Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidade de Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidade de Lisboa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Guiné-Bissau – Domingos Simões Pereira viajou para a cidade de Lisboa

"Sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate", garantiu o opositor guineense, recebido em euforia por dezenas de guineenses no aeroporto com bandeiras, gritos de apoio e cânticos

O opositor guineense Domingos Simões Pereira chegou na madrugada desta sexta-feira ao aeroporto de Lisboa, após sair da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva na Guiné-Bissau, e prometeu regressar ao país para continuar “este combate”.

Questionado pelos jornalistas, à saída do lounge VIP do aeroporto de Lisboa, se tencionava regressar, Domingos Simões Pereira foi taxativo: “Absolutamente”.

“Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate”, garantiu o opositor guineense, que foi recebido em euforia por dezenas de guineenses a residir em Portugal e que encheram o aeroporto com bandeiras e gritos e cânticos de apoio. “Eu não posso virar costas ao meu povo”, sublinhou.

O responsável admitiu estar a sentir uma “sensação de liberdade” e “agradecido pela população que o vem acolher”. Quanto aos pormenores da sua estadia em Portugal, admitiu que ainda não conhece as condições, “porque quem trata de tudo são as autoridades portuguesas”.

Questionado sobre os assuntos internos no país, Domingos Simões Pereira escusou-se a responder diretamente às perguntas, dizendo apenas que “alguém trabalhou, as autoridades trabalharam” e permitiram que estivesse em Portugal. “Eu quero respeitar esse esforço que foi feito. Assim que conhecer todos os contornos”, falará, assegurou.

Quanto ao seu estado de saúde, disse ainda não saber, respondendo apenas que se “sente bem”.

Domingos Simões Pereira chegou por volta da 1h00 a Lisboa, tendo saído no dia anterior da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva, por ordem do juiz de instrução criminal, Mamadú Embaló, que autorizou que viajasse para Portugal, onde vai submeter-se a tratamento médico.

Simões Pereira estava a cumprir prisão preventiva desde o passado dia 10 de julho, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em novembro de 2025. Agora foi autorizado a ausentar-se da Guiné-Bissau durante noventa dias, período durante o qual não poderá desenvolver atividade política.

Segundo o despacho, o juiz baseou-se num relatório médico do Hospital Militar de Bissau, segundo o qual seria necessário que o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fosse observado num centro médico especializado em Portugal.

Simões Pereira viajou para Portugal na companhia da esposa e do irmão, o médico Camilo Simões Pereira.

A decisão do juiz de instrução criminal (JIC) respondeu a um requerimento da defesa e contou com o parecer favorável da Promotoria de Justiça Militar, tendo em conta “razões humanitárias e legais, fundamentadas num atestado emitido pelo Dr. Domiciano Bernardo Nacocam Mango, médico do Hospital Principal Militar de Bissau”.

No despacho do JIC, é referido que a “prisão preventiva fica suspensa pelo período de três meses, ao abrigo do artigo 164º do Código de Processo Penal (CPP)” da Guiné-Bissau.

“O suspeito está sujeito à obrigação de abster-se de desenvolver qualquer atividade político-partidária durante a vigência da suspensão. Findo o prazo de três meses, a situação processual do suspeito será novamente reapreciada pelo tribunal”, sublinha-se.

Presidente eleito do Parlamento guineense, Simões Pereira estava em prisão preventiva desde o passado dia 10, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em novembro de 2025.

A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, que tinham decorrido sem incidentes em novembro de 2025.

Em comunicado, o Governo português confirmou que Portugal vai acolher “por razões médicas e humanitárias” o opositor guineense Domingos Simões Pereira.

“Portugal acolhe Domingos Simões Pereira, conforme solicitado pelos seus familiares, depois da libertação hoje ocorrida por razões médicas e humanitárias”, lê-se no comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Reconhecendo o gesto humanitário, continuaremos a trabalhar com empenho e recato, pelas vias diplomáticas, no quadro da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e em cooperação com a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e União Africana, em prol do regresso das instituições da Guiné-Bissau à normalidade constitucional e democrática”, sublinhou a diplomacia portuguesa. “Agência Lusa”


domingo, 19 de julho de 2026

Portugal - David Levy Lima e Yuran Henrique representam Cabo Verde em exposição dos 30 anos da CPLP

Lisboa – Os artistas plásticos cabo-verdianos David Levy Lima e Yuran Henrique participam na exposição “CPLP: 30 anos de arte compartilhada”, inaugurada em Lisboa, no âmbito das comemorações do 30.º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


A mostra, organizada pela CPLP em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.), reúne 14 obras de artistas dos nove Estados-membros da comunidade, propondo um diálogo entre diferentes linguagens e sensibilidade artísticas do espaço lusófono.

David Levy Lima participa com a obra “Nôs Mar” (2025), um óleo sobre tela de 140X100 centímetros (cm), enquanto Yuran Henrique apresenta “Kabra” (2022), um acrílico sobre papel 59X42 cm.

Segundo a organização, a exposição pretende assinalar os 30 anos da CPLP sob lema “CPLP 30 Anos: Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos”, através da criação artísticas.

A exposição estará patente na sede do Camões,I.P., em Lisboa, até 31 de Julho.

As comemorações do 30.º aniversário da CPLP, iniciadas em Janeiro e que se prolongam até 2027, incluem ainda conferências, concertos, debates e outras actividades culturais e institucionais em Lisboa, sede da CPLP, e nos Estados-membros, assinalando os 30 anos da organização.

A CPLP, fundada em 17 de Julho de 1996, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 10 de julho de 2026

Internacional - Exposição na cidade de Lisboa celebra diálogo artístico entre Japão e Portugal

A exposição internacional “Viagem ao Japão” regressa este mês para a sua quarta edição, reforçando o diálogo artístico entre Portugal e o Japão. A mostra inaugura esta sexta-feira, às 17h00, no Atelier Natália Gromicho, em Lisboa, onde permanecerá patente até 17 de julho


Depois do sucesso das edições anteriores, a iniciativa volta a reunir diferentes linguagens artísticas numa reflexão sobre cultura, identidade, tradição e expressão contemporânea, promovendo um encontro entre artistas portugueses e o universo estético japonês.

Pela primeira vez, a exposição coloca em destaque um grupo de artistas portugueses, cujas obras serão apresentadas em diálogo com perspetivas inspiradas no Japão, num intercâmbio intercultural que pretende aproximar as duas culturas através da arte.

A mostra reúne trabalhos de pintura, desenho, escultura, fotografia e técnicas mistas, convidando o público a descobrir diferentes interpretações da estética japonesa e da criatividade contemporânea portuguesa.

Os artistas portugueses selecionados para esta quarta edição são Ana Malta, Inês Prats, Joaquim Gromicho, Leonor Ribeiro, Mafalda Gonçalves, Mariana Santos, Natália Gromicho, Patrícia Mariano, Pedro Charters, Rita Félix e Tamara Alves. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Portugal - Quês Moce 2.0 apresenta álbum “Sentimento Perdido” no Centro Cultural de Cabo Verde na cidade de Lisboa

Lisboa – A banda cabo-verdiana Quês Moce 2.0 apresenta na sexta-feira, 26, no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa (Portugal), o álbum “Sentimento Perdido”, no âmbito do projecto “Kriolo Sounds – cada nota, uma história”.


O concerto intimista está agendado para as 18:30 locais e terá entrada paga.

O grupo Quês Moce foi criado em 1977 e lançou, no mesmo ano, o LP “Pará B’ Ôvi”. O repertório incluía temas de Eugénio Tavares e B. Léza, numa aposta na valorização da música tradicional cabo-verdiana.

A formação original do conjunto musical integrava Dany Silva, Humberto Évora, Bilocas Lima, Miquinha, Kotchy, Evaristo e Zeca Lima, que se reuniam em Lisboa “entre música, amizade e saudade de Cabo Verde”.

Quase meio século depois, o projecto renasce sob a designação Quês Moce 2.0, com o álbum “Sentimento Perdido”, um trabalho que evoca a tradição cabo-verdiana, mas é enriquecido com novas ideias e inspirações conceptuais no plano harmónico, melódico e orquestral.

Este novo projecto apresenta um elenco intergeracional e internacional que junta memórias colectivas, reinvenção e novas formas de criar e compor música de Cabo Verde.

Humberto Ramos assume os teclados e a direcção musical e artística. Dany Silva, Ana Firmino, Djone Santos, Fabrizio Croce, Rui Gomes e Íris Lima participam como intérpretes. Humberto Évora e Bilocas Lima tocam violão, Pinúria (JL Ramos) toca baixo eléctrico, Blimundo assegura bateria e percussão, e Filippo Baraldi e Ivan Stabila participam nos violinos.

De acordo com uma nota enviada à Inforpress, o álbum reúne dez composições inéditas, incluindo oito mornas com letras em crioulo de Cabo Verde, uma composição em dialeto italiano e uma coladeira, além de temas instrumentais.

Integram o repertório os temas “Amigo Certo” (Tututa Évora), “Sentimento Perdido” (Humberto Évora), “Luska” (Bilocas), “Praia de Norte” (Bilocas), “Duminica” (Fabrizio Croce), “Prenúncio” (John Santos), “Convivência” (Sónia Évora), “Violão” (Miquinha & Dany Silva), “Ê ka Sonhu” (Miquinha) e “Noti di Ronda” (Daniel Rendall).

“Kriolo Sounds – Cada nota, uma estória” é um projecto musical do CCCV que, segundo a promotora, tem como finalidade “apoiar artistas de Cabo Verde e dos restantes países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e dar a conhecer ao público a música destes países”.

Assim, mensalmente, um artista realiza uma apresentação intimista para uma pequena plateia e recebe o valor da entrada paga pelo público, “sem a intermediação ou intervenção de qualquer agência de representação”. In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Cabo Verde - “As Marias” de Florizandra Porto com lançamento na cidade de Lisboa

A escritora cabo-verdiana Florizandra Porto lança, no dia 17 deste mês, no Palácio Baldaya, em Lisboa (Portugal), a obra “As Marias”, um romance que mergulha nas feridas, silêncios e resistências da mulher cabo-verdiana


Segundo uma nota enviada, a obra relata as marcas que ficam na pele e na memória, como a violência contra a mulher, constantemente presente nas notícias, que representa apenas uma pequena parte do que acontece dentro de muitas famílias cabo-verdianas.

As Marias acompanham mulheres de diferentes origens, gerações e histórias de vida que, apesar das suas diferenças, carregam um fardo semelhante: a violência, o sofrimento e a necessidade extrema de se reconstruírem”, refere.

A mesma fonte indica que a obra caracteriza-se por uma linguagem directa, intensa e sem censura, denunciando situações de feminicídio, violência doméstica e violência sexual.

“Mais do que um romance, As Marias surge como um retrato social contemporâneo e um tributo à resiliência feminina. O livro denuncia estruturas de violência e negligência, mas também celebra a capacidade de sobrevivência, luta e reinvenção das mulheres cabo-verdianas”, salienta.

O lançamento oficial decorrerá no dia 17 de Maio, em sessão pública com roda de conversa, reunindo leitores, convidados e membros da comunidade cultural. A apresentação contará com a participação de Sona Fati, Patrícia Mosso e Isabel Menezes, e terá lugar no Palácio Baldaya.

Natural da cidade de Mindelo, Florizandra Delgado Porto Barros fez os estudos primários e secundários na sua ilha natal. Formou-se em Educação de Infância na Escola de Formação de Professores, Instituto Pedagógico da Praia, e licenciou-se em Ensino Básico, Língua Portuguesa e Estudos Cabo-Verdianos pela UNICV-FAED.

Pós-graduada em Gestão e Administração Escolar pela Universidade de Coimbra e mestre em Ensino do Português como Língua Segunda pela Universidade de Santiago, Cabo Verde.

É professora de Ensino Básico Obrigatório. Em 2012, foi um dos integrantes do fanzine de poesia e banda desenhada "Banda Poética". Em Junho de 2015, lança a primeira obra literária, o livro infantojuvenil O melhor amigo.

Foi coautora das antologias de histórias carnavalescas e de assombração "Ninguém leva a mal" e "Sexta-feira 13", da editora Sui-generis, Lisboa em 2017.

Em 2021, arrebatou o 1º e 3º prémio do Concurso Dramaturgia "Festival de Teatro do Atlântico, TEARTI", Cabo Verde. Em 2024, lançou Vendedeiras de Prazer. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


terça-feira, 28 de abril de 2026

Macau - Aeroporto planeia rota Macau - Lisboa com escala em Hangzhou

Uma rota Macau-Lisboa, via Hangzhou e com serviço de bagagem despachada até ao destino final, está em planeamento da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, que está a estudar com a Beijing Capital Airlines para a operação desta ligação. A empresa revelou também que o transporte de mercadorias de Macau para a Europa representou um terço do volume total de carga do aeroporto local no ano passado


A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) adiantou estar em negociações com a Beijing Capital Airlines para lançar voos entre Macau e Lisboa, com escala em Hangzhou, no interior da China, com registo das malas directo até ao destino final.

A negociação tem como objectivo “promover voos da Beijing Capital Airlines entre Hangzhou e Macau, utilizando Hangzhou como ponto de escala para voos directos para Lisboa”, explicou Edman Lee, director adjunto do Departamento de Marketing da CAM ao Canal Macau em língua chinesa.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines opera já uma ligação directa entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, sendo actualmente a única rota aérea directa entre Portugal e a China. Essa ligação tem agora uma frequência de dois voos semanais e a rota tem uma duração aproximada de 13 horas.

O plano actual entre a CAM e a Beijing Capital Airlines é permitir que os passageiros do território possam apanhar voos Macau-Hangzhou com a mesma companhia aérea chinesa e fazer a viagem directa de Hangzhou para Lisboa, sem passar o controlo de migração em Hangzhou e recolher a bagagem só na capital portuguesa.

A CAM indicou que será também possível fazer escala em Pequim para chegar a Lisboa, com a ligação entre as duas cidades a ser lançada em breve.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines já anunciou que vai lançar, durante o Verão, uma ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de Junho e duração de cerca de três meses. O voo terá uma frequência semanal que parte de Lisboa à segunda-feira.

Além disso, a CAM pretende ainda utilizar cidades da China continental, como Pequim, Chengdu e Chongqing, como pontos de escala com tempo de espera em menos de três horas, para lançar voos com transferência de bagagem directa para destinos europeus, como a Espanha.

A empresa gestora do Aeroporto de Macau assegurou que está a “promover activamente” a expansão do mercado do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, com plano de aumentar a frequência dos voos e o número de destinos nestas áreas, como a ligação a Fukuoka, no Japão.

No que diz respeito às rotas de médio e longo curso, a CAM está a analisar o desenvolvimento de rotas para a Índia e outras opções de voos com escalas.

As informações da empresa indicam que o Aeroporto Internacional de Macau conta actualmente com 29 companhias aéreas que operam 44 rotas.

Carga de Macau para a Europa

A CAM, por outro lado, abordou também o transporte de mercadorias, sublinhando os resultados das rotas exclusivamente de carga entre Macau e a Europa.

No ano passado, o volume de mercadorias transportadas de Macau para a Europa foi de cerca de 31.700 toneladas, representando cerca de 29,2% do volume total de carga do aeroporto. Entre elas, 8700 toneladas corresponderam à rota de Madrid, representando 8% do total.

Os dados fornecidos por Frank Wu, director do Departamento de Logística e Desenvolvimento da Aviação Geral da CAM, mostram ainda que o comércio electrónico transfronteiriço é o principal contribuinte para a carga do aeroporto, representando 90% do volume total.

A CAM afirmou que os voos directos de carga da Ethiopian Airlines entre Macau e Espanha já entraram em operação regular. Para as rotas de longo curso no futuro, a CAM irá lançar voos “que se relacionam com a plataforma sino-lusófona”, com vista a uma expansão do mercado para a América do Sul, por exemplo, para países como o Brasil, “que tem uma população numerosa e uma elevada frequência de utilização de serviços de comércio electrónico”, frisou.

O porta-voz da CAM referiu ainda que a situação no Médio Oriente está a afectar os preços dos combustíveis, estando o aumento dos custos a levar a uma redução dos voos de carga. Mas, “por enquanto, o impacto não é significativo”, assegurou.

Quanto à previsão da União Europeia de, no segundo semestre deste ano, cobrar uma taxa fixa de 3 euros e uma taxa de processamento de 2 euros sobre pequenas encomendas com valor inferior a 150 euros, a CAM acredita que tal medida irá a afectar, a curto prazo, as exportações de mercadorias de Macau para a Europa. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Portugal - Nasce o De Norte a Sul um novo meio de comunicação luso-galaico

A iniciativa procura oferecer um novo ponto de encontro noticiando assuntos de toda a faixa atlântica peninsular


Ourense, Lisboa, Laracha, Guimarães, Ferrol, Compostela ou Porto, eis alguns dos lugares de residência dos promotores que lançaram esta aventura editorial. Com domicílio fiscal em Portugal e sob a Direção do portuense Luís Loureiro (jornalista com carreira na RTP e professor de jornalismo na Universidade do Minho), o novo projeto promete contar o que acontece na Galiza e Portugal através de notícias gerais, locais, notícias de desportos, ciência e cultura assim como um elenco de opinião que já inclui jornalistas, músicos, escritoras, informáticos, cientistas e artistas galegas, portuguesas e africanas.

O jornal, em língua portuguesa, conta ainda com uma equipa de voluntários entusiasta, um trabalhador e o apoio duma comunidade alargada de pessoas, da Corunha a Lisboa, que já decidiram contribuir economicamente para a iniciativa.

Com vocação de servir à comunidade segundo afirmam no seu sítio web, procura ainda ser parte dum espaço atlântico comum para um maior entendimento dos intercâmbios sociais, culturais e económicos que impactam positivamente a Galiza e Portugal. O novo meio, a nascer (e não por acaso) em 25 de abril, incluirá ainda uma visão mais alargada com o olhar posto nos países de língua portuguesa e o Sul Global.

Mais do que um simples jornal os promotores afirmam que será também um ponto de encontro, um espaço pensado para as pessoas se reverem e provocar novas sinergias. Como exemplo a secção de espaços afins, onde promoverão projetos de interesse social ou a sua loja online, onde além de produtos de produção própria se encontram já outros projetos editoriais, principalmente pequenas editoras selecionadas pela sua qualidade e compromisso com a cultura.

Secções de jogos, resenhas e uma completa agenda cultural e social, assim como a promessa de videocasts de análise das dinâmicas globais e podcasts para breve, completam a oferta deste novo meio que visa ultrapassar fronteiras.

De Norte a Sul, de livre acesso e sob licença Creative Commons, depende essencialmente dos seus assinantes. Pode ser visitado em denorteasul.eu. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


domingo, 26 de abril de 2026

Portugal - Documentário “Mulheres de Abril” recupera histórias de resistência feminina

O documentário “Mulheres de Abril“, de Raquel Freire, cruza as vidas e as histórias de resistência de 10 mulheres portuguesas e africanas que lutaram contra o fascismo e o colonialismo e tem ante-estreia marcada para sexta-feira no IndieLisboa


Mulheres de Abril propõe uma viagem pela memória e pela história recente do país, através das vozes de Margarida Tengarrinha, Julieta Rocha, Ana Maria Cabral, Isabel do Carmo, Maria Emília Brederode Santos, Luísa Sarsfield Cabral, Teresa Loff Fernandes, Zezinha Chantre, Helena Neves e Ruth Rodrigues, cujas vidas foram marcadas pela perseguição, prisão, tortura, censura, exílio, clandestinidade, luta e resistência.

“A história até agora foi contada por homens e sobre homens. É o momento de serem as mulheres a contar a história da luta e da resistência antifascista e anticolonialista. E eu sei isso por experiência pessoal da minha família, das minhas ancestrais”, explicou a realizadora à Lusa.

Desde logo a sua mãe, Ruth Rodrigues, uma das 10 “capitãs de abril”, como gosta de dizer e que participa no filme.

“Eu sou uma filha da Revolução. Cresci a ouvir as histórias desta resistência das mulheres da minha família que lutaram pela liberdade. Começou logo na minha bisavó, depois a minha avó, a minha mãe. De um lado da família e do outro lado”, disse.

“E eu cresci a ouvir estas histórias de como os meus pais, por exemplo, me usaram como disfarce para esconderem propaganda para uma greve dentro das minhas fraldas, quando eu tinha uns meses, numa sessão de distribuição clandestina durante a madrugada”, contou a autora.

Perante o legado familiar, Raquel Freire, que já tinha feito o filme Histórias das Mulheres do meu País (2020), sabia que haveria de contar também as histórias das mulheres de Abril: “Uma das mulheres do filme é a minha mãe, que foi uma grande resistente antifascista e é ainda”.

A vontade de escutar as vozes africanas, através dos testemunhos de Teresa Loff Fernandes, Zezinha Chantre e Ana Maria Cabral (viúva de Amílcar Cabral) – todas integraram as fileiras do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) – pareceu-lhe justa e natural.

“A luta anticolonialista foi o berço de muita desta revolta que envolve o 25 de Abril. E, portanto, este filme tem estas duas perspetivas, de ser a história contada pelas mulheres e, ao mesmo tempo, ser a história contada pelas mulheres portuguesas e pelas mulheres que, em África, lutavam pela independência dos seus países. E era uma luta comum”, afirmou.

“Várias mulheres africanas lutaram ativamente contra a guerra e pela independência e autodeterminação dos seus países, que estavam ocupados (…) não só na luta armada, mas lutaram a criar redes, a criar escolas, a criar hospitais. A alfabetizar também”, disse.

A guerra colonial é, para Raquel Freire, determinante, no envolvimento e no papel que as mulheres assumem a partir de então.

“O testemunho da Margarida Tengarrinha fala disso. Estamos a falar claramente das mulheres que vão ao mercado, que falam com as outras e que começam a dizer não à guerra. São os preços que sobem, são os filhos e os maridos que desaparecem. E, portanto, as mulheres tomam aqui a dianteira nesta luta contra a guerra colonial. E a paz torna-se uma palavra política, que é também uma coisa a que nós assistimos hoje em dia”, referiu.

Também por isto a realizadora considera que o filme “tem um lado atual” perante as guerras atuais.

“Eu penso que este filme tem este lado tão atual, porque nós hoje em dia enfrentamos guerras. Enfrentamos injustiças tremendas. Enfrentamos novas formas de fascismo. E a sabedoria que estas mulheres acumularam, que estas mulheres tiveram para lutar contra um sistema tão opressor, que tinha uma polícia política que matava, perseguia, é-nos fundamental hoje em dia para nós também termos as nossas ferramentas para lidarmos com a violência quotidiana que temos neste momento em 2026”, disse.

Cinquenta e dois anos após a Revolução de Abril e 51 das independências africanas, o filme é um posto de escuta e reconhecimento, que celebra uma participação silenciada durante décadas, e que a autora entrega agora às novas gerações.

“Estas mulheres são museus vivos de sabedoria democrática com várias ferramentas e, sobretudo, com um amor pelos outros e pela liberdade que são profundamente inspiradores. Portanto, sim, este é um filme para as novas gerações, porque é um filme com o pé no presente e no futuro. E o final do filme é mesmo dirigido aos mais jovens e às mais jovens”, conclui a realizadora.

Com um tema original de A garota não, “Fazia tudo de novo (uma revolução nunca acaba)”, Mulheres de Abril terá a sua antestreia no dia 01 de maio, no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa, e estreará nas salas de cinema no final do ano.

Filmado entre 2023 e 2025 por uma equipa inteiramente feminina, com produção da MadameFilmes, é dedicado a três das 10 mulheres de abril que já faleceram: Margarida Tengarrinha, Teresa Loff Fernandes e Maria Emília Brederode Santos.

“Essa é a parte que me custa, mesmo sabendo que elas vão continuar vivas connosco, através da sua presença no cinema”, confessou Raquel Freire. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


sábado, 4 de abril de 2026

Cabo Verde - Buguin Martins apresenta neste sábado novo álbum “Entri Nos” na cidade de Lisboa

O artista cabo-verdiano Buguin Martins, de 32 anos, sobe ao palco da sala de espectáculo LAV – Lisboa Ao Vivo (Portugal), para apresentar oficialmente o seu terceiro álbum intitulado “Entri Nos”


Trata-se, segundo escreveu o artista foguense na sua página na rede social Facebook, de um “espetáculo único”, com entrada paga, que promete ser “uma noite intensa e cheia de coisas bonitas”.

O concerto, com banda ao vivo vai contar com convidados como Tino Militina, Beto Dias e Dénis Graça, além de Tony Fika e Dwayne que colaboraram com o jovem artista, nos temas “Nu ta konbina” e “Nha badia”, respectivamente.

Do novo álbum fazem parte músicas “Explican”, “Eh sabi”, “Bali pena”, “Entri Nos”, “Eternamente”, “Brinka Bunitu”, “Ka izisti” e “Bu tokan (live)”, que já estão disponíveis em todas as plataformas digitais com os respectivos videoclip.

Da sua discografia consta ainda “Encanto” (2023) e “Amore” (2021). In “Expresso das Ilhas” Cabo Verde com “Inforpress”


domingo, 29 de março de 2026

Lágrimas










Lágrimas

 

Na taberna: por entre o murmurinho

Das cantigas, dos berros, das risadas,

Dois homens – almas cheias de facadas,

Falam das privações do lar mesquinho,

 

E relembrando as mágoas já passadas,

Narram da vida a aspereza do caminho

E contam as suas lágrimas choradas,

Na estreiteza que dá a dor e o vinho!

 

Um diz: Sou pobre! mas oh! dor! oh! espanto!

Eu inda tenho filhos! no entretanto

Não sei quem foi meu pai… talvez ninguém…

 

Torna o outro: compreendo a dor infinda

Mas há dor mais cruel do que essa ainda:

Eu tive pai, mas nunca tive mãe!

 

Barros de Seixas – Portugal

___________________

José Miguel Barros de Seixas nasceu em Lisboa a 15 de Outubro de 1853, na rua de São Bernardo nº 26, poeta, comerciante, defensor dos ideais republicanos, publicou o livro de poesia Cantos Modernos em 1879 onde dedica vários poemas a colegas escritores portugueses, entre eles o amigo e vizinho Cesário Verde. O livro foi editado pela Livraria Cruz & Cª, rua Augusta, Lisboa. Era sobrinho pelo lado materno do maestro, compositor, professor, músico, Joaquim Thomaz Del Negro.

Faleceu jovem, com 28 anos, vítima de doença, tuberculose, a 28 de Dezembro de 1881, em Santo Antão do Tojal, na altura concelho de Olivais, deixando um descendente, Rafael Rocha Barros de Seixas com apenas 8 meses.

Posteriormente à sua morte foi editado por Arnaldo Bordalo em 1897 o monólogo A Orphã, um poema recitado pelo actor Augusto de Mello nos principais teatros de Lisboa e Porto. Baía da Lusofonia

A Portugal – Poema de Barros de Seixas publicado no Brasil, nas comemorações do tricentenário de Luís Vaz de Camões pelo Retiro Litterario Portuguez no Rio de Janeiro.

Os cães

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Cabo Verde - Djam Neguin apresenta espectáculo infantil “Buluku” em Portugal

O artista cabo-verdiano Djam Neguin apresenta nos dias 21 e 22 deste mês, em Portugal, o espectáculo infantil “Buluku”, no Teatro do Bairro, em Lisboa


Segundo o artista, o espectáculo propõe uma viagem afrofuturista para crianças e famílias, acompanhando um Afronauta que atravessa planetas e modos de vida ecológicos, combinando dança, videomapping, inteligência artificial e cosmologias africanas.

“Mais do que um espectáculo infantil, Buluku é uma afirmação artística e política sobre a necessidade de expandir o imaginário contemporâneo, deslocando narrativas eurocêntricas e abrindo espaço para outras cosmovisões”.

Para o artista, Buluku afirma-se como um espaço de convergência entre som, memória, tecnologia e cosmologia. O nome, simultaneamente sonoro e ancestral, abre um campo de criação onde imaginação, pedagogia e política cultural se entrelaçam.

Djam Neguin refere que o projecto propõe uma reflexão sobre o lugar da arte na construção de futuros possíveis. “Mais do que apresentar respostas fechadas, procura instaurar perguntas, abrindo caminhos para que o público participe na criação de novos imaginários, onde diversidade, inclusão e criatividade possam coexistir de forma expandida”.

O artista sublinha que o “Buluku” é um espectáculo cheio de aventuras. Viajamos pelo espaço com um afronauta curioso e brincalhão, que cria planetas, inventa danças e faz grandes perguntas, como: De onde vem o mundo?

No palco estarão brinquedos, imagens em movimento, luzes, sons e um corpo que brinca o tempo todo. Tudo se junta para criar mundos inspirados em antigas estórias de África sobre a origem do mundo.

“Em Buluku, não há respostas certas. Há imaginação, movimento e descoberta. Um espectáculo para crianças e adultos verem, sentirem e brincarmos juntos. Uma obra para a infância que cruza dança, performance, cosmologia africana e tecnologia digital, propondo uma experiência imersiva onde tradição e futuro coexistem”, aponta. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”



terça-feira, 3 de março de 2026

Portugal - Jornalista angolano apresenta livro para reflexão sobre “Influência dos desenhos animados na vida das crianças”

A obra literária Influência dos desenhos animados na vida das crianças, do jornalista angolano Simão Yuri Carlos Rebelo, foi apresentada sexta-feira, em Lisboa, Portugal, pela editora NH Conteúdos.


O livro comporta 59 páginas que propõem uma reflexão profunda e actual sobre o impacto dos desenhos animados no comportamento e no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, num contexto marcado pela forte presença dos meios audiovisuais no quotidiano infantil.

A obra, a primeira do género do autor, analisa de que forma os conteúdos animados influenciam valores, atitudes e percepções, alertando aos pais, educadores e a sociedade, em geral, para a importância de uma mediação consciente e responsável.

Segundo o autor, o livro é resultado de um estudo científico realizado para a obtenção do grau de licenciatura. Yuri Rebelo alertou para o facto de existirem desenhos animados que podem incentivar a rebeldia nas crianças e questionou a existência de um controlo adequado sobre o que elas têm acesso.

O jornalista sublinhou ainda a necessidade de reflectir sobre o tipo de crianças que se quer para o futuro e que mensagens são transmitidas, lembrando que, na verdade, é uma obra dirigida para os pais que poderão ter mais detalhes sobre a mensagem que se pretende transmitir.

Yuri Rebelo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Metropolitana de Angola, em 2016, e, actualmente, é mestrando em Ciências Politicas e Administração Pública, pela faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto.

Yuri Carlos Rebelo, ingressou ao Movimento associativo em 1998 pela organização de Pioneiros Agostinho Neto-OPA, tendo sido Pioneiro, Chefe Infantil, Guia de Pioneiros e Principal no município da Ingombota, actualmente Distrito, assim como foi técnico do secretariado nacional entre 2014 a 2017.

Fundou, em 2005, o projecto comunitário Resgata a Floresta da Ilha, que anualmente plantava mais de 500 árvores na floresta e arredores e é membro da associação de defesa do Ambiente Futura Verde e da Liga dos Naturais e Amigos do Mulenvo-Linam.

No ano 2017, integrou os quadros do Conselho de Juventude de Luanda, como assessor para a comunicação e imagem, Luanda, em 2019, foi nomeado para desempenhar as funções de assessor da Comissão Directiva do Conselho Nacional de Juventude. In “O País” - Angola


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Portugal – Lançamento do livro infantojuvenil de Luísa Fresta no Centro Cultural de Cabo Verde na cidade de Lisboa

O Centro Cultural de Cabo Verde acolhe, no dia 28 de fevereiro, pelas 16 horas, o lançamento do livro infantojuvenil “Bichos de Má Catadura” da escritora portuguesa e angolana Luísa Fresta, segundo livro da coleção Capitão, após o livro “No País das Tropelias e Desventuras”, publicado em setembro de 2024


Com a chancela da Editorial Novembro e com ilustrações de Mara Silva, o livro será apresentado pela escritora Regina Correia e a leitura de textos a cargo do escritor angolano João Fernando André.

Bichos de Má Catadura é o quarto livro infantojuvenil da escritora Luísa Fresta e almeja unir a família ao redor das cinco histórias que o livro apresenta. Baía da Lusofonia

Sinopse

“(…) BICHOS DE MÁ CATADURA reúne cinco novas histórias e pretende, a partir de agora, ser teu companheiro e amigo, oferecendo-te momentos de distração e de aprendizagem. Não te esqueças nunca que os adultos que escrevem e fazem ilustrações também já foram crianças e lembram-se bem do que sentiam, do que gostavam e sonhavam. Pode ser que tenham sido crianças parecidas contigo, ou não, porque, no mundo em que vivemos, há espaço para pessoas diferentes, que querem comunicar umas com as outras e construir relações harmoniosas, que é como quem diz, modos de conviver que sejam agradáveis e pautados pelo respeito e pela tolerância (…)”. 

Biografia da autora: 

Luísa Fresta, portuguesa e angolana, viveu a maior parte da sua juventude em Angola, país com o qual mantém laços familiares e culturais; reside em Portugal, desde 1993.

Publicou em 2012/13 uma série de crónicas sobre as décadas de 70/80 da vida em Luanda, através do Jornal Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras, com o qual colaborou regularmente até 2015, e publicou também, pontualmente, em diversas revistas on-line (a moçambicana Literatas e as brasileiras Samizdat e Subversa).

Escreve regularmente desde 2013 no portal O Gazeta, coordenado por Germano Xavier e desde 2014 publica prosa e poesia no portal Entrementes - Revista Digital de Cultura. Desde 2016 escreve também no jornal digital Artes&Contextos.

Sobre cinema, essencialmente lusófono e africano francófono, mantém participações episódicas através de artigos de opinião no site de crítica de cinema Africiné, portal BUALA, revista Awotele, e manteve, até 2015, duas colunas na revista METROPOLIS, intituladas: “A 7ª arte em África” e “Filmes da Lusofonia”. Em 2016 integrou o júri do comité de pré-seleção da representação pan-africana do Festival L’Arbre d’Or (filmes documentários - Gorée/Senegal).

Prémios e principais Antologias: 1998 - Portugal: concurso de contos curtos “Expo 98 palavras” (texto Crime, publicado juntamente com cerca de outros 100); 2013 - Brasil: 2.º lugar no 9.º concurso online - II Prêmio Licinho Campos de Poesias de Amor (poema Soneto do Amor no Feminino); 2.º prémio no 1.º Concurso Internacional de Literatura de Alacib (na categoria crónica, com Outros Campeonatos); 2014 - Brasil: o poema Talvez foi considerado um dos melhores 50 apresentados a concurso e incluído numa coletânea publicada pela Academia Jacarehyense de Letras, promotora do 8.º Festival Internacional de Sonetos; 2015 - Brasil: crónica Luanda, aliás «São Paulo da Assunção de Loanda» incluída numa coletânea editada pela Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP; 2016 - Portugal: integrou, juntamente com sete outros autores, uma antologia solidária dedicada ao tema da saúde mental, intitulada “Mens Sana” (com o conto O papel de Aurélie), editada pela Livros de Ontem; 2018 - Brasil: 1.º prémio de crónica internacional no 2.º Varal Literário da Câmara Municipal de Divinópolis com o texto Eu quero a panela grande; 2019 - Angola: participou numa antologia em homenagem ao poeta João Tala intitulada “Nós e a Poesia” editada pelas Edições Handyman; Portugal: integrou uma antologia poética intitulada “Templo de Palavras”, com o selo da Editorial Minerva e coordenação literária a cargo do poeta e escritor Delmar Maia Gonçalves; Brasil: 1.º prémio de crónica internacional no 3.º Varal Literário da Câmara Municipal de Divinópolis com o texto Os caminhos ínvios da escrita; Cabo Verde: participou na antologia solidária “Mulheres e Seus Destinos”, organizada por Yara dos Santos e Lena Marçal; 2020 - Portugal: colaborou no projeto LER&CONTAR (contos infantis/infantojuvenis para colecionar), criado por Glória de Sousa, Tomás Gavino Coelho e Samuel Rego, com o conto “O organizador de bichas, uma história de guerra”. Trata-se de uma iniciativa probono, com textos de doze autores angolanos. 

Obras da autora: 49 Passos/ Entre os Limites e o Infinito (poesia), Chiado Editora, 2014; Contexturas (contos, baseados em quadros de Armanda Alves, coautora), Livros de Ontem, 2017; Março entre meridianos (poesia, 1.º prémio “Um Bouquet de Rosas para Ti”), MAAN, 2018; Março entre meridianos (reedição), Livros de Ontem, 2019; A Fabulosa Galinha de Angola (infantojuvenil), Editorial Novembro, 2020; Sapataria e outros caminhos de pé posto (contos), Editorial Novembro, 2021; Burro, sim senhor! (infantojuvenil), Editorial Novembro, 2021, Casa Materna (poesia), Editorial Novembro, 2023 e No país das tropelias e desventuras, (infantojuvenil), Editorial Novembro, 2024.

Morada:

Centro Cultural de Cabo Verde

Rua de São Bento, 640

1250-222 Lisboa

(Metro: Rato/ Autocarros: 727, 388)

38° 43' 6.29'' N | 9° 9' 27.57'' W


sábado, 24 de janeiro de 2026

Macau - Inaugura primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia

“Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância”, a primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia, inaugurada no Museu de Arte de Macau. O público poderá apreciar, até 26 de Abril, cerca de 42 conjuntos, num total de 190 obras originais da prestigiada artista contemporânea portuguesa


A exposição “Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância”, organizada pelo Instituto Cultural (IC), em parceria com a Escola de Arte Intermédia da Academia de Arte da China e com realização do Museu de Arte de Macau (MAM) foi inaugurada. A mostra apresenta cerca de 42 conjuntos, num total de 190 obras originais da prestigiada artista contemporânea portuguesa Helena Almeida (1934-2018), além de 14 conjuntos de obras inspiradas em Almeida, criadas por artistas do Interior da China e de Macau.

Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida criou, a partir dos anos 1960, uma obra multifacetada, dando origem a um trabalho que se destacou pela auto-representação, reflectindo sobre as relações de tensão entre o corpo, o espaço e a obra. Usou o seu corpo como suporte e objecto de criação, utilizando a pintura, a fotografia, a gravura, a instalação e o vídeo.

Helena Almeida estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, começando a expor individualmente em 1967, na Galeria Buchholz. A artista representou Portugal na Bienal de Veneza por duas ocasiões: em 1982 e em 2005, e em 2004 participou na Bienal de Sidney, tendo a sua obra sido exibida no âmbito de mostras individuais e colectivas em museus e galerias nacionais e internacionais.

A exposição compreende duas secções, “Presença” e “Ressonância”, com o objectivo de “não só apresentar as obras de Helena Almeida, como revelar que a sua arte e influência continuam a ter repercussões na prática artística chinesa contemporânea”. A secção “Presença”, a primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia, “apresenta de forma sistemática e por ordem cronológica momentos e dimensões-chave da sua longa carreira”.

Segundo o IC, as obras expostas abrangem as suas primeiras pinturas exploratórias, séries fotográficas, estudos de esboços finais, esboços preparatórios, bem como vídeos filmados ao longo da sua vida. “Esta secção oferece uma exploração abrangente da relação singular entre a performatividade corporal e as práticas de auto-representação na sua obra”, refere em comunicado.

A secção “Ressonância” reúne obras dos artistas do Interior da China, Min Han, Gao Fuyan e Sun Xiaoyu, bem como dos artistas de Macau Pang Yun, Wong Weng Io e Angel, Chan On Kei – todos inspirados por Almeida – e “mostra-nos como o poder duradouro da sua arte continua a ter repercussões na comunidade artística internacional”. Esta secção está aberta ao público desde Dezembro.

Para enriquecer a experiência do público com a exposição e aprofundar a sua compreensão do trabalho de curadoria, o MAM realizou o “Workshop de Curadoria de Arte Contemporânea com Delfim Sardo”.

A exposição estará patente até 26 de Abril, estendendo-se do primeiro ao terceiro piso do MAM. O Museu abre das 10h00 às 19h00 (última entrada às 18h30), encerrando às segundas-feiras, mas estando aberto nos feriados. A entrada é gratuita.

Em 2015, Helena Almeida apresentou uma exposição individual itinerante Corpus na Fundação de Serralves (2015), no Porto, em Paris (2016), em Bruxelas (2016) e Valência (2017). Apresentou igualmente, em 2017, uma exposição individual “Work is never finished” no Art Institute, em Chicago, nos Estados Unidos.

A sua obra está presente em coleções portuguesas e internacionais como: Colecção Berardo, Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação de Serralves, Porto; Hara Museum of Contemporary Art, Tóquio; Museu de Arte Contemporânea de Barcelona; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid; MUDAM – Musée d`Art Moderne Grand-Duc Jean, Luxemburgo; Tate Modern, Londres. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sábado, 10 de janeiro de 2026

Cabo Verde - Léo Pereira apresenta oficialmente álbum “Refrão do Tempo” na cidade de Lisboa

Grace Évora, Neyna e Big Z Patronato são para já os artistas confirmados para o show


O artista cabo-verdiano Léo Pereira vai apresentar o seu mais recente álbum Refrão do Tempo em Portugal, a 7 de fevereiro. O espetáculo conta com a atuação de vários artistas nacionais que participam no álbum.

O álbum intitulado Refrão do Tempo foi lançado nas plataformas digitais no dia 25 de outubro do ano passado.

Entre as faixas presentes no álbum destacam-se alguns temas como “Ngosta”, com Big Z Patronato, “Bo E Dimas”, em colaboração com Grace Évora, “Vida E Só 1”com os Ferro Gaita, entre outros.

Segundo informações publicadas na página oficial das redes sociais do artista, o concerto vai ser realizado no espaço Lisboa Ao Vivo, LAV, na capital portuguesa, a 7 de fevereiro.

Grace Évora, Neyna e Big Z Patronato são para já os artistas confirmados para o show, conforme informações publicadas no cartaz.

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais e online. Nádia Pires – Cabo Verde in “Balai Cabo Verde”



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Cabo Verde - Mário Loff apresenta livro "Oração dos Danados" em Portugal

O autor Mário Loff apresenta o livro “Oração dos Danados”, composto por nove contos, este sábado, 10, no Centro Cultural de Cabo Verde, em Portugal. A apresentação estará a cargo de Ana Zorrinho


Numa nota enviada, o autor explica que Oração dos Danados reúne contos que respiram a terra, a memória e a coragem de Cabo Verde, traçando vidas marcadas pela ausência, pelo exílio, pelo amor e pela resistência.

No poema “Tarrafal” indica que a seca é mais do que falta de água: é a urgência da esperança. Burunildo e Ovídio enfrentam a terra, o tempo e a herança silenciosa de um pai que se foi, descobrindo que o verdadeiro legado é o amor que atravessa gerações.

Na “colónia penal”, refere que os corpos e espíritos são testados; quinze presos desafiam a ilha e a prisão, e o detento 41 mostra que a liberdade sobrevive na palavra e na memória, mesmo sob tortura e sofrimento.

Em outros contos, amores impossíveis, como o de Nastienka, ensinam que amar é um ofício e que a poesia é salvação para as feridas da vida.

O exílio e a saudade de “A Praia das Putas Tristes” levam o narrador a Kodje Bitxu, atravessando fronteiras e guerras, aprendendo que a terra que amamos pulsa mesmo à distância, enquanto mulheres fortes revelam a dignidade que resiste à violência e ao silêncio.

Joselino Armoginho, em “O Pote e o Espelho”, descobre que a transformação verdadeira exige confrontar o passado e que o crescimento se mede na profundidade da alma.

Já “Badia no Poder” apresenta Mirian Badia, mulher de presença lendária, cuja força inspira jovens a desafiar o medo e a construir novos destinos.

Com linguagem poética e crua, cada conto de Oração dos Danados é uma viagem pelo impossível, onde a memória, a coragem e a resistência definem a grandeza de quem enfrenta a vida sem se curvar. “É um livro que provoca, emociona e revela que a força humana se mede nas histórias que ousamos contar e nos passos que deixamos no mundo.”

Mário Loff é escritor, poeta, dramaturgo, activista cultural e mediador literário cabo-verdiano, natural do Tarrafal de Santiago. Nascido e formado no ambiente vibrante e desafiante da sua cidade natal, Loff afirma a sua identidade de forma vigorosa e crítica.

Desde cedo, aproximou-se da leitura em contexto social e comunitário, construindo uma relação intensa com as palavras e com a realidade que observa.

Fez o ensino básico e secundário no Tarrafal e estudou História e Património na Universidade de Cabo Verde, na Cidade da Praia. A sua formação académica não se traduziu em coleccionar diplomas, mas em cultivar uma visão crítica da sociedade e da história como matéria-prima da escrita.

Loff cresceu num ambiente em que a educação formal era desafiada pelas exigências da vida quotidiana, mas transformou esse percurso numa vantagem criativa, vendo as ruas, as pessoas e as memórias como elementos essenciais do seu processo de escrita.

O seu primeiro livro, O Rapto da Primeira-Dama (2020), é uma colectânea de contos centrados em mulheres fortes, amor, paixão e sonhos. A obra tem sido apresentada em diferentes cidades de Cabo Verde, incluindo o Tarrafal de Santiago e a Praia, com destaque mediado por figuras da cultura local.

O escritor já participou em antologias de poesia nacionais e internacionais e tem poemas e crónicas publicados em revistas e colectâneas. Em 2019 foi vencedor do concurso “Poetas para o Ano Novo II” e tem texto divulgado no Brasil por meio do canal Conta um Conto.

Loff é fundador e presidente da Associação Literária de Tarrafal de Santiago (ALTAS), organização que promove a leitura, a formação cultural e a produção literária local. Foi orientador do grupo teatral Komikus de Tarrafal, com várias peças escritas e encenadas por si, demonstrando a sua ligação às artes performativas.

O autor representou Cabo Verde em eventos internacionais, como o Colóquio Internacional “A Glimmer of Freedom”, na Universidade do Porto, apresentando reflexões sobre o antigo campo de concentração do Tarrafal através da poesia e da crítica cultural.

Participou em festivais internacionais, incluindo o Festival Internacional de Cinema e Arte (FICCA), no Porto, onde declamou poesia e dialogou com outras expressões artísticas.

Em eventos literários recentes, Loff tem sido convidado para moderar debates e intervir em mesas que cruzam escritores cabo-verdianos e lusófonos, com destaque para a I edição de Leer África, no Tarrafal, reforçando a sua presença no circuito literário lusófono.

A obra de Mário Loff é frequentemente descrita como impactante, combativa e de forte presença sociocultural. Ele não “escreve por escrever”: o seu trabalho é um ataque às convenções, um espaço para a voz dos marginalizados e para a reconstrução poética do mundo vivido.

A sua escrita atravessa fronteiras literárias, partindo da identidade insular para alcançar uma perspectiva de “arquipélago” plural, diversa e móvel, que ultrapassa a geografia física de Cabo Verde. Como o próprio afirma, a literatura não é apenas expressão, mas libertação, e Cabo Verde não é apenas um local de nascimento, mas um ponto de partida para a reinvenção do mundo. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”