Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 7 de julho de 2026

Japão - Crianças descobrem histórias portuguesas em Tóquio

O Centro Cultural Português de Tóquio vai promover, no próximo 25 de julho, a atividade “Viagens na Minha Terra – Histórias e Jogos em Português para Crianças”, uma iniciativa dirigida aos mais novos que terá lugar na embaixada de Portugal no Japão


A decorrer entre as 10h30 e as 12h30 (hora local), a sessão será realizada em português e convida as crianças a descobrir a língua e a cultura portuguesas através da leitura, de jogos e de atividades criativas.

O programa inclui a leitura do livro Cem Sementes que Voaram, da autoria de Isabel Minhós Martins, com ilustrações de Yara Kono. A partir da história, os participantes serão convidados a brincar, criar e desenvolver atividades inspiradas na obra, levando ainda para casa a sua própria semente.

As inscrições decorrem até 20 de julho, através de um formulário online. A atividade realiza-se mediante um número mínimo de 10 crianças e todos os participantes deverão estar acompanhados por um adulto. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



terça-feira, 5 de maio de 2026

Macau - Exposição de poemas ilustrados abre Festival da Língua Portuguesa

Uma exposição de poemas de vários escritores portugueses, seleccionados por Pedro D’Alte e ilustrados pelo artista Joaquim Franco, assinala o arranque da primeira edição do Festival de Língua Portuguesa, promovido pela Casa de Portugal. A mostra na Casa Garden serve também para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. O festival, que se prolongará até 18 de Junho, inclui ainda momentos de leitura, histórias contadas nas escolas, workshops de escrita criativa, espectáculo de marionetes, um concerto e uma peça de teatro. Para Elisa Vilaça, “é necessário haver algo que nos lembre a importância da língua portuguesa e da sua preservação, sendo a poesia um elemento de referência”


Pela primeira vez, a Casa de Portugal promove o Festival de Língua Portuguesa, organizando uma série de actividades que têm hoje início, precisamente no Dia Mundial da Língua Portuguesa, com a inauguração de uma exposição na Casa Garden, pelas 18h30. A mostra combina 16 poemas de vários escritores portugueses e outros países de expressão portuguesa, como Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Mia Couto, José Luís Peixoto e José Craveirinha, que abrangem desde o século XVI até à actualidade, seleccionados pelo académico Pedro D’Alte, com a ilustração de igual número de pinturas de acrílico em tela produzidas pelo artista Joaquim Franco.

“As ilustrações vão ser expostas em paralelo com os poemas, cujos textos acompanham a interpretação do artista”, disse ao Jornal Tribuna de Macau a curadora da exposição Elisa Vilaça.

O objectivo nesta exibição, em conjunto com o restante programa do festival, é dar “maior ênfase à língua portuguesa, que é bem importante hoje, mais do que nunca”, sublinhou a directora artística da Casa de Portugal.

Ao abordar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, Elisa Vilaça considera que a preservação da língua é fundamental. “Para tudo, não só como uma profunda raiz daquilo que foi feito em Macau, ao longo de 450 anos, mas principalmente agora, com todo esse sistema de globalização, que nós temos a consciência de que a língua portuguesa é falada em imensos países”, sublinha.

Lembrando que o Português é a quinta língua mais falada em todo o mundo, admite que “por vezes nós esquecemo-nos disso, da importância que temos a nível de linguística e do que tem sido feito pelos escritores”. Nesse sentido, defende, “é necessário haver algo que nos lembre a importância da língua portuguesa e da sua preservação, sendo a poesia um elemento de referência”.

Por tudo isso, diz, “há uma mensagem que tem de ser passada sobre a preservação da nossa língua e no cruzamento com as diferentes culturas que nós encontramos em Macau”.

Para a curadora da exposição, “a única coisa que é muito importante fazer neste momento é tentar cativar cada vez mais a população jovem, que, quem sabe, poderá permanecer por aqui, ou procurar os seus empregos, o seu futuro, noutras paragens”. Para além da comunidade portuguesa e de representantes de outros países lusófonos estabelecidos em Macau, “a comunidade chinesa, desenvolvendo e interessando-se pela língua, ela própria também terá, no futuro, um meio e uma ferramenta importante na inter-relação com os diferentes países, inclusivamente Portugal”.

Mesmo considerando que “a história é uma coisa que se vai esquecendo”, considera que a língua é “um elo importantíssimo” e faz parte dessa história. “Por isso, afirma que “devemos fazer uma sensibilização cada vez maior em termos da divulgação da cultura e da língua, não só entre a comunidade portuguesa, mas principalmente na comunidade chinesa que é a maior em Macau”.

Histórias com marionetas contadas nas escolas

Assim sendo, o Festival da Língua Portuguesa, que começa esta tarde com a inauguração da exposição, que se manterá até ao dia 24 deste mês, “surge nesse sentido de sensibilizar para a importância da preservação, contando inclusivamente histórias aos alunos e às crianças de algumas escolas, como forma de os motivar a familiarizarem-se com a língua portuguesa”, menciona.

Os estabelecimentos abrangidos pelas conversas, intituladas “Contar Histórias”, da responsabilidade da própria Elisa Vilaça, são o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, a Escola Sir Robert Ho Tung e a Escola Luís Gonzaga Gomes, onde haverá espectáculos de marionetas a partir de 13 de Maio e prolongando-se até Junho.

Trata-se de uma mistura das marionetas com o texto em si, numa “história mimada”, porque tem “a minha participação, não só como manipulador, mas como próprio autor”, refere, acrescentando que, “contrariamente ao que acontece quando faço espectáculos de marionetas em Macau, em que não tenho palavra, apenas música, neste caso, como é dedicado à língua portuguesa, o português vai ter maior predominância, utilizando no fundo a marioneta como um elemento de comunicação entre as crianças”.

Nos restantes pontos do programa do Festival, destaque para “Pausa para Ler”, que terá por palco a Casa Garden, no dia 8 de Maio, das 18h30 às 20h00, e para dois workshops de “Escrita Criativa”. O primeiro no dia 15, entre as 19h00 e as 21h00, para maiores de 18 anos, e o segundo, a 16, entre as 15h00 e as 17h00, para maiores de 15 anos, orientados por Paula Pinto. Ambos serão realizados na sede da Casa de Portugal.

Enquanto isto, está agendado um concerto para o dia 16, a partir das 19h00, na Casa Garden, com Tomás Ramos de Deus, Miguel Andrade, Paulo Pereira, Irawan Kusuma, Luís Bento e outros músicos convidados.

O festival, que conta com o apoio da Fundação Macau e da Fundação Oriente, encerrará a 18 de Junho com a peça “O Pior Professor do Mundo” protagonizada pelo Teatro João de Brito, no Auditório da Escola Portuguesa de Macau, pelas 19h00, estando reservada uma sessão para os alunos e outra aberta ao público.

Conversas em Português no Café do IPOR

Por forma a celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Instituto Português do Oriente (IPOR) vai organizar hoje e amanhã, entre as 18h30 e as 20h30, um evento especial em formato de conversas rápidas. As “Conversas em Português à Volta do Mundo” decorrerão no Café Oriente no IPOR e destinam-se a estudantes ou “curiosos” que não têm o Português como língua materna. Segundo o IPOR, os participantes poderão, em várias mesas, conversar durante 5 a 7 minutos com falantes nativos de Português. Quem passar por todas as mesas terá direito a um prémio. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 16 de junho de 2022

Portugal - Primeira edição do Foodtopia, partilha de histórias em torno da comida

A gastronomia macaense, bem como todo o universo lusófono, terá lugar reservado na primeira edição do Foodtopia – A Feast of Food & Stories. No início do mês de Julho, o Jardim Botânico Tropical de Lisboa será palco privilegiado “para a partilha de histórias em torno da comida, exaltando a importância dos fluxos migratórios para a riqueza gastronómica que hoje partilhamos num mundo globalizado”


Nos próximos dias 2 e 3 de Julho, o Jardim Botânico Tropical da Universidade de Lisboa, em Belém, recebe a primeira edição do Foodtopia – A Feast of Food & Stories, festival internacional de comida de rua organizado pela Amuse Bouche, que conta com a presença de Macau.

Alguns dos melhores chefs internacionais e nacionais vão partilhar não apenas os seus pratos, como também as narrativas que lhes dão vida. Outro dos destaques do cartaz vai para a forte presença de cozinheiros de algumas das comunidades mais representativas no país que, para além de Macau, são Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil, Timor-Leste ou Goa, na Índia, revelou a organização em nota de imprensa, acrescentando que o angolano Helt Araújo, um dos mais reconhecidos chefs africanos da actualidade, e de Tony Fox, popularmente conhecido como o “Rei da Cachupa”, estarão presentes no Foodtopia.

“Mais do que um festival de gastronomia, o Foodtopia assume-se como um momento privilegiado para a partilha de histórias em torno da comida, exaltando a importância dos fluxos migratórios para a riqueza gastronómica que hoje partilhamos num mundo globalizado. Seja por intermédio das narrativas contadas através dos pratos, de pontuais performances musicais e literárias ou de instalações artísticas no recinto, o propósito do festival é o de fazer da gastronomia o centro nevrálgico de uma celebração verdadeiramente global”, refere ainda a Amuse Bouche, na mesma nota.

O chef brasileiro Alex Atala, responsável pelo D.O.M. em São Paulo, com duas estrelas Michelin, será o principal embaixador e levará até Lisboa uma iguaria confeccionada com formigas da Amazónia. Henrique Sá Pessoa (Alma, Lisboa), Rui Paula (Casa de Chá Boa Nova, Leça da Palmeira), Michele Marques (Mercearia Gadanha, Estremoz), Marlene Vieira (Marlene, Lisboa), António Galapito (Prado, Lisboa) ou Nikita Polido (Celmar, Meco) são alguns dos nomes já confirmados entre mais de 50 chefs “que irão transpor a sua identidade para um delicioso e inesperado prato de comida de rua”.

Inserido na programação da Temporada Cruzada Portugal-França 2022, iniciativa que estabelece simbolicamente a ligação entre a presidência rotativa da União Europeia exercida por Portugal e França, o Foodtopia contará ainda diariamente com seis pontos de venda explorados por chefs franceses, como Vincent Farges, Krishna Léger ou Jean-Luc Damien-Verdeau.

O restaurante Solar dos Presuntos, a cervejaria Ramiro, ambos de Lisboa, e o restaurante Mugasa, de Anadia –conhecido pelo leitão da Bairrada e liderado por Ricardo Nogueira –, consideradas três das maiores instituições da gastronomia tradicional portuguesa, também se vão juntar à festa.

No dia 2 de Julho, sábado, as portas do Jardim Botânico Tropical estão abertas entre as 12h e as 23h (hora em Lisboa), enquanto no dia seguinte, 3 de Julho, encerram às 22h30. A entrada no recinto custa 10 euros (gratuita para crianças até aos 12 anos) e os pratos têm o preço único de seis euros. Os bilhetes estarão à venda em breve, mas é já possível fazer pré-reserva através do sítio do Foodtopia ou através do correio eletrónico:

info@foodtopiafeast.com.

O evento é coorganizado pela Câmara Municipal de Lisboa e tem o apoio do Turismo de Portugal. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”