor da panificação funcional em
Portugal, aliando inovação científica, valorização de produtos locais e
promoção de hábitos alimentares saudáveis», conclui Luís Alves.
O
projeto “AlBread: Uso de plantas aromáticas do Alentejo e farinha de bolota no
desenvolvimento de pão funcional” é financiado pelo programa Promove da
Fundação “la Caixa”, em parceria com a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a
colaboração do BPI, e termina em 2026. Universidade de Coimbra - Portugal
Unesco marca o Dia Mundial da Língua Portuguesa, em 5 de maio, celebrando a diversidade cultural e a criação de pontes diplomáticas. ONU News conversou com o diretor do Instituto Guimarães Rosa sobre cooperação da entidade com o Instituto Camões, de Portugal, e decisões de elevar o status do idioma no cenário internacional
Em 5 de maio, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, irá comemorar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data foi aprovada na 40ª Sessão da Conferência Geral da agência da ONU, em 2019. A primeira celebração, no entanto, em 2020, teve de ocorrer de forma virtual por causa da pandemia da Covid19, naquele ano.
Para este quinto aniversário do Dia Mundial, em 2025, o Podcast ONU News prepara uma série de entrevistas com representantes dos países lusófonos e de estudantes do idioma como língua estrangeira ou segunda língua.
Guimarães Rosa e Camões em parceria
O primeiro entrevistado é o diretor do Instituto Guimarães Rosa, o embaixador Marco António Nakata.
O IGR foi criado em 2022, pelo Brasil, exatamente 30 anos após a fundação do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua que é gerido por Portugal. Ao todo, o instituto brasileiro tem mais de 40 leitorados e 24 unidades em quatro continentes.
De Brasília, o diretor do Guimarães Rosa falou dos esforços para promover a língua comum com a formação de um grupo de trabalho das diplomacias de ambas as nações.
“Por exemplo, para citar um projeto concreto que estamos fazendo junto com o Instituto Camões, nós devemos fazer uma colaboração com eles em espaços que um ou outro não tenha uma atuação muito forte. Por exemplo, na Ásia, normalmente, o Instituto Camões tem espaços físicos mais importantes do que o Instituto Guimarães Rosa. As unidades nossas são mais discretas no continente asiático. No continente sul-americano, por outro lado, o Instituto Guimarães Rosa é mais presente e tem inclusive unidades muito importantes. Nós temos auditório para fazer apresentações musicais etc e o Instituto Camões não tem.”
União Europeia e União Africana
Idioma oficial de 10 países e territórios com uma população de mais de 280 milhões de pessoas, o português é considerado a quinta ou sexta língua mais falada do mundo. Está presente em várias organizações internacionais e regionais como língua oficial incluindo a União Africana, a União Europeia, o Mercosul e outros.
O diretor do Instituto Guimarães Rosa contou que o objetivo do Brasil é unir forças com Portugal para aumentar a presença do português na ONU no papel de língua oficial. Marco Antonio Nakata:
“O primeiro passo que vamos tomar com relação a isso é a criação de um grupo de trabalho que vai envolver, evidentemente, diversos segmentos das Chancelarias Portuguesa e Brasileira. Uma das áreas é a área cultural então tanto o Instituto Camões como o Guimarães Rosa estarão envolvidos. Mas também vamos envolver a área geográfica de Portugal e Brasil. Nós vamos envolver a Divisão de Nações Unidas de ambas as Chancelarias. E vamos envolver também as delegações permanentes do Brasil e de Portugal nas Nações Unidas.”
Com as Grandes Navegações, no século 15, a língua de Portugal passou pelos quatro cantos do mundo. É considerada a primeira a ser globalizada.
Hoje, ela é também a primeira ou segunda língua das diásporas lusófonas espalhadas por países como África do Sul, Estados Unidos, França, Japão e Luxemburgo.
Ao comentar a chegada do quinto aniversário do Dia Mundial pela Unesco, no próximo mês, o diretor do Instituto Guimarães Rosa diz que vale a pena aprender o idioma.
“Com o conhecimento do português, você vai ter um conhecimento muito amplo da cultura brasileira, da cultura portuguesa e de todos os países de língua portuguesa na África. Então, eu acho que a pessoa só teria a ganhar ao aprender o português.”
O Dia da Língua Portuguesa, em 5 de maio, foi criado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em 2009 e passou a Dia Mundial após a resolução da Unesco, 10 anos depois, em 2019.
Leia na íntegra a entrevista do diretor do Instituto Guimarães Rosa que abre uma série de conversas sobre o idioma até o Dia Mundial da Língua Portuguesa, neste 5 de maio.
ONU News: O que é o Instituto Guimarães Rosa, quantos são pelo mundo, quantos alunos e qual é a importância para a promoção da língua?
Marco Antonio Nakata: O Instituto Guimarães Rosa é baseado em Brasília, dentro do Ministério das Relações Exteriores. Ele é o sucedâneo do Departamento Cultural do Itamaraty e tem uma história de mais de 70 anos de diplomacia cultural. Ele tem hoje cerca de 24 unidades distribuídas pelo mundo inteiro e nós estamos ampliando essa rede a partir deste ano e pretendemos alcançar cidades e países através do mundo inteiro. A função do Instituo Guimarães Rosa é promover a língua portuguesa, mas também tem outras três vertentes que são: a cooperação educacional, internacional evidentemente, também tem a divulgação da cultura brasileira em todas as suas vertentes, em vários segmentos, e finalmente - e não menos importante -, os temas multilaterais culturais, que envolvem, por exemplo, projetos junto à Unesco, junto ao G20, ao Mercosul cultural, Brics cultural e assim sucessivamente.
ON: O senhor esteve recentemente na Europa fechando uma parceria com o Instituto Cervantes, da Espanha, mas também em conversações com o Instituto Camões. Esses são institutos que já têm década de experiência. O Cervantes foi criado em 1991 e o Camões como Instituto da Cooperação e da Língua, um ano depois. Como essa parceria vai fortalecer o papel do Guimarães Rosa?
MAN: Nós temos tentado criar e assinar memorandos de entendimento com várias instituições. Entre elas com o Camões, que assinámos no ano passado, e este ano com o Instituto Cervantes. A ideia é que a gente tenha ações concretas, projetos concretos de colaboração de forma a ter uma sinergia na atuação da diplomacia cultural entre o Instituto Guimarães Rosa e esses institutos que você citou que são experientes e com longa tradição. Por exemplo, para citar um projeto concreto que estamos fazendo junto com o Instituto Camões, nós devemos fazer uma colaboração com eles em espaços que um ou outro não tenha uma atuação muito forte. Por exemplo, na Ásia, normalmente, o Instituto Camões tem espaços físicos mais importantes do que o Instituto Guimarães Rosa. As unidades nossas não mais discretas no continente asiático. No continente sul-americano, por outro lado, o Instituto Guimarães Rosa é mais presente e tem inclusive unidades muito importantes. Nós temos auditório para fazer apresentações musicais etc e o Instituto Camões não tem.
Então nossa ideia é de que haja uma colaboração entre as instituições de forma que eles possam se beneficiar de espaços físicos que nós temos e nós também possamos nos beneficiar de espaços físicos que não temos. Evidentemente, cria uma aproximação maior entre os dois países e uma coordenação melhor no ensino da língua portuguesa.
ON: Embaixador, essa é uma cooperação que o próprio Camões já tem com outros institutos como a Aliança Francesa, na África do Sul. E todos saem ganhando porque há custos envolvidos com a operação de uma sede e dois institutos podem cooperar. No caso específico do Guimarães Rosa com o Camões. Haverá aulas com professores portugueses, professores brasileiros. Eles vão intercalar? Como vai se dar isso na prática?
MAN: Não. Na prática, nesse primeiro momento a ideia não é que haja um aproveitamento do ensino da língua portuguesa. É mais uma questão dos eventos culturais acadêmicos, seminários, conferências etc. Nós não partimos ainda para a questão do compartilhamento do espaço físico para o ensino do português. Para isso, tanto o Camões quanto o IGR temos uma rede ampla de leitores em diversas universidades do mundo inteiro. E em algumas delas, nós temos tanto a vertente portuguesa quanto a vertente brasileira. Por exemplo, no caso do Brasil, do IGR, nós temos pouco mais de 40 leitores espalhados em diversas universidades do mundo em todos os continentes. São pessoas do mais alto nível com pós-graduação, com larga experiência do ensino do português, da cultura brasileira. E eles ajudam muito a difusão da cultura brasileira, da história do Brasil etc. porque eles ensinam em suas aulas não só a língua portuguesa, mas todo o contexto cultural, histórico e político do Brasil.
ON: Portugal e Brasil acabam de fazer a 14ª. Cimeira Luso-Brasileira que ocorreu em Brasília. E nessa Cimeira, foi decido, embaixador, que haveria mais cooperação de ambos os países para uma proposta que Portugal já tem delineada em seu 24º Programa de Governo, que é fazer do português língua oficial das Nações Unidas até 2030. O Brasil apoia essa proposta?
MAN: Sim. Nós apoiamos essa proposta. Inclusive o Grupo de Trabalho de Cultura e de Língua Portuguesa conversou sobre esse tema. O primeiro passo que vamos tomar com relação a isso é a criação de um grupo de trabalho que vai envolver, evidentemente, diversos segmentos das Chancelarias Portuguesa e Brasileira. Uma das áreas é a área cultural então tanto o Instituto Camões como o Guimarães Rosa estarão envolvidos. Mas também vamos envolver a área geográfica de Portugal e Brasil. Nós vamos envolver a Divisão de Nações Unidas de ambas as Chancelarias. E vamos envolver também as delegações permanentes do Brasil e de Portugal nas Nações Unidas
É um grupo de trabalho importante porque tem de haver uma articulação muito forte entre todas essas áreas para que a gente possa efetivamente levar a cabo esse projeto. Não é um projeto simples. É um projeto bastante ambicioso, mas nós consideramos muito importante.
ON: E é um projeto, e uma decisão que depende dos Estados-membros da ONU. Não é verdade? Como é feita essa concertação diplomática para convencer que uma língua se torne língua oficial?
MAN: Esse é um longo processo que implica treinamento de intérpretes, tradutores. Implica também uma adaptação da linguagem dos tradutores e dos intérpretes à linguagem diplomática das Nações Unidas. Evidentemente, vai envolver a delegação do Brasil e de Portugal no sentido de saber quais são as exigências das Nações Unidas para que a gente possa levar adiante esse projeto. Eu acho que é um projeto muito importante. Em outras instâncias internacionais, nós temos uma participação seja como língua de trabalho, ou seja, como língua que depois pode passar ao status de língua oficial. Mas eu acho que Nações Unidas, é a organização mais importante desse ponto de vista. Nós estamos muito entusiasmados como esse projeto e vamos começar a criar esse grupo em breve e espero ter resultados concretos.
ON: A criação do Guimarães Rosa ocorre num momento de mais interesse pela língua portuguesa. Ele reúne os leitorados que já existiam há dezenas de anos pelo mundo e bem administrados pelo Brasil. Mas qual é a necessidade de se formalizar um instituto nesse momento em nível de política da língua, realizada pelo Brasil, e pelos demais países na CPLP?
MAN: Eu queria dizer umas palavras sobre o programa de leitorado que é um dos mais longevos de diplomacia cultural do Brasil. Tem mais de 70 anos. E houve pessoas extremamente importantes como o próprio Sérgio Buarque de Holanda que foi um leitor, Celso Cunha foi leitor. Houve grandes personalidades, intelectuais que foram leitores brasileiros. É fundamental porque realmente é uma política que ajuda a difundir a cultura brasileira. São pessoas que criam laços acadêmicos, culturais muito fortes com outras universidades. E permitem que haja um intercâmbio tanto cultural quanto linguístico também com outros países. Eu acho que a atuação nossa em universidades, na questão educacional é fundamental. O atual grupo de leitores brasileiros é realmente do mais alto nível. Eu os conheci numa reunião que fizemos em Maputo, Moçambique, no ano passado, e fiquei muito impressionado. São pessoas assim muito empenhadas em difundir o Brasil, a língua portuguesa, e pessoas do mais alto nível acadêmico e intelectual. Então eu acho que é um investimento que nós fazemos para difundir a cultura brasileira, mais do que reconhecido e mais do que necessário.
ON: Embaixador, dia 5 de maio será o Dia Mundial da Língua Portuguesa. E é uma festa em todo mundo porque essa língua vai das Américas à Ásia. Ela vai de Norte a Sul. Ela é falada por 280 milhões de pessoas em pelo menos 10 países porque nós temos os nove países membros da CPLP, mas também temos a Região Administrativa de Macau, na China, onde português é língua oficial até 2049. Então, temos 10 países e territórios, e claro, as diásporas pelo mundo porque há cabo-verdianos, portugueses, brasileiros, moçambicanos em várias partes do mundo. Vamos fazer de conta que eu sou estrangeira e quero aprender português. Por que vale a pena falar português?
MAN: Bom, uma das razões você já deu. Você terá oportunidade de ter uma comunicação com milhões de pessoas, de diferentes culturas, de diferentes continentes. Só isso já é uma razão importante. Mas eu diria que do ponto de vista cultural, o fato de você aprender o português vai abrir um mundo de cultura, de literatura, de música que, efetivamente, vai enriquecer espiritualmente e culturalmente a sua vida. Por exemplo, escritores como Camões, como José Saramago, no caso de Portugal Eça de Queirós, Fernando Pessoa. E no caso do Brasil, o próprio Guimarães Rosa, Machado de Assis, Clarice Lispector, enfim, dezenas, centenas de outros, também vários africanos de língua portuguesa que são espetaculares. Só isso já justificaria o fato de você aprender uma língua que é muito bonita, muito sonora com vertentes diferentes de sotaque. Mesmo no Brasil tem sotaques muito diversos. Também do ponto de vista musical, do ponto de vista do cinema, da música, arquitetura. Com o conhecimento do português, você vai ter um conhecimento muito amplo da cultura brasileira, da cultura portuguesa e de todos os países de língua portuguesa na África. Então, eu acho que a pessoa só teria a ganhar ao aprender o português. Monica Grayley – ONU News Nações Unidas
Durante a próxima sexta-feira e sábado, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) vai organizar a iniciativa “Encontro”, que tem como objectivo “proporcionar ao público oportunidades de experimentar de perto o encanto único dos produtos e da cultura dos países de língua portuguesa”. O IPIM vai apresentar mais de 350 produtos oriundos da lusofonia e ainda uma dezena de workshops e cursos
Centenas de produtos dos países de língua portuguesa vão estar expostos, entre esta sexta-feira e sábado, no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, no âmbito de uma actividade promocional organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).
“Encontros” é o nome da iniciativa que vai apresentar e colocar à venda mais de 350 produtos de qualidade dos países de língua portuguesa a preços mais acessíveis. Os produtos a serem apresentados vão do café do Brasil e Timor-Leste aos vinhos e objectos em cortiça de Portugal, por exemplo.
O objectivo da iniciativa é, diz o IPIM, “proporcionar ao público oportunidades de experimentar de perto o encanto único dos produtos e da cultura dos países de língua portuguesa”, diz o comunicado de imprensa do IPIM.
O Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa será transformado num “espaço que combina compras e entretenimento, oferecendo uma variedade de produtos a preços promocionais e uma rica gama de actividades promocionais”, salienta o IPIM na nota de imprensa partilhada ontem. Os consumidores que efectuarem compras de um determinado montante no local poderão obter uma lembrança, ou trocar um vinho classificado por apenas uma pataca, até o ‘stock’ acabar.
O evento também incluirá actividades focadas na cultura dos países lusófonos e nos seus produtos característicos. Na sexta-feira, haverá uma promoção de vinhos da lusofonia, centrando-se nas negociações comerciais; será realizada uma demonstração culinária de pratos portugueses, com a participação de chefes de cozinha de Macau que irão cozinhar no local pratos portugueses.
No sábado, as actividades serão orientadas para experiências interactivas, uma vez que o IPIM colabora com o Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau para lançar o workshop de bebidas alcoólicas lusófonas, com especialistas em vinho a partilharem os seus conhecimentos sobre degustação de vinhos; haverá ainda workshops abertos ao público, como pintura e colagem de cerâmica portuguesa, trança de corda de sardinha e pintura manual de azulejos.
O público poderá também visitar o Pavilhão de Exposição da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os países de língua portuguesa “para conhecer os resultados do trabalho de Macau como plataforma sino-portuguesa através de visitas guiadas, bem como conhecer os produtos alimentares e bebidas, produtos agrícolas e artesanato dos nove países de língua portuguesa”. André Vinagre – Macau in“Ponto Final”
O Governo de Timor-Leste aprovou, em reunião do Conselho de Ministros, uma contribuição de 155.810 dólares para financiar o projecto “Lusofonia em Timor-Leste”, executado pelo jornal online Diligente.
A proposta foi apresentada pela vice-ministra para os Assuntos da Associação das Nações do Sudeste Asiático, Milena da Costa Rangel. A contribuição voluntária do Governo timorense foi atribuída ao Fundo Especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e consignada ao financiamento daquele projeto. “O projecto, desenvolvido no âmbito da CPLP, visa a promoção e difusão da língua portuguesa em Timor-Leste e está a ser implementado pelo jornal diário online timorense Diligente, o único meio de comunicação social nacional exclusivamente veiculado em língua portuguesa”, refere-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O Diligente, um órgão de comunicação social privado, com milhares de leitores e que promove a língua portuguesa em Timor-Leste, trabalha diariamente desde janeiro de 2023.
Os professores do quadro da Escola Portuguesa de Díli realizaram um protesto em frente ao estabelecimento de ensino para reivindicar equidade salarial e em solidariedade com os colegas de Luanda, que iniciaram segunda-feira uma greve, pelas mesmas razões. “Desde setembro que continuamos sem qualquer acerto nas nossas condições. O senhor ministro [da Educação português, Fernando Alexandre,] veio há pouco tempo a público informar que tudo estava a ser tratado.
Queremos acreditar que sim e confiamos na palavra do senhor ministro, mas, infelizmente, a situação arrasta-se e começa a ser insustentável para algumas das pessoas que lutam contra o custo de vida em Timor-Leste, que é elevado”, disse o professor Bruno Torres.
Aqueles professores integraram o quadro de efetivos da Escola Portuguesa de Díli em dezembro de 2023, mas o vínculo manteve-os em situação precária já que auferem um salário idêntico ao de Portugal sem qualquer compensação financeira, ao contrário do que acontece com os professores em regime de mobilidade que dão aulas na mesma escola. Os professores em regime de mobilidade recebem um subsídio mensal de 1500 dólares (1430 euros) para compensar as diferenças do custo de vida em Timor-Leste.
“Somos 10 professores. Desde setembro, continuamos a exercer as nossas funções da mesma forma, com o mesmo profissionalismo e com a mesma dedicação, sempre na esperança de que o acerto nas nossas condições seja alcançado, mas não posso deixar de alertar para a incerteza que isto causa”, salientou Bruno Torres. In “Ponto Final” - Macau
“O nosso território dispõe de condições privilegiadas para o desenvolvimento da Economia Azul e, agora, vai poder contar com um Centro de Excelência, que ambiciona, através da investigação e da engenharia oceânica, alavancar todo este potencial”. As palavras são de José Manuel Mendonça e servem de cartão de apresentação ao INESCTEC.OCEAN, um projeto liderado pelo INESC TEC que, ao longo dos próximos seis anos, vai procurar promover o desenvolvimento de setores emergentes do Mar em Portugal.
Resultado de uma candidatura bem-sucedida – coordenada pelo Professor Emérito da Universidade do Porto e antigo presidente do Conselho de Administração do INESC TEC – ao concurso Teaming for Excellence do programa Widening do Horizonte Europa, aquele que será o quinto Centro de Excelência português – o primeiro na área do Mar – terá como foco a investigação e desenvolvimento nas áreas das energias renováveis offshore, da monitorização do mar profundo, da avaliação de impacto ambiental das atividades humanas no mar ou da aquacultura offshore.
A criação de uma rede de infraestruturas tecnológicas onshore e offshore para desenvolver e testar tecnologia, a formação avançada de recursos humanos, e a aproximação da ciência ao mundo empresarial são outras apostas do projeto.
A nível nacional, o INESCTEC.OCEAN conta com o envolvimento da Fórum Oceano, Cluster do Mar Português, e da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo. A estes parceiros junta-se a participação do Centro de I&D Norueguês SINTEF.OCEAN, o principal centro de investigação e desenvolvimento norueguês na área do Mar, que assumirá um papel de mentoria no processo de constituição do INESCTEC.OCEAN.
A decorrer entre 2025 e 2031, a atividade do Centro de Excelência focar-se-á em: promover avanços científicos; criar condições para uma maior cooperação entre academia, associações empresariais, incubadoras e aceleradores, entidades financiadoras e investidores; aproximar a indústria e a investigação, estimulando a inovação e a transferência de conhecimento; alavancar um conjunto de novas infraestruturas tecnológicas e readaptar outras existentes.
Investigação, formação, inovação e colaboração: o papel do INESCTEC.OCEAN
A criação do INESCTEC.OCEAN pretende dar resposta às necessidades científicas e tecnológicas de áreas emergentes, como as energias renováveis offshore, a monitorização e avaliação de impacto ambiental ou aquacultura. O novo Centro terá igualmente impacto em setores considerados tradicionais, como são as pescas ou a atividade portuária e logística.
Recorde-se que Portugal tem uma linha de costa de cerca de 2500 quilómetros e uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo – a quinta a nível europeu – que se estende por 1,7 milhões de quilómetros quadrados e que representa 95% do território nacional. O triângulo marítimo que se situa entre Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores constitui 48% de todas as águas marinhas adjacentes ao continente europeu.
“O objetivo é que o INESCTEC.OCEAN venha a ser uma referência internacional na área da engenharia oceânica, tirando partido da nossa localização face ao Oceano Atlântico, que é uma posição central. Para isso, prevemos não só a criação de quatro programas científicos, em colaboração com a indústria, dedicados a domínios de conhecimento, como são as Estruturas Marinhas, a Robótica Marinha, a Energia Oceânica e os Dados Oceânicos, mas também a participação ativa em mais de 50 projetos de cooperação com a indústria, de forma a respondermos às necessidades do mercado”, avança José Manuel Mendonça, responsável pela coordenação de alto nível da candidatura INESCTEC.OCEAN.
O Centro de Excelência vai também apostar na educação e na formação avançada de recursos humanos, ao financiar, por exemplo, bolsas de doutoramento em áreas relacionadas com engenharia oceânica.
A ligação à indústria não se fará apenas a partir de projetos colaborativos e da formação, mas também através da criação de um ecossistema que propicie a transferência de tecnologia, o surgimento de novos negócios e a atração de investimento. Assim, está prevista, entre outras, a criação de programas de afiliação à indústria, a realização de projetos piloto ou demonstrações com o envolvimento do SINTEF.OCEAN, o desenvolvimento e o licenciamento de soluções para PME e o apoio à criação de startups na área da engenharia oceânica.
Por fim, o INESCTEC.OCEAN vai criar uma rede de infraestruturas, em terra e offshore, para o desenvolvimento e teste de tecnologias, reajustando e equipando infraestruturas existentes e criando novos espaços de experimentação.
Segundo José Manuel Mendonça, “o objetivo é conseguir meios para colocar num outro nível as infraestruturas existentes, como é o caso do Hub Azul de Leixões I, do TEC4Sea, ou a plataforma de testes na Aguçadoura, Póvoa de Varzim”.
O caminho até 2031
Através das ações elencadas, o INESCTEC.OCEAN contribuirá para a atração de talento e a criação de emprego altamente qualificado, apoiará e responderá às necessidades da indústria, promovendo igualmente o surgimento de startups de base tecnológica, e disponibilizará informação de apoio à tomada de decisão acerca do uso sustentável do Mar e dos seus recursos. A previsão é que, em 2031, a atividade do projeto seja superior a 20 milhões de euros.
Até lá, o Centro de Excelência para o Mar – que ficará incubado no INESC TEC durante pelo menos quatro anos – conta com um financiamento superior a 30 milhões de euros: 15 milhões assegurados pelo Programa Horizonte Europa da União Europeia, e o restante montante pelo Governo Português, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia e de fundos de diferentes origens.
“Foi um concurso muito competitivo e trata-se de uma candidatura muito distintiva, a nível europeu. Aliás, em Portugal só existem quatro Centros de Excelência atualmente, sendo que o INESCTEC.OCEAN foi o quinto a merecer aprovação – e é o primeiro nas engenharias e na área do Mar”, relembra José Manuel Mendonça.
Note-se que o INESC TEC tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos anos, múltiplos projetos na área do Mar, que atualmente representam cerca de 10% da atividade de investigação do Instituto. Nos últimos seis anos, esta angariação de financiamento de projetos de I&D com aplicação marinha e marítima passou de quatro milhões de euros/ano (2017) para mais de 13,3 milhões/ano (2022), contando com uma equipa superior a 70 investigadores.
O INESC TEC tem ainda a seu cargo a liderança de infraestruturas tecnológicas como o Hub Azul de Leixões I, a CEO – Companhia da Energia Oceânica e a TEC4Sea, da qual faz parte o navio de investigação Mar Profundo. Universidade do Porto - Portugal
O Instituto do Património Cultural de Cabo Verde vai ser integrado num programa europeu que junta as regiões autónomas dos Açores, Madeira e Canárias para promoção de turismo ligado às tradições locais. O projecto Renaturmac integra acções de valorização e promoção do património local em sintonia com as comunidades
O Instituto do Património Cultural (IPC) de Cabo Verde vai ser integrado num programa europeu que junta as regiões autónomas dos Açores, Madeira e Canárias (Espanha) para promoção de turismo ligado às tradições locais, anunciou ontem a instituição.
O projecto Renaturmac reúne diversas regiões da Macaronésia e “integra acções de valorização e promoção do património local em sintonia com as comunidades”, explicou o IPC em comunicado.
A colaboração com as Ilhas Canárias, Açores e Madeira “fomentará o intercâmbio de boas práticas e a implementação de acções conjuntas para a preservação e promoção da identidade cultural e histórica do arquipélago”, indicou.
Segundo o IPC, “a participação de Cabo Verde neste projeto marca um avanço significativo na valorização do património nacional e no turismo sustentável, trazendo benefícios diretos às comunidades locais”.
Cabo Verde receberá um financiamento de 45.000 euros para capacitação das comunidades do Parque Natural de Serra Malagueta, uma das principais zonas montanhosas da ilha de Santiago, que chega a mais de mil metros de altitude.
O objectivo passa por valorizar “a medicina tradicional e o artesanato, incentivando o uso sustentável dos recursos do parque e a identificação de valores patrimoniais e turísticos com potencial de desenvolvimento”.
O IPC é um dos beneficiários do Projecto Renarturmac, iniciativa da União Europeia (UE) no quadro do programa Interreg MAC 2021-2027, que visa a valorização e conservação do património natural e cultural das ilhas da Macaronésia. Os arquipélagos têm procurado unir esforços em busca de fundos europeus para o desenvolvimento.
Numa conferência de imprensa, após a III Cimeira da Macaronésia, realizada na quinta-feira, na ilha canária de Lanzarote, os presidentes das Canárias, Fernando Clavijo, e da Madeira, Miguel Albuquerque, o vice-presidente dos Açores, Artur Manuel Leal, e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Alberto Rui de Figueiredo, afirmaram ter retirado da reunião “um roteiro claro” para os próximos anos.
Assim, segundo Clavijo, há um foco no “reforçar o papel geoestratégico destes arquipélagos e afirmar a importância que podem ter, tanto para a União Europeia como para os continentes africano e americano”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”
O Instituto Português do Oriente irá sediar o Encontro de Pontos de Rede de Ensino de PLE da Ásia nos dias 22 e 23 de Novembro, um evento sobre o ensino de português como língua estrangeira na Ásia, enfocando este ano nos avanços tecnológicos e estratégias de ensino inovadoras. O evento pretende promover a colaboração e dotar os educadores das ferramentas necessárias para melhorar as suas práticas de ensino e melhorar os resultados dos alunos
O Instituto Português do Oriente (IPOR) vai receber a nona edição do Encontro de Pontos de Rede de Ensino de PLE da Ásia (EPR2024) nos dias 22 e 23 de Novembro. O evento terá lugar no Auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, com o apoio da Fundação Macau e da STDM.
O EPR2024 tem como objectivo fomentar discussões sobre o ensino da língua e da cultura através de workshops que privilegiam experiências concretas e diferentes contextos educativos. Esta iniciativa procura valorizar a investigação sobre a língua portuguesa e as culturas dos países lusófonos, reforçando simultaneamente o papel de Macau na dinâmica pedagógica e científica do ensino da lusofonia.
O tema deste ano, “Os Avanços Tecnológicos no Ensino-Aprendizagem de PLE: Estratégias, Desafios e Perspectivas Pedagógicas”, explorará o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, bem como os recentes desenvolvimentos da inteligência artificial, no ensino das línguas. O fórum abordará a forma como estes avanços influenciam as metodologias de ensino e contribuem para o desenvolvimento intelectual, linguístico e sociocultural dos alunos.
O professor António Branco, director geral da Infraestrutura de Investigação PORTULAN CLARIN e investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, abrirá o painel de comunicações no primeiro dia do evento. O Instituto Internacional da Língua Portuguesa também participará no EPR2024, prestando apoio institucional e contando com a presença do seu director executivo, João Neves, na sessão plenária. No evento estarão ainda presentes a Embaixadora Florbela Paraíba, presidente do Camões I.P., e diversos professores de língua portuguesa das várias universidades da região Ásia-Pacífico. Estas instituições incluem a Universidade da Indonésia, a Universidade Hankuk de Estudos Estrangeiros, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, a Universidade de Comunicações da China, a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai (SISU), a Universidade de Hanói, a Universidade de Nova Deli, a Universidade de Goa e a Universidade de Chulalongkorn.
O EPR2024 representa assim mais um passo a caminho da integração da tecnologia no ensino das línguas, em particular, do português como língua estrangeira. Ao abordar os desafios actuais e explorar estratégias inovadoras, o evento visa dotar os educadores das ferramentas necessárias para melhorar as suas práticas de ensino e melhorar os resultados dos alunos. Guiomar Salema – Macau in“Ponto Final”
O deputado Lei Chan U apelou ao desenvolvimento da
indústria do desporto e do lazer para estabelecer Macau como uma “cidade
desportiva” e defendeu que, para aumentar a atractividade de Macau como destino
desportivo e turístico, é urgente promover eventos desportivos de grande
alcance e as actividades de alta competição
O
desporto é visto como um meio de promover a comunicação e a amizade. Com base
no sucesso dos Jogos da Lusofonia de 2006, o deputado à Assembleia Legislativa
Lei Chan U quer agora mais de Macau. O deputado apresentou uma interpelação
escrita ao Governo na qual colocou duas questões relativas ao intercâmbio
desportivo entre Macau e os países de língua portuguesa. Na interpelação, o
deputado referiu os relatórios das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2020,
2022 e 2024 e sublinhou a importância da utilização de Macau como plataforma de
intercâmbio desportivo e de cooperação entre a China e os países de língua
portuguesa e do desenvolvimento da indústria do desporto e do lazer para
estabelecer Macau como uma “cidade desportiva”.
Lei
Chan U apresentou as medidas do “Plano de Apoio ao Turismo”, que visa atrair a
assistência e a participação internacional nas competições desportivas e
contribuir para o desenvolvimento do turismo desportivo em Macau. Exposto o
plano, o deputado questionou os esforços empregados pelo Governo para reforçar
o intercâmbio cultural e para a realização de competições desportivas em Macau.
No
seguimento desta questão, Lei Chan U atestou às contribuições desportivas e
económicas que o reforço do intercâmbio desportivo e da cooperação entre Macau
e os países de língua portuguesa pode trazer à região. O deputado defendeu
ainda que esta colaboração contribuiria também para alargar o papel de Macau
como Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os
Países de Língua Portuguesa, o que reforçaria, por sua vez, a influência da
região como base de intercâmbio cultural e desportivo. Lei Chan U inquiriu
então acerca do ponto de situação do Governo na organização de mais eventos
desportivos com os países de língua portuguesa, a fim de promover o
desenvolvimento do desporto local e apoiar a construção da iniciativa “Um
Centro, Uma Plataforma, Uma Base”.
Na
resposta à interpelação, assinada pelo presidente do Instituto do Desporto Pun
Weng Kun, o Governo assegurou que está empenhado em promover o desenvolvimento
integrado e transversal dos sectores do turismo e do desporto. O Governo
afirmou que pretende reforçar o intercâmbio e a cooperação com os países de
língua portuguesa e atrair mais turistas para Macau, através de eventos
desportivos, impulsionando assim o desenvolvimento das indústrias relacionadas.
O
Governo revelou também que, até ao momento, foram aprovadas sete candidaturas
para o turismo desportivo, beneficiando 1393 turistas, e que o sector
desportivo foi apoiado na organização de mais de dez eventos desportivos com
mais de 7000 participantes.
Foi
ainda esclarecido que o Instituto do Desporto está a trabalhar no sentido de
lançar mais competições desportivas diversificadas e projectos de cooperação
com os países de língua portuguesa, apoiando assim, simultaneamente, a
cooperação e o intercâmbio amigável entre as associações desportivas de Macau e
as suas congéneres em Portugal e nos outros países de língua portuguesa.
Na
resposta à interpelação do deputado Lei Chan U, o Governo deixou clara a sua
intenção em reforçar os laços entre Macau e os Países de Língua Portuguesa na
área do desporto e em atrair visitantes internacionais à região através de
eventos desportivos. No entanto, não foram confirmados nenhuns eventos dessa
natureza, além de um seminário teórico sobre a ciência desportiva, para o
futuro, em Macau. In “Ponto Final” - Macau
A Conferência de Promoção de Investimento de
Macau-Hengqin 2024, realizada em Moçambique, reuniu mais de 120 empresários e
especialistas, promovendo mais de 50 sessões de bolsas de contactos. O
objectivo foi de explorar sinergias económicas e comerciais, reafirmando Macau
como uma plataforma estratégica para conectar a China e os países lusófonos. O
encontro visa inserir Moçambique no dinamismo comercial da região de Guangdong,
abrindo novas possibilidades para o desenvolvimento sustentável e a inovação
das duas regiões
Macau
e Hengqin realizaram recentemente um evento inovador nos Países Africanos de
Língua Oficial Portuguesa (PALOP). A Conferência de Promoção de Investimento de
Macau-Hengqin 2024 ocorreu na segunda-feira, dia 29 de Julho, em Moçambique, e
promoveu mais de 50 sessões de bolsas de contactos entre as regiões. Este
evento destaca-se como uma “plataforma valiosa para a troca de experiências e
para a busca de novas oportunidades de negócios”, descreveu a entidade
co-organizadora, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).
É a primeira vez que uma delegação conjunta de Macau e Hengqin se deslocam aos PALOP,
com o objectivo de realizar a captação conjunta de investimentos para a região.
Durante
esta conferência, mais de 120 empresários e representantes de diferentes
sectores industriais e comerciais reuniram-se para discutir a colaboração
económica entre Macau, Hengqin e Moçambique. O evento centrou-se na exploração
de recursos, na sinergia industrial e na cooperação comercial, reflectindo a
intenção de fortalecer o desenvolvimento conjunto de Macau e da Zona de
Cooperação Aprofundada em Hengqin. A criação das bolsas de contacto conferiu
uma grande dinâmica ao evento, proporcionando oportunidades concretas de
interação entre as empresas participantes, referiu o IPIM.
O
desenvolvimento conjunto de Macau e Hengqin oferece um palco promissor para
investidores internacionais, especialmente num momento em que a iniciativa “Uma
Faixa, Uma Rota” e a construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau estão
em destaque. A Conselheira da Sessão Económica e Comercial da Embaixada da
China em Moçambique, Xu Weili, enfatizou a importância de explorar as
oportunidades de negócios nesta colaboração, que promete trazer benefícios
mútuos, ao alinhar os conhecimentos e os recursos de ambas as regiões.
O
director-geral da APIEX, Gil da Conceição Bires, sublinhou que, “enquanto Macau
e Hengqin apresentam um ambiente de negócios avançado, Moçambique oferece
recursos agrícolas ricos e uma localização marítima estratégica. Esta
combinação tem o potencial de ser extremamente vantajosa para ambos os lados,
com perspectivas de reforçar a capacidade inovadora das empresas e estimular a
cooperação económica”.
A
conferência também enfatizou a importância do “emparelhamento” e do intercâmbio
presencial entre empresas chinesas e moçambicanas. Sessões de contacto
permitiram a troca de experiências e a identificação de potenciais parcerias,
destacando a capacidade de Macau e Hengqin de servir como plataforma entre a
China e os Países de Língua Portuguesa. Esta abordagem prática e orientada para
resultados “é fundamental” para estabelecer um relacionamento comercial sólido
e sustentável, segundo os organizadores.
Além
disso, durante a estadia em Moçambique, a delegação explorou a situação
industrial local através de visitas a fábricas e zonas industriais, adquirindo
uma compreensão aprofundada das políticas de investimento, do ambiente de
negócios e o estado da economia. A intenção é não apenas tirar partido dos
recursos dos PALOP, mas também alavancar as vantagens das empresas chinesas em
temas como capital, tecnologia e gestão para esses países.
Segundo
o IPIM, a Conferência de Promoção de Investimento em Moçambique representa um
marco único na procura de investimentos por parte de Macau e Hengqin. Ao
alargar o círculo de cooperação ultramarina e posicionar Macau como uma
plataforma chave para a internacionalização, espera-se que as regiões
envolvidas consigam criar um ambiente de negócios inovador, dinâmico e
competitivo, alinhado com os padrões internacionais. Elói Carvalho – Macau in “Ponto
Final”
Trazer a Macau mais competições desportivas englobando
países lusófonos, com destaque para Portugal e Brasil, é a proposta lançada por
Lei Chan U ao Governo. O deputado dá o exemplo dos Jogos da Lusofonia de 2006,
organizados na RAEM, pedindo que haja mais eventos deste género com países dos
PLP, “para que a cidade seja mais atractiva no domínio do turismo desportivo”
A
aposta do Executivo no desenvolvimento da diversificação adequada da economia
“1+4”, numa vertente de promoção das indústrias culturais e desportivas mereceu
uma interpelação escrita por parte de Lei Chan U. O membro do Hemiciclo entende
que se deve aproveitar a capacidade de nações como Portugal e Brasil, fortes em
modalidades como futebol e voleibol, para reforçar o intercâmbio e a
comunicação com esses países de língua portuguesa (PLP) na área do desporto.
Isso, diz, “beneficiará o desenvolvimento do sector em Macau e também pode
aumentar o nível do desporto local”.
O
deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau lança a
ideia de realizar eventos que englobem os PLP como aconteceu na RAEM em 2006
com a primeira edição dos Jogos da Lusofonia, competição, que, como se sabe,
tem estado suspensa depois dos Jogos de Goa em 2014.
Lei
Chan U quer saber se o Governo pondera organizar no futuro mais provas
desportivas da lusofonia, com vista a promover o desenvolvimento da causa do
desporto e impulsionar a construção de “Um Centro, Uma Plataforma, Uma Base”.
Por
outro lado, e considerando que nas Linhas de Acção Governativa (LAG) de 2022 o
Governo afirmou que o plano de incentivo ao turismo passou a incluir também o
apoio às actividades de turismo desportivo, Lei Chan U destaca que as excursões
que vêm a Macau com o propósito de assistir a espectáculos de desporto, enquanto
visitam o território, “podem fomentar o novo modelo de desenvolvimento do
turismo desportivo”.
Assim,
o deputado pretende saber que resultados e efeitos surgiram, na sequência do
programa de incentivo ao turismo, na promoção do turismo desportivo. Quer saber
também se as autoridades governamentais têm ou não planos para reforçar a vinda
de mais países lusófonos, fortes no domínio do desporto, para que estes
participem em competições em Macau.
Na
mesma interpelação, o deputado lembrou que nas LAG para este ano o Executivo
mencionou, pela primeira vez, o objectivo de transformação da RAEM numa “cidade
do desporto”, planeando realizar eventos de marcas conhecidas e promover
actividades desportivas de grandes dimensões. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal
Tribuna de Macau”