Ainda não há uma data oficial de abertura, mas, no início de Maio, abre a primeira loja da Manteigaria, na região vizinha, em Central. O objectivo é ter seis espaços em Hong Kong, até 2027
Macau foi a porta de entrada da
Manteigaria, na Ásia. Agora chegou a vez de abrir o primeiro espaço, em Hong
Kong, no início de Maio. Segundo Diogo Vieira, o espaço abre em Queen’s Road,
mas há planos de expansão para Causeway Bay, Tsim Sha Tsui e Mong Kok.
A Manteigaria – Fábrica de Pastéis de Nata, parte do
Grupo Portugália Restauração, deu o seu primeiro passo rumo à expansão
internacional, com a abertura de uma loja em Macau, em Janeiro de 2025. “Macau
foi o passo inicial de chegada à Ásia”, dada a ligação do território à cultura
portuguesa, esclarece o sócio-gerente do grupo em Macau. “Faz sentido que um
produto português tradicional tenha a sua base na Ásia em Macau”, acrescenta.
Hong Kong, pela proximidade ao território e por ser
“muito atractivo” para uma marca que se quer expandir, é o próximo passo.
“Estamos a falar de uma metrópole com 7 milhões de pessoas e com uma
visibilidade para o mundo muito superior a Macau e que, pela forma de consumo,
pela tipologia da comunidade local, pelos turistas que visitam, tem um nível de
receptividade bastante alto”, explica.
Primeiro Macau, depois a Ásia
Em Macau, há mais concorrência. “Temos um Lord Stow’s
Bakery, uma Margaret Cafe e Nata e os outros ‘egg tarts’”, afirma. Pelo
contrário, na região vizinha, não havendo essas marcas, mas apenas as ‘egg
tarts’ locais, diferentes dos pastéis de nata portugueses, há uma menor
concorrência.
As ‘egg tarts’ que existem em Hong Kong não são
inspiradas nos pastéis de nata portugueses. “Por acharmos isso e por
considerarmos que há uma forma de consumo diferente, com uma receptividade
bastante grande de produtos portugueses, Hong Kong faria todo o sentido”, afirma.
Na loja de Hong Kong, o responsável será Fábio Pombo,
director-geral da marca, na região vizinha. “Está a fazer a abertura juntamente
comigo em Hong Kong e nós, em Macau, estamos a dar todo este apoio operacional
e de abertura, mas depois será ele a gerir o mercado de Hong Kong”, comenta.
A expectativa será de abrir entre entre duas a três
lojas, em 2026, e outras três, em 2027, no território vizinho. “Queremos ter
seis lojas abertas, no período de dois anos, porque o mercado é muito
importante e também vai dar a oportunidade de testar a marca numa grande
metrópole asiática, que é visitada por todo o mundo”, afirma.
Depois disso, poderá dar-se a expansão da marca para
outras cidades do mundo, como Seul, Tóquio, Banguecoque e Singapura. “São
outros mercados que queremos explorar e a marca tem uma vontade muito grande de
se expandir, não só na Ásia, mas também na Europa”, afirma.
Não haverá testes a receitas, já que tudo isso foi feito
em Macau, antes da abertura do primeiro espaço. “A receita que estamos a usar
em Macau será a mesma que vamos usar em Hong Kong, porque acaba por atingir o
mesmo mercado”, diz. Por isso, terá sempre uma menor quantidade de açúcar, face
ao que é vendido na Europa. “Isso foi bem recebido pelos locais e compreendido
pelos portugueses que cá moram”, realça. Hong Kong seguirá a mesma receita,
assim como o resto da Ásia, quando se der essa expansão.
A localização
A primeira loja em Hong Kong será em Queen’s Road, uma
das principais artérias do território vizinho. “Quisemos que a primeira loja
estivesse num local com muita visibilidade, com um grande fluxo de pessoas a
passar e depois virá o marketing e comunicação e a abertura de novas lojas”,
refere. Os outros espaços deverão situar-se em zonas como Causeway Bay, Tsim
Sha Tsui e Mong Kok.
Em Macau, há duas lojas da Manteigaria, a última das
quais abriu, na Taipa, no fim de Novembro de 2025, e, para já, não há intenções
em abrir novas. “Queremos estabilizar a operação nestas duas. Ainda há margem
para crescer e Macau não é um território enorme que justifique”, diz. “O tipo
de conceito e o produto implica que esteja em zonas com fluxos de pessoas, em
sítios fora de Portugal”, garante. Afinal, se no país europeu o pastel de nata
faz parte intrínseca da cultura, nas zonas fora de Portugal é um produto novo
que precisa de ser mostrado. “As pessoas [fora de Portugal] não consomem pastel
de nata como nós — provam, gostam, levam um ou dois e, se calhar, só voltam a
consumir duas semanas depois ou um mês depois”, refere. É preciso, por isso,
estar em zonas de passagem, que estimulem a curiosidade dos transeuntes.
“Eventualmente, poderemos abrir nos grandes hotéis-casinos, mas esse será um
plano mais para a frente”, declara Diogo Vieira. Luciana Leitão – Macau in “Ponto
Final”
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