Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 26 de maio de 2026

Dia Mundial do Futebol expõe alcance universal da bola além dos 90 minutos

Desporto é o passe para o recomeço de jovens que escaparam da guerra e perseguição, os diplomatas da ONU entram em campo pela causa. O português é a segunda língua global da modalidade que une o mundo, Joshua Nascimento, filho do Rei Pelé, fala de ferramenta de inclusão e conexão cultural para além de outros entrevistados


Quando o assunto é unir o planeta e dar um gás nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, a bola mostra que rola mais rápido do que vários compromissos oficiais na ONU em Nova Iorque. Pelo globo, a festa do Dia Mundial do Futebol inclui a todos dentro e fora de campo.

Pelo 25 de maio, o fato, a gravata e a mesa de debate ficaram de parte até em certos eventos oficiais das Nações Unidas pela passagem da data celebrada desde a aprovação da resolução da Assembleia Geral da ONU, em 2024.

Muito além de um pretexto para convivência

Este ano, muitos adeptos estão de olho no Campeonato do Mundo e na taça Jules Rimet. Um momento em que a paixão por clubes locais se intensifica com a formação da Seleção de Futebol de cada país.

Segundo a ONU, o desporto ignora fronteiras geográficas, saldos bancários e diferenças culturais para ligar pontos distantes do mundo através de uma paixão juntando comunidades e impulsionando o orgulho nacional.

E quem entende bem essa sinergia é Joshua Nascimento, que carrega no sangue o orgulho de um DNA puramente genial: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, pai de Joshua.

“E esse Dia Mundial do Futebol, que é muito importante para mim, como filho de um atleta tão grande como o rei Pelé, e de um menino que cresceu ouvindo falar sobre futebol, jogando futebol, é muito importante para mim. Porque o futebol é um desporto que conecta pessoas de diferentes culturas, de diferentes países, línguas, e todos se comunicam igual e conseguem achar uma forma de jogar juntos e se divertir ou competir, se for no mais alto nível. E é uma forma que traz todos juntos por uma causa, que é o jogo, o beautiful game, como se diz em inglês.”

Centenário do primeiro torneio internacional

Por trás da celebração da bola está um marco: o centenário do primeiro torneio internacional de futebol com representação global, em 25 de maio de 1924. Foi nos Jogos Olímpicos de Verão em Paris onde nasceu a atual Taça do Mundo.

A genialidade do futebol está na sua simplicidade e acessibilidade, que faz dele uma ferramenta para promover saúde mental e bem-estar físico. Dentro e fora das quatro linhas, este desporto tem servido como uma plataforma vital para acelerar a igualdade de género e o empoderamento de mulheres e jovens.

O que é chamado catalisador de inclusão social dentro e fora do campo derruba barreiras para criar uma zona livre onde origens opostas se encontram para aprender sobre tolerância, respeito mútuo e solidariedade.



O Português é a segunda língua global do futebol

E muitos atuam nos bastidores do futebol, como o português Nuno Crisóstomo. O ex-funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lidera voluntários da Taça do Mundo da FIFA, nos Estados Unidos.

Sobre a paixão global, ele revela um detalhe: a segunda língua mais falada nos relvados.

“O português, neste momento, é a segunda língua global do futebol a seguir ao inglês. Não pelos jogadores, pelo número de jogadores brasileiros, portugueses e de outros países que falam a língua portuguesa, mas também pelos treinadores. Portanto, os técnicos que treinam os clubes. Neste momento, há cerca de 136 treinadores portugueses no estrangeiro. E penso que no Brasil, eu não tenho esses números, mas deve ser pelo menos 10 vezes mais.”

O enorme impacto move até o maior palco diplomático do mundo que teve de se curvar à majestade da bola. Para celebrar o marco histórico, a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução carimbando o 25 de maio como o Dia Mundial do Futebol.”

Espaço inigualável para a cooperação humana

A resolução da Assembleia Geral que criou o Dia Mundial do Futebol reconhece “o alcance global do futebol e seu impacto em diversas esferas, incluindo comércio, paz e diplomacia, admitindo que o desporto cria um espaço inigualável para a cooperação humana.”

E se o futebol é património e identidade, o Brasil, que é pentacampeão em Taças do Mundo, tem um espaço que preserva e memórias. A diretora técnica do Museu do Futebol, Marília Bonas, faz o convite para quem quiser mergulhar nessa linha do tempo.

“O Museu do Futebol existe desde 2008 e a gente conta o porquê que o futebol é património brasileiro, porque que ele faz parte da nossa identidade. Então, a gente conta a história do Brasil pela história do futebol, desde a chegada do futebol na virada do Século 19 até aos dias de hoje, passando pela história do futebol feminino, das modalidades adaptadas do futebol indígena e toda essa diversidade de modalidades do futebol que fazem parte do nosso dia a dia, da nossa paixão, enfim, da nossa história. Então, a gente convida todo mundo a vir aqui no Museu do Futebol. A gente funciona de terça a domingo, toda terça o museu é gratuito, para conhecer também as nossas exposições temporárias e a nossa programação cultural. Além disso, a gente tem muito material educativo disponível no nosso sítio, que é www.museudofutebol.org.br. A gente espera vocês aqui.”

Bola no pé e atividade física para todos

A resolução da ONU dá crédito à Federação Internacional de Futebol, FIFA, às federações que mantêm o jogo vivo, no texto que além de instrumento diplomático é uma convocação geral.

A ordem é que além de ver como lazer, se comece a usá-lo de forma ativa como ferramenta de paz, saúde e empoderamento feminino. O recado para os governos é que criem políticas reais incentivando a bola no pé e a atividade física para todos.

A convocação está aberta para Estados-membros, ONG, universidades e empresas para espalhar as vantagens deste desporto pelo mundo inteiro, seja em grandes arenas ou num campo pelado.

Nos Estados Unidos, o clima já é de contagem regressiva para a Taça do Mundo 2026 que bate à porta em poucas semanas.



Vida transformada pela paixão por futebol

Cristopher Nassif, técnico do Clube de Futebol de Ironbound, no estado de Nova Jersei, considerada uma das áreas mais lusófona dos Estados Unidos, atua como um líder que influencia jovens. Ele explica como viver transformado por esta paixão.

“Feliz em poder compartilhar e agradecer ao desporto, e, agradecer ao futebol nesse vídeo, o quão ele foi benéfico para mim. É, poder dizer que aqueles que amam o futebol, não existem formas corretas de amar algo. Acho que você pode amar o futebol na torcida, você pode amar o futebol com os seus amigos enquanto você tá no jardim jogando futebol com eles, você pode amar o futebol como um treinador, como alguém que deseja ter isso como carreira, ou simplesmente acompanha a Copa do Mundo, que vai acontecer daqui a algumas semanas, eu diria, e a gente vai estar aqui, eu na torcida pela nossa Seleção Brasileira, mas você pela torcida da Seleção que acompanha. Então eu deixo aqui a minha mensagem, primeiro de agradecimento ao futebol, por tudo que me proporcionou. É, se, se eu tivesse que hoje se sentar com o futebol, eu lhe diria: obrigado, futebol, por me tornar um grande homem, por me tornar uma grande pessoa.”

O treinador das categorias Sub-17 e Sub-19 diz que a modalidade ajudou a ser melhor pai, marido e pessoa para auxiliar crianças e adolescentes a ser cidadãos que se tornarão grandes jogadores de futebol e com carácter admirável.

Poder de transformação da bola

Na demonstração do poder do jogo, a ONU exibiu a iniciativa Futebol Sem Fronteiras escalando a “Seleção de Refugiados”. Já os diplomatas que foram alinhados para suar a camisa participaram na iniciativa dos “Amigos do Futebol”.

A convocação para as quatro linhas incluiu embaixadores, representantes de alto escalão do Secretariado e estrelas do futebol mundial onde dominou o poder de transformação da bola.

O Mundial de Futebol começa neste 11 de junho e a primeira partida de uma país de língua portuguesa será dois dias depois, em Newark entre Brasil e Marrocos. ONU News – Nações Unidas


sábado, 16 de maio de 2026

Galiza - Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico no Val Minhor

O evento decorrerá na terça-feira, dia 19 de maio, às 20h, na livraira Libraida (r/Rosalia de Castro, 13) de Gondomar


O autor, Juan Luis Fernández, estará acompanhado pelo presidente do Turonia GFG, Gonzalo Henrique Rodríguez Amorín, para apresentar a última novidade da Através Editora: Futebol gaélico. História, regras, táticas de jogo e técnicas de treino.

Futebol Gaélico é um desporto popular porque pertence ao povo. A sua profunda alicerçagem social no seu país de origem, a Irlanda, e nos outros países em que é praticado testemunha-o. Para além de promover a saúde física, constrói vínculos igualmente saudáveis: tece umha comunidade baseada no respeito e na diversidade. As pessoas que o praticam, embora atinjam um alto rendimento e encham estádios, renunciam à profissionalidade. As suas instituições nom som dirigidas polas grandes corporaçons, mas sim por umha larga base associativa e amadora, e as mulheres contam com as suas próprias estruturas institucionais.

As comunidades de Futebol Gaélico, também na Galiza, som espaços em que o jogo limpo está sempre por cima da ânsia de vitória. A concorrência entre equipas é vivida com intensidade, mas também com respeito. A identidade de cada clube é o valor preponderante, só superado pola identidade comunal e o sentido do convívio.

Este manual oferece um percurso pola história dos desportos gaélicos e a sua adoçom na Galiza, bem como umha apresentaçom das regras, dos estilos e táticas de jogo e das técnicas de treino. O autor, Juan Luis Fernández Pérez, doutor em Ciências da Atividade Física e do Desporto, oferece neste volume a primeira obra galega de referência do Futebol Gaélico, revendo sistematicamente o conhecimento disponível e fornecendo umha ferramenta incontornável para as comunidades do desporto, nomeadamente para as galegas. Também, claro, umha justa homenagem para elas.

Sobre o autor:

Juan Luis Fernández Pérez. Licenciado (2002) e doutor (2011) em Ciências da Atividade Física e do Desporto, exerce como professor de Educaçom Física no ensino público desde 2004. Ao longo de vários anos esteve vinculado ao desporto de competiçom, praticando atletismo (RC Celta), karaté (Shotokan Vigo) e andebol (UB Lavadores e BM Cangas).

Quando já se considerava afastado do desporto competitivo, em 2014 foi abordado numa pizzaria de Vigo por um jovem irlandês, Feidhlim, que reconheceu de imediato a camisola de futebol gaélico que levava – uma prenda que o seu irmão lhe trouxera de umha viagem–. Assim começou a sua relaçom com este desporto: primeiro como jogador do Keltoi Vigo GAC e, posteriormente, como um dos fundadores do Turonia Gondomar FG, clube no qual também jogou e onde continua atualmente como treinador.

Formado como Coach Developer pela GGE (2024), participa no desenvolvimento das categorias de base através do projeto Gaélico Escolas e exerce também como preparador físico da Seleçom Galega feminina. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Botswana – Discute-se futuro do desporto na África Austral

O futuro do desporto na África Austral está a ser discutido por líderes, representantes governamentais e parceiros estratégicos na Reunião do Conselho Consultivo 2026, em Gaborone, no Botswana


Segundo o Conselho Superior do Desporto da União Africana – Região 5 (AUSC Region 5), que avança a informação, numa nota enviada ao JA Online, a reunião serve para avaliar o progresso da região, reforçar a governação e acelerar o futuro do desporto na África Austral.

Simultaneamente, o encontro decorre num momento decisivo para a região numa altura em que as instituições africanas enfrentam desafios crescentes ligados ao desenvolvimento da juventude, inclusão económica, credibilidade institucional e integração regional.

Durante dois dias, os delegados da Região 5 vão analisar prioridades estratégicas, sustentabilidade financeira, governação institucional, programas de desenvolvimento juvenil e o futuro do desporto regional.

Os debates incluem a avaliação das actividades regionais e implementação estratégica, apresentação do Plano Estratégico revisto, questões financeiras e de governação, bem como relatórios sobre os Jogos da Juventude da Região 5, relatórios de implementação dos Estados-Membros e questões institucionais e constitucionais

A liderança da AUSC Região 5 reitera com esta iniciativa que o desporto já não pode ser visto apenas como competição ou entretenimento, mas como um instrumento estratégico de desenvolvimento, oportunidade, unidade e transformação social.

“As regiões que investem seriamente no desporto investem na juventude, na estabilidade, no crescimento económico e no futuro”, acrescenta o documento.

Por outro lado, a Região 5 assume o compromisso em construir instituições mais fortes, capazes de gerar oportunidades para atletas, jovens e comunidades em toda a África Austral, num período em que a região se prepara para grandes marcos, incluindo o RASA 2026 e os Jogos da Juventude da Região 5 Maputo 2026.

"O futuro do desporto africano não será construído apenas com discursos. Será construído por instituições capazes de liderar, reformar, inovar e entregar resultados", pode ler-se. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 14 de março de 2025

Macau vai ajudar a China a desenvolver a modalidade desportiva de hóquei em patins

A Associação de Patinagem de Macau vai assinar acordos de cooperação com algumas províncias da China para desenvolver o hóquei em patins. A modalidade precisa de um maior impulso no Continente e a RAEM pode assumir um papel importante na sua divulgação, nomeadamente com apoio técnico. Na permuta de colaboração, Macau pode beneficiar da ajuda chinesa em “skateboarding” e “inline free style”. A associação foi pela primeira vez convidada para participar na reunião bienal da Federação de Patinagem da China e teve oportunidade de “iniciar contactos para futuras parcerias”, revelou ao Jornal Tribuna de Macau o dirigente António Aguiar



O hóquei em patins de Macau vai poder contribuir para o desenvolvimento da modalidade no Continente, tendo mantido contactos nesse sentido na reunião bienal da Federação de Patinagem da China, que reuniu as várias províncias do país. No decorrer dos trabalhos, para os quais a RAEM foi convidada pela primeira vez, os dirigentes da Associação de Patinagem de Macau (APM), António Aguiar (presidente) e Sónia Silva (secretária), que são igualmente membros da “World Skate”, respectivamente para o hóquei em patins e para o “inline”, mostraram-se disponíveis para ajudar a impulsionar o hóquei em patins chinês.

Nesse sentido, durante os dois dias de trabalhos em Shunde, zona do distrito de Foshan, Província de Guangdong, os representantes do território promoveram vários contactos e negociações com homólogos chineses, tendo em vista a assinatura, a breve trecho, de acordos de colaboração, para além de terem visitado instalações desportivas.

Em declarações ao Jornal Tribuna de Macau, António Aguiar disse que a intenção das parcerias serve os dois lados, ou seja, “Macau oferece o que tem de mais forte, que é o hóquei em patins, e a China ajuda-nos a incrementar e a reforçar modalidades em que eles são muito fortes, concretamente ‘skateboarding’ e ‘inline free style’”.

O dirigente, que é igualmente membro do Comité Internacional de Hóquei em Patins, responsável pela modalidade na Ásia-Oceânia, sublinha que a ideia é também “poder ter competições regionais” que envolvam várias cidades do Interior da China, Macau e Hong Kong.

A patinagem de Macau tem mantido colaboração principalmente com Cantão, mas pretende alargar a outros locais da província, assim como reforçar os acordos existentes. Para além de Guangdong, foram estabelecidas anteriormente parcerias com Shandong, Hebei e Heilongjiang, assim como com a zona de Pequim, “que é importante”, considera Aguiar, destacando o objectivo de “reforçar estes acordos e assinar outros”.

Segundo o número um da APM, a primeira grande concretização será a participação de Macau na co-organização dos Campeonatos Nacionais de Patinagem, em Agosto, com os desportos distribuídos por várias cidades da China.

Em 2024 o hóquei em patins não foi integrado e agora a APM faz “muito questão” que a modalidade esteja presente naqueles campeonatos.

Macau candidatou-se a ser o palco da prova, mas não é possível haver uma competição nacional fora do Continente. Assim, a associação do território está disponível a organizar o torneio numa cidade perto da RAEM. “Zhuhai, por exemplo, é uma possibilidade que estamos a discutir, uma vez que envolvem verbas que obviamente têm de ser patrocinadas, existindo também outros locais como Shunde”, aponta António Aguiar.

Além disso, Macau tenciona organizar um campeonato, talvez em 2026 ou 2027, com formações da Grande Baía. “Isso está a ser pensado para quando houver estabilidade de equipas, quatro ou cinco”, declara o dirigente da patinagem do território.

Troca de apoios para hóquei e skate

Neste momento, o “skateboarding” é a modalidade da patinagem em maior expansão no Interior da China, principalmente por ser um desporto olímpico, com muitos atletas de elevado nível.

Já o hóquei em patins precisa de se desenvolver, havendo apenas quatro regiões onde se pratica. “Queremos alargar a mais províncias, mas para que isso seja uma realidade são necessários patrocinadores que estejam dispostos a financiar o desenvolvimento da modalidade, entrando nós com o apoio técnico”, garante o presidente da APM.

Macau tem actualmente cerca de meio milhar de praticantes no hóquei tradicional e no hóquei em linha, incluindo as escolas de patinagem, sendo que no primeiro desporto há 200 atletas.

No que se refere ao hóquei em patins, as selecções vão disputar o Interport com Guangdong provavelmente em Outubro ou Novembro deste ano, mas já no próximo período da Páscoa, entre 17 e 20 de Abril, as equipas seniores masculina e feminina e os rapazes Sub-19, participarão no Torneio de Taichung, Taiwan. Esta competição servirá de preparação para o Campeonato Asiático, agendado para a Coreia do Sul, de 20 a 30 de Junho.

Nesta altura decorre o campeonato de hóquei em patins de Macau, em três categorias, Open masculino e feminino e ainda Sub-16, com a participação de três equipas: Lusitânia Sport Clube, FC Porto e Vitória Clube.

Em “skateboarding” há apenas três ou quatro atletas em condições de competir, havendo um clube inscrito na APM e outro que solicitou a filiação. Na disciplina de velocidade, neste momento não há actividade, uma vez que “há dificuldade em treinar na rua e em Macau não existe nenhum local específico para isso”, lamenta António Aguiar. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

China - Clube de futebol com mais títulos foi dissolvido por excesso de endividamento

O Guangzhou FC, o clube de futebol com mais títulos na China, foi dissolvido devido ao excesso de endividamento, sofrendo o mesmo destino de dezenas de clubes do país, após anos de exuberância

Anteriormente conhecido como Guangzhou Evergrande, o clube não conseguiu cumprir os requisitos financeiros da Associação Chinesa de Futebol, necessários para competir na época de 2025.

“Devido aos pesados encargos financeiros resultantes de épocas anteriores, o clube não conseguiu pagar todas as dívidas dentro do prazo”, afirmou o Guangzhou, num comunicado. “Expressamos as nossas sinceras desculpas e agradecemos a compreensão e o perdão de todos os adeptos”, acrescentou.

Depois de ter sido adquirido pelo promotor imobiliário Evergrande em 2010, o clube iniciou uma onda de gastos na China que fez manchetes em todo o mundo.

Ajudado por jogadores como o internacional brasileiro Paulinho e treinadores de elite como o italiano Marcello Lippi e o antigo treinador da seleção portuguesa Luiz Felipe Scolari, o Guangzhou conquistou oito títulos da Superliga chinesa, prova máxima do futebol na China, entre 2011 e 2019. A equipa triunfou também na Liga dos Campeões da Ásia em 2013 e 2015.

No entanto, em 2021, a Evergrande registou dívidas superiores a 300 mil milhões de dólares (288 mil milhões de euros) e, como os principais jogadores deixaram o clube devido a problemas financeiros, foi despromovido ao segundo escalão da China em 2022.

Também o Cangzhou Mighty Lions, clube da Superliga chinesa, anunciou a sua dissolução, tal como o Hunan Billows, clube do terceiro escalão.

Poucas épocas depois de Alex Teixeira, Hulk, Carlos Tévez ou Ricardo Goular terem rumado à China, em contratações avaliadas em dezenas de milhões de euros e beneficiando de salários sem precedentes, vários clubes da liga chinesa faliram ou têm pagamentos em atraso.

Em 2021, após se sagrar campeão, o Jiangsu Suning anunciou o encerramento das operações, após o grupo Suning, especializado em retalho de eletrodomésticos, ter deixado de financiar o clube.

Os clubes chineses nunca foram sustentáveis, mas as grandes empresas do país, desde o ramo imobiliário à gestão portuária, suportaram durante muitos anos o orçamento das equipas, coincidindo com o desejo do Governo chinês de converter o país numa potência futebolística.

Em 2016, por exemplo, o argentino Carlos Tévez tornou-se o futebolista mais bem pago do mundo, ao assinar um contrato de 80 milhões de euros em dois anos pelos chineses do Shanghai Shenhua.

No entanto, os excessos mereceram o reparo das autoridades, que impuseram um teto salarial de três milhões de euros e passaram a taxar a 100% as contratações de futebolistas estrangeiros acima de 5,5 milhões de euros. “Só com visão a longo prazo, mantendo uma situação financeira saudável e investindo nos jovens, com paciência, é que os clubes podem construir um futuro sólido”, declarou a Associação Chinesa de Futebol num comunicado, acrescentando que 49 equipas foram consideradas financeiramente prontas para competir nos três diferentes escalões da liga em 2025. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Portugal - Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e Cabo Verde parceiros em prol do Desporto

Protocolo de cinco anos com o IDJ-CV e a ONAD-CV aposta nas áreas da formação, investigação e promoção do desporto "limpo" em Cabo Verde


A Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) assinou um protocolo de cooperação com o Instituto do Desporto e da Juventude de Cabo Verde (IDJ-CV) e a Organização Nacional Antidopagem de Cabo Verde (ONAD-CV), com o objetivo de criar bases de cooperação mútua em áreas como a formação e capacitação de especialistas, investigação científica e inovação, desenvolvimento de programas e políticas, e apoio científico na avaliação de atletas cabo-verdianos.

O acordo, que terá a duração de cinco anos, foi assinado numa cerimónia que contou com a presença de várias personalidades das instituições envolvidas.

Entre os presentes na assinatura do protocolo estiveram o Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para Juventude e Desporto de Cabo Verde, Carlos do Canto Monteiro, o Presidente do IDJ-CV, José Eduardo dos Santos, o Presidente da ONAD-CV e alumnus da FADEUP, Emanuel Passos, e o Diretor da FADEUP, António Manuel Fonseca.

A parceria estabelecida prevê diversas ações, incluindo iniciativas para reforçar a qualificação dos quadros técnicos e académicos de Cabo Verde nas áreas de ciências do desporto, atividade física e saúde. Além disso, está prevista a partilha de conhecimentos entre as instituições através de programas de formação contínua, pós-graduações e workshops especializados, assim como a criação de projetos de investigação científica conjuntos.

A inclusão da ONAD-CV no acordo sublinha a importância do combate ao doping no desporto, reforçando o compromisso da FADEUP e das instituições cabo-verdianas com a promoção de um desporto “limpo”.

A cooperação com o IDJ-CV e a ONAD-CV assinala mais um marco na internacionalização da FADEUP, fortalecendo laços com países de língua oficial portuguesa e promovendo o desenvolvimento desportivo. Universidade do Porto - Portugal


quarta-feira, 10 de julho de 2024

Macau - Deputado Lei Chan U quer mais desporto com os países da lusofonia

Trazer a Macau mais competições desportivas englobando países lusófonos, com destaque para Portugal e Brasil, é a proposta lançada por Lei Chan U ao Governo. O deputado dá o exemplo dos Jogos da Lusofonia de 2006, organizados na RAEM, pedindo que haja mais eventos deste género com países dos PLP, “para que a cidade seja mais atractiva no domínio do turismo desportivo”

A aposta do Executivo no desenvolvimento da diversificação adequada da economia “1+4”, numa vertente de promoção das indústrias culturais e desportivas mereceu uma interpelação escrita por parte de Lei Chan U. O membro do Hemiciclo entende que se deve aproveitar a capacidade de nações como Portugal e Brasil, fortes em modalidades como futebol e voleibol, para reforçar o intercâmbio e a comunicação com esses países de língua portuguesa (PLP) na área do desporto. Isso, diz, “beneficiará o desenvolvimento do sector em Macau e também pode aumentar o nível do desporto local”.

O deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau lança a ideia de realizar eventos que englobem os PLP como aconteceu na RAEM em 2006 com a primeira edição dos Jogos da Lusofonia, competição, que, como se sabe, tem estado suspensa depois dos Jogos de Goa em 2014.

Lei Chan U quer saber se o Governo pondera organizar no futuro mais provas desportivas da lusofonia, com vista a promover o desenvolvimento da causa do desporto e impulsionar a construção de “Um Centro, Uma Plataforma, Uma Base”.

Por outro lado, e considerando que nas Linhas de Acção Governativa (LAG) de 2022 o Governo afirmou que o plano de incentivo ao turismo passou a incluir também o apoio às actividades de turismo desportivo, Lei Chan U destaca que as excursões que vêm a Macau com o propósito de assistir a espectáculos de desporto, enquanto visitam o território, “podem fomentar o novo modelo de desenvolvimento do turismo desportivo”.

Assim, o deputado pretende saber que resultados e efeitos surgiram, na sequência do programa de incentivo ao turismo, na promoção do turismo desportivo. Quer saber também se as autoridades governamentais têm ou não planos para reforçar a vinda de mais países lusófonos, fortes no domínio do desporto, para que estes participem em competições em Macau.

Na mesma interpelação, o deputado lembrou que nas LAG para este ano o Executivo mencionou, pela primeira vez, o objectivo de transformação da RAEM numa “cidade do desporto”, planeando realizar eventos de marcas conhecidas e promover actividades desportivas de grandes dimensões. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Moçambique - Maria de Lurdes Mutola organiza légua para evocar centenário de José Craveirinha


Uma grande figura, uma homenagem à sua dimensão. No ano em que se assinala o centenário do nascimento do poeta José Craveirinha (passado dia 28 de Maio), Maria de Lurdes Mutola não ficou indiferente à efeméride.

Influenciada pelo primeiro moçambicano a vencer o Prémio Camões e que a desviou do futebol para o atletismo, modalidade em que viria a brilhar e tornar-se campeã olímpica, Lurdes Mutola não quis deixar passar este momento de evocação ao poeta-mor.

É neste sentido que, no próximo dia 16 de Julho, a Fundação Lurdes Mutola, da qual é patrona, vai organizar uma légua que terá como ponto de partida e chegada a Praça da Independência.

E porque José Craveirinha teve “olho de lince” ao descobri-la e lançá-la para o atletismo pela mão do filho Stélio Craveirinha, a campeã olímpica e mundial dos 800 metros faz mesmo questão de participar activamente nesta légua como uma das corredoras.

A apresentação deste evento, que se espera que seja de grande dimensão, está prevista para esta quinta-feira, 2 de Junho, na capital do país.

Mutola, de resto, não deixou de recordar o papel fundamental que José Craveirinha teve para a sua afirmação ao nível mundial. Falando na I Conferência Internacional Centenário José Craveirinha, evento promovido pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), Lurdes Mutola, visivelmente emocionada, recordou: “Craveirinha não foi só poeta, mas alguém que serviu de pai e tutor e que, sem o qual eu não teria todo este sucesso”.

Craveirinha identificou, desde logo, no bairro do Chamanculo, talento na menina de ouro. Fez, por isso, as démarches para que deixasse o atletismo e abraçasse o futebol. Mutola acenou positivamente, mas quis desistir devido às exigências da modalidade. Todavia, Craveirinha insistiu-a e teve um grande papel na ascensão da única atleta moçambicana a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos.

“Quando o vi, não acreditei e, a partir daquele momento, mudei de mentalidade. Fomos à minha casa para falar com o meu pai e explicar o que pretendia, assim, foi-lhe dada a liberdade de ser meu tutor. Comecei a entender que, afinal de contas, parece que tenho um pouco de talento e dediquei-me até chegar ao topo”, recordou Lurdes Mutola.

De resto, como Renato Caldeira, o decano do jornalismo desportivo moçambicano, retratou em palavras ao “O País”, Stélio Craveirinha sentenciou: “Esta menina que me trouxeste é ouro, pai! Logo nos primeiros treinos, obteve marcas que não estão ao alcance de qualquer uma!”, lê-se no artigo publicado a 12 de Outubro de 2020.

Caldeira, que acompanhou a carreira de Lurdes Mutola, refere que foi a partir desta constatação feita por Stélio, então treinador do Desportivo, que surgiu, por parte do pai, a insistência para que Mutola optasse e apostasse no atletismo. A partir daí, ela participou em maratonas locais, colocando-se, muitas vezes, à frente de atletas masculinos. Depois ganhou algumas provas na nossa Zona.

Sempre com Stélio a orientar, foi à Olimpíada de Seul, em 1988, ainda sem grande notoriedade. Seguiu-se o desafio norte-americano, a partir do qual Lurdes venceu marcas e medos.

Stélio, com a paixão de sempre, abraçou outros projectos, na primeira linha dos quais surgiu uma outra estrela: Argentina da Glória. No Mundial de Estugarda, Alemanha, 1993, não fosse um tropeção desta e tê-la-íamos no pódio, para além do ouro de Mutola, uma outra medalha para o nosso país, tal era a forma e o momento da nova coqueluche nacional. In “O País” - Moçambique


 

domingo, 10 de abril de 2022

Moçambique - Quelimane quer ser a Capital Africana do Desporto em 2023

A cidade de Quelimane, capital da Zambézia, apresentou oficialmente a sua candidatura para ser a Capital Africana do Desporto em 2023, uma prova organizada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Ciência e Cultura). Segundo o presidente do Conselho Autárquico da cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, o resultado será conhecido no segundo semestre deste ano.

Entretanto, a confirmar-se a aprovação de Quelimane para ser a sede africana do Desporto seria a primeira vez que uma cidade africana iria receber a prova. E para Manuel de Araújo, Quelimane quer ser a porta de entrada do evento internacional no continente africano.

“Nunca houve antes. Este é um movimento ligado à Unesco, que também abriga a questão do desporto”, esclareceu de Araújo a motivação para avançar com a candidatura de Quelimane para ser a Capital Africana do Desporto.

A iniciativa vai mobilizar todo o tecido desportivo da cidade e será uma oportunidade para pôr mais gente a praticar desporto, segundo argumento apresentado pelo presidente do município de Quelimane.

Manuel Araújo não esconde que há muito por se fazer naquela cidade caso seja a escolhida para ser a sede Africana do Desporto, daí que há necessidade de fazer mais investimentos. “Já estamos a nos preparar para isso e vamos montar a nossa vereação do desporto, exatamente nesse sentido. Não tenho dúvidas que seremos bons candidatos”, disse.

Manuel de Araújo está ciente de que há mais candidatos para acolher esta actividade, mas prefere continuar a elevar muito a fasquia, até porque o prestígio de ser a primeira vez que o evento escala África faz com que o presidente do Município de Quelimane olhe o céu como o limite.

“Eu sempre elevei a minha fasquia, portanto não vamos nos surpreender. Sempre tentei fazer o melhor, o impossível e, para mim, só há um limite, que é o céu”, frisou de Araújo.

Para acolher o evento desportivo da Unesco em 2023 podem candidatar-se todas as cidades africanas. Esta é uma iniciativa da UNESCO, que contempla todas as modalidades, quer amadoras, quer profissionais. In “O País” - Moçambique

 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

UNODC – Corrupção no desporto alcança verbas elevadas nas apostas ilegais

Os dados são do primeiro relatório sobre o tema compilado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, a corrupção teve “aumento substancial” nos últimos 20 anos


De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, UNODC, cerca de US$ 1,7 bilião circulam no mercado de apostas ilegal por ano.

A informação foi divulgada no primeiro Relatório Global sobre Corrupção no Desporto e pede uma resposta urgente, unificada e internacional para combater a negligência e a fraude em todo o setor.

Causas

De acordo com o relatório, a definição de apostas ilegais e os seus limites jurídicos impõe contradições. Por isso, o UNODC destaca especialmente casos em que os operadores registados fazem transações com países em que a prática não é permitida e, no caso mais grave, em que todo o processo não respeita as normas legais.

O UNODC avalia que a globalização, o grande fluxo de dinheiro, o crescimento das apostas desportivas legais e os avanços tecnológicos estão a fazer com que o mercado seja mais atraente para as redes criminosas.

Além das apostas ilegais, o documento também analisa a manipulação de resultados de competições, abusos, suscetibilidade de grandes eventos desportivos a fraudadores e o envolvimento do crime organizado.

Brasil

O relatório destaca iniciativas implementadas para conter o problema e inclui um manual com considerações de políticas concretas, tanto para governos como para organizações desportivas.

Para isso, a Secretaria da Conferência da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção recebeu informações sobre iniciativas e práticas para lidar com a corrupção no desporto de diversos países. Também há dados de outras fontes, como revistas académicas, estudos e artigos.

Diversos países de língua portuguesa foram citados pela implementação de códigos de conduta e ética no setor. O Brasil, que recebeu dois eventos desportivos internacionais, o Campeonato do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, também é mencionado.

Segundo o relatório, o país adotou legislações para lidar com risco de corrupção em aquisições e governança corporativa.

Também foram feitas ações para fortalecer o acesso público a informação e conter o crime organizado, aumentando as penalidades para obstrução da justiça e outras sanções criminais contra indivíduos que lideram ou financiam organizações criminosas.

Corrupção

De acordo com a agência da ONU, o estudo revela uma “escala, manifestação e complexidade assombrosas da corrupção e do crime organizado no desporto em níveis global, regional e nacional”.

Desenvolvido em parceria com quase 200 especialistas no mundo, organizações desportivas, setor privado e academia, o relatório é a análise mais aprofundada já publicada sobre o assunto.

O texto também observa que a corrupção no desporto não é um fenómeno novo, existindo desde os antigos Jogos Olímpicos. No entanto, os resultados apontam para um “aumento substancial” nas últimas duas décadas. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Timor-Leste - Governo recomenda adiar realização dos XII Jogos da CPLP para 2024

Díli – O Conselho de Ministros assistiu à apresentação do Ministro da Educação, Juventude e Desporto, Armindo Maia, e do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Abrão Saldanha, sobre a preparação dos XII Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Leite Magalhães, lembrou que o evento estava previsto decorrer em Timor-Leste, entre 10 e 22 de julho de 2020, tendo sido adiado para 2022, devido à pandemia da covid-19, como aconteceu com outros eventos desportivos a nível mundial.

“Atendendo a que se mantêm as preocupações que ditaram o anterior adiamento do evento, o Governo recomendou novo adiamento da realização dos XII Jogos da CPLP para 2024”, disse o governante após a reunião do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli.

Constam dos eventos desportivos da CPLP oito modalidades – futebol, voleibol de praia, taekwondo, xadrez, karaté, ténis, basquetebol e atletismo.

Os Jogos da CPLP, que ocorrem a cada dois anos, têm como objetivo reforçar a solidariedade entre os cidadãos dos países da comunidade e promover o espírito de fair play.

Os Estados-Membros da CPLP são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sábado, 3 de julho de 2021

São Tomé e Príncipe – Cidade de Angolares acolhe arranque da maratona solidária da Fundação “Filhos de São Tomé e Príncipe”


São Tomé – Arranca este domingo na cidade de Angolares, Sul da Ilha de São Tomé, no arquipélago de São Tomé e Príncipe, três provas solidárias de atletismo, de âmbito internacional, promovidas pela Fundação “Filhos de São Tomé e Príncipe”.

Segundo Miguel Martine, líder da Fundação Filhos de São Tomé e Príncipe, em declarações à STP-Press, essas corridas já contam com 163 nacionais inscritos e com atletas estrangeiros de mais de meia dúzia de países que visitam o País pela primeira vez.

A iniciativa comporta um conjunto de três provas, das quais a maratona com arranque na cidade de Angolares, às 6:30hTMG, compreendendo 42 km com a meta no “Estádio Nacional 12 de Julho”, na cidade capital do País.

Outras duas provas seguintes, designadamente a meia maratona de 21 km com arranque na Praia de Sete Ondas e a outra comportando 12 km a partir da cidade de Santana, iniciarão às 7:30TMG e 7:50TMG, respectivamente, com a finalização, igualmente, no Estádio Nacional 12 de Julho.  

A iniciativa a ser realizada com auxílio do Ministério da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, da Federação São-tomense de Atletismo e do Comité Olímpico São-tomense, além do seu carácter solidário, será instituída pela federação local da modalidade como prova anual, visando alcançar a vertente competitiva e no futuro com prémios.

A ideia da realização da prova visa angariar alguma receita para a Fundação Filhos de São Tomé e Príncipe auxiliar cerca de 363 crianças acompanhadas pela instituição.

Ainda nesse aspecto e visualizando o sucesso da prova, entidades organizadoras apelam ao apoio do público para saudação ao longo do trajecto em direcção à meta.

Dos países cujos corredores já confirmaram a participação no certame, destaque para Cuba, México, Estados Unidos de América no continente americano, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Itália na Europa e da Austrália, único representante da Oceânia.

Além de não ter indicado o número dos corredores de Portugal, ex-potência colonial deste país de África Central, nota-se uma ausência de representantes de África neste certame que se pretende que seja anual na primeira semana de Julho neste país afro-lusófono.

E para organizar e assegurar a boa realização das três provas que ocorrerão quase simultaneamente, a entidade organizadora conta com 75 voluntários (entre nacionais e estrangeiros).

Dos voluntários estrangeiros, a STP-Press sabe que estes deverão chegar ainda hoje ao País vindos de Portugal e Espanha. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”


 

terça-feira, 23 de março de 2021

Moçambique - Piloto moçambicano com bom desempenho no Rally Todo-o-Terreno, Baja da Jordânia 2021

O piloto moçambicano Paulo Oliveira conquistou o primeiro lugar da sua classe, no Rally Todo-o-Terreno, Baja da Jordânia 2021, que decorreu de 18 a 21 de Março em curso, tendo na geral o país ficado no 6º lugar. Com esta vitória, o piloto moçambicano segue para a próxima jornada, a realizar-se no Qatar, no dia 8 de Abril.

“A experiência desta corrida foi muito boa, uma corrida com 1000 km, em dois dias. Foi uma competição muito dura, realizada no deserto, com muita pedra e dunas. Foi um excelente treino para o nosso grande objectivo que é marcar presença na Arábia Saudita, no Rally Dakar 2022”, disse emocionado o piloto Paulo Oliveira, minutos após a sua chegada a Maputo, está segunda-feira, depois da dura competição na Jordânia.

Oliveira diz que a sua vitória é fruto de muito trabalho e dedicação, apesar da difícil logística, por conta das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. “Muitas corridas estão canceladas no mundo, mesmo nesta ida à Jordânia tivemos muitos problemas. Não corremos com a mota a que estamos habituados, tivemos que arranjar uma alternativa, através de uma equipa de Dubai, à qual nos associámos, e competimos com uma mota diferente, sem as afinações necessárias. Mas dado o nosso empenho, tudo correu bem”.

Com este feito, Paulo Oliveira diz que o país renova a esperança da conquista do título mundial, a ser disputado na Baja de Portalegre, em Outubro do ano corrente. Para já, Oliveira diz que as atenções estão viradas para a prova do dia 8 de Abril, no Qatar, onde o objectivo é aumentar a pontuação de Moçambique para os próximos eventos.

A participação do piloto moçambicano na Baja da Jordânia contou com apoio da Secretaria do Estado do Desporto, ATCM e Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo. In “Olá Moçambique” - Moçambique


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Macau – Primeiro jogo de râguebi foi há 25 anos

Começou como o passatempo de um grupo de amigos, mas 25 anos depois o Clube de Râguebi de Macau tem uma formação com mais de 100 crianças. Hoje a associação celebra o aniversário do primeiro jogo, um empate 12-12 com a secção do râguebi Hong Kong Football Club



Foi no campo que actualmente está a cargo dos Operários, nas Portas do Cerco, que há 25 anos o que o Clube de Râguebi de Macau se estreou em competição. Na altura, o Governo português disponibilizou o recinto, remodelado, e a formação de que fazia parte Luís Herédia não desiludiu, alcançou um empate por 12-12 contra a secção do râguebi Hong Kong Football Club.

“Foi um empate 12-12 contra a secção do râguebi Hong Kong Football Club. Na altura, eles jogavam juntos há muito tempo, e alguns eram atletas muito experientes, podemos dizer que já eram veteranos. Nós tínhamos uma equipa formada há pouco tempo”, recordou Luís Herédia, um dos fundadores do clube e jogadores do primeiro encontro. Contudo, o percurso para o primeiro jogo não foi fácil e esteve longe de ser preparado nas melhores condições.

A ideia de formar um clube de râguebi em Macau começou a nascer com um grupo de amigos e aficionados do desporto, que pretendia ir apoiar a selecção de Portugal nas participações do Torneio de Sevens, em Hong Kong.

Só que o que poderia ter sido uma “claque” acabou por evoluir para algo mais: “Desde 1994 que a selecção portuguesa era convidada para ir ao Torneio Sevens de Hong Kong. Era um torneio que se realizava há uns anos e era um dos maiores do mundo”, contou Herédia. “Nós éramos alguns portugueses que estávamos em Macau e tínhamos praticado a modalidade em Portugal. Por isso, começámos a pensar em criar uma espécie de Clube dos Amigos do Râguebi para apoiar Portugal”, acrescentou. “Só que quando começamos a materializar a ideia, verificamos que tínhamos um grupo com muitas pessoas que tinham jogador râguebi, que ainda estavam em idade de jogar e que tínhamos um grupo para formar uma equipa”, recordou.

Aos portugueses e amigos locais juntaram-se vários emigrantes anglo-saxónicos, naturais de países com uma cultura mais desenvolvida deste desporto. Só que para jogar era preciso encontrar um adversário….

Treinos em asfalto

Com uma rede de contactos em Hong Kong, foi da região que se aproximava a passos largos de regressar à administração chinesa que chegou o primeiro adversário, ligado ao Hong Kong Football Club. “Como tínhamos contactos em Hong Kong, falámos com pessoas que conhecíamos para trazerem uma equipa para o primeiro jogo.

Eles perceberam muito bem a nossa situação, e colocaram-nos em contacto com esta equipa mais próxima do nosso nível…”, apontou Herédia, um dos jogadores. “E pelos vistos acertaram na muche com a equipa [secção do râguebi Hong Kong Football Club] que enviaram porque terminámos empatados”, lembrou.

Com o adversário escolhido, ficava a faltar um recinto para desempenhar o encontro. A questão foi resolvida com o contributo da administração portuguesa. “Antes de irmos com a ideia ao Instituto do Desporto que gostaríamos de fazer este jogo, o campo nas Portas do Cerco estava em muito mau estado. Só que eles tiveram o cuidado de fazer reparações e quando jogámos não podemos dizer que o campo estivesse novo, mas estava muito bem preparado, com os postes e todos os equipamentos necessários”, relatou.

Já os treinos para o desafio foram um desafio mais complicado, com parte a ser feita em superfícies de alcatrão. “Treinávamos em asfalto num campo polivalente, que era no Hyatt, e corríamos na rua. Nem sequer tínhamos tido ocasião de treinar como deve ser”, apontou.

Jantar de comemoração

O primeiro encontrou tornou-se um marco para o Clube de Râguebi de Macau e a partir desse momento foram realizados muitos jogos, com vitórias, derrotas e empates, como acontece no desporto. Mas o dia 10 de Fevereiro de 1996 não foi esquecido e esta noite vai ser celebrado com um jantar, em que vão estar presentes alguns membros da equipa original, como Anacleto Cabaça, Álvaro Duarte, Miguel Madaleno e Paulo Sá.

A história do Clube de Râguebi de Macau também não ficou parada e hoje, com 25 anos, houve sempre actividades e hoje são vários os jovens, mais de 100, que participam nos escalões de formação, através de um segundo clube.

E os desafios também não acabaram, com o principal a ser, como acontece com outros tipos de desporto em Macau, o acesso a locais para os treinos e jogos.

No caminho de 25 anos, um dos aspectos que mais deixa Luís Herédia, fundador do clube, satisfeito passa por uma maior adesão à modalidade dos locais, que contrasta com o início em que os praticantes eram mais portugueses e anglo-saxónicos. “Temos bastantes locais e foi sempre um dos nossos objectivos, que houvesse mais locais a praticar. E hoje quando se vai aos treinos já há dias em que são bastantes mais locais que portugueses ou imigrantes”, admite. Mesmo assim, o clube não pára, nem com a pandemia: “Há sempre muito para fazer e não vamos parar”, promete. João Filipe – Macau in “Hoje Macau”


terça-feira, 18 de agosto de 2020

Cabo Verde – Juventude de Porto Novo recebe segundo campo de futebol com relvado sintético

Porto Novo – O campo de futebol de Chã de Itália, o primeiro campo relvado com iluminação construído em Santo Antão, tem inauguração previsto para sábado, 22, no Porto Novo, anunciou o vereador, Nilson Santos.

O anúncio foi feito no dia em que começaram a ser afixadas as seis torres de iluminação deste campo de futebol, cujo acto inaugural deverá ser presidido pelo ministro do Desporto, Fernando Elísio Freire.

Este é, também, o segundo campo relvado construído no município do Porto Novo, depois do Estádio Municipal, infra-estrutura que se insere no âmbito do projecto de requalificação urbana de Chã de Itália, que inclui ainda calcetamentos, criação de espaços verdes, parque de estacionamento e o reforço da iluminação pública.

Os jovens da Ribeira das Patas e do Tarrafal de Monte Trigo têm estado a reclamar a construção de campos relvados nas respectivas localidades, onde estão sediados clubes de futebol inscritos na associação regional da modalidade em Santo Antão-Sul. In “Inforpress” – Cabo Verde

domingo, 26 de julho de 2020

Polónia - Portugueses fundaram primeiro clube de estrangeiros

Uma dezena de portugueses integra o clube mais internacional a jogar na Polónia e o primeiro fundado por estrangeiros, “desde jovens estudantes até algumas velhas raposas”, a jogar nas competições oficiais do país. “Tudo começou em 2015, através de uma publicação no Facebook num grupo de expatriados em Cracóvia, onde surgiu a ideia de organizar um jogo de futebol entre estrangeiros a viver na cidade”, contou à agência Lusa o português Daniel Silva, um dos capitães da equipa



“Depois do jogo, e uma ida ao ‘pub’, ficou claro que a experiência seria para repetir, começando o grupo a reunir-se semanalmente para dar uns toques na bola depois do trabalho”, acrescentou.

A equipa “Dragoons FC” viria a nascer pouco depois, com um nome baseado, não só no simbolismo da cidade, o dragão de Cracóvia, mas também no espírito guerreiro dos “dragoons”, as cavalarias armadas que faziam parte de vários exércitos europeus durante os séculos XVII e XVIII.

Depois de participarem com regularidade numa liga amadora, decidiram criar o clube como entidade registada, para poderem jogar também nas competições oficiais. Outra das vitórias passaria pela ajuda na integração de estrangeiros em Cracóvia e na cultura polaca.

“Desde os tempos das ‘peladinhas’ organizadas via Facebook até ao presente, como clube, o grupo tem sido sempre um veículo de integração dos estrangeiros que vêm para a cidade. Em muitos casos, as primeiras amizades de quem chega formam-se após os primeiros treinos com a equipa. É o caso dos portugueses. Começámos com um. Se não me engano, fui o segundo e, passadas apenas algumas semanas, já chegávamos a uma dezena. Muitas vezes o Português é mesmo a língua mais falada dentro de campo, para frustração de alguns”, partilhou, entre risos.

“Juntei-me ao grupo logo nos meus primeiros dias após chegar a Cracóvia, sendo que, não conhecendo praticamente ninguém na cidade, as minhas primeiras amizades foram com a malta do futebol. Os primeiros meses foram quase uma espécie de programa Erasmus, com o sentimento comum de descoberta de uma cidade nova, com um grupo novo de amigos de vários pontos do mundo, que vivem a mesma situação”, sublinhou Daniel Silva, a viver há cerca de quatro anos na Polónia.

A equipa funciona quase como uma família, explicou, “nem que seja pelo facto de alguns terem a idade para serem pais de outros quantos”.

“Para além dos treinos e jogos, reunimo-nos com frequência para irmos tomar uns copos, fazer barbecues ou, por exemplo, algo que já é uma tradição anual, ir passar um fim de semana a Varsóvia, onde jogamos com uma equipa local e dedicamos o resto do tempo ao ‘team building’, cultivando assim esses laços que nos unem como equipa, como amigos e, de certa forma, como uma família que vive em casa fora de casa”, adiantou.

Do clube fazem parte, tanto jogadores que nunca estiveram inscritos em qualquer federação, como ex-profissionais ou semiprofissionais que alinharam nas mais diversas ligas dos seus países. No total, “são mais de vinte nacionalidades representadas, entre vários continentes, desde jovens estudantes, até algumas velhas raposas”, sendo que um dos requisitos é a obrigatoriedade de estar legalmente registado na Polónia.

A equipa conseguiu recentemente um estatuto especial que lhe permite jogar com um número ilimitado de futebolistas de fora da União Europeia (EU), devido ao carácter único do projeto.

“Pelas regras da federação polaca, para a quarta divisão e ligas inferiores, uma equipa apenas pode ter em campo simultaneamente um jogador amador de fora da UE ou três jogadores de fora da UE com contrato profissional. No entanto, os regulamentos preveem que os clubes possam fazer um pedido formal à sua associação de futebol local, de modo a não terem de obedecer a estes requisitos, caso exista uma justificação válida para tal”, precisou o português, nascido no Porto.

O “Dragoons FC” é o clube mais internacional a jogar na Polónia e o primeiro fundado por estrangeiros a jogar nas competições oficiais polacas. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo