Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Cabo Verde - Integra programa da União Europeia para promoção de turismo local

O Instituto do Património Cultural de Cabo Verde vai ser integrado num programa europeu que junta as regiões autónomas dos Açores, Madeira e Canárias para promoção de turismo ligado às tradições locais. O projecto Renaturmac integra acções de valorização e promoção do património local em sintonia com as comunidades


O Instituto do Património Cultural (IPC) de Cabo Verde vai ser integrado num programa europeu que junta as regiões autónomas dos Açores, Madeira e Canárias (Espanha) para promoção de turismo ligado às tradições locais, anunciou ontem a instituição.

O projecto Renaturmac reúne diversas regiões da Macaronésia e “integra acções de valorização e promoção do património local em sintonia com as comunidades”, explicou o IPC em comunicado.

A colaboração com as Ilhas Canárias, Açores e Madeira “fomentará o intercâmbio de boas práticas e a implementação de acções conjuntas para a preservação e promoção da identidade cultural e histórica do arquipélago”, indicou.

Segundo o IPC, “a participação de Cabo Verde neste projeto marca um avanço significativo na valorização do património nacional e no turismo sustentável, trazendo benefícios diretos às comunidades locais”.

Cabo Verde receberá um financiamento de 45.000 euros para capacitação das comunidades do Parque Natural de Serra Malagueta, uma das principais zonas montanhosas da ilha de Santiago, que chega a mais de mil metros de altitude.

O objectivo passa por valorizar “a medicina tradicional e o artesanato, incentivando o uso sustentável dos recursos do parque e a identificação de valores patrimoniais e turísticos com potencial de desenvolvimento”.

O IPC é um dos beneficiários do Projecto Renarturmac, iniciativa da União Europeia (UE) no quadro do programa Interreg MAC 2021-2027, que visa a valorização e conservação do património natural e cultural das ilhas da Macaronésia. Os arquipélagos têm procurado unir esforços em busca de fundos europeus para o desenvolvimento.

Numa conferência de imprensa, após a III Cimeira da Macaronésia, realizada na quinta-feira, na ilha canária de Lanzarote, os presidentes das Canárias, Fernando Clavijo, e da Madeira, Miguel Albuquerque, o vice-presidente dos Açores, Artur Manuel Leal, e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Alberto Rui de Figueiredo, afirmaram ter retirado da reunião “um roteiro claro” para os próximos anos.

Assim, segundo Clavijo, há um foco no “reforçar o papel geoestratégico destes arquipélagos e afirmar a importância que podem ter, tanto para a União Europeia como para os continentes africano e americano”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Canárias - Djam Neguin faz estreia mundial de “Noya”

O artista cabo-verdiano Djam Neguin, cuja carreira singular é caracterizada por uma ampla gama de talentos e realizações em diversas áreas, incluindo dança, música, teatro, moda, performance, literatura e audiovisual, vai fazer a estreia mundial da sua mais recente criação coreográfica NOYA OU ANATOMIA DOS SONS EXTINTOS, no prestigiado Festival Musa, organizado pela Organização Autónoma de Museus e Centros do Museu de Natureza e Arqueologia (MUNA). Em apresentação única, o espetáculo sobe ao palco no dia 15 de Setembro, pelas 21h no MUNA, Pátio Antonio Pintor, Santa Cruz de Tenerife.


Para além do espetáculo o bailarino e coreografo irá ministrar um workshop, como base nos estilos afrohouse e afrobeat no dia 16 durante duas horas, onde vai desafiar os participantes a explorar alguns dos processos criativos que estiveram na base de criação do projeto NOYA.

O festival Musa tornou-se uma importante referência cultural no verão, já vai na sua décima edição, que teve o seu início no dia 1 e terá o seu término no dia 30 de setembro, é dedicada a Cabo Verde e apresentará um extenso programa de atividades adaptadas a todas as idades, com o objetivo de aproximar os visitantes da cultura cabo-verdiana, que se caracteriza por uma mistura de elementos europeus e africanos, partilhando padrões culturais muito semelhantes aos das zonas rurais de Portugal. O festival, pretende recolher e mostrar diferentes manifestações culturais e sociais da cultura cabo-verdiana fazendo assim promoção da mesma.

Para favorecer e imersão dos visitantes do festival na cultura cabo-verdiana os grandes pátios do museu foram tematizados para a ocasião, de maneira que os visitantes possam estar totalmente imersos na cultura de Cabo Verde que vibra ao ritmo da música tradicional e convida o visitante a ficar nesta terra durante algumas horas levando-lhes a morabeza. Tudo para a promoção da cultura cabo-verdiana. Informações mais detalhadas sobre o festival pode ser encontrada através da ligação:

https://www.museosdetenerife.org/blog/festival-musa-cabo-verde/

O novo trabalho do renomado coreógrafo Djam Neguin é um espetáculo que nasceu da vontade do artista de investigar o corpo como maquinaria de possibilidades sonoras, fazendo a desconstrução de batidas e sonoridades espaciais, através da vocalização experimental de textos e movimentos auto-musicais que juntos possibilitam uma poética do movimento experimental.

NOYA é interpretado por dois intérpretes - Kliff Canifa e Ray Patron - que exploram as possibilidades de expressão sonora do corpo humano, sons que normalmente não incorporamos ao nosso repertório linguístico apesar do seu grande poder de comunicação. Os bailarinos exploram um repertório de possibilidades de movimentos corporais inspirados no kuduro e afrobeat, fazendo assim um exercício de recreação e reação sonora onde o som é simultaneamente movimento. O movimento existe com, junto com, antes, durante e ao mesmo tempo que a possibilidade de construção sonora.

Esta nova criação, conta com o contributo literário sofisticado dos mais renomados nomes da literatura cabo-verdiana, que acrescentou mais essência poética e literária tendo textos originais da elite dos escritores da nossa nação como o emblemático ex presidente da república de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca, a par do músico e escritor  Mário Lúcio,  Vera Duarte (uma das grandes figuras femininas da literatura cabo-verdiana) e Caplan Neves, um dos maiores dramaturgos cabo-verdianos. No parto deste projeto também temos contributos de rappers de referência do arquipélago como o Batchart, Mito Maskas e PNC da dupla Rapaz 100 Juiz

Sinopse do espetáculo

XÉ! No princípio era o som. E no fim e no meio também. Estava muito alto como se quisessem para sangrar os vossos ouvidos! Tudo era um grande Noya. A palavra era o verbo, e o verbo era tão alto. Não demoraram muito a mexer-se, mas os seus rabos estavam muito duros. Eram os próprios deuses e faziam coisas divinas, como combinar alguns passos. Sabiam palavras difíceis, tipo cacofonia. E a ordem era: todos em posição! Se para vós está prestes a começar, para nós é apenas mais uma festa! "Os negros são a chave: abram os portões!"

Estreia em Cabo Verde

Após a sua estreia mundial NOYA dará o ar da sua graça no Festival Mindelact em Novembro deste ano, tendo também a previsão de uma digressão internacional para 2024. “Soulart Press” – Cabo Verde


quarta-feira, 30 de março de 2022

Projectos cabo-verdiano e português divulgam Travessia Aérea Atlântico Sul de há 100 anos


Lisboa – O projecto “Travessia 100”, de Cabo Verde, e o projecto “Lusitânia 100”, de Portugal, têm trabalhado de forma coordenada para a divulgação da Travessia Aérea do Atlântico Sul, que completa hoje, 30 de Março, 100 anos. 

Para celebrar o centenário da Travessia Aérea do Atlântico Sul, que se iniciou a 30 de Março de 1922, entre Portugal, passando por Cabo Verde, até o Brasil, o projecto de Cabo Verde, coordenado pelo jornalista, empreendedor e investigador sociocultural, Ildo Fortes, e de Portugal, coordenado pela Associação Lusitânia 100, prestou uma homenagem aos dois pilotos que efectuaram a travessia, hoje, no Monumento da Travessia em Belém, Lisboa. 

A viagem, efectuada há um século pelos oficiais da Marinha Portuguesa, o comandante Artur Sacadura Freire Cabral e o almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, teve início a 30 de Março e terminou a 17 de Junho de 1922, no Rio de Janeiro (Brasil).

Em declarações à Inforpress, Ildo Fortes explicou que objectivos comuns dos dois projectos são a divulgação da travessia de 1922, dos seus intervenientes e dos “profundos impactos” sobre os respectivos países”.

O coordenador do projecto lembrou que em 2021 foram também organizadas, conjuntamente, cerimónias públicas evocativas do 99º aniversário da partida de Lisboa (30 de Março), e da chegada a Cabo Verde, 05 de Abril, em São Vicente, e 17 de Abril, em Santiago (Calheta de São Martinho), para, no dia e 18 de Abril, partirem para o Brasil, numa “etapa mais difícil”.

“No quadro da divulgação da travessia teremos ainda aulas abertas nas universidades, escolas secundárias e básicas para explicar aos mais jovens a importância desse acontecimento histórico para Cabo Verde”, contou Ildo Fortes.

A mesma fonte indicou que deve começar no dia 05 de Abril um programa semanal, na Rádio de Cabo Verde (RCV), fruto de parceria com a empresa RTC para a divulgação da parceria. 

Por ter sido a primeira ligação aérea entre a Europa e a América do Sul, tendo os aviadores passado por Cabo Verde, Canárias (Espanha) e Brasil, ficou sempre imortalizada, também pela utilização de um método inovador de navegação aérea desenvolvido pelos portugueses. 

“Tratando-se de um acontecimento marcante para Cabo Verde, os órgãos públicos da comunicação social, a RTC e a Agência Inforpress, têm sido parceiras importantes, a Embaixada de Cabo Verde, em Lisboa, e o gabinete do secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, que têm dado um grande apoio institucional para implementação do projecto junto das autoridades portuguesas e cabo-verdianas”, frisou.   

As actividades comemorativas promovidas pela Marinha e a Força Aérea portuguesas da viagem a bordo do hidroavião Fairey III, batizado “Lusitânia”, e que percorreu 4.527 milhas em 62 horas e 26 minutos sobre o Oceano, começaram desde Janeiro e abarcam exposição itinerante, cerimónia militar, desfile aeronaval, palestras, conferências, teatro e concertos.

Para hoje, dia em que se assinala os 100 anos da primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul levada a cabo por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, houve uma largada simbólica junto à Torre de Belém e ao Monumento Lusitânia e, no Centro Cultural de Belém, realizou-se um concerto pela banda de música da Força Aérea portuguesa. 

No dia 31 Março, no Museu do Ar, em Pêro Pinheiro, está programada a entrega aos capitães dos veleiros de uma moeda comemorativa, cunhada pela Casa da Moeda de Portugal, bem como o lançamento de uma emissão filatélica e de um livro institucional sobre a primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul. 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) inscreveu o Relatório da 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul, no Registo da Memória do Mundo, a 27 de Julho de 2011, que a partir desta data é considerado Património da Humanidade. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Espanha – “Museu Atlântico”, o museu subaquático da Europa



Inaugurado em Janeiro de 2017, o museu fica localizado nas águas de Lanzarote, Espanha, a mais oriental das ilhas Canárias. O local conta com 12 espaços e mais de 300 esculturas em tamanho real. Além de servir como ponto turístico, as obras de pedra formam um enorme recife artificial e ajudam na preservação da vida marinha da região.



O Museu Atlântico foi criado pelo escultor britânico Jason deCaires Taylor, o primeiro artista da história a criar museus debaixo d’água. A sua primeira obra foi o ‘Molinere Underwater Sculpture Park‘ criado em Grenada em 2006. Taylor também é o responsável pela criação do MUSA, Museu Subaquático de Arte, localizado em Cancún, no México. In “Vá de Cultura” - Brasil


sábado, 21 de julho de 2012

Fascínio


Quando na passada segunda-feira, 16 de Julho de 2012, a comunicação social, principalmente a televisiva, mostrou imagens do incêndio nas Canárias, na ilha de Tenerife mais concretamente no Parque Nacional de Teide, Património Mundial da Unesco, era expectável que num futuro próximo a ilha da Madeira iria ter um cenário semelhante, afinal foram só dois dias.
As imagens que chegaram, através de fotografias e principalmente das televisões, trágicas, mas com um conteúdo que não deixa ninguém indiferente, acompanhadas de bombeiros equipados a rigor, maquinaria e aviação apropriada para o combate a incêndios, levam a que mentes fracas, perversas, frouxas, que desejam chamar a atenção para as suas zonas de residência, primam o gatilho que irá fazer a ignição, transformando todo o mato que não foi limpo em rastilho para incêndios de proporções inimagináveis, atiçadas por ventos fortes e temperaturas elevadas.
É reconhecido às televisões que devem noticiar todas as situações de anormalidade, mas há matérias que têm de ser elaboradas, estudadas, para que não sejam atractivas, mostrando o horror da situação e a tragédia que bate à porta de cada um, em vez de imagens que atraem aqueles que por razões diversas não tem a capacidade de discernir o bem do mal.
O que temos vindo a assistir nas últimas horas é o alastrar do problema a outras regiões, tanto na ilha da Madeira como no continente português, aqui com a agravante dos eucaliptais, através das copas das árvores, terem um efeito multiplicador, com as folhas do eucalipto a serem a ignição de novos focos de incêndio. Baía da Lusofonia