Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 25 de abril de 2026

Moçambique - Edson Martinho lança “Apanhados da Vida” na Beira

O escritor moçambicano Edson Martinho prepara-se para lançar o seu livro de estreia, Apanhados da Vida, no próximo dia 27 de abril, na Beira. O evento terá lugar no Centro Cultural Português, a partir das 18h, com apresentação a cargo do escritor e activista literário Lino Chicamisse.


Publicada pela Mapeta Editora, a obra insere-se no género poesia e apresenta uma colectânea que cruza temas como dor, amor, resistência e identidade. Com uma escrita intensa e directa, o autor aborda questões como injustiça social, violência em Cabo Delgado, corrupção académica e racismo, sem deixar de lado momentos de ternura, memória e reflexão.

Apanhados da Vida destaca-se pela linguagem expressiva e pelas imagens marcantes, transformando experiências e cicatrizes em versos que dialogam com a realidade moçambicana e, ao mesmo tempo, com questões universais.

Natural da Beira, Edson Martinho é licenciado em Ensino de Português pela Universidade Licungo. Para além da literatura, é professor de formação e exerce também actividades como electricista, mantendo uma ligação prática com diferentes dimensões da vida quotidiana.

O autor é membro fundador do Clube do Livro da Beira, uma iniciativa juvenil voltada à promoção da leitura, e já participou na colectânea Gritamos por Cabo Delgado (2024), marcando os seus primeiros passos no universo literário.

O lançamento promete reunir amantes da literatura e agentes culturais, num momento que assinala a chegada de uma nova voz no panorama poético moçambicano. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 31 de março de 2026

Moçambique - Whaskety Fernando lança o seu livro “Inventar o mundo na língua” na cidade da Beira

Inventar o mundo na língua é o título do quarto livro de Whaskety Fernando, do género conto, chancelado pela Mapeta Editora, lançado na cidade da Beira, no Centro Cultural Português. A apresentação esteve a cargo do académico Cristóvão Seneta.


Neste livro de contos, entre personagens condenadas, doentes, errantes ou simplesmente humanas, Whaskety Fernando inventa um mundo onde quase tudo é ficção, excepto a própria ficção, essa experiência íntima e reconhecível que cada leitor já viveu ou poderá viver. Os contos movem-se num território simbólico, filosófico e social, onde a realidade é questionada e o imaginário se transforma em reflexo.

Inventar o mundo na língua convida-nos à reflexão sobre os limites entre o real e o inventado, propondo uma leitura inquietante, lúcida e profundamente humana.

Saiba mais sobre Whaskety Fernando e Cristóvão Seneta

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar os seus textos na página “Diálogo”, do jornal Diário de Moçambique. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto com a novela “Noites de desassossego” (não publicado). É autor dos livros Os últimos animais (2023), romance, O prazer ao chorar de dor (2024), poesia, e Tratado sobre noite (2025), poesia.

Cristóvão Seneta, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze. Tem publicação científica dispersa, incluindo um livro baseado no estudo que desenvolveu para o mestrado, capítulos de livros, artigos e vários prefácios para livros literários e ensaísticos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Moçambique - Nwanalobi Oleru lança livro de estreia “Rapsódias dum Sol Peregrino” na cidade da Beira

A Casa do Artista, na cidade da Beira, recebe no próximo dia 11 de Dezembro, às 18 horas, o lançamento do livro Rapsódias dum Sol Peregrino, obra de estreia de Nwanalobi Malachy Oleru, M.Afr. A sessão contará com a apresentação do académico Nelson Moda.


Em nota de prefácio, o escritor Adelino Timóteo afirma que Rapsódias dum Sol Peregrino “não é obra de ocasião, mas de vocação”, destacando que o autor “inscreve não apenas os passos de um corpo errante, mas as feridas de uma alma visionária, entrelaçando o drama da negritude, a esperança da fé e o peso da história africana recente”. Timóteo descreve ainda o livro como “um mapa lírico de um espírito em trânsito entre guerras, terras santas e desertos interiores”.

Para a escritora Susana Espada, que assina a contracapa, a obra distingue-se por versos livres marcados por identidades e referências africanas. Com uma métrica ampla, associada ao Modernismo português, o livro propõe “repensar a África, o dualismo cultural, o desconhecido, a miscigenação racial e a alteridade das coisas”, constituindo uma reflexão profunda sobre o presente e o futuro do continente, referido como “Berço da Humanidade”.

Nwanalobi Malachy Oleru, M.Afr. é da etnia Igbo, da África Ocidental, nascido em 1960. É padre missionário católico, membro da Sociedade dos Missionários de África, também conhecida como os “Padres Brancos”. Tem exercido o seu ministério missionário no Zaire, Inglaterra, Irlanda, Gana, e encontra-se actualmente em Moçambique. Mestrado em Estudos de Desenvolvimento, fala fluentemente sete línguas e possui conhecimentos básicos  de outras duas.

Nelson Moda, nascido em 1984, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, é vice-presidente da Comunidade de Sant’Egídio, tradutor ajuramentado, docente e investigador na Universidade Católica de Moçambique (UCM). Publicou os livros Xirico – Vozes de paz em Moçambique (2022) e Xibalo – Quando Moçambique era província (2025). Também é colunista nos jornais Diário de Moçambique e Notícias. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Moçambique - O Culambissua lança segunda edição de “Génesis” na cidade da Beira

O escritor O Culambissua apresentou, na passada sexta-feira, 05 de Dezembro, na Mediateca do BCI, na cidade da Beira, a segunda edição da sua obra de estreia, a colectânea poética “Génesis”. A sessão contou com a apresentação do poeta Carlos A. Sumaila.


Génesis reúne um conjunto de poemas que exploram, de forma sensível e profunda, as complexidades da existência humana. Com uma voz poética marcada pela autenticidade, o autor percorre temas como o amor, a saudade, a gratidão materna e a ligação afectiva ao bairro que o viu crescer. A obra constrói um mosaico literário em que cada poema se apresenta como um novo recomeço — um verdadeiro “génesis” emocional e reflexivo.

No segundo prefácio, o escritor Satar Henriques define a obra como “uma aventura da vida, da saudade, do amor, da existência e da identidade”, destacando que o livro retrata pessoas que “se perdem nas suas próprias buscas; algumas a viver desenfreadamente, outras petrificadas, incapazes de amar, e ainda aquelas que tentam construir esperança em meio a ciclones”.

Já no primeiro prefácio, o escritor Nasir Oldara Jhons Fortuna sublinha a flexibilidade poética de O Culambissua, afirmando que, ao ler a obra, “percebe-se, de imediato, que o autor é um poeta capaz de transcender os espaços coloridos da dor, paixão e amor que jazem na sua alma grata”. Nasir realça ainda a forma como o autor homenageia a figura materna, reconhecendo nela a base de todos os seus sucessos e a “guerreira protectora” que o acompanha perante os paradoxos da vida.

O Culambissua é pseudónimo de Alex Simango, nascido a 4 de Setembro de 1998 no Bairro da Munhava, Cidade da Beira, onde vive. É técnico aduaneiro pelo Centro de Formação Profissional Young Africa, e estudante finalista do Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia na Universidade Licungo. É apaixonado pelas artes, literatura em especial; gosta de ler, declamar poesia e, às vezes, aventura-se na prosa.

Carlos Augusto Sumaila é poeta, activista do livro, professor de Inglês, gestor de projectos e empreendedor. Leitor assíduo, é membro do Clube do Livro da Beira e da Liga dos Escuteiros de Moçambique (L.E.M.O). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Moçambique - Malero Jeque apresenta o seu livro de estreia aos leitores das cidades da Beira e Nampula

O escritor Malero Jeque prepara-se para apresentar o seu livro de estreia, intitulado Uma viagem por outras vidas, sob a chancela da Mapeta Editora. As sessões de lançamento terão lugar nas cidades da Beira e Nampula, nos dias 07 e 12 de Novembro, respetivamente.


Na Beira, o evento decorrerá no Camões – Centro Cultural Português, às 17h30, e contará com a participação da académica Carla Karagianis, responsável pela apresentação da obra. Já em Nampula, o lançamento está agendado para o Ruby – Casa de Hóspedes (Backpackers), às 18h30, tendo como apresentador o escritor Bruno Marquês Areno.

Em Uma viagem por outras vidas, Malero Jeque conduz o leitor através de nove contos marcados pela melancolia, coragem e introspeção, explorando as fronteiras entre o conforto e o desconforto, o visível e o que se evita encarar. Através de uma escrita sensível e sem concessões, o autor mergulha nas cicatrizes da violência, nas injustiças familiares e nas lutas silenciosas pela dignidade humana.

Malero Jeque, natural da cidade da Beira, nasceu a 13 de Agosto de 1999. É contador de histórias, poeta, declamador, apresentador de eventos, criador de conteúdos digitais e compositor musical. Formado em Contabilidade (nível básico do ensino técnico), está a frequentar o Curso de Licenciatura em Ensino de Português, com habilitação em Línguas Bantu, na Universidade Licungo. Desde 2022, publica crónicas e contos na plataforma Adbook, é autor da peça teatral As Escolhas e os Destinos e participou na elaboração das antologias “Autores Moçambicanos – Vol. II” (São Paulo, 2024) e “Novas Vozes, Novas Histórias” (2ª edição, 2024), editada pela Fundação Carlos Morgado em parceria com a Catalogus.

Carla Karagianis nasceu a 24 de Julho de 1965, em Nova Sofala (Búzi). Formou-se professora de Português pela Universidade Eduardo Mondlane (1985), obteve o bacharelato em Educação de Adultos pela Universidade Linköping (1996), licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade de Lisboa (2002) e concluiu o mestrado em Português Língua Segunda e Estrangeira na Universidade Nova de Lisboa (2011). É doutoranda em Educação, ramo de Supervisão e Avaliação, na Universidade de Aveiro. Iniciou a carreira em 1986 no Centro de Formação de Professores Primários de Chingussura e passou pelo INEA, Instituto Industrial e Comercial da Beira e Universidade Pedagógica – Delegação da Beira (actual Universidade Licungo – Extensão da Beira). Na Universidade Licungo, chefiou o Departamento do Registo Académico até 2021, continuando como docente até se aposentar em 2025.

Bruno Marquês Areno nasceu a 10 de Novembro de 2000. É autor da obra Fotografias feitas à letras, publicada pela editora brasileira A arte da palavra. É co-autor de obras como: Água, publicada pela Fundza, Olhares negros, pela Persona no Brasil, Poesia brasileira, pela A arte da palavra no Brasil, Poemas do Eu, pela Persona no Brasil, Alma de mar, pela Chiado em Portugal, e Segundo volume de cadernos marginais, pela Universidade Federal do Mato Grosso, no Brasil. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Moçambique - Jaime Mambulisse apresenta o seu livro de estreia aos leitores da cidade da Beira

O escritor Jaime Mambulisse apresenta, no próximo dia 30 de Outubro, o seu livro de estreia intitulado O cabrito que comia frangos, numa cerimónia a realizar-se na Mediateca do BCI, na cidade da Beira, pelas 17h30. O evento contará com a apresentação do escritor Diogo Araújo Vaz.


Em O cabrito que comia frangos, Mambulisse combina denúncia, humor e crítica social, revelando um olhar perspicaz sobre as dinâmicas que marcam a sociedade contemporânea. A obra, composta por uma colectânea de crónicas, transporta o leitor por diversos contextos – desde pequenas comunidades rurais até às esferas globais de poder – onde a corrupção assume diferentes rostos: suborno, nepotismo, desvio de recursos e inversão de valores.

Com esta estreia literária, Jaime Mambulisse afirma-se como uma nova voz da literatura moçambicana, comprometida com as questões éticas e sociais do seu tempo, utilizando a ironia e a reflexão crítica como ferramentas de intervenção cívica.

Jaime Marapusse Mambulisse

Nasceu no dia 10 de Maio de 1996, no Posto Administrativo de Divinhe, distrito de Machanga, província de Sofala. Contudo, foi na cidade da Beira, mais precisamente no Bairro da Munhava, onde passou a maior parte da sua infância e juventude, moldando-se pelas dinâmicas culturais e sociais daquele ambiente urbano. Desde cedo, demonstrou um profundo interesse pelas letras e pela língua portuguesa. Determinado a transformar esta paixão numa carreira, ingressou na Universidade Licungo – Extensão da Beira, onde fez a licenciatura em Ensino de Português. É também membro activo do Clube do Livro da Beira, agremiação que promove actividades de incentivo à leitura e ao debate literário.

Diogo Araújo Vaz

Nasceu na cidade de Inhambane, em 1978. Já publicou vários livros com os quais ganhou os prémios Minerva Central 100 Anos e Maria Odete de Jesus. Do seu leque de obras publicadas, destacam-se: Os Contos de Guicalango (2010), A Ira da Chama (2012), Diário de Um Positivo (2013), Os Seguranças do Alheio (2016), Os Novos Contos de Guicalango (2017) e Os Condenados de Deus e Outros Ditos (2023). Participou da antologia de contos Do Índico e do Atlântico: Contos brasileiros e moçambicanos (2019), com o conto Apocalipse. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 21 de outubro de 2025

Moçambique - Victoredy apresenta o seu livro de estreia “Caminho de Ouro e Cinza” aos leitores da cidade da Beira

O jovem escritor moçambicano Victoredy prepara-se para apresentar o seu livro de estreia, intitulado Caminho de Ouro e Cinza, publicado sob a chancela da Mapeta Editora. O lançamento terá lugar hoje, dia 21 de Outubro, na Casa do Artista, na cidade da Beira, a partir das 18h00, e contará com a apresentação de Edmó Thaimo, empreendedor e figura reconhecida no meio cultural e empresarial.


A obra, composta por contos que mesclam literatura e gestão financeira, conduz o leitor por histórias reais e envolventes que retratam os desafios da má gestão, das decisões impulsivas e das lutas de jovens empreendedores em busca da estabilidade e sucesso.

Com uma linguagem acessível e inspiradora, Caminho de Ouro e Cinza apresenta-se como um convite à reflexão sobre o valor da educação financeira, abordando temas de superação e resiliência de famílias que conseguiram vencer a pobreza através da disciplina e do conhecimento. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Moçambique - Vally Moronvick lança livro de estreia “O Clamor do Tambor Negro” na cidade da Beira

A Casa do Artista, na cidade da Beira, acolhe hoje, 2 de Outubro, pelas 18h00, a sessão de apresentação do livro O Clamor do Tambor Negro, obra de estreia do escritor Vally Moronvick. A cerimónia contará com a apresentação do académico Dércio Chiemo.


De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Moz Entretenimento, esta primeira obra, do género poético, desafia as correntes sociais e convida o leitor a repensar o mundo à sua volta. Cada poema é descrito como o som de um tambor, firme e profundo, que ressoa na alma, questionando normas estabelecidas e provocando uma revolução silenciosa no pensamento.

No prefácio, a Prof. Dra. Mônica Maria Soares Santos destaca que o livro se constrói “como uma viagem poética que atravessa emoções, lutas, resistências e momentos de introspecção”. A académica sublinha ainda a intensidade das composições, que vão desde reflexões quotidianas, como em “Se as meias falassem”, até mergulhos emocionais em textos como “Mó montado” e “Que diremos de ti”.

Vally Moronvick é o pseudónimo de Valissóvia Felizardo Alexandre Paiva, natural de Tete. Licenciado em Ensino de Português pela extinta Universidade Pedagógica de Tete e formado em Português como Língua Segunda pela Universidade de Santiago, em Cabo Verde, possui ainda formação em Teologia pela UNITESP, Brasil. Actualmente, leciona na Escola Secundária de Fonte-Boa-Tsangano e no Instituto Médio Técnico Profissional CATMOZ, em Tete. É também membro da Associação Provincial dos Poetas de Tete (APPT).

O apresentador da obra, Dércio Chiemo, é docente universitário e pós-graduado em Estudos de Património. Para além da carreira académica, é programador cultural, gestor de projectos e beatmaker ligado ao movimento hip-hop, destacando-se ainda como activista social e ambientalista.

Com O Clamor do Tambor Negro, Vally Moronvick junta-se à nova geração de escritores moçambicanos que utilizam a poesia como ferramenta de reflexão, identidade e transformação social. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Moçambique - Poeta Whaskety Fernando lança “Tratado Sobre Noite” na Cidade da Beira

“Tratado Sobre Noite” é o título do terceiro livro de Whaskety Fernando, chancelado pela Mapeta Editora, a ser lançado na cidade da Beira, no dia 7 de Agosto, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas.


Na sua nova proposta poética, Whaskety Fernando guia os leitores pelas margens dum rio interior, onde, de um lado, persiste o dia, e do outro, resiste a noite. É nesta noite, de exílio, cansaço e contemplação, que o poeta se encontra e escreve.

Os versos do poeta surgem do escuro, mas não se apagam: acendem, em vez disso, as perguntas essenciais, os desejos calados, as perdas que germinam flores, e os cantos marginais que só a alma ouve.

“Tratado sobre noite” é um convite para habitar a noite que todos têm dentro de si, adianta uma nota de imprensa.

A apresentação estará a cargo do académico Cristóvão Seneta.

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar os seus textos na página “Diálogo”, do jornal “Diário de Moçambique”. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto, com a novela “Noites de desassossego”, e do Prémio Literário Carlos Morgado, com o conto “A idade do Rosto”. É autor dos livros “Os últimos animais” (2023), romance, e “O prazer ao chorar de dor” (2024), poesia. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 16 de julho de 2025

Moçambique - Centro Cultural Português na Beira presta homenagem a Adelino Timóteo

O Centro Cultural Português na Beira vai, no próximo dia 18 de Julho, prestar uma homenagem ao escritor e artista plástico Adelino Timóteo. O evento contará com familiares, amigos e seguidores do percurso extraordinário do artista.


Adelino Timóteo nasceu a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira, em Moçambique. Formou-se em Língua Portuguesa, mas nunca foi professor. Mais tarde, licenciou-se em Direito. Em 1994, na Beira, ingressou na área do jornalismo, tendo passado pelo Diário de Moçambique, pelo semanário Savana e ainda pelo semanário Canal de Moçambique.

Ao longo dos últimos 30 anos, Adelino Timóteo tem construído e consolidado uma carreira notável, demarcando-se como escritor e artista plástico no panorama nacional e internacional.

Adelino Timóteo, o escritor, tem 26 obras publicadas, entre poesia, romances e biografias históricas. Começou com “Os segredos da arte de amar” (Maputo: AEMO, 1998). Ilustrativamente, destacamos “A Virgem da Babilónia” (Maputo: Texto, 2009), a tríade lançada em 2013 com a chancela da Alcance Editores “Não chora Carmen”, “Nós, os do Macurungo” e “Livro Mulher” e terminamos com os últimos três títulos, designadamente “A biblioteca debaixo da cidade” (2023), “Jorge Jardim: o ano do adeus ao ultramar” (2024) e “Regresso ao sagrado Macurungo” (2025).

Adelino Timóteo, o artista plástico, conta com 26 exposições, em várias cidades de Moçambique, tendo exposto, ainda, na Espanha e na Áustria. Começou, em 1994, com uma exposição coletiva com os artistas Ferrão, Silva e Sitoe, na Casa Provincial de Cultura de Sofala. Em 2001, expõe pela primeira vez a título individual no Clube Náutico da Beira. Em 2013, o artista apresenta a “Exposição Msiro”, na Galiza, na Espanha e, no mesmo ano, apresenta a exposição individual “Mussicanas do Macurungo” no Centro Cultural Português na Beira. Atualmente, por ocasião dos seus 30 anos de carreira, encontra-se em exibição a sua última exposição de pintura intitulada “As Meninas da Rua 6 e outras”, na Casa do Artista, na Beira.

Timóteo recebeu, em 1999, o prémio anual do Sindicato Nacional do Jornalismo, pela melhor Crónica Jornalística. Em 2021, foi galardoado com o Prémio Nacional Revelação de Poesia AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos). Em 2011, recebeu o Prémio BCI/AEMO 2011 pela obra “Dos frutos do amor e desamores até à partida” e, em 2013, recebeu o “Melhor Escritor da Cidade da Beira”, Moçambique.

O escritor e artista plástico também foi distinguido pela “excelente e inquestionável qualidade de sua obra” (2015), pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), Lisboa, Portugal. Adelino Timóteo foi homenageado pelo ISPO (2004), pelo Conselho Municipal da Beira (2007) e pelo Conselho Municipal de Quelimane (2015).

No passado dia 05 de Junho, o escritor e artista plástico celebrou os seus 30 anos de carreira na Casa do Artista e, no dia 18 de julho, às 18h, será homenageado no Centro Cultural Português na Beira. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 6 de junho de 2025

Moçambique - Adelino Timóteo celebra 30 anos de carreira com exposição e lançamento de livro

O escritor e artista plástico Adelino Timóteo inaugurou, ontem, quinta-feira, na Casa do Artista, na Cidade da Beira, a sua nova individual de pintura, “As Meninas da Rua 6 e outras”. No mesmo evento, o autor também lançou o seu mais recente livro: “Regresso ao Sagrado Macurungo”


Há 30 anos, Adelino Timóteo iniciou o seu percurso artístico. Como poeta e escritor, o artista publicou vários livros. Entre os quais, “Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique” (poesia), “Corpo de Cleópatra” (poesia), “A virgem de Babilónia” (romance), “Apocalipse dos predadores” (romance), “Cemitério dos pássaros” (romance) ou “Na aldeia dos crocodilos” (infanto-juvenil).

Para assinalar os 30 anos de carreira artística, com efeito, Adelino Timóteo inaugurou a sua mais recente exposição de pintura, intitulada “As Meninas da Rua 6 e outras”.

A cerimónia de abertura da mostra decorreu na Casa do Artista, na baixa da Cidade da Beira. No local, os apreciadores das artes tiveram a oportunidade de ver obras que, além do estético, atravessam a realidade moçambicana de forma transversal. Afinal, segundo o ensaísta e jornalista José dos Remédios, que assina o texto de apresentação da mostra, “Adelino Timóteo é um artista da sensibilidade, da observação que se mescla com a intuição experimental no território dos afectos”. E o ensaísta acrescenta: “o artista transforma o pó num recurso além do intencional. Ora configurando esperança ao lusco-fusco, ora hipnotizando qualquer coração que possa estar amargurado”.

“As Meninas da Rua 6 e outras” é a 19.ª exposição individual do autor, e reúne dez obras recentes, evocando memórias femininas, infância, resistência e beleza no quotidiano moçambicano.

De acordo com o comunicado de imprensa, as telas, de grande expressividade visual e poética, recriam um universo sensível ancorado nas ruas do bairro onde o artista cresceu: Macurungo.

Adelino Timóteo, que já expôs na Áustria e em Espanha, é autor de uma vasta obra que transita entre as artes plásticas e a literatura, sendo reconhecido como uma das vozes mais activas da sua geração. Talvez, por isso, o artista vai celebrar os seus 30 anos de carreira artística tendo lançado, na mesma cerimónia, na Casa do Artista, o seu mais recente livro, o 24.º da conta pessoal: “Regresso ao Sagrado Macurungo”. Trata-se de uma obra que complementa um exercício anterior, “Nós, os do Macurungo” (2013).

Na nova obra, Adelino Timóteo retoma o fio narrativo das suas raízes, numa escrita que cruza memória, oralidade e devoção ao território emocional da infância.

Na Casa do Artista, o evento, aberto ao público, marcou um ponto alto na celebração da cultura moçambicana, homenageando a Cidade da Beira e o seu universo simbólico. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Anuncia construção de refinaria de combustíveis

Moçambique terá uma refinaria com capacidade para a produção de 200 mil barris por dia de combustíveis líquidos. De acordo com o Presidente da República, o empreendimento deverá ser implementado em 24 meses.



Uma refinaria com capacidade para produzir gasolina, gasóleo, nafta e jet A1, para abastecer o mercado nacional e regional, poderá ser instalada no país, na sequência da assinatura de um memorando de entendimento.

Com capacidade para processar 200 mil barris por dia de combustíveis e o respectivo armazenamento, a infra-estrutura vai tornar Moçambique um actor relevante nos combustíveis líquidos, segundo avança o Presidente da República.

“Este projecto, a ser implementado num período máximo de 24 meses, permitirá o acréscimo da capacidade de armazenagem em 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos e 24 mil toneladas métricas para GPL – Gás de Petróleo Liquefeito”, disse o Chefe de Estado. 

Um outro acordo entre Moçambique e Zâmbia vai permitir a criação de um gasoduto entre as cidades da Beira, no centro do país, e Ndola, na Zâmbia.

“Com a previsão de comissionamento dentro de 4 anos e um investimento de cerca de 1.5 biliões de dólares norte-americanos, o gasoduto terá a capacidade para o transporte de 3.5 milhões métricos de toneladas por ano e engloba a construção de infraestruturas de armazenamento em ambas províncias, portanto, província de Sofala, na cidade da Beira, e Ndola, na Zâmbia”, explicou. 

Estas novidades foram apresentadas, nesta quarta-feira, em Maputo, pelo Chefe de Estado, na Conferência e Exposição de Mineração e Energia. No evento, Daniel Chapo reiterou que o projecto de gás Rovuma LNG avança em 2026. 

“Esforços estão sendo levados a cabo no sentido de, ao longo do próximo ano, arrancarmos com o Projecto Rovuma LNG, Gás Natural Liquefeito, avaliado em 27 biliões de dólares, que está sendo liderado pela ExxonMobil”. 

Enquanto, o Coral Sul, projecto liderado pela Eni, na Bacia do Rovuma, já exportou mais de 117 carregamentos de gás desde que arrancou em 2022. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 24 de abril de 2025

Moçambique - Marco de Andrade lança o livro “O mosquito que engoliu um elefante” na Beira

O poeta Marco Lole de Andrade lançou hoje a sua segunda obra poética, intitulada “O mosquito que engoliu um elefante” no Centro Cultural Português da Beira. A apresentação esteve a cargo do académico e docente Fernando Chicumule.



Nesta nova publicação, o autor propõe um diálogo profundo com a juventude moçambicana, abordando os seus dilemas e desafios com uma linguagem metafórica e provocadora. A figura do mosquito, pequena mas persistente, simboliza a luta contra obstáculos gigantescos, como os “elefantes” que se colocam entre os jovens e os seus sonhos.

Natural da Beira e mecânico de formação, Marco Andrade já se destacou em concursos de poesia como o FESTBEIRA e o Show dos Bairros. Em 2024, lançou a segunda edição do seu primeiro livro, “Te amo mecanicamente”.

A iniciativa insere-se nas actividades do Clube do Livro da Beira, uma agremiação literária que promove a leitura e a escrita entre os jovens, através de encontros públicos de leitura partilhada. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sábado, 22 de março de 2025

Moçambique - Joel Macedo lança Conhecimento Religioso na cidade da Beira

“Conhecimento Religioso: Entre a fé e a razão” é o título da obra de estreia de Joel Macedo, a ser lançada no dia 27 deste mês, no Centro Cultural Português da Beira, a partir das 18 horas.

Segundo uma nota de imprensa, a obra aborda a intrincada relação entre o invisível e o visível, o confronto eterno entre a fé e a razão, num percurso que atravessa os primórdios da humanidade, muito antes do surgimento da Filosofia e da Literatura.

“O autor explora temas que desafiam a percepção comum da divindade, propondo até a possibilidade de que o universo seja fruto de um jogo divino, repleto de enigmas e questionamentos sobre o propósito da existência”, pode-se ler na nota de imprensa.

Joel Macedo é formado em Ciências da Educação com habilitação em Educação de

Adultos, pela Universidade Licungo. Desde cedo, demonstrou um profundo interesse por questões existenciais, que foi intensificado pelo seu encontro com a Bíblia e a Filosofia, que o inspiraram a buscar respostas e a compreender o sentido da vida.

Com a chancela da Mapeta Editora, a apresentação estará a cargo do académico Edu Manuel, Doutor em Ciências da Educação com especialização em Organização do Ensino, Aprendizagem e Formação de Professores pela Universidade de Coimbra, em Portugal. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Moçambique - Jovens escritores lançam a segunda edição do livro que homenageia a cidade da Beira

No dia 12 de Dezembro, quinta-feira, na Casa do Artista, pelas 18 horas, na Beira vai ser lançado “Mwathu Muno: Beira, nossa terra”, uma antologia de crónicas e poemas sobre a cidade da Beira organizada por Manuel Gimo e que reúne 23 escritores da cidade da Beira. Em sua segunda edição, sob a chancela do Clube do Livro da Beira, vai ser apresentada por Maria Pinto De Sá, gestora cultural.



De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Moz Entretenimento, é uma obra que enaltece a cidade da Beira e suas gentes, o seu modo de viver, a sua cultura, o seu histórico, a sua arquitectura e, claro, as suas imperfeições. A primeira edição, em formato digital, foi lançada a 20 de Agosto de 2023, aquando das celebrações de 116 anos de elevação da Beira à categoria de cidade.

Fazem parte desta obra os escritores Ac Chiambiro The Poet, Alberto Zuze, Albino Chairo, Ali Ntombe, Castigo de Feitiça, Dominique Covelela, Gabriel Adolfo Mudoda, Gaspar A. T. Pagarache, Gerson A. S. Pagarache, Hélder Miguel Marques, Hermenegildo Pinto, João Paulo Gundo, Luh Damásio, Luís Gamboa, Mang Apa, Manuel Gimo, Marco Lole de Andrade, Nasir Oldara Jhons Fortuna, Nitoneto, O Culambissua, Ordem Mateus Uajeito, Samirupoeta e Velita da Bemvinda. 

Sobre o Clube do Livro da Beira 

O Clube do Livro da Beira é uma agremiação literária com objectivo de promover e incentivar hábitos de leitura e escrita. A agremiação destaca-se pelos seus encontros de Clube do Livro, em que reúne jovens em locais públicos para ler em conjunto e trocar impressões, assim ampliando os horizontes individuais das suas leituras.

O objectivo destes encontros é transformar a leitura de livros numa prática comum, num hábito, sobretudo entre os mais jovens. In “Moz Entretenimento” - Moçambique  


terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Moçambique - Editorial Fundza lança “Pensar o Direito dos Registos e Notariado” na Beira

A Editorial Fundza lançou, na passada quinta-feira, na Casa do Artista, Cidade da Beira, o livro “Pensar o Direito dos Registos e Notariado”, da autoria de João Jaime Ndaipa Maruma.

Com 173 páginas, o livro reúne conjunto de várias apresentações por si feitas em “Reuniões dos Notários e Conservadores, organizadas e orientadas pela Direcção Nacional dos Registos e Notariado, de 2014 a 2024”.

De acordo com a nota de imprensa da Editoral Fundza, “Pensar o Direito dos Registos e Notariado” foi prefaciado pelo Advogado Gilberto Correia, para quem “a obra tem a flexibilidade e a maleabilidade de ser profissionalmente útil a Notários e Conservadores, mas também a profissionais forenses, a juristas bancários, aos legisladores; enfim, a um leque diverso de profissionais”.

João Jaime Ndaipa Maruma nasceu a 11 de Fevereiro de 1971, no distrito de Marromeu, província de Sofala, Moçambique. Licenciou-se em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane em 2001, onde concluiu o Mestrado em Ciências Jurídicas, em 2013. Entre 2000 e 2017, foi docente em várias universidades, destacando-se a Universidade Eduardo Mondlane, a UniZambeze e a Universidade Católica de Moçambique. É co-autor do livro “Um Olhar Jurídico, Sociológico e Económico sobre HIV/SIDA em Moçambique” (2015). Desde 2003, exerce como Notário e Conservador Superior. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Moçambique - Emília Paulino estreia-se com “Bebé O e a descoberta do mundo azul” na Beira

Nesta sexta-feira, às 17 horas, a Editorial Fundza vai lançar, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, o livro “Bebé O e a descoberta do mundo


Nesta sexta-feira, às 17 horas, a Editorial Fundza vai lançar, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, o livro “Bebé O e a descoberta do mundo azul”, da escritora Emília Paulino.

De acordo com o comunicado de imprensa da Editorial Fundza, trata-se de um livro infanto-juvenil que aborda a história inspiradora de um bebé com espectro autista, que, com o apoio de médicos, familiares e, em especial, da sua irmã mais nova, desenvolve habilidades essenciais e valores como o amor, a inclusão e a união.

A autora avança que o livro traz uma mensagem de esperança e reforça a importância do apoio familiar e social no processo de desenvolvimento de uma criança autista, conforme se pode ler na nota de imprensa: “Com esta obra, pretendo abraçar, mesmo que de longe, os pais de filhos especiais e todos os meninos autistas para dizer-lhes que não estão sozinhos, que o autismo não é um segredo e que juntos somos mais fortes”, reforça a escritora.

Na cidade da Beira, a obra será apresentada por Rodrigues Germano, especialista na terapia da fala e que assiste muitas crianças com necessidades especiais.

Emília Paulino, natural da cidade da Beira, é advogada e docente universitária. Tem um mestrado em Direito e outro em Sistemas de Informação Geográfica, além de formação em neurociências do autismo e em ABA e estratégias naturalistas. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Moçambique - Ana Magaia considera que Feira do Livro da Beira marca diferença na valorização da literatura

As actividades desenvolvidas pela Associação Kulemba, em prol da literatura em Moçambique, marcam a grande diferença, em termos práticos, na valorização da literatura moçambicana. Essa posição foi defendida pela actriz Ana Magaia, depois do encerramento da quarta edição da Feira do Livro da Beira (FLIB 2024), que decorreu entre os dias 18 e 20 de Setembro.


Para Ana Magaia, a Kulemba está a fazer o que devia ter sido feito há muito tempo. A actriz acrescentou que a associação está a dar aulas a grandes gerações ao proporcionar eventos como a FLIB, que permitem discutir vários aspectos da literatura moçambicana.

Na FLIB 2024, Ana Magaia participou no sarau de encerramento do evento, no qual fez uma leitura encenada do conto “Rosita, até morrer”, da autoria Luís Bernardo Honwana, escritor homenageado na quarta edição da FLIB.

Em relação ao trabalho apresentado, a actriz sublinhou que encenar qualquer peça sobre a obra de Honwana é motivacional e inspirador, uma vez que faz recordar vários episódios da sua juventude nos diferentes palcos do país, pois ela estreou esta peça, pela primeira vez, nos anos 80.

Palestras, conversas, debates, sarau cultural e feira de livros foram as actividades programadas para a quarta edição, que decorreu no Instituto de Formação de Professores de Inhamízua, Livraria Fundza, Universidade Licungo, Centro Cultural Português na Beira e Casa do Artista. Nessas actividades, houve participação de diferentes públicos que celebraram a grande festa do livro.

No seu discurso de encerramento, Dany Wambire, presidente da Associação Kulemba, sublinhou que esta edição é uma continuação da celebração dos 60 anos de “Nós Matámos o Cão-Tinhoso, uma vez que, ainda neste ano, houve, em Maputo, actividades iniciais, como o simpósio e a publicação do livro “O inventário da memória”, organizado por José dos Remédios.

Depois destes quatro dias de intensas actividades, Dany Wambire afirmou que Associação Kulemba conseguiu cumprir, com sucesso, os objectivos traçados para a festa de seis décadas da obra emblemática que marcou várias gerações em Moçambique e no estrangeiro. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Moçambique - Severino Ngoenha lança o livro “Da Wesselia à Wesselia” na Beira

O filósofo moçambicano Severino Ngoenha lançou na Beira o seu mais recente livro, “Da Wesselia à Wesselia”, uma obra sob a chancela da Editorial Fundza, a qual reflecte sobre o lugar do homem num contexto dominado pela tecnociência, que consegue fazer “homens” melhores que os biológicos.


Segundo a publicação da Editora Fundza, Dany Wambire, editor do livro, no seu discurso, disse que a Fundza não está virada apenas para obras literárias, pois também tem estado a trabalhar com livros de outras áreas do conhecimento, como o caso de “Da Wesselia à Wesselia”.

Por sua vez, José Rombe, apresentador da obra, disse que Severino Ngoenha procura, “com “Da Wesselia à Wesselia”, colocar no centro da análise a necessidade de os africanos, especificamente os moçambicanos, comprometerem-se com a tecnologia e a ciência para ganhar uma posição entre as nações.

Na sua intervenção, Severino Ngoenha afirmou que a obra denuncia o problema ético das tecnologias ligadas às ciências, porque resultam na manipulação, em várias áreas, o que traz a disparidade entre os homens, havendo um convívio entre os fracos e os fortes.  “Há uma grande distância tecnológica entre vários países. O que será da humanidade? Se não acelerarmos os nossos passos, corremos o risco de sermos a espécie que vai desaparecer”’, advertiu o filósofo. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 25 de junho de 2024

Moçambique – Apresentação do livro “Te amo mecanicamente”, no Centro Cultural Português da Beira

No dia 27 de junho, às 17h30, Marco Lole de Andrade apresenta a 2.ª edição do livro “Te amo mecanicamente”, no Centro Cultural Português da Beira.


Marco de Andrade, em "Te amo mecanicamente", entrelaça versos e experiências, criando um intrincado sistema poético e revelando os acoplamentos emocionais, as correias que conectam os sentimentos e os eixos que movimentam as relações humanas.

O livro, que tem a chancela da Associação do Clube do Livro da Beira, será apresentado por Alberto Zimata Mapime e comentado por Diodino da Fonseca.

Marco João Lole de Andrade nasceu a 01 de janeiro de 1995 na cidade da Beira. Formado em Mecânica Geral pelo Instituto Industrial e Comercial da Beira, foi formador de cursos profissionais pela ESSOR em parceria com o Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), a extinta INEFP - Sofala. Participou nos concursos FESTBEIRA, edição de 2017, e no Show dos Bairros, edição de 2018, na categoria de declamação de poesia, tendo conquistado uma das melhores posições.

Alberto Zimata Mapime é pesquisador, bibliotecário, escritor e ativista cultural. Exerce as suas funções na Administração Pública, no ARPAC, I.P. - Instituto de Investigação Sociocultural - Delegação Provincial de Sofala. Zimata Mapime tem obras e artigos científicos publicados em revistas e no Jornal Diário de Moçambique. É Formado em Ciências Documentais e Sociologia. Atualmente, frequenta o curso de mestrado em Teologia no Instituto Teológico Gamaliel no Brasil.

Diodino da Fonseca é de Quelimane, natural de Maquival. Tem formação em Contabilidade Geral. Possui a licenciatura em Linguística pela Faculdade de Letras da UEM, é membro do Clube do Livro da Beira e é formador de professores de ensino bilingue. No centro de estudos africanos da UEM, fundou o Núcleo dos Estudantes de Linguística Bantu. A sua criação consta da antologia “Gritamos por Cabo Delgado” (2023). Atualmente, é colaborador do MINEDH – Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. In “Camões – Centro Cultural Português Pólo da Beira” - Moçambique