Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 7 de junho de 2026

Associação Internacional dos Lusodescendentes - Avança com proposta de Dia do Lusodescendente

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) anunciou esta sexta-feira, 5 de junho de 2026, o lançamento de uma iniciativa para instituir oficialmente o Dia do Lusodescendente. O objetivo é reconhecer a identidade própria das gerações nascidas da diáspora portuguesa em todo o mundo


Gilda Pereira, presidente da Direção da AILD, destacou a importância da iniciativa, afirmando que “os lusodescendentes são a projeção global e o futuro de Portugal no mundo”. A responsável esclareceu ainda que a designação não deve ser “dia nacional”, uma vez que seria uma contradição para uma comunidade cuja vivência é, por definição, global. “Vamos pedir estas audiências parlamentares convictos de que os deputados, em especial os eleitos pela Emigração, reconhecerão a urgência de valorizar esta imensa rede que une Portugal ao mundo”, concluiu.

A AILD declarou que vai formalizar pedidos de audiência junto da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e dos diversos Grupos Parlamentares da Assembleia da República.

A associação sublinha que, embora o dia 10 de Junho seja já assinalado como o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os lusodescendentes constituem uma realidade identitária distinta. “Os lusodescendentes representam uma realidade identitária distinta, marcada por vivências transnacionais, multiculturalidade e uma relação com Portugal que se renova geração após geração”, lê-se na publicação.

Segundo a AILD, a instituição deste dia assenta em três eixos fundamentais: a afirmação global da identidade transnacional de milhões de cidadãos; a continuidade da herança, através do incentivo ao ensino do português como língua de herança; e o reconhecimento dos lusodescendentes como um ativo estratégico em posições de liderança internacional nas áreas económicas, científicas e culturais.

A AILD lançou ainda um apelo à sociedade civil e ao movimento associativo, convidando todas as organizações da diáspora, instituições culturais e cidadãos interessados a juntarem-se à causa. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 7 de setembro de 2025

Associação Internacional dos Lusodescendentes - Concurso literário “As Minhas Férias” 2025 é dedicado a Moçambique

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) – em parceria com a Editora LEYA, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Maison du Portugal André de Gouveia da Cidade Universitária Internacional de Paris – anuncia o lançamento da quarta edição do seu Concurso Literário anual “As minhas férias em…”. Este ano, o destino é Moçambique, “um país de grande relevância para o futuro da língua portuguesa” argumenta José Governo, Diretor Executivo da AILD.


Depois de edições anteriores dedicadas a Portugal, Brasil e Angola, o concurso convida os jovens a uma jornada literária por Moçambique, trocando o rio Cuanza pelo rio Zambeze para unir duas culturas e dois países entrelaçados pela língua portuguesa. “A iniciativa visa promover a língua e a cultura portuguesas, incentivando a criação literária, a curiosidade intelectual e a pesquisa histórica e cultural entre jovens lusófonos que vivem no exterior” completa José Governo.

O concurso está aberto a jovens e crianças de 8 a 22 anos, que residam num país cuja língua oficial não seja o português, ou noutro país de língua oficial portuguesa que não seja o país de origem de um dos seus pais.

Os participantes podem submeter textos originais e individuais, com um limite máximo de 1000 palavras, em forma de prosa, poesia, ou diário de viagem. Os trabalhos podem ser ficcionais ou autobiográficos, abordando a história, geografia, gastronomia e paisagens de Moçambique.

Os trabalhos devem ser enviados por e-mail para concurso@asminhasferias.pt até 31 de outubro de 2025. Os documentos necessários para a submissão são o texto em formato PDF e os anexos de atestado de originalidade e residência.

Um júri, composto por professores, escritores, editores e jornalistas, incluindo o escritor Nuno Gomes Garcia, Presidente do júri, avaliará os trabalhos.

Os vencedores serão anunciados a 9 de dezembro.

Os primeiros lugares de cada uma das três categorias (Infantojuvenil, Juvenil e Universitária) receberão um prémio de 150,00 euros em livros. A cerimónia de entrega dos prémios está prevista para janeiro de 2026, na Maison du Portugal André de Gouveia, em Paris.

Mais informações AQUI. In “LusoJornal” - França



domingo, 29 de junho de 2025

França - Hora do conto em português: Literanto cria pontes na comunidade em Paris

O projeto Literanto realizou a última “Hora do conto e atelier criativo em língua portuguesa” do ano letivo na Bibliothèque Gulbenkian, em Paris, reunindo um pequeno grupo de crianças e pais, que expressaram agrado pela iniciativa


“É uma iniciativa muito rica porque permite às minhas filhas poderem ter o contacto com a língua portuguesa, ouvirem o vocabulário em português e depois, no final das histórias, da hora do conto, há sempre um atelier que é muito atrativo e interativo”, disse à Lusa Rute Nunes, mãe de Eliana e Eva, de 10 e oito anos, respetivamente.

Natural do Algarve, mas atualmente a viver a uma hora de Paris, Rute Nunes é uma das mães que participa no projeto desde os seus primórdios, já que as suas filhas “adoram vir e ficam radiantes” por interagir em língua portuguesa no espaço da Casa de Portugal – André de Gouveia, no campus da Cité internationale universitaire de Paris, rodeadas de livros em português.

“Estou muito feliz e espero que esta iniciativa continue futuramente”, afirmou, referindo que a coordenadora do projeto é “muito pedagógica”.

O projeto, criado em 2022 por Sara Novais Nogueira, “pretende promover a língua portuguesa, sobretudo para os mais jovens e as suas famílias”, como afirmou à Lusa, revelando que o grupo de crianças é “bastante assíduo”, participativo e com gosto pela literatura portuguesa.

“É importante, sobretudo nestas camadas [mais jovens], nestes novos casais, que muitas vezes são casais de pais [em que] um é francês e o outro é português (…), e às vezes é difícil em casa também manterem a língua portuguesa. Eu acho que isso é uma herança tão rica, manterem a língua portuguesa e ao mesmo tempo também a francesa”, disse Sara Novais Nogueira.

A atividade que durou cerca de duas horas reuniu cinco crianças, dos quatro aos 10 anos, para ouvirem Sara contar de forma cativante os livros “Se esta história fosse sobre animais”, de Carlos Nuno Granja, “Versos para meninos que comem sempre a sopa toda”, de Manuela Ribeiro, mas também para explicar o mito da sopa da pedra, ao mesmo tempo que incentivava as crianças a dizer palavras em português.

No fim, as crianças participaram no atelier criativo para fazer sardinhas a pintar caixas de ovos, numa alusão aos santos populares, e foram surpreendidas pela coordenadora com pinturas faciais, levando inclusive a que uma das crianças pedisse para pintar a própria coordenadora, numa demonstração de cumplicidade e de criatividade.

“Acho que na ludicidade está tudo, portanto, as crianças, através da brincadeira, através das artes, podem partilhar a língua portuguesa entre eles, ouvirem, lerem e falarem”, disse a coordenadora, que se mostrou agradecida à equipa da Gulbenkian, à Casa de Portugal, à Associação Internacional de Lusodescendentes (AILD), onde exerce o cargo de diretora do Conselho Cultural, e às famílias e às crianças.

Durante este ano letivo, o Literanto trouxe a Paris o escritor Carlos Nuno Granja, Adélia Carvalho e Pedro Seromenho, “grandes da literatura infantojuvenil” na escrita e na ilustração, que inspiraram uma das crianças a ilustrar e o pai de origem francesa de outra a desenhar uma das sessões a que assistiu.

A partir de setembro, e ainda sem apoio financeiro do Estado e de instituições, Sara Novais Nogueira está já a alinhavar a vinda da artista plástica portuguesa Mafalda Rocha, com o projeto dos 50 rostos da democracia, porém ainda com dificuldade em arranjar forma de trazer as obras de Portugal até à capital francesa.

As atividades do Literanto podem ser acompanhadas pela página de Facebook de Sara Nogueira, e dos sítios da AILD, da Bibliothèque Gulbenkian e da Citescope.

A educadora de infância é ainda coordenadora do projeto do mapeamento de autores lusófonos a residir fora de Portugal da AILD, uma iniciativa que começou em França, mas que pretende abrir a outros países e que terá uma feira em Portugal entre este e o próximo ano.

“Não temos tido muitas inscrições ao contrário do que eu pensaria”, revelou Sara Novais Nogueira, justificando que “é importante” este mapeamento para convidar os artistas e dar mais destaque aos seus trabalhos.

A AILD, criada em 2019 e com sede em Lisboa, tem como objetivo promover ações e estratégias de proximidade nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e da língua e cultura portuguesas, como o concurso literário “As minhas férias em…”, que conta com a participação com cada vez “mais qualidade” e criatividade, segundo Sara Novais Nogueira. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

França - Associação Internacional dos Lusodescendentes lança mapeamento dos escritores lusófonos a residir fora do seu país de origem

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) lançou o processo de mapeamento dos escritores portugueses que escrevem em português e a residir fora de Portugal, num projeto coordenado por Sara Novais Nogueira, mestre em Línguas, Literaturas e Civilizações Lusófonas e também diretora cultural da delegação da AILD em França.



A AILD tem vindo a desenvolver ações e atividades junto das Comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, “em prol da promoção da língua e cultura portuguesa”, como é disso exemplo o recente concurso literário “As minhas férias em…”, ou o projeto “Literanto” em França ou ainda o “Portuguese in Translation Book” no Reino Unido.

Sara Novais Nogueira “tem vindo a desenvolver e coordenar o projeto extraordinário de enorme sucesso Literanto” diz uma nota da associação enviada ao LusoJornal. Literanto “é um projeto de desenvolvimento e cooperação cultural, linguístico, civilizacional e artístico – lusófono, que pretende, acima de tudo, desenvolver a língua portuguesa através das artes – para portugueses, lusodescendentes e para quem quiser aprender o português e conhecer mais sobre a língua, a cultura e as civilizações lusófonas e os seus artistas” diz a nota de imprensa assinada por José Governo, Diretor executivo da associação. “Pretende reforçar a importância da educação da língua portuguesa desde a primeira infância e a riqueza literária que esta contém devido à sua multiplicidade cultural e civilizacional, assim bem como divulgar e promover a língua, a leitura e a literatura lusófona em França e, acima de tudo, a do público infantojuvenil, através das múltiplas artes”.

O mapeamento dos autores/escritores lusófonos a residirem fora do seu país de origem, irá ter início em França e depois vai estender-se a outras geografias do mundo onde residem comunidades portuguesas, “com o objetivo de os valorizar, de saber quem são e quantos são, e posteriormente dar corpo a um projeto do nosso plano de atividades para 2025, que é a realização da Feira do Livro e do Autor – Autores de língua portuguesa pelo mundo, que se realizará em Portugal em parceria com um município em território português e com quem estamos já em contacto”.

Os autores/escritores lusófonos interessados serão contactados ou poderão registar-se livre e diretamente AQUI que permitirá o acesso a um formulário que deverá ser preenchido e submetido pelo próprio. In “LusoJornal” - França


domingo, 6 de outubro de 2024

Lusofonia - III Edição do Concurso Literário “As Minhas Férias”

Sendo as crianças e os jovens lusófonos a viverem fora dos países onde se fala português um dos principais pilares do nosso idioma comum e os principais embaixadores da(s) nossa(s) cultura(s) no estrangeiro, a Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD), a Leya, a Maison du Portugal, e a Fundação Calouste Gulbenkian Paris, sempre preocupadas com a promoção da língua e da(s) cultura(s) lusófona(s), lançam a III edição do Concurso Literário “As minhas Férias…” que visa homenagear Angola, país lusófono essencial na consolidação da língua portuguesa em África e no mundo. Um evento que visa fomentar a criatividade literária e a escrita em português dos jovens a viverem fora do país de origem familiar.

Para participar nesta edição de 2024, os jovens escritores só terão de enviar um texto (de prosa ou poesia) de até 1000 palavras sobre as suas férias em Angola: um diário de viagem, as impressões soltas de um dia de sol, de um mergulho no mar, de uma visita ao Namibe, uma história de ficção… total liberdade artística para os nossos escritores.

A participação está aberta a todos os jovens lusófonos a viverem fora do seu país de origem familiar e com idades compreendidas entre os 8 e os 22 anos. Os prazos de entrega dos trabalhos decorrem até ao dia 15 de outubro. Os vencedores serão revelados no dia 09 de dezembro.

Júri do concurso

Nuno Gomes Garcia, escritor, professor, diretor cultural da AILD   e presidente do júri.

Ana Paixão, Leitora de língua e cultura portuguesa de Camões, IP, na Universidade de Paris 8

Cristina Alves, presidente do conselho de administração da Radio Arc en Ciel.

Cristina Passas, diretora executiva da AILD e coordenadora da Associação Comercial e Industrial de Mirandela

Luís Costa, jornalista e subdiretor da RTP Internacional

Sara Novais Nogueira, diretora cultural da AILD e mentora do “Literanto”, projeto de promoção da leitura

Sofia Romeiro, secretária do gabinete de vereação da Câmara Municipal de Almeida In As Minhas Férias

Regulamento

sexta-feira, 8 de março de 2024

Associação Internacional dos Lusodescendentes – Apresentação da obra Antologia da Literatura Timorense de Tradição Oral - I. Oecusse

No dia 8 de Março de 2024, sexta-feira, pelas 18.00 horas, será apresentada no Museu do Oriente, em Lisboa, a obra Antologia da Literatura Timorense de Tradição Oral - I. Oecusse, da autoria da nossa Diretora do Conselho Científico, Anabela Leal de Barros, Professora do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade do Minho e Membro do Centro de Estudos Humanísticos, Responsável pelo Grupo de Estudos Luso-Asiáticos. Fará a apresentação Francisco Topa, Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Não perca! Associação Internacional dos Lusodescendentes - Portugal


quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Myanmar - Comunidade lusodescendente quer ajuda do Papa Francisco

Um jovem lusodescendente de Myanmar (antiga Birmânia), Aloysius, chega esta terça-feira a Lisboa com a esperança de integrar o encontro que o Papa Francisco terá com jovens refugiados e fazer ouvir os apelos da sua comunidade bayingyi

O jovem viaja para Portugal a convite da AILD – Associação Internacional de Lusodescendentes e do MCP – Movimento Cumprir Portugal e estará em Portugal para participar na Jornada Mundial da Juventude, refere a AILD em comunicado, acrescentando que Aloysius, de 24 anos, “é um testemunho vivo da trágica realidade imposta a essa peculiar comunidade lusodescendente”.

Por isso, “faz todo o sentido a presença do jovem Aloysius no encontro que o Papa Francisco irá ter com jovens refugiados, na Universidade Católica Portuguesa, no próximo dia 03 de agosto”, defende-se na nota.

A Jornada Mundial da Juventude poderá ser, assim, uma ótima oportunidade para que o pedido de ajuda da comunidade bayingyi possa ser finalmente ouvido”, defendeu em declarações à Lusa o historiador/investigador e diretor-geral para o Mundo da AILD, Joaquim Magalhães de Castro, que conhece bem aquela comunidade e que há décadas divulga a sua existência, com artigos publicados nos media, livros, documentários ou exposições fotográficas.

Será precisamente o historiador que acompanhará o jovem bayingyi durante a sua estadia em Portugal entre 01 e 15 de agosto.

“Enquanto a guerra na Ucrânia domina as atenções dos media e das organizações internacionais, prossegue impune a repressão da Junta Militar de Myanmar em relação a todos os que se opõem ao regime”, destaca-se na nota que divulga a presença do jovem.

Entre as vítimas da repressão estão, lembra-se, “os membros de uma comunidade lusodescendente com mais de 450 anos, conhecida localmente como bayingyi”.

Realçando que na sequência “da onda de violência que varre Myanmar há quase dois anos, várias das aldeias bayingyis foram inteiramente queimadas, os bens das pessoas destruídos e houve até vários assassínios”.

“Aterrorizados, os habitantes dessas aldeias fugiram e encontram-se agora refugiados nas instalações da diocese em Mandalay, a segunda cidade do país”, acrescenta. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 24 de junho de 2023

Hong Kong – Recebe a instalação da quarta delegação da Associação Internacional dos Lusodescendentes

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) abriu esta sexta-feira a sua quarta delegação e passará assim a estar mais próxima de toda a comunidade lusófona presente em Hong Kong

A apresentação oficial decorreu esta sexta-feira, dia 23 de junho, às 12h00, e contou com as presenças do embaixador Alexandre Leitão e do cônsul-geral de Macau e Hong Kong.

Replicando a estrutura, objetivos e missão da associação sediada em Portugal e das delegações sediadas em França, Reino Unido e Brasil, a nova delegação contará com os Conselhos Científico, Cultural e da Ação Social e com a Área Negócios e Empresas, responsáveis pelo desenvolvimento de novos projetos, ações e iniciativas, capazes de agregar valor à Comunidade Lusófona estabelecida na região.

A Associação Internacional dos Lusodescendentes é uma estrutura associativa, criada em 2019, com sede em Lisboa. Nasceu com a missão de ajudar as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo nos mais diversos contextos e com o objetivo de criar laços com Portugal e com os países de língua oficial portuguesa. Espaço de promoção das culturas lusófonas no mundo, a associação caracteriza-se como “focada e ao dispor dos lusodescendentes”.

A nova delegação contará com uma equipa local que trabalhará no sentido de manter o espírito e dinâmica, de potenciar a cooperação e colaboração entre diversas entidades e organismos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Associação Internacional de Lusodescendentes - Anuncia abertura de delegação no Brasil

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD), uma organização social sem fins lucrativos que promove iniciativas nas áreas de cultura, ciência e negócios, anunciou no passado dia 25 a abertura uma delegação em São Paulo.

O lançamento ocorreu num evento organizado no Consulado-Geral de Portugal em São Paulo que contou com a presença de autoridades e representantes da instituição fundada em Lisboa e que já tem delegações estabelecidas na França e no Reino Unido.

Segundo Gislaine Corrijo, diretora Geral da AILD no Brasil, a associação decidiu abrir uma representação no Brasil porque o país tem forte ligação com Portugal e explicou que o objetivo da instituição é fomentar projetos nas áreas de cultura, educação, voluntariado e negócios, além de promover a troca de informações entre as associações das diferentes comunidades portuguesas que já existem no Brasil.

“Com a abertura já [iniciaremos] as divulgações para um calendário intenso para 2023. Então, nós queremos começar 2023 com a delegação já instituída no Brasil, num primeiro momento o trabalho será virtual”, explicou.

“A nossa ideia aqui no Brasil é juntar toda a comunidade. Então buscaremos as associações, entidades, conselhos para nos fortalecer”, acrescentou a diretora da AIL.

Gislaine Corrijo avaliou que o objetivo de reunir diferentes organizações da comunidade lusodescendente será o diferencial da AILD “porque as associações trabalham muito por si” ou seja, de forma descoordenada, e muitas vezes não sabem o que outros grupos da comunidade portuguesa estão a fazer.

O embaixador de Portugal no Brasil, Luiz Faro Ramos, participou do evento numa transmissão online e destacou que a presença dos portugueses e lusodescendentes no país é antiga, sólida, consistente e, sobretudo, muito amorosa.

“Ficamos muito satisfeitos que uma associação internacional se interessou [pela comunidade portuguesa] no Brasil e esteja agora aqui presente”, afirmou.

O cônsul-geral adjunto de Portugal em São Paulo, Jorge Longa Marques, fez um breve discurso no qual destacou a força e os laços históricos de Portugal e seus descendentes com o Brasil.

“Existem mais de 40 associações luso-brasileiras só no estado de São Paulo. Isto diz bem a força da nossa comunidade”, afirmou na cerimônia de apresentação.

O cônsul destacou também que a organização traz algo diferente das outras comunidades portuguesas presentes no país que foram constituídas a partir de encontros daqueles que já viviam no país sul-americano enquanto esta nova associação vem de fora e pretende apresentar uma visão moderna, do século 21.

AILD é uma estrutura associativa, criada em 2019, com sede em Lisboa, essencialmente voltada aos lusodescendentes. “Nasceu pela consciência de que as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo são um importante ativo para Portugal e para os seus territórios, além de verdadeiros promotores e embaixadores de Portugal no mundo” divulga a associação. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Myanmar - Lusodescendentes pedem apoio português

Os lusodescendentes em Myanmar (antiga Birmânia) orgulham-se das suas origens, mesmo que de Portugal só conheçam Cristiano Ronaldo, e é ao país dos seus antepassados que pedem agora ajuda, numa altura em que são perseguidos pelos militares, denunciou uma associação


“Eles têm muito orgulho em ser de origem portuguesa, apesar de alguns deles, a maior parte, desconhecer onde se situa Portugal”, disse, em entrevista à agência Lusa, o investigador da história da expansão portuguesa e diretor-geral para a Ásia/Pacífico da  Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD), Joaquim Magalhães de Castro.

A AILD tem vindo a denunciar o “genocídio” em curso de milhares de lusodescendentes católicos (bayingyis) em Myanmar, que se tem traduzido em destruição, mortes e refugiados.

Segundo Joaquim Magalhães de Castro, a comunidade de lusodescendentes em Myanmar existe há mais de 400 anos, resultando de casamentos feitos entre aventureiros portugueses, muitos deles mercenários.

Passaram de soldados a camponeses, ficando-se pelo norte do país e mantendo o culto católico, ao contrário da língua e dos apelidos.

Várias coisas os identificam, a começar pelos traços físicos, mas também a arte de, por exemplo, fazer chouriços, contou o investigador.

Desde dezembro do ano passado que elementos da Junta Militar de Myanmar têm atacado as maiores aldeias de bayingyis, afetando “várias dezenas de milhares de pessoas”.

Joaquim Magalhães de Castro, que conhece a região e é autor de vários artigos, livros e documentários sobre estes lusodescendentes, refere que, para eles, Portugal é “um país quase mítico”.

Apenas os padres, que tiveram acesso à educação, é que sabem mais sobre o país e alguns já o visitaram.

Estes lusodescendentes têm sofrido a força com que os militares regressaram ao poder, atacando as minorias, nomeadamente os católicos, pois a igreja católica sempre foi “do contra”, sempre foi pró-democracia, por Aung San Suu Kyi”, a ex-líder e Prémio Nobel da Paz (1991), deposta e detida.

Segundo Joaquim Magalhães de Castro, os militares estão de regresso e a utilizar o mesmo “modus operandi”, que é “a repressão, sobretudo das etnias, as etnias minoritárias que se rebelam contra este poder, que contesta a junta militar, que é maioritariamente birmanesa”.

Católicos, os lusodescendentes são um alvo dos militares que sentem um “desprezo e desconsideração” pelas minorias, disse o investigador.

Segundo a AILD, logo em dezembro do ano passado, a aldeia de Chaung Yoe foi alvo da violência e saque dos militares, saldando-se por 300 casas destruídas à bomba.

Seguiu-se Chan-tha-ywa, em janeiro passado: “Os soldados tomaram toda a aldeia, saqueando as habitações, abatendo todo o tipo de animais domésticos e aprisionando doentes e idosos que não puderam fugir. Três pessoas foram assassinadas a tiro”.

Os militares regressaram a esta aldeia em 06 de maio passado, incendiando 22 casas e destruindo as colheitas.

“Eu tenho imagens das igrejas, das cúpulas das igrejas com buracos de bombas”, disse Joaquim Magalhães de Castro, dando conta de casas destruídas, gado abatido e cereais queimados.

Milhares de bayingyis tornaram-se refugiados, encontrando-se agora distribuídos por aldeias vizinhas ou nos complexos das organizações religiosas.

“As pessoas tiveram de fugir porque em episódios anteriores houve casos de mortes, com tortura antes do assassínio”, referiu o investigador.

Joaquim Magalhães de Castro receia que este “genocídio” caia no esquecimento, pois acontece em “sítios esquecidos” que passam “despercebidos”.

Daí a necessidade do alerta que a AILD realizou, contactando organizações portuguesas e internacionais, a igreja católica, o Governo, o Parlamento e os partidos políticos portugueses.

O investigador considera que, se as autoridades não atuarem, é porque não querem, mas recorda que outros massacres, como em Timor-Leste, também aconteceram até que as imagens os denunciaram, obrigando a uma intervenção.

Uma solução para este problema poderia ser, na sua opinião, a atribuição de nacionalidade portuguesa.

“Se aos sefarditas é atribuída a origem portuguesa, porque não a estas comunidades que deixámos espalhadas na Ásia, pelo mundo”, questionou.

E defendeu a atribuição de “bolsas de estudo para os jovens dessas comunidades poderem vir estudar para Portugal, porque eles têm, de facto, um amor muito grande a Portugal”.

Questionado pela agência Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros recordou que, desde o primeiro instante, Portugal condenou “o golpe militar de 01 de fevereiro de 2021, praticado pelas autoridades militares do Myanmar, uma violação flagrante da vontade da população, expressa nas eleições gerais de 08 de novembro de 2020”.

“A violência por motivos étnico-religiosos ou a violação da liberdade religiosa é injustificável e inaceitável, em todas as suas formas”, prossegue a nota do Palácio das Necessidades.

Myanmar “está no topo da agenda da União Europeia e Portugal continuará a participar ativamente no esforço coletivo da comunidade internacional para pôr termo a este conflito e auxiliar as populações vulneráveis”, disse. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 16 de outubro de 2021

Portugal - Associação Internacional dos Lusodescendentes cria delegação em Londres

A segunda delegação da Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) vai funcionar no Reino Unido, após a que foi estabelecida em França no mês passado, no âmbito de uma política de união entre as diferentes comunidades portuguesas no mundo


Em comunicado, a associação refere que esta delegação vai localizar-se em Londres e a sua apresentação está marcada para o dia 28 deste mês, na Embaixada de Portugal no Reino Unido.

A nova delegação contará, na sua estrutura, com os conselhos científico, cultural e da ação social, que serão responsáveis pelo desenvolvimento de novos projetos, ações e iniciativas para criar e agregar valor à comunidade lusófona estabelecida no Reino Unido.

Terá ainda uma equipa local que trabalhará no sentido “potenciar a cooperação e colaboração entre diversas entidades e organismos, tornando a AILD mais forte, unida e ainda mais próxima de toda a comunidade lusófona presente no país”.

A AILD pretende “servir de ponte para as diferentes comunidades portuguesas nos vários países” e recorda que “os nacionais portugueses constituem a nona nacionalidade com maior número de residentes estrangeiros em Inglaterra e no País de Gales”.

O Reino Unido é o oitavo país do mundo onde residem mais portugueses. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 17 de outubro de 2020

Lusofonia - Lusodescendentes querem que Portugal pare de dizer “diáspora”



Historiadores, linguistas, políticos e jornalistas juntam-se, na terça-feira, em Lisboa, para discutir o termo “diáspora”, numa iniciativa da Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD), que quer banir o seu uso quando associado às Comunidades portuguesas. O evento vai ser transmitido na plataforma vídeo do LusoJornal.

De acordo com a organização, “os lusodescendentes não gostam do termo ‘diáspora’ aplicado às Comunidades portuguesas” e por isso, o colóquio “Pare de dizer Diáspora!”, propõe-se explicar o porquê e apresentar alternativas.

“É comum ouvir a palavra ‘diáspora’ da boca de políticos, jornalistas e académicos. No entanto, essa palavra tem uma conotação claramente negativa aos ouvidos dos próprios lusodescendentes”, sublinhou a organização.

A AILD espera, por isso, que o colóquio possa “vir a ser o ponto de partida para boas e frutíferas discussões sobre os Portugueses no mundo”.

“Se o termo e conceito em si mesmo já transportavam uma conotação negativa à nossa emigração, hoje, com o fenómeno da globalização e da crescente mobilidade das pessoas, ainda faz menos sentido o uso deste vocábulo para nos referirmos aos nossos emigrantes e lusodescendentes. Se queremos defender a portugalidade, temos de abandonar o termo ‘diáspora’ no nosso discurso, é um contrassenso”, defende Philippe Fernandes, Presidente da AILD.

O colóquio é organizado em colaboração com o departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Para Marco Neves, professor deste departamento, “além da história da palavra ‘diáspora’, o colóquio permitirá dar a conhecer alternativas e debater o discurso sobre os lusodescendentes no seio da comunidade nacional”.

O colóquio irá contar com a presença de especialistas em história, terminologia, linguística, tradução, cultura e política, destacando-se a participação da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Devido às medidas relacionadas com a pandemia, o evento terá um número reduzido de presenças na plateia, estando assegurada a transmissão ‘online’ do evento através do LusoJornal. In “LusoJornal” - França 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Portugal - Criada em Lisboa nova associação dedicada aos lusodescendentes

Neste ano, foi anunciada a criação de uma nova associação dedicada aos lusodescendentes, a Associação Internacional dos Lusodescendentes – AILD, com sede em Lisboa.

Os diretores da entidade são maioritariamente lusodescendentes a residir em diversos países, e presidida por Philippe Fernandes, CEO da empresa Cisterdata, lusodescendente nascido na França, que mora atualmente em Lisboa.

A associação tem na sua missão, visão e valores, a divulgação da lusofonia e cultura portuguesa; identificação, união e representação de todos os lusodescendentes; representação e defesa dos legítimos interesses e direitos dos mesmos; desenvolvimento de um espírito de solidariedade e apoio recíprocos entre os seus membros e associados; realização de ações, estudos e publicações que visem promover soluções coletivas em questões de interesse geral ou de interesse setorial; estruturação de serviços executivos e serviços de apoio, com capacidade de assessoria e de dinamização de assuntos de natureza de integração econômica, tecnológica, formativa e informativa, qualificativa, associativa e de aconselhamento aos associados e instituições públicas.

“A que a tudo isto se acrescenta, o objetivo de envolver os portugueses de cá e de lá, Criada em Lisboa nova associação dedicada aos lusodescendentes aproximando-os, criando empatia, redes e laços. A AILD, tem desde já, na sua agenda, um ambicioso plano de atividades, onde a promoção da língua e da cultura portuguesa serão bandeira; o movimento associativo das nossas comunidades (a residir no estrangeiro), será o nosso parceiro, assim como também, serão nossos parceiros, todos quantos se queiram associar à nossa causa, ação e dinâmica” divulga a nova instituição em comunicado.

Em breve será divulgada a primeira iniciativa pública, para discussão de um tema de grande relevância para os lusodescendentes e que promete ser um debate participado.

Outra iniciativa já divulgada é a Promovinvest, que pretende promover a territorialização do investimento em Portugal, numa ação conjunta com vários empresários e concidadãos lusodescendentes a residir em diversos países do mundo.

“Esta associação pretende ser um veículo aglutinador, promotor de parcerias e aberto a todos os que se queiram associar a nós, imbuídos de um espírito de missão e de voluntariado, mas também, envoltos numa enorme alegria, de podermos dar o nosso contributo, em prol de uma causa e um desafio, que é Portugal e os seus” finaliza.

A instituição contará com uma página na internet para divulgação dos trabalhos, ainda sem atualização, no endereço: http://www.aild.pt/. In “Mundo Lusíada” - Brasil