Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CPLP – A sede da Organização acolheu lançamento do «Barometro da Lusofonia»

O lançamento da primeira edição do «Barometro da Lusofonia» decorreu a 28 de janeiro de 2026, no auditório da Sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa. O evento, que teve transmissão em direto no canal Youtube da organização, constituiu o primeiro acontecimento público do ciclo comemorativo dos 30 anos da CPLP.


Na intervenção de abertura, a Embaixadora Maria de Fátima Jardim, Secretária Executiva da CPLP, considerou que o «Barometro da Lusofonia» constitui um instrumento de grande valor estratégico e uma ferramenta que permite auscultar, de forma sistemática, prioridades, inquietações e expectativas.

Com os indicadores apresentados, fortalece-se a oportunidade de programar o progresso e a cooperação, realçou a Embaixadora Maria de Fátima Jardim, contribuindo para melhorar os debates e a ação multilateral concertada da CPLP.

O Representante Permanente do Brasil junto à CPLP, Embaixador Juliano Nascimento, sublinhou a qualidade do estudo, resultante de um processo que envolveu equipas nos Estados-Membros da CPLP, e ressaltou o valor inestimável do conteúdo que retrata pela primeira vez este tipo de perceções.

O coordenador do «Barometro da Lusofonia», professor António Lavareda, do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), destacou que os dados confirmam que a CPLP dispõe de um ativo político e simbólico de grande relevância, com uma legitimidade social ampla e reconhecida pelas populações nacionais de contextos muito distintos.

O professor António Lavareda afirmou, também, que num enquadramento em que os países não partilham fronteiras, a língua portuguesa deixa de ser um instrumento funcional e converte-se num espaço simbólico de pertença.

O estudo revela, assim, a sua importância não só pela abrangência temática, mas por enunciar vínculos simbólicos, culturais e identitários, sendo que as informações sistematizadas deverão fomentar iniciativas de cooperação e intercâmbio nas dimensões económica, educacional, social, cultural e institucional.

Nesta primeira edição, foi realizada uma pesquisa junto a 5400 pessoas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.  O Barómetro da Lusofonia aborda temas como a identidade cultural, heranças históricas, indústrias criativas, desinformação, consumo de informação e media. Além disso, inclui dados sobre relações de trabalho, educação, sustentabilidade ambiental, minorias, migrações, governança e funcionamento das instituições democráticas.

O «Barometro da Lusofonia» conta com o apoio institucional da CPLP e é realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), sob coordenação do professor António Lavareda, com os principais objetivos de analisar e ampliar o conhecimento mútuo entre os países de língua portuguesa.

Além da CPLP, o «Barometro da Lusofonia» conta com apoio do Ministério da Cultura do Brasil, da Missão do Brasil junto à CPLP, da AULP, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Fundação Itaú, da FGV Conhecimento, da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade de Coimbra, entre outras instituições académicas e culturais. In Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”



quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Angola – Cidade de Huambo vai contar com uma Avenida da Cultura

A cidade do Huambo contará, a partir de amanhã, 8 de Janeiro, com uma Avenida da Cultura, um espaço que vai contribuir para a promoção, preservação e valorização da identidade cultural da província.


A informação consta de uma publicação na página do Governo Provincial.

Segundo as informações, o acto de descerramento da placa que atribui a nova designação marca a institucionalização de um troço com cerca de 900 metros, compreendido entre o Largo Doutor António Agostinho Neto e o cruzamento junto ao Centro Cultural do Huambo, nas imediações da antiga Casa Azul.

De acordo com o director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, Jeremias Piedade, a Avenida Norton de Matos manterá a sua denominação no segmento que vai da antiga Casa Azul até à entrada das imediações da Floresta do Sacala, enquanto o troço que liga dois importantes marcos históricos passará a chamar-se Avenida da Cultura.

A iniciativa visa unir espaços de elevado simbolismo histórico e cultural, nomeadamente o Largo Doutor António Agostinho Neto, classificado como Património Histórico e Cultural Nacional, e o Centro Cultural do Huambo, o primeiro e até ao momento único equipamento do género no país.

O projecto prevê a transformação da avenida num espaço cultural dinâmico, com gravuras nas calçadas, grafites temáticos, feiras culturais e outros elementos representativos da cultura ovimbundu, promovendo a identidade e a diversidade cultural da região.

Segundo Jeremias Piedade, numa primeira fase será feita a institucionalização da via, no âmbito das celebrações do Dia da Cultura Nacional e posteriormente a implementação de intervenções artísticas e culturais que tornarão o espaço mais vivo e atrativo.

Com a criação da Avenida da Cultura, o Huambo reforça o seu compromisso com a valorização do património cultural, passando a contar com um espaço urbano dedicado à expressão da história, da arte e das tradições locais.

De realçar que, ainda no âmbito das celebrações do Dia da Cultura Nacional, que este ano decorre sob o lema “Cultura Nacional – Identidade, União e Crescimento Sustentável”, será realizada uma conferência sobre a cultura e os desafios da modernidade. In “O País” - Angola


domingo, 7 de agosto de 2022

Estados Unidos da América – Descendente cabo-verdiana promove a culinária das ilhas da sua origem

Crystal DaCruz nasceu em Providence, Rhode Island, nos Estados Unidos da América, mas a identidade e cultura cabo-verdiana sempre marcaram presença nas suas vivências, desde criança. Da cozinha do seu blog “Crum-Snatchad”, em Providence, ajuda a promover a gastronomia de Cabo Verde 

Foi especialmente com a avó paterna, de São Nicolau, que Crystal DaCruz aprendeu a fazer algumas das receitas da gastronomia cabo-verdiana que hoje dá a conhecer ao mundo através do seu blog “Crumb-Snatched”, mesmo sem nunca ter pisado o chão destas ilhas.

Importância da família

Uma herança que foi sendo partilhada desde a infância pela avó paterna, de São Nicolau, e que, agora, ela própria dá a conhecer com amor, contribuindo para que a cultura gastronómica de Cabo Verde chegue mais longe, através do mundo global da internet.

“Tive uma infância maravilhosa. Venho de uma família numerosa e estou muito ligada ao meu lado cabo-verdiano. O meu pai e a minha avó vieram de São Nicolau nos anos 1970 e, quando nasci, o resto da minha família já tinha chegado aos EUA. Sou muito próxima do meu pai e da minha avó que me ensinaram a falar o crioulo e o básico da cozinha cabo-verdiana”, recorda Crystal, em entrevista ao A Nação.

Aos 39 anos, Crystal mostra orgulho nas suas raízes, que ela própria vai ajudando a preservar, em parte, através da gastronomia. “O meu pai é de Carvoeiro (São Nicolau). Lembro-me de estar sempre rodeada por familiares próximos e exposta à música e à comida tradicional de Cabo Verde, através da minha família e das pessoas da minha comunidade”, conta.

Aliás, o que mais gosta na cultura cabo-verdiana, confessa, é precisamente essa “proximidade” das famílias. “Somos pessoas muito amáveis, amorosas e receptivas. Temos uma bela cultura com bela música, comida e tradições”, afirma Crystal.

Gastronomia cabo-verdiana

O blog, onde o ingrediente principal é a gastronomia de Cabo Verde, partilha também outras receitas de culturas onde a cozinha é parecida e surgiu como forma de aliar duas paixões, o gosto por cozinhar e a escrita.

“O meu blog começou a ficar mais popular, à medida que comecei a partilhar receitas cabo-verdianas. Hoje ele é, sobretudo, centrado na cozinha cabo-verdiana, porque é aquilo que os meus leitores gostam”, explica Crystal que é proprietária de uma empresa de marketing.

Com isso pretende ajudar também outros empresários, incluindo cabo-verdianos a potenciarem e desenvolverem estratégias para os seus conteúdos, produtos ou serviços digitais.

A aposta no digital para promover a gastronomia cabo-verdiana tem uma razão de ser. “Acho importante documentar as nossas tradições porque há muita pouca informação sobre a comida cabo-verdiana online”, afirma.

Ingredientes disponíveis localmente

As iguarias de Cabo Verde que dá a conhecer ao mundo confessa que não foram difíceis de aprender.

“A maioria dos pratos cabo-verdianos como a cachupa, cuscuz, pastel e canja, aprendi ao ver a minha avó a cozinhar. Mas, às vezes adapto ou modifico alguma receita com base naquilo que eu gosto. Alguns amigos da Brava e de outras ilhas, também me ensinaram a fazer os seus pratos. Mas, uma vez que aprendes a base da gastronomia cabo-verdiana é fácil aprender outros pratos”, confessa.

É precisamente, também, devido à facilidade da confecção, que a tradicional canja é um dos pratos que Crystal mais gosta de fazer. “Os meus filhos adoram”, confessa.

Questionada sobre se é difícil encontrar ingredientes de Cabo Verde para confeccionar os seus pratos em Providence, Crystal diz que não. “Há muitos cabo-verdianos e lojas aqui à volta. Também posso encontrar alguns dos nossos ingredientes nos mercados americanos e latino-americanos”.

Conhecer Cabo Verde em breve

A jovem empresária defende que a cozinha cabo-verdiana está bem difundida nos EUA, mas que a sua missão é, também, contribuir para isso, trazendo ainda mais a cultura e a comida nacional para “primeiro plano”.

Uma missão que encaixa naquilo que são os seus projectos futuros a curto prazo. “Actualmente estou a trabalhar intensamente para aumentar o tráfego e o engajamento do meu blog (website) e das minhas redes sociais. Também estou a planear publicar um livro de cozinha em 2023 e um dia ter um show de cozinha na televisão”.

Também num futuro próximo, no final deste ano, ou em 2023, Crystal pretende visitar Cabo Verde e conhecer in loco as suas origens e os cheiros e sabores da gastronomia cabo-verdiana que a encantaram e fazem parte do seu dia a dia na América. In “A Nação” – Cabo Verde