Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidade de Paris. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidade de Paris. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de julho de 2026

França - A comunidade saarauí em Paris denuncia a deterioração da saúde do prisioneiro político Naâma Asfari e pede a libertação de outros presos políticos saarauís

Paris – A comunidade saarauí de Paris e seus arredores participou, na terça-feira, da marcha cívica anual realizada na capital francesa para marcar o Dia Nacional da França, ao lado de 86 organizações não governamentais francesas.


Os participantes reafirmaram o seu apoio ao direito do povo saarauí à autodeterminação e procuraram chamar a atenção do público francês para a situação alarmante dos presos políticos saarauís detidos em prisões marroquinas.

Ao longo da marcha, que partiu da Praça da Bastilha em direção à Praça da República, membros da comunidade saarauí carregaram bandeiras nacionais saarauís e fotografias de presos políticos saarauís do Grupo Gdeim Izik. Através de faixas, panfletos distribuídos aos participantes e transeuntes, e discursos proferidos em nome da comunidade saarauí e das mulheres saarauís, os participantes renovaram o seu apelo pela libertação imediata de todos os presos políticos saarauís e pelo respeito ao direito inalienável do povo saarauí à autodeterminação e à independência.

A comunidade saarauí aproveitou a grande manifestação pública para chamar a atenção para a deterioração contínua da saúde do prisioneiro político saarauí Naâma Asfari, membro do Grupo Gdeim Izik, detido arbitrariamente em prisões marroquinas há mais de 15 anos. Os participantes condenaram as condições de sua detenção e expressaram preocupação com os graves riscos à sua saúde decorrentes da greve de fome que ele mantém para exigir o respeito aos seus direitos fundamentais e a implementação das recomendações e pareceres emitidos pelos mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas, que apelam à libertação dos prisioneiros políticos saarauís.

Representantes da comunidade saarauí enfatizaram que o caso de Naâma Asfari simboliza a situação difícil de todos os presos políticos saarauís, que, segundo eles, foram submetidos a julgamentos injustos, tortura, maus-tratos e detenção arbitrária por causa de seu apoio pacífico ao direito do povo saarauí à autodeterminação. In “Sahara Press Service” – Sahara Ocidental


quarta-feira, 27 de maio de 2026

França - Dança e fotografia unem gerações portuguesas e francesas na cidade de Paris

O projeto “Choreo.Portraits III“, dirigido pelo coreógrafo Rafael Alvarez, vai decorrer entre os dias 11 e 13 de junho, em Paris, reunindo participantes de França e Portugal num laboratório artístico interdisciplinar que cruza dança contemporânea e fotografia


A iniciativa propõe um laboratório criativo de três dias, culminando numa apresentação pública marcada para 13 de junho, às 19h00 (hora local), na Casa de Portugal André de Gouveia, na Cité Internationale Universitaire de Paris. A entrada é gratuita.

Inspirada em “O Jogo das Nuvens”, de Goethe, esta terceira edição do projeto explora a ideia de transformação e metamorfose através da observação das nuvens, propondo uma reflexão poética sobre a relação entre corpo, imagem e mundo.

O projeto integra o ciclo dos Laboratórios Mensais de Dança Contemporânea +55 anos e conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Paris.

A direção artística e mediação estão a cargo de Rafael Alvarez, enquanto a produção e difusão pertencem à BODYBUILDERS – Rafael Alvarez. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

França - Dino D’Santiago fala em Paris de “uma nova Lisboa feita de cruzamentos de povos”

Paris – O artista luso-cabo-verdiano Dino D’Santiago abriu, em Paris, um festival que celebra os 50 anos de independência dos países africanos de língua portuguesa saudando “uma nova Lisboa” que se renova no tempo, “feita de cruzamentos de povos”.


“Lisboa nu bai Paris” - “Lisboa vai a Paris” em crioulo cabo-verdiano -, o festival concebido por Dino D’Santiago em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian para celebrar os 50 anos das independências, realizou-se este fim de semana em Paris.

Em declarações à Lusa à margem do concerto de sábado à noite, Dino D’Santiago considerou ser importante falar da capital portuguesa porque, 50 anos depois das independências, “nasceu uma nova Lisboa”, que “é uma filosofia que se renova com o tempo”, e “mais um fragmento dessa história feita de cruzamentos de povos”.

“É um manifesto de convivência, um sonho de um lugar onde todos os corpos se sintam em casa”, disse.

“Lisboa nu bai Paris” define-se como um espaço de encontro entre artistas, músicos e pensadores de diferentes origens. Na abertura, o festival propôs uma conversa aberta ao público, gratuita, entre o artista Dino D’Santiago e a filósofa Luísa Semedo, sobre o legado da independência dos países de África de língua portuguesa.

Para Luísa Semedo, o colonialismo continua a ser uma realidade nestes países, apesar de já terem passado cinquenta anos desde a independência, sendo o maior desafio “chegar a uma verdadeira independência”.

“Não basta dizer agora somos independentes, é preciso viver essa independência, apesar das dificuldades económicas”, afirmou.

A filósofa apelou ainda às novas gerações de activistas para que “não traiam os valores dos revolucionários de antigamente”, citando Amílcar Cabral, figura emblemática da independência, e sublinhando que a luta revolucionária pela independência não tem fim porque “os próprios revolucionários, como Amílcar Cabral, sabiam que esta luta era um processo e, portanto, é uma luta que não tem fim”.

Para Dino D’Santiago, “os jovens estão muito à frente, misturam culturas, usam t-shirts de Angola ou Cabo Verde com orgulho”. Para além de Lisboa, é “Portugal que está a transformar-se, com miúdos a falar crioulo no metro, sejam brancos ou negros”.

O festival representa um movimento contemporâneo de afirmação da africanidade dos afro-portugueses, segundo o artista, que considera que é mais fácil para estas populações viverem em Portugal hoje do que há 20 anos.

“Se fosse adolescente actualmente, “seria mais fácil”, diz, apontando que vê pelas sobrinhas “uma aceitação natural, um orgulho em usar o cabelo afro, em falar crioulo, em vestir padrões africanos”.

Esta evolução, considera, acabou por ter também um impacto nas gerações que conheceram a luta pela independência: “Mesmo os nossos pais estão a mudar: falam crioulo, ensinam aos netos”.

Em 50 anos, estas mudanças são também visíveis nos gostos musicais dos portugueses, que colocam nos topos dos rankings artistas de África de língua portuguesa. No entanto, a extrema-direita avança em Portugal, mas isso não assusta Dino D’Santiago, que afirma que “a extrema-direita parece maior por causa das redes sociais, mas o povo é mais forte e quer ser feliz”.

“A música africana sempre trouxe felicidade”, afirmou.

O festival “Lisboa nu bai Paris” foi aberto pela artista cabo-verdiana Kady, neta da voz da rádio Libertação, Amélia Araújo, sentiu-se diretamente tocada pela independência tocou-a diretamente porque a sua “avó foi combatente da luta de libertação: “Sinto que estar aqui é como se eu estivesse a dar continuidade a esse legado, a honrá-la, e a todos os combatentes”, disse à Lusa.

A programação do festival conta também com artistas dessa nova geração lusófona como Fattú Djakité, Nídia, DJ Marfox, EU.CLIDES, Umafricana e Soluna, entre outros. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


quinta-feira, 23 de outubro de 2025

França - O incrível roubo no Museu do Louvre

O momento para roubar o Museu do Louvre foi bem escolhido: a imprensa francesa estava se preparando para a cobertura da prisão do ex-presidente Nicolas Sarkozy, além disso era um calmo domingo de manhã e centenas de pessoas começavam a entrar no conhecido museu francês, o mais visitado de todo mundo.

Ninguém se preocupou quando uma caminhonete com uma escada tipo Magirus, utilizada para transporte de móveis em apartamentos, estacionou do lado de fora do Museu e dela saíram quatro homens, porque pareciam operários, um deles tinha mesmo um colete amarelo usado no transporte de mudanças.

Com a escada subiram ao andar superior, cortaram o vidro da porta e entraram na ala Apollo do museu, onde estavam as joias de antigas rainhas francesas, inclusive uma coroa, que os ladrões danificaram ao deixar cair na rua, no momento da fuga.

Quem tinha programado sua viagem com calma para ver a La Gioconda ou Mona Lisa, naquele domingo, no Museu do Louvre em Paris, não teve sorte! O Louvre fechou meia hora depois de ter aberto, logo após ter ocorrido o roubo, destinado a ficar na história por sua audácia!

Só que não vai dar filme como O Roubo do Século, contando o sofisticado roubo do banco de diamantes em Antuérpia, na Bélgica! Por uma razão bem simples: o roubo no Louvre não teve grandes truques, foi tudo muito simples e mesmo muito rápido, durou apenas 7 minutos, sem que os ladrões estivessem armados.

Nesses poucos 7 minutos saíram pela porta-janela por onde entraram, desceram pela escada Magirus e tentaram colocar fogo na caminhonete base da escada móvel, mas desistiram ao ver que chegavam guardas do Museu. E fugiram de moto.

No caminho deixaram cair a coroa da imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão. A polícia também encontrou “duas cortadoras elétricas de vidro, um maçarico, gasolina, luvas, um walkie-talkie, um cobertor e uma coroa” no local do assalto.

Um colete amarelo utilizado pelos autores do roubo para se disfarçarem de operários foi encontrado um pouco mais longe, perdido durante a fuga. Tudo indica que faltava policiamento e guardas do museu no local, em consequência de economias que vinham sendo feitas há anos,

Um jornal belga publicou, na primeira página, uma caricatura na qual Mona Lisa diz - eu vi tudo!

Para a imprensa internacional foi um prato cheio, pois a França acaba de sair de uma crise política e enfrenta uma crise financeira. Fora a importância do Louvre, um dos maiores museus do mundo. Houve referências ao ladrão elegante Arsène Lupin e comparações com o filme Os Diamantes de Antuérpia, contando um roubo importante, no valor de cem milhões de dólares, na Bélgica, em 2003, por um bando Italiano de Turim.

Esse mesmo roubo inspirou um filme mais conhecido com Demi Moore e Michael Caine, Flawless, cujo título é O Roubo do Século.

Numa época de avanço tecnológico, o Museu do Louvre tem atrasos importantes e a sala Apollo, onde estavam as joias roubadas, só dispunha de uma câmera que documentava a presença dos ladrões, mas sem permitir a obtenção de detalhes. A entrada de ladrões na sala Apollo era subestimada por não se imaginar que ladrões pudessem ali subir.

Houve caricaturas na imprensa, inspiradas no roubo do Louvre como a do jornal Ouest-France, do chargista Chaunu. E diversas interpretações falando num ataque à história francesa e num roubo moderno inspirado no valor de metais preciosos. Especialistas destacaram ter havido a busca do valor material e não histórico das joias e no surgimento de uma nova tendência de ataques aos museus, aproveitando-se de suas falhas em termos de segurança. Rui Martins – Suíça

__________

Rui Martins é Jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

terça-feira, 29 de julho de 2025

França – Português Paulo Carneiro selecionado para residência artística na cidade de Paris

O realizador e argumentista português Paulo Carneiro foi selecionado para integrar a Residência CROMO, um programa internacional sediado em Paris que apoia a investigação e a criação artística

A residência decorrerá a partir de setembro e será nesse âmbito que o cineasta irá desenvolver o argumento da sua próxima longa-metragem, intitulada “Sónia Vai”, cuja rodagem está prevista para acontecer na Pontinha, nos arredores de Lisboa.

Através de uma publicação nas redes sociais, o realizador expressou a sua satisfação com esta oportunidade.

A participação de Paulo Carneiro nesta residência é possível graças ao apoio do Camões – Centro Cultural Português em França, da Cité internationale des arts e da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris.


Acrescente-se que “A Savana e a Montanha”, o mais recente filme de Paulo Carneiro, viu a sua estreia mundial este ano, na Quinzena dos Cineastas de Cannes. O filme é o retrato da comunidade de Covas do Barroso, no norte de Portugal, quando esta descobre que a empresa britânica Savannah Resources planeia construir a maior mina de lítio a céu aberto da Europa a poucos metros das suas casas. Perante esta ameaça iminente, o povo decide organizar-se para expulsar a empresa das suas terras.

O filme será exibido a 2 de agosto no Green Montenegro International Filmfest, em Montenegro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 29 de junho de 2025

França - Hora do conto em português: Literanto cria pontes na comunidade em Paris

O projeto Literanto realizou a última “Hora do conto e atelier criativo em língua portuguesa” do ano letivo na Bibliothèque Gulbenkian, em Paris, reunindo um pequeno grupo de crianças e pais, que expressaram agrado pela iniciativa


“É uma iniciativa muito rica porque permite às minhas filhas poderem ter o contacto com a língua portuguesa, ouvirem o vocabulário em português e depois, no final das histórias, da hora do conto, há sempre um atelier que é muito atrativo e interativo”, disse à Lusa Rute Nunes, mãe de Eliana e Eva, de 10 e oito anos, respetivamente.

Natural do Algarve, mas atualmente a viver a uma hora de Paris, Rute Nunes é uma das mães que participa no projeto desde os seus primórdios, já que as suas filhas “adoram vir e ficam radiantes” por interagir em língua portuguesa no espaço da Casa de Portugal – André de Gouveia, no campus da Cité internationale universitaire de Paris, rodeadas de livros em português.

“Estou muito feliz e espero que esta iniciativa continue futuramente”, afirmou, referindo que a coordenadora do projeto é “muito pedagógica”.

O projeto, criado em 2022 por Sara Novais Nogueira, “pretende promover a língua portuguesa, sobretudo para os mais jovens e as suas famílias”, como afirmou à Lusa, revelando que o grupo de crianças é “bastante assíduo”, participativo e com gosto pela literatura portuguesa.

“É importante, sobretudo nestas camadas [mais jovens], nestes novos casais, que muitas vezes são casais de pais [em que] um é francês e o outro é português (…), e às vezes é difícil em casa também manterem a língua portuguesa. Eu acho que isso é uma herança tão rica, manterem a língua portuguesa e ao mesmo tempo também a francesa”, disse Sara Novais Nogueira.

A atividade que durou cerca de duas horas reuniu cinco crianças, dos quatro aos 10 anos, para ouvirem Sara contar de forma cativante os livros “Se esta história fosse sobre animais”, de Carlos Nuno Granja, “Versos para meninos que comem sempre a sopa toda”, de Manuela Ribeiro, mas também para explicar o mito da sopa da pedra, ao mesmo tempo que incentivava as crianças a dizer palavras em português.

No fim, as crianças participaram no atelier criativo para fazer sardinhas a pintar caixas de ovos, numa alusão aos santos populares, e foram surpreendidas pela coordenadora com pinturas faciais, levando inclusive a que uma das crianças pedisse para pintar a própria coordenadora, numa demonstração de cumplicidade e de criatividade.

“Acho que na ludicidade está tudo, portanto, as crianças, através da brincadeira, através das artes, podem partilhar a língua portuguesa entre eles, ouvirem, lerem e falarem”, disse a coordenadora, que se mostrou agradecida à equipa da Gulbenkian, à Casa de Portugal, à Associação Internacional de Lusodescendentes (AILD), onde exerce o cargo de diretora do Conselho Cultural, e às famílias e às crianças.

Durante este ano letivo, o Literanto trouxe a Paris o escritor Carlos Nuno Granja, Adélia Carvalho e Pedro Seromenho, “grandes da literatura infantojuvenil” na escrita e na ilustração, que inspiraram uma das crianças a ilustrar e o pai de origem francesa de outra a desenhar uma das sessões a que assistiu.

A partir de setembro, e ainda sem apoio financeiro do Estado e de instituições, Sara Novais Nogueira está já a alinhavar a vinda da artista plástica portuguesa Mafalda Rocha, com o projeto dos 50 rostos da democracia, porém ainda com dificuldade em arranjar forma de trazer as obras de Portugal até à capital francesa.

As atividades do Literanto podem ser acompanhadas pela página de Facebook de Sara Nogueira, e dos sítios da AILD, da Bibliothèque Gulbenkian e da Citescope.

A educadora de infância é ainda coordenadora do projeto do mapeamento de autores lusófonos a residir fora de Portugal da AILD, uma iniciativa que começou em França, mas que pretende abrir a outros países e que terá uma feira em Portugal entre este e o próximo ano.

“Não temos tido muitas inscrições ao contrário do que eu pensaria”, revelou Sara Novais Nogueira, justificando que “é importante” este mapeamento para convidar os artistas e dar mais destaque aos seus trabalhos.

A AILD, criada em 2019 e com sede em Lisboa, tem como objetivo promover ações e estratégias de proximidade nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e da língua e cultura portuguesas, como o concurso literário “As minhas férias em…”, que conta com a participação com cada vez “mais qualidade” e criatividade, segundo Sara Novais Nogueira. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


sexta-feira, 23 de maio de 2025

França - Encontrado busto de Jim Morrison roubado há 37 anos de cemitério de Paris

O busto do cantor Jim Morrison, figura icónica da banda The Doors, roubado há 37 anos do famoso cemitério parisiense Père Lachaise, foi descoberto acidentalmente durante uma operação policial.



A polícia de Paris anunciou na segunda-feira, através das redes sociais, a descoberta da escultura, criada pelo artista croata Mladen Mikulin, que foi roubada durante a noite, sem pistas sobre os criminosos.

Jim Morrison foi um cantor, compositor e poeta norte-americano que era o vocalista principal e letrista da, também ela icónica banda de rock The Doors, com enorme sucesso desde que foi fundada em 1965.

Devido à sua personalidade carismática, letras poéticas, voz marcante e performances imprevisíveis, para além das circunstâncias dramáticas que rodearam a sua vida e morte prematura, Jim Morrison é considerado pelos críticos musicais e fãs como um dos vocalistas mais influentes da história do rock.

Segundo a Wikipédia, desde a sua morte, em 1971 a sua fama perdurou como um dos principais ícones rebeldes e frequentemente exibidos da cultura popular, representando a diferença de gerações e a contracultura jovem.

Embora a sua morte tenha sido oficialmente atribuída a uma paragem cardíaca no seu apartamento na rua Beautreillis, várias testemunhas sugeriram posteriormente uma overdose numa discoteca que teria sido ocultada pelas autoridades e amigos.

O túmulo de Jim Morrison é um dos mais famosos do cemitério de Père Lachaise, apesar de ser o lar de muitas grandes figuras, como Oscar Wilde, Frédéric Chopin, Yves Montand e Sarah Bernhardt.

O busto foi colocado em 1981 para celebrar o décimo aniversário da morte do músico, no entanto, apenas sete anos depois, foi roubado.

Segundo a agência Lusa, a busca policial, conduzida pela Brigada Financeira e Anticorrupção da polícia de Paris encontrou o busto na casa parisiense de um executivo de uma empresa que estava sob investigação por falsificação de documentos contabilísticos.

As autoridades ainda não esclareceram se o busto será devolvido ao seu local original, mas os fãs de Jim Morrison, certamente que vão pressionar para poderem ir ao cemitério Père Lachaise prestar as suas homenagens a uma figura mítica dos anos 60, desaparecida na flor da idade… In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 19 de maio de 2025

Três grandes cidades reconstruídas

Obra recente do historiador inglês Kenneth Maxwell recupera a história da reconstrução por que passaram Londres, Lisboa e Paris 

                                                                      

                                                          I

Examinar os esforços de reconstrução de três grandes cidades europeias foi a ingente tarefa a que se dedicou o historiador inglês Kenneth Maxwell ao escrever The Tale of Three CitiesThe Rebuilding of London, Paris, and Lisbon (Robbin Laird, editor, Second Line of Defense, 2025), obra que acaba de ser lançada na Inglaterra e nos Estados Unidos com textos em inglês, português e francês. É o resultado da leitura que o autor fez na abertura de um colóquio internacional sobre Arte e Literatura Luso-Brasileira, realizado na Universidade de Harvard, em setembro de 2024.

Nesse documento, intitulado “Disaster & Reconstruction: The Challenge of Modernism”, Maxwell analisa os efeitos causados por um grande incêndio em Londres, ocorrido em 1668, e os planos do notável arquiteto Christopher Wren (1632-1723) para redesenhar a cidade; a reconstrução de Lisboa depois do grande terremoto de 1755, sob a direção do marquês de Pombal (1699-1782); e a destruição da velha Paris e a sua reconstrução sob Napoleão III (1808-1873) e o barão Georges-Eugène Haussmann (1809-1891), prefeito do antigo departamento do Sena entre 1853 e 1870.

O texto de abertura discute a transformação pela qual Londres passou durante os séculos XVII e XVIII, inicialmente sob a direção de Inigo Jones (1577-1652), considerado o primeiro arquiteto inglês, o primeiro também a estudar Arquitetura na Itália, responsável por obras irretocáveis como a Queen´s House (1616), em Greenwich,  e a Casa dos Banquetes de Whitehall (1622). Ele também desenhou a piazza (praça) do Convent Garden, bem como uma igreja, da qual hoje pouco resta, além de ter projetado um magnifíco palácio para o rei Charles I (1600-1649) que nunca seria construído.

Como observa o autor, a guerra civil de 1642 acabou com a carreira de Jones, mas a sua influência inspirada na arquitetura clássica de Roma e na Itália Renascentista permaneceu entre os arquitetos que projetaram a reconstrução de Londres depois da grande epidemia bubônica (peste negra) de 1665-1666, que matou cerca de cem mil pessoas, ou seja, um quarto da população de Londres, e o grande incêndio de 1666, que destruiu boa parte da cidade, desde a Torre de Londres até a Fleet Street. Foi quando o arquiteto Christophen Wren criou ambiciosos planos de reconstrução da cidade, submetendo-os ao rei Charles II (1630-1685), naquele mesmo ano.

O monarca, então, acompanhado por seu irmão, James Stuart (1633-1701), o duque de York, passou a acompanhar pessoalmente a demolição de ruas inteiras de casas e a criação de uma série de aceiros (faixas de terra) para retardar a propagação do fogo. E aceitou as sugestões de Wren que previam a substituição de ruas medievais por largas avenidas e praças, incluindo uma nova catedral para substituir a Catedral de São Paulo destruída pelo gande incêndio, bem como a construção de edifícios em tijolo e pedra. Mas, depois de muitas contendas com os proprietários das casas destruídas, o único elemento do projeto de Wren implementado foi a canalização do rio Fleet. Fosse com fosse, como assinala o historiador, 130 anos depois, as ideias de Wren seriam utilizadas nas margens do rio Potomac para a construção de Washington DC, a nova capital dos Estados Unidos.   

Para se ter uma ideia do desastre, o autor lembra que, antes do incêndio, Londres era uma massa amontoada de edifícios com estrutura de madeira. E recorda que, à época, em cinco dias, 200 mil pessoas ficaram sem teto e mais de 13 mil casas e prédios foram destruídos.

 

                                                          II

A remodelação de Londres acabou por exercer muita influência na reconstrução de Lisboa, atingida pelo terremoto de 1º de novembro de 1755, pois Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro conde de Oeiras e  marquês de Pombal, secretário de Estado durante o reinado de d. José I (1750-1777), havia sido embaixador de Portugal na Inglaterra entre 1739 e 1743 e pôde contemplar diariamente as obras construídas no século anterior, já que haveria de morar em duas residências em Golden Square, no centro oeste da capital, local preferido dos membros da aristocracia e dos diplomatas.

O terremoto, seguido por um tsunami, foi o mais forte que já atingiu a Europa, destruindo cerca de 45 conventos e mosteiros, muitas casas e o Palácio Real, à beira do rio Tejo, além de afundar o cais ribeirinho, tornando tudo um monte de lixo. Mais de 15 mil pessoas morreram, mas a reação de Pombal foi rápida e eficaz, ao determinar o enterro dos mortos e até a remoção de corpos para alto-mar a fim de evitar a propagação de doenças, além de baixar medidas rigorosas para evitar o aumento dos preços de alimentos essenciais. Sem contar as providências que tomou para evitar saques e pilhagens, sendo os infratores sumariamente enforcados.

Como lembra Maxwell, com a ajuda dos arquitetos  Manuel da Maia (1677-1768), Eugênio dos Santos (1711-1760) e Carlos Mardel (c.1695-1763), Pombal teve aprovado pelo rei d. José I (1714-1777) um plano que previa a reinvenção total do núcleo central de Lisboa, “com a anulação dos anteriores padrões de ruas e direitos de propriedade”. O plano substituiu a antiga praça real, o chamado Terreiro do Paço, pela atual Praça do Comércio, que receberia em 1775  uma estátua de bronze em homenagem a d. José I que ainda pode ser contemplada nos dias de hoje. A praça seria um local de ministérios e secretarias de governo, de comércio, da alfândega e da bolsa de valores, reproduzindo os planos de Christophen Wren para uma cidade mercantil em Londres e de Inigo Jones para o Convent Garden.      

 

                                                                         III

Por fim, Maxwell mostra a nova Paris que resultou da visão futurista de Napoleão III, um governante autoritário que manteve seu reinado por 18 anos, até ter conduzido a França a uma guerra catastrófica com a Prússia de Bismarck (1815-1898). O monarca apoiou com braço de ferro o barão Haussmann, prefeito do Sena, em sua persistência em destruir a velha Paris para introduzir sistemas modernos de água e esgoto, bem como  avenidas largas e ladeadas por edifícios uniformes, que acabariam por levar o seu nome, pois ficariam conhecidos como “edifícios Haussmann”.

As obras projetadas por ele durariam menos de 20 anos e resultariam numa cidade totalmente planejada, com bulevares retos e largos, que atravessavam os cortiços medievais, valendo-se de uma legislação de confisco de propriedades privadas, o que significa que milhares de prédios e casas foram condenados e arrasados. Esse processo, que incluía o confisco de propriedades com base no direito de expropriação (eminent domain ou domínio eminente), seria confirmado depois durante a legislatura da qual era presidente Charles Auguste Louis Joseph, o conde de Morny (1811-1865), o meio-irmão de Napoelão III.

Com base nessa legislação draconiana, as obras acabariam por dar fim aos cortiços que eram uma fonte de doenças, como a cólera, responsável pela morte de mais de 30 mil pessoas entre as décadas de 1830 e 1860. Em função dessas obras de remodelação, em 1870, a cidade ganharia condutores subterrâneos de gás, com a instalação de 33 mil saídas para a iluminação pública, edifícios públicos e casas particulares. A partir daí, a Paris moderna, nova e espaçosa, já conhecida como Cidade-Luz, ofuscaria a até então invejada Londres. Haussmann também mandaria empreender grandes obras de engenharia para conduzir água por meio de novos aquedutos e poços artesianos. Foram também modernizadas muitas escolas, inclusive a famosa Sorbonne, a faculdade de Medicina. Sem contar os grandes bailes de máscaras, recepções diplomáticas e a primeira Exposição Universal, em 1855, que Haussmann mandaria organizar. 

Haussmann, por determinação de Napoleão III, também procurou criar em Paris os grandes parques de Londres, como o Hyde Park e St. James Park, que tanto o monarca havia admirado durante o seu exílio na capital inglesa. E que foi a origem da construção do Bois de Boulogne e de outros grandes parques parisienses. 

Na conclusão de sua pesquisa, Maxwell observa que, enquanto, hoje, as ruas de Londres permanecem tal como eram antes do grande incêndio, quando foi negada a Christopher Wren a oportunidade de replanejar a cidade, Lisboa e Paris continuam tal como o marquês de Pombal (e Maia, Santos e Mardel) e Napoleão III (e Haussmann) imaginaram, ambas reconstruídas para refletir a modernidade.

Eis aqui um estudo que, a partir de agora, torna-se indispensável para quem quiser conhecer ou mesmo escrever sobre a história dessas três grandes e luminosas cidades.



 

                                                              IV

Kenneth Maxwell foi diretor e fundador do Programa de Estudos Brasileiros do Centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos (DRCLAS), da Universidade de Harvard (2006-2008), e professor do Departamento de História de Harvard (2004-2008). De 1989 a 2004, foi diretor do Programa para a América Latina no Conselho de Relações Exteriores e, em 1995, tornou-se o primeiro titular da cátedra Nelson e David Rockefeller em Estudos Interamericanos. Atuou como vice-presidente e diretor de Estudos do Conselho em 1996. Lecionou anteriormente nas universidades de Yale, Princeton, Columbia e Kansas.

Fundou e foi diretor do Centro Camões para o Mundo de Língua Portuguesa em Columbia e foi diretor de Programa da Tinker Foundation, Inc. De 1993 a 2004, foi revisor de livros do Hemisfério Ocidental para Relações Exteriores. É colaborador regular da New York Review of Books e foi colunista semanal entre 2007 e 2015 do jornal Folha de S. Paulo e é colunista mensal de O Globo desde 2015.

Foi ainda Herodotus fellow no Instituto de Estudos Avançados de Princeton e Guggenheim fellow e membro do Conselho de Administração da The Tinker Foundation, Inc. e do Conselho Consultivo da Fundação Luso-Americana. Também é membro dos Conselhos Consultivos da Brazil Foundation e da Human Rights Watch/Americas. Fez  bacharelado e mestrado no St. John's College, na Universidade de Cambridge, e mestrado e doutorado na Universidade de Princeton. É colaborador regular do site Second Line of Defense (www.sldinfo.com).

Publicou também A Devassa da Devassaa Inconfidência Mineira: Brasil-Portugal 1750-1808 (Editora Paz e Terra, 1978), Marquês de Pombal – Paradoxo do Iluminismo (Editora Paz e Terra, 1996), A Construção da Democracia em Portugal (Editorial Presença, 1999), Naked Tropics: essays on empire and other rogues (Psychology Press, 2003), Chocolate, piratas e outros malandros (Editora Paz e Terra, 1999),  Mais malandros – ensaios tropicais e outros (Editora Paz e Terra, 2005) e Kenneth Maxwell on Global Trendsan historian of the 18th century looks at the contemporary world (Robbin Laird, editor, Second Line of Defense, 2023), entre outros.

Em maio de 2004, renunciou ao cargo de diretor de Estudos Latino-Americanos do Conselho de Relações Exteriores de Nova York por ter criticado Henry Kissinger (1923-2023), ex-secretário de Estado dos Estados Unidos (1973-1977), em resenha de livro sobre o golpe de Estado encabeçado por Augusto Pinochet (1915-2006), no Chile, em 1973, e de não ter tido uma resposta publicada na revista Foreign Affairs. Adelto Gonçalves - Brasil

 ____________________ 

The Tale of Three Cities – The Rebuilding of London, Paris, and Lisbon, de Kenneth Maxwell. Londres, Robbin Laird, editor, edição em inglês, francês e português, Second Line of Defense, 206 páginas, R$ 131,53 (Amazon), 2025.                                                                           

___________________________________

Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Fernando Pessoa: a Voz de Deus (Santos, Editora da Unisanta, 1997); Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003, São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1981; Taubaté-SP, Letra Selvagem, 2015), O Reino, a Colônia e o Poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo – 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br


sábado, 26 de abril de 2025

França - Paris acolhe “Irreversible”, a nova exposição de Bordalo II

O artista português Bordalo II vai inaugurar em Paris, no dia 24 de maio, a exposição “Irreversible”, um verdadeiro manifesto visual contra os excessos e a destruição provocada pela sociedade atual. A mostra, com entrada gratuita na galeria Mathgoth, apresenta uma nova série de obras intitulada “Provocs”, onde o artista continua a sua missão de provocar reflexão através da arte feita com desperdícios



Nesta nova coleção, Bordalo II dá nova vida a objetos do quotidiano e elementos urbanos, transformando-os em peças que questionam os protagonistas da sociedade contemporânea e as suas contradições. Com o seu estilo característico e recurso a materiais reutilizados, o artista propõe uma leitura crítica e original do mundo que nos rodeia.

Os objetos utilizados por Bordalo II na criação das peças desta série, “normalmente encontrados no espaço público”, “serão deslocados para um ambiente neutro, onde ganharão novos significados”.

“Através deste ato de descontextualização, o artista convida os visitantes a questionarem os seus próprios pensamentos, comportamentos sociais e perceções sobre o ambiente urbano e o seu papel na sociedade”, lê-se no comunicado.

“Irreversible” inclui também retratos de animais, que Bordalo II cria a partir de resíduos plásticos, “simbolizando as consequências desastrosas da globalização sobre a biodiversidade”.

A mostra irá ocupar “um espaço bruto e não convencional de 300 metros quadrados no 13º bairro de Paris, na galeria Mathgoth”.

Artur Bordalo (Bordalo II – o primeiro era o avô, o artista plástico Real Bordalo, que morreu em junho de 2017, aos 91 anos), nascido em Lisboa, em 1987, começou pelo ‘graffiti’, que o preparou para o trabalho pelo qual se tornou conhecido: esculturas feitas a partir de recurso a lixo e desperdícios.

Nos últimos anos tem espalhado por todo mundo “Big Trash Animals” (“Grandes Animais de Lixo”), retratos de animais feitos com aquilo que os destrói.

“Irreversible” estará patente até 28 de junho, de quinta-feira a domingo. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

França - Consulado em Paris: apresentação de livro sobre imigração portuguesa

O Consulado-Geral de Portugal em Paris será palco, no próximo dia 6 de fevereiro, da apresentação do livro “Les Portugais en France: Une Immigration Invisible?”, uma obra que analisa a presença portuguesa em França desde o início do século XX. O evento decorrerá nos Salões Eça de Queirós, a partir das 18h30, e contará com a participação de especialistas no tema

A sessão terá a presença de Sónia Ferreira, antropóloga e coordenadora da publicação, Yasmine Siblot, socióloga, e Dominique Vidal, sociólogo, que vão debater os diferentes momentos e perspetivas da imigração portuguesa em França, um fenómeno muitas vezes descrito como “invisível”.

À semelhança dos belgas, italianos, polacos ou espanhóis no início do século XX, brancos e católicos, os portugueses foram considerados “bons imigrantes” que não representavam um problema, tornando-se, assim, “invisíveis”. No entanto, esse grau de invisibilidade levou a ocultar as particularidades desta imigração popular e rural, mas também política até 1974 e, posteriormente, intra-europeia desde a adesão de Portugal à União Europeia. Além disso, ignorou temas como o racismo, o papel das mulheres no processo de integração e o impacto da história colonial de Portugal. Síntese das pesquisas realizadas desde 1970, esta obra procura dar visibilidade a esta imigração, que foi a mais numerosa em França entre 1970 e o final dos anos 1990.

O livro, dirigido por Sónia Ferreira e Irène dos Santos, é composto por um conjunto de estudos académicos que abordam o impacto da comunidade portuguesa na sociedade francesa, bem como os desafios e conquistas dos emigrantes ao longo das décadas. A presença de investigadores de renome promete um debate enriquecedor sobre o papel da diáspora portuguesa e a sua influência no país de acolhimento.

Aberto ao público, este evento será em francês e é uma oportunidade para todos os interessados na história da imigração portuguesa em França, promovendo uma reflexão sobre a identidade, a integração e a contribuição da comunidade lusa para o tecido social francês. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 12 de janeiro de 2025

França - Meia centena de empresas portuguesas na feira Maison&Objet em Paris

Realiza-se de 16 a 20 de janeiro a primeira edição de 2025 da feira bianual de mobiliário e decoração Maison&Objet, no Parque de Exposições de Villepinte, em Paris. Esta é uma das feiras internacionais mais importantes da fileira casa, na qual vão estar meia centena de empresas portuguesas



Abrangendo vários ramos (mobiliário, têxtil, bem-estar, mesa, iluminação, artigos decorativos, projetos e espaços de trabalho dedicados a temas específicos), realiza-se desde 1995, e na sua última edição de inverno contou com a presença de mais de 2500 marcas de 62 países, e recebeu cerca de 70.600 visitantes (42% dos quais estrangeiros).

Nesta edição, 55 empresas/marcas portuguesas estarão representadas, numa mostra diversificada do que melhor se faz no nosso país, contando com o apoio da AICEP em Paris. 

A quarta edição da Maison&Objet In The City, experiência complementar à edição de janeiro da feira, decorrerá de 15 a 20 de janeiro, onde mais de 100 marcas e criadores estarão em movimento pela cidade de Paris para apresentar o melhor do ecossistema da decoração. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 1 de dezembro de 2024

França - Foi inaugurado o novo festival de cinema português “Olá Paris!”

O novo festival de cinema português em Paris, “Olá Paris!”, foi inaugurado no Club de l’Etoile, em plena capital francesa, pelos dois irmãos Fernando e Wilson Ladeiro e pela madrinha desta primeira edição, Maria de Medeiros. Na sala estava presente o Embaixador de Portugal em França, José Augusto Duarte e a Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Mónica Lisboa.



Também marcaram presença os realizadores Margarida Cardoso (que apresentou o primeiro filme do festival), Cláudia Varejão, Tiago Guedes, Ruben Alves e Christophe Fonseca, assim como atores como Beatriz Batarda, Isabel Abreu ou Jaqueline Corado. A cerimónia de abertura do Festival foi apresentada por Karine Lima.

“O cinema português é um bom cinema, conhecido no mundo e nos festivais internacionais. O cinema português na Europa é considerado como um dos mais interessantes nos últimos anos, mas não está suficientemente visível nas salas, e como não existe em França nenhum festival dedicado ao cinema português nós decidimos criar um” disse Wilson Ladeiro no discurso de abertura, com algum humor à mistura. “Como estamos em Paris, decidimos chamar-lhe ‘Olá Paris!’. Se estivéssemos em Dunkerque, seria ‘Olá, Dunkerque!’”.

“Existe uma verdadeira história de amizade entre a França e Portugal. Parece-nos mesmo uma evidência que um festival de cinema tenha lugar em França” disse Wilson Ladeiro, coorganizador e codiretor do festival.

“As ideias mais evidentes, por vezes, é necessário alguém para as realizar. É verdade que o cinema português está ligado à França, a crítica francesa e os distribuidores franceses acompanham há muito tempo o cinema português e foi sempre muito valorizado, especialmente em França. No entanto, é verdade que não existia um festival de cinema português. Agora já há e tenho muito orgulho em estar aqui e fazer parte desta aventura” disse a realizadora Maria de Medeiros.

“O cinema português é uma mistura única de poesia e de imagens, mas também tem um ritmo, é um convite à lentidão, a dar tempo ao tempo, a contemplar… mesmo um plano fixo sobre um elétrico de Lisboa, pode provocar emoção” disse por seu lado Fernando Ladeiro Marques, irmão de Wilson Ladeiro e cofundador do festival. “Estamos muito orgulhosos de apresentar aqui esta seleção de filmes que, para nós, são representativos da riqueza e da diversidade do cinema português. Vão ver obras cheias de calor humano, de profundidade e mesmo, por vezes, desta melancolia a que chamamos Saudade”.

Maria de Medeiros declarou aberta a primeira edição do Olá Paris! e agradeceu aos irmãos Wilson e Fernando Ladeiro cuja ambição é agora – “sejamos doidos”, como dizem – instalar definitivamente este evento para que se torne num “ponto de encontro anual do cinema português em Paris”.

Uma exposição do artista português de street-art Glaçon, está exposta durante os três dias do Festival na galeria do primeiro andar, onde também haverá sessões de dedicatórias do livro “Terra Fria” de Ana Maria Torres, da banda desenhada “Borboleta” de Madeleine Pereira e do livro do desenhador e ilustrador do cartaz do festival, autor de “25 de Abril: no princípio era o verbo”, Nuno Saraiva.

Banzo, o primeiro filme projetado

“Banzo”, o primeiro filme projetado no festival, vai sair nas salas de cinema francesas no dia 25 de dezembro “no dia do menino Jesus” como disse, a brincar, a realizadora Margarida Cardoso antes da projeção, numa breve conversa com a apresentadora Karine Lima.

O filme situa-se no início dos anos 1900, numa roça de Cacau de S. Tomé e Príncipe, para onde foram recrutados escravos moçambicanos que sofrem da nostalgia do país e acabam por adoecer e até suicidar-se. O Dr. Afonso, habituado a trabalhar em África, nomeadamente no Congo, foi chamado para curar esta doença desconhecida que matava os escravos na Roça da Boa Vista. Mas depressa descobriu que a doença não se tratava com remédios, porque o que os escravos queriam era regressar a casa, para junto dos filhos e demais família.

O filme dura mais de duas horas, que passam muito depressa, tão envolvente é a história e tão belas são as imagens do Diretor de fotografia Leandro Ferrão.

É um belo filme que, quem não viu, poderá ver nas salas de cinema francesas a partir de 25 de dezembro. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


quinta-feira, 14 de novembro de 2024

França - Empresas portuguesas participam na feira ‘Esprit Meuble’, em Paris

Uma delegação de 16 empresas portuguesas participam na edição deste ano da feira “Esprit Meuble”, no parque de Exposições de Paris Porte de Versailles, entre os dias 16 e 19 de novembro. A 12ª edição desta feira vai ter lugar no Pavilhão 1, com uma área total de 48.000 metros quadrados.


A participação portuguesa será composta por empresas de mobiliário.

Este certame agrega vários subsetores e divide-se em cinco secções diferentes: “Esprit Cuisine” (mobiliário de cozinha, eletrodomésticos e consumíveis para cozinhas), “Esprit Meuble” (móveis e assentos), “Esprit Sommeil” (colchoaria, sono e relaxamento), e “Esprit Déco” (decoração, tapetes e iluminação), e “Esprit Contract” (dedicado aos grandes projetos).

A Esprit Meuble realiza-se desde 2012 e é uma das principais feiras dedicadas aos profissionais do setor do mobiliário em França.

Para esta edição, o certame irá acolher mais de 400 expositores (200 dos quais estrangeiros) e espera vir a receber 14.000 visitantes.

A Delegação da AICEP em Paris está a acompanhar a presença portuguesa neste certame. In “LusoJornal” - França